Olá, moçada! Tudo bem? Bom dia!
Sejam bem-vindos de volta a mais uma meditação estoica. Hoje, dia 11 de fevereiro, com uma reflexão de Sêneca, intitulada "Herói ou Nero. Você é um herói ou você é um Nero da vida?
" Ah, essa meditação de Sêneca foi extraída das suas "Cartas Morais" e, antes de passar a ela, sempre aquele lembrete muito especial para que vocês não deixem de seguir o canal, curtir os vídeos e compartilhar os vídeos lá no grupo da família. Isso ajuda demais! Tem muita pessoa que chega assim: "Ah, eu vi essa meditação no grupo da família e vim aqui seguir porque achei muito legal".
Enfim, agradeço a todos que tiram esse tempinho mínimo para ajudar o projeto das meditações diárias. Vamos à CCA. Nossa alma às vezes é um rei, outras vezes a nossa alma é um tirano.
Um rei cuidando do que é honroso, protege a boa saúde do corpo e não lhe dá nenhuma ordem vulgar ou sórdida. Mas uma alma descontrolada, alimentada pelo desejo, mimada, é transformada de rei naquilo que é mais temido e detestado. Que meditação boa é essa!
A sua alma é para você um rei ou um tirano? Que tipo de comando a sua alma dá a você? O comando de um rei, relativo ao que é honroso, ao que protege a boa saúde do corpo, sem ordens vulgares, sórdidas, baixas, ou a sua alma é aquele tirano que fica o tempo inteiro te impulsionando para caprichos, emoções, raiva?
A gente fez agora há pouco, acho que ontem ou antes de ontem, uma meditação sobre raiva e desprezo. Sua alma te leva para onde exatamente? Os comentadores dizem há aquela máxima de que o poder corrompe.
À primeira vista, é verdade. Nero, que foi pupilo de Sêneca, autor dessa meditação, com sua sequência de crimes e assassinatos, é um exemplo perfeito. Outro imperador, Domiciano, baniu arbitrariamente todos os filósofos de Roma, e Epicteto foi obrigado a fugir por causa disso.
Quantas notícias nós não temos de reis que se tornaram ditadores, tiranos, por se deixarem levar por emoções, por se deixarem levar por caprichos, por se deixarem levar por medo? Nossa, a gente tem uma meditação aqui para trás sobre medo, lembra disso? Que o medo ele acaba se autorizando na medida em que você começa a ser controlado por ele.
Então, assim, eu tenho medo de ser traído por alguém. Aí eu começo uma hipervigilância com relação a essa pessoa, eu começo a sufocar essa pessoa, porque na verdade o medo de ser traído é porque eu não quero perder essa pessoa. Então eu fico atrás, correndo desesperado, e essa pessoa começa a se afastar de mim exatamente por, movido pelo medo, eu acabo provocando o efeito que eu mais queria evitar: perdê-la.
E assim com tantas outras coisas na vida. Muitos dos imperadores de Roma foram tiranos. Contudo, não muitos anos depois, Epicteto se tornaria amigo íntimo de outro imperador, o imperador Adriano, que ajudaria Marco Aurélio a entrar ao trono, um dos mais verdadeiros exemplos de um sábio rei filósofo.
Portanto, não é tão claro que o poder sempre corrompa. Óbvio que não! O poder é sempre algo que corrompe o sujeito em hipótese alguma.
Em hipótese alguma depende da motivação, depende da natureza mais íntima do sujeito que detém o poder. Nós tivemos exemplos na história também, por outro lado, de pessoas que fizeram extraordinário uso do poder para o melhor, que souberam guiar civilizações, países, regiões do mundo. Mas especialmente souberam se determinar da melhor maneira possível.
De fato, parece que a questão se resume sobre muitos aspectos à força interior e à autoconsciência de indivíduos. O que eles valem? Que desejos controlam?
É muito sobre isso: que impulsos eu sou capaz de controlar? E é difícil isso! Fosse fácil, a gente não estaria aqui.
É muito difícil controlar impulsos. É muito difícil controlar sentimentos. Se sua compreensão de equidade e justiça se contrapõe às tentativas de desculpas, às tentações de riqueza e deferência ilimitadas, gente vaidosa, porque você não se.
. . Se você não disse o quanto eu sou maravilhoso!
E essa com o poder destrói. Agora, quem tem o poder e tem uma consciência de que esse poder pode ser utilizado para o melhor e que o melhor frequentemente vai confrontar vaidades pessoais, inclinações, emoções, sentimentos, caprichos, o mesmo se aplica a você, tanto pessoal quanto profissionalmente. Tirano ou rei, herói ou Nero: qual você será?
E é muito bom ver as pessoas se revelando quando absorvem uma certa quantidade de poder. É muito bom ver as pessoas se revelando. Sabe aquele sujeito que, porque ele tinha 5.
000 seguidores na rede social, ele era afável, respondia às suas mensagens, conversava com você, trocava ideia? Agora que ele tem 500. 000 seguidores, parece que é a reencarnação do Michael Jackson.
Assim, não posso, não preciso de seguranças. Não, você para chegar a mim precisa das chaves da Matrix, porque eu sou tão especial! Olha o número de seguidores que eu tenho nas redes sociais.
É muito interessante ver o modo como essas pessoas. . .
Porque essa pessoa, na hora que você espreme, você vê o caldo de nada saindo, assim, de medo, das emoções mais vis, da insegurança. É uma gente insegura que está sempre precisando de um tapinha no ombro para mostrar que é alguém. Desse daí você tem que fugir!
Esse é perigoso. Agora, aquele cara que está sempre por ali, que basicamente não mudou, porque ele não é filho de capricho, ele é filho de prudência, ele é filho de racionalidade, e você pode introjetar poder nele à vontade que ele há de fazer o bem não só para ele, mas para todos que estão ao seu redor. E você, que tipo de pessoa você tem sido?
É uma baita reflexão. Beijo para vocês! Até amanhã, a gente se encontra por aqui.