é preciso explicar porque o mundo de hoje que é horrível é apenas um momento do longo desenvolvimento histórico e que a esperança sempre foi uma das forças dominantes das revoluções e das insurreições e eu ainda sinto a esperança como minha concepção de futuro Jean Paul Sartre prefácio dos Condenados da terra de Fran fanon clarividência é uma virtude que se adquire eh pela intuição mas sobretudo pela pelo pelo estudo e quer dizer tentar ver a parte do presente que se projeta no futuro descolonizar é olhar o mundo com os próprios olhos pensá-lo de um ponto de
vista próprio o centro do mundo está em todo lugar o mundo é o que se vê de onde se está o olhar sobre a primeira globalização vem das viagens de descobrimento e conquista Os imensos territórios conquistados não estavam Desocupados em apenas um século entre 1500 e 1600 dos 80 milhões de nativos existentes na América pré-colombiana 70 milhões foram exterminados duas mil línguas desapareceram com eles Tupis quéchuas Map tiveram seus territórios ocupados e demarcados arbitrariamente ignorando-se povos culturas línguas religiões para facilitar a dominação e o saque de suas riquezas os 10 milhões de Africanos transplantados para
o Brasil depois de séculos de escravidão nas plantações de cana de café e nos garos das Minas Gerais ficaram abandonados à própria sorte a primeira globalização do colonialismo se caracterizou pela ocupação territorial a segunda globalização começa no fim do século XX marcada pela fragmentação dos territórios o século XX foi o século das revoluções as revoluções tecnológicas transformam as novas conquistas em Sonhos de Um Mundo Melhor logo começa o desmonte do Estado de bem-estar social o humanismo como motor do desenvolvimento e do Progresso é substituído pelo modelo do consumo voraz o consumo que é hoje o
grande fundamentalismo Esse sim é que é o grande fundamentalismo as técnicas são implantadas nas sociedades e nos territórios a partir de uma política hoje a política das empresas globais Amanhã a partir da política dos Estados impulsionados pela Nações dia 04 né Eu nunca pensei que tinha chegar L queria dizer em primeiro lugar que eu me considero um intelectual outsider coisa que é Rara no Brasil não pertenço a nenhum partido Não Pertenço a nenhum grupo inclusive grupo de intelectuais não respondo a nenhum credo não participo de qualquer militância é difícil ser intelectual negro no Brasil eu
creio que é difícil negro e é difícil ser intelectual no Brasil essas duas coisas juntas dão dão o que dão não é é difícil ser negro porque fora das situações de evidência o cotidiano é ser muito pesado pros negros é difícil ser intelectual porque não faz parte da da cultura nacional ouvir ouvir tranquilamente uma palavra crítica né Por que opção pela geografia eu acho que foi a opção pela pelo movimento o fato de ter quando o garoto me impressionado com as populações que mudavam de lugar que se transportavam de lugar para outro que talvez isso
me tenha dado uma dimensão da disciplina e o meu gosto pela história sobretudo pela história do presente me levou também a valorizar E todo o processo contraditório de modo que não sendo um marxista ortodoxo eu tenho medo disso tenho medo dos marxistas ortodoxos porque eu creio que toda doutrina que não se busca renovar ela corre o risco de se tornar uma religião um dogma Por conseguinte de emburrecer e não esclarecer de desse modo Eu me considero um marxista Ou se quiser um marxis ainda hoje ainda hoje sobretudo hoje porque com a globalização e o que
sobrou do socialismo fundado em realidades Profundas como no caso da China por exemplo e o mundo ocidental Ah Que Nós aprendemos mais a conhecer e a analisar e a interpretar se tornou todo ele capitalista Então se tudo se torna capitalista Obrigatoriamente a contradição se instala né uma forma de reconhecer o nível de desenvolvimento no planeta é observar a quantidade de luz que as cidades emitem à noite a foto do satélite revela um nítido contraste entre o desenvolvimento ao norte e ao sul da terra a renda dos 500 indivíduos mais ricos do mundo é superior aos
ganhos dos 416 milhões mais pobres em 1990 um norteamericano ganhava em média 38 hoje ganha 61 vezes mais nunca houve uma oposição tão grande entre um pequeno grupo de países e a maioria esmagadora dos países da humanidade então nós temos Tero mundismo do que antes e uma realidade da dependência muito maior do que antes e talvez por aí é que V surgir essa possibilidade da gente construir o mundo de outra forma de fato se desejarmos escapar a crença de que esse mundo assim apresentado é verdadeiro e não queremos admitir a permanência de Sua percepção enganosa
devemos considerar a excia de pelo menos três mundos num só o primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê a globalização como fbula ooia o mundo T como ele é a globalização como peridade e Tero o mundo como ele pode ser uma outra globalização Nunca na história da humanidade houve condições técnicas e científicas tão adequadas a construir o mundo da dignidade humana apenas essas condições for expropriadas um punhado de empresas que decidam construir mundo perverso cabe a nós fazer dessas condições materiais a condição material da produção de uma outra política em 1989 uma reunião
organizada pelo Instituto internacional de Economia em Washington propôs reformas para que os países da América Latina retomassem a trilha do crescimento e do desenv movento nasceu aí o Consenso de Washington uma espécie de Bula com prescrições consensuais austeridade fiscal elevação de impostos juros altos para atrair investimentos estrangeiros privatizações em nome da boa administração do setor privado e da incapacidade dos Estados o mesmo sistema ideológico que justifica o processo de globalização ajudando a considerá-lo o único caminho acaba também por impor certa visão da crise e a aceitação dos Remédios sugeridos na verdade porém a única crise
