lá seja bem vindo seja bem vindo a mais uma edição do programa sala de bate papo ele notou que as discussões nas redes sociais vêm se tornando cada vez mais comuns seja perdeu por acaso algum amigo teve dificuldade de comunicação com algum parente nessas plataformas por conta da sua posição política no atual cenário político brasileiro a internet tornou se uma das principais funções dos principais palcos né de enfrentamentos ideológicos cada vez mais intolerantes e extremistas isso sem falar em outros temas como as discussões relacionadas à religião a consumo a futebol a aborto e saúde enfim
estaria o povo brasileiro nesses tempos modernos mais próximos de um comportamento fanático a gente vai tentar entender um pouco a essa questão no programa de hoje sobre o comportamento eo atual quadro sócio cultural do país e seus possíveis desdobramentos aqui conosco no estúdio a márcia tiburi ela é filósofa e também o pedro duarte professor de filosofia da puc aqui do rio de janeiro de casa também vai poder ter a chance de acompanhar como as participações do público via redes sociais também poderão contribuir para essa discussão márcia pedro dom obrigado pela presença e é a gente
vai dar uma primeira reportagem para trazer a vocês um pouco de como esse tema andou passando aí pela imprensa brasileira pelas redes sociais nos últimos tempos pode rodar ser fanático por alguma coisa significa aderir seguramente uma posição doutrina ou sistema acreditar ser detentor da verdade não questionar seus princípios e tentar convencer os demais de seu ponto de vista são algumas das características do fanatismo que pode ser encontrado tanto na religião como no esporte na política e até mesmo com que consumimos levado ao extremo esse tipo de comportamento pode desencadear em violência não é preciso ir
muito longe para lembrar de casos como esses no brasil são freqüentes os casos de brigas entre torcidas o dem risadas de futebol já as divergências religiosas são motivo de guerra em vários lugares do mundo até hoje no brasil desde as últimas eleições as redes sociais se tornaram um novo palco de discordância e brigas ideológicas afinal por que o brasileiro ficou tão radical com suas posições mas é começar com você essa é uma pergunta que termina no vt é que a gente sabe que não é tão fácil reflexão mas não consegue interpretar esse comportamento de muitos
da sociedade brasileira nesses tempos modernos que remetem aí há um posicionamento em redes sociais mas também mais atos de intolerância nas ruas tudo bom tudo há vários caminhos é pra gente tentar encontrar uma interpretação ao mesmo tempo a gente tem que evitar um excesso interpretação para a gente poder conversar acho que o sinal assim importante de uma conversa sobre esta é que está todo mundo muito assustado com esse cenário e esse cenário não é novo na verdade o que a gente vê hoje é uma espetacularização disso tudo e digamos que essa tendência eu chamaria assim
a tendência psico política a tendência ao fascismo por exemplo o fanatismo está muito próximo disso né então essa tendência é manipulada de tempos em tempos ela vem à tona porque na verdade ela foi manipulada pelos meios de comunicação de massa televisão sobretudo jornais revistas nos meios de comunicação de massa ele tem uma função muito importante porque eles são próteses de conhecimento as pessoas se informam e não apenas informam elas constrói a sua visão de mundo a partir daquilo que é produtores enfim de informação de opinião oferecem às pessoas infelizmente não existe muita mediação é para
que as pessoas possam discernir sobre o que elas estão vendo nesses meios de comunicação os meios de comunicação são muito parecidos com a com a religião com os discursos dos meios de comunicação ea função social do meio de comunicação é muito parecido também com o discurso do da igreja do pastor é em relação à população então tem uma história assim a gente poderia até eu analisar a história dos meios de comunicação em relação à igreja quem inventou o espetáculo não acho que seria interessante pensar é mas sem dúvida tem um eu acho que tem um
ganho subjetivo que está em jogo para as pessoas que hoje se manifestam dessa maneira e por que eu estou chamando aqui de de lucros objetivo de ganhos objetivo é as pessoas que hoje estão se colocando na sua fé no seu eu vamos dizer assim é que estão engajados nessa idéia de que elas podem manifestar o que elas podem dizer alguma coisa é são pessoas que assim quando é o fazem sem refletir sobre o que estão fazendo estão caricaturizam dando a singularidade que é um valor da nossa época então é a gente pode ver pessoas muito
agressivas agenda do jeito muito agressivo é se manifestando a partir de clichês falando é pegando uma manchete né um jornal ou uma expressão uma frase no twitter que foi engraçadinha o que causa curtidas e as pessoas se entregam isso em resumo eu diria que a gente poder que nós podemos analisar a oculto da da emoção que está em torno disso tudo junto com uma excitabilidade produzida pelos meios e um lucro subjetivo que cada cidadão que cada individual alcança numa época em que as pessoas foram apagadas na então você não é mais nada você não é
ninguém mas se você veste uma camiseta da cbf grita contra a corrupção e fala mal de alguns políticos estratégicos e se engajem no projeto que parece sim que muita gente está se engajando se você adere a esse desejo de audiência que está construindo subjetivamente então você já encontra um lugar seguro saiu de cima do muro e acabou de tomar uma posição deixa eu perguntar a opinião no pedro nesse sentido você concorda com a massa com relação a essa questão relacionada não só a comunicação a produção da informação como também o comportamento mais recente por exemplo
nas últimas duas décadas nas últimas três décadas do brasileiro relacionado há muitas dessas discussões tudo bem com você eu acho que o fanatismo tem como fundamento uma espécie de insuportabilidade acho que o fanático não suporta a incerteza e desamparo e acho que nesse sentido quanto mais incerteza quanto mais desamparo pode proporcionalmente vir um crescente onde o fanatismo mais fanatismo sentido já se agarra desesperadamente alguma coisa que pareça da um fundamento o fanatismo tem uma dimensão essa palavra pra minha volta claro dimensão política mas como você chegou a falar é é assim imediatamente futebol também é
