Acho que vou gravar tá acho que talvez uma uma primeira pergunta assim né você tava falando agora a pouco que você você tava dizendo que você percebe que tem muita mobilização muito articulação entre as pessoas e que as conquistas os ganhos que esse território teve tem muito a ver com isso né Eh eu tea perguntar se existiu algum momento na história do Bairro em que isso passou A acontecer ou se ess ou se você entende que sempre foi um território muito articulado Se isso foi um processo Não nunca foi um um um território muito articulado
e hoje a gente luta para poder mobilizar mais pessoas para esse processo né da luta pela garantia do direito e sempre houve uma sempre existiu né Há muitos anos existia uma associação de moradores com um grupo de moradores que faziam essas lutas Então temos figuras Como a Dona Glória né que é um ícone aqui no território é uma senhora agora tá com 80 e algumas coisas assim mas super engajada na luta social o antigo presidente da Sociedade Amigos do Jardim la pena o narinho né sempre muito mobilizado inclusive é ele que procura a fundação para
buscar ajuda né pro pro PR cá esse espaço aqui por exemplo era um espaço de de latão mesmo né então eram algumas eh algumas madeiras que eles levantavam como se Fossem colunas e vinha com os latões e cobria como se fosse telhado e num numa determinada chuva esse galpão ruil veio abaixo mesmo desabou e ele busca o apoio então da fundação Tid que entra com a reforma do espaço reforma não construção do espaço né que é o galpão que estamos aqui agora a gente começa a entender mais sobre mobilização sobre participação quando a gente começa
a ouvir falar na ideia louca de plano de ba que que é isso Plano diretor da cidade né e em 2017 então er ag gente Comunitária na época e o cometa era coordenador aqui no espaço ele procura as agentes comunitárias para falar sobre esse plano de bairro e precisava de um mapeamento desse território queem melhor do que agentes comunitários para mapear um território né e é nesse processo de apoio nesse mapeamento que a saúde se aproxima e eu tô nesse nesse grupo como a gente comunitária de saúde vou ficando Né e e a gente vai
então tentando convencer as pessoas de que vale a pena lutar pelas melhorias né que não adianta só ficar reclamando falando mal do governo e nada fazendo principalmente o bairro era tomado por espaços e pontos viciosos de de de lixo entulho sabe móvel velho a cada enchente era aquela desgrameira e a A ideia era essa quem jogou o lixo lá foi o Prefeito Não foi quem jogou Então quem tem que Limpar né então assim o carro coletor ele passa TR vezes na semana segunda qua e sexta a pessoa dormiu demais perdeu a hora não colocou o
seu lixo proet não tem dentro da caixa comprei um monte né E a gente vai trabalhando nisso como a gente Comunitária sempre trabalhando dentro das famílias e aí nesse processo do plano de bar a gente começa a entender o que é mobilização O que é essa participação Né e a gente começa a partir daí a partir desse plano de bairro que a gente começa a ver um movimento maior das famílias que é muito difícil e eu super entendo por como é que você vai falar pra Dona Maria que não tem o que comer hoje por
exemplo que mora num numa casa de material aproveitado na beira do rio que não tem um banheiro na casa dela que não tem um chuveiro que cozinha num fogãozinho de duas bocas ou ou cozinha Lenha vi para uma uma reunião discutir democracia a vir para uma reunião discutir projeto onde que cabe isso na vida da Dona Maria Dona Maria tá preocupada com que ela vai P na panela hoje para cozinhar pros filhos pros netos entende ela tá preocupada com agora com a necessidade que é urgente que é comer sobreviver então PR Dona Maria vir aqui
no galpão para discutir cidadania Não há razão né então a gente entendendo isso e trabalhando justamente Ol oit que a gente olha sujeito procura entender as potências e as fragilidades a gente precisa trabalhar com que tem de potência a fragilidade precisa ser trabalhada ela seja transformada o sujeito tem oferecer por onde a gente começa e aí eu faço a formação em serviço social concluo essa forma participo de um e essa mobilização essa conscientização na no território porque primeiro a gente Sensibiliza depois você mobiliza aí depois se articula não pode dizer que eu tenho um território
articulado se eu tenho pessoas que nem sensibilizadas não foram se eu não se eu tenho uma pessoa aqui para vir numa reunião é um parto Uhum Então essa pessoa não articula precisa ser mobilizada ainda sensibilizada né E a gente vai aí vivenciando os diversos diversos momentos né da sensibilização da mobilização para termos então moradores Articulados e nós já temos muitos moradores articulados que vem nesse processo de Formento n contínuo não pode cont não tem como fazer por etapas e você sabe que aquele que se afasta do processo por determinado momento ele volta fragilizado novamente parece
que tudo que ele ganhou sabe parece que se dissipou no período que ele parou de de de crescer né o processo então é uma coisa assim muito muito interessante éo mesmo e nós Estávamos falando do papel das mulheres né agora pouco tava te perguntando sobre isso eh e tem acho que o grupo das guardiãs que são lideranças que são figuras exemplares desse processo e eu ia te perguntar como que você vê a a figura das Mulheres nesse nesse processo de articulação de mobilização o papel delas no dia a dia até pensando já nesse lado do
cuidado né que a gente tá aqui por esse motivo né pensando em Cuidado pensando em Saúde Mental as mulheres que são sempre essas figuras né as cuidadoras aquelas que estão ali Como que você vê assim o papel delas a figura delas no no bairro como todo a gente tá falando de um bairro eh popular um bairro periférico né um bairro que a gente anda pelas ruas a gente vê muito a presença Negra né pessoas que realmente são numa condição Econômica mais vulnerável eu fico pensando que às vezes como em Outros bairros Provavelmente o lapena deve
ser um bairro onde as mulheres elas são muito ceios da família né são essas figuras importantes você sabe que a mobilização a participação nos processos eh aumentaram muito mais a partir das guardiãs não que não tivessem homens que participassem mas eram muito poucos o grupo O grupo era menor nós passamos a ter reuniões com mais de 100 pessoas participando isso é todo mês né Todo mês A última terça do mês acontece a reunião do plano de bairro última terça a última terça então assim semana que vem foi aconteceu semana aconteceu agora terça agora ess a