que os responsáveis desejam afastar é a crise financeira e não qualquer outra o Consenso de Washington representou para a América Latina um fruto envenenado no Equador país com 25% de índios e 55% de mestiços indígena pataki comanda a revolta a crise se torna aguda com os programas de privatizações de extinção de serviços estatais em janeiro de 2000 a completa dolarização da economia provoca um grave levante popular que termina 15 dias depois com a queda do presidente ainda em 2000 na Bolívia o governo pressionado pelo FMI e pelo Banco Mundial privatizou a água potável na região
de kabamba a resposta popular de uma sociedade formada por 70% de índios e mestiços explodiu em gigantescas rebeliões comandadas por movimentos sociais autônomos o governo perdeu o controle e reagiu como de Hábito a morte de um jovem comu o país a pressão Popular obrigou a desprivatização uo Cochabamba un primo ha dado Pero importante signif demra glob gente 2 mor G Pero como acte lae potica gobierno inmediatamente ell se con pueblo toas paramento sipre nos unaa alto n r Mira kil 10 kg no está vendiendo a 25 bolivi All a 60 Cent Deó di venden en
bruto Y eso no es justo seor que seor periodista que nos Haga de esta manera al contrario deberíamos de tener nosos Gas a bajo preci para Los bolivianos para extranjeros sido en un precio alto tal ve Pero est conformemos que nac ar poit experiment neoliberalis as privatizações e abertura da economia levaram uma quebradeira total no país fábricas fecharam Empreendimentos foram abandonados trabalhadores converteram em ciros catadores de papel o panelaço no final de 2001 que derrubou três presidente da república em duas semanas levou às ruas cidadãos da classe média que da noite pro dia pela desdolarização
da economia tornaram-se os novos pobres do país de canç men cabalo de rde Tod ruc esor lo que hano bancos extranjeros porque est tip han vaciado las empresas argentinas Y han dej trabajo a argentinos se muriendo de hambre argentin ha conciencia La Plaza de Mayo Y no salir de allí mientras no echemos a todas estas ratas salvajes famu no Brasil a privatização de grandes estatais gerou protestos isolados o país entrou cegas na modernidade a ilusão da moeda forte do consumo fácil anestesiou a população para o economista Joseph prmio Nobel de economia e economista chefe do
Banco Mundial entre 1997 e 2000 esse receituário violento não provém de análise Econômica mas de postura ideológica agora essa história que os estados nacionais estão diminuindo importância é uma história da Carochinha que os países ricos nos contam porque o Estado Nacional por exemplo norte-americano vai muito bem né inclusive digamos bem do ponto de vista de força do estado com gastos militares como nunca houve antes né com um empenho direto digamos assim dos agentes comerciais do governo americano para defender os interesses das empresas norte-americanas O que é normal aliás né então agora aí eles nos dizem
não o estado não tem importância quer dizer não tô dizendo que eles norteamericanos mas esses pensadores da globalização muitas vezes nos dizem isso isso é que digamos eh eh eh crê quem quem quer ser enganado o que nós estamos estudando aqui é sobretudo essa relação entre globalização iso é o grande dinheiro a grande informação e o território o território como matriz da vida social econômica e política a Boeing maior montadora de aviões do mundo é bom exemplo do fornecimento em rede planetária o modelo 777 recebe componentes de 322 fornecedores em 38 países e suas 3
milhões de peças do rebit a turbina são fabricados por 1700 intermediários em 37 Nações de onde prosseguem para everet onde a Boeing tem o maior edifício Industrial do mundo na montagem final a Austrália fornece os Lemes de direção e profundidade o Canadá a parte posterior das asas o Reino Unido os computadores primários de voo o Japão os lavatórios e a imbra aer do Brasil uma peça do Leme vertical as grandes empresas são esse centro frouxo do mundo e que escapando ao controle dos estados e que se distanciando da de uma relação mais obrigatória com Os
territórios acaba por lhes permitir uma ação sem responsabilidade as grandes empresas não tem responsabilidade social não tem responsabilidade moral sobretudo e é por isso que desorganizam Os territórios tanto socialmente como moralmente o filme Corporation dos cineastas canadenses Mark akbar Jennifer abot e Joel becken denuncia a exploração de mão de obra no terceiro mundo trata--se de uma divisão internacional de trabalho injusta e desigual distribui de mais pobreza para os pobres e concentração de mais riqueza para os ricos a Nike transferiu sua produção industrial para países onde não há limites para exploração de mão deobra contabiliza o
tempo de trabalho de seus funcionários em frações de segundo assim mascar os verdadeiros valores dos salários pagos o diretor do comitê Nacional do trabalho norteamericano charam denuncia a divisão do trabalho na globaliza distribu aa enquanto elimina empregos nos Estados Unidos de fato para a grande maioria da humanidade a globalização está se impondo como fábrica de perversidades o desemprego crescente torna-se crônico a pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida o salário médio tende a baixar a fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes a fila na marqu de Sapucaí no
Rio não é para assistir a nenhum desfile de escola de samba mas simplesmente para conquistar uma vaga para garid da empresa pública de coleta de lixo da cidade a abertura dos portões revela angústia dos que lutam por um emprego estável e seguro nesta globalização onde os de baixo a cada dia que passa trabalham mais com menos direitos o desemprego aparece já como uma coisa normal os ar Altos da globalização e o aparelho de estado explicam que o desemprego é uma condição para chegarmos a mais globalização Por conseguinte soframos aumentam também o número de poes há
mais 600 milhões de pobres hoje do que em 1960 1 bilhão e meio de pessoas ganh menos de ó por dia e diante disso a pobreza é tratada com naturalidade Alô amigo Alô chefia seu futuro não pode ser decidido a revelia lembra daquele tempo em que seu salário ainda valia mais ou menos 50 anos eu diria Alô amigo Alô seu futuro não pode ser decidido a revelia se o presente é omisso aí fica difícil tem que botar a mão na massa um jeito niss a humanidade se divide em dois grupos o grupo dos que não
