a passeata ao final nós vamos ter um debate aberto com a participação da plateia que pode enviar perguntas por escritos nas fichas descartáveis que estão nos blocos de rascunho dentro das pastas que foram entregues na hora da inscrição o evento está sendo transmitido e pode ser acessado pela internet no portal Terra www.terra.com.br fórmula e também as perguntas poderão ser feitas via internet e isso é adaptação do Instituto dos estudos empresariais a modernidade tecnológica para que essa interação com o público que não pode estar aqui presente possa participar deste importante fórum e passamos a palavra ao
nosso último palestrante o Dr Olavo de Carvalho ele é filósofo e escritor jornalista e conferencista Olavo de Carvalho é saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos os pensadores brasileiros a tônica da sua obra e a defesa a interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva sobretudo quando escorada numa ideologia científica entre as suas obras destaca-se com brilho Ô imbecil coletivo atualidades inculturais brasileiras E aí [Música] [Aplausos] E aí eu não sou desde que eu cheguei aqui mas já há vários dias e eu tenho notado aqui a a discussão EA meditação sobre os
500 anos de história do Brasil tem tomado quase que espontaneamente a forma da pergunta o que que há de errado com o Brasil e essa é pergunta por sua vez toma a forma de uma discussão da política econômica presente dos problemas econômicos presentes e eu diria que o que há de errado é precisamente isto nunca houve na história um país que é o meditar sobre 500 anos de história se concentrasse nos erros do presente o que é isto mostra uma certa alienação ou uma defasagem foco de foco uma um fenômeno que fotografias e chama paralaxe
paralaxe desvio entre o foco por onde você olha e a lente objetivo um desvio entre o que você está vivendo e o que você está sabendo uma Abismo entre a vida e a consciência e eu não gosto muito de falar da vida alheia e dizer o que que os outros deveriam fazer por isso mais comodamente eu prefiro em focar em 500 anos de vida intelectual e falar da minha própria Classe A classe A que ele pertence o que é a classe letrada A função desta classe letrada é simplesmente produzir luz a iluminar o caminho e
dizer o que está acontecendo não necessariamente O que se deve fazer Graças porém a este desvio que ele tava que Eu mencionei no começo a esta quase aqui o obsessão de centrar o debate Na na política econômica perdendo de vista o horizonte mais amplo da de 500 anos de história e graças a esse desvio forma-se uma outra prevenção um pouco mais grave que eu diria que a tendência estatocentrica da discussão toda a nossa classe acadêmica Nossa classe letrada os nossos escritores jornalistas quando discutem o que quer que seja discutem sempre do ponto de vista do
governante que toma decisões Todos nós somos planejadores públicos Todos nós somos ministros e todos nós somos Presidente da República hora essa disposição é Fingida porque Nenhum de Nós apresenta da República e Nenhum de Nós está na posição decisória você raciocinar a partir de uma posição que não é verdadeiramente a sua é a definição da alienação portanto eu diria que toda a nossa discussão presente ao longo dos últimos meses tem sido totalmente alienada nós somos milhares de pessoas letras falando como se fossemos governantes e eu recomendaria precisamente o método do contrário quer dizer nós ensinamos a
partir da nossa efetiva realidade ainda que seja limitada o que o método espécie de método autobiográfico então sugeriria que os intelectuais pensassem não porque que o Brasil deu errado mas por que que ele mesmo Deu errado porquê que a atividade intelectual deu errada tá ser o que que ele está fazendo a menos e observando a vida intelectual brasileira há mais de 20 anos eu nunca vi nenhum debate sobre isto eu nunca vi professores se reunir para ver o que que eles podiam fazer concretamente para melhorar o nível do ensino que ele é transmitiu Mas eu
