bom dia boa tarde boa noite eu sou o professor Rodrigo coelho e nessa playlist nós temos diversos vídeos que falam sobre a evolução do debate internacional sobre o meio ambiente a gente já destacou aqui a primeira grande conferência da ONU sobre esse tema que ocorreu lá em Estocolmo na Suécia em 1972 já falamos da comissão mundial do meio ambiente desenvolvimento instalada pela ONU 10 anos depois em 1982 e que teve como principal resultado o relatório brandtland em 1987 já analisamos a Rio 92 o evento que recoloca o debate ambiental na agenda do mundo e o
protocolo de Kyoto que foi acordado em 1997 na COP 3 mas nessa história toda Talvez esteja faltando explicar o que são essas cópias E é exatamente isso que vamos tentar fazer logo após a vinheta bom as cópias são a conferência das partes partes que partes são esses são as partes que assinaram a convenção sobre a mudança do clima que foi acordada na Rio 92 um dos principais documentos dos acertados naquela conferência a convenção sobre a mudança do clima traz um olhar extremamente preocupado sobre os gases do efeito estufa principalmente o dióxido de carbono CO2 E
para isso eles pensam em estratégias na linha de mitigação importante para a gente ter menos emissão de gases na atmosfera e diminuiu o aquecimento global e na linha da adaptação ou seja existem estragos que já são irremediáveis nós não conseguimos mais voltar atrás e precisamos nos adaptar a eles então a convenção sobre mudança do clima deu grandes diretrizes a respeito de mitigação e adaptação mas ela estabeleceu também que periódicamente seria necessário que todos aqueles que assinaram essa convenção se reunizem primeiro para prestar contas e possibilitar um monitoramento do cumprimento dos objetivos estabelecidos nessa convenção e
segundo para pensar em questões mais específicas não refinamento do que efetivamente se quer dizer com relação a elas então por exemplo uma cópia que teve um resultado bastante importante foi a copy 3 em 1997 que estabeleceu o protocolo de Kyoto o que na convenção sobre a mudança do clima era simplesmente uma preocupação com a emissão de gases de efeito estufa e com aquecimento global não protocolo de que outros se tornou uma medida bastante específica alguns países tinham que alcançar ou seja metas concretas para efetivamente enfrentar esse problema mas mesmo protocolo de Kyoto deixou algumas questões
entre abertas e é nessa perspectiva que a pop 4 5 e daí por diante avança na verdade dentro de duas perspectivas primeiro organizar os aspectos técnicos do protocolo de Kyoto né então por exemplo o protocolo de Kyoto a definição dos países que precisam ter metas de redução de dióxido de carbono que eles chamam de anexo 1 foi definido a partir do princípio da responsabilidade histórica são os países que mais emitiram gases de efeito estufa na atmosfera de 1850 até 1997 porém de 1997 até hoje muita coisa mudou vamos lembrar que 1997 a China Era um
país de segunda não era o país que ele é hoje então existe em várias copas em várias conferências da parte nós temos uma discussão a respeito do abandono desse princípio de responsabilidade histórica ou seja de quem ao longo de toda a história foi que mais poluiu para um olhar para esse momento atual quem é que hoje polui mais E aí muitas vezes não é que não sejam aqueles países que estão no anexo 1 é que você precisaria incluir ali outros países que estão fora como a China como o Brasil e outro exemplo de uma questão
técnica que precisa ser repensada com relação ao protocolo de que outro por exemplo são as áreas agrícolas elas funcionam como sumidouros de gases de efeito estufa nos Estados Unidos durante um período defendia essa teoria que nunca conseguiu se estabelecer os verdadeiros sumidouros são florestas naturais E por aí vai e não uma plantação uma área agrícola Mas você perceba que são discussões técnicas e discussões científicas que dependendo do resultado delas nós temos aí mudanças para um lado ou para o outro importantíssimas a respeito das responsabilidades de cada uma das partes um aspecto importante que nos ajuda
a entender como é que se dá essa dinâmica dessa conferência das partes é a discussão a respeito de Perdas e Danos que começou a ser cristalizada Ainda temos muitos debates a respeito disso mas que começou a ser cristalizada na cópia dezenove em Varsóvia no começo do século 21 em 2000 o maior banco de dados sobre desastres naturais do mundo registrou uma média de 341 desastres por ano 341 desastres relacionados ao clima ou seja um aumento de mais de 44% em relação ao período em 1994 2000 mas que dobrando os registros feitos entre 80 e 89
com isso a gente começa no começo do século 21 a resgatar um debate que para alguns países né Os Pequenos estados insulares ou seja aqueles países que são pequenas Ilhas né que existe ali na África que existe na Ásia é pequenas ilhazinhas que estão passando com problema na medida que o mar vai elevando o seu nível E essas Ilhas vão sendo elas vão sendo inundadas Então já desde os anos 90 elas vão discutindo a criação de um fundo coletivo de seguro para ser incorporado nas conversões do clima Só que essa proposta nunca foi aceita ela
só começa a se considerada quando no século 21 é publicado o quarto relatório do ipcc que é o painel internacional para mudança climática em 2007 eles lançam seu quarto relatório e ali eles consolidam que existem alguns impactos da mudança do clima que são irreversíveis com isso a gente avança e não se trata Apenas Mais de mitigar as agressões à natureza de tal forma evitar esses impactos mas também precisamos de adaptações para aqueles impactos que já são irreversíveis em 2008 na Copa 14 um ano depois da publicação desse relatório novamente o Associação dos pequenos estados insulares