comem e o grupo dos que não dormem com receio da revolta dos que não comem é de Castro em geopolítica da fome a gente descobriu outra uma coisa importante que a gente produz muito mais comida do que pode comer e tanto que na Europa o A Comunidade Europeia dá prêmio a Quem Deixa de produzir comida e Castiga Quem produz mais do que as cotas estabelecido quer dizer a questão da fome não é questão de produção de alimentos é questão de distribuição isso a gente viu quando de certas epidemias de fome na África e na Ásia
os estados unidos se recusando a dar ajuda alimentar se certas condições políticas não fossem preenchidas no caso do próprio Brasil se há uma parte da população que não come corretamente isso é é culpa unicamente da forma como nós organizamos a sociedade não é que não ha alimento não é que não se Poa distribuir os alimentos ap nós decidimos que alguns não devem comer porque acaba por ser uma decisão que se depois de tantos anos a gente aceita tranquilamente continuar discutindo a questão da Fome que parece uma vergonha a fome já não nos surpreende convivemos com
ela cotidianamente entorpecidos pela realidade que nos cerca caso o receituário do Banco Mundial seja seguido teremos aprender a com a morte pelae hoje mais de 1 bilhão e meio de pessoas em todo o planeta não tem acesso à água mais de 3 bilhões de pessoas utilizam água sem tratamento o que provoca diariamente a morte de 30.000 indivíduos no mundo nos últimos 10 anos as transnacionais da água orquestram uma estratégia de controle do planeta empresas do setor tem suas ações fixas em bsas de valores dentro da lógica finance que nada tem a ver com a lógica
da Solidariedade em março de 2003 aconteceu o terceiro Fórum Mundial da Água em Kyoto no Japão na paa da discussão estava o tema da privatização dos recursos hídricos na mesa os presidentes de multinacionais da água ministros de relações exteriores representantes do movimento popular e o diretor administrativo do Banco Mundial on the other Hand hear the growing society mement who has a Vision of water as a of glob comm TRE aust all govern GR con cont todas as injusti o representante do Banco Mundial insiste na política de privatização tomador do discurso é contestado pelos representantes dos
movimentos populares do mundo inteiro and aga un patrimonio un patrimonio ser vio che ha os astronautas disseram que a única obra humana visível do espaço é a Grande Muralha da China esse dragão sinuoso de 23 séculos foi erguido contra as ameaças do deserto os povos do Norte árido Em Busca das terras verdes do Império do meio o sonho comunista do internacionalismo proletário incentivado pela revolução sovitica de foi aos poucos substituído pelas barreiras construídas em torno da cortina de Ferro a mais célebre foi o muro de Berlim erguido em 1961 para separar a pureza do socialismo
das desigualdades do capitalismo tinha como missão impedir que as pessoas fugissem do glacial Paraíso socialista os Muros da Internacional capitalista são sólidos e bem delineados enquanto permitem a circulação livre das mercadorias dinheiro e serviços proíbem o livre tráfego dos indivíduos a Europa levanta Barreiras contra a presença indesejada de Forasteiros em seu território refugios caminho sucumbindo de sede no deserto Afogados no Mediterrâneo enquanto seus barcos precários naufragam são ainda explorados pela máfia dos que os transportam clandestina e Perigosamente os clandestinos são presos e recambiados para seus países Os descendentes dos povos escravizados pelo colonialismo são excluídos
do banquete da globalização ver vers l'europe mais c'est que justement Il n'y a pas de Solution si vous si vous mettez les économies de ces pays à genou avec la complicité de dirigeant que vous avez vous-même installé au pouvoir mais effectivement les gens ne vont pas ne vont pas ne vont pas mourir comme ça Sans tenter de réagir évidemment une chose peut para Bizarre c'est Pour moi en tout cas toute cette énergie que des jeunes africains mettent Pour aller vivre en Europe pourquoi Il ne la ment pas Pour rester che eu ET se battre contre
des systm politiques corrompus nos estos Unidos sal cerc Cruz Rios deser para vencer os muros que separam a fome do emprego pode provocar muito mais que ferimentos podem representar a prisão ou a morte armas que mais parecem sair de filmes de ficção científica são utilizadas para impedir a imigração não desejada as barreiras naturais o Rio Grande o deserto e a polícia de Fronteira se encarregam do resto o Presidente da República dos Estados Unidos elogia a eficiência do controle de fronteiras para entrada deiros Este controle já custou muitas vidas dos que sonharam um dia fazer a
América recomear o deate civiliza a gente abandonou a gente passou a debater o crescimento econmico né se Vamos aumentar juros Vamos diminuir se vamos facilitar P de infla ou a civiliz quase que não é objeto de discussão e e isso abre espaço para qualquer forma de de barbárie como essa eh pela qual a gente deixa morrer crianças e velhos e adultos tranquilamente o que estamos vivendo hoje é que o homem deixou de ser o centro do mundo né o centro do mundo hoje é o dinheiro mas o dinheiro no estado puro o dinheiro é estado
puro só é o c do mundo por causa dessa geopolítica que se instalou proposta pelos economistas e imposta pela mídia davos Estância situada nos Alpes Suíços imortalizada por thas Man na Montanha Mágica a partir de 1970 a cidade de davos torna-se berço do pensamento único dogm sobre a globalização ancorada no Livre Mercado como trilha para o paraíso a antropologia moderna registra aí o surgimento do homo davos que a pregou o fim da história E propõe a criação de fundo Any else andone as a chamada mídia ela tem um papel de intermediação que a gente talvez