vi milhares de um é muito obrigado pela sua sensibilidade de perceber que isso é verdade mesmo é bom Então graças a esta defasagem que existe entre a nossa vida EA Nossa consciência nós costumamos sempre cometer certos enganos O primeiro é julgar a situação por ideais o ideal é uma coisa que orienta o governante o ideal orienta uma decisão eu pergunto aonde eu quero chegar e como eu devo chegar lá esse é um modelo de raciocínio que se aplica ao homem que serve precisamente para o homem de poder e agora quando nós jogamos por ideais nós
podemos cometer erros do seguinte tipo por exemplo nós dizemos o Brasil não é uma democracia racial então nós concluímos que o Brasil deve ser um país racista e digo sim se você pegar definição e democracia racial que é uma definição ideal Como fazer vários Geometria na geometria você conserve uma figura abstratamente e não a partir de medições em coisas reais então esse tipo de raciocínio geométrico criam conceito de democracia racial conceito ideal em seguida compara o Brasil com esse conceito E chegamos à conclusão de que o Brasil é um país racista Olha o que aconteceria
assim vezes e comparamos o Brasil com o conceito ideal comparação do Brasil com outros países e nós iremos que de fato mas não somos uma democracia racial Mas nós somos aquilo que no mundo mas se aproxima dessa ideia E no entanto nós jogando o Brasil a partir de ideais e nos condenando a partir desse de ar Nós demos uma chance aqui o presidente Clinton no seu discurso em kosovo dissesse a seguinte coisa o exército americano um exemplo de integração racial por nós pelos deixamos desisto exemplo integração racial somos nós mas nós tanto temos nos condenado
no julgado por parâmetros ideais e hoje ficamos de cabeça baixa e como bem ressaltou o veneno em vez de nos orgulharmos aquele que criamos socialmente ao contrário nós nos envergonhamos e agora permitimos que o exército americano que seja o grande exemplo de integração racial um outro desvio relacionado é julgar por topoi ou lugares-comuns tópicos em grego quer dizer lugar o lugar comum é uma expressão de uso e de funcionamento a palavra que basta você falar isso se tomar reação automática na alma do ouvinte como trabalhar a relação entre palavra e alma é direto não passa
por um objeto que está referido fora da palavra por exemplo eu digo a palavra opressão todo mundo sabe que é uma coisa ruim é esse eu digo uma palavra bem estar todo mundo sabe o que é uma coisa boa pouco importa se existe a opressão ou bem-estar na realidade praticamente toda a nossa discussão atual se dá o topo e o o lugares-comuns o tempo todo você vê na empresa cultural na universidade na discussões acadêmicas nós vemos o constante recurso a lugares-comuns não analisados hora os conceitos científicos os conceitos em Ciências Sociais e filosofia política eles
nascem da análise dos lugares-comuns Aristóteles já dizia que partindo da discussão pública que é uma discussão retórica feita de lugares-comuns nós podemos extrair mediante a crítica desse conceito dessas desse lugares-comuns os conceitos rigorosos que fundamentaram uma ciência nós em vez de analisarmos Os lugares-comuns Nós temos usado deles abusivamente para fomentar polarizações ideológicas discursos moralistas acusações absurdas etc função de tudo isso a nossa classe letrada evidentemente uma insegurança muito grande porque ela não sabe distinguir entre o que é seu estado anímico e o que se passa no mundo objetivo em função dessa própria insegurança mais fundo
ainda é a sua tendência de se apegar a formulações ideológicas mais simples todas e não apenas ideológicas mas também Morais quando você se sente mal e se sente culpado a primeira e mais brutal e mais grosseira forma de alívio que você busca É a coisa outro e nos isso ninguém que sinta mais profundamente mais pateticamente a emoção da indignação do que um gângster que tenha sido enganado pelo seu sócio justamente porque ele está com padre então toda a nossa discussão mora a lista dos últimos 10 ou 20 anos reflete para mim a Total alienação da
