Então, passou o Natal, todo mundo foi trabalhar na sexta-feira parecendo que tava de ressaca e no desespero nós adultos premium acabamos optando por descansar não só o corpo, mas também a cabeça. E foi nesse meio tempo que um monte de coisas aconteceram. E caso você esteja perdido nos acontecimentos, pega seu café e seu pão de queijo, porque ao que tudo indica, o banco master é a nova Lava-Jato.
E tá fazendo muita gente travatando o Twim de uma forma tão forte a ponto de provocar um mega escândalo. Mas porque esse mega escândalo provocado ainda é menor do que o que pode estar por vir. Ficou curioso?
Então deixa eu te atualizar. Então você sabe que o escândalo ficou grande demais quando o Banco Master vira detalhe, o Banco Central vira terceiro interessado, a PGR é ignorada em praça pública, o STF trabalha no recesso e jornalistas ouvem de ministro que o Brasil não está preparado para toda a verdade. de que o dono do banco master, o Gabriel Vorcaro, não vai pra forca calado e que se ele falar, muitos poucos sairão incólis em Brasília.
ouvi de um ministro ou Sheila, é o seguinte, >> eu não sei se o Brasil tá preparado para saber toda a verdade sobre esse caso, mas eu não sei também se o Brasil tá preparado para continuar para seguir, se o Brasil aguenta seguir convivendo com esse grau de corrupção e promiscuidade eh eh que ainda está para ser revelado. Se o ministro diz que o Brasil não tá preparado para toda a verdade, é porque tem muita coisa ainda oculta. E a questão é que a Mônica Bérgamo, petista disse que Vorcaro pode até cair, mas que não vai cair sozinho.
Logo, ou salvam o Vorcaro ou ele pode entregar muita gente. E é com essa análise que começamos esse resumo. Hoje a gente vai falar do caso master, mas não só do banco.
Vamos falar do constrangimento institucional, conflito de interesse, padrões de comportamento e medo. Muito medo. Vamos começar pelo ponto mais chato, mas que é importante.
Quem descobriu o rombo de mais de 12 bilhões no Banco Master foi o Banco Central. Não foi o STF, o TCU, a imprensa ou a Polícia Federal. Foi fiscalização técnica.
Foi planilha. O Banco Central fez exatamente o que um banco central independente deve fazer. barrou o negócio, liquidou o banco e protegeu o sistema financeiro.
E até aqui tava tudo certo. Mas aí começa a parte estranha. O banco investigado vira vítima.
O diretor do Banco Central foi chamado por uma acareação com o executivo do máster e já começa estranho porque não tem nenhum depoimento para ser conflitado. Porque é isso que acareações fazem, pegam o depoimento de um do outro e comparam para ver quem tá mentindo. Mas como o Banco Central foi chamado para uma acareação, ficou evidente que na narrativa que estão tentando criar, quem descobriu o rombo, no caso o Banco Central, virou um problema.
No caso, o regulador passou a ser tratado como alguém que tivesse algo a explicar. E assim, galera, ninguém, absolutamente ninguém comprou essa ideia, já que os juristas se manifestaram criticando a atuação do Tofle em cima do Banco Master, mas eu já explico melhor essa parte daqui a pouco. Isso tudo ainda chama mais atenção, porque o elefante branco ainda está na sala e esse elefante é o contrato de R$ 129 milhõesais entre o Banco Márcia e o escritório da esposa de um ministro do STF, o todo poderoso imperador de Alexandria.
E vale ressaltar de forma absolutamente curiosa, e eu tenho que falar curiosa porque eu não quero ser presa, que o contrato da esposa do imperador previa atuação no Banco Central, mas ela nunca atuou junto à entidade por seu cliente. Em contrapartida, a matéria de jornais relatam que o imperador chegou a ligar seis vezes pro presidente do Banco Central, o Galípulo, para tratar da venda do Banco Master, coisa que o imperador negou. E já que estamos expondo tudo, a Mônica Béramo também fez uma matéria dizendo que não foi apenas o Galípolo que sofreu pressão do imperador sobre o caso master, mas também a própria Polícia Federal.