não possa dizer que é inocente mas não não parte dela realmente não é dela o poder O Poder é de um pequeno nmero de agências internacionais da informação estreitamente ligadas ao ao mundo da produção material ao mundo do das Finanças e que controla de maneira extremamente eficaz a interpretação do que está se passando no mundo né e de uma forma que se torna Clara quando a gente pega o jornais e ver a repetição quase que serviu das mesmas fotografias das mesmas manchetes as mesmas ideias os mesmos debates que indicam que alguma coisa tá por trás
de tudo isso o redator de um importante jornal está fechando a edição do dia seguinte sem grandes notícias para compor a primeira página chega o fotógrafo e diz chefe tem a notícia e a foto um cachorro raivoso atacou a menininha de 7 anos e ninguém fez nada editor maravil este homem é heró Amã todos poder ler da primeira página Valente novino salva vi de menininha fotó responde Pois é che só tem umais o homem não é novino oh melhor será então Valente americano salva a vida de uma menininha o fotógrafo sem jeito diz é bem
chefe ele ele é árabe no dia seguinte sai o jornal Extra Extra terrorista árabe massacra de maneira selvagem cachorro americano de pura extra extra Como podemos mesmo assim admirarmos de que ali e aqui estourem guerras e corra o sangue já que a nova ordem mundial que se constrói é baseada numa competitividade Sem Limites Morais não há mas de ruos Existem os fatos as notícias são interpretações desses fatos como as grandes agências de Notícias pertencem às grandes empresas os acontecimentos são analisados de acordo com os interesses pré-determinados muitos dos economistas que escrevem jornais publicam diariamente o
desejo das empresas das quais são Consultores qu dizer a informação o grande instrumento da grande finança a informação o grande instrumento do processo de globalitarismo de produção de novas formas totalitárias de vida mas que manejada por um pequenos grupos de forma inteligente produz exatamente o efeito oposto Carlos pronzato é um poeta Trot mundo dessa nova revolução sozinho comar Atento e uma pequena câmera amadora penetra espaços onde os grandes meios não podem ou não querem entrar de cas aband trabal social fazer instala fábrica falida mostrou o Simples Desejo do trabalho quando pones que no trajer algo
aparecieron teníamos Miedo viste Bueno después nos sentamos Ahí vecinos nos aab porque Plata para viajar Plata para para nada Dio irent que seus filmes correm mundo aa em escolas sindicatos pequenos cinemas segu globalizando um outro olar so fat sobre as soe no tempo euvi entrar F noo popular como ferr transformação concr podro então eu tenho que estar aí Trabalhando dentro movento Popular ativamente Latino América é um polvorin apto para um bac chegar e perguntar onde que está acontecendo e ele ir e tentar o filmar o escrever ou incitar trabalhar nisso então minha utopia é um
pouco essa você não entrar na corrente na onda Não é possível fazer nada porque nada será possível presente e você Continua trabalhando eu acho que um pouco que faço está dentro de um projeto utópico de realizar pelo menos naquele naquele breve período de vida que nós temos uma pequena obra que pode servir alguém tanto agora Quanto depois eu acho que esse fenômeno vai se vai se multiplicar quer dizer por enquanto há uma coerção muito grande contra essas formas que são e praticamente eh limitadas no seu elã renovador pela falta de recursos financeiros pela elevação que
favorece a vida dos dos Gigantes Mas eu creio que uma demanda que vem de baixo e que é muito forte é Explosiva a gente vai certamente daqui a pouco ter outra coisa Se eu olhar para trás na minha própria vida eu vejo que hoje é muito mais fácil ser Universal aqui mesmo a primeira vez que eu entendi que comecei a entender o mundo foi quando deixei a Bahia para ir estudar na França lendo jornais que me apresentaram m de uma outra forma hoje não qualquer pessoa idade mais agada acab Acaba percebendo como o mundo éo
que outra grande novidade do nosso tempo e que vai permitir que sem abandonar o que a gente é ind a gente seja perfeitamente Universal osen em suua original chamse burum a 130 indivíduos em 1989 e com esforço fecharam o século com 150 pessoas aon kenac nasceu no Vale do Rio Doce Minas Gerais é produtor gráfico e jornalista participa da rede povos da floresta que utiliza a tecnologia da comunicação para integrar o povo indígena e seringueiro eu acho que para pro começo do século XX essas trocas de novas tecnologias que não fomos nós que criamos e
nem somos nós que fabricamos vai ser o grande evento pros nossos povos eu ainda não consigo acreditar com meus próprios olhos porque ainda não vendo M isso mim é um sonho eu não consigo acreditar que isso é verdade poder a gente poder acessar a internet aqui da Aldeia vocês puderam ver que isso aqui não é um brinquedinho sabe um ficar teclando não Isso é uma isso é uma coisa de muita importância pra gente entendeu Até mesmo porque é distância porque se a gente morasse numa beira de uma estrada próxima à cidade Talvez isso não seria
tão importante pra gente porque a gente podia n na cidade é ir fazer isso rapidinho trer mas a distância pelo limite que a gente mora isso é precioso chega assim como uma coisa muito muito grande pra gente como realmente um sonho o exemplo da da da da câmera né da da poder fazer uma imagem animada de poder transmitir uma imagem dessa ela tem a importância que os a chanin agora lá no alto Rio Juruá demonstraram quando eles conseguiram botar pro mundo inteiro numa situação de risco que a floresta tava correndo com a entrada de madeireiras
de invasão no território deles mandando uma mensagem pra rede com imagem do que tava acontecendo com texto mobilizou gente no mundo inteiro Você não imagina como que o pessoal local ficou mobilizado em torno dessa ideia de eles poderem se comunicar com o mundo sem ter que ficar pedindo licença pra prefeitura local na verdade eu acho que isso em alguns casos do ponto de vista político vai significar a libertação de comunidades que historicamente eram controlada ali porque não sabiam o que que tava acontecendo no mundo de repente eles vão conversar com todo mundo aí acabou aquele