e e quando ele fala do fanatismo no futebol eu acho curioso porque tem uma ambigüidade maior o fanático do futebol e não é necessariamente tão negativo parece algo ali que indica também paixão emoção envolvimento mas que pode chegar um ponto e acho que isso é muito emblemático do que do que qualifica uma posição fanática e também na política é em que a única maneira de lidar com o outro é aniquilar o outro faz uma referência sobre razão e emoção do ponto de vista psíquico onde até o campo das idéias você pode ter o diferencial ideológico
de alguém mas quando isso passa para o campo físico campo da não racionalidade da emoção que faz pouco mais sobre isso que o futebol é mais né é é comum as pessoas tolerarem o fato de não ser algo tão racional a paixão de um torcedor pelo seu time não sei se entendi bem a sua questão que é fato pouco mais acho que sim mas não sei se faria uma distinção tão radical entre razão e emoção acho que tem emoção e tudo no futebol evidentemente tem muita emoção é o que eu quero dizer que tem uma
dimensão da emoção e da paixão que não se percebe às vezes dependente do outro eu sempre penso nesse desejo que os torcedores muito fanáticos de um time tem de outro time caia para a segunda divisão é que é um desejo curioso porque se ele fosse realizado plenamente definitivamente seria muito da graça torcedor no seu próprio time não quer torcer pelo flamengo jogar com o fluminense e torcer pelo fluminense não jogar contra o flamengo perde totalmente a graça você quer ser campeão do campeonato jogando contra esse outro então tem um lugar delicado mesmo dessa relação com
a diferença em que só se tem graça com ela mas ela sem que se perceba pode rapidamente se transformar no objeto que simplesmente se deseja que seja aniquilada trazer mais um convidado para assumir essa conversa nós vamos conversar agora com nossa fernandes ele é editor da revista galileu vai falar conosco diretamente de são paulo pela internet ea revista galileu publicou recentemente uma matéria que inspirou se debate relacionando os estudos e as análises com o comportamento do brasileiro eo fanatismo natan muito boa nos trouxe tudo bem o quarto bom obrigado pelo agente deve participar do nosso
programa que se escrevesse um pouquinho para o público que está acompanhando agora direto da redação da galileu quais foram as intenções da revista publicar uma matéria como essa que você pode trazer aí pro público sobre a execução dessa matéria em tempos modernos na tam então a gente publicou essa reportagem aún alguns meses já mas o tema do do fanatismo já estava em voga desde que desde a eleição da dilma é começou a se falar da peça rachadura no brasil então a gente resolveu trazer isso para a revista a idéia então a gente foi espetacular política
e falar de vários temas né do e ligiane onde d do futebol também e do e do consumo que levando um pouco mais clara de tecnologia é este o consumo dos fanáticos pela apple por exemplo nas meninas é mas acho que o que deu pra perceber fazendo essa reportagem que o responsável pede a nossa outra editora que também é que no fundo todas essas faces do fanatismo tem uma ligação em comum é que é acho que eu tenho uma reportagem uma pesquisa do de um psicólogo israelense chamaria almerares que ele fez que eu acho que
que é bem interessante nesse ponto entrevistou homens bomba é que não explodiram né então ele falando com as pessoas ele constatou que mais do que a ideologia deles mais do que é ter lá a religião deles eles queriam ser aceitos pelo grupo porque eram pessoas muito não não confiavam no próprio taco nem precisava fazer coisas que que tivessem eles e respeitados pelo grupo às vezes tem muito a ver com a qual era que a gente vive hoje de episódio facebook é fazer questão no facebook a gente acaba aderindo a um grupo quer fazer parte dele
e acaba às vezes e levando isso é pegando verdades absolutas até e ultrapassou a razão né e pra fazer parte desse grupo a gente acaba querendo assim questões ou saindo manifestou manifestações batendo em pessoas que estão vestindo uma camiseta de outra cor enfim tudo pra pra compensar essa falta de habilidade social a gente colocou até uma enquete no twitter é daqui a pouco vou trazer para vocês um pouco também do resultado da performance no facebook e vou trazer a discussão já que eu estou de volta com vocês daqui a pouquinho na tam a gente colocou
assim ou se abrigou bloqueou excluiu a um amigo nas redes sociais por opiniões políticas ou coisas do gênero vinte e três por cento dos participantes da nossa enquete responderam que sim já tiver necessidade de bloquear alguém ou excluir da sua rede de relacionamento 20% sim falando foram vários várias pessoas acabaram tendo esse tipo de relação com a pesquisa 30 8% afirmaram que não e 19% nunca acho uma bobagem esse tipo de coisa márcia pedro vocês já tiveram particularmente esse tipo de experiência em redes sociais ou querem comentar alguma circunstância de algum episódio que aconteceu com
um amigo com alguma amiga você mas eu quero dizer é constrangedor porque já tive polícia diga sim em todas as pessoas que já tive em mente psicótica não foi nem 2 muita gente psicótica é ameaça de assassinatos mortes você pode imaginar muitos muitos muitos realmente sou uma pessoa bem perseguida mas não só nas redes dando aula de filosofia também encontrei cada situação há cinco pessoas então é eu tenho uma página uma fan page é que não sou nem mais eu que administro ele as pessoas estão autorizadas a realmente evitar que sejam demonstradas as manifestações quaisquer
de violência verbal imagética é e essa foi uma medida que a gente acabou tomando assim pra evitar que a propaganda da própria violência porque as pessoas se sentem muito autorizadas digamos que as práticas de violência elas são contagiosas e prática e também a violência verbal não é tão fácil no nas redes sociais se pratica isso o outro se sente também autorizado é do que não falou isso é tão importante ele usava em algum momento ele falou a palavra absoluto e eu acho que as pessoas não é isso a gente pensar eu falei antes da curva
