[Música] Faremos a leitura no segundo livro dos Reis, capítulo 3, do 13 até o 27. Veja o que diz a sua Bíblia. Eliseu disse ao rei de Israel: "Que tenho eu contigo?
Vá falar com os profetas de teu pai, com os profetas de tua mãe. Mas o rei de Israel lhe disse: "Não, pois o Senhor chamou esses três reis para entregá-los nas mãos dos moabitas". Eliseu respondeu: "Tão certo como vive o Senhor dos exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não te teria olhado, nem teria te visto.
Porém, agora trazei-me um arpista. " E enquanto o arpista tocava, a mão do Senhor veio sobre Eliseu. E ele disse: "Assim diz o Senhor: "Fazei muitos poços nesse vale, porque assim diz o Senhor: Não vereis vento, não vereis chuva, mas esse vale se encherá de água, e vós, os vossos servos e os vossos animais beberão.
" Mas isso é insignificante para os olhos do Senhor. Ele também os entregará os os moabitas nas suas mãos. Destruirei todas as cidades fortificadas e as cidades principais.
Cortareis todas as boas árvores. Tapareis todas as fontes de água e cobrireis de pedras os bons campos. Até aqui vamos orar.
Pai, nós somos muito gratos ao Senhor pelo privilégio da gente poder estar reunido como seu povo aqui pela manhã para poder ouvir a sua palavra. Te pedimos que o Senhor fale conosco, nos ajude a discernirmos a sua voz e a respondermos com obediência. É a nossa oração em nome de Jesus.
Amém. Cadê as crianças? Deixa eu ver os meus.
João Miguel, minha atriz, meus ajudantes aqui. Hoje tem muita gente. Heitor tá ali.
Fala uma coisa, vocês gostam de filmes ou de Calma? O João falou assim: "Gosto, calma, sei que vocês gostam de filmes, mas filmes que terminam com uma mudança muito diferente no final. Você tá assistindo, Heitor?
Pensa comigo aqui. Você tá assistindo o filme, pá, pá. Você pensa assim que vai terminar daquele jeito, ele muda.
Então, ploto isso. Você gosta disso? Vocês gostam disso?
Sim ou não? Não. O Miguel não gosta.
Você gosta não? Quem que gosta de filme assim? Os meninos maiores, Luiz Gustavo, gosta de filme assim, Gugu.
E filmes com finais abertos. Já viram aqueles finais abertos? Você sabe que são finais abertos?
Você termina o filme e fala: "Acabou". Você gosta de filme assim? Não.
Como é que vocês se sentem diante de uma obra de arte assim que acaba sem uma conclusão? Simplesmente a gente não sabe o que que aconteceu. Bentinho e Captu, que que aconteceu lá no Dom Casmurro?
Quem sabe que que tava na cabeça do Machado de Assis. A nossa crise é sempre ficar assim, mas não é possível que o autor assim terminou desse jeito, não tinha nada para ele concluir o que que ele ia falar. A gente não admite a possibilidade de um filme terminar assim sem a gente amarrar.
Bem, a narrativa de hoje que a gente vai ler tem uma virada dessa. Ela tem um plot twist, como a juventude gosta de dizer, tem uma uma virada, um ponto de inflexão que deixa a gente pensativo ao final da narrativa. Eu não li, você vai ter que esperar.
Contexto dessa narrativa é o ministério de Eliseu. Vocês se lembram que o ministério de Eliseu, ele tá num contexto duplo. Por um lado, é ainda a casa de um rei ao norte de Israel sendo julgada, a casa de Onri.
Teve um filho chamado Acabe, que teve um filho chamado Acasas, teve um irmão chamado Georão. Georão reina agora, mas desde do seu avô Onri, eles estão todos debaixo do alvo da ira de Deus. O Senhor levantou vários profetas, Elias, o mais famoso, para enfrentar essa casa.
Até então que Elias, depois de ter feito tudo que podia fazer, ora ao Senhor, entrega essa casa, a casa de Acabe, Jezabel, e diz: "Eu não tenho mais nada o que fazer. O Senhor pode me levar, porque eles não se arrependem". A gente prega, prega, prega e eles não se arrependem.
Deus falou assim: "Não precisa morrer. Eu vou levantar três espadas. Você vai ungir um rei pagão, um rei do povo de Deus, e você vai ungir um profeta chamado Eliseu, que vai te substituir.
Então, o outro aspecto desse contexto é o ministério de um homem que a gente já tinha ouvido falar da boca de Deus que substituiria Elias. E aí a pergunta é: será que ele vai substituir mesmo? E o que que vai acontecer com esses reis dessa casa tão má há tanto tempo no poder?
Esse é o contexto da passagem. é tanto a transição de Elias para Eliseu, quanto a resolução dessa narrativa. E aí, pra gente ir vendo de fato a sucessão de Elias, para ver se Eliseu de fato sucedeu Elias, a a narrativa começa com uma série de testes.
