C [Aplausos] [Música] Boa noite me ch Ant Matos ten 5 anos e sou nascido e criado UAP no estado do cear a hist que Contarei aqui aconteu com meu pai quando trabal na construção de uma cas lá na serra de marap quando tinha por volta de 23 anos ou seja essa história já tem mais de 50 anos eu lembro de cada detalhe dessa história de tantas vezes que eu escutei meu pai contá-la ainda era jovem quando veio com a família de um lugar do interior chamado Redenção mos bairros ainda est em construção principalmente naa mais
central e na serra e como meu pai era pedreiro Assim como meu avô conseguiram logo emprego lembro como se fosse hoje de chegar em casa e meu pai me contar essa história que foi tão marcante para ele eu me sentava ao seu lado e já era deixa para ele começar a contar eu tinha 23 anos e foi com meu pai e outros homens trabalhar na construção de um casarão na serra a área onde seria construída a casa era imensa e a casa teria vários quartos varanda e toda ela teria dois andares e seria trabalho para
alguns meses começamos a construção com seis homens eu meu pai e mais quatro que eram do interior que tinham vindo com o dono da propriedade só para trabalhar nessa construção meu pai já havia trabalhado para esse homem quando era mais jovem e quando soube que ele estava morando na mesade onde el iria conu umaa tratou log de encontrá-lo para trabar com Nossa idé o local de trabal era bem difíc acesso pois não fic beir de tril ou quer Estrada além da subida exaustiva nós tamos uma tril e só depois de alguns minutos chegávamos no sítio
onde seria construída a casa para chegar material até lá era aquele sofrimento pois o caminhão ou carroça que vinham deixar o material e até a beira da trilha onde dava para construção e nós tínhamos que pegar carros de mão e trazer o material pela trilha até o local da construção foi assim nas duas primeiras semanas até que um dia chegamos lá e haviam alguns homens largando a trilha até nosso local de trabalho com isso daria para passar de carroça e levar o material até nosso local de trabalho no outro dia quando chegamos havia um senhor
descendo o material do caminhão Ele ficaria responsável por pegar esse material e levar em sua carroça até a construção nos poupando tempo e força agora tudo começou a andar mais rápido e as coisas foram tomando forma até que um dia o dono foi até lá e disse que pagaria um dinheiro a mais para quem passasse a noite na construção pois estava sumindo material então para que ninguém ficasse lá sozinho combinamos de dormir três em uma noite e três na outra para que nada mais fosse roubado já tínhamos terminado todo do alicee e levantado boa parte
das paredes mas precisávamos de um lugar mais seguro para passar a noite então construímos dois barracos de madeira bem reforçados e assim ser possível armar redes e não ficarmos deitados no chão na primeira noite ficamos eu meu pai e um dos pedreiros Foi uma noite tranquila porém muito fria antes de dormir meu pai deu uma fogueira entre alguns tijolos para espantar os mosquitos e qualquer outro animal que porventura pudesse nos incomodar na outra noite ficaram mais três e na seguinte nós novamente ficou assim por um mês e tudo corria bem só que a construção por
ser muito grande andava devagar e o dono disse que chegariam dois irmãos para ajudar os dois eram filhos de um compadre que morava na cidade e as coisas deram uma acelerada com a chegada deles os irmãos ficaram morando em uma casa alugada na cidade e de 15 em 15 dias Iam até suas famílias deixar dinheiro e mantimentos e foi depois que eles chegaram que começamos a ver coisas muito estranhas naquela serra era uma noite de quarta-feira e estávamos eu meu pai e os dois irmãos que estavam trabalhando com a gente faziam uns dias estávamos deitados
num barraco de madeira quando um deles estranhamente levantou de uma das redes e saiu pro meio do mato Eu e meu pai Nos olhamos e achamos estranho ele sair assim do nada mas ele poderia ter ido fazer alguma necessidade e ficamos esperando só que foi passando o tempo e nada dele voltar se passaram umas Du horas e nada dele e por volta de umas 11 da noite acordei o irmão que tinha ficado e disse a ele que seu irmão havia saído fazia um bom tempo e não tinha mais voltado então ele levantou e falou para
nós não nos preocuparmos pois ele poderia ter ido até a cidade e logo voltaria então eu e meu pai fomos deitar mais tranquilos mas a noite estava apenas [Música] começando era por volta de 2as da manhã quando acordei escutando passos na mata que ficava ao redor de onde [Música] estávamos pelos Passos parecia ser alguém ou algo muito grande fiquei deitado escutando enquanto os passos ficavam cada vez mais próximos então acordei meu pai e ele a escutar o barulho logo se armou com o grande facão que ele trazia sempre que tínhamos que passar a noite na