intermediário alí no meio do caminho é a primeira vez na história na qual a gente convive com o futuro possível acho que essa que é a grande novidade da nossa geração é essa essa capacidade que nos foi dada de conviver com o futuro possível que não é nada do domínio do dos filósofos é algo que tanto nós que somos que imaginamos ser intelectuais eh sabemos que existe como o o rapaz pobre da Periferia que inventa a música revolucionária que e que explica o seu mundo acho que é esse que é essa que é a grande
novidade Brasília conhecida por sua arquitetura arrojada é uma das cidades mais fotografadas do mundo perto de Brasília fica a Ceilândia é o reverso do cartão postal aqui moram muitos os que trabalham na capital respeito todas as quebradas becos e vielas quebras cabulosas satélites qualquer favela todas se parecem muito só que essa aí é diferente a Ceilândia é conhecida pelo maior índice de violência da região aqui vive adirley ex-jogador de futebol cursou comunicação e tornou-se cineasta documenta a arte produzida na periferia onde seus amigos de infância contam e cantam em rap o cotidiano com uma câmera
digital documenta a cultura da Periferia o cinema que a gente quer mostrar é o cinema que a gente experimenta é a nossa experiência de vida na nada mais que isso é o nosso ponto de vista só é a experiência de ser morador de Filândia morador de Periferia a indignação de não se ver nas telas vamos dizer assim mas eu acho que a possibilidade fazer cinema vem com toda a história do Milton santes também né que é se apropriar da cultura da cultura de massa se apropriada uma câmera hoje que não é que é difícil é
ainda é caro ainda é caro mas é mais viável hoje com uma pequena aparelhagem e Informática eletrônica com meios limitados também se faz opinião também se produzem coisas centrais na reelaboração da história negão careca da Ceilândia mesmo e daí Jamaica Marquinho Japão sou Cand não sou Bras Eles já fazem as bases dele no fundo de quintal aqui numa casa como essa aqui a gente seou nisso iniciar esse processo de cinema Então vamos tentar fazer também um cinema parceir subia mandando o recado aqui é [ __ ] masão eu amo essa [ __ ] Cândia Norte
resistência V de boa eu curto música de preto curto rap nacional Não curto black music black music curte é os playboy não vou curtir a black meals porque é bonitinho agora se falar música de preto não música de preto não ô que coisa feia [ __ ] mãe eu canto música de preto ó meu filho fala Black meals Até minha mãe que vez do Nordeste que falar Black tá entendendo na nossa quebrada parada é mais quente e 500.000 e PR eles somos lixo lutando PR sobreviver tratados como bichos escrotos ratos desgoto vermes rastejantes cobras tipos
pentos Monstros repugnantes terra sem lei nova Babel casa do [ __ ] cu do mundo baixa da égua [ __ ] o que dizem véi Ceilândia é minha quebra quebra até hoje assim dentro da cidade tem muito PR com relação a rap rap é música de bandido é música de preto é música de Marginal é música cara que desempregado obgado esses caras sofr pra caramba cara o jama conta histórias assim que são Geniais no sentido assim do preconceito que ele sofria de ser um rapper os nomes dos lugar Planeta dos Macacos caldeirão do diabo Vila
do cachorro sentado é velho onde só tinha bandido velho para ele só tinha bandido Eu acho que o rap é um cara de Periferia a dar identidade a periferia a dar nome à pessoas e a contar as história da perspectiva deles então a gente também tá se baseando tentando fazer cinema nessa perspectiva que a ideia é ver dentro da cidade essas formas de solidariedade e você tem a produção dentro da cidade de formas solidárias que tem expressão econômica e política né em contraposição com essa produção da violência acho que há uma multiplicidade de fenômenos de
baixo que a gente não dá importância porque a gente dá mais importância chamada violência os jornais falam da violência dos bairros tem Barros mal falados porque violentos olhares do Morro tá por aí a gente tá olhando tudo que acontece na comunidade mas as outras formas todas de manifestação que são propriamente culturais mas que não não aparece com com ess com essa aura de cultura que é reservada digamos assim a a a parcela já privilegiadas que fazem cultura os outros fazem outras coisas a gente não admite eh dizer imediatamente que o que eles fazem é cultura
porque o que eles fazem é cultura e é política ao mesmo tempo né Jaia é o município é o segundo município mais pobre do Estado do Rio de Janeiro e a gente através do cinema a gente pode expressar esse nossa movimento Às vezes as coisas que a gente não concorda que tem aqui a gente joga no cinema e tenta mudar essa realidade aqui acima de tudo é a superação de utilizar o que a gente tem na mão e superar até esses mesmos índices de pobreza e a gente utiliza de pedaço de madeira para fazer grua
de cabo de vassoura para fazer o tripé na coletividade a gente consegue fazer cinema na Baixada flum a gente partiu de uma necessidade de um resgate da memória e do folclore daqui do Município de Japeri e utilizando numa ficção que é o marido chegando em casa bêbado e dando satisfação PR sua esposa porque chegou Bêbado e a satisfação que ele dá é a partir do folclore de Japeri Há a possibilidade cada vez mais frequente de uma revanche da cultura popular sobre a cultura de massa quando por exemplo ela se se difunde mediante o uso de
instrumentos que na origem são próprios da cultura de massas eu sou lobista sai em pleno século XX mas acredita em lsom sai para lá nesse caso a cultura popular exerce sua qualidade de discurso dos de baixo pondo em relevo o cotidiano dos Pobres das minorias dos excluídos por meio da exaltação da vida de todos a partir do audiovisual várias pessoas vão ser influenciadas pelo produto que eles estão tendo então uma oportunidade para que eles possam expressar até pro povo inteiro de Japeri para mostrar o que eles querem falar e ainda não tiveram oportunidade Porque a