E galera, essa matéria é muito bombástica, porque ela diz que o próprio Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, teria informado ao Lula sobre essas investidas e que o Lula teria dito: "Abre aspas, faça o que for necessário". E aqui entra um contexto histórico que possui zero achismo. A matéria mostra que as ações da esposa do Alexandre de Moraes no STF e no STJ saltaram de 27 para 152 após ele assumir o cargo de ministro no Supremo e que cerca de 85% desses processos começaram depois da sua posse.
que isso não é uma acusação criminal, mas é um padrão objetivo que qualquer democracia madura iria observar com lupa. Apesar que em Alexandria ninguém investiga o STF, ele é completamente imune. E sobre os escritórios das esposas atuando em casos da corte?
Bom, não é a primeira vez que esse tema aparece e aqui eu faço questão de refrescar a sua memória, o que pode ser ainda mais doloroso. O Ivanildo I, um perfil que eu super recomendo que vocês sigam lá no Twitter, fez uma traduática. Presta muita atenção.
Em 2018, a Receita Federal criou uma lista de 133 agentes públicos com patrimônio incompatível, movimentações suspeitas e inconsistências graves nas declarações. E entre os 133 nomes estavam a esposa de Gilmar Mendes e Dias Tofle. O que aconteceu depois é uma aula de como o STF protege os seus.
Alexandre de Moraes paralisou a investigação, afastou os auditores responsáveis e transformou os investigadores em investigados. Tudo começou em maio de 2018, quando Lagaro Jung Martins, subsecretário de fiscalização da Receita Federal, anunciou a criação de uma tropa de elite de 150 auditores para investigar agentes públicos suspeitos de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Na época, ele afirmou com confiança: "Não existe foro privilegiado na Receita Federal".
Mas ele estava errado. Os auditores testaram o novíssimo software contágio, que conseguia cruzar os diferentes bancos de dados da Receita Federal. E a partir de 800.
000 nomes iniciais, o sistema elaborou uma lista de 134 que mereciam maior escrutínio por apresentarem consistências patrimoniais graves. Dois nomes chamaram atenção, Guilmar Mendes e Roberta Rangel, advogadas bem-sucedidas, com vasta atuação nos tribunais superiores. Guilmar e Roberta também eram esposas de ministros do Supremo Tribunal Federal, respectivamente Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Os auditores passaram então a expedir pedidos de informação aos clientes de ambas e o objetivo era simples, entender como e se os serviços de advocacia haviam sido efetivamente prestados. Em sua justificativa técnica, o auditor escreveu que os dados mostravam focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência do ministro Gilmar Mendes e de sua mulher. Na época, os ministros reclamaram publicamente, chamaram a imprensa e denunciaram estar sendo vítimas de perseguição política.
Os trabalhos da receita, no entanto, prosseguiram, mas a investigação aprofundada seria impedida de ocorrer através de três movimentos coordenados. Primeiro movimento. Pouco mais de um mês após a revelação, Dias Tofle abriu o inquérito das fake news e designou Alexandre de Moraes como relator.
Na época, o Globo já noticiava que os auditores da receita seriam o alvo da fúria alexandrina. O movimento, no entanto, não foi suficiente para intimidar o corpo técnico da receita, que continuou enviando pedidos de informação pros clientes de Guilmar e de Roberta. E aí rolou o segundo movimento.
Três semanas depois, Dias Tofle decidiu monocraticamente que a receita não poderia enviar informações ao Ministério Público sem prévia autorização judicial. O canal para investigação criminal estava sim fechado. Chegamos ao terceiro movimento.
Foi Alexandre de Morais que dentro do inquérito das fake news avocou o caso para si e determinou a imediata paralisação das investigações. Mas mais do que isso, afastou os auditores Luciano Francisco Castro e Wilson Nelson da Silva das suas funções de investigadores. Eles passaram a ser investigados.
Numa carta aberta, 195 auditores da alta administração da Receita Federal afirmaram que o processo era completamente automatizado e atendia critérios objetivos. Em nota, o Sindicato dos Auditores Fiscais afirmou que para entrar na lista o contribuinte tinha que um ser agente público, dois ter patrimônio familiar superior a 5 milhões, três, ter declarado possuir em espécie dinheiro mais de R$ 100. 000 R quatro ter recebido mais de 2,5 milhões de lucros ou dividendos e cinco, apresentar inconsistências graves.
Nas palavras dos próprios auditores, abre aspas. Convenhamos, não são critérios triviais para um agente público. Fecha aspas.
Isto é, Guilmar Mendes e Roberta Rangel foram alvo do escrutínio não por direcionamento político ou perseguição, mas por cumprir critérios técnicos e objetivos que indicavam irregularidades patrimoniais graves. Os dados estavam lá, as inconsistências encontradas na investigação eram reais. Luciano Castro e Wilson Silva eram servidores concursados que integravam a equipe especial da receita focada no combate a fraudes fiscais.
