e vamos falar um pouquinho daquele lugar que nessa quarentena eu tenho sentido muita falta a sala de aula oi eu sou com a doença que a vistoriar se e hoje eu vou sugerir para vocês oito músicas para trabalhar história na sala de aula ou então para aprender um pouquinho de história algumas delas eu já usei outras não mas todas elas são muito potentes então espera aí depois da manhã e e antes de falar sobre as músicas é importante dizer que agora eu estou olhar você tem um padrinho é uma campanha de financiamento coletivo para poder
manter e aprimorar o canal vai tá ligado aqui embaixo então se você quiser e puder nos apoia ali pra nós continuarmos fazendo conteúdo histórico e crítico na internet e antes de falar sobre as músicas ainda eu queria fazer uma provocação será que nós usamos bem as músicas na sala de aula eu não quero que dizer que existe um uso certo e o errado de música em sala de aula porque eu acho que isso não existe eu quero pensar um pouquinho com vocês sobre isso então pensa que você professor e você aluno tá pensa no momento
em que foi trabalhada a música na sua sala de aula eu acho que eu tenho grande chance de acertar se eu disser que o professor colocou uma música entregou a letra pediu para todo mundo ficar em silêncio ouvindo e lendo a letra e depois a letra foi da batida acerta aí será que se uso da música em sala de aula não é um o limitador veja bem a música é apenas a letra dela então a música só um poema toda a produção da música tipo notas arranjo e mais outras coisas que não sei dizer que
eu não entendo nada de música também não fazem parte da música que está sendo escutada por que que então a gente foca só na letra se a música composta de vários outros elementos que escapam a letra dela literal porque a gente tem que ouvir sentado e quieto ela e me bater a letra depois não existem outras formas de sentir a música em sala de aula para que a gente possa usá-la para debater esse próprio arranjo musical não foi criado no contexto específico e não seria interessante debater o surgimento desse contexto específico a partir da música
além disso eu acho que professor de história tem uma mania que é por causa da nossa formação de se focar em aspectos econômicos e políticos das coisas então quando a gente traz músicas a gente tá as músicas que falem sobre a política daquela sociedade estudada porque a música não pode ser uma ferramenta utilizada para a gente discutir debater aspectos culturais da época e de hoje por exemplo uma canção dos anos 50 sobre amor romântico não nos permite pensar relações de gênero existentes naquela época culturais como moda que pode ser citado ritmo que se escutava na
época e comparar todas essas coisas com hoje para pensar continuidade e descontinuidade isso não é um trabalho de historiador bom pensa nunes eu decidi fazer uma abordagem um pouco diferente eu pensei escolher músicas diferença assim não aquelas cristãs para trabalhar com vocês aqui tá a primeira música é uma música lindíssima que se chama duerme especialmente quando ela cantada pela mercedes ouça essa é uma canção de ninar em que o personagem principal que é o o está ouvindo essa canção para dormir ao longo dela se diz que é porque a mãe dele tá trabalhando para trazer
comida para ele tá trabalhando para trazer coisas boas para ele mesmo que essa mãe esteja doente e não esteja recebendo o salário o que configura evidentemente e escravidão e que forma melhor de debater escravidão do que com uma canção de ninar latino-americana que acredita-se que tenha sido criada nessa época e depois passada de boca a boca essa música também é muito interessante para comparar com uma música muito famosa que nós temos aqui no brasil e aí discutir um pouco a questão da memória veja bem tem uma parte da música que você disse esse o negro
não dorme vem o diabo branco exas como o seu pezinho hora não tem uma música brasileira que a gente possa comparar que talvez o boi da cara preta porque que para uma música escrita por pessoas negras no contexto da escravidão o diabo é branco mesmo que essa música então ela pode ser utilizada não só pros anos finais tá já os pequenos podem trabalhar essa e como forma de entrar em contato com a cultura latino-americana bom a segunda música é panis et circenses dos mutantes quando eu usei essa música no sexto ano eu peguei uma versão
ao vivo da rita lee que eu acho que é muito melhor do que a original da gravação e os alunos dão risada é ótimo essa música é muito potente para a gente trabalhar junto com o conteúdo de roma antiga na parte da política de pão e circo vejam bem a narrativa tradicional sobre a política de pão e circo é que o império romano estaria cedendo a sua população comida pão e diversão circo para que a população não se revoltasse e ficasse uma página interna dentro do império hora tem paralelos que a gente pode fazer entre