última terça foi foi a última foi a última terça Ai que pena nós tivemos um bate-papo com mulheres candidatas a vereadoras Ah foi bem legal mas é é uma reunião das guardianas ou uma reunião não do bairro plano de bairro é para o bairro todo as ordias tem a própria reunião Delas e aí assim não é que não existissem os homens mas eram poucos Quando essas meninas vem e elas vem nesse processo de aprendizado diversas formações por exemplo a Marle é responsável pelo eixo de política por quê que ela se destacou muito então ela fala
bem ela é articulada ela tem um ela tem uma uma fala sensata ela é ponderada ela pode ela consegue passear nos diversos espaços sem comprometer sabe ela é bem bem bem centralizada mesmo na Na na nas questões dela ela é muito firme Mas ela é ponderada mar é maravilhosa a por exemplo responde pelo e sustentabilidade é uma planta tu já viu e o trabalho ela faz com muito amor muito então assim a linha do cuidado no território Aumentou a linha do cuidado no território aumentou elas desenvolvem um trabalho uma linha de de um olhar sensível
para a para terceira idade os idosos então assim idosos que estão Acamados restritos ao lar então eles não acessam saúde eles não acessam a educação de forma nenhuma eles não acessam nada enfim família vai sabe o aquele que não serve mais só tá lá na cama quanto respirar Ok quandoo parar e elas vão lá então elas levam livros elas contam histórias infantis eu falei gente mas já deu vontade de perguntar mas só porque é idoso só historinha infantil João e Maria Será que ele não gostaria de ler algum livro Mas eu vou deixando elas por
enquanto e tentando se resolver para depois e dando ideias né que eles podem ler outras coisas né e e vão cuidando então elas visitam ela contam histórias elas se interam da da do quadro de saúde da dificuldade que tá tendo a el precisava minha receita tá atrasada a OBS não veio ninguém foi buscar temos três delas que são conselheiras gestoras porque agora Elas entenderam que precisam ocupar esses espaços né de de de discussão Espaços de de de de diálogo com com outros equipamentos Então temos três que são conselheiras gestoras da Saúde temos três que são
conselheiras gestoras da educação e ali Elas conseguem levar os problemas e conversar com com com a gestão do espaço e tentar trazer solução pro problema desse idoso a ela tem a horta vocês vão conhecer depois ela tem uma horta e ali ela planta alface principalmente e plantas medicinais E aí ela faz faz a cesta né De de do material orgânico dos legumes das hortaliças e ela leva para esses idosos então ela vai segurando esses idosos sustentando essa alimentação saudável então além dela cultivar ela ainda distribui ela distribui gratuitamente para esses idosos que é o alvo
principal dela né atendendo os idosos que ti ela direciona para outras famílias mas o alvo delas são os idosos tem a péssima alimentação na grande maioria o aposentadoria quem sustenta Toda a casa né então assim alimentação é precária Então ela olha muito pra alimentação desse idoso para tá né Elas fazem essa terapia vão conversam ficam uma hora com esse dois ela conversa conta história escuta eles n Nina entrega as hortaliças e vão para outra visita é efetivamente um trabalho de cuidado mesmo exercido por mulheres né então assim ó Teve um caso aqui eu lembro que
veio uma moça eu não lembro Qual Era qual era a instituição que ela trabalhava Não me recordo e ela veio para fazer uma entrevista com uma das guardiãs e foi a Julinda aí Ah vamos procurar um espaço no ório que seja bacana para você que signifique algo para você nós temos as Praças como eu falei foi feita em processo de mutirão num bairro que não tinha Praça foram pra praça Herminda durante a gravação houve uma confusão e aconteceu um feminicídio e esse feminicídio chocou Claro que chocou a profissional né que tava ali então não esperava
ver uma mulher morrer naquele momento em plena luz do dia 2 horas da tarde o cara naturalmente saiu com a faca na mão sanguentada deu 17 facadas parece na moderna na companheira e saiu assim tranquilo sentou na praça chamou o carro entrou no carro normal assim não precisou correr não se apavorou calmo e elas lá na praça E o cara lá na praça sentado no banco espera no carro V buscar ele mas n nas guardiães chocou muito que elas já vinham passado pelas formações sobre violência contra a mulher e aí agora aí começou um processo
assim mulher que apanhava ah essas meninas enlouqueciam era tudo em cima do camarada alugava casa mobila casa para tirar mulher daquela situação e eu gente vocês vão arum uma confusão porque tudo que acontece com guardiã a culpa é minha Viu se o negócio foi bom meu nome não aparece não mas se deu ruim a culpa é minha e os GES GES Tem que ir com calma olha vocês não são poder público tem outras formas de de apoiar né Tem vários outros encaminhamentos Mas elas negócio delas é tirar a mulher daquele espaço porque elas não aceitam
perder outra mulher nesse território por feminicídio e nessa nessa situação do feminicídio já existiam as guardiães existia mas ainda nesse processo de de Aprendizado a sabe e esse feminicídio chocou muito abalou muito mas também despertou mas eu entendo então que as guardiãs Elas começaram a ter este propósito a partir deste de apoio Total a qualquer mulher do território entendiam que só orientar não era suficiente elas precisavam criação precisavam fazer outras coisas e aí elas começaram a ter um pensamento assim ó se mexer com mulherer nesse território mexeu com todas as Mulheres né e elas são
assim ó a fulana de tal a guardiã tal tá com problema tal aí vai Aquele monte lá saber o que que tá acontecendo tipo você não tá sozinha né então o camarada quando ele vai arrumar alguma confusão ele vai saber que ali tem muitas mulheres por trás daquela Então isso diminuiu diminuiu sim né a gente parou de receber tantas questões de violência mas tem muito viu mas isso é assim qu tá vinculado a esse grupo que a gente Consegue saber porque tem casas que acontece a gente nem sabe a mulher tem medo de falar S
notific Exatamente são notificados já são Nantes pens que não são e elas se encorajaram de falarem das próprias violências que elas vivenciam sabe de falar verbalizar porque tem mulheres que você olha meu Deus eu não acredito que você porque ninguém sabe aparentemente é coisa linda o Relacionamento a família maravilhosa e aí quando elas se encorajam de começarem a falar e foi isso né inclusive elas até fizeram uma palestra na semana contra É acho que contra violência da mulher na subprefeitura Não lembro qual era o tema mas o tema era violência contra a mulher e elas