Eles vão desocupando a terra, eles saem de Samaria, Betel, Jericó, Jordão, desocupam a terra, fazem o caminho contrário de Josué. lá do outro lado do Jordão, ele fala: "Pede o que você quiser. " Ele fala: "Eu quero a dupla honra.
Eu quero ser o principal descendente do profeta". Ele então recebe a capa do profeta. Elias vai embora e ele volta, cruza o Jordão e começa a reocupar a terra com a palavra de Deus.
É um ministério de reocupação da palavra de Deus. É um ministério de colocar de volta a palavra de Deus depois que o principal profeta tinha ido embora. As narrativas de Eliseu começam com um grito dele, dizendo: "Carro e cavalos do exército do Senhor quando Elias vai embora.
" E termina lá no capítulo 13 com a mesma frase. É um uma moldura que amarra todas as narrativas. E aí as reações a esse ministério começaram a ser registradas, pessoas indo até ele, buscando aqueles garotos o criticando.
Até então começa uma narrativa de uma coligação de reis que vão enfrentar um povo chamado moabitas. Os moabitas tinham sido servos do Senhor, do povo de Deus, desde que o Senhor deu a terra prometida para eles. Eles foram entraram numa relação de Suzerani e vassal.
eram vassalos de Israel, pagavam altos impostos, vários tributos. E aí então um dia Moabe se rebelou, o rei Messa de Moabe se rebela. E aí então o rei de Israel junta com o rei de Judá e o rei de Edom faz uma coligação para irem vencer os moabitas.
E aí eles traçam toda a estratégia, vão por um caminho terrível, um caminho seco, um caminho desértico. E aí o que que acontece? No meio a água acaba, eles fizeram mal aquela conta e aí eles falam: "Não tem ninguém aqui pra gente buscar.
Josafá, o rei de Judá, que foi um rei bom, nós exploramos a vida dele, foi um rei ambíguo, mas na avaliação final muito melhor do que Georão. Não tem um profeta aqui? E aí um servo do rei Jorão diz assim: "Tem Eliseu".
E aí Eliseu aparece e fala isso aqui que a gente leu. Esse é o contexto. É o contexto em que a cidade dos homens, um rei mal, como era Jorão, estava buscando a palavra de Deus e buscou daquele jeito que a gente viu semana passada.
Buscou tarde demais, depois que tudo já tinha dado errado. Buscou longe demais, buscou pouco. E aí, mas a palavra de Deus aparece, Deus responde essa busca xinfrim da cidade de Deus, esse modo como aqueles que não têm religião buscam a religião.
E aí agora a gente vai ver que da mesma forma que a busca foi aos moldes da cidade dos homens, a recepção da palavra de Deus também foi. pode dizer que o tema dessa narrativa é a recepção da palavra de Deus na cidade dos homens. Como é que homens maus, como o rei Jorão, recebem a palavra de Deus?
Eles buscam mal, mas quando buscam encontram. E quando ouvem, que que tá envolvido? Como que a palavra de Deus foi recebida por eles?
como que esses reios, reino do norte, o reino do sul, edomitas e também os próprios moabitas em seguida também vão ouvir a palavra de Deus? Como é que esses reinos se comportam diante da palavra? Como é que o ministério de Eliseu foi recebido?
É a última narrativa dessa primeira parte de Eliseu, que é a transição de fato entre Elias e ele. A gente vai organizar essa narrativa aqui de três maneiras, com três marcas dessa recepção. A recepção da palavra de Deus na cidade dos homens, ela não vem sem imerecimento, ela não vem sem participação e ela não vem sem resistência.
A palavra de Deus ouvida, recebida em meio à cidade dos homens, em meio aos ímpios, ela não chega sem imerecimento, sem participação e sem resistência. E eu vou explorar cada um desses pontos, mas antes tem uma coisa importantíssima nesse texto aqui que ajuda a gente a interpretá-lo e a colocá-lo dentro da grande história da redenção. Porque há uma estrutura literária aqui, há uma frase que reaparece depois num texto messiânico por excelência, que é Isaías capítulo 49.
Eu vou ler para vocês, mas se você quiser abrir também a sua Bíblia aí, é um texto muito bonito, aonde o profeta Isaías diz o seguinte: Escutem, terras do mar, e vocês, povos de longe, prestem atenção. O Senhor me chamou desde o meu nascimento e desde o ventre da minha mãe, ele faz menção do meu nome. Ele fez a minha boca como uma espada aguda.
Na sombra da sua mão, ele me escondeu. Ele fez de mim uma flecha polida e guardou na sua aljava. E ele me disse: "Você é o meu servo.
Você é Israel, por meio de quem ei de ser glorificado. Mas eu disse: "Tenho trabalhado em vão. Gastei as minhas forças por nada e à toa.
Todavia, o meu direito está diante do Senhor e a minha recompensa está diante do meu Deus. Mas agora o Senhor que me formou desde o ventre para ser seu servo, para trazer Jacó de volta e reunir Israel a ele, porque sou glorificado diante do Senhor e o meu Deus é a minha força. Sim, ele me diz para você é insignificante ser o meu servo para restaurar as tribos de Jacó e trazer de volta o remanescente de Israel.
