penso que é muito importante a gente lembrar nossa história o nosso passado é pra gente até pode entender como é que esse país se construiu e quais são as saídas né ou não pra situação que a gente vive nós temos média 80 difícil é um microfone hum bom antes de falar dos 30 anos da constituição que ia voltar um pouco mais na história eu queria falar é na verdade dos 130 anos da abolição da escravatura que também faz agora em 2018 eu acho que sem pensar esse grande evento histórico no brasil fica difícil a gente
poder pensar quais são as saídas para tantos problemas que a gente enfrenta hoje já que o racismo é um elemento estrutural estruturante da sociedade brasileira é então em 1888 quando a lei áurea foi promulgada isso diz muito sobre como o brasil se constituiu se processo de pós abolição e de industrialização do brasil e que apartou a população negra de ter acesso a direitos básicos acho que essa discussão é primordial antes a gente chegar em 1988 que é um marco obviamente né da constituição ambos brasileira se a gente for olhar nem os mais de três séculos
de escravidão da sociedade brasileira que foi o último país brasil foi o último país das américas a abolir a escravidão e esse processo do pós abolição processo de industrialização do brasil em que a população negra não foi a população que assumiu os postos de trabalho nessas indústrias muito pelo contrário ea gente tem que falar nesse sentido do papel fundamental das mulheres negras na manutenção das famílias negras porque eram mulheres que saíram da condição de escravizá dadas e foram para a condição de empregadas domésticas é e não tem como a gente pensar o brasil sem discutir
essa relação direta entre escravismo trabalho doméstico e também não tem como não pensar na questão dos povos indígenas também foram apartados desse processo dito de desenvolvimento a sociedade brasileira não se pensar a questão do racismo quando a gente fala não é uma questão é que muitas vezes é interpretada como ainda vêm vocês de novo com essa conversa ativista chatos é porque isso é mimi né a gente escuta muito isso ou que é uma pauta meramente identitária né porque aí as pessoas brancas também esquecem que branquitude também há uma identidade e que masculinidade também é uma
identidade é é a gente pensar de fato que esse país ele foi construído na base da exploração de determinados grupos ea gente não pode esquecer quem foram esses grupos e foram os grupos negros indígenas e que depois acabaram não tendo nessa riqueza distribuída da forma como deveria então se hoje a gente tem um país extremamente violento para com a população negra a gente não pode perder a nossa perspectiva histórica e entender como é que se deu essa informação a gente não pode esquecer da lei de terras do brasil que realizou grandes latifundiários e não os
povos pobres desse país que determina muitos problemas de desigualdades que a gente tem hoje é muito importante o brasil conheceu o brasil nessa música do adb bank eu gosto muito que ele fala o brasil né inglesa não conhece o brasil é muito importante a gente conhecer esses diversos brasis que existem como que a população negra nesta formação do estado brasileiro foi apartada de direitos básicos inclusive na sua contribuição porque quando a gente vai contar a história do brasil a gente ainda tem que ficar relembrando que essa história formada por diversos povos né combatendo essa história
única é muito importante a gente lembrar que em 2018 é o ano de 130 anos da abolição da escravatura entender qual é a realidade dessa população hoje neste país é para depois pensar quais são os projectos que a gente precisa ter desenvolvimento e que esses projetos desenvolvimento necessariamente precisam levar como essencial e fundamental a pauta racial a falta de gênero a pauta enfim sexualidade porque somos diversos existem várias possibilidades de resistência mas o quanto que muitos desses seres humanos sequer foram alçados à condição de humano e não partilham deste bem comum então quando a gente
fala por exemplo que não é um tema específico ou necessariamente um tema que divide porque a sociedade já é dividida nessas o pressões estruturais de vida em sociedade e quando a gente nomeia isso e ver a importância de falar isso a gente justamente quer combater uma divisão que está posta a gente está dizendo que não é um tema específico tatá da maioria da população que falar dos direitos das mulheres não é um tema específico é um tema que precisa ser transversal às mais variadas políticas as mais variados projetos que a gente tem então um exemplo