foram e elas falando sabe das violências que vi viam verbalizando Tinha alguns parentes de algumas lá que ficaram inclusive chocados também né não sabiam que a Mulher vivenciava tudo aquilo aí ela olha é muito difícil até falar hoje a gente consegue falar mas a gente não tem força Nem para falar porque nós temos vergonha do que a gente vive e porque a gente sempre pensa que a culpa é nossa porque o agressor ele faz questão de dizer que a culpa é nossa e a gente acaba acreditando então ter essa força de verbalizar as violências dá
também a possibilidade pensar em como sair delas os vários nóos que elas passaram a Falar então mulheres que não podiam estudar que o marido não deixar porque mulher que estuda trai o marido mulher que trabalha fora trai o marido sabe que que você vive fazendo lá nesse galpão Uhum você já tá dando para não sei quem você tá dando para não sei quem aí você tá tendo caso com não sei quem e você é isso e você é aquilo Fora as demais violências físicas e tudo mais né Uhum E aí teve uma que o sonho
dela era fazer faculdade tá fazendo faculdade fo olha Marido bateu foi o inferno dis que ia embora que não queria mais ela ela falou você pode fazer o que você quiser mas eu vou estudar sim pode ir embora Se você quiser e outra coisa Falar para você nunca mais você encosta mão em mim nunca mais você vai encostar mão em mim porque na hora que você encostar o dedo em mim eu vou chamar a polícia para você porque existe lei para isso chama Maria da Penha caso você não saiba e vou lhe dizer mais não
tem fiança seu dinheiro Não vai conseguir pagar sua liberdade vem e era uma pessoa que tinha condições assim para de pagar uma criança se fosse o casa por exemplo é o provedor da casa com muita condição ou pouca condição quem provê é ele então quem demanda do dinheiro é ele né ele acha que ele é o rei que é ele quem sustenta independente do quanto é ele ele é o poderoso porque ele tem ou muito ou pouco qu vem é ele ela não tem é na verdade a gente sabe que no Brasil O que mais
perpetua A violência é a dependência financeira da mulher da homem né infelizmente porque quando ela se emancipa financeiramente ela não continua naquele ciclo de violência né o que eu acho que entra nessa outra questão da da da Autonomia financeira delas assim né por isso que aquela hora eu te perguntei do F Chico se elas vendem se isso É um mecanismo de geração de renda ou se elas têm né entre elas alguma alguma espécie de de corporativo Ou de de associação enfim essa coisa da renda né do do emprego enfim se tem algo nesse sentido São
estimuladas todo momento a empreenderem a fazer da sua arte eh o seu ganhar pão né levar o sustenta para casa através da sua arte as que são muito lizadas acho que não consegue que a sua arte não é muito boa não sabe precificar aí Ah não me dá qualquer coisa sabe então quanto que é isso você sabe que é um algo que vale R 50 ah R 2 Só para eu tirar a linha Ah não é tanto só para cobrir não sei o que que eu comprei a tinta o pincel né mas elas são estimuladas
a a a isso a se interiorizando exatamente mas aqui são estimuladas a empreenderem Por exemplo essa essa Sueli todos os genteel todos os os eventos principalmente da rede nos nossos seminários Eu sempre peço as lembrancinhas para ela ó é tanto é 500 é 200 600 digo é Te vira quero x mulher faz a nota tá bom porque a gente precisa solicitar o pagamento me fala quanto que é E aí assim oão vai ofertando a mulher não sabe precificar vamos organizar um cursinho né para poder ela aprender a precificar Ah tá com dificuldade de fazer tal
coisa vamos chamar um profissional vai mentorar essa mulher vai ensinar essa mulher então todo o trabalho é feito para esse empoderamento Para esse fortalecimento para estimular esse essa essa empreendedora que tá sufocada dentro dela pelo medo agora Vânia tem o galpão tem as guardiãs mas tem os equipamentos de saúde na no território também mas nada disso né pelo que eu fui entendendo também D conta do da quantidade de questões que vão transbordando aí falando agora um Pouco Mais especificamente da Saúde Mental E aí eu queria te perguntar o que que você que que você vê
assim como as Demandas urgentes o que que mais delicado Qual a situação mais sensível que o território tá vivendo hoje em relação a isso olha vou falar uma coisa para você a gente nunca e eu mesmo trabalhando na saúde nunca tinha percebido a questão da Saúde Mental de uma forma tão gritante e tão clara como o que a pandemia trouxe então era mais ou menos isso depressão frescura A preguiça a falta de namorado ah sabe então era sempre nesse lugar e mesmo a saúde vou falar não D conta e também não tinha esse olhar sensível
então a mulher precisava do apoio ia lá passava com a enfermeira enfermeira não dava conta às vezes levava PR psicóloga da equipe multidisciplinar ela ficava ali minutos psicóloga não dava tempo a iniciar nenhuma conversa de se encorajar a falar Acabou então ia ficando então era assim Levado não era levado em conta com a pandemia a gente passou a perceber uma uma situação calamitosa de saúde mental e situações gravíssimas de que levam mulheres a suicídio a pensamentos de Alto extermínio né Não só mulheres homens também enxergar que as crianças também tem as questões de saúde mental
porque isso nem cabia na concepção do território uma criança com depressão uma criança com síndrome do pânico uma Criança que pensa em suicídio sabe não tinha lógica isso gente por saúde mental não foi projetado pras periferias saúde mental tá num outro lugar elitizado a vou fazer terapia Oi quem a dona Jose trabalha na fachina às vezes faz faxinas por dia vai para duas casas diferentes que não tem quem Olhe o filho que não tem nenhum companheiro que ajude que o filho é dependente químico sabe terapia que que é isso saúde mental nunca ouvi falar e
vou falar para vocês Quando a gente começou a buscar apoios PR as pessoas de saúde mental no território Você sabe qual era o maior desafio não era trazer o profissional de saúde mental para atender aqui era trazer a mulher que o olhar sempre começa pela mulher era trazer a mulher convencer a mulher que era importante para ela ela se ofendia quando você falava olha vai ter uma psicóloga lá no Galpão isso eu não sou eu não sou louca não sou doida você tá me chamando de doida agora você tá querendo dizer que eu sou doida
