na O que é TDH TDH é a sigla que significa Transtorno do Déficit de Atenção e hiperatividade tá e o que que isso significa na prática significa que há um transtorno das funções executivas as funções executivas são as funções que são coordenadas pelo nosso córtex préfrontal que é essa região aqui logo atrás da nossa testa Então dentro das nossas funções executivas a gente tem o planejamento e a execução de atividades a gente tem a atenção a gente tem a memória operacional a gente tem o controle inibitório que é a nossa capacidade de controlar impulsos Por
que que o TDH recebeu esse nome de Transtorno do Déficit de Atenção sendo que ele é um transtorno que afeta as funções executivas porque a atenção é a nossa primeira função psicológica superior Então a partir do momento que eu tenho uma atensão que ela não tá tão bem adaptada Ou seja que ela não funciona como ela deveria ela acaba influenciando todos os outros processos que vem a seguir então se eu não tenho uma boa atenção eu tenho uma dificuldade de reter informação porque eu não tô prestando atenção suficiente Então vai afetar minha memória se afeta
minha memória e a minha atenção Não tô prestando atenção suficiente eu tenho dificuldade de fazer um planejamento né ah como é que eu vou fazer porque para qualquer tarefa que a gente tenha seja colocar água aqui nessa a gente tem um passo a passo Ah eu vou pegar ali a garrafa de água eu vou trazer para cá eu vou encher o copo depois vou trazer o copo então tudo que a gente vai fazer montar um quebra-cabeça fazer uma atividade escolar a gente tem um planejamento seja um planejamento mais complexo ou um planejamento mais simples então
TDH ele vai afetando tudo isso e ele tem a questão do controle inibitório por isso a gente tem a impulsividade tão forte porque dentro das nossas funções executivas a gente tem essa função de controlar os nossos impulsos e o TDH tem dificuldade com isso então São pessoas que vão ter dificuldade por exemplo de seguir uma dieta de seguir um planejamento que eles tenham feito de de repente falar alguma coisa e ali Nossa não deveria ter falado aquilo e quando V já falou de ter algum tipo de ação de de repente ter algum algum vício muito
maior por quê Porque controlar esses impulsos é mais difícil por conta dessa questão do controle inibitório estar afetado Então para que a gente tenha um diagnóstico de TDH a gente precisa que Essas funções executivas não estejam dentro do esperado Ou seja que o desenvolvimento delas né que o nível dela esteja abaixo daquilo que a gente espera dentro de uma avaliação neuropsicológica Então existe uma faixa de um indivíduo que é considerado normal a nível de memória de atenção de controle inibitório Total E aí comparado com isso existem vários níveis vamos vamos colocar um exemplo bem facinho
pro pessoal entender quando a gente faz um exame de sangue a gente tem os marcadores ali né então assim eh sei lá você tá medindo a vitamina D por exemplo você fez um exame de sangue aí vem lá vitamina D E aí você tem um marcador de tanto a tanto é normal então é que eu não não sou boa para isso mas vamos supor que de 50 a 200 seja normal então abaixo de 50 você tá com uma deficiência de vitamina D E aí talvez você tenha que suplementar isso e acima de 200 você tá
com excesso de vitamina ver então só que de 50 a 200 isso é normal é a mesma coisa quando a gente fala de uma avaliação neuropsicológica Então a gente vai comparar aquele sujeito com os pares dele ou seja com pessoas que TM a mesma idade e o mesmo nível de escolaridade E aí a gente vai olhar para isso e vai dizer assim ah esse paciente por exemplo ele tem um nível atencional que tá abaixo do esperado e assim para todas as outras funções executivas além disso a gente tem testes específicos que avaliam as funções executivas
como um todo ou seja que paraa pessoa conseguir desenvolver aquele teste ela precisa usar essa função Essas funções executivas eh deixa eu tentar exemplificar assim tem algumas cartas tá um teste bem famoso assim ele chama teste de viscon então ele tem umas cartas E aí você dá uma carta na mão do paciente e você vai dizer assim para ele coloque onde você acha que ela deve ficar de acordo com com a lógica que você quiser então não tem certo não tem errado é a lógica dele e aí ele pode hum muitas vezes olhar para aquilo
ele falar Ah deve ser por cor então eu vou colocar aqui por cor aí um outro pode falar deve ser por número então vou colocar por número aí o outro ou aquela relação que ele fizer ali e a única coisa que você pode dizer pro paciente é se tá certo ou se tá errado ah tá correto não tá correto então o que que ele vai fazendo ele vai usando a sua narrativa para entender se ele tá num caminho correto ou não Por exemplo Ah eu fui por cor Ah não era a cor Então agora eu