curta emoção nessa sociedade a sociedade mais tempo excitada que alguns autores trabalham e sugeria também as despesas nessa sociedade fissurada é que a sociedade que vive uma relação com o absoluto e que não é capaz de se questionar de duvidar e portanto de relativizar nada e nesse sentido como eh eh eh eh eh eh eh você também colocou o outro né pode negar aquilo que é o digamos o meu absoluto ele deve ser eliminado da sendo ele deve ser extirpado ao mesmo tempo a gente se sente assim na hora de desbloquear alguém parece que a
gente está tendo o mesmo gesto violento né é mas ao mesmo tempo as redes elas não podem ser tomadas como redes é que nós estabelecemos relacionamentos pessoais com as pessoas as redes sociais elas é são muito mais é elas estabelecem muito mais relações impessoais são relações virtuais são relações espectrais então é preciso ter noção de que ali nós estamos usando meios e que esses meios de que é um meio de comunicação e que esse meio cria o espetáculo também ou seja cria alguma coisa que é para os outros verem pois é ea gente tem que
saber o que a gente quer que os outros vejam o que isso causa no imaginário popular e nesse sentido até transferido também pergunta pra você pedro e depois vou perguntar paraná também à sociedade que é produtora de conhecimento é até um certo ponto a massa começou o debate citando os meios de comunicação a questão de você ter não só o controle a profusão de informação interessante nisso tudo mas hoje em dia a gente também percebe o cidadão comum como um provedor de informação dá pra dar uma análise ou fazer um balanço nesses últimos tempos da
até que ponto ele entende de que a internet é realmente um ambiente que tenha um perfil x onde você deva colocar pensamentos opiniões e tem uma noção do que é isso mas também existe o perfil das pessoas o rosto das pessoas à idade das pessoas como você analisa esse tipo de situação com base numa reflexão voltada pra produção do com do conhecimento do empoderamento do cidadão para o mundo a partir de uma rede social de uma tese de doutorado é eu acho que não é só uma questão de as pessoas entenderam não acho que a
própria definição da internet em geral e das redes sociais em particular é permanece em grande parte em aberto não sei se em algum momento vai se fechar por completo as pessoas usam isso de maneira diferente mais uma plataforma aberta nem constante quando vejo cada um é usa muitas vezes sua página em uma rede social alguns de maneira privada algo de maneira pública é você cria também quase uma espécie de entrar pela jurisprudência pra ver se você faz muito pouco x é em relação aos seus amigos vocês ainda se você simplesmente passar antigos coloca opiniões políticas
de que tipo de então tem uma instabilidade muito grande em relação a isso é eu estava olhando antes de vir pra cá hoje mesmo na página de um amigo e tinha uma reclamação já tinha feito um post uma reclamação de um amigo dele porque o post desse amigo tinha sido apagado e apagou o post de um amigo ea resposta dele foi eu apaguei para não ter que dizer o que eu acho que você que eu achei que ia ser muito mais agressivo se tratando de um amigo que eu conheço desde a infância então acho que
isso é muito delicado porque do que alguém ou a pagar alguém dependendo de como você usa gente as redes sociais se for um ponto está mais privado é não é algo nada absurdo você tem direito a escolher com quem o leu foi uma troca do piso do mercado um público específico para voltar a dialogar às vezes até um grupo fechado então acho que tem uma instabilidade inerente ao uso é dessas ferramentas mais novas é é que de fato exige que a gente vence cada casa a casa eu fiz a pergunta massa faça você será teve
uma vivência teve que bloquear alguém tem uma disposição que você saiu eu nunca tive um caso tão dramáticos assim é também mas já tive vontade de retomar bloquear mais como uso com muita parcimônia achei que você não tem nenhum uso privado aprendendo com moderação a pressão com moderação e eu diria mais com curiosidade das pessoas que eu tenho vontade bloquear o sistema opinião de schmidt muito diferente de mim mas que eu fico com curiosidade poder ver então como e supera até aí você a gente tá aqui tentando né trazer algumas perspectivas do relacionamento de pessoas
com redes sociais seja do ponto de vista profissional acadêmico pessoal você já viveu alguma situação em que teve que realmente parar pra pensar você é uma pessoa que está sempre mostrando a redação da galileu no twitter desculpe né dialogando com o público deve também ter né comentários e críticas construtivas não fazem parte de sua rotina na verdade não é fácil escutar ao vivo inclusive apresentando você dá com opiniões que não acredita sim mas eu acho concordo com pedro porque é esses conflitos né é só a gente saber a forma como outra pessoa pensa que pára
de colecionar evoluir a gente tem hoje é muito fácil você moldar todas as suas redes sociais com pessoas perfeitas que combina com você mas acho que isso não não não faz você evoluir no debate né por que exatamente você saber o que a outra pessoa pensa que que faz você continuar desse jeito está concordando com as pessoas e leu há várias coisas que ela está fazendo às vezes ela coloca uma coisa assim você toda calma também não é pra tanto né então eu acho que saber ver o outro lado também é importante né imprudente aqui
na galeria presidente tem um conselho de leitores e tal e e é uma das idéias era procurar pessoas bem diferente tem mulheres por exemplo que a gente faz reportagens sobre a aced feminino sobre feminismo e e algumas garotas não concordam com isso acho errado e aí é interessante você saber por que né porque ela pensa assim ou porque é uma coisa que eu a princípio seria pra ajudar ela não vê como isso né então acho que o melhor do que viver em uma bolha toda rodada é você saber enfim com as pessoas de fato pensa