não sei o que não não preciso disso não vai você e será que ela tinha também né mas não compreendi o que era saúde mental você começava olha sabe quando você tá com dor de cabeça você toma o qu dor de cabeça ah eu tomo não sei o qu e quando você tá com febre você toma ah eu tomo não sei o qu mas a febre Tá afetando que lugar do seu corpo ai o corpo todo e quando a garganta do você Tom a não sei o qu aí Você entrava meu amor as emoções também
faz parte de você Saúde Mental é isso é você tá bem às vezes aconte alguma coisa com você que te entristeceu e que toma conta dos seus pensamentos e deixa você sempre triste e que às vezes você fica pensando porque que eu tô aqui porque que o senhor não me leva porque que Deus não me mata logo nessa Vida saúde mental a gente tem que cuidar da cabeça também igualzinho a gente cuida do corpo quando tá com febre né do pé quando você machuca igualzinho mas é muito também de de um lugar de não permitir
ter essa são tantas demandas que tem que dar conta que quando vai parar para essa para essa dor de cabeça que não é só uma dor de cabeça que tem outros significados eu vejo que muito da sobrecarga sobrecarga que vai Ultrapassando todos os outros poderes né no sentido de poder se fragilizar de poder entender que aquilo também ser cuidado porque ela qu cuidar da comida da escola você não pode ser fraca você tem que ser forte nesso Olha quando quando chega para mim Ah tá preciso saber veio uma vai ver muito chateada queria falar comigo
tava muito chateada não sei o que ela queria uma orientação era o qu pensão alimentícia tá bom que o filho dela tava preso aí Começou o filho dela tava preso que a pensão não era para ela era pra neta dela que o filho dela foi preso não sei onde mulher o menino caiu numa cada o menino hum quase 40 anos o menino caiu numa cilada mulher os amigos convenu o menino de levar droga para não sei onde ele foi pego o menino foi pego tá bom Aí o menino tava preso aí o outro tinha se
a polícia já tinha matado o era só orientação para pensão para Pensão aí o tava preso um menino tava preso outro Menino a polícia tinha marcado Aí ela começou na vida dela uhum Na verdade o que mais matava essa mulher não era um menino preso o sofrimento dessa mulher começava lá atrás quando ela era criança uma mulher preta ela era criança Aos 9 anos a mãe dela tinha vendido ela para um cara um vizinho lá um velho esse velho ela começa ele me levou a eu me lembro Ele me levou pra casa dele e ele
passou a noite abusando de mim ele me levava pro Chuveiro para tomar banho com ele lá ele e ela ia sabe chorou 3 horas eu fiquei com essa m 3 horas e ela vinha contando desde a infância ela carregava uma mágoa muito grande da mãe porque mesmo agora ela já casou teve os filhos dela esses menino aí um que a polícia matou e o outro que tava preso mas a mãe dela nunca pediu perdão para ela a mãe dela sempre tratou isso na maior naturalidade como se nada tivesse acontecido E aí de tudo que ela
Trazia do menino que morreu do menino que foi preso parece que o que mais prendia essa mulher no sofrimento era o fato de que até hoje a mãe nunca pediu perdão para ela que a mãe vendia as filhas e ela começou Aos 9 anos nessa situação de ser vendido uhum pela mãe prendida não mãe alugava né porque camarada devolvia no outro dia sabe exploração exploração sexual e o fato de ser a mãe e ela esperar um perdão da mãe até o dia de hoje uma Mulher com 35 anos de idade Então são essas questões de
saúde mental quando era que eu ia saber que isso aconteceu com essa pessoa para quem ela entender que aquilo era uma exploração sexual porque era vinha de uma figura de proteção uma figura de cuidado né bom se ela est fazendo todo esse movimento de repente até naturaliza como algo que sim eu tenho que fazer dessa maneira porque a minha mãe não uhum né Então até PR as pessoas nomearem Assim as violências que sofreram É também um processo uhum exatamente e a e essa pessoa especificamente desse caso ela não tem ela não tá em nenhum grupo
específico ela veio assim como uma demanda espontânea querer resolver uma questão é Uhum E E você acha que as demandas no geral chegam um pouco assim a pessoa vem ali Aquele caso ah Quero falar de uma coisa e a coisa ela vai se desdobrando uma mandou 30 recados para mim queria que eu fosse na casa Dela ela não queria vir falar comigo aqui ela precisa de uma visita domiciliar tá tá bom aí de tanta recado que ela deixou tanto recado que ela deixou eu falei meu Deus deixa eu ver o que que essa mulher tá
precisando que a correria não deixava né quando emia e tudo mais a gente estava com El outras questões mas era muito recado fui qual era a demanda dela o marido dela queria ir embora queria largar ela aí eu fiquei assim meu Deus e Mandaram me chamar para quê como que eu vou resolver o marido queria deixar a mulher né aí ela começou demorou muito com todos os problemas com o marido não sei o qu que ela falou assim porque às vezes Vânia eu não tenho para quem contar Então eu queria contar para você você pode
me ouvir falei posso pode contar mas você mas você tá apressada eu falei eu não saí só para te visitar Pode ficar à vontade ela começou Contando um monte de Coisa nada a ver e ela ia trazendo coisas e eu ainda ia cando motivo dentro de tudo aquilo que ela trazia que esse marido ia deixar ela mas eu não achava ainda uma razão plausível para isso eu ficava pensando na minha cabeça meu Deus acho esse H se engraçou com outra pessoa se apaixonou por alguém por aí e tá querendo deixar ela mas vamos lá ouv
Aí ela começou porque ele reclama muito assim porque eu não eu não eu não deixo ele me tocar às vezes ele quer fazer as Coisas fal assim às vezes ele quer fazer as coisas mas eu eu não consigo deixar ele me tocar eu falei mas Mulher tu tem uma filha tu tá casada com esse homem é tanto tempo e como que você não consegue se relacionar com teu marido teu marido Ele quer te tocar Qual o problema do teu marido te tocar porque to quando ele me toca de certas formas aí eu eu já assim
como se fosse outra pessoa me tocando aí começou a contar e quando ela era criança o Tio passava na casa dela que era lá no no no sertão lá não sei onde lá do Pernambuco pegava ela na escola na casa dos pais porque era era o tio os PIS super confiava colocava ela na bicicleta e levava ela pra escola que ficava bem longe no meio do caminho Ele parava a bicicleta e abava dela todos os dias todos os dias todos os dias todos os dias todos os dias e aí quando o marido ia tocar nela
remetia ao toque do tio e ela não suportava aquele toque só que Ela não podia dizer isso pro marido ela nunca contou isso pro pai nem ela não podia contar para ninguém ela morria ali sozinha ela não suportava o toque do marido porque remetia ao toque do do abusador fui falei final BS conversei pedi PR collega da equipe Mult ouvi ela tal caminhar poder né não era da minha competência agendou uma consulta ela foi 20 minutos era foi a consulta dela aí quando acabou passou uns dias aí eu fui perguntar e aí como que foi
