[Música] agora a gente vai dar uma esada em alguns detalhes aí para entender os motivos que levam essas mulheres a apresentar esses sintomas tão abrangentes aí então vamos falar aqui o problema do ponto de vista hormonal a gente pode agrupar em três tipos de problemas hormonais que essa mulher pode apresentar a gente pode caracterizar em três grandes grupos o primeiro deles os primeiros problemas que essa mulher pode apresentar são decorrentes de um relativo excesso de estrogênio sim eu quis dizer excesso mesmo no início da transição menopausal a redução da inibina B com consequente aumento do
FSH vai levar a um estímulo maior dos folículos e a uma maior produção de estrogênio Esse aumento de estrogênio vai pode levar a uma irregularidade menstrual e a um aumento do risco de condições ali do endométrio com hiperplasia endometrial formação de pólipos Então a primeira Gama de problemas que ela pode apresentar aqui é relacionada à menstruação a essa irregularidade que em termos de hormônio vai se traduzir como excesso de estrogênio o segundo grupo de problema e é o mais importante O mais característico é a própria deficiência estrogênica Agora sim a gente fala em deficiência e
ela vai trazer problemas a curto prazo como as queixas de fogacho de atrofia vulv genital ali em Médio prazo e também a longo prazo com as questões relacionadas ao risco cardiovascular e a saúde óssea com osteopenia e osteoporose então a deficiência estrogênica ela leva a problema aí nas três dimensões em curto médio e longo prazo e por fim um terceiro grupo de problemas do ponto de vista hormonal é o são as questões relacionadas a adaptação com a terapia hormonal que a gente vai esmiuçar nos módulos aí paraa frente essa divisão Não fui eu que criei
essa divisão didática ela é do spof tá ele traz Aí em três grupinhos de problemas pra gente começar a a raciocinar sobre isso em relação ao padrão hormonal dessa mulher na transição menopausal e na menopausa a gente tem como um grande marcador bioquímico sérico o FSH o hormônio folículo estimulante ele se encontra elevado já na transição em cerca de 10 a 20 vezes o ponto de corte que a gente considera ali é de 25 a 30 depende um pouquinho do laboratório então vocês consideram aí a partir de 25 o LH da mesma forma também vai
estar elevado Não tanto quanto o FSH porque o clearence do LH ele é muito mais rápido a meia vida dele é mais curto do que o fch então o fch tá lá 10 a 20 vezes de aumento LH três vezes aumentada tá tudo isso vai caracterizar sim que essa mulher que tá numa fase de vida já de deficiência estrogênica vai apresentar essas gonadotrofinas aumentadas e elas ficam aumentadas a vida toda não gente a gente tem uma elevação progressiva tem um pico ali da transição e depois a gente vai ter uma estabilização até com declínio justamente
porque a gente vai ter também um envelhecimento da hipófise ela vai se tornar menos reativa ao gnrh E aí a há uma redução consequente das gonadotrofinas então o FSH ele não fica lá alto 100 150 a na pós-menopausa a gente até nem dosa tantos anos de menopausa nem faz sentido dosar na prática nem faz sentido dosar pra grande maioria das mulheres a gente não tem que dosar o FSH de modo rotineiro ele só deve ser dosado naquela situações em que gere dúvida em que aquele fogacho ele não é tão clássico Existem algumas condições que vão
ser diagnóstico diferencial daquele fogáo como por exemplo um hipertiroidismo leucemia algumas síndromes paraneoplásicas então quando aquele fogacho não for tão característico vale a pena dosar um fch e rastrear essas outras condições pra gente ver mesmo se aquilo tá relacionado à menopausa seguindo então pros outros marcadores químicos a gente vai ter o estradiol a estrona e a androstenediona são os três que eu queria falar aqui primeiro em relação à androstenediona é o esteroide principal esteroide produzido pelo ovário já inf falência ali então a gente vai encontrar nessa pós-menopausa precoce a gente encontra um relativo predomínio de
de androgênios S sobre os estrogênios é por isso que muitas mulheres apresentam certo utis smo a gente vê que elas começam a apresentar bigode um bigodinho ali do excesso de androgênio relativo que ocorre naquela transição Então a gente vai ter uma inversão da relação em vez de mais estrogênio aquela mulher apresenta um pouquinho mais de androgênio obviamente tudo depois o ovário vai entrar em falência totalmente e vai parar de produzir tudo mas a gente a gente encontra sim esse relativo excesso androgênico nessa transição menopausal e na pós-menopausa precoce em relação aos estrogênios a gente tem