e procurar entender eu vou trazer aqui para a massa fazer alguns comentários vou tirar o natal rapidamente aqui da tela para mostrar a nossa participação no facebook o canal futura fez uma série de postagens ao longo da semana e tá aí na tela pra você a gente vai colocar aqui algumas dessas portagens para você poder participar também e nesta postagem a gente viveu aqui mas eu vou colocar em contexto a gente vai comentando a perder um amigo por causa de alguma coisa nas redes sociais sejam post uma discussão cara a cara é algumas questões relacionadas
à s alguns comentários são esses mensagem já passei sem essa fase aliás tenho mais amigos que pensa o contrário do que igual se eu for brigar com todo mundo que discorda de mim vou sair na mão comigo mesmo eu estou fazendo uma reflexão a reflexão animal autocrítica a maria silva olha política família não se misturam é impossível não dá entre os dois escolho a minha família segundo ela pois esta é honesta eu sei que poderei contar quando precisar de mais um comentário aqui da rosa claro que já amigos familiares coxinhas eu sou de esquerda não
necessariamente petista não abro em outro comentário às vezes é melhor não opinar e estou aprendendo mas é difícil um pouco esse termômetro é alguma reação dessas não faz sentido para você todas elas são engraçados que não tem contentando encontrar sua maneira de conviver com essa novidade que são as redes sociais na nossa vida é mais assim é ter digamos é um teatro novo né gente assim que a gente vai fazer com isso né eu é já bloqueei pobre pessoas da minha família das pessoas mais íntimas e próximas então são pessoas muito inspiradoras inclusive na hora
que eu faço as minhas pesquisas sobre fácil revelações surgem né é então assim não sei o que a gente pode fazer com essas opiniões das pessoas mas acho que isso aí demonstra muito bem o modo como as pessoas com sua digamos razoabilidade estão tentando conviver com esses meios que hoje muito triste sempre as pessoas viverem demais nesses meios é isso que sendo que se trata de e mails então é como se esses meios também como se as redes sociais tivessem se tornado fins ea experiência destes meses então como coisas absolutas elas essa essa experiência não
nos ajuda a entender uns aos outros quando falo do esquecimento dos meios é como se a gente tivesse esquecido que a linguagem é aquilo que nos une então evidentemente uma pessoa pode ter uma opinião muito ruim a outra tem um digamos muito diferente é único porque o rio é uma opinião não é preconceituosa maioria uma posição preconceituosa uma posição preconceituosa por uma pessoa que é aberta que tem abertura ao outro fica sempre muito intragável ao mesmo tempo pra você não repetir numa auto contradição aquilo que o outro faz o preconceito você tem que tentar conversar
com a pessoa é mas ao mesmo tempo pode ser muito difícil pode até ser impossível conversar com outra pessoa e isso é digamos é esse desejo de conversar a abertura o outro ela não está esse desejo não está dado assim na nossa sociedade o convite que a gente recebe do sistema econômico sócio político ou jurídico vão colocar tudo ideológico é pra que a gente se torna todo mundo onde ogros robotizados agressivos é praticando uma violência simbólica é imaginária diária é enfim que nos coloque justamente numa relação verdadeira com as outras pessoas essas pessoas que se
manifestaram e acho que elas foram assim na outra direção elas aprenderam que a que a rede é só um meio e talvez até vou colocar na tela pra vocês o futuro deixou claro que era uma brincadeira e tal falando de um assunto sério mas agora proposto correto é na nossa página no facebook a pedir pra gente mostrar a gente colocou lá e justamente já deixou aqui no ambiente do post uma simulação do que seria alguns comentários que não pensam conforme a igualdade entre eles e aí vou trazer a equipe natan de novo na nossa tela
não poder voltar para a conversa nathan você é consegue refletir a partir do ponto de vista da intolerância é claro que às vezes faltam indicadores a é muito difícil entender uma revolução quando a gente faz parte dela mas pegando um pouco de tudo que a gente tem falado aqui no debate e você percebe mais intolerância independente de ser nas redes sociais independente de ser em função da das manifestações que aconteceram neste final de semana vão acontecer na próxima sexta feira também se percebe isso ou não é uma é uma situação do nosso tempo eu acho
que eu percebo mais pessoas que está falando ante tendo é muita certeza das coisas e não querendo questionar e acho que isso traz a intolerância é quando você acha que você está muito certo de uma coisa não tem discussão é com a marca falou que vai falar com uma pessoa às vezes não dá nem para falar porque a pessoa já tem tanta certeza do que ela pensa e do que ela acha que ela não vai mudar então acho que é isso acaba trazendo a intolerância e e às vezes até agravando as situações que daria para
resolver conversando né mas acho que essa questão de de racha no país né de de captura são coisas que sempre existiram ea a acho que essa polarização principalmente na política agora só mostra está mostrando como isso sempre existiu e e como as pessoas não querem é talvez a conversar sobre essas diferenças não era ele que agradeceu na fernandes editor da revista galileu alguma dica é para leitores internautas que acompanham as produções da revista na tam a uma matéria do mês que vem é capa do mês que vem a gente vai falar o assunto é parecido
com isso que tem a ver também com um ativismo digital e tal então a edição de abril vai ser bem interessante também quem acompanha o assunto e saber mais e legal é legal é muito obrigado e até uma próxima oportunidade valeu obrigado joão pedro antes a gente passar o bloco pegar o teu ponto de vista você começou falando sobre futebol a questão do público da política quando a gente percebe que a questão que tá no âmbito da reflexão sobre futebol com do ator passa por um viés mais ideológico no campo da política não dá pra