Tiveram que entregar identidade funcional, notebook de trabalho e token de acesso. Três meses depois foram reintegrados por Morais. Em 2020, o TCU apontou legalidade, legitimidade e eficiência da investigação.
O trabalho tava correto, mas foi descartado. Em entrevista, Castro afirmou que havia o sentimento de derrota pelo descarte de todo o material. Aspas para ele.
Grande parte não poderá mais ter prosseguimento em virtude da decadência. Espero que nossa instituição volte a promover trabalhos de tal envergadura. Fecha aspas.
Em dezembro de 2020, Wilson Nelson da Silva faleceu de Covid-19. Morreu sem ver o trabalho produzir qualquer consequência. O TCU atestou a legalidade.
Os critérios eram objetivos. Nada importou. No país em que o poste mija no cachorro, Wilson foi investigado por tentar mostrar que a lei é igual para todos.
E esse foi o fim da trad do Ivanildo, que mostrou que o inquérito das fake news nasceu da tentativa de se investigar as esposas dos ministros. E agora estamos nessa situação do Banco Master, beando 2026. Também vale lembrar que no finalzinho apagar das luzes de 2023, Alexandre de Moraes votou junto com Gilmar Mendes e Dias Tofle para derrubar restrições a escritórios de parentes, de ministros, para que eles pudessem atuar na corte.
Ou seja, agora não tinha uma restrição e sozinho cada fato é defensável. Mas somados os fatos contam uma história. E foi aí que nessa semana um vídeo voltou a circular na internet.
>> É só tentativa de desgaste. Isso é bem claro. J M B escritório de advocacia.
Mostre a verdade. Você tá ajudando a enterrar o Brasil por questão pessoal. Não sei o qual, mas é pessoal.
>> É, pois é. Mas vamos voltar aqui essa semana com o fato que deixou os juristas em choque. Tófol decretando a tal acareação no recesso, sem versões contraditórias, contra a vontade da Polícia Federal, contra a vontade da própria PGR, que é a dona da ação numa humilhação pública majestosa.
Tofle agora diz que o Banco Central não é investigado, mas foi chamado para careação. E é tipo você não ser réu, mas ter que explicar a sua vida inteira no banco dos réus. E tudo isso com a justificativa de milhões.
O impacto no sistema financeiro. Pois é. atuando em cima justamente contra quem protegeu o sistema financeiro.
Eu sei, galera, carece aí de lógica, de fundamentação, mas no Brasil esse barco já se foi há muito tempo. E aqui não é a primeira vez que a Suprema Corte caga pra PGR, que de novo é a dona da ação penal. Ainda em 2019, a PGR promoveu, ou seja, decretou o arquivamento do inquérito das fake news.
Esse que vimos que foi aberto para investigar os investigadores, mas o imperador disse que não. Obrigado, tá? Senta lá, Cláudia.
Quando o juiz passa por cima do acusador, o problema já não é técnico, é institucional. E no meio disso tudo começa a rolar uma coisa meio louca. Se bem que é tudo ultimamente muito louco.
O ministro do TCU, o ex-deputado Jonathan de Jesus, deu um prazo para que o Banco Central explique até segunda-feira o por que ele decretou a liquidação do Banco Master. Bom, eu acho que o Banco Central tem 12 bilhões de motivos a oferecer. Matérias em portais de esquerda dizem que o ministro do TCU pode inclusive reverter a liquidação do Banco Master.
E em resposta a essas matérias, jornalistas dizem que se isso acontecer, o colegiado do TCU vai entrar em ação durante o recesso para impedir que isso ocorra. Gente, tá todo mundo com pressa, tá todo mundo nervoso e um sistema tranquilo simplesmente não age dessa forma. E é aí que voltamos à frase do início do vídeo que resume absolutamente tudo.
O Brasil não está preparado para as revelações do caso master. Quem disse isso sabe de algo e sabe que isso não é pequeno. E galera, eu não tô aqui dizendo que existe uma chantagem rolando, até porque o Vorcaro já avisou que não cai sozinho.
Logo, dá um jeito aí, tá, rapaziada? Também não tô dizendo que existe crime, porque todos nós sabemos o que acontece com quem levanta tal tese. O que eu tô dizendo é que existe um ambiente de constrangimento institucional extremo e que às vezes ninguém precisa ameaçar ninguém.
