E aí pessoal vamos lá semiologia eu já tenho vários vídeos de semiologia que eu já deixei gravados com partes específicas da semilia e E aí eu resolvi voltar as origens e voltar lá no início para falar basicamente de de uma introdução eu já tinha comentado algumas coisas como é que se aprende semiologia médica em vídeos anteriores e aí eu tava revendo um livro eh que vocês podem encontrar ah de graça na internet ele tá disponível na plataforma pubmed tem uma plataforma de livros da pubmed em que você consegue consultar esses livros eh o nome do
livro que eu tava vendo chama deixa eu escrever ele aqui chama Clinical methods E aí eu tava é um livro já dos anos 80 eu acho que a última edição é no final dos anos 80 é um livro meio velho mas alguns assuntos eles são atemporais e a gente tem essa mania de achar que o que é moderno é melhor porque é moderno inclusive moderno tem essa conotação de parece ser melhor do que coisas mais velhas mais antigas né O que não é moderno é antigo se é antigo é ruim mas eh lendo o capítulo
sobre exame físico geral eu tive algumas alguns insights e eu acho que eu queria compartilhar com vocês então uma primeira coisa que eu achei curioso é que nesse livro de semiologia médica chamado Clinical methods fotar um l aqui o exame físico geral é o é é meio que o último capítulo é é feito toda uma semiologia de sistemas e o geral vem por último Então porque para se tem uma ideia geral e a ideia é que você do espo para trás ao observar o paciente você consiga perceber o diagnóstico ou perceber o diagnóstico nas primeiras
palavras que o paciente tem é algo que a gente só consegue depois de ter muito conhecimento tá e a eu achei muito interessante porque o exame físico geral Então fica por último em alguns livros no Brasil de semiologia médica o exame físico geral veme curioso isso né mas tá depois dessa discreção Inicial Vamos para o que interessa então eu tava lendo a Capítulo e fiz algumas anotações E aí eu vou compartilhar com vocês como resumo visual do que eu acabei de ler Ok então vamos lá semia médica essa é uma é uma tradução que eu
gosto de usar quer dizer que semia é o estudo da forma como um corpo doente se expressa e se comunica Ok é a forma como um corpo doente se expressa e se comunica certo então a semiologia é você estudar a forma de comunicação e aprender a entender essas formas de comunicação né o corpo tá dizendo ó não tô bem e aí a gente tem que tentar entender por que esse corpo não tá bem esse termo semiologia porque esse sêm aqui seriam de signos estudo de signos Então seria uma disciplina muito semelhante a semiótica que tem
cursos aí de humanas tem a ver com o entendimento desses signos e tem a ver com eh com um objetivo que é essas expressões essas formas esses signos eles têm que fazer sentido fazer sentido fazer sentido é comunicar o corpo comunica e eu entendo fez sentido eh só que semilia a palavra eu não sei pode ser uma bobagem minha mas tem uma coisa meio esotérica assim eu não gosto muito da palavra semiologia eu gosto como os americanos chamam método Clínico método Clínico que é a mesma coisa o livro chama Clinical methods então o método Clínico
semia médica e o método clínic são sinônimos a gente tá falando da mesma coisa o que seria o método Clínico se a gente for ver etimologicamente eu adoro etimologia eu acho muito legal a gente sabe que método e Clínico são palavras de origem gregas método aqui tem uma junção de duas palavras meta e rodos eu não sei se a pronúncia é essa meta significa através de os significa caminho através do caminho né ou como eu gosto de fazer um analogias é um mapa o método clínico é um mapa ok é um mapa que indica Qual
é o caminho entre o ponto a e o ponto b ou eu não sei o que tá acontecendo com paciente até eu chegar no ponto b eu sei o que está acontecendo com paciente OK e eu sigo um caminho eu coloi aqui dois caminos dees diferentes para mostrar que el não é um caminho únic e clnico é de clínicos também do grego significa leito então é o mapa da beira do leito eh então Toda Toda especialidade Clínica tem a ver com o paciente à beira do leito é lidar diretamente com o paciente tá é o
leito aqui representa o o adoecimento tá então o método Clínico em uma linguagem moderna seria então um conjunto de tutoriais um conjunto de Passos a passos que você deve seguir para sair de um ponto de não entendimento para um ponto de entendimento Ok esses tutoriais a gente pode dividi-los aqui em alguns grupos de atividades então aqui eu tenho anamnese eu até prefiro o termo história clínica pelo mesmo motivo eu acho mais simples e direto é do que a naines naines é um termo meio meio estranho né Eh eu acho história Clínica muito mais direto e
muito melhor e combina melhor com os outros nomes o exame físico o exame complementar e o raciocínio Clínico que vai integrar todos esses métodos Ok então método clínico é um conjunto de diferentes métodos e tutoriais relacionados a busca de informação de dados clínicos que se integrem em um entendimento final então o trabalho final é o diagnóstico o trabalho final é o entendimento ah do que que está acontecendo com o paciente por debaixo disso existe uma linguagem que a gente chama de linguagem fisiopatológica Ok então o que dá a semântica do negócio é essa linguagem fisiopatológica
Então ela tá aqui presente em tudo em toda a história exame física exame complementar e no raciocínio que você faz porque aí através do método Clínico eu vou sair desse ponto ar aqui que seria um problema e eu vou botar aqui entre aspas para dizer assim olha é é um problema mal definido até chegar aqui no ponto b que seria um diagnóstico Ok então diagnóstico é um termo Ah que significa um monte de coisas ele sintetiza a experiência de adoecimento do paciente e comunica melhor o que que tá acontecendo com ele tá problema e diagnóstico