lá ela Falou não sei mas ela agendou você de novo não ela falou assim quando eu quisesse eu voltasse voltasse mas por Como assim não porque assim eu não consegui falar e eu chorei tempo todo mas eu não conseguia falar nada para ela aí ela falou assim para mim então tá bom no dia que você conseguir falar você volta até hoje Uhum Então uhum sabe a gente não sabe o que que tá atravessando essas mulheres não é só quantas violências atravessam o quanto que elas Não conseguem falar o quanto que traz vergonha como que ela
fala agora depois de grande que ela era abusada na infância sabe então são muitas dores e tem um monte uma explosão desses casos dessas situação que não necessariamente aparecem quando se oferta a escuta psicológica aqui no galpão quer dizer pode a gente pode falar tá agora vamos atender e ninguém aparecer Porque tem uma série de estigmas aí envolvidos também então eu Tô entendendo que por um lado tem uma demanda enorme tem uma série de questões graves de saúde mental Mas por outro lado a ver oferecendo atendimento tem que ser a gente tem que buscar pensar
estratégias de aproximação que ajude elas a se sentirem mais familiarizadas seguras confiantes para que em algum momento elas comecem a falar sem necessariamente estarem sei lá em Psicoterapia E aí uma coisa assim que a gente sempre vai vai conversando é que as relações são afetivas então elas tem muito dessa afetividade né quando a gente vai apresentar alguém a gente sempre traz a pessoa para um nível de de amizade que nunca nem teve na vida te conheci agora mas ah apresentar amiga que o amigo do meu amigo é meu amigo não é porque as mulheres eram
assim a gente Principalmente quando quando as Psicólogas eram brancas e mais chipes né Uhum não dava nada ali nada a ma já começa a dar isada né não dava nada ali porque elas e não ficava nem uns 20 minutos que era para ficar quando dava C sai eu digo Ox que que aconteceu que já foi ah já já já Ah não V nada aquela mulher sei lá não vai me entender não sei lá mulher estranha não sei o que eu disha como a mulher era branca ou era muito chique sabe Então já não dava certo
mas tinham duas aí que eram maravilhosas a a Patrícia e a e a Mar maravilhosa vincularam maravilhosamente foi meu Deus meu Deus eu ten que ser uma pessoa preta gente para cá alguém que sabe queum que ela possa olhar e dizer se reconhecer na pessoa gerar o vínculo de confiança branqueando não deu muito certo não deu certo então tem mais essa a chique não e se viesse chique demais Era pior porque temos que vem bem bonita né com salto alto e tudo mais aquelas coisas tipo eu acho que tem dois pontos assim disso De que
a b traz estar Chic porque o grupo que que tá vendo hoje são meninas brancas né classe média alta pelo que a gente percebe Mas elas chegam aqui de Havaianas Hum e aí eu acho que isso também é um problema Demis né ver o desrespeito exato porque não sei que que que que você você tá achando né exato que que você quer representar PR essas pessoas entendeu aí aí eu também acho que sabe sim são dois extremos né Precisa as pessoas sabem reconhecer quando elas estão sendo desrespeitadas quando você chega na casa de alguém de
qualquer jeito Isso quer dizer alguma coisa É eu acho que tem um eu cheguei ela chamava de potoque potoque potoque poto era assim que ela diz ai V potoque potoque dizer potoque potoque ela é potoque potoque salto Como assim potoque potoque é escuta quando Ela chega Você já conhece o sapato faz assim ó potoque potoque potoque aí diz meu Deus gente eu amo salto a Conceição vocês não usa salto não mas enfim né Sim e eu acabei de chegar né a Ana sabe um pouquinho comecei aqui em fevereiro então tô me conhecendo alguma já conheci
o território Eu já trabalhei aqui em outro serviço mas aqui na Fundação cheguei em fevereiro e faz um ano é e trabalho faz um ano e e o que eu assim a sensação que eu Tenho porque a gente tem muito desse discurso né fazer com a comunidade com a comunidade mas o que se tante a saúde mental eu senti que não não não seguia esse processo tinha até um propósito mas acho que na prática isso não se deu assim muito pelo que a gente foi ouvindo muito que euo muito com a Vânia né porque a
Vânia já tá aqui há mais tempo e essa sensação que eu tenho sabe que pra gente falar de saúde mental com essas mulheres a gente não precisa criar Um grupo terapêutico vamos fazer qualquer outra coisa que a saúde mental vai aparecer não precisa est dentro desse quadro exatamente Porque elas precisam priorizar outras coisas Aliás hoje Mauri a gente conhecendo o galpão a gente ouviu da Vânia uma série de iniciativas do galpão e eu vou te falar que o tempo todo eu fiquei pensando que tudo tudo o que ela me contou é saúde mental ela não
me falou nada sobre salinha de atendimento psicológico aqui Não ela não falou disso mas ela falou de um monte de coisa que é saúde mental isso muito na culinária que é onde eu mais acompanho né todos os grupos que tem de culinária eu tô sempre acompanhando E aí eu vejo na própria prática Mas como isso também Chega Para mim Nossa foi muito bom aquele curso me fez bem eu precisava est nesse espaço que eu até falei pro Marcelo coordenador né a gente fez um escreveu um projeto pro selo de direitos humanos e aí eu fui
Falar da culinária né Aí a ele ai lá ve a psicóloga falando de saúde mental falei o que que você acha que acontece ali porque exatamente isso ali é um espaço de saúde mental entendeu essas mulheres tem mulheres que falam ah eu tô em casa tava depressiva e e eu vi na culinária na cozinha uma forma de me sentir útil de reificado de conhecer outras pessoas Então é saúde mental Só que eu acho que o que a gente primeiro que acho que a gente não tem Esse olhar assim quantro instituição não se tem esse olhar
tá E e aí acho que é importante até a gente talvez organizar isso não sei como que a gente pode fazer isso dessa forma mas eu percebo isso assim que isso vai aparecendo de outras formas por exemplo Fuxico não tem uma psicóloga aqui mediando para ser um grupo terapeutico sim mas é um grupo teraputico é um grupo terapêutico e funciona muito bem Entendeu o grupo com as crianças não tem Uma p lá mediando para bonitinho e é um grupo terapêutico que tem muito coisa aí eu acho não desculpa até porque é é muito difícil para