partir deles a gente acredita que Ou seja no teatro na música no cinema na literatura vão estimular novas vidas e Novos Sonhos a partir de de filmes do audiovisual eu estou seguro de que a o período tecnológico da história do homem está terminando estamos entrando no período que eu chamaria de demográfico ten medo de usar a palavra Popular porque isso poderia acarretar a destruição prematura da ideia os atores que vão mudar a história são os atores de baixo então eles vão agir a par de basta assim e os pobres em cada país os países pobres
dentro dos diversos continentes os continentes pobres Face aos continentes ricos de tal forma nós não vamos ter uma evolução eh sincronizada como essa digamos assim do processo de globalização haverá explosões aqui ali em momentos diferentes mas que serão impossíveis de conter vamos quear tudo senão o o estado não não ouve a gente eu acho que quando a gente abre um jornal Olha a televisão se a gente puder se a gente pode interpretar o que está por trás tudo isso a gente já vê que são são outras formas de explosão e ligadas a à religião por
exemplo essas religiões aguerridas como os muçulmanos né que tem uma formidável força intelectual e moral também n isso Face a nossa a nossa civilização Greco occidental esse combate silencioso que é feito por exemplo por esse bilhão e 100 milhões de pessoas na Índia formidável preocupação é a produção do conhecimento e que a gente nem sabe direito que eles tê essa religião do conhecimento né que eles utilizam em benefício da sua própria nação essa outra coisa extraordinária que é a China né que a gente imagina que está se tornando capitalista mas realidade tá usando ao seu
modo os instrumentos que o nosso tempo oferece acho que todas essas formidáveis mudanças é que vão garantir essa produção de um mundo novo nos últimos 25 anos a economia da China país de 1 bilhão 300 milhões de habitantes vem crescendo a uma média de 9% ao ano a China Combinou o planejamento de estado com mecanismos de mercado atraiu capitais externos e novas tecnologias essa revira volta é resultado de pesados investimentos em técnicos e pesquisadores existem no país mais de 1000 universidades formam-se por ano 450.000 Engenheiros 50.000 Mestres e 8000 doutores o governo incentivou a industrialização
Rural e a multiplicação das pequenas e médias empresas no campo a ocupação agressiva do mercado ocidental com produtos chineses de dai privada osai salit para transis osic de polui demonstr quanto a China se disp a abrir mão de seu projeto ideológico em troca dovic devemos recusar categoricamente a situação a que os países ocidentais querem nos condenar o colonialismo e o imperialismo não pagaram suas contas quando retiraram suas Bandeiras e suas forças policiais de nossos territórios durante séculos os capitalistas estrangeiros se conduziram no mundo subdesenvolvido como verdadeiros ter 1961 against Tak overing make kill other Now
After the come asak and look at suff are afan Rous quand on écoute les gens on a parfois l'impression que vraiment le le Le Monde le fameux Village planétaire est un endroit o tout se passe bien partout hein les sociétés sont prosp Il y a la Justice les droits sont respectés Il y a pas de corruption Il Y A Rien sauf en afrique on a l'impression que tout est TRS bien partout sauf sur le continent africain moi je trouve ça bien drôle quand même je trouve ça extrêmement extrêmement Bizarre cette façon de raisonner je crois
que Le Monde entier jamais pé aussi mal on est bien conscient des mécanismes politiques qui sont à l'origine de de nos difficultés sur le continent Il me sem que un pays comme le brésil doit quand même bien comprendre cela le Public brésilien aprs tout Il n'y a pas TRS longtemps en amérique latine cver Du cours politique ET économique dans les sociétés d'amérique latine dans les moindres détails ET bien nous ça revient d'ille sittin vamos conver lae caricatur del Norte vamos vamos serent vamos incesante vamos a generar otro Mundo Diferente vamos a ofrecer al mundo Un
Mundo Diferente es el desafío que tenemos plante por Hoy somos la verdad caricaturas bastante tristes de mod ha virta vir delar delo deim insistimos em serus nós próprios porque achamos mais chique pensar como os europeus e os americanos E aí temos uma enorme dificuldade para entender o mundo e essa enorme dificuldade também nos deixa meio atarantados meio tlos diante da história que está se fazendo Daí a própria política brasileira um pouco perdida Porque Nós não sabemos muito que fazer com o mundo novo porque não descobrimos as formas de pensar esse mundo novo a partir de
nós próprios mãe eles vem do mundo do Sul de uma comunidade pobre moradias precárias eles V do mundo do Norte querem ver de perto Como vive esta gente hoje é de Fest Essas pessoas vão para um passeio organizado num dos mais movimentados shoppings da zona sul do Rio de Janeiro passeio de bacana dia de festa são suspeitos de sempre estão ind PR onde inding quar no um pãozin então Pacífico pode toar com is a presença da câmera de televisão serve de Salv conduto vamos lá tem direito lógico nãotinha direito tem direito os turistas buscam Aventura
vão fazer Safari Urbano em uma das maiores favelas do Brasil o passeio na Rocinha inclui paisagem violão e uma modesta barraca de souvenirs ambiente hostil condições externas extremas extremamente inóspitas a novas ideias mobilidade relativa meu trabalho é um trabalho tão simples que que os outros vai dizer aí fica difícil para mim o encontro inesperado entre os habitues do shopping e o sem teto provoca surpresas observam e são observá uns perdidos outros também perdidos os turistas penetram nas casas Alias passeiam por becos e ruelas ri nas vidas do que nos objetos a variedade de brinquedos desperta