Farei também com que você seja uma luz para os gentios, para que você seja a minha salvação até os confins da terra. versículo 6 e o versículo 18 da narrativa que a gente olhou é a mesma frase para mim, aos meus olhos, é insignificante isso que você tá fazendo. É uma forma típica da palavra de Deus se comportar ali no meio.
Deus quando fala, Deus quando é buscado, seu clamor é ouvido, Deus fala, Deus responde, Deus atende aquilo que as pessoas queriam. No caso dessa coligação de reis era água. Eles queriam água.
Aqui era ainda mais glorioso. Veja, o profeta, ele é dirigido aos povos de longe, aos gentios. Prestem atenção.
Ouçam aqui. Eu tenho um servo, eu levantei um profeta. Isso vale para Eliseu, isso vale para Isaías, mas acima de tudo vale pro Senhor Jesus.
Eu tenho um servo desde o ventre que eu dei uma língua para ele afiada como uma espada, ponte agudo, como uma flecha polida. Mas é pouco o que ele vai fazer de só trazer de volta Israel. É pouco.
A minha salvação ser só pros pros pro povo de Deus. Ele vai se estender a todos os gentios. É a mesma forma como Deus trabalha.
Essa profecia se relaciona muito bem com Eliseu, também escolhido por Deus, também uma língua fiada, um profeta, o próprio Isaías, mas acima de tudo o Senhor Jesus. O Senhor Jesus, mais do que qualquer outro profeta em Israel, teve um ministério marcado por uma palavra que atendia o clamor que as pessoas dirigiam até ele, mas acima de tudo ia muito além do que eles esperavam. Se você se lembrar do episódio do paralítico em Cafarnaum, lá em Mateus 9, em que traz um paralítico até o Senhor Jesus, ele tá ensinando ali, Jesus para, olha e diz: "Bem-aventurado, seus pecados sejam perdoados.
E aí os escribas que estavam lá, diz o texto, começaram a a reclamar e a dizendo, ele blasfemou. Jesus sabendo disso, ele olha e fala assim: "O que que é mais fácil eu falar? Seus pecados estão perdoados ou levanta e anda?
" Para vocês saberem que eu tenho poder para perdoar pecados, levanta, pega o seu leito e anda. Ou então na cura dos leprosos, em que o Senhor limpa, purifica aqueles homens e apenas um retorna. Veja a gente, o que que a gente tem?
Um ministério marcado por atender os clamores das cidades dos homens, o que todo mundo quer, quer cura, quer limpeza, quer saúde, quer beber água. Mas isso é pouco, é insignificante, porque a palavra de salvação que o Senhor sempre teve, sempre foi maior. E é sobre isso que esse texto fala.
A boa notícia. O evangelho no livro dos Reis está no fato de que a recepção da palavra de Deus no meio da cidade dos homens, apesar de saciar as necessidades básicas deles, eles vão ter a garganta molhada de novo. Mas quando isso acontecer, não vai ser o fim da história.
Deus ainda tem muitas outras coisas, sinaliza algo muito maior que pode ou não ser experimentado por eles. Pode ser uma bênção para paralíticos, para leprosos, como aconteceu nas narrativas de Jesus, mas pode ser resistência para escribas, fariseus e tantos que resistiram essa boa notícia. É sobre isso que esse texto fala.
Então, agora, diante disso, vamos olhar para ele e vamos ver como é que a gente aprende mais sobre não só Eliseu, mas também o Senhor Jesus. Primeiro lugar, a recepção da palavra de Deus na cidade dos homens, ela não vem sem imerecimento. Depois de tudo que aconteceu, depois de toda a estratégia mal traçada daqueles reis, chegaram no lugar desértico, com um monte de animais, um monte de soldados, não tinham recurso para todo mundo, calcularam mal, não buscaram a ajuda do Senhor.
Depois que tudo deu errado e e depois que o rei Jorão interpretou que o fim deles tinham chegado, falou: "Não, Deus reuniu nós três aqui para entregar na mão dos moabitas. Acabou. É isso aqui mesmo.
Então a palavra de Deus chega. Só que veja, quando Eliseu é chamado por um servo do rei e esse padrão vai continuar sendo repetido, servo ah de Namã. Ah, uma série de servos conhecem os profetas de Orão não conhecia.
Quando ele é chamado, ele não se sente assim honrado, ele não se sente assim grato. Nossa, que bom que vocês lembraram de mim, um privilégio para mim vir aqui. A gente nem sabe como é que ele chegou lá.
É bom demais estar aqui no meio dessa secura com esses reis eh desobedientes para eu resolver o problema de vocês. Ele não ele não vai bonitinho, fofo, ele não vai assim terapêutico. Quando ele chega, ele não chega na casquinha de ovo, ele já chega escancarando a distinção que existe entre Jorão e ele.
