Hoje vamos falar sobre algo meio Óbvio prognóstico e envelhecimento desse indivíduo autista E aí cabe uma primeira questão O que é ser idoso são várias questões interessantes porque no Brasil por lei né idoso é qualquer indivíduo com idade igual 60 anos se vocês forem ver isso não quer dizer muita coisa n principalmente porque com a modernidade a expectativa de vida é cada vez maior isso traz uma coisa quanto mais extensa fica a vida maior é o número de incapacidades que esse indivíduo passa a ter o que traz um desdobramento que é diminu as possibilidades de
quee viva de maneira totalmente autônoma né a organização Panamericana de saúde vai falar que envelhecimento é um processo sequencial individual acumulativo Irreversível não adianta fazer plástica ou fazer botox Universal não patológico ficar velho não é ficar doente a de o organismo deteriora característico para todos os membros da espécie de forma que o tempo faz esse indivíduo menos capaz de fazer frente ao estress do ambiente e isso aumenta a possibilidade de morte n então envelhecimento é um processo natural de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos de modo geral isso não dá problema em condições de
sobrecarga doenças acidentes estess pode dar uma condição patológica que vai requerer assistência senilidade E essas alterações decorrentes do processo de envelhecimento podem ser minimizadas né em função inclusive do estilo de vida porém idosos são mais frequentemente acometidos por doenças crônicas não transmissíveis por doenças permanentes ou de longa permanência que vão afetar mais ainda sua funcionalidade exemplo doenças cardiovasculares neoplasias diabetes doenças respiratórias tudo isso vai se manifestando cada vez mais com a idade avançada e tudo isso vão ser comorbidades a dependência para fazer atividades diária aumenta ao redor de 5% aos 60 anos e para cerca
de 50% acima dos 90 anos né E aí nós já temos um outro grupo que são os mais idosos com idade igual ou superior aos 80 anos que vem aumentando proporcionalmente e aceleradamente respondendo a quase 13% da população idosa e mais de 1% da população global ou seja somos uma espécie que está envelhecendo cada vez mais e esse indivíduo idoso é um indivíduo que caminha pro final da vida el comea a fazer novas escolhas porque como nós falamos até agora já tempo e existência são co implicados e o ser para morte é o mais importante
dos propósitos porque vai definindo a resolutividade da minha vida e a completude dela isso vai definindo a minha vida enquanto limite na prática se espera o quê que o idoso seja capaz de viver sozinho isso só é possível se ele tiver saúde física e mental Mas mesmo saudável esse envelhecimento aumenta a incapacidade ele não vai fazer algumas funções sozinha funções essas que aumentam quanto maior é a idade o corpo fica lente né E fica cada vez mais difícil atividades que dependem de movimento e de agilidade e esse processo é Irreversível mesmo no indivíduo saudável e
isso a atividades complexas e simples e aí vocês têm uma questão interessante porque pensar o autista significa pensar um indivíduo com um déficit de interação social e de relacionamento com o outro de dificuldades de linguagem e de comportamento restrito e repetitivo que podem até ter sido minorados durante infância adolescência pelo trabalho mas que vão Se somar a idade avançada com as mesmas características restrições e dificuldades acrescidas às dificuldades do autismo n se eu somar que existe ainda uma ligação entre autismo e deficiência intelectual aí ao redor de 50% segundo alguns autores segundo outros chegando a
70 nós vamos ter a associação de três coisas importantes em relação à autonomia a deficiência intelectual o autismo e a senilidade aí enquanto responsabilidade civil o indivíduo adulto autista com deficiência intelectual já é considerado incapaz pela lei e ele precisa fazer um processo de curatela né lei de 2002 e de 2012 então pensando em prognóstico isso já limita aquilo que nós falamos em outras ocasiões de forma muito mais marcada que é o que caracteriza o adulto é a liberdade e aqui nós estamos falando exatamente de um instrumento jurídico que é a curatela que vai representar
esse indivíduo como incapaz para atos civis isso tá presente no Código Civil e na lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência e que vai se aplicar o autismo associado à deficiência intelectual o autista sem deficiência intelectual ele é considerado capaz mas quando ele perde os pais ele vai ter dificuldade de se comparado ao indivíduo típico né com a dificuldade de representação de sentimentos mas ele não tem relações de dependência com a vida civil e aí tem um fator de preocupação quando o filho cresce os pais envelhecem e morrem eles que vão ser os principais
cuidadores e responsáveis pelo sistema de suporte o filho autista com deficiência intelectual demanda essa presença dos pais como cuidadores e suporte durante a su vida adulta o que é inviável porque os pais envelhecem e morrem só descrever os sintomas e não levar em conta o prejuízo adaptativo vai questionar o diagnóstico descritivo com a dificuldade social quando não tem prejuízo E isso não é motivo para se qualificar como deficiente vocês vão ver isso em outras aulas com outras pessoas o que piora esse envelhecimento e esse prognóstico as comorbidades são doenças que ocorrem simultaneamente né às vezes