muitas pessoas pensando né no território no gênero que tá falando de sentar na frente de uma outra pessoa toque po toque e colocar as questões L uhum né então se você tá aí dentro do do ambiente que ele está familiarizada com a atividade que dá prazer ela vai trazendo muito dos dos des dobramento dela dos recursos que ela Tem ou não muito ali avaliado nos grupos né Eu acho que e tem uma questão também que essa fragilidade aparece no discurso de outra forma né Por exemplo no fuxa não não aparece eu frente de uma psicóloga
falando o quanto eu preciso de cuidado aparece numa conversa descontraída onde eu coloco minhas questões mas não necessariamente eu estou nesse lugar de fragilidade que eu preciso de alguém pelo contr uhum uhum É alguém comum Sabe tem esse Compartilhamento do que é comum é eu acho que o que vocês estão contando pra gente é uma coisa muito importante da gente avaliar eh assim pensando lá na frente na estratégia de ação porque assim vocês estão contando que a gente Primeiro as pessoas que vão ouvir elas eh não necessariamente precisam se apresentar nesse lugar Eu acho que
isso é uma coisa importante assim eu e a Camila ou outra pessoa você a Vânia entendeu a gente tá aqui Circulando a gente foi lá conhecer as plantas começando conversar PR conversa lá já saiu um monte de coisa então assim sabe é uma coisa despretensiosa não criar distância né para não criar distância ela é despretenciosa e ela é uma coisa assim estamos aqui estamos aqui e as coisas elas vão chegando elas vão acontecendo Eu acho que isso é um elemento importante outro elemento importante assim é a gente desconfigurar esse Cenário na cabeça das pessoas de
que ai aí eu tenho que ir pra terapia e aí tem uma salinha E aí tem um lugar que eu sento E aí tem uma pessoa que fica na minha frente sabe a gente tem queas tirar um pouco isso sabe é d uma uma desconfigurada nisso que a gente chama de setting terapêutico e finalmente entender de uma vez por todas que terapêutico não é o s sabe terapêutico é a gente ficar conversando sobre a planta lá como a Gente tava falando porque dali a pessoa já Puxa um outro assunto já Puxa não sei mais o
que já Puxa não sei mais o que já começa contar porque que ela tá angustiada e e assim não é o fato de que na aquele não é o o stim tradicional que vai tirar a função terapêutica daquela conversa funcionalidade né Eu acho que o mais importante pra gente aqui é a gente tentar entender a partir das demandas delas o que para elas parece ser mais fácil de chegar sabe assim o que que de Que forma que elas se sentem mais à vontade de se apresentar de chegar Ah é pelo pelo artesanato Ah é pelo
Fuxico Ah é pelas plantas é pela culinária O que que tá no universo dela que ela já faz todos os dias que para ela tá num lugar muito tranquilo e confortável que ela poderia fazer tranquilamente amanhã se a gente convidar porque de repente se a gente fala para ela eh convida ela para um cenário que para ela é completamente estranho diferente que ela Nunca Experimentou na vida até eu falaria Ai acho melhor não a acho que não vou não porque né que coisa estranha isso então acho que é a gente realmente tentar assim primeiro entender
muito e e ouvir muito para para perceber o que que para elas tá no dia dia assim essa mulher que chega pra Vânia e que diz sabe quero conversar com você sobre a questão da pensão alimentícia só o fato dela ter feito esse movimento Primeiro ela já viu na Vânia uma pessoa que tinha ali um um Ouvido que podia escutar o que ela tinha para falar porque senão ela não não ia né fazer esse esse movimento ali de aproximação então é a gente entender né De que forma que a gente também pode se colocar é
à disposição das pessoas aberta quando ela te pergunta achei bonito isso né qu ela te pergunta você tem tempo Às vezes a gente passa uma imagem de que a gente tá correndo e as pessoas não vão falar da infância dela se você tem 20 minutos para me ouvir Sabe nem começa a falar a acabou o tempo Nem começa a falar Então como que eu vou te contar a minha vida não tô aqui tô livre pode pode falar acho que faz diferença isso que é o que eu falo meu amor sabe porque eu amo trabalhar aqui
no Galão porque eu não tenho hora para nada me Tá eu já tô indo é digga aqui o tempo que você precisar pode ficar lá 3 horas mas era que ela precisava naquele momento né então não adianta você oferecer 30 só precisa de 1 hora 30 Minutos 1 hora 3 horas não adianta e e e é um tempo mesmo considerável né lembro de um atendimento que foi feito era uma a mulher trans foi a única que a gente recebeu não continuou e o primeiro dia que ela veio que é é uma mulher preta e a
a profissional era Branca demorou muito o atendimento saiu que que aconteceu ai não me chama mais por você tava precisando tanto você Me pediu PR encaixar você encaixa me pediu PR encaixar você que tava precisando muito o que que aconteceu ela não tem condições de me ouvir Como assim que ela não tem condições de te ouvir é profissional ela tem condições sim de te ouvir não ela não tem olha para mim e olha para ela que que ela vai entender do que eu tenho para falar para ela ela nunca viveu nada do que eu vivi
aonde que ela vai me Entender quando você tiver alguém que consiga me entender tu me avise dizer a pessoa o próprio avaliou que a profissional não teria condições de atendê-lo porque era mulheris branca de classe média não rolou sim eu queria muito ter ajudado essa pessoa muito mesmo então assim qual o perfil também do território Né profissional é esse que vai consegir vincular de Fato né É se eu fosse escolher com quem se eu sou uma mulher preta aí eu vou passar em algum atendimento ten uma profissional branca e tenho uma profissional preta eu vou
com quem Uhum onde que quem me representa mais né então acho que isso também e uma coisa que a gente sempre fala bastante é a comunicação como que eu me comunico com essa pessoa né que era uma questão Também muito grave no começo é eu tou imaginando a linguagem que que elas usavam assim n termo técnico era bobagem era E aí eu comecei gente tem uma questão aí na comunicação que não tá funcionando porque a gente traz as mulheres que vem né todo mundo e quando começava sabe só profissional top gente sabe Fulano não sei
o qu aquele daqui a pouco como é maravilhoso e aí daqui a pouco Gente mas que você tá indo embora Ah não sei lá falou um negócio lá eu não sei não sei não falou um negócio ali não sei n que que a pessoa tá falando eu vou PR casa falei mas que negócio que ele falou ah não sei não sei nem falar e vários ir embora sim porque não sabia o que que ah falou um negócio lá é um negócio que tanto negócio esse que esse povo fala gente eu preciso ouvir porque eu sempre