Primeira coisa que ele fala é: "O que eu tenho contigo? Eu te conheço. Eu te conheço.
Você não me conhece. Você não sabe meu nome? Você não se lembrou de mim.
Quem me conhece foi seu servo. Além disso, ele vira e olha, eles estão tendo um problema que era recorrente ali e reaparecem várias narrativas que era falta de água. Quem que era o responsável pela chuva no antigo oriente próximo, nas religiões pagãs?
Baal. Era Baal que tava sendo desafiado mais uma vez aqui. E ele fala: "Procure os profetas de Baal do seu pai, procure os profetas de Baal de sua mãe.
Não é ele que faz chover, não é ele que manda a chuva? Eu não, eu não tenho nada com você. Veja que não há nenhum mérito, não há nada que faça com que Eliseu olhe para Jorã e e goste dele.
Não interessa o nome de santo que ele tem. Não interessa a unção de rei que ele tem. Ele tava longe demais.
Só que aí ele para. Aí Jorão, ao invés de de se arrepender, de se ajoelhar, de dizer: "Eu pequei, eu fui tolo, me ajude". Ele ele recoloca a interpretação dele.
Não, o Senhor reuniu a gente aqui, foi para matar a gente. Aí fala assim: "Tão certo como vive o Senhor, de quem eu estou na presença, Senhor dos Exércitos". Não é isso que vai acontecer, mas se não fosse a presença do rei Josafá, eu não teria te visto e nem teria te enxergado.
O que o autor dos Reis está nos ensinando aqui é que o mérito do profeta ter atendido essa busca pela palavra de Deus, Mequetref, foi a presença de um descendente da tribo de Davi, sobre a qual Deus ainda tinha uma promessa de redenção que vai culminar no Senhor Jesus. O rei de Israel que servia o Senhor de forma distante, tinha era um pouquinho melhor que o pai e o avô dele, mas não era lá essas coisas, não tinha nada que ele pudesse fazer para que fosse enxergado pelo profeta. E mesmo assim ele recebeu a palavra de Deus, porque o recebimento da palavra de Deus não vem sem imerecimento, é graça.
E a mesma coisa ainda vale para mim e para você. O que faz com que eu e você estejamos aqui diante da palavra de Deus, possamos recebê-la no meio da cidade dos homens, não é nada que a gente faça, nenhuma descendência que a gente tenha. Não existe assim construção humana.
que faça com que Deus olhe para nós e ache algum mérito em nós. É tudo porque nós estamos próximos de um outro descendente do trono de Davi, que é o Senhor Jesus. A nossa proximidade com o Messias, nossa fé, a obra dele aplicada nas nossas vidas é que faz com que Deus não enxergue ou deixe de nos enxergar.
Deus só tem olhos pro seu ungido que tá sobre o trono de Davi. Se não for o Senhor Jesus, eu e você estamos numa posição de privação da palavra de Deus. Estamos longe demais de receber a palavra de Deus.
E a gente só descobre esse limite quando a gente busca o mínimo e a gente não encontra. Essa é a primeira lição do texto. A, o recebimento da palavra de Deus, ele não vem sem merecimento.
Só que ele vem e ele vem agora não sem participação. Está a partir do versículo 15 que a gente já leu. Depois de ter falado isso, depois de ter dito que e garantido que ele ia ouvir a palavra de Deus, mas só por causa da presença do rei Josafá, dito toda essa introdução fofinha de Eliseu, ele devia ser um cara assim muito simpático, ele manda chamar um arpista.
Faz um arpista aí para tocar uma música que eu Vamos consultar o senhor. Então, [Música] tecladim, notas menores para emocionar, né? Las menor, mi menor, emocionalismo.
Não, era muito comum a palavra de Deus ser acompanhada de música. Você lembra do rei Saul? Quando Davi o acalmava cantando, a música sempre apareceu nesses contextos.
É só isso que significa essa o arpista ter tocado. Agora, tem uma coisa muito interessante aqui que é muito significativo. Quando começa a música, diz o texto que a mão do Senhor foi colocada sobre Eliseu.
Algumas traduções trazem o poder do Senhor, mas eu gosto sempre dessas traduções mais literais, porque ah, os hebreus são muito concretos. E Jorão tinha acabado de falar: "O Senhor vai nos entregar nas mãos dos moabitas". tocou a arpinha ali, veio a palavra do Senhor e a mão do Senhor estava sobre Eliseu.
Com a palavra de Deus, eles estavam agora nas mãos do Senhor, não estavam nas mãos dos moabitas. Isso era interpretação errada de Jorão. Agora, estar na mão do Senhor, ouvir a palavra do Senhor e ter suas mãos ali sobre ele, não significa passividade, porque a palavra de Deus não chegou para eles sem obediência, sem participação, de uma maneira responsiva.
O que que ele fala? Ele fala assim: "Olha, assim diz o Senhor: "Vocês vão cavar poços. Vocês vão cavar poços porque o Senhor vai fazer chover e ninguém vai ver vento, ninguém vai ver chuva, ninguém vai ouvir barulho.