serra ficamos de pé dentro do barraco e meu pai falou que iria sair para ver quem estava ali pois poderia ser o ladrão de material só que quando ele deu o primeiro passo até a porta o irmão que tinha ficado conosco pegou meu pai pelo braço e disse saia não seu moço pois isso aí não é ladrão Não escute ficamos parados e escutamos uma respiração alta e pesada deveria estar a uns 15 met de onde estávamos só que depois de ouvir o som da coisa lá fora ningém viu a sair mais do barraco para ver
estávamos os três de pé no mais completo silêncio quando escutamos os passos se aproximando então subiu um fedor de animal sujo e Molhado que era insuportável e junto com ele um rosnado baixo meu pai me pegou e me pôs atrás dele já esperando algum animal nos atac e foi nessa hora que vimos uma sombra gigantesca passando em frente ao barraco pelas brechas da madeiras per tremi tanto que se aquilo entrasse com certe euia morrer meu pai tentou olhar para ver o que era aquilo só ais que viu Foi uma negra que anda estranhamente e que
depois de uns minutos voltou para a mata ficamos dentro da barraca o resto da noite e só saímos quando amanheceu e escutamos o barulho do Senhor da Carroça chegando e logo atrás os outros trabalhadores e o irmão que havia saído na noite passada contamos o que havia acontecido e eles ficaram rindo de Nossa cara e falando que éramos medrosos mas nós sabíamos o que tínhamos visto noite passada e foi bem real dei graças a Deus que não teria que passar a noite seguinte ali mas também sabia que na próxima seríamos Nós outra vez meu pai
sabendo disso foi até Nosso vizinho e pediu duas espingardas velhas que ele tinha por lá para caso aquele animal estranho voltar vamos trabalhar naquele dia já levando as armas e também muito curiosas para saber onde o irmão que havia saído tinha ido na noite que vimos o tal animal próximo à construção havia um Riacho que nós tomávamos banho sempre no fim da tarde e meu pai perguntou ao rapaz onde ele tinha ido na noite que eles deveriam ter ficado no barraco ele falou que tinha descido e ido até a casa de uma mulher que morava
bem no Pé da Serra e pensou que não iria demorar mas acabou dormindo por lá mesmo meu pai Balançou a cabeça concordando Mas eu sabia que ele estava bem desconfiado naquela noite acendemos uma fogueira e assamos um pedaço de carne para o jantar e quando fomos dividir demos por falta do irmão que havia sumido na noite passada meu pai pediu que eu fosse ver se ele estaria dormindo na barraca e eu fui ligeiro mas não havia ninguém lá o irmão que estava com a gente então falou ele deve ter descido e ido até a casa
da tal mulher que ele foi na noite anterior mas meu pai ficou bem irritado com isso já que ele deveria ficar e olhar o material como todos nós estávamos fazendo já estávamos terminando de comer e meu pai pediu para Pô mais madeira no fogo para que ele ficasse queimando até a madrugada e isso evitaria animais e mosquitos colocamos bastante madeira deixando o fogo ficar bem alto clareando a mata e o lugar onde estávamos quando entramos no barraco e deitamos na rede escutamos o rapaz que estava conosco dizer Jesus Maria José olhem aquilo quando olhamos na
brecha da Madeira vimos perfeitamente o animal que nos assombrou na noite passada era um demônio negro parecido com um lobo estava entre as árvores de pé nos olhando começou a andar de lado como uma pessoa suas pernas pareciam quebradas e seus braços se destacavam pelo tamanho bem maior indo até o chão quando o animal fez menção de sair do mato e vir em nossa direção meu pai atirou depois jogou a arma no chão e pegou a outra já disparando também aquilo deu um grito medonho e se refugiou na Mata Escura nós não tivemos dúvida de
que aquilo era um Lobisomem e que ele nos atacaria naquela noite enquanto nós estivéssemos dormindo Por sorte o rapaz viu ficamos dividia a noite inteira e pela manhã contamos a primeira pessoa que chegou na obra o senhor que vinha com a carroça ele escutou e falou esse bicho existe mesmo e a pessoa que vira é quem você menos espera ficamos nos olhando os três que tinham visto a criatura e pensamos o único que não estava com a gente nas duas vezes que a coisa apareceu era o irmão que sumia era só ele sumir que logo
