ministério da cultura apresenta MASP acessibilidade histórias lgbtq a mais ecosexualidad e fantasias transcendentais randolfo lamonier encontro do boto com São Tomás de Aquino às margens de um rio no Vale dos homossexuais 2022 Ismael ner desejo de amor 1932 Candice LN pych collections herban coleções da siorac herbário 2011 lei de incentivo à cultura ministério da cultura e governo federal Estamos na sala intitulada ecosexualidad e Fantasias transcendentais o último núcleo da exposição histórias lgbtqia a mais este espaço de formato quadrado e paredes brancas destaca as duas esculturas posicionadas no chão e uma obra de grande escala que
pende do teto e gera uma sombra no chão trabalhando na década de 1930 a artista lésbica Marie lohanan Pintou um mundo bucólico de fantasia habitado inteiramente por mulheres com formas Indomáveis e selváticas este núcleo reúne versões surreais cósmicas selvagens extravagantes kit indisciplinadas de novos ecossistemas e universos queer indo além das limitações do binarismo masculino feminino muitos artistas contemporâneos lgbtq a mais vislumbram uma vida livre de toda e qualquer restrição um mundo pós-humano que abole fronteiras E propõe uma interrelacional entre corpos fluídos plantas animais e sol em obras como as pinturas de AD minol Marian rosine
e nazin tadé figuras orgânicas sugerem criaturas e beiram a abstração enquanto seus corpos desabrocham em Pétalas ou se torcem em trepadeiras ou ainda explodem em formas Celestiais haf beir e a transal se transformam para evocar reinos utópicos e identidades misteriosas dentro do contexto da escalada da crise climática e da violenta pilhagem de recursos do planeta essas obras tentam com seriedade imaginar alternativas já oira e ceau fu se valem de conexões cosmológicas indígenas entre a água e identidades trans ao entrelaçar flores animais pedras florestas líquidos e carne essas artistas propõe modelos para cuidar da terra e
também umas das [Música] outras randolfo lamonier é um artista brasileiro cuja prática se destaca pelo uso de tecidos bordados e objetos do cotidiano para construir narrativas visuais que oscilam entre o pessoal e o coletivo oriundo da cidade de Contagem em Minas Gerais seu trabalho investiga questões ligadas a identidades desigualdades e histórias sociais muitas vezes articulando essas temáticas por meio de composições híbridas que integram elementos de memória política e afetividade a série profecias iniciada em 2018 a qual a obra a ser descrita aqui pertence reflete sua capacidade de transformar materiais têxteis em dispositivos de crítica social
e de imaginação de futuros possíveis em Encontro do boto com São Tomás de Aquino às margens de um rio no Vale dos homossexuais de 2022 lamonier aborda as complexas dinâmicas de opressão e resistência a tela de 2 m de altura por 1,60 de largura e 12 cm de idade está em destaque ao centro da parede em frente a quem entra na sala uma composição vibrante e detalhada onde técnicas como bordado crochê costura e pintura se combinam em uma superfície Têxtil de grandes dimensões e contrastam com a presença de imagens de crânios e símbolos de morte
elementos figurativos e textuais se misturam em camadas sobrepostas criando uma narrativa visual rica em significados no centro uma ffia em preto e branco mostra o tronco de um rapaz com uma tatuagem no antebraço abaixo está o título da obra em letras vermelhas encontro do boto com São Tomás de Aquino às margens de um rio no Vale dos homossexuais essa inscrição repleta de ironia e imaginação sintetiza o espírito ficcional da obra o título com sua construção poética e provocativa convoca figuras emblemáticas da cultura e da religiosidade o boto amazônico e São Tomás de Aquino Para habitar