O Senhor vai tornar isso aqui como piscinas. É uma palavra raríssima no Antigo Testamento. Aparece pouco, mas a ideia do que que ele tá pedindo aqui é é assim: "Olha, vocês vão fazer uma coisa, o Senhor vai livrar vocês.
Vocês precisam de água, vocês vieram buscar o Senhor, consultar o Senhor, porque vocês estão sem água. O Senhor vai fazer chover, mas ele não vai só chover e vocês vão colocar os copinhos, não. Vocês vão cavar poços.
Vai botar todos os seus soldados para cavar poços. E Moabe não vai ficar sabendo do poder de Deus. Ele não vai ver vento, não vai ver chuva, vai ver só o vale cheio de água.
E o gado de vocês, o soldado de vocês, todo mundo vai beber água. Só que aí ele para e ele fala: "Mas isso aí é insignificante para os olhos do Senhor". Veja que o tempo todo o texto também trabalha algo bem concreto que é a visão.
Eu não te veria, eu não te enxergaria. Os olhos do Senhor. O rei dos moabitas vai ver daqui a pouco, vai ver, vai interpretar, não vai enxergar.
O hebreu gosta muito desse aparato sensitivo, disfuncional, como um sinal da disfuncionalidade do coração. Gente, não ter ouvidos para ouvir a palavra, não ter olhos para ver a ação do Senhor, é um sinal. do que que tava acontecendo.
E ele fala: "Olha, além de água para saciar a sede de vocês, eu vou usar a água como meio de livramento. Vocês vão conquistar os moabitas". Só que eu preciso ver se vocês têm fé para isso.
Por isso a participação, por isso a obediência, isso não vai vir de qualquer maneira. Vocês vão ter que lutar, o Senhor vai entregar para vocês, mas vocês vão lá na batalha. E quando vocês forem lá na batalha, vocês vão fazer isso aqui, isso aqui, isso aqui.
Vocês vão destruir as cidades, vocês vão destruir as fortalezas, vocês vão pegar todas as árvores frutíferas deles, vocês vão cortar os campos que são bons, vocês vão encher de pedra. Tem uma série de coisas que vocês vão fazer. Não vai ser a palavra de Deus não vai ser recebida sem resposta.
Ela não vai ser recebida sem participação, sem obediência. E não porque Deus precise disso, mas é para que a gente veja onde estava a confiança deles. Porque o que ele tava pedindo aqui era muito difícil.
Eles estavam num lugar muito seco. Eles estavam num vale que outrora foi com água, não tem água lá mais. E eles têm que cavar mais.
Eles já estavam no fundo do poço. Ele falou assim: "Cava mais que vocês não estão fundo ainda não". E aí diz o texto que no dia seguinte, sem tempo de ninguém tomar nenhuma providência diferente, sem tempo de ninguém pensar num plano B, numa outra estratégia, é engraçado que o texto faz uma uma nota cronológica interessante na hora dos sacrifícios, né?
É isso aí que diz o texto de vocês, na hora que os sacerdotes estavam fazendo sacrifícios lá no templo em Jerusalém, eles estavam longe, estavam lá nos moabitas. Mas veja como que a o que marca o tempo secular é justamente a atividade litúrgica no reino do sul. Lá enquanto eles estão assim fazendo sacrifícios, as águas começaram a descer.
Você lembra do sobe e desce também de de reis? Sobe, desce, sobe, desce. As águas começaram a descer e desceu, encheu, todo mundo bebeu água.
E aqui começa como é que Deus vai conquistar os moabitas. Aí diz que os moabitas viram, ouviram que os reis estavam vindo e se prepararam paraa batalha. Ao invés deles saberem que o povo de Deus estava chegando, eles se arrependerem, dobrarem seus joelhos e dizerem assim: "Eramos, fomos loucos em quebrar a aliança com o povo de Deus".
O que que eles fazem? Colocam todos os homens, jovens e velhos, todos que são capazes de segurar uma espada para lutar. É isso que faz um rei tolo, é isso que faz um rei mal.
Ele expõe o povo, botou todo o povo para morrer. E aí aconteceu que quando o exército moabita viu a água de manhã e o reflexo do sol, eles acharam que era sangue. Há um jogo de palavras aqui no original porque é o vale de Edom.
Edom é vermelho. Lembra dos edomitas? Fala do vale de Edom, fala da água vermelha.
Depois eles vão tentar atacar Edom. Tem um tem um circuito aí em que o vermelho, a água vermelha é importante. Eles olharam, não viram direito, falaram assim: "É sangue, eles se mataram, morreram, vamos lá pegar os despojos".
Eles estão pensando que o que aconteceu foi aquilo que tinha acontecido no reinado de Josafá, quando os moabitas, os edomitas e o povo de de Moabe tinha se reunido contra o povo de Deus. Falou assim: "Agora chegou a nossa vez. " E foram lá.