das classes letradas infusão desta alienação por Nós entramos em raciocínios circulares sem perceber armadilha onde estamos entrando agora no discurso do seu voto Governador eu ouvi o seguinte raciocínio que o poder público tem de controlar uma parte da Economia mais que o poder público por sua vez tem que ser controlado pelo público É mas o poder público já não era o poder público lá em cima dele é lá em cima dele temos de ter um outro Quem seria esse outro acima do Estado seria a "a sociedade civil Mas quem a sociedade civil sociedade civil organizada
Então são kongs um monte de homens estão acima do Estado existe o poder das ações mas as ONGs são financiadas por quem pelas Grandes Empresas e pelo Estado então tudo isso funciona no no círculo vicioso que só pode alimentar confusão Ah tá até cinco muito falta de clareza eu não atribua mais mínima intenção a Olívio Dutra que é obviamente um homem honesto serviço transparentes no rosto dele incapaz de roubar caixa de fósforo Mas é bem capaz de se enganar de fazer um desses raciocínios circulares a [Aplausos] bom então por acaso é um desses 500 anos
uma alguns pontos que eu gostaria que não todos os brasileiros certamente não adianta eu falar para todos os brasileiros seria uma situação Fingida eu tô aqui falando para Universitário para professores para jornalistas eu tô falando para as práticas letradas eu tô falando para as Praças aqui é o mesmo pertence Então o que eu gostei Aqui Esta classe meditasse é por exemplo que o Brasil entra na história intelectual do mundo a uns duzentos anos mais ou menos e e a responder à pergunta o que que ele absorve da cultura da onde ele veio ele absorve apenas
os últimos 200 anos nós vamos que todos os conceitos que estão em discussão a cera na universidade nos debates éticos ou políticos são conceitos criados pelos pensadores dos últimos 200 anos Isso quer dizer que nós não absorvemos o legado da história humana diretamente mas através dos olhos dos pensadores europeus e americanos dos últimos 200 anos só para dar um exemplo nós não temos até hoje uma tradução Brasileira de Aristóteles isso é grave seco os países a gente começa um país lendo Platão e Aristóteles isso é primeira coisa que tem que fazer é certo até a
base da formação da Inteligência humana nós vemos toda a antiguidade não só grega mas grega islâmica chinesa etc etc através dos olhos e Renan rinite de Foucault e etc fora porque não temos direito ao acesso direto é porque não temos nós mesmos Nossa experiência do confronto com a antiguidade com o cristianismo o Islamismo 77 esta experiência do confronto com o legado dos milênios é isso que nos humaniza é isso que desperta a nossa consciência Olha nós temos nos privado disto que custa barato e ao mesmo tempo ficamos discutindo a política econômica ou seja nós queremos
corrigir o estado antes de cumprir o primeiro e o mais elementar dos nossos deveres o dever da classe letrada classe de estudos e buscar o conhecimento por todos os meios o niver dela é tentar enxergar o dever dela não é ter as soluções então fica aí a pergunta o que poderemos fazer por este país se não tivermos feito por nós mesmos é muito obrigado a Ah tá pergunta agora para lavar é vendido estudante é possível fazer uma análise conta daquela visão da classe letrada de lugar-comum da civilização do termo neoliberal naturalmente esta análise será prejudicada
pelo tempo mas só tenta me entender me respondeu quer dizer que o concordo bastante com a nós do genuine motor com a nossa discussão de estatização e privatização é um pouco maluca Por que o que houve foi uma estatização da privatização com relação ao termo neoliberal esse outro tempo tem sido usado como um topos como um lugar comum e não como um conceito se nós tentarmos exprimir este nesse lugar para o comum para obter dele um conceito rigoroso e nós iremos seguinte a é rigorosamente falando o termo neoliberal expressar uma estratégia Mundial que abrange certas
abrir um lado econômico ou lado político lado cultural pois em toda essa política de privatizações Sem dúvida faz parte da Estratégia neoliberal porém a ideia da a defesa de minorias também faz parte da Estratégia neoliberal e aqui ela é bandeira da esquerda que é contra o neoliberalismo portanto quando a esquerda falem neoliberalismo é ela tá falando com uma parte do neoliberalismo Há também um outro lado aí estratégico que seria antes a iniciativa de certos poderes multinacionais contra a a soberania nacionais isso de fato existe sobre certo ponto porém um dos instrumentos preferenciais para isso é