que o estrogênio da pós-menopausa é a estrona e não o estradiol em termos de níveis séricos né o estradiol tá presente na circulação em concentrações de 10 a 20 picogram por ml ao passo que a estrona está em níveis de 30 a 70 PG por ml Então a gente tem muito mais estrona do que estradiol e a estrona é um um estrogênio fraco tá então por isso que a mulher mesmo tendo aquela estrona circulante ali ela já tem bastante sintoma climatérico porque é um estrogênio que se liga muito fracamente aos receptores do estrogênio e mesmo
assim a mulher já vai apresentando os sintomas a gente vai agora dar uma esmiuçada no na fisiopatologia que leva aqueles três grandes grupos de sintomas a irregularidade menstrual os fogachos e as queixas de atrofia ur genital então em relação ao sangramento uterino anormal na perele menopausa primeiro a gente começa com essa depleção dos folículos nos ovários e isso vai levar a uma redução das células da granulosa quando a gente tá na transição menopausal precoce a redução das células da granulosa vai levar à redução da produção de inibina b a in Bina B é o grande
marcador que faz um feedback negativo sobre a produção do FC Tirando esse fator inibitório a gente vai começar a ter ascensão elevação do hormônio folículo estimulante e o que que esse hormônio faz ele move a maturação folicular então com mais FSH eu vou ter uma aceleração dessa maturação e vou ter um recrutamento folicular cada vez mais precoce isso vai levar um encurtamento da fase folicular classicamente a gente fala que o ciclo menstrual tem uma fase dele que é variável que é justamente a primeira metade do ciclo referente à fase folicular com o FSH mais alto
eu tenho uma fase folicular mais curto porque esse folículo ele é recrutado mais rapidamente Então a gente vai se deparar aqui com inicialmente com ciclos menstruais mais curtos mas aí essa depleção de folículos progride né eu tenho uma maior queda ainda da reserva ovariana e quando eu já tô numa transição menopausal tardia com menos folículo eu também não vou ter tanto folículo assim para amadurecer Então por mais FSH que eu tenho eu não tenho folículo ali pronto para ser o dominante para amadurecer e com menos folículo eu vou ter menos produção de estrogênio lembra que
para fazer a ovulação né o marcador ali de ovulação ele é precedido por um pico de estrogênio e depois um pico de LH se eu não tenho estrogênio em ensão eu não vou ter esse pico de LH e eu vou passar a ter a ter ciclos anovulatórios E aí essa maior frequência de ciclos anovulatórios vai levar agora a ciclos longos ciclos longos com excesso de com estrogênio que não tem uma progesterona Para contrabalançar justamente porque eu não ovulei não formei corpo lúteo que é o produtor dessa eston então eu vou ter ali um predomínio estrogênico
naquele ciclo e tem um risco maior de apresentar algum sangramento uterino anormal então vejam aí que a gente passa de ciclos curtos por um maior FSH e depois quando a gente tem essa Deão progressiva dos folículos a gente vai ter uma redução do estrogênio não consegue fazer aquele pico de LH não consegue fazer ovulação a gente passa a ter ciclos anovulatórios são ciclos longos eu fico com o estrogênio ele vai estar diminuído mas ele vai estar em predominância porque eu não vou ter progesterona para contrabalançar então eu saio de um ciclo menstrual curto para um
ciclo menstrual longo com maior risco de sangramento uterino anormal Então esse grupinho aqui de sintoma ficou bem entendido a fisiopatologia bem esclarecida já em relação aos fogachos que são bem clássicos a etiopatogenia deles não é tão elucidada assim mas à luz dos conhecimentos que a gente tem hoje a gente tem essa seguinte esse seguinte conceito a fisiopatologia dos calorões não é tão elucidada quanto a do sangramento uterino normal mas a gente tem sim alguns conceitos o primeiro deles é o seguinte nós temos no hipotálamo mais precisamente no núcleo pré óptico uma zona termorregulatório que é
responsável pela regulação da nossa temperatura corporal basal e a gente entende que com a queda dos níveis estrogênicos veja bem é com a queda e não simplesmente tê-los baixos eu vou explicar mais para frente a importância disso aqui com essa deficiência de estrogênio a gente acaba apresentando um estreitamento dessas zona termoneutra e e o que que isso acarreta há um aumento da temperatura corporal central e qualquer estímulo como por exemplo alguma atividade física comer algum alimento condimentado ou simplesmente por o ambiente estar mais quente pequenos estímulos vão fazer com que a gente tenha uma onda