Hora que eles saíram, o pessoal entrou na cidade e destruiu tudo. Fizeram exatamente como Deus tinha mandado fazer. Destruíram cidade, destruíram muralha, destruíram árvores, frutíferas, campos bons, poços.
Eles colocaram tampas, arrasaram. A vitória ia ser completa. Enquanto eles iam buscar os despojos do povo de Deus, Israel cumpria perfeitamente a palavra, arrasando os moabitas.
que o historiador dos reis tá querendo nos ensinar com todos esses detalhes é que a recepção da palavra de Deus no meio da cidade dos homens não foi feita sem participação. Desde sempre, quando Deus fala, o povo responde. Isso é um padrão que a gente vê repetidas vezes aqui no nosso culto.
O nosso culto ele é responsível. O Senhor fala e a gente responde: se Jorão achava que tava derrotado, se ele achava que não tinha mais nada para fazer, não. O Senhor, a mão do Senhor nos entregou a mão dos moabitas.
Chega Eliseu, fala assim: "Não, pera aí, a palavra do Senhor tá aqui. A mão do Senhor tá sobre mim. E tem muita coisa que vocês têm que fazer.
São de fato, é são coisas difíceis cavar poços aqui no vale sem chuva. Mas eu quero ver se vocês acreditam de fato que o Senhor dos Exércitos pode dar água para vocês beberem, ou se vocês vão tentar outra coisa, ou se vocês vão tentar outra estratégia. Eu quero saber se vocês acreditam que Deus tá vivo, tão certo como vive o Senhor.
Era uma expressão sempre aplicada a Baal, porque Baal tinha ciclos que ele morria e ele vivia de novo. Morria e vivia de novo, acompanhando os ciclos de fertilidade dos campos e dos animais. tão certo como o Senhor vive, não está morto, não está dormindo.
Eu quero saber se vocês vocês acreditam nisso, porque se vocês acreditarem, vocês vão começar a cavar. E o mesmo vale pra gente. Todos os dias, eu e você, nós também somos provados a dar razão da nossa fé.
Todas as vezes nós somos provados em meio às difíceis cidades dos homens. se a gente vai obedecer crendo mesmo no Senhor, se é melhor falar a verdade do que falar a mentira, se vai ser melhor para nós agirmos conforme a palavra de Deus no nosso casamento do que o que a gente ouve por aí. Se a gente vai criar os nossos filhos, como a palavra do Senhor diz, ou se a gente vai abrir concessões todos os dias.
Somente quem confia no Senhor obedece. Somente alguém que é experiente numa área, já tentou várias vezes, passou o dia inteiro pescando, não pegou nada, chega o Senhor Jesus e diz: "Joga ali, ó". Nem discute, nem fica argumentando.
"Não, Senhor, a gente entende pescaria. O senhor é bom na marcenaria, não é não? José te ensinou a mexer com madeira.
Aqui é peixe, é com a gente. " E eles jogam e pegam porque confiam. E a nossa obediência ou a nossa desobediência, o que que ela diz sobre nós?
Nós não obedecermos a palavra de Deus, nós não vivermos pela fé, estarmos lá no campo de batalha, o Senhor diz: "Vai nos dar, mas você vai ter que guerrear, vai ter que destruir muita coisa. Eu vou, vai ter que cavar, eu vou com os nossos casamentos, os nossos filhos, nosso lazer. A gente insiste no pecado assim, não, isso aqui não tem que ser assim, porque se não for não vai dar certo.
Eu sei que a palavra de Deus diz de outra coisa, mas mas nem sempre a gente tem que obedecer assim a risca. Não é assim que funciona. Não é assim que funciona.
Em vez de arrependimento, a gente virar e dizer assim: "Olha, eu eu pequei, eu tava doido, eu não devia ter agido assim". A palavra de Deus não chega no nosso meio sem obediência, sem participação. Bem concreto, Senhor Jesus fez muita coisa por nós.
Agora, tem uma série de coisas também que ele passa a fazer em nós, na nossa transformação. A substituição de uma vida toda marcada por vício e pecado, por uma vida agora toda marcada por virtudes e as dinâmicas que são próprias do reino de Deus. Isso não nos salva.
Não é uma relação de causa e efeito, mas é uma relação de evidência. Isso mostra, a gente evidencia, a gente confia no Senhor. Essa é a segunda lição do texto.
Em terceiro e último lugar, pra gente terminar agora, meninos, é o plot twist desse desse filme aqui. Até beber uma água. Palavra de Deus, ela não chega sem imerecimento, ela não chega sem participação, mas ela também não chega na cidade dos homens sem resistência.
Veja os dois últimos versículos, o que que eles dizem. Quando o rei dos moabitas viu que a batalha tornou-se forte contra ele, levou consigo 700 homens que lutavam com espada para atacar o rei de Edom, mas eles não conseguiram. Então ele pegou o seu filho primogênito, que reinaria no seu lugar, e ofereceu um sacrifício queimado por inteiro sobre o muro.