justamente excitar minorias contra o poder Central Isso Acabo de ver na Romênia por exemplo voltei de lá você tem uma minoria um galera que os países mais ricos da Europa e esta minoria de dinheiro para aquela no mínimo e não faz uma revolução e daqui alguns anos Isso é uma maneira de quebrar a soberania Romena hora a defesa destas reivindicações de minoria é no Brasil assumida justamente pela esquerda que se diz nacionalista Então isso é uma confusão enorme tá comprando Não tô falando em quando um favor mas eu tô fazendo com um apelo tá certo
é uma pelo que na década de 30 foi feita Porteiras e na nos meses que precederam a Revolução espanhola ele fez um apelo assim em nombre de la nación claridade então é o que também precisamos a claridade clareza nós fizemos entender essas coisas não continuar assassinado por estereótipos explosivos não sei como expliquei como a como nós não recebemos ainda tem alguma pergunta trouxeram nem temos uma limitação de tempo mas a 15 minutos e só pode as vagas de perito mencionado pelo Eduardo nós precisamos resguardar de ver isso aí dá uma maneira esquemática com os coisa
assim conservadores e progressistas porque os Jesuítas então na coisa como um junto utopismos reformadores dá certo seria um progressistas entre aspas por para época porém totalitário dominaram toda a educação em Portugal e sufocando outras ordens religiosas incluindo inclusive like dando com a famosa escola de Coimbra a escola e Coimbra exatamente escolhe Coimbra é assim um um grupo de filósofos a fantásticos que pleno século 16 eles falavam e economia de mercado e até em física relativista e tudo isso acabou em Portugal mas não graças problema então conservadorismo mas é um reformismo Autopista mal dirigido por Acidente
tipo totalitário mesmo preparar de Carvalho ela vende Daniela tu mesmo o que o senhor acha da opinião do governador Olívio Dutra que acha que o lucro é algo egoísta Governador Você me desculpa mas o governador disse que sentiria muito constrangido de dirigir uma empresa que desce louco eu me sentiria constrangida de dirigir um estado que desse prejuízo é o mesmo porque se nós perguntamos Afinal de conta o que que é o estado o estado é o capitalista armado a diferença entre o empresário e o estado é que o estado quando dá prejuízo eles imprimem pode
tomar o seu dinheiro para compensar eu capitalista não pode fazer isto é é dada a circunstância do tipo de estrutura que foi montada para o painel eu agora passaria então para uma questão até de economicidade do tempo a um debate entre usa palestrantes então lamento que tem aí do deputado Genoino que sai estaria aqui é um polêmica por natureza mas está aberto agora o debate entre os palestrantes aqui temos aí 30 minutos para este debate é Ah entendi quiser acrescentar uma coisinha que eu que disse o professor medison tá vou delícia globalização é um processo
que vem a 500 anos na verdade que vende vende muito visto aí se observar observar o curso inteiro da história humana nós perguntamos o que que é de constante as quais são as constantes da história muito fácil tem três constantes na história humana a primeira constante de malthus ele é a população sempre cresce claro que de vez em quando você cresce assim não não a linha reta Tá certo mais em curvas que são ascendentes o fim das coisas a segunda a segunda constante eu chamar constante de um tom não é o Samuel Phantom mas o
grande geógrafo o Elsword antigo Tom que é a em constante tendência aproximação entre culturas separadas até Total intercomunicação esse também é uma constante que nunca foi desmentido a terceira constante foi descoberta pelo cientista político Liberal do jogo né que é a tendência da integração do poder fazer um poder mais alto que com a ajuda da população de baixo destrói os poderes intermediários isso também é um processo constante essas três coisas serão une no conceito de globalização globalização de certo modo é o nome da própria história humana nesse teta