ter uma visão tão cartesiana tão claro assim mas isso tem acontecido no seu contributo no lugar e ainda pratica chance tão clara é eu quero retomar uma coisa que a massa o que acho muito importante é quem tem um ponto é nevrálgico da discussão sobre o fanatismo meu ver que é a gente sempre tomar cuidado pra não dá por certo que o fanatismo do outro porque a gente tem já se colocar sempre no lugar de equilíbrios no lugar do meio é do meio nesse sentido do ano que é justo e é como se o outro
fosse um fanático eu considero que eu na verdade todo lado bem eu na verdade estou sempre do lado certo e ea rigor muitas vezes o outro também e é isso que a gente chama de polarização inclusive em relação à política brasileira atual tem muito a ver com isso cada um dos lados com tanta convicção de que ao certo aljustrel bem o outro imediatamente está desqualificado na sua posição de fala porque se você vai conversar com o outro achando que ele está sempre de má fé que é uma desculpa para alguma outra coisa já é impossível
isso nem conversa né eu vou fazer uma pausa breve aqui no nosso programa fala debate vai para intervalo a gente está aqui no estúdio discutindo um pouco sobre o fanatismo um pouco sobre o comportamento do brasileiro em tempos modernos também com relação à política religião há consumo a gênero e daqui a pouco a gente volta a falar sobre isso só debate ao intervalo e já estamos de volta ae muito bem estamos de volta com sala debate esta noite falando da relação do brasileiro e o fanatismo análise comportamental a história do brasil dos acontecimentos recente e
o comportamento do brasileiro não só na internet como nas ruas com relação à sua própria posição ideológica a respeito dos mais diversos temas conosco aqui no estúdio a márcia tiburi ela quer filósofa e o pedro do ar também professor de filosofia da puc aqui do rio de janeiro estava começando com a massa com pedro nos bastidores vão trazer pra vocês uma imagem que marcou este fim de semana durante as manifestações no rio de janeiro em são paulo em todo o país contra o governo da presidente dilma e essa foi a imagem que rodou bastante as
redes sociais a imagem de um casal aparentemente a linha de classe média vestindo a camisa do brasil e tudo mais com a sua babá levando os filhos para a manifestação todo o contexto nem a respeito de justiça social posição ideológica queria saber a opinião da massa e do pedro a respeito do episódio como esse que reverberou nas redes sociais neste fim de semana mas o que você tem a dizer com relação às poucas informações que tem sobre o episódio possa falar com mais fogos e bom e informações e fazer uma leitura das imagens tendo em
vista que as pessoas foram para as ruas chamadas provavelmente pelas redes sociais e também sobretudo pela televisão as pessoas que estão mal informadas sobre acontece há pessoas que não foram educadas para política não foram educadas para a sociedade é também tem toda uma a dificuldade nossa é de avaliar o sentido a partir do qual as pessoas foram na casa existe também toda essa esse desejo e singularidade e nem só pessoas sem noção de política foram para as ruas muitas foram agora essa imagem é uma dessas imagens dialéticas né uma dessas imagens muito fortes que parecem
assim que explicam tudo que estava acontecendo ali também tomar muito cuidado com isso mas digamos os cidadãos de uma determinada classe social então a questão da classe social está posta ali é pra quem questiona isso é importante pensar na luta de classes a tensa ali entre os que vestem a camiseta verde amarela a mãe que carrega um cachorrinho é uma típica cena da família burguesa com uma babá a uma empregada negra a serviçal é carregando as crianças no carrinho seja fazendo o trabalho essas crianças entregues enfim aos serviços de um outro o outro que tem
que ser marcado também pela sua roupa a aabar não foi de verde e amarelo então a gente pensa na semi olímpica da foto e tem alguma uma contradição acontecendo quer dizer ah é aparece uma uma imagem que enfim um simbolismo digamos assim que tem incomodado muitas pessoas sobretudo quem faz uma luta de classes na mulher negra vestida de branco para ser marcada como alguém que não é da família alguém que é a empregada que demonstra bem o poder da classe dominante em pagar um serviçal para carregar os seus filhos enquanto deixa eu cuidar do cachorro
não cuido dos meus filhos o homem ea mulher nesse arranjo burguês então assim é uma imagem que eu diria vou confessar aqui com todo respeito que eu acho que respeito é a palavra também que a gente tem que colocar na nossa cena política atual me causa profunda vergonha alheia concordo com a leitura que a márcia faz só acho eu vi um pouco da repercussão em torno disso só acho que é importante também não fulanizar não individualizar a imagem que foram atrás do doente descobriram quem é e acho que não é essa questão eu acho que
quando a massa faz uma leitura dessa profissional depois exatamente quando quando a massa uma leitura da imagem isso é muito mais interessante politicamente do que propriamente achar o contexto em pirituba no qual ela se deu né a questão é mesmo o se o que essa imagem simboliza em relação a problemas que nesse sentido é dizem respeito ao brasil é para muito além do que parecia estar em jogo ontem aquelas manifestações muito bem eu vou trazer mais um convidado para este nosso debate que vai participar pela internet agora é o jaime pinsky ele o historiador professor
titular da unicamp doutor e livre docente também pela usp e vai participar agora conosco conversando pela internet já é muito boa noite tudo bem hollande prazer conversar com gosto de trazer a nossa empresa pela beleza tem o nosso convite pois bem já é um assunto que também faz falta no debate como esse é a perspectiva histórica é muitas pessoas às vezes entram numa discussão trazem alguma certeza algum comentário como se fosse a verdade absoluta a respeito de um tema e também é perceptível a falta de perspectiva histórica de onde muitas dessas discussões vieram não é