E isso causou grande revolta sobre Israel. E por isso eles se retiraram e voltaram paraa sua terra. Olha que loucura.
O texto chega no momento mais tenso dele, o clímax. Finalmente o rei de Moabe, enxerga as coisas, porque antes ele viu, achou que era sangue, chegou lá, era água, aí já só viu a fumaça, sangue gritando. Quando voltou e viu que a batalha assim tinha ficado difícil pro lado dele.
Agora ele viu, agora os seus olhos de fato viram. Aí ele tenta duas coisas, duas medidas desesperadas para resistir à palavra de Deus. Primeiro, ele arregimenta 700 homens para ir lutar com ele no campo de batalha.
Ele já tava no campo, levou 700. De todos os homens que ele tinha, ele pegou os melhores e a estratégia dele era atacar Edom. Por quê?
Porque Edom era um antigo parceiro dele no reinado de Josafá. Eles lutaram juntos contra Josafá. Ele atacaria Edom, o elo mais frágil, tentaria convencer, fragilizar essa aliança, esse aliado.
Só que ele não dá conta. Ele tenta, mas ele não consegue. Basicamente, de novo, é a cidade dos homens agindo como cidade dos homens.
ao invés de se arrepender, viu que a batalha tava difícil pro lado dele, dobrar seu joelho, dizer: "Fui tolo, prejudiquei meu povo por causa de uma aliança que eu tinha, eu me arrependo e a batalha tinha acabado. " Mas não, vamos tentar uma aliança espúria, mas não consegue. Não conseguem resistir à mão do Senhor.
Falham. Então, sobra o plano mais desesperado de todos. Numa das narrativas mais fortes do Antigo Testamento, ele pega o seu filho, o seu filho mais velho, que o substituiria no reinado logo em breve.
E ele sacrifica, ele queima a criança no muro da cidade para todos verem numa liturgia a um deus chamado Kemos, que era o deus dos moabitas. A gente tem muito material arqueológico sobre os moabitas, algumas estelas que inclusive narram essa passagem aqui e diz que os israelitas estavam muito presentes, muito duros ali contra eles e foi o que ele pensou o que fez. Esse é o plano mais desesperado de todos, porque a lei do Senhor era radical contra essa prática.
Ela não era muito comum no antigo Oriente próximo, mas a gente tem relatos de isso acontecer. Era uma tentativa de aplacar a ira do Deus deles, que eles achavam que tava irado com eles, por isso que eles estavam perdendo a batalha. E isso aqui é uma das coisas mais perversas que a gente vê, porque é uma inversão perfeita do evangelho, de uma tentativa de se salvar, uma tentativa de se safar, matando o primogênito.
Se vocês observarem, eu falei isso aqui anteriormente, tem uma série de registros na narrativa de reis que conectam essa história com o êxodo. A travessia das cidades, atravessaram o Jordão, Jericó, Betel, são as primeiras cidades. É a mesma coisa.
O leit o o o redator tá querendo nos conectar aquelas histórias. E aqui também o Mar Vermelho. Lembra que eu falei que tem um jogo de palavras com a palavra vermelho?
De novo? Eles eles estão saindo. Só que o só que é um êxodo invertido.
É uma tragédia aqui. É o êxodo dos moabitas. Os moabitas estão fugindo da opressão de Israel de cargas e tributos muito grandes.
Eles estão resistindo à mão do Senhor. Eles passaram pelas águas pelo mar vermelho. Aqui vermelho por outro motivo.
Os o primogênito sofre. Lembra dos primogênitos lá no lá no Egito e que foram poupados por causa do sangue. Aqui é um primogênito.
O sangue dele para poupar o povo é uma Páscoa trágica. É uma é um é uma tragédia do êxodo aqui, pagando os filhos pela loucura dos pais. E aí o versículo 27 é o mais complicado de todos, porque diz que uma ira contra Israel foi tão grande que eles largaram as armas, voltaram para casa.
Esse é o plot twist da narrativa. Isso aqui aparentemente so para nós como final aberto. Falou assim: "Mas que aconteceu?
" Eliseu tinha falado que eles iam conquistar os moabitas e aí eles eles não conquistam. Eliseu mentiu. Eliseu se enganou.
Não era profeta, não era palavra de Deus. Foi uma profecia falsa. Não, tudo aquilo que Eliseu falou que ia acontecer aconteceu.
Só que chegou num determinado momento que eles encontraram uma resistência na capital. Chegaram o cerco, geralmente a capital, a cidade central era bem no cerco, no centro. Eles foram cercando, cercando, cercando, não conseguiram chegar na muralha, continuaram atacando, até que eles viram que eles viram lá, o sacrifício.
E eles ficaram horrorizados por aquilo, porque tem quatro, tem quatro possibilidades de interpretação aqui pra gente. Isso assim, essa ira, de quem que é essa ira? Contra quem é essa ira?
Por que que tava irado com Israel? Veja, primeiro a gente pode pensar que é a ira do deus Quemos, mas a gente não acredita que ele existe, correto? Então não dá para pensar que o deus Quemos ficou irado e eles fugiram, voltaram para casa.