hoje em dia existem coisas hoje que talvez de estranha a população do que talvez elas devessem saber conhecer e ficar ligadas essa música pode ajudar debater isso veja bem na narrativa criada por essa música tem um assassinato só que ninguém se importa com esse assassinato porque a que eu sinto as pessoas da sala de já estão ocupadas em nascer e morrer hora as pessoas da sala de jantar não são justamente as pessoas que comem e se divertem e essas pessoas não estão tão ocupadas comendo e se divertindo para prestar atenção no assassinato ou em outras
questões mais sérias e importantes esse é um debate muito legal que pode ser feito um sexto ano mesmo com os pequenininhos assim né e os seus planos tem 11 anos eu já fiz várias vezes e sempre deu muito certo é muito legal inclusive para eles poderem começar a pensar sobre aquilo que eles consomem de mídia a terceira música na verdade é um estilo é um grupo de canções que estamos hinos nacionais no oitavo ano por exemplo eu gosto de trabalhar muitos vindos da frança do uruguai e do brasil juntos vejam não é para usar para
os alunos conhecerem o hino dos países e nem para que eles aprendam a cantar o nosso hino o hino do uruguai é para pensar como que esses hinos foram criados em quais contextos ou seja percebeu o hino enquanto um artefato cultural criado no contexto oi e aí pensar porque que o hino foi escrito dessa forma por quem ele foi escrito e para quem ele foi escrito nisso próprio ritmo pode auxiliar porque ele vai variar de país para país de época para época e é interessante com isso debater as formações nacionais desde os processos de independência
até o nacionalismo podemos debater com o hino e uma questão muito importante que eu chamo muita atenção do meu valor no sempre é que comparando o hino do uruguai na frança e do brasil o do brasil disputou a muito porque o hino do brasil é um hino que não têm nós o hino do brasil não é escrito na primeira pessoa do plural e o hino do brasil mal fala sobre nós brasileiros e quando fala é aquela exaltação militar filho teu não foge à luta e tudo mais então é interessante de pensar que o nosso hino
da república é um hino sem povo o que nos ajuda também a debater o início da república que foi uma república instaurada veja só você sem povo bom a quarta canção em manaus antiga vinheta porque não foi cabral daí nesse carol essa música além de ser recente de um estilo que muitos alunos ouvem então ela pode ser muito potente para despertar interesse na sala de aula gerado é mais nessa música nós temos um diálogo entre uma aluna e uma professora em que a aluna vai falando questões muito importantes sobre a presença indígena na história do
brasil a presença negra na história do brasil e a própria conquista do brasil além disso é uma música de uma cantora negra do movimento negro que fala sobre esse sujeitos então no sentido de pensar onde estão os negros indígenas narrativa histórica e valorizar a esses movimentos sociais que existem hoje falando da questão médica já vou para quinta música que é uma música que eu já falei em outro vídeo que é brasil da dalva de oliveira de francisco alves essa música é típica de um certo estilo musical que imperava no brasil naquela época e alegrou-se muito
interessante de usar em aula porque os alunos estranham muito desde o ritmo até a pronúncia e em usa agudos muito altos que a dalva canta os alunos estranham e isso ajuda a debater a música comparar a música com hoje e ainda falou nessa composição da música é interessante pensar que a gente pode perceber também coisas que eram consideradas chiques de cantar na época por exemplo a dalva nessa canção em várias outras puxa o r faz o hum quando ela fala por exemplo que o brasil é o berço ou então quando ela fala em outra música
errei sim esse é repuxado era marcado por exemplo de um estilo de cantar de uma certa época que era considerado fino importante na moda e isso discute cultura e cultura é história além disso essa música vai ter uma narrativa que vai falar do brasil como um país cheio de maravilhas naturais um país abençoado por deus cristão e o país do índio civilizado então vejam que é uma forma de vender o país para o exterior o que era muito isso era feito no período varguista né sobretudo no final como o brasil das riquezas naturais o brasil