de calor a gente ultrapasse o Limiar de sudores e a gente e ative mecanismos de dissipação de calor então a gente perde ali aquela o termostato nosso fica desregulado então com pequenos estímulos a gente atinge lá o Limiar de sudorese de taque cardíac que são mecanismos endógenos de regulação da temperatura corporal são mecanismos que promovem a dissipação desse calor e de modo análogo logo em seguida a gente tem uma redução dessa temperatura corporal com essa dissipação de calor e a gente ali com pouco calorzinho a gente já passa a apresentar a atingir já o Limiar
de calafrio então a gente Estreita Essa zona dos nossos limites de gerar sudorese e dos limites de produzir calor com cala frio e a gente passa a ter essas ondas de calor então a gente percebe que fazendo a terapia hormonal ou seja repondo o estrogênio dessa mulher há uma normalização dessa zona termoneutra E por que que eu falei que o primeiro gatilho ali é a queda do estrogênio isso ocorre porque as mulheres as meninas que apresentam di genesia gonadal Ou seja já nascem com ovários falidos sem função né aqueles ovários em fita que a gente
se refere Essas meninas não apresentam fogachos porque na verdade elas não nunca tiveram estrogênio abundantemente exceto pela produção da adrenal elas não apresentam a produção ovariana então elas não têm essa queda de estrogênio Elas não tinham uma coisa para sentir falta por isso que você não vê menina com 15 16 anos com alguma de genesia gonadal você não vê essas meninas queixando de calor então é um ponto importante que foi visto para justificar porque as mulheres na quando tem uma menopausa mesmo é que sentem calor e não essas meninas com a genesia gonadal e para
finalizar não podia ficar de fora a Interpretação da síndrome gên urinária da menopausa a Gênese aqui tá dentro da deficiência estrogênica não é diferente do fogacho não mas é o seguinte primeiro a gente parte da de um epitélio totalmente diferente no menacme né a gente tem uma ca vaginal com um epitélio espesso cheio de rugosidade bem vascularizado e lubrificado E aí vem a falência ovariana o hipoestrogenismo e a primeira coisa que a gente se depara é com um adelgaçamento epitelial então o epitélio fica mais fino a gente reduz as camadas epiteliais a gente vai ter
um epitélio fino pálido e seco esse Télio perde a capacidade de retenção de água então ele se torna mais desidratado E aí a mucosa vaginal vai ficar menos lubrificada com essas células descamadas essa perda dessas camadas epiteliais a gente vai ter uma menor produção de glicogênio e isso vai levar uma redução da população básica ali daquela Flora vaginal que é uma população repleta de lactobacilos então a gente perde a gente tem essa altera ação da flora os lactobacilos são grandes produtores de ácido lático a gente perde esse ácido lático e consequentemente isso vai levar a
uma alteração do PH com elevação do mesmo com o hipoestrogenismo o primeiro marcador que a gente encontra é um adelgaçamento epitelial a gente diminui as camadas de epitélio funcionantes Então a gente vai se deparar com uma mucosa vaginal fina pálida e seca porque se epitélio perde a capacidade de retenção hídrica então com menos camadas epiteliais a gente tem menor produção de glicogênio menor produção de glicogênio vai levar uma menor população de lactobacilos vai levar uma alteração dessa Flora vaginal menos lactobacilos menor produção de ácido lático e isso vai levar a uma alteração do PH local
um dos marcadores que a gente tem da deficiência estrogênica local é justamente de um acima de 4,5 a gente pode fazer com aquelas fitinhas as mesmas que a gente utiliza na Obstetrícia para conferir a proteinúria Então tá o circo Tá feito né o epitélio fino seco com uma população uma Flora vaginal que não é habitual isso vai favorecer a ascensão de patógenos e ao desencadeamento por exemplo de infecções urinárias recorrentes então eu trouxe aqui um apanhado do que a gente tem em relação à fisiopatologia desses três principais grupos de sintomas os demais sintomas como as
alterações de sono por exemplo a irritabilidade a labilidade emocional tudo isso decorre de alterações da deficiência estrogênica lá no sistema nervoso central ou nos diversos tecidos porque a gente tem receptor estrogênico no corpo inteiro então é esse é o grande hormônio é a grande perda que a gente tem com com a menopausa e é o que leva aí aos nossos as aos nossos pesadelos com as mulheres na menopausa e para finalizar o módulo eu deixo essa mensagem para todo problema complexo existe sempre uma solução simples elegante e completamente errada na menopausa não é assim é
uma condição super complexa a gente não tem explicação para tudo a gente precisa lidar com respeito com responsabilidade estudar para poder atender a demanda dessas mulheres a gente se vê no Próximo módulo fica comigo