vou tentar uma outra estratégia sei lá por número por forma por eh ah essa somada com essa dá o resultado tal enfim a lógica que ele for usando o que acontece muitas vezes com paciente com TDH é que ele persevera em comportamentos que são contraproducentes ou seja mesmo você direcionando e falando tá errado ele continua mantendo a mesma lógica ele acaba tendo uma dificuldade no que a gente chama de flexibilidade de raciocínio que também tá dentro ali das funções executivas que tem a ver com esse planejamento e execução porque se eu planejar uma coisa Seja
ela qual for eu preciso eventualmente olhar para aquilo e entender se aquele planejamento aquilo que eu tô seguindo tá correto para que eu continui ou para que eu mude de estratégia Seja lá o que for ah sei lá eu tenho um plano de emagrecimento então eu quero emagrecer 10 kg até dezembro e eu tô usando determinada estratégia que não tá funcionando porque no meu planejamento aqui eu Dev deveria pesar 2 Kg a menos por mês para que eu consiga atingir esses 10 ali até E aí não tá funcionando o que que você faz muda a
estratégia Ah vou correr mais vou ingerir menos caloria e vou substituir o lanche que eu tô comendo por outra né Qualquer pessoa faz isso o TDH tende a ter essa dificuldade então ele tende a perseverar em comportamentos contraproducentes Então ele continua mantendo e ele faz muito isso durante a testagem então mesmo ele sabendo que tá errado ele tem essa dific de flexibilizar tem um um um pensamento enrijecido que a gente fala sabe eh e não é por mal é por dificuldade mesmo então assim a dificuldade de olhar as coisas e e conseguir alternar falar bom
isso daqui não tá funcionando então eu vou tentar uma outra estratégia por isso que não é incomum quando você atende mesmo paciente ele te relatar várias questões da vida pessoal dele de erros que ele continuou cometendo e que ele fala assim eu realmente eu não sei o que fazer com relação a isso eu já tentei de tudo sabe o famoso Eu já tentei de tudo tipo tipo tipo o qu tipo esse de emagrecer por exemplo por exemplo ou de relacionamento ou de Ah eu sei que eu acabo sendo muito ciumento mas eu não consigo mudar
isso E aí quando eu vejo eu já falei quando eu vejo eu já fiz eu tô agindo daquela forma de novo de não conseguir encerrar algum tipo de vício que tenha então assim tem consciência né quando a gente fala de vício especificamente normalmente a gente fala que tem três fases né Tem uma fase que você não sabe que faz mal né então você começa ali que famosa fase da adolescência ali né ah né isso aqui não tem problema né É só um pódio é só um uma maconha não sei o qu não sei o quê
aí você entra numa fase que você sabe que faz mal mas você não quer fazer nada com relação à aquilo que normalmente isso acontece no adulto jovem né então ah quando eu casar eu paro ah quando eu engravidar eu paro Ah quando Sei lá eu já sei que faz mal só que eu não quero fazer nada com relação à aquilo e a terceira que você sabe que faz mal e você quer fazer alguma coisa com relação à aquilo e geralmente Essa é a fase de intervenção né que geralmente as pessoas deixam algum vício por algum
motivo né geralmente a maioria das pessoas que deixou de fumar ou infartou ou perdeu alguém por conta de cigarro ou sei lá casou com alguém a pessoa detesta cigarro alguma coisa aconteceu que fez com que aquela pessoa deixasse aquele vício ela entrou num Ah eu sei que isso faz mal e nesse momento eu já não quero mais isso pra minha vida com o TDH o que que acontece Eles sabem que faz mal já não querem mais aquilo para vida e tem dificuldade de porque a gente precisa desse controle e você precisa acessar uma recompensa que
é de curto prazo para algo que é de longo prazo e eles têm dificuldade com essa questão do tempo também de gerenciamento do tempo eh de mensurar tempo então assim uma coisa que tá muito longe para eu receber ela não é tão Atrativa ela não é para nenhum ser humano né mas para eles é menos ainda do que algo que eu consigo ter até agora uma recompensa momentânea E aí toda essa dificuldade de controlar impulso faz também com que essa pessoa e aí tem uma inflexibilidade do pensamento por uma questão das funções executivas e a
coisa vai ficando mais complicada porque você não muda estratégia e aí a estratégia não tá funcionando Uhum E você continua usando a mesma é é é quase é uma temosa assim de certa forma mas é uma teimosia eh não é nem culpa deles né Não não é uma decisão de certa forma e é e é e às vezes quando você tá ali no atendimento aí você fala assim Ah você já tentou tal coisa E aí a pessoa fala assim nossa não tentei e era algo até um pouco Óbvio assim né Você já tentou não comprar
doce já que você não quer comprar doce Nossa não sabe e aí você fala assim ah é bem simples né isso daqui tipo é algo que a maioria das pessoas faria mas eles têm dificuldade de fazer essa amplitude né e uns estudos recentes eles mostraram que o TDH ele afeta principalmente o lobo frontal direito e o lobo frontal direito ele tá eh relacionado com essas conexões que a gente vai fazendo então parte da nossa inteligência vem justamente do fato da gente conseguir conectar assuntos né então sei lá você consegue de repente assistir um vídeo sobre