o desejo nas crianças os meninos se divertem como pequenos aon cenas neste mundo onírico e inacessível a senhora sonha com uma joia rara a moça com calça justa o rapaz veste um elegante HOB de chamb cont dosos Ô maluco trabalha na loja quanto tempo você trabalha para comprar uma calça dessa são solidários dividem entre si o pão com mortadela enquanto dividem a mesa com os outros frequentadores o problema que me parece importante com a globalização é dig entação da da formulação dos códigos éticos dizer há uma ética dos poderosos que não chega a ser ética
e há uma outra ética dos que não tem nada como também H uma ética dos que desesperados eh toma o caminho do que a gente chama de violência né eu creio que essa essa outra ética não dos desesperados que são eh que praticam a Violência Gratuita mas dos que querem grandes mudanças é cada vez mais compreendida nas camadas mais baixas da sociedade mas ela tem contra ela toda uma formulação dessa ética dos poderosos e do direito escrito e da Concepção dos juízes e da Justiça quanto o que é a convivência social não importa o que
importa é que a mudança eh tem uma base histórica muito forte e ela está ganhando os seus as suas formas de ação que são inovadoras são forma de ação surpresas forma de ação eficazes e alguns de nós decidimos apoiá-los apesar da da nossa herança dessa ética que envelhece por incapaz de atender o interesse da maioria H essa busca também de melhoria de condição de vida do sem teto do sem trabalho eu acho que isso é a maior coisa que você tem para ter para se para dar deixar pros seus filhos é uma moradia porque o
resto você lutando você consegue mas você tem um lugar para você voltar repousar do seu trabalho é um teto e se você não tem você não tem nada você não tem endereço você não é ninguém é p família chega em casa e seu filho não tem comida por ele pagou o aluguel isso é vergonha o direito à moradia é um direito humano garantido na constituição brasileira nas Convenções internacionais e na conferência do habitat 2 Então o que a gente está querendo aqui é que se vale os o que sejam que sejam válidos os direitos que
já são garantidos pela própria Constituição Federal né Eu não acredito muito que que a gente viva numa democracia porque eu ainda acredito muito que a gente vive no sistema do capitalismo Quem manda é quem tem o poder quem não tem nada não tem nada é tipo um ditado que existe aí que Você vale aquilo que você tem no bolso Se Você vale aquilo que você tem no bolso No momento eu não valho [ __ ] nenhuma porque eu não tenho nenhum centavo a primeira Providência que tomaram né para para fazer com que a gente recua
a nossa proposta de ocupação foi cortar os serviços essenciais todo um pobre também tem direito ao centro da cidade e é uma exclusão muito social e discriminação muito grande com as pessoas menos menos favorecida para que se constrói casa bem distante dos centros da Cidade e as pessoas são reciclados como lixo para bem longe dos centros e não consegue nem trabalho porque o a passagem é muito cara as pessoas não tem como se deslocar do trabalho quando vai procurar um trabalho você mora onde tem que gastar R R de de passagem você já tem dificuldade
até aí Passam quatro 5 hor no ônibus para chegar no local de trabalho e esses Imóveis aqui nós estamos reivindicando isso o caso dos do C Terra tratados como um caso um fato policial não impede um grande número crescente de intelectuais independentes e apoiá-los não impede a população como um todo de desejar que eles tenham sucesso não importa que perguntado pela imprensa as pessoas digam que não estão de acordo não tem nenhuma importância pode dizer que não tá de acordo e está de acordo Aline sassara também é uma militante das Telas a cineasta Paulista vê
o mundo solidário ao sem terra em suas andanças pelo Brasil registra do MST o que não vemos na TV os meios de comunicação selecionam o que que tá acontecendo hoje está acontecendo isso tá acontecendo milhões de coisas mas as pessoas acreditam que só tá acontecendo aquilo É de fato uma forma da gente abrir outras janelas né a escola nacional florestan Fernandes construída pelos próprios trabalhadores do MST é a primeira Universidade popular do Brasil feita para capacitar os Camponeses e seus filhos e prepará-los para um modelo de desenvolvimento solidário eu acompanhava o MST tinha alguma informação
e achava incrível eles conseguirem lidar com tanta gente diferente porque cada um lá com seus desejos com suas necessidades e tal e funcionando de uma forma muito organizada para ir contra a maré a marcha Foi um momento pto parecia que todo o movimento estava reunido ali ela é um símbolo muito bem acabado da organização e da Solidariedade dentro do movimento Então você imagina todos os dias você reunir pessoas assim de várias idades e de vários lugares naquele horário cedinho para marchar e enfim foi uma experiência riquíssima eu creio que tá se passando alguma coisa muito
profundo de vulcão que aando que à gente não tem as antenas para perceber a gente é chamado a a pensar na violência ela definida tradicionalmente Mas a gente não entende não compreende não domina o mecanismo intelectual dessas formas novas deidar porque o Brasil jamais teve cidadãos nós a classe média não queremos direitos nós queremos privilégios e os pobres não TM direito não há pois cidadania Neste País nunca houve as formas tradicionais de democracia já não convencem os mais pobres para muitos a ação direta nas ruas é o meio de se fazer ouvir os diversos movimentos
populares buscam alternativas para uma globalização solidária não sei se é bom ou ruim que haja um déficit de organização Porque toda forma de organização é também uma forma de constrangimento na produção de comportamentos completamente Livres talvez nesse primeiro momento não seja ruim ess iação se ela for acompanhada da parte dos intelectuais da produção da compreensão das condições nas quais estamos vivendo mas creio que haveria que buscar formas que eu penso que só a a partir do estado é possível fazer partir do Estado só a partir do estado não vão ser ones nem nem instituições do