cristão e abençoado por deus e o brasil do índio civilizado quer dizer é o brasil que cristianiza os seus indígenas e aí de uma época muito parecida a gente pode ir para sexta música que a marchinha de carnaval cantada até hoje que a tomara que chova bem emilinha borba uma das coisas mais curiosas dessa música tá é que ela tem um videoclipe que pode ser usado em sala de aula e aí tu pode ver da época moda penteado formas de gravar editar e enfim que são muito legais também a questão toda dessa marchinha gira em
torno da falta d'água falta d'água para limpar para comer para tomar banho e gente a falta de saneamento básico e água não era uma questão de grande parte da população brasileira até poucas décadas atrás na verdade não é uma questão de grande parte da população brasileira até hoje e uma música dessa de 1950 não pode usar ajudar a discutir a questão do saneamento básico a ampliação dele na década de 40 e 50 e fazer relações com assentamento mais que hoje isso também história nesse ano inclusive eu comecei a aula do 6º ano com essa música
primeira aula do ano trabalhei essa música no sentido de se poderem pensar que uma música ela pode ser uma fonte histórica e que a música ela pode nos contar coisas sobre o que se pensava na época então essa música é um exemplo que dá para ser usado com o sexto ano ou com o nono ano enfim para levantar uma série de coisas avançando um pouco no tempo a nossa sétima música tá aqui porque a gente não podia deixar de colocar as músicas da ditadura militar e aí nós temos uma música chamada pequena memória para um
tempo sem memória do gonzaguinha é uma música muito bonita que fala sobre os anos da repressão da ditadura massa que deixa um tom de pensar a memória pensar o depois mas também um tom de que é importante necessário lutar por justiça e democracia então é uma música que nos ajuda a inclusive a falar sobre a luta atual o que nós temos uma democracia meio na corda bamba e aí para terminar nós vamos de rita lee de novo aliás me deixarem eu faço um vídeo desse só de música daqui também bom a música em questão é
a música de 1993 que se chama todas as mulheres do mundo e eu explico porque essa música foi escrita em homenagem a leila diniz que foi uma atriz brasileira que morreu com 27 anos durante a ditadura militar por sinal durante os anos 70 a leila diniz foi fotografada nessa foto que vai aparecer aqui grávida e de biquíni escandalizou a sociedade brasileira não só porque ela estava de biquíni mas porque ela era uma mãe de biquíni ou seja para a lógica da sociedade eu era uma mãe que não estava se dando ao respeito quando ela foi
entrevistada sobre o assunto inclusive e levantaram a questão ela ser devassa e gostar de sexo e ela disse eu gosto de transar sem qual é o problema eu preciso imagina o escândalo que estão na época a leila diniz a ela se tornou para partes da sociedade um exemplo da devassidão dos artistas o que ajudava também diz a dura militar dizer que já fizeram tudo vagabundo que só queriam transar e usar drogas e tudo mais veja então que esse contexto da leila diniz ela nos permite discutir uma série de questões sobre mulheres e gênero no surgimento
de uma onda do feminismo aqui no brasil durante a ditadura e é itália escreve essa música todas as mulheres do mundo 20 anos depois do caso com várias expressões que se dizem e se repetem para as mulheres como por exemplo que as mulheres só querem a poder a mulher só quer ser amada enfim aqui tá gente vai brincando nessa música com coisas que se dizem para as mulheres sejam elas boas ou ruins o que nos permite em sala de aula de bater como era na época da ditadura e como ainda é hoje na questão feminina
se avançou não você tem continuidade ou descontinuidade e tudo mais e aí um refrão da música é sensacional porque ele disse toda mulher é meio leila diniz quer dizer toda mulher é meio o que ela quer ser e aí no final a gente a gente faz uma lista de nó olá mulheres importantes da história do brasil e o final da música inteiro ela falando os nomes das mulheres importantes inclusive a mãe dela tá ali também que eu acho ótimo isso ajuda a pensar gente que nós temos tantas mulheres importantes na nossa história porque a gente
não fala dela por quê que é uma história das mulheres não está tão presente em sala de aula e aí a gente pode discutir história história das mulheres gênero e uma série de questões a partir dessa música desse contexto de criação dela não pessoal foi esse o vídeo espero que vocês tenham gostado se vocês têm outras músicas que vocês acham que são importantes para trabalhar sobre história do brasil deixa aqui embaixo nos comentários nenhuma aqui nesse vídeo para ajudar na divulgação não se esqueça de se inscrever no canal também se vocês quiserem apoiar o canal
link para o padrinho vai estar aqui embaixo sério muito obrigado por assistir os vídeos até o próximo e tchau