etiologicamente relacionadas às vezes são similares à doença primária e às vezes uma predispõe a outra né Isso é tão amplo tão variado que hoje se sugere até uma especialidade ap parte um novo campo de saúde caracterizado como autismo e comorbidades mas isso para mim é um detalhe quando nós falamos anteriormente que uma das características que vai ocorrer no envelhecimento é o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis que se intensificam que se aceleram e que são um complicador nos quadros autísticos pela dificuldade de expressão e de compreensão do que sente ISO faz com que o diagnóstico
desses quadros que não são psiquiátricos seja habitualmente mais tardio o que pode alterar o prognóstico de maneira negativa quando esse indivíduo tem uma inteligência normal ele Talvez possa descrever melhor o que ele sente E aí ele é tratado eh embora a dificuldade em perceber a si mesmo eh pode cursar com alterações que não querem dizer que estão ligadas ao prejuízo de sensibilidade dolorosa não é isso né Eh e Mas mesmo sendo muito mais Ampla essa dificuldade o tempo do diagnóstico o tratamento e o prognóstico eh vai ser parecido com o dos indivíduos não autistas ao
passo que aqueles com deficiência intelectual associada os sintomas da doença Qualquer que seja né são mais difíceis de serem percebidos uma vez que eles apresentam maior dificuldade não só no processo de de sentir como de descrever como o malestar se manifestando de maneira indiscriminada muitas vezes só a partir de condutas de tipo externalizante que levam né o Clínico muitas vezes a simplesmente considerar um problema comportamental e medicá-lo como tal isso demanda do clínico um conhecimento muito maior do paciente uma cura muito maior do exame para que não se medique exageradamente com medicamentos psiquiátricos para controlar
o comportamento se esquecendo de questões físicas que causam malestar por exemplo síndromes dolorosas e que vão mimetizar ou vão surgir simplesmente com comprometimento de comportamento com aparecimento de condutas externalizantes quanto maior o comprometimento cognitivo mais tempo vai se exigir para um diagnóstico acurado e esse tempo maior que se demanda para diagnosticar doença influencia diretamente e piora o prognóstico as comorbidades psiquiátricas são mais difíceis ainda de diagnosticar porque é difícil percebê-las a menos que as descrev eh objetivamente e de maneira superficial né porque é difícil percebê-las uma vez que esses indivíduos têm dificuldade em descrever pelas
próprias alterações de linguagem e para pela própria tendência as interpretações literais então nós estamos pensando concomitantemente o enel e o prognóstico aumenta o risco de comorbidades físicas ou não com as dificuldades de comunicação com os acontecimentos da vida com a solidão que o envelhecimento já traz e com a baixa autoestima que vai est presente pela própria solidão e aí nós temos uma manifestação contrária quanto melhor o desenvolvimento cognitivo maior a percepção disso O que aumenta a prevalência de sintomas depressivos o que faz com que tenhamos que ter mais cuidado no teia Nós temos muitas comorbidades
ao redor de 20% dos indivíduos as mais frequentes são condições físicas mentais comportamentos desafiadores e a deficiência intelectual que é a mais importante embora se cite ainda uma série de outras coisas TDH regressões de desenvolvimento problemas comportamentais dificuldades de processamento sensorial se descreve uma série de coisas mas nós temos que pensar no zoologic agrupando a maior quantidade de sintomas sinais em uma mesma entidade evitando-se uma coisa que atualmente se faz muito que é a simples somatória de sintomas e comportamentos como se cada um fosse um quadro clínico diferente as epilepsias têm uma prevalência alta alterações
Em multisistemas inclusive gastrointestinal auditivo quadros infecciosos são muito frequentes e as alterações psiquiátricas também E essas comorbidades são mais frequentemente ligadas aos autismos de baixo funcionamento responsáveis pelas alterações de comportamento basal e o aparecimento de sintomatologia sobreposta Então isso é um alerta interessante quanto maior for o aparecimento de uma sintomatologia sobreposta mais importante é a busca de quadros subjacentes e comórbidos para encerrar vou dar um exemplo interessante muitos anos atrás um adolescente com autismo grave que tinha um padrão muito conhecido por mim começa a apresentar um quadro de agitação inclusive com comportamentos Auto agressivos se
introduzir medicamento para controle comportamental não apresentou mudanças significativas mesmo se mudando as medicações depois de um belo tempo eh se pediu que fizessem avaliações clínicas e todas vieram normais conversando com o pediatra ambos tivemos uma ideia e conversamos com a família se esses comportamentos apareciam em alguma hora específica do dia apareciam mais frequentemente ao final da tarde ambos fomos procurar fizemos algumas conclusões se pediu alguns exames e veio um resultado de tuberculose pressupor que era mau-estar devido a sintomatologia da tuberculose que causasse a reação comportamental do menino se introduziu o tratamento Tríplice com o tratamento
Tríplice ele não melhorou se observando o tratamento Tríplice e a não melhoria comportamental se substituiu a hidrazida e melhorou Porque além do mal-estar Inicial pela pelo quadro de tuberculose ele passou a apresentar um mal-estar decorrente do uso da hidrazida feito isso houve a redução dos comportamentos externalizantes e melhorou o quadro acho que isso é importante para se pensar que o processo de envelhecimento vai trazer outros quadros sobre a juntados que T que ser identificados para que não Se considere uma piora do quadro autístico [Música] unicamente