que você analisa esse tipo de posicionamento hoje em dia dá pra fazer uma reflexão como essa de que às vezes aulas de história e perspectiva fazem falta então é existe uma brincadeira dizendo que o problema do oriente médio particularmente a questão entre israelenses e palestinos é que lá existe muita história pouca geografia aqui no brasil e deixou o posto nós temos bastante geografia falta um pouco de história na nossa perspectiva é nós num nós não temos essa dimensão ea cabelo e acabamos fazendo leitores um pouco apressada das situações e isso nos leva a posições supostamente
extremas em primeiro lugar eu não acho que as posições extremas a me perguntar se eu acho que o brasileiro anda fanático é o fanático outra coisa fanático é você é não trabalhar com uma racionalidade é você não utilizasse de obter números nacionais os a simples busca de argumentos racionais mostra que esse fanatismo existe na tyco é por exemplo um indivíduo que queima outro mata o outro uma verdade supostamente revelada e eu não estou vendo esse fanatismo felizmente não estou vendo esse fanatismo aqui leituras diferentes são normais são comuns na política e porque que nós não
queríamos não é agora quando as pessoas vão às vias de fato essa análise muda no seu ponto de vista já não necessariamente mais freqüentemente sim quando o quanto você seja existe um exemplo muito claro e fácil é o fanatismo esportivo como é chamado esse quem é fanático o indivíduo que é sua mãe está fanático e que pega uma latinha de cerveja senta diante da televisão xingar o juiz não permite que praticamente ninguém fique na sala uma honra contra o adversário ele é um torcedor fanático ele é fanático eu diria fanático mais ou menos agora o
outro que pega uma barra de ferro e pedaços hertha na cabeça do adversário e se sim é fanático então nós temos diferenças de grau que estabelecem o que é fanático e o que não é fanático quem é fanático quer dizer um idiota logo que se imagina adriano nos anos 40 e se acha mais inteligente do que a gente tem porque ele supostamente é ariano e aí tem um passava de um judeu eu sou fanático por que a postura dele é de uma irracionalidade do total então nós temos que denunciar as coisas com calma se apresentam
o seu ponto de vista que prestou para pegar a opinião da massa e do pedro dá pra chegar a um ponto de vista semelhante a este no jardim onde há graus de fanatismo meio fanático mais fanático até por uma barra de ferro eu lembro do estudo sobre a personalidade autoritária do adorno que criaram uma escala escala efe que era escala fascista talvez a gente pudesse criar uma escala f para o fanático também assim é no brasil essas vias de fato que você mencionou talvez elas estejam mais freqüência do que a gente gostaria então quando a
gente pensa num episódio de lixo pinto é ali talvez não estejam de alguma questão religiosa religiosa ou qualquer outra questão mas há sem dúvida um posicionamento e houve vários linchamentos e tentativas nos últimos tempos agressões físicas muito contundentes até mortes linchamentos mesmo e isso nesse caso a gente encontra à venda em algumas imagens de cenas recente é uma coisa pois é uma aí é uma posição muito extrema e é a esse não é o caso de se pensar que estou agredindo o outro porque não concordo com a religião dele coisa que aliás a gente vê
também em relação às religiões de matriz africana que no brasil há o neo fundamentalismo chamemos assim é de certas igrejas que vem se constituindo no brasil é para se praticam também crescem em função do ódio por exemplo às outras religiões mas há também essa tomada da verdade absoluta que vem instantaneamente que faz muitas pessoas num ajuste no colo num uma configuração digamos moral é se sentir e de repente com a autorização no aval moral com o outro de espancar uma determinada pessoa no jogo de futebol isso acontece muito alguém desencadeia abriga também o lixamento alguém
desencadeia o espancamento e o outro vai atrás como se existisse uma espécie de empréstimo em relação ao gesto fanático do outro então eu vou eu vou por aderência isso nas redes sociais está muito comum as pessoas gritam a frases chavões clichês fascistas hoje ou posturas ou frase enfim preconceituosas muitas vezes apenas por imitação como se elas tivessem emprestando alguma idéia abstrata que dá certo e tomam aquilo como um absoluto não são capazes de questionar se elas mesmas deveriam estar dizendo aquilo que dizem então acho que grande parte do nosso fascismo é o efeito do nosso
cinismo também o da nossa hipocrisia né cinismo é uma coisa que a gente como filósofo curti tanto na empresa concorda é eu acho que tem uma questão de diferença de grau que se torna difícil no caso o fanatismo que o fanatismo a palavra indica algo muito amo a minha pergunta acho que torna difícil que é perturbador é é claro que tem diferença entre o cara que tá na sala com bebendo uma cerveja e gritando quando vê o jogo cara que pega uma barra de ferro mas o que é perturbador é saber se o cara que
está na casa bebendo cerveja que falta para ele só tem a barra de ferro o problema é esse quer dizer claro que ir às vias de fato não ir às vias de fato é decisivo mas a questão que se coloca é porque que não se vai porque se vai de fato que a gente pode ser simplesmente um problema de medo de punição de contenção social mas na verdade psicologicamente aquela pessoa tá aí a legislação em um país não exige tanta gente isso não quer dizer que a pessoa não seja fanática eu voltar a conversar com
jaime jaime a gente conversava aqui no início do programa a respeito do posicionamento das pessoas você trouxe um pouco no início a sua reflexão que não acredita que esteja é uma coisa se eu tiver errado muitos atos de fanatismo e mais atos de posicionamento mas você analisa o posicionamento do brasileiro frente assuntos muito complexos hoje em dia onde são mais resistentes das formas de comunicação deste brasileiro com o mundo desde o assunto quando é relacionado à igualdade de gênero a padrões de consumo a religião você analisa o posicionamento ideológico das pessoas nos dias de hoje
