Hoje nós vamos falar do Banco do Brasil, que enquanto eu gravo esse vídeo caindo quase 2%, chegando próximo das mínimas do ano. Só que dessa vez a queda tem mais motivos do que a queda do começo do ano, né? E nesse vídeo eu vou trazer atualizações importantes do setor agro, que me leva ainda mais a crer que a recuperação do Banco do Brasil não vai ser um passeio no parque.
Só que antes vamos dar uma olhada nos comentários da Luiz e Barça. Também vou comentar o que eu tenho feito com as ações do Banco do Brasil, que eu acho que ambos aqui estão mostrando um cenário onde é legal aproveitar as quedas, mas com um pouco de cautela, porque o cenário parece que vai ficar azedo por um certo tempo, pelo menos até o segundo trimestre é praticamente certo, mas dependendo do que aconteça, pode se estender mais tempo ainda desse cenário azedo, tá? Então, olha só, a Luis B diz que, na verdade, ela tá contorcida para que ela deixe de ser a queridinha dos investidores, né, para as ações caírem, ela poder comprar mais barato.
No Instagram dela, ela disse que o Banco do Brasil é um exemplo de como as narrativas de mercado mudam muito rápido, né? O banco é o mais exposto de todos na carteira agro e a dificuldade do setor obviamente refletiria mais cedo ou mais tarde. Isso já era esperado.
De fato, historicamente, volta e meia o setor agro tem as dificuldades. A gente já vinha vindo essa inadiplência subir, tínhamos visto ali a inadiplência geral do Brasil subir, recuperações judiciais. E para completar nós ainda tivemos a mudança ali da questão do Basileia, né?
Ela completa que existem preocupações válidas para observarmos como a velocidade de expansão dessa carteira, tudo isso impacta nas provisões e consequentemente na lucratividade. Apesar disso, ela torce para que deixe de ser credin para poder comprar mais barato. E aquilo que eu já tinha dito para vocês, né, que além dos lucros caírem, fazendo os dividendos reduzirem, nós temos aqui o payout diminuindo.
No ano passado era de 45%, nesse ano ficou de 40 a 45. assim que divulgou o resultado do primeiro trimestre, eu falei isso aqui deve ficar no mínimo, deve ficar nos 40%, no dia seguinte o próprio Banco do Brasil disse que provavelmente vai ficar no piso ali nos 40%. Então nós temos aqui uma expectativa de dividendos com payouts no mínimo previsto no primeiro momento.
Isso se de repente eles não recalcularem, né? E lucros que devem ser menores. Então dividendos menores, lucros menores.
Na minha visão não é um caso como o Bradesco que vai demorar anos para se recuperar. É um caso que parece ser de curto prazo a recuperação, mas a gente tem que ver o quanto curto é. O segundo trimestre provavelmente vai ser ruim, já tenho dito desde o resultado do primeiro trimestre, mas talvez não seja tão simples assim um passeio no parque no terceiro já começa a melhorar.
É isso que a gente tem que visualizar. O setor água que tá com algumas complicações, tá? Lá na plataforma do AGF, a última vez que a Luiz Barça se disse ter comprado o Banco do Brasil foi no dia 16 ali na questão do resultado, né?
e intensidade fraca. Ela utilizou dividendos de outras empresas que ela recebeu para comprar ações do Banco do Brasil. Isso mostra que aparentemente ela deve levar as compras do Banco do Brasil um pouco mais devagar ali.
Na minha carteira particular, eu comprei um pouco de ações do Banco do Brasil na questão ali do resultado, protegido contra queda, utilizando opções para isso. Então não estou suscetível a todas essas quedas que o Banco do Brasil apresentou na sequência, pelo menos nessas novas compras que eu fiz. Só que hoje, depois de uns dias aqui de queda do Banco do Brasil, eu faço então um compromisso de comprar mais Banco do Brasil, caso ele caia ainda um pouco mais no futuro.
E por fazer esse compromisso utilizando opções, já ganhei um dividendo aqui bacana, coloquei no bolso. Infelizmente eu não vou poder mostrar para vocês qual foi esse compromisso de compra para não levar vocês ao erro, né? Já que eu acabo de fazer hoje, um outro dia eu posso comentar, mas digo que foi suave.
Ainda assim devagarzinho e vai ser um preço ainda melhor, porque o Banco do Brasil teria de cair para eu já engatar essa compra. Só para fazer esse compromisso, eu já ganho aqui dividendos. Se você quer aprender a ganhar dividendos com opções fazendo coisas como essa, se proteger contra queda e se comprometer a comprar no futuro, ganhando dividendos para isso, você sabe que no link da descrição do vídeo tem o meu curso de opções, tá?