tratores e trazer um pouco daquilo pro teu trabalho fazer uma correlação e falar nossa isso aqui que eles falaram eu posso usar no podcast para me referia a uma metáfora com relação a tal coisa esse essa questão das conexões que a gente faz elas auxiliam muito no nosso processo de aprendizado e elas auxiliam também a gente na nossa vida como todo você às vezes Ouvi uma coisa aqui e fala ah eu posso usar isso e eles têm dificuldade de fazer essa conexão de ideias então é é como se as coisas elas fossem mais separadas assim
então uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa E aí é que é a questão da amplitude do pensamento que tem tudo a ver com flexibilizar e isso de certa forma assim numa linguagem até um pouco preconceituosa Tu poderia dizer que o TDH ele é um pouco mais burro Depende do que a gente chama de inteligência nesse caso né aí isso Varia muito porque se a gente for ver inteligência pra ciência né O que a ciência considera como Inteligência é o q e o TDH não tem um QI rebaixado e aí o rebaixamento
do QI seria a ausência da inteligência da entre do que a gente ama e o que que é mensurado quando a gente mensura um q a capacidade que a pessoa tem de raciocínio lógico então é tipo esse raciocínio lógico assim tem várias críticas com relação a isso a as teorias das múltiplas inteligências mas hoje pra ciência é isso tá então assim a os testes de QI Eles olham sim pra parte verbal linguística Mas mesmo essas a forma como é conduzido ali toda a parte do Verbal linguística ela tem tem um pouco a ver com o
raciocínio lógico também de porque às vezes você pode não saber a resposta mas por pela lógica você consegue de algum jeito deduzir alguma coisa assim sabe fazer um uma correlação enfim e por exemplo um teste de QI não pegaria essa essa questão da capacidade de articular ideias por exemplo é não não então porque eles são testes mais focados assim sabe então tem tem mais a ver com essa coisa de processamento o que vai o que vai pegar mais essa questão de amplitude de ideias um pouco de flexibilidade de raciocínio são os testes específicos de funções
executivas esses vão olhar um pouco para isso mas porque a gente chama de Porque para mim Eu particularmente Acho super inteligente uma pessoa que consegue pegar um negócio nada a ver e trazer para um contexto uhum isso eu acho super inteligente assim às vezes você vê alguns cortes de Podcast de uma que ela pessoa dá um exemplo que você fala assim meu Deus eu nunca tinha pensado nesses exemplo e que exemplo maravilhoso é ver a chave tem tudo a ver não sei o qu Ou seja a pessoa conseguiu ter uma amplitude tão grande de raciocínio
que ela pegou algo que talvez pra maioria das pessoas não tinha correlação nenhuma e conseguiu correlacionar com o assunto dela eu acho magnífico eu considero isso como inteligência Mas isso não é inteligência para ciência Uhum Então se a gente considerar isso como um traço de inteligência eles vão ter uma maior dificuldade então Eles teriam uma inteligência reduzida rebaixada Mas isso não conta cientificamente como inteligência tipo é mais essa capacidade de raciocínio lógico assim eh que é o que realmente conta dentro de um teste de QI assim essa o quanto você consegue trazer de informação quanto
que você conhece de linguagem e o quanto que você tem de capacidade de de raciocinar logicamente as coisas e a velocidade a velocidade te dá mais ponto te dá mais ponto aham se você consegue fazer uma coisa mais rápido você pontua mais eh mas se você conseguir executar sem sem velocidade mas dentro do tempo esperado né para você vai pontuar de uma forma que vai te dá um QI dentro do esperado e dentro do esperado tá dentro do esperado você não tem um rebaixamento de QI né um rebaixamento de QI implicaria no fato de ou
você não atingir aquele tempo esperado ou você realmente não conseguir solucionar o problema trazer a solução ter a resposta Enfim fazer uma pontuação zerar em muitos subtestes assim tem muita quantidade que é bem difícil tá é as pessoas têm medo de fazer avaliação porque acham que vão ter um que rebaixado mas realmente quem tem um rebaixamento de QI tá vinculado com algum tipo de síndrome com algum tipo de transtorno mesmo eh a a maioria dos transtornos mentais não geram rebaixamento de QI tá eh voltando pro TDH Qual é o limite desses sintomas para eles serem
considerados TDH ou tipo tá bom onde que é e onde que não é dentro da avaliação neuropsicológica a gente vai olhar para duas questões Então a gente vai olhar pro histórico de vida desse paciente né ele precisa ter sintomas que venham desde a infância então assim eu não adquiro TDH gostou desse corte deixa o like e inscreva-se no canal