é quando a gente melhora a vida de grupos vulneráveis quando a gente melhora o índice de desenvolvimento humano de grupos que são vulneráveis a gente está melhorando o índice movimento humano de um país de uma cidade de um todo é esse olhar que precisa mudar senão a gente continua achando que estão que tá falando de um assunto específico quando na verdade a gente está falando de um tema que estrutura a sociedade brasileira não penso que esse olhar é fundamental na hora que a gente pensa projetos distribuição de recursos e quando a gente pensa enfim quanto
organizações quais são os projectos que a gente vai apoiar enquanto os gestores e gestoras quais são os projetos que são importantes para a gente fazer sobretudo para grupos que muitas vezes no debate nacional acabam ficando invisibilizados então é pensar que um grande projeto nacional precisa necessariamente levar a pauta racial e de gênero como fundamental para o desenvolvimento do país 'nesse não a gente continua deixando uma grande parte dessa população a patada e muitas vezes porque a gente tem ainda um certo incômodo de falar sobre esse tema porque a gente foi fundada sobre esse mito da
democracia racial como o brasil não fosse racista enfim quando a gente sabe que pode não ter existido uma segregação legal mas que essa segregação ela se dá de variadas maneiras desde das instituições a hora da gente pensar a questão geográfica enfim então a gente de fato entender que isso não é um tema que não nos diz respeito e que só diz respeito à população negra por exemplo problema do racismo é um problema de todos e todas nós é um problema da sociedade brasileira e que precisa ser enfrentado por todos e todas nós né o problema
é que o dono do machismo é um problema que tem que ser enfrentado por homens e mulheres é da gente entender qual é a nossa responsabilidade enquanto o grupo que não faz parte daquele objeto de pressão qual é a nossa responsabilidade contribuir para uma sociedade mais justa nessa gente for fazer qualquer discussão e ficou olhando o relógio nervosa não quero falar há 20 anos mas se a gente for olhar qualquer discussão que a gente for fazer no brasil se a gente for falar de questão de tributos e impostos a gente não pode esquecer qual é
o grupo que mais sente o peso dos impostos no brasil são os grupos mais vulneráveis no caso das mulheres negras qualquer discussão que a gente vai fazer seja a economia seja de transporte seja direito à cidade essas questões de gênero e racial precisam ser transversais e perpassar todas essas discussões e não a gente só tratar como se fosse um assunto menor um assunto específico então acho que nessas primeiras falas iniciais eu queria muito chama a atenção é para que a gente tivesse esse olhar sobre a questão racial no brasil mas um olhar sincero um olhar
que a gente precisa enfrentar essas barreiras essas desigualdades que estão postas e não achar que é um problema do outro que é um problema menor não tome meses tente entender como é que se deu as bases da formação do estado brasileiro pra gente inclusive conhecer esse brasil profundo conhecer que existem vários brasis conhece saber que o fato de a gente ver uma sociedade extremamente desigual faz com que existam vários brasis em que as diferenças significam desigualdades nesse brasil porque a nossa luta é para que as diferenças não signifiquem desigualdades que ser diferente é e tudo
bem que bom o grande problema é quando as diferenças de significam desigualdades e qual é o nosso papel no enfrentamento dessas desigualdades mas aí se despedir de fato da defensiva desse papel muitas vezes é que as pessoas colocam como se se incomodasse com esse tema eu acho que é importante entender que essas narrativas de incômodo elas são importantíssimas para a transformação porque a gente só muda quando a gente se incomoda com uma realidade porque se a gente acha que está tudo bem a gente acha que não precisa que nada precisa ser feito então entender que
essas narrativas do incômodo incômodo é importante para a gente refletir sobre o tipo de sociedade que a gente quer é criar empatia de fato nem eu entendo a empatia meu tempo já acabou mas vou treinar é a empatia não como um sentimento que muitas vezes a gente acha que a empatia gente eu acordei empático como se tivesse acordado com uma gripe acho que é importante entender que a empatia é uma construção é um processo que leva tempo muitas vezes doloroso uma construção intelectual para entender a realidade daquele outro que quando entendo a realidade daquele outro
vou me responsabilizar para mudar a realidade daquele outro e aí eu vou entender que ele não é tão outra assim quanto imaginava que era porque ele partilha da mesma unidade do que eu