são é uma forma de tradução sendo que o problema tá em linguagem leiga e o diagnóstico tá em linguagem médica certo e aí eh a gente sabe E aí é muito interessante que os alunos tem uma ideia de que eles vão terminar o curso de semiologia seja ele de um ano um ano e meio um semestre achando que vai conseguir eh ter maestria com relação a todos esses métodos clínicos não vai ter e presta atenção toda a investigação diagnóstica toda Clínica depois que você sai da semiologia é uma repetição da semiologia a gente não para
de estudar e treinar semiologia a gente nunca para quando a gente vai pra clínica e a gente vai lá fazer cardiologia o que a gente tá fazendo é semiologia cardiológica em específico e a gente tá aprofundando a semiologia cardiológica a gente continua estudando signos sintomas e sinais e alterações de exames complementares específicos de um coração doente gente nunca para de fazer semiologia e a gente nunca para de aprender semiologia semiologia é quase um sinônimo de dar diagnóstico que é quase um sinônimo de medicina Clínica Ok E aí no capítulo fala sobre o William Osler o
William Osler e foi o primeiro autor de um de um livro texto de medicina em 1800 e alguma coisa os princípios e a prática da Medicina e o cara é também um dos fundadores eh do John Hopkins nos Estados Unidos então e junto com o haad que quem acompanhou a minha newsletter sabe que foi o criador da residência médica a William Osler ele era Ah um grande erudito e ele escreveu muito sobre ensino no médico e ele tinha o que ele chamava de método natural de Ensino em que ele dizia que a aprendizagem do aluno
de medicina começa com paciente continua com paciente e termina com paciente eh a a ideia de você aprender à beira do leito vou até deixar aqui escrito desenhadinho assim ó aprendizagem a beira do leito Ok começa continua e termina com o paciente os livros e as aulas dos seus professores são apenas instrumentos que você vai utilizar para cuidar do paciente eles são apenas um meio um jeito de você cuidar melhor desse paciente mas o paciente é Central no aprendizado Central no aprendizado E aí ele tem uma coisa que é curiosa uma frase dele que é
curiosa em um dos textos a minha tradução pode ter ficado meio tosca mas ele falava que cada paciente cada caso e ele tá falando de casos lá na enfermaria Mas a gente pode extrapolar para casos num ambulat no poho você tiver vendo na u cada caso único Por maisi que seja por mais bobo que possa parer o problema tem muita coisa para aprender tem muita coisa nova para aprender às vezes eu falo com os pacientes os alunos os internos que estão lá na enfermaria E aí eles estão vendo algum paciente e eu falei assim olha
ah essa semana eu vou estudar o quê Ah eu vou estudar insuficiência cardíaca eu vou estudar pneumonia E aí eu falo não cara você não vai estudar insuficiência cardíaca você não vai estudar pneumonia cara porque insuficiência cardíaca e pneumonia não existem como objetos concretos o que existe é o seu Antônio do leito 62 que tá internado por Pneumonia o que existe é o leito 8 84 a Dona Maria que está internada por insuficiência cardíaca descompensada o que existem são pessoas doentes estude as pessoas estude as pessoas estudar as pessoas e aí eu eu falo falou
Olha você pegar um paciente só desse internado você passa a semana inteira estudando coisas com relação ao diagnóstico ao tratamento fisiopatologia eh desde coisas básicas até coisas clínicas a prognóstico a comunicação tem muita coisa um caso é muito rico é muito rico e a gente a gente eh eu sou eu obviamente eu não sou um especialista em educação e aí eu eu eu vou dar minha opinião pessoal eu acredito que a faculdade de medicina tem aula teórica demais eu acredito que a metodologia ativa que nos últimos anos tem se infiltrado no ensino médico é uma
forma de da gente ter aula de menos mas eu acho que ainda assim ela fica a quem as pessoas precisam entender que o que elas estão aprendendo é só um meio não é um fim por si só eu não tô eu não tô estudando para fazer uma prova Esse é um grande problema do ensino médico atual de você né essa cabeça de aluno de segundo grau Ah eu eu eu tenho que estudar agora porque eu vou ter uma prova não querido você tem que estudar agora porque você vai cuidar de alguém do assunto que você
tá estudando esse alguém ele conia confiou em você esse alguém depositou a confiança em você para que você resolva o problema dessa pessoa existe uma questão de de alvo assim e de motivação que são diferentes o pbl uma das metodologias ativas é Tenta colocar na cabeça esses alunos que eles TM que aprender a aprenderem sozinhos para resolver problemas quando eu falo que fica quem é porque o problema real Os Desafios de um problema real são muito mais ricos lógico a gente não tem paciente para todo mundo eu sei deixa eu falar mas a gente precisa
estar mais na comunidade a gente precisa estar mais nos postinhos mais pacientes mais vezes dentro do hospital dentro no pronto socorro dentro da UTI no postinho de saúde é com eles que a gente aprende é com o paciente que a gente aprende a medicina são são os doentes que nos ensinam sobre as doenças então terminou esse vídeo depois de você dar um like compartilhar Você fecha o livro e vai atender alguém vai acompanhar um plantão vai acompanhar um um professor que tá dando aula e tenta entender como é que se cuida de alguém Valeu um
abraço gente