Não tem politeísmo. A gente poderia pensar que alguns comentadores falam que fos moabitas vendo aquilo ganharam uma grande energia e foram para cima de Israel. Não, o texto não fala sobre isso.
A gente pode pensar que é uma ira contra o Senhor. Essa palavra aqui sobre essa ira, sobre essa indignação é um termo que aparece não muitas vezes no Antigo Testamento e sempre aparece quanto ao Senhor, sobre a ira do Senhor, uma punição severa do Senhor. Mas aqui não fala que é o Senhor.
A melhor interpretação, a mais condizente com todo o texto é que a ira veio sobre eles, sobre Israel mesmo, sobre o povo. Eles viram aquilo e eles ficaram indignados. Eles viram aquilo e eles ficaram horrorizados.
É isso que o texto quer de nós. Horror. Ele quer que a gente veja aonde que a o paganismo, aonde que a desobediência a Deus, aonde que a resistência, a palavra de Deus leva.
Isso paralisou o povo. O povo não perdeu, não morreu. Eles voltaram para casa.
Israel não foi derrotado. Israel não voltou sendo perseguido. Os moabitas não correram atrás dele.
Eles voltaram para casa. Eles desistiram da batalha. Eles soltaram as armas diante do pecado.
Eles desistiram de ocupar Moabe. Isso aqui é uma paródia do êxodo. Isso aqui é uma é uma Páscoa maldita.
Isso significa para nós que a gente não pode ser ingênuo de pensar que a palavra de Deus vai ser recebida na cidade dos homens sem resistência, que ela vai ser assim acolhida, que vai ser bom demais. Todo mundo vai ouvir o evangelho, vai ouvir as normativas de Deus da sua palavra, pro casamento, pra família, pra sexualidade, pra política e vai receber bem sem arestas. O texto termina com horror.
É pra gente olhar e ver assim: "Olha, Israel, veja até onde vai o pecado. Veja o que que o pecado faz. Um rei comprometeu a sua descendência, o futuro do seu reinado para se safar no presente.
A gente não pode ser ingênuo de pensar que não vai custar o sangue dos meninos, não vai custar o futuro, não vai custar o povo inteiro sendo sacrificado. Todas as vezes que a palavra de Deus é resistida, todas as vezes que as pessoas não dobram o joelho diante do Senhor falando, vai ter derramamento de sangue. Sacrificar crianças em altares de falsos deuses ou acolher a palavra de Deus.
Tem muita diferença. É isso que o autor quer mostrar. Conseguem ver, Israel?
É isso aqui. É esse tipo de aliança. É, é essa decadência aqui que vocês querem chegar.
Israel não foi derrotado. Eles voltaram para sua terra. Eliseu aparece de novo.
Eles vão ouvir de novo a palavra de Deus. Foi uma lição duríssima pro povo de Deus. E ainda é uma lição para nós que existe muita diferença em servir o Senhor e servir os falsos deuses.
Porque o Senhor, em expressão máxima de amor, deu o seu filho por nós, não pediu os nossos filhos para ele em sacrifício. Pelo contrário, o nosso cordeiro pascal protegeu os nossos filhos. A obediência à palavra de Deus nos protege.
Fica evidente a diferença entre servir a Deus e servir os falsos deuses justamente na resistência. Justamente quando a gente olha e fala assim: "Eles estão desesperados, estão loucos fazendo o que estão fazendo, comprometendo as crianças, comprometendo o futuro, colocando tudo a perder, sacrificando as vidas das pessoas. " Pois é para ficar evidente mesmo, é para terminar com essa sensação de horror diante de uma vida que resiste a palavra de Deus.
Vamos orar. Feche seus olhos. Deus, nós clamamos pela sua misericórdia diante do tempo em que a gente vive, que as pessoas ainda resistem à sua palavra e ainda sacrificam seus filhos em altares a deuses pagãos.
sabe que a coisa hoje é mais sutil, ninguém sai queimando ninguém, mas a gente sabe que no fundo tem resistência à sua palavra, tem um coração duro, uma serviz que não se dobra diante do Senhor, resistindo, não se arrependendo. Tem misericórdia de nós, Pai. Não nos deixe reproduzir esse comportamento.
Não nos deixe viver e nos comportar como se comportam os habitantes da cidade dos homens. Ajuda-nos, Deus, a acolhermos a sua palavra com obediência, com consciência da graça dela, da falta de méritos nossos para acolhê-la, mas nunca com resistência. Livra-nos de tomadas de decisão desesperadas, tentativas absurdas de preservar o presente sem pensar no futuro.
Nós te pedimos isso porque sabemos que Cristo Jesus, nosso cordeiro, providenciou uma Páscoa maior e melhor, uma proteção muito mais eficiente do que o sangue de qualquer animal, de qualquer criança. sacrificado. Em nome dele que nós oramos paraa sua glória.
Amém. E amém.