dá para ter uma idéia de de que maneira isso tem caminhando vamos por vagas em primeiro lugar linchamentos linchamentos quem fez o estudo mais completo a respeito disso foi o sociólogo josé de souza martins peri um belíssimo livro sobre o assunto recentemente publicado e ele mostra perfeitamente é é como que as pessoas acabam se envolvendo em determinadas situações e são situações bem específicas onde segundo ele há uma falta de estado josé a percepção que as pessoas têm de que é uma falta de punição a uma falta de estava que leva as pessoas a agirem dessa
forma bem então é é bastante diferente do que por exemplo uma situação como a do nazismo por exemplo ou por exemplo durante a inquisição espanhola ou se você quiser durante como o stalinismo em ou o próprio mal smu em que as pessoas em nome de sismos que eram verdadeiras religiões delas não é tinha uma crença que deixava de ser racional era totalmente irracional porque que há o pensamento irracional é grave porque ele é considerado revelado para se deus ou mal ou stalin que vendaram a mesma no caso efe revelou para nós então não há discussão
possível então o perigo do fanático é ele e não discutir o assunto exatamente ele não coleciona as questões porque o pensamento racional não existe pra ele então vamos deixar bem estabelecido isso o primeiro lugar segundo lugar agora vamos chegar a problemas mais atuais a não eu não é novidade nenhuma todo mundo sabe disso que as redes sociais trazem algumas missões algumas bandas vantagem de incríveis e algumas desvantagens evidentes uma das vantagens óbvias é a rapidez com que as pessoas se posiciona a superfície é a superficialidade com que elas se posicionam ea rapidez com que as
posições delas chegam de uns para outros e isso desencadeia processos é terrível mas claramente eu num não vejo não faço leituras apressadas a respeito das coisas por exemplo a respeito de imagens imagens chocantes de tv digital é pra mim uma imagem muito chocante por exemplo foi o tríplex guarujá que não pertence ao ex presidente também uma uma linguagem chocante é por exemplo uma chácara um sítio que também não pertence ao ex presidente entre aspas não é e que recebe uma torre da oim é próxima de si e que a percepção do que choca as pessoas
é muito relativa também é como por exemplo o jornal que chega e diz assim vejam essa é uma imagem de elite para mim uma viagem de uma uma imagem de elite é por exemplo ou um dono de uma grande empresa a ser preso é uma imagem é nova uma imagem é quase é raríssima eu diria inédita na história do brasil então em termos de percepção e imagem da importância da imagem aquela imagem muito importante agora vê e usa andando por aí com suas empregadas eu acho que é uma novidade pra ninguém apresentam se a falta
de visto aqui pra equipe do estúdio para março e pro pedro mas a gente também acompanha muitas publicações nem estudos você também tem um livro que comenta parte dessa discussão que ia trazer um pouco de suas reflexões a respeito desse assunto quando se tem uma uma produção escrita pois é eu gostei da da questão das imagens chocantes é as imagens chocantes no contexto da sociedade do espetáculo dessa desse culto de emoção de citação geral dessa desse desejo de audiência é é a primeira coisa que as pessoas deveriam saber que as imagens são construídas né porque
as imagens são muito naturalizados na nossa cultura e no entanto as imagens são todas construídas é bom pensar nisso né deixou assim para as pessoas pensarem neste livro que escrevi por exemplo como conversar com o fascista evidentemente se trata de um título irónico porque é fascista é no extremo aquela pessoa com a qual jamais conversaríamos no extremo uma figura como hitler quem conseguiria conversar com hitler as pessoas às vezes elas podem se tornar tão duras é então paranóica c estão fechadas na sua própria visão de mundo que elas se tornam incapazes justamente discuta o que
o outro tem a dizer ela se torna indisponíveis por exemplo uma pergunta e se tornem disponíveis também para elaborar o seu próprio pensamento a ponto de poderem comunicar com cuidado e feito o seu próprio pensamento ao outro por isso que a gente vê também essa gritaria geral aqui no brasil na e se essa é a opinião logia não há o piá todo mundo é dono da opinião todo mundo é dono da verdade digamos assim que o que o fundamentalismo da opinião de seu na ao chão e agora a gente chafurda aí nessa lama da ignorância
é eu acho nosso caso assim que foi por isso também que escrevi esse livro que a gente tem que parar pra pensar no que nós estamos fazendo uns com os outros no nosso contexto social tudo aquilo que a gente chama de ética e política depende disso é se o nosso caminho é uma política destrutiva que não enxerga o outro é e surge se torna método no extremo todo serão mortos uns pelos outros a gente aliás cancela o contrato social que fizemos contra a violência e é salve se quem puder chegamos numa guerra de todos contra
todos isso se estabeleceu na internet a gente pode falar da falta do estado a gente pode falar da falta de princípios a gente dos princípios éticos se tem hoje a palavra respeito acho que ela poderia voltar pro nosso vocabulário mas aquilo que a gente faz na internet é também um laboratório da política que a gente vai fazer nas instituições e nas ruas então o que a gente já faz na família então se a gente pensar assim um regime mais sistêmico o que a gente faz em família o que a gente faz na rua a gente
faz na escola que a gente faz uns com os outros tudo isso se reproduz e gerar a nossa política coisa nesse sentido pegar o pneu do pedro a massa citou a questão da família é o que faz nenhum em diferentes ambientes queria fazer um recorte sobre crianças e adolescentes em adolescentes para utilizar uma rede social existe ali termos para se utilizar e muitos acabam burlando o sistema o acesso de adolescentes há muitas dessas discussões acaba sendo precoce que você tem visto se é que tem visto alguma coisa nesse sentido pedro de discussões mais relevantes de