depois o vinha Até nós mas o rapaz disse que conhecia bem seu irmão e que ele não virava essas coisas mas tudo apontava para ele ficamos calado quando os outros trabalhadores chegaram e entre eles nosso maior suspeito no fim do dia quando fomos nos lavar no rio falamos o que havia Aparecido na noite passada Mas ele nos olhou e disse que não virava bicho e que nas duas noites estava na casa de uma mulher e passou a noite inteira por lá e que também já havia falado com o dono que não dormiria mais na construção
mas meu pai estava muito desconfiado de que ele era sim a [Música] Fera na descida para casa encontramos o senhor Da carroça que se chamava Seu Pedro ele nos parou e falou com meu pai assim faz uma Tocaia para ele esperem ele sumir e depois vão atrás e se ele for realmente o bicho vocês vão saber decidimos então junto com o irmão dele fazer uma tocaia na próxima noite que fôssemos dormir na construção o irmão que ficava com a gente ia pedir para seu irmão levar uma roupa que ele havia esquecido e quando ele fosse
embora nós o seguiríamos para ver até onde ele iria então várias perguntas começaram a vir em minha cabeça e se ele for mesmo a Fera e se um irmão precisar atirar no outro para se salvar será que as balas de duas espingardas velhas seriam suficientes para matar um demônio daquele tamanho era uma quinta-feira e tínhamos acabado aquele dia de trabalho bem cansados lá no riacho tomávamos banho quando o rapaz que ficava com a gente pediu para o irmão ir até a casa deles e voltar com uma muda de roupa que ele havia esquecido o irmão
que nós tínhamos a desconfiança disse que por volta de 8 da noite traria antes de ir passar a noite na casa da mulher que ele dizia sempre passar ele desceu e fizemos um fogo para preparar nosso jantar já estava bem escuro quando apareceu o Senhor Pedro na obra dizendo que havia esquecido umas cordas e tinha voltado para pegar mas antes de ir embora ele falou para Cuidado pois quando era jovem já tinha escutado algumas histórias sobre quem Vira essa criatura e que poderíamos nos dar mal caso o rapaz fosse mesmo um lobisomem contamos nosso plano
a ele que o seguiríamos até a casa dessa tal mulher mesmo que ela exista uma hora ele terá que sair para se transformar seu Pedro então levantou e falou mais uma vez para termos cuidado e foi embora com as cordas que ele tinha vindo pegar não demorou muito e nosso suspeito chegou e entregou a muda de roupa para o irmão então sentou tomou um café com a gente e levantou falando que estava atrasado para ir até a casa da mulher que ele passava às noites ficamos olhando ele ir um pouco mais à frente e depois
levantamos e fomos atrás acompanhando de longe para não sermos vistos então ele entrou por um caminho estreito que ficava depois de uma grande árvore e mais à frente havia uma pequena casa onde uma mulher o esperava ficamos atrás essa árvore olhando e vimos os dois entrarem ele realmente falar a verdade só que para garantir resolvemos ficar e esperar um pouco esperamos por umas Du horas até que ele saiu e foi na direção de uma rua escura que havia um pouco mais na frente e nós sempre a uma distância que ele não poderia nos ver e
seu irmão sempre nos falando que se ele fosse um bicho ele não saberia o que fazer então ele foi e entr em uma no fim daa e ficou por uns minutos depois sai fando e com saco n mãos e nós esos de umes só observando Enéia ter comg eido ficamos por mais hora e então resolvemos voltar até a construção para passar a noite [Música] Subimos e já no barraco de madeira decidimos revesar quem ficava acordado só pro caso de algo aparecer e não pegar os três dormindo mas nessa noite nada aconteceu até ficamos desconfiados o
rapaz hav nos visto ou desconfiado de algo porque Justamente na noite que o seguimos nada aconteceu pela manhã o Senor Pedro perguntou como tinha sido a Tocaia e falamos que tínhamos seguido o rapaz mas nada aconteceu então ele falou esses bichos são espertos e temos que ficar sempre atentos pois atacam Quando menos se espera são como cobras quando eu era jovem morei uns dias com minha avó em Madalena um povoado do interior uma noite Acordamos com um barulho muito alto na porta da cozinha como se alguém tivesse se jogado nela tentando entrar e como era
uma dessas portas bem velhas a parte de cima quebrou e vimos o bicho perfeitamente era a visão do inferno corremos então até a porta da frente e saímos gritando por ajuda e logo algumas pessoas saíram de suas casas para nos acudir depois alguns homens Entraram na casa mas não viram mais nada naquela noite se tivéssemos ficado na casa teríamos morrido depois de contar sua história o Senor Pedro saiu para pegar um material e nos deixou ainda mais assustados chegamos ao ponto de falar com o dono da construção sobre o que tínhamos visto em Algumas Noites