Já na minha carteira do canal que nós começamos agora em maio, a gente aporta R$ 1. 000 todos os meses e eu fiz compras diversificadas, comprei um pouco do Banco do Brasil, forma suave ali, ó, R$ 180 nós compramos do Banco do Brasil, dos R$ 1. 000.
Eu não utilizei ainda reserva de oportunidade que nós temos também na carteira, né? Então, olha só, o Banco do Brasil já caiu da minha compra ali 6,3%. Então, nossa carteira começou em maio e mesmo comprando o Banco do Brasil que caiu, BB Seguridade também caiu um pouquinho ali, estamos ainda com uma alta de 0,94% que foi positivo, uma diversificação e sem pressa também.
E só lembrando que na carteira do canal nós temos R$ 10. 000 R000 no CDB de liquidez imediata e temos também 11174 rendendo aqui na corretora con Fury, que é o valor proporcional ali no dia 6 de maio a R$ 10. 000 quando eu fiz ali o aporte.
E isso aqui me rende então 24 centavos todo dia, que dá 7,20 de dólares por mês, apenas para você aguardar aqui sem pressa e ir aportando quando aparecer as oportunidades. Também não podemos ser medrosos e deixar de comprar as quedas. Então gostaria de convidar você também a se inscrever na corretora con Fury para você comprar ações brasileiras, americanas, Bitcoin, ter a reserva ali em dólar, rendendo 5% ao ano no momento.
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Então vamos finalmente ver o que está acontecendo com o Banco do Brasil, em especial setor agro ali, né? O Banco do Brasil vem em queda de 3,9% nos últimos 12 meses, mesmo considerando os dividendos de mais de 10%, é uma queda considerável. Se a gente olha aqui o preço de tela por escotação padrão, você vai ver que o Banco do Brasil estava sendo negociado a 2740 há um ano atrás e agora ele está 24:15.
Então existe aqui um desconto. O simples fato dele voltar a pagar o mesmo nível de dividendos do ano passado, nós temos um dividendo então que vai ficar maior do que esses 10,6%. Vamos lembrar que o PVP do banco, além de estar abaixo de um, está abaixo de sua média de 0,95 e está com PvP de 0,77.
Na verdade, com a queda de hoje já até foi para 0,76, só que o setor agro não anda bem e a reação do mercado com o Banco do Brasil é negativa, né? A dinâmica que estamos vivendo é taxa de juros atingindo o patamar mais alto de quase duas décadas, vamos de repente para 15% na próxima reunião do Banco Central, né? E os suscetivos reveses nas colheitas da safra passada deixaram os produtores rurais numa situação difícil.
Eles entraram com pedido de recuperação judicial no ritmo mais rápido já registrado em 2024. Um sinal de crise que repercutiu todo o setor e ainda não mostra sinais claros de reversão. Embora a safra venha melhor, o a sinalização ainda não está aparecendo ali no setor agro.
E além de tudo isso, o Banco Central ele mudou aqui as as regras, né, fazendo com que os bancos provisionem perdas esperadas, que muitas vezes anteriormente não era contabilizado como perdas esperadas no primeiro momento, e parar de contabilizar o juro sobre esses empréstimos em atraso. Quando a regra entrou em vigor em janeiro, atingiu claramente a carteira de empréstimos do banco para o agronegócio em cerca de 400 milhões apenas com essa mudança de chave aqui no setor agro. Além disso, nós temos uma nad implência que vem subindo bastante e também o banco é obrigado a provisionar mais.
E o Banco do Brasil, que historicamente sempre foi mais conservador que seus pares, provisionando mais do que o necessário, recentemente, na busca por lucros cada vez maiores, ele começou a mudar um pouco essa dinâmica. Aliado a situação do agro ser um pouco diferente. Ele foi o que mais sofreu com essa mudança aqui do Banco Central.
A sensação do mercado é que o fato é que a deterioração foi pior do que o próprio Banco do Brasil havia indicado anteriormente e ainda não parece ter atingido o pico, ou seja, deve piorar antes de melhorar, segundo parte do mercado. E a nova regra que o Banco Central determinou que é para seguir aí as economias internacionais, ela impactou em cheio o Banco do Brasil também pelo fato do setor agro ser um pouco diferente, né? Só o fato aqui dessa mudança que também acaba fazendo com que o banco não contabilize, o juro, já teve impacto aqui, ó, de 1 bilhão de receita.
Então ele provisiona mais e ainda por cima para de contabilizar juros sobre essas essa esses receitas provisionadas. Então existe um impacto muito grande aqui de cara no Banco do Brasil. Inclusive vocês devem se lembrar que o Banco do Brasil colocou em revisão o guidance e deixou algumas questões em aberto.