fico na recepção fico aqui no portãozinho eu faço questão de Receber um por um com abraço que alegria que bom que você veio ai que alegria que você veio tal um abraço para cá abço para p lá tal su do abraço Néa de abraçara um abraço o outro que alegria que você veio que legal T ai muito importante sua presença ai Muito obrigado precisava tanto de você hoje Que legal que você veio R tando PR dentro não fico lá na palestra mas eu comecei a observar também que com a alegria que voltava era a tristeza
que Saía porque eu não entendia nada do que tava acontecendo porque o o o o repertório da pessoa é limitado a gente lida com mulheres de baix colação aí o profissional top e legal que ele é top mas a linguagem técnica o top Como sabe fic imaginando né qu seu top todo aí ó que legal lá em Perdizes não eu fico imaginando como que se dá isso no processo terapêutico né você fazendo um atendimento que o seu lugar tá de escuta você falando termos Técnicos eu não não consegi entender essa Eu também Será que tá
escutando realmente não tem olhar pra pessoa dizer assim bom vamos pensar nos processos então aí na cabeça de quem que processo é is tá diz meu Deus tô preocupada v v ser processar imagino sabe então gente que linguagem e aí assim a gente sempre fala quando qualquer evento que a gente vai fazer que vai chamar a comunidade já fala essa olha vamos usar palavras simples né para que todo mundo entenda Deixar todo mundo ali na precisa ser dito de Tod mundo na mesma não precisa de Não precisa assim simples palestra que que ass Oi meu
amor vem aqui meu amor oxe Mulher tu tá fazendo o que aí aqui é assim funciona Eu comunico assim porque se eu falar bonito Elas começam oxe que frescura é essa por que tu tá falando assim só quer ser rica não só quer ser rica eu digo Ah quer dizer que eu estudei não posso nem falar bonito mais não é mas só quer ser rica Fala Direito qu ser rica Fala direito ai o meu direito é esse aí sim com muito respeito eu digo Olha a gente tem que tomar cuidado eu chamo o bicho venta
e para elas é carinho Vai tu chamar ela de ver nojenta que tu arrumo uma treta Dan nada então sabe mas eu tô no território gente todo dia né ma tô no território eu tô na casa conheço o pai a mãe o filho o sobrinho eu sei quant tá quando brigou com o marido quando não sei o quê quando tá em estou Em Águas hoje estou em Águas hoje tá V nojenta cachaceira no custo não vai né tá bom tudo bem eu falar aí outra pessoa vai falar já dá o mundo F profissão então que
linguagem é essa que esse território fala né como que a gente comunica com esse Território que você cative a pessoa e consiga desenvolver o trabalho tem muitos projetos lindos e maravilhosos mas não há engajamento no processo no Projeto muitas vezes por conta disso quem primeiro quem vem quem chega para trazer o projeto e como a pessoa comunica então aí já tem uns entraves nessa questão da comunicação mas quando a comunicação é boa que elas conseguem entender elas TM vontade de aprender e elas ficam elas ficam e vão até o fim Olha eu tava não sei
o que mas eu cheguei viu eu vou chegar atrasada mas eu vou tá tá ou então ai mulher Eu nem ia mais mas Gostou tanto da professora que ela não se sabe é uma traição não vi na aula professora tá lá esperando ela tudo é professora viu todo mundo é professor ai minha professora Ah não não não posso não deixar minha professora não eu nem vim tá com dor de cabeça mas eu tomei um remédio e vim que não posso deixar minha professora todo mundo é professor não se tá certo muito bem a professora tá
esperando Mas é isso é achar a comunicação Correta Que cativa a pessoa que traz a pessoa para você primeir Uhum eu já sei quando o negócio é muito grande aí Eu começo falando de mim tu sabe que eu moro aqui né Ah tu moro moro ali na mariazin Sabe aquela rua que quando chove muito alarga é lá também Opa Eu também passo alargamento Eu também moro aqui no território Então vamos lá já sou amiguinha aí vou contando da minha vida das dificuldades da escola de quando eu trabalhava no po Temir saúde nana nina estudava que
eu cuidei dos meus filhos sozinho aí tu pensa trabalhar estudar com três meninos já vou dizendo que tudo é muito difícil uhum porque eu já sei que ela vai trazer muita dificuldade para mim mas o difícil não pode não posso deixar na desculpa do não fazer aí já vou trazendo a muita dificuldade da minha vida para ela e É É aí n vou lá a quando aí quando eu termina a minha fala legal já sabe somos estamos aqui ó eu e tu mesmo barco uhum Agora é tua vez de contar ela já tá ela já
sai distribuindo o mundo aí agora vamos pensar juntas porque a decisão é tua tô aqui só para te ajudar que que você acha e assim o que que você acha se a gente só vai ajudando esse pensamento mas que que você pensou Como que você quer fazer mas que como que você pensa o que que você acha que a gente pode fazer aí ela vai dendo todas as ideias dela você vai aproveitando tudo Ai que Legal e se a gente também fizer isso daqui você acha e se encaminhar para tal lugar seria ela vai concordando
trazer ela para o processo de decisão também uhum solução do problema dela porque se eu disser tá bom mulher vou mandar tu para x lugar x lugar e x lugar eu tô te mandando eu não eu não o que que você acha o que que você quer mas o que que você acha que eu posso fazer para te ajudar como que você Espera que eu te ajude teve uma que queria que eu pagasse o aluguel dela eu disse posso te orientar sobre o aluguel social da prefeitura tudo mas pagar o aluguel a gente não paga
aluguel não querid disse então da forma que eu posso te ajudar tu não quer e a forma que tu quer eu não posso como que a gente resolve isso né porque senão ia virar aqui minha filha ela aqui é mais um saquinho não Faltou só um papel sério só um papelzinho gente da reunião me esperando eu consegui fazer a fita ali render deu para todos Dani a minha sacolinha tá lá no no na adm sabe ali onde eu coloco papelzinho tá lá fuça lá am deve ter um papelzinho lá se não tiver eu vou ter
que comprar aquele homem nem por favor Dani oh meu Deus eu achei que eu tinha comprado a mais meu pé muita coisa E aí assim gente eu não sei eu falo sempre PR quando ma chegou falei Ma eu nem sei o que que eu faço aqui ma Porque foi assim ó nunca tinha trabalhado em lugar nenhum ponto final eu era ag gente comunitária de saúde Ok por conta da formação vim pro processo seletivo aqui passei que eu nem acreditei que teria passado e aí assim eu compreendo nas mulheres muitas resistências porque quando eu fui convidada