terceiro setor São várias vezes se referiu estado inclusive em relação a intelectual sor não abre mão do Estado eu Cre que o estado é indispensável porque a as entidades chamados terceiro setor primeiro elas não são abarcativa não podem cuidar da da do conjunto das pessoas que precisam de cuidados segundo elas acabam obrigadas a cuidar melhor de certos setores e não de outros setores enquanto que o estado através do exercício da política ele a tendência dele é cuidar de todos todas as pessoas quer dizer essa produção democrática realmente democrática que eh as jongs ou terceiro setor
não podem pela sua própria definição eh cuidar porque tem as as limitações de sua origem do seu financiamento does objetivos então o estado se torna algo cada vez mais indispensável porque as fontes criadoras de diferenças de desigualdade são muito mais fortes do que no passado então para desmanchar essas diferenças para reduzir essas desigualdades é necessário o estado que intervenha um estado socializante Por conseguinte tudo se discute neste mundo menos uma única coisa que não se discute não se discute a democracia a democracia está aí como se fosse uma espécie de santa de altar de quem
já não se esperam Milagres mas que está aí como uma referência uma referência a democracia e não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia se condicionada amputada porque porque o poder o poder do cidadão o poder de cada um de nós limita-se na Esfera política repito na Esfera política a tirar um governo de que não gosta e a outro de que talz venha a gostar as grandes decisões as grandes decisões são tomadas numa outra esfera e todos sabemos qual é as grandes organizações financeiras internacionais os fmis as organizações mundial de comércio
os bancos mundiais a ocde tudo isso Nenhum desses organismos é democrático e portanto com podemos continuar a falar de democracia que efetivamente governam o mundo não são elegidos eleitos democraticamente pelo povo quem é que escolhe os representantes dos países nessas organizações os respectivos povos não de onde está então a democracia acho que a questão é essa que a gente esvaziou a palavra democracia de conteúdo a gente continua falando democracia sem saber muito bem do que tá falando quer dizer que nós utilizamos uma série de conceitos que vem de um outro tempo e que se tornaram
vazios porque o tempo mudou o que é conveniente né Eh e o que ficou foi o eleitoral o resto a representatividade não é a a responsabilidade tudo isso eh perdeu força a coerência com ideias eh essa a transparência isso é possível se os partidos T claramente ideia porque senão de que que a gente tá falando né se a gente não souber o que é que os partidos querem fazer de nós né Nós eh reclamamos contra os totalitarismos né o fascismo Nazismo e caímos noutro noutras formas de totalitarismo essa essa atual n onde nos é exigido
um comportamento estandard onde para ser eficaz tem que eh seguir o mesmo modelo uma mesma bula onde os caminhos parecem ser eh marcados de forma rígida e todo escap é punido na primeira esquina Então acho que nunca houve um um mundo que espalhasse que a liberdade é a forma Suprema de vida e ao mesmo tempo suprimisse a verdadeira Liberdade porque essa carência de liberdade e que compromete Inclusive a o exercício da Cidadania eu creio que é uma marca de nosso tempo que mais cedo ou mais tarde Vai se mostrar insuportável como os totalitarismos eh tiveram
seus dias também contados né então a globalização ela produz esse globalitarismo globalitarismo que existe para reproduzir a globalização eu acho que é esse cículo vicioso que a gente vai ter que quebrar através digamos de da produção de formas democráticas que sejam realmente democráticas o Professor Milton Santos nasceu em 1926 em Brotas de Macaúbas interior da Bahia Neto de escravos filho de professores foi Alfabetizado em casa pelos pais formado em direito em Salvador trabalhou como jornalista foi pra França de onde voltou em 1958 Doutor em geografia o golpe militar de 64 obrigou a sair do Brasil
morou na França Tanzânia Venezuela Estados Unidos Canadá escreveu 40 livros recebeu o título de Dr honores causa por 20 universidades e o prêmio o mais importante no mundo em Geografia pensou a economia espacial a urbanização latino-americana e vislumbrou uma Utopia pro século XXI na condição de geógrafo no terceiro mundo eu creio que as condições da história atual permitem ver que outra realidade é possível essa outra realidade é boa para a maior parte da sociedade e e nesse sentido a gente é otimista a gente é pessimista quanto ao que está aí mas otimista quanto o que
pode chegar virar virar uma globalização Solid Ah sim sim a humanidade tá destinada bom que na realidade nunca houve humanidade agora que tá vendo né É verdade acho que essa que é coisa ão fazendo os ensaios da da da da do que será a humanidade n quando eu me encontrava preso na cela de uma cadeia foi que eu vi pela primeira vez as Tais fotografias em que apareces inteira porém lá não estavas nua e se coberta de nuvens Terra Terra por mais distante o errante navegante quem jamais te esqueceria ninguém supõe a morena dentro da
estrela azulada na Vertigem do cinema Mando um abraço para ti pequenina como se eu fosse o saudoso poeta e fosses a Paraíba terra terra por mais distante o errante navegante quem jamais te esqueceria Eu estou apaixonado por uma menina Terra signo do elemento terra do mar se diz Terra Vista terra para o pé firme terra para mão Carícia outros astros lhe sang guia Terra Terra por mais distante o errante navegante quem jamais te esqueceria eu sou um leão de fogo sem ti me consumiria a mim mesmo eternamente e de nada Valeria acontecer Deus serg e
gente é outra alegria diferente das Estrelas terra terra por mais distante o errante navegante quem jamais te esqueceria de onde nem tempo nem espaço que a força mande coragem pra gente te dar carinho durante toda a viagem que ias no nada através do qual carregas o nome da tua carne Terra Terra por mais distante o errante navegante que jamais te esqueceria nas Sacadas dos sobrados da Velha São Salvador a lembranças de donzelas do tempo do Imperador tudo tudo na Bia faz a gente querer bem a Bahia tem um jeo terra