[Música] [Música] Olá! Eu sou o professor Forland, farmacêutico. Estou novamente com vocês.
Desta vez, o tema da nossa aula será constituintes de uma vacina. Vamos lá! Antes de falar nos constituintes de uma vacina, é preciso lembrar que uma vacina, para ser eficiente, deve ser imunogênica, ou seja, deve ser capaz de induzir uma resposta imunológica protetiva.
A via de administração e o número de doses, contidas em cada frasco, influenciará, diretamente, na escolha de componentes, como diluentes e conservantes. Por fim, nós temos que lembrar que todos os componentes utilizados nos volumes e concentrações definidos devem apresentar segurança tanto isoladamente quanto combinados entre si. Vejamos agora o que temos em um frasco de vacina.
Uma vacina contém antígenos, adjuvantes, estabilizantes, conservantes e resíduos do processo de produção. Vejamos com mais detalhes cada um desses componentes, a começar pelos antígenos. Os antígenos são utilizados para desencadear a resposta imunológica específica contra o patógeno e corresponde ao microrganismo atenuado e inativado ou, ainda, partículas dele.
Correspondem ao principal ingrediente ativo da vacina. Notem, que os antígenos inativados podem ser utilizados inteiros ou fracionados, em fragmentos ou subunidades. Os adjuvantes têm como finalidade, principal, potencializar uma resposta imunológica rápida, efetiva e duradoura para o antígeno.
Os principais adjuvantes utilizados são sais de alumínio, emulsões óleo em água, MPL e virossomas. E podem atuar de diversas formas como melhorando a disponibilidade desses antígenos no organismo, estimulando a resposta imunológica por ativação de receptores específicos ou inespecíficos. Tudo isso, com o objetivo de potencializar e modular, tanto a resposta imunológica inata, quanto adaptativa.
Os estabilizantes são utilizados com várias finalidades. Proteger a vacina de temperaturas extremas da luz e umidade, aumentando o seu prazo de validade. Manter o PH no valor desejado.
Obter isotonicidade. Conferir volume ao antígeno. Quanto à natureza química, podem ser açúcares como sacarose, aminoácidos e proteínas, como glicina e gelatina, tampões e sais, como soluções de fosfato e cloreto de sódio usados para manter a isotonicidade.
Os conservantes são utilizados com a finalidade de prevenir a contaminação bacteriana e/ou fúngica de vacinas, garantindo a obtenção de um produto externo, ao mesmo tempo, em que previna a contaminação acidental de vacinas durante o manuseio. Em particular, em frascos multidose, que são repetidamente impulsionados. São exemplos de substâncias usadas com essa finalidade o fenol, tiomesal e formaldeído.
Por fim, temos os resíduos de produção. É importante ter em mente que durante o processo de produção de uma vacina, várias substâncias são utilizadas como meio de cultura e compostos para inativação do microorganismo. Essas substâncias, em uma fase posterior, são removidas, por exemplo, em um processo de ultra filtração.
Porém, aceita-se que não é possível removê-las completamente. Desse modo, o produto final apresentará algum resquício delas. Porém, somente será aceitável em quantidades inferiores aos limites de detecção dos atuais métodos de análise.
Obrigado! Chegamos ao fim de nossa aula e, também, do módulo 2. Espero que tenham gostado.
No módulo 3, serão discutidas as vacinas, doenças evitáveis e calendários vacinais. Bons estudos. E, lembre-se, farmacêutico é mais saúde!
Conselho Federal de Farmácia.