E essa revisão, exatamente, está em análise. Um dos pontos é toda essa dinâmica do setor para ver até onde vai o cenário ruim, né? E outro ponto e provavelmente o principal, na minha visão, é a questão do banco aqui está buscando conversas com o regulador para tentar uma diferenciação, um ajuste nessas novas regras pro setor agro, que é diferente, né?
O Brasil aqui é forte no agro, o Banco do Brasil fortíssimo no agro. Ele tá buscando aqui, ó, algumas resoluções eh que para questões específicas. Ou seja, se isso não acontecer, talvez eh a revisão do Gides venha pior do que a gente imagina.
Talvez de repente eles possam fazer com que aquele payout de 40 a 45% tem uma novidade de para 35%, um exemplo, eles não disseram isso. Eu só tô aqui imaginando uma possibilidade mais negativa. Lembre-se que tudo que nós estamos falando aqui são questões mais pontuais que devem se resolver ao longo do tempo, mas causa essa pressão num primeiro momento no Banco do Brasil.
O ponto é que o Banco Central não quis comentar quando perguntado aqui pela matéria. Então o Banco Central não está dando opinião sobre isso. Quem sabe eles vão revisar, né?
Fica aí a dúvida. Bom, uma opinião interessante que eu sempre gosto de ver é dos órgãos de agência de risco, né? E a a Fish Ratings disse que é uma questão contábel, mas prejuízo é prejuízo.
O agro está no seu pior momento dos últimos anos e tem um nível de incerteza para os próximos trimestres. Tudo que a gente tá vendo aqui até agora nos mostra que não é um passeio no parque. E qual é a grande esperança ali do Banco do Brasil, do plano safra poder vir, né, e salvar muitas inadimplências que o o rural ali o que ele faz, ele tem um empréstimo, ele tá inad para ele pegar um novo empréstimo, ele vai ter de estar adimplente.
Então ele faz a sa implência novamente, fica normalzinho ali para poder captar novos empréstimos, além do plano safra impulsionar, né, o setor água como um todo pros caras pegarem novos empréstimos. Então é esperado um plano safra Record que vá ajudar o Banco do Brasil nessa retomada. Mas até aí tem alguns problemas.
Antes desses problemas, só vendo aqui, ó, que a justiça acaba de aprovar a recuperação judicial do Agrogalaxy, que tem um um empréstimo aqui interessante no Banco do Brasil, individual ali, ó, de quase 400 milhões. O Banco do Brasil pediu um tempo aqui a mais porque ele queria ver algumas questões ali que parecem não estar favoráveis aos bancos. Então não tá claro o que que é, mas se o banco não queria isso, queria mais tempo, obviamente isso aqui é um cenário complicado.
E como tá em recuperação judicial, já tá provisionado esse dinheiro também da da água aqui. E a gente já sabe que no Brasil dificilmente os brancos recuperam grandes parcelas do que eles provisionam, né? E aí no setor agro já é uma situação mais delicada e mais delicada ainda é quando tem recuperação judicial.
No dia 8 de maio, mais uma gigante aqui do setor agro entrando em recuperação com quase 1 bilhão em dívidas. O grupo é formado por empresas Vitória Agronegócios, Cordeiro, Locação, Transportes e AGF Agropecuária. Assim, não sei o que tem aqui com o Banco do Brasil ou não tem, mas assim, mais empresas grandes aqui do setor água com eh eh recuperação judicial.
E quando nós olhamos a nad implência do setor agro, ó, nessa matéria recente mostra que foi 7,6 2024, segundo Será, e assim é um número muito alto pro setor e ele fica mais forte ainda nas empresas grandes, por incrível que pareça. Entre os perfis de produtores e de pequeno porte, registraram a menor taxa deimplência 6,9, enquanto os grandes proprietários concentram o maior índice 10,2%. E olha só que curioso, o setor que teve menos inade implência no Brasil foi o Sul, mesmo com as tragédias que eles passaram ali, né?
Enquanto a mais forte é no Nordeste, ali no Norte também. Então o Banco do Brasil vive numa dinâmica tão complicada que ele teve que provisionar inclusive 38,5 do saldo das operações de estágio 3. O pessoal tá de implente.
Olha só, o pessoal tá de implente, mas o Banco do Brasil foi obrigado a provisionar isso e parar de acuar juros, né? Então tá uma situação delicada isso aqui, muito puxado pela recuperação judicial que o setor agro vem passando. Aí virou uma festa isso.