a participar do processo eu não me vi neste lugar hum não era um lugar para mim porque era a fundação Deubo eu imaginava trabalhar em qualquer lugar Cris e fui pensando várias vários lugares mas não a fundação porque é a Fundação Mas pela insistência da andr Lissa E aí eu sempre repito isso porque foi algo muito importante para mim quando eu não acreditei em mim ela acreditava Não amiga você consegue vai mas tenta Olha você vai aprender nem que seja com um processo para você ver como que é não sei o qu eu dizer não
ela acreditava mais em mim do que eu mes Então eu sei que é isso que a gente vivencia com as mulheres também em em vulnerabilidade que era um lugar que estava também né de de não acreditar em si em si mesmas né mas precisa de alguém que Acredite inclusive por que não não acredita em si mesma também acha que o espaço de cuidado não é um espaço para ela é um espaço para alguém né que tem muito valor para ser cuidada e eu não tenho todo esse valor para ser cuidada né para gastar o temp
de alguém comigo Investimento né sabe então sempre eu olho sempre pro pro território Também com esse olhar de afeto de saber que também tava ali eu encontrei alguém que me colocasse aqui por insistência que foi Andre elissa então assim eu eu particularmente eu me recuso a desistir de alguém então eu faço absolutamente tudo que estiver ao meu alcance até esgotar as minhas possibilidades porque daí já quando encerra-se tudo não tem mais o que se fazer A você vje a que você conheceu a meu Deus se tivesse conhecido essas mulheres só que são outras mulheres hoje
precisa encontrar pessoas que acreditem pessoas que Ouçam que apoiem que incentive porque a gente não tem isso no território o que que sobra para nós para nós o nosso lugar principalmente de mulher preta né e eu com agravante de ser nordestina porque a gente também sofre a exclusão por ser nordestina Também a forma que você fala excludente sabe o teu endereço excludente então e eh são muitas coisas são muito são são muitos preconceitos que a gente tem que enfrentar Então a gente vai ficando mesmo nesse lugar inferiorizado que nos é aguardado o quê ser diarista
não tô diminuindo nenhuma profissão Mas é isso a mulher preta periférica ela serve para limpar o banheiro para cozinhar pro Rico para cuidar da casa do rico para ser babado do filho do rico mas para ser Babado não pode ser qualquer preta não viu tem que ser uma preta jeitosinha porque qualquer preta não serve também nem para ser babado filho do rico ela tem que saber pelo menos ler e escrever ainda tem essa sabe então é isso são mulheres que só servem para procriar qualquer espécie de violência é é é investida contra um corpo preto
tá tudo bem uhum a indignação com a um corpo branco que cai é diferente da indignação com o corpo preto que cai Tudo isso a gente vivencia dentro do território e acompanha entendeu então assim entender esse território e e entender essas portas de entrada pra vida dessas mulheres que tem esses enfrentamentos é muito importante para ajudar elas porque senão elas vão manter a porta trancada e por mais que a gente queira não vai conseguir entrar e não vamos conseguir ajudar então eu acho que essa conversa eu acho muito bacana acho que fo e tentar entender
esses processos Esse território como que se dá essas relações para ter a estratégia certa da abordagem é fundamental para sucesso do trabalho e precisa muito dar certo sim porque que precisa tem muitas mulheres aqui que precisam desse desse apoio precisa meninas eu vou ter que na outra reunião ali que já vieram ali na janelinha duas vezes tô vendo estão te chamando e assim não sei se consigo contribuir muito mas ainda que eu t disposição a gente também qualquer Coisa pode chamar manda Zap sinal de fumaça a gente tá disposição tá bom combinado e se vocês
terminando ali se ainda estiverem por aqui a gente faz o senão pró semana que vem ou em outra outro e precisam ir na na casa das guardiã sim sim Queria muito ir lá queria muito também conhecer a parte que você você chamando do baixo na Pena vão amar vão amar eu gosto de Eu gosto de trabalhar com aquilo que Ninguém mais quer porque o que todo mundo quer da Briga não é é uma disputa danada todo mundo quer aquilo ali as pessoas brigam eu fico com que ninguém eu prefiro que ninguém quer porque não tem
disputa não tem briga e aquilo que todo mundo acha que não dá certo e quando dá certo aí teu trabalho aparece entendeu ali onde não tem nenhuma expectativa uhum o baixo la pena é esse lugar entendeu baixo la pena é esse lugar Ninguém quer eu quero e se a gente conseguir minimamente transformar a vida de uma mulher que seja já valeu todo o trabalho todo o empenho todo todas as horas de discussão de trabalho né É isso mesmo acompanha o mapa do do desenvolvimento emocional dessa mulher sócioemocional né que ela precisa crescer em outras áreas
também né sair da linha da pobreza virar assim sei lá uma Palestrante F as meninas ganhar um edital em segundo lugar nég obrigada então ma diga o que que você acha que a gente precisa saber que que você que tá aqui já tem um tempo né tá aí uns meses trabalhando a gente conversou bastante eu e a Mauri mas quero que a k escute também assim o que que você acha que é imprescindível que a Gente saiba sobre sobre esses Passos essas mulheres Ah eu acho que a vanel trouxe bastante coisa assim e eu acho
que tem ess a gente precisa desse cuidado né de cuidar de que cuida né bem redundante mas assim ess se olhar para quem para quem faz essas escutas né porque acho que por exemplo a Malu a Malu ela e agora que eu cheguei acho que ainda Tem um compartilhamento mas antes acho que era uma sobrecarga de lidar com tudo aquilo de ouvir tudo aquilo e é isso são pessoas do território ela também é daqui então não é uma conversa que fica aqui mas que vai para casa enfim e eu acho que isso também é atravessado
pelas guardiãs né então tenho essa que que são no mesmo lugar assim sabe de ouvir essas questões e por outro lado também e o último encontro da territóri CL foi Aqui as guardiã vieram para cá eu acho que tem uma urgência acho que do trabalho comunitário que é essa uma formação né porque acho que quem é do território já vem com muito conheci da sua Pria vida da Su mas tem algumas questões que é importante trazer sabe até essa pessoa também não sofra né Então como que eu como que eu coloco esse limite ass do
que que é meu que que é do outro quando Isso me atravessa né o que que eu faço com isso como que eu posso encaminhar isso E aí você tá pensando mais no trabalho que as