e ele perguntou aos outros que dormiam nas noites que não estávamos se eles também viram algo mas Eles responderam que não o que era bastante estranho porque só acontecia quando éramos nós passadas algumas semanas Não vimos mais a criatura e até Parecia que nós não a veríamos mais se passou um mês sem qualquer coisa aparecer e nós ainda tínhamos o irmão que descia como suspeito por isso meu pai continuava a trazer as espingardas toda a santa noite que tínhamos que passar na obra se a coisa aparecer nós não estaríamos desprotegidos em uma noite lá na
obra nós tínhamos jantado e tomávamos um café olhando para o fogo tudo estava bem mas meu pai disse que estava com uma sensação ruim e que seria bom colocar mais lenha na fogueira e assim ficar bem claro até a madrugada ele disse que ficaria de vigia primeiro e mandou eu e o rapaz irmos dormir já estava deitado quase pegando no sono quando escutei Passos apressados vindo correndo e levantei rápido da rede meu pai de pé já olhava pelas brechas do barraco O que poderia ser e levantei para ver também foi quando surgiu no caminho escuro
o irmão do rapaz que estava conosco ele vinha correndo e olhando por todos os lados e eu acordei o irmão que estava dormindo ainda e falei acorda acorda Estamos vendo seu irmão lá fora ele levantou abriu a porta e saiu ao encontro dele depois voltaram juntos e o irmão que havia acabado de chegar tentava falar mas não conseguia de tão cansado meu pai pediu que ele se acalmasse e perguntou o que ele fazia ali e ele só depois de uns minutos enfim falou eu estava vindo deixar uns cigarros e café aqui para vocês quando vi
o Senor Pedro passar correndo na direção do riacho eu fui atrás para ver o que ele estava fazendo pois achei estranho um senhor já de idade correndo nesse breu que são essas matas eu estava mas preferi segui-lo de longe fiquei Escondido entre umas pedras observando quando ele passou o riacho e ficou parado uns minutos depois começou a tirar suas roupas e eu achando que ele era louco de tomar banho naquelas águas geladas só que em vez de ir para a água ele deitou no chão e começou a rolar de um lado para o outro então
levantou gritando e saiu correndo para a mata mais fechada eu saí de lá e corri até aqui o mais rápido que pude acho que o bicho que vocês viram é ele o Senor Pedro é o lobizome nem tivemos tempo de achar ou não se a história era verdadeira e já escutamos urros e passos na mata nos aproximamos da a parede de madeira do barraco e olhamos pro lado de fora e estava lá entre as árvores aquele demônio meu pai pegou a espingarda e deu a outra para o rapaz que havia visto o Senhor Pedro se
transformando ficamos os quatro parados enquanto o bicho corria ao redor do lugar e ele fazia barulhos terríveis tentando nos fazer medo e estava com seguindo pois ninguém se atrevia a sair e atirar naquela coisa foi quando a criatura ficou em silêncio e só escutávamos o som da noite ficou assim por uns minutos até que o silêncio foi quebrado por um urro que fez tremer as pernas de todos que estavam ali então olhamos e a féria estava bem à nossa frente nos encarando com aqueles braços que quase arrastavam no chão foi nessa hora que o rapaz
enfiou a arma entre as brechas da madeira e atirou o tiro deve ter pego pois o animal soltou um murro terrível e em seguida meu pai atirou também e mais uma vez a Fer urrou os dois tiros haviam atingido o alvo que saiu entre as árvores se perdendo de nossa Vista o lobisomem não era o rapaz e sim o Senhor Pedro ele não apareceu Naquela noite que fizemos a Tocaia para o rapaz pois sabia que teríamos certeza de que ele não era a Fera depois Deixou passar alguns dias para nos deixar tranquilos e nos pegar
de surpresa quando amanheceu não falamos nada para ninguém e Esperamos o Senor Pedro chegar só que nesse dia ele não apareceu nem no outro e nem em nenhum dia depois daquela noite não sei se os tiros que demos na fera conseguiram feri-la mortalmente ou se o senhor Pedro apenas foi embora sem dizer a ninguém agora que sab terv segredo meses depois terminamos a casa e ela está lá até hoje nunca maisos Qualquer notícia do Senor Pedro e não sei o que teria nos acontecido se um dos irmãos não tivessem visto ele se transformar no meio
da Mata poderíamos ter sido atacados e até pior Ainda hoje tenho medo de sair depois que escurece Pois nunca se sabe o que ela pode estar guardando para você boa noite