ética na escola posicionamento frente o grêmio estudantil o fato da pessoa querer se posicionar frente a uma discussão para buscar uma melhoria para o seu bairro para sua comunidade ter um viés sentido mas um controle uma um regramento uma discussão se percebe que com a adolescente esse tipo de assunto está muito solto ou não teria como ter controle porque é orgânico assim mesmo eu acho que a questão talvez não seja colocada em termos de ter controle que acho que o que não é a própria figura do controle sou muito desagradável para nós imagina o adolescente
acho que a questão é como conseguir justamente algum tipo de interação social política afetiva que possa se dar sem a figura necessariamente de um regramento de controle não ficou da márcia fala de respeito talvez tenha a ver com isso tel tem algum momento que nós temos que nos entender por nós e acho que nesse sentido a figura a qual nós muitas vezes recorremos é ainda frágil que a figura da tolerância é a figura da tolerância parece muito fraca o desafio que se coloca é aliás lembra da psicanalista maria rita kehl falando a palavra intolerância muito
mais forte a palavra mesmo do que a palavra tolerância ea gente tolera o que a gente não gosta era uma coisa ruim que infelizmente você tem que conviver é é isso já é um pouco parte do problema é que quando a convivência com o outro a convivência com a diferença é algo que se tem que na melhor das hipóteses tolerar não é possível ter graça o prazer nisso porque acho que é isso é um fruto em grande medida dessa necessidade de lidar apenas com absoluto que é aniquilado hora do outro é o outro o tem
que ser regulado concretamente empiricamente ou tem que ser aniquilado que ele tem de outro ele pode continuar a existir se ele se tornar é um direito a qualquer outra posição senão não tem e os eua numa fazendo uma menção mais pop é é a chuva no último filme mais recente de star wars tem uma hora que aparece essa frase só um simples lida é em absoluto nós os mais antigos que aparece esse é o figura do mal ali é porque é e aparece um contexto propriamente político jaime deixa eu contar com a sua última participação
a gente chega no final do programa mas pegando carona nunca márcio pedro trouxeram aqui de reflexões a busca pela tolerância ao longo da história daqui pra frente é algo utópico ainda ou algo que possa ser trabalhado com novas gerações o que tem a dizer sobre isso já agradecendo a sua participação no programa de hoje 1º lugar eu queria cumprimentar o macho e pedro pelas idéias criativas e inteligentes que se têm colocado é realmente essa coisa da intolerância o pedro ken que 100% razão em dizer tolerar alguém a pena suportar um indivíduo mas meus aguentar parece
aquela coisa da piada de sogra é é tolerável não é então é apple mas será que é realista gente querer muito mais do que isso no início da século 22 sábios se encontraram e e cada um perguntou qual era a regra ea regra de um era que a gente deve amar o próximo é a regra do outro é não faça o próximo aquilo que não quer que seja feito para com você é pouco não é mas será que não é mais realista do que o primeiro exige que este ano os outros pelo menos isso que
a gente suporta de outro que a gente não agridam o outro num primeiro momento já não seria um avanço extraordinário ela é o que eu acho que nós chegamos eu acho que nós chegamos no momento aqui no brasil que por enquanto o que eu quero é que as pessoas podem o ponto de vista do outro aceitem que o outro não há pista quadrada e que o outro tem idéias também que o outro não é necessariamente um corrupto porque a posição que ele na posição também tem gente corrupta que ele não é necessariamente um marginal porque
na posição que ele tem a marginais também então essa percepção social é fundamental nos dias de hoje fez um chamamento à tolerância já é alguma coisa dos momentos num momento de hoje é pô eu tenho eu acho que o pedro com razão total efeito desmache colégio mas por aí já seria um avanço nos dias de hoje está certo muito obrigado pela sua gentileza participação neste programa é uma próxima oportunidade é um prazer foi uma pena mas as considerações finais você já agradecendo também obrigada pela participação favor mas começando por você acho que todo mundo que
é professor de filosofia que se envolve com filosofia tem uma bandeira que defendeu o pensamento defender a lucidez isso implica defender dúvida ao discernimento não julgamento mas o discernimento pensar mais e um diálogo de algo é uma conversa qualquer é uma às vezes uma conversa consigo mesmo eu deu diria que isso é urgente entre nós e que isso pode sinalizar talvez para uma outra ética diferente é desse momento autoritário em que a gente está vivendo se a gente puder ultrapassar isso talvez a gente tenha futuro com a sociedade pedro pegando aquele seu gancho das redes
sociais e ouvi um comentário outro dia nas redes sociais que dizia não é mais momento de ponderação é de tomar a posição eu não posso concordar - com alguma coisa do que com isso inclusive com o pressuposto de que ponderar significa não tomar posição acho que é possível tomar a posição ponderando o que significa não não tô na sua própria posição como necessariamente absoluta e aí pra acrescentar só um aspecto para uns e dante com que a massa acabou de falar que eu concordo senso de humor um pouco consigo próprio eu acho que fanáticos uma
sugestão do amigo só se o escritor que tem um livrinho como curar um fanático ele diz isso não tem fanático com senso de humor porque tem uma capacidade de refino um pouco de si próprio inclusive eventuais posições queremos que você possa ter às vezes a gente tem posições extremas mas talvez a gente possa conseguir vir do nosso próprio extremismo isso já coloca as coisas em outro lugar aí com esse convite do pedro duarte professor de filosofia da puc os comentários da márcia tiburi filósofo foi o cerro só debate de hoje agradecendo a participação de vocês
chegaram até a próxima oportunidade ele quer fazer foi nossa você de casa muito obrigado pela companhia pela audiência lembrando que tal debate reprisa aos domingos às nove da noite no futura e também está disponível na internet no site futuro apontou org.br barras ao debate e nos nossos perfis nas redes sociais da próxima champions o