um espaço queer e utópico um vale dos homossexuais o uso de materiais têxteis tradicionalmente associados ao trabalho doméstico e feminino subverte estereótipos ao carregá-los de narrativas complexas que lidam com poder violência e resistência as texturas e a aparência artesanal dos tecidos contrastam com as imagens e mensagens de enfrentamento criando uma dialética entre conforto e desconforto que fia o espectador a confrontar suas próprias percepções sobre as histórias e os corpos marginalizados na parede à direita vemos uma obra de Ismael Neri 1900 1934 um dos grandes expoentes do modernismo brasileiro cujo trabalho articula elementos de surrealismo simbolismo
e expressionismo profundamente influenciado por suas reflexões metafísicas e sua relação com a poesia Nery desenvolveu uma produção marcada por temáticas existenciais abordando questões de identidade espiritualidade e desejo seu trabalho frequentemente explora os limites entre corpo e alma real e Imaginário recorrendo a formas distorcidas e paisagens oníricas para expressar a complexidade da experiência humana desejo de amor de 1932 é uma pintura a óleo que no primeiro plano uma figura humanoide se destaca com caracter que podem ser interpretadas desde uma anatomia sexual uma forma ovalar com um orifício no lugar da cabeça e um membro fálico ornamentado
com espinhos que se projeta do tronco e contorna esse orifício essa figura tem a mão esquerda segurando um tecido branco cobrindo um de seus seios e deixando o outro amostra à direita sobre o ombro duas pequenas formas humanas se abraçam inseridas entre uma nuvem e pedras arredondadas em um gesto que sugere e afeto o fundo é composto por uma paisagem árida em tons arenosos à esquerda uma construção clássica com colunas de ruínas de templos trazendo um caráter mítico para a cena [Música] onírica por fim Cand ly é um artista cuja prática se destaca pela intersecção
entre história ciência e misticismo sua obra pyx collections herban em português coleções da sycorax herbário de 2011 foi realizada a partir de técnicas mistas de gravura Aquarela tinta e colagem de revista e de ervas secas localizada na mesma parede em que Ismael Nere porém no canto a direita uma figura Central é marcada por uma fisicalidade viceral quase mítica de corpo azulado simultaneamente humano e bestial de braços abertos tem o tronco adornado por plantas e elementos vegetais que se entrelaçam em seu corpo tornando-o parte de uma Ecologia simbiótica suas mãos seguram recipientes ovais que pendem como
frutos Enquanto ao redor há uma vegetação com duas árvores com frutos também pendentes e alguns arbustos essa paisagem se organiza em um padrão que remete a ilustrações botânicas do século XVII uma delicadeza de herbário científico mistura-se a uma intensidade ritualística os tons terrosos e vegetais das plantas contrastam com a textura azulada do corpo que parece emergir de um tempo e espaço indefinidos em meio à Cena objetos como um almofariz e um Pilão insinuam práticas de cura e transformação enquanto as ervas secas introduzem uma materialidade tátil que transborda os limites da representação bidimensional na obra de
Cand lin o corpo híbrido e vegetal de sorax se torna um arquivo vivo das histórias de resistência e transformação que atravessam os séculos inspirada na figura Marginal de sycorax a mãe de caliban em a tempestade de Shakespeare Len resgata e expande o papel dessa personagem como uma metáfora para o conhecimento subversivo a curandeira a a balista a bruxa cujas práticas desafiaram as estruturas de poder colonial e patriarcal enquanto os herbários europeus documentam plantas para fins de exploração econômica e científica frequentemente apagando as origens indígenas e africanas desses saberes lin enfatiza histórias de resistência associadas às
plantas ministério da cultura apresenta MASP acessibilidade histórias lgbtq a mais curadoria Adriano Pedrosa e BR Wilson com colaboração de André Mesquita e assistência de Leandro Muniz e te teio acessibilidade Ana Amaral Daniela Rodrigues e zar Silva produção audiovisual E Consultoria em acessibilidade mais diferenças narração Benedito sverberi tradução e interpretação em Libras Paula Rosa Gomes montagem audiovisual cabrel escritório de imagem Museu de Arte de São Paulo ass atrian 2024 lei de incentivo à cultura ministério da cultura e Governo Federal