[Música] e eu fazia uma peça chamado Diário de um louco na época do gogó era o monólogo sei e eu fiquei no hospício o que dois meses você foi no hospício para estudar foi todo mundo fala assim ah não tem laboratório tem laboratório laboratório a tua observação posso fazer laboratório como ator na tua janela mas tem que observar não pode me observar o ator que não observa só olha assim mesmo você faz uma uma observação de outra pessoa observando outra coisa né É porque a arte é muito Vital é uma coisa na hora se você
não tiver verdade ali você não vai ter lugar nenhum então eu acho mudou a percepção do que era o louco é mesmo que a gente tem aquela aquele coisa do cara louco cara histriônico e tal e é um pouco também acho também tem foi o seguinte eu falei eu preciso entender o que é o louco porque eu quero de um louco escreveu ele acha esquizofrênico e ele escreveu um conto que era um funcionário público apaixonado pela filha do patrão e ele fazia a pena para o patrão fazer a pena conversar tentava Antigamente ele era aquele
cara que dava ele era sabe assessorista que as pessoas olha e fala boa noite uma pessoa que na época para ir na época que era feito a peça tinha um patrão a filha do patrão e ele que observava e adorava a filha do patrão e o povo achava que era uma história de amor depois é que vinha loucura entendi quando a loucura parecia Ficava muito silêncio aí eu queria entender essa loucura essa mudança aí eu pedi na psiquiatria do Rio para eu fazer residência Então eu ia acordar às 6 horas passava a revista com as
psicanalistas o que quer passar a revista nos locos eu entrava na sala com os caras com enfermeiros a Psiquiatra seu Pavão que era uma excelente na época e o louco por exemplo tinha uma senhora que ela não tirava o sapato scarpin há quase um mês então tinha que tirar foto tinha que tirar jogar gel para sair do pé dela que tava colado inchado tava colado que dormia ela vinha para mim fazendo assim você eu conheço pá eu é e eu com medo mas ao mesmo tempo faço nada por aquele universo eu entendendo aquela dor né
e vi que os loucos as loucos que a gente tem uma relação com a Sexualidade do universo misterioso do sexo tem muita analisou foi tudo baseado sexualidade e eles tinham que ele ria sem parar esse me ajudou muito eu copiei ele na peça eu chegava para passar a revista e ele ficava na varanda assim [Risadas] aí ele me via ele falou assim para mim aí o Enfermeiro falou e ele não para de rir nunca eu acho que ele tá te conhecendo aí mas eu não quero ir lá não que eu tinha medo dele que ele
era grande aí ele me olhava assim aí depois ficava assim cara sério aí eu tô lhe falando só quando você vê que ele pare de rir que ele tinha crise de mania ficava rindo a manhã toda todo mundo ficava irritado com aquele ficava dramático meio Coringa né risada E parava aquilo toda vez que eu chegava lá para pausar a revista com os médicos ele tava era um riso meio entre deboche e a conquista era uma coisa assim parecia que ele tava satisfeito mas era uma ironia havia várias interpretações daquele riso e eu ficava meio com
medo mas aquilo não me falava claro eu absorvei aquilo dois meses que eu ia dois meses depois eu ia ensaiar entendi aí eu fui reproduzindo