Basta todo mundo saber que alguém sabe demais. O caso master não é mais sobre um banco, é sobre limites. Limites entre dinheiro e poder, entre regulação e pressão, entre justiça e aparência de justiça.
E quando o sistema inteiro parece desconfortável, o problema não é quem olha, é o que pode estar sendo refletido. E por falar no que pode estar sendo refletido, >> e não há como se esconder numa democracia. Graças a Deus, vivemos na democracia, não há como se esconder.
Os fatos aparecem, às vezes demora um pouco mais, um pouco menos, mas aparece. Mas o que não se pode aceitar em defesa da própria democracia, porque defesa da democracia virou uma desculpa para qualquer canalice. >> No início do mês, tivemos a manifestação de que Felipe Martins cumpria suas cautelares de forma exemplar.
Isso após ele ficar seis meses preso por uma viagem que ele nunca fez. Ah, e 10 dias desses seis meses numa solitária. Mas ontem acordamos com a notícia que Felipe estava preso em prisão domiciliar decretada por Alexandre de Moraes.
O fato novo que justificou tal atitude, a tentativa de fuga do Silvinei. E assim normalizamos no Brasil a punição ao indivíduo por atos de terceiros, como já havia ocorrido com os presos do 8 de janeiro. O imperador alegou que a fuga é o modus operante da organização criminosa.
E ele fez isso sem ser provocado nem pela Polícia Federal, nem pela PGR. Ele fez porque quis. E quando procurado pela reportagem para se manifestar após essa decisão de ofício, a corte simplesmente não respondeu.
E para que se justificar se o precedente já foi consolidado pela própria corte e ninguém fez nada? Na verdade, ninguém faz nada. Na prática, isso significa que, mesmo sem o trânsito emjulgado, os condenados que ainda tem recursos pendentes já estariam cumprindo pena, coisa que a nossa Constituição não deixa.
Mas quem liga, galera? Não existe mais individualização da conduta no Brasil. E esse foi mais um barco que saiu das terras da democracia fazar muito tempo.
Mas segundo os imperadores que regem essa democracia, é tudo para salvar democracia. Eu troquei uma ideia com uma jornalista que me disse que tá rolando um burburinho sobre o por Alexandre teria decretado essas prisões e que o motivo seria para se criar um fato novo, uma cortina de fumaça a ser repercutida que não fosse o Banco Master, a acareação, o TCU, o Tofol e o contrato de 129 milhões. Mas isso é só uma fofoca.
O que não é fofoca foi todo o conteúdo desse vídeo que durante muito tempo foi ignorado porque eles tinham que derrotar o bolsonarismo, que agora vem com Flávio Bolsonaro colando no Lula no segundo turno e animando a galera do mercado. E quem tá falando isso não sou eu, é a Veja. Olha só.
Ibovespa avança de olho em pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. E mais, Flávio Bolsonaro é o vencedor da semana. Morais, o imperador, o perdedor.
É, galera, parece que o vento tá virando. Falta saber que rumo o barco da democracia tupiniquense vai tomar. E para finalizar esse vídeo, o presidente Bolsonaro, uma vítima de todo esse processo político, após duas cirurgias, se recupera bem.
E, presidente, estamos todos na sua torcida. Força aí. E por hoje foi tudo isso.
Mas deixa eu aproveitar que você ficou até aqui. Essa semana eu tive que assistir a Rede Lul para desmentir esses jornalistas no meu novo vídeo. Eu tô com sangue nos ol para explicar as novas tretas dessa saga para salvar a democracia.
Mas aí eu percebi uma coisa que me deixou muito triste. Eu vi que você não vai poder assistir ao meu novo vídeo porque ainda não faz parte da minha família. Você tá aqui do lado de fora perdendo a oportunidade de se divertir com os meus conteúdos exclusivos sobre tudo que tá rolando na política.
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Portanto, se você quiser e puder, o link vai est fixado aqui no primeiro comentário. E desde já, muito obrigada. Mas agora eu quero saber de vocês, saem novas revelações ou Malu Gaspar e Mônica Bérgamo vão direto pro inquérito das fake news?
Me conta aqui nos comentários que eu quero saber. E se você ainda não é inscrito aqui no meu canal, meu amigo, se inscreve e deixa seu like, porque você já sabe. Acontecendo alguma coisa de relevante ou irrelevante, a gente volta.
Beijos, galera. Fui.