Traz a sua proposta de um fundo de compensação e só em 2010 na Copa 16 pela primeira vez a gente tem um enfrentamento desse problema institucionalizado é quando um grupo grande de países subscreve essa proposta Então até então o que que nós Já percebemos dinâmica das cópias um tema que vai ao longo do tempo sendo muito trabalhado e sempre recorrente para que você vai ganhando apoio isso não é porque lá começou essa preocupação que esse tema logo foi resolvido pelo contrário ele continua sendo discutido de tal forma criar consensos é um processo longo que exige
muita persistência né então São esses os debates que ocorrem na COP a respeito de quem é responsável e o quanto que essa responsabilidade implica em 2013 temos a cópia 19 que ocorre a Sônia a capital da Polônia E aí quatro dias antes da conferência um tufão várias Filipinas bom frente essa tragédia aproveitando difícil dizer isso né mas vamos dizer assim aproveitando o momento favorável a discussão é você abrir uma janela de oportunidade superior aí uma chance na agenda de colocar esse tema na agenda aproveitando essa chance o grupo do g77 mais a China submeteu uma
nova proposta para criar um mecanismo de Perdas e Danos que deveria ser o terceiro Pilar da convenção de mudança do clima mitigação adaptação e Perdas e Danos Ele deveria ser estabelecido de forma independente dos outros mecanismos e submetido diretamente a confiança das partes essa proposta obviamente era apoiada pela associação dos pequenos países insulares que também estava pedindo ali uma criação de um novo fundo para financiar suas ações agora veja bem porque que eles queriam que fosse um terceiro Pilar qual era a outra proposta que existia a outra proposta era que a questão de Perdas e
Danos estivesse dentro do Pilar de adaptação que que isso significa que já havia um orçamento para adaptação isso pode colocar lá quantos assuntos quiserem o orçamento tá fechado agora se você cria um novo Pilar você precisa de um novo financiamento para esse Pilar então vocês vejam que a discussão Pode parecer muito simples mas ela tem implicações bastante complicadas por isso que é necessário muito tempo para você apresentar a demanda e criar um consenso de que essa demanda é justa e criar um movimento no sentido de atender essa demanda é em 2013 na Copa 19 que
é instituído o que a gente chama hoje de mecanismo internacional de Varsóvia para Perdas e Danos não é um terceiro Pilar ele é parte da adaptação e ele não conta com fundo específico até a cópia 22 em 2016 vários outros aspectos técnicos desse fundo foram pacientemente discutir então vocês percebam né que essas conferências elas pegam temas e vão discutindo esses temas de tal forma a gente consolidar um entendimento que leve os países agirem no sentido desse consenso que vem sendo criado ao longo do tempo os consensos não são estáticos então criou-se o protocolo de Kyoto
através de uma de um princípio de responsabilidade histórica mas se aceita que se discuta Esse princípio que se reveja Esse princípio foi definido no protocolo de Kyoto que florestas são áreas de sumidouros de gases de efeito estufa mas se aceita que você discuta se não existem outros que podem ser incorporados e você incorporar também novos temas como as Perdas e Danos conforme nós vimos agora as cópias desse período também pensam como lidar com o mundo pós que o outro o protocolo de Kyoto assinado em 97 deveria começar valer em 2004 e valer até 2015 o
que que viria no lugar desse protocolo de que outro é isso essa reflexão também é uma missão das conferências das partes E aí a gente tem por exemplo aquele ipcc né o painel internacional para mudança climática que é um conjunto de estudos de especialistas super específicos especializados na especialistas especializados mas são muito específicos dos temas que eles trabalham eu vou colocar aqui um vídeo de uma palestra onde uma das participantes desses relatórios explica como como foi feito o estudo dela e explica como que é o grau de detalhamento que esse que esse estudo demandou então
nós tivemos relatórios do ipcc em 2001 em 2007 né em 2007 nós tínhamos ali quase que de um impasse no protocolo de Kyoto que os países não aderiram e a gente não conseguia começar isso né E aí nós tivemos ali o plano de ação de bali né que traz os Estados Unidos finalmente para dentro do protocolo de Kyoto também tivemos em 2014 né na Copa de Lima no Peru é um novo relatório de PCC e esse relatório deu o tom de urgência para o documento chamado de Lima né que abriu o caminho para o acordo
de Paris no ano seguinte em 2015 e agora em 2022 acabou de sair um novo relatório do ipcc que também deve dar tônica dos debates na COP 27 que vai ocorrer no Egito em novembro desse ano bom eu espero com esse vídeo ter rapidamente dado uma ideia de qual que é o papel dessas cópias das conferências da parte das partes né Eu espero que a gente tenha entendido que são discussões longas que muitas vezes vão se repetindo mas que são necessárias para gerar esses consensos que vão nos levar as ações e aqui essa última tela
traz as referências com as quais eu trabalhei para esse vídeo né primeiro o site do Instituto sócio ambiental eles têm ali uma linha do tempo das cópias Onde eles fazem ali um parágrafo falando a respeito de qual foram as principais discussões em cada uma dessas cópias E além disso eu também utilizei vários artigos dentre os quais porque o destaco aqui é esse artigo aqui de baixar e Ribeiro a respeito de como se organizou o debate sobre o mecanismo internacional de Varsóvia para pesos e Danos e foi publicado em 2021 na revista de desenvolvimento meio ambiente
da Universidade Federal do Paraná bom agradeço a atenção de todos e de todas eu espero que esse vídeo aqui ajude a clarear o papel dessas conferências lembro que ver um vídeo na internet não é estudar então por favor acesse a nossa bibliografia eu vou deixar na descrição do vídeo o link de acesso para o artigo de Boechat Ribeiro leia os textos faça uma massa crítica reflexiva para que você possa pensar com a sua cabeça dito isso Desejo a todos e a todas Bons estudos um abraço