E quando nós pensamos na recuperação do setor agro, óbvio que a gente pensa na safra, que vai vir melhor nesse novo ano safra, né? Isso deve aumentar a a lucratividade do setor agro e deve melhorar para as empresas. Só que isso vai acontecendo gradativamente, não é da noite pro dia.
O que poderia acelerar um pouco mais isso aqui, mais rápido o resultado pro Banco do Brasil enxergar, né, seria o plano safra. A safra vem melhor, o produtor fica otimista, ele aproveita e faz o empréstimo no plano safra, onde o governo subsia subsidia parte ali do empréstimo, né? Só o que tem acontecido é que o governo faz um obaoba em gigante, a imprensa também sobre o plano safra, mas no último plano safra a execução é lenta e preocupa o setor produtivo.
Não sei que raios tá acontecendo, mas eles prometem um plano safra gigantesco e o pessoal não tá conseguindo pegar empréstimo desse plano safra. Então o que que adianta você ter um plano safra bilionário aqui? Vamos supor um exemplo, ah, 1 bilhão de plano safro e o pessoal só consegue chegar ali a 500 milhões.
Não adianta, né? Só para esclarecer esse plano saf que tá lento é o passado, o novo vai vir ali no meio do ano, né? Então, olha só, até abril de 2025, apenas 299 bilhões, né?
efetivamente foram desembolsados no montante previsto de 400 bilhões, o o que representa pouco mais de 61% do total programado, uma queda expressiva de 20% no em relação ao período da safra anterior. Então teve uma queda ao invés de ganhar. Não adianta falar que é recorde sendo que tá captando cada vez menos.
O dado mais alarmante talvez seja o que mostra que 40% do financiamento do agro no Brasil vem de fornecedores de insumos. Isso significa que os produtores, em sua maioria estão sustentando crédito privado com juros exorbitantes que variam de 25% a 35%. Ou seja, esse pessoal tá pegando empréstimo de de n bancos, né, e não tá utilizando ali a o plano safra, não tá conseguindo.
Então, de que adianta o plano safra bater recorde na nesse ano que vai vir agora de novo, sendo que o agricultor não consegue, principalmente o produtor, que é onde tem mais exposição ali o Banco do Brasil. Inclusive, a CNA pediu 594 bilhões pro plano Safa 2526, com o aumento também do seguro rural. Mas adianta fazer tudo isso?
Aí vem lá e vai à prova, beleza? E não chega a captar isso. Então a gente tem que sim, é legal que a safra tá boa, essa dinâmica do plano safra, exatamente, deve pressionar um pouco a redução da nad implência, mas até que ponto, né?
sendo que o produtor, agricultor, ninguém consegue ele pegar o empréstimo subsidiado. E vamos lembrar que mesmo que dê tudo certo, que é meio difícil, se o governo tá enrolado ali, como nós vimos na execução do plano safra, os juros estão altíssimos. Então o governo vai ter que aumentar também os juros para todas as linhas de financiamento.
E mesmo utilizando aqui o subsídio, ainda assim é uma situação difícil. O produtor vai ter que pensar muito bem se ele vai pegar um empréstimo aqui novo ou não. O problema é que mesmo que ele queira, ele tá com dificuldade pela execução do plano safra.
Ou seja, por mais que a safra natureza esteja fazendo o papel dela neste ano, nós estamos aqui com uma dificuldade causada pelo próprio governo. Seliques nas alturas, plano safra que não é bem desenvolvido, parece que eles só querem fazer um marketing. Olha o plano safra Record, mas na prática tá reduzindo.
O fato pessoal que eu de forma alguma enxergo o Banco do Brasil virando um Bradesco da vida, mas parece que não vai ser um passeio no parque essa recuperação. Por isso que eu vou ali aos poucos. a gente não sabe também como é a reação do mercado.
Às vezes, antes de fato começar a acontecer a melhor, o mercado começa a antecipar. Mas por que que ele não tá fazendo nenhuma antecipação, inclusive caindo mais? Porque ele tá vendo que o negócio tá azedo e azedo, azedo e não parece melhorar.
Não adianta querer contar também com o governo, porque por mais que estejamos atingindo um topo nos juros ali, vamos supor, ah, parou em 1475, é um juros alto, o pelo safra tá com problemas de execução, enfim. É Brasil, né? Mas o Banco do Brasil continua sendo uma das minhas ações favoritas.
17 anos que eu tenho ela na minha carteira, não vai sair, só vai entrar mais e mais e mais. Eu só tô esperando aqui que as corretoras comecem a rebaixar ainda mais o Banco do Brasil para quem sabe ele cair mais, como a Luiz Barce comentou ali no vídeo, tá? Um abraço e até o próximo.