Oi, eu tenho dois motivos para você não ver este vídeo: o primeiro é que ele contém spoilers, e o segundo é esse fi*** d@ p*** Eu já pedi pra esse cara ir embora por bem. . .
Meteoro da violência gratuita, vai! ! !
O problema do meteoro da violência gratuita é que ele sempre volta na minha cara, mas pelo menos agora a gente pode começar. Esse é o Rick, ele é conhecido em todo o multiverso por ser um cientista criativo e brilhante. Em todo o multiverso existem muitas, muitas versões do Rick, são tantas versões que em algum lugar do tempo e do espaço existe uma cidade inteira cheia de Ricks.
Essa cidade também tem muitos Mortys, o neto do Rick. Mas a gente está aqui pra falar do Rick, esse é um cara f***, ele tem um potencial imenso, mas nessa cidade ele, ou pelo menos essa versão dele, não é nada. Esse é um cara que poderia estar viajando pelo multiverso, vivendo aventuras, desbravando a ciência, mas não, ele está preso nessa linha de montagem, indo e voltando do trabalho no transporte coletivo, apertando mesmo botão todo santo dia, tudo pra fazer esse waffer.
Parece que essa é uma história só sobre Rick, mas na verdade ela é uma história sobre esse mundo, e de uma coisa triste que acontece dentro dele, chamada de alienação do trabalho. Alienação significa separação, e ela tem várias implicações. Um trabalhador pode ser alienado do seu trabalho quando ele não tenha acesso aos lucros que esse trabalho gera, mas não é só isso, a alienação também tem um aspecto psicológico muito importante, e essa versão do Rick sofre com isso.
Ele não consegue se expressar através desse trabalho, que é mecânico, é repetitivo e não respeita o potencial dele. Então o produto final desse trabalho não representa o Rick. Isso significa que existe uma separação entre Rick e aquilo que ele produz.
Isso é alienação do trabalho, um fenômeno real e que não tem nada de ideológico, tanto que foi apontado por pensadores muito diferentes, como esse, e esse outro aqui. É o que explica esse cara: Outro detalhe interessante nessa história é que o produto fabricado pelo Rick usa como marketing a esperança de superar alienação e de passar a fazer um trabalho verdadeiramente criativo. Entendeu?
O waffer é produzido pelo cara triste na linha de montagem, tem um comercial sobre um cara feliz e que consegue se expressar através do trabalho dele. E essa cena só tá aqui pra reforçar o aspecto psicológico da alienação do trabalho. Para esse Rick, o resultado dessa alienação é devastador.
Pensa: se a vida dele é só trabalho e se o trabalho dele não significa nada, então a vida dele não significa nada e é por isso que ele se revolta. Só que a revolta dele dá errado e aí, no fim, a revolta contra a alienação do trabalho é comercializada e vira um produto que vai gerar mais a alienação. Pra continuar existindo, a alienação do trabalho depende essencialmente de duas coisas: A primeira é a política, que mantem as coisas como elas estão e faz a gente acreditar que não tem outro jeito.
A segunda é a educação, que faz a gente se conformar desde cedo com a ideia de que a vida é só isso mesmo, e de que a gente tem que fazer só o que se espera. Isso sim é doutrinação. O que esse episódio faz é apontar um problema muito sério, não só dessa cidade ficcional, mas nesse mundo inteiro, é um episódio meio triste e não dá pra tirar nenhuma esperança dele, mas eu queria esperança então eu subi a montanha mais alta e fui falar com a Mulher Mais Sábia.
Por mais injusto que o mundo pareça, sempre dá pra ter esperança, por mais trabalhos mecânicos e repetitivos que existam, sempre existe e sempre vai existir a oportunidade de criar. Tá, mas e as pessoas que nascem em desvantagem? Que são pobres, que têm problemas de saúde, que.
. . E verdade.
Para alguns, o desafio de escapar da alienação ou até de ter um trabalho é muito maior, mas não é impossível. Olha o caso do criador do Rick & Morty: Esse cara nasceu com dislexia, uma doença que dificulta a leitura e escrita, mesmo assim, ele foi capaz de conseguir um trabalho criativo que representa todo o potencial dele. Tá, mas ele é só um exemplo em bilhões, você sabe que a chance é muito pequena.
É melhor ter uma pequena chance de realizar algo grande, do que ter uma grande chance de realizar algo pequeno. Pensa nisso com calma. .
. Fui! !
! Muito obrigado por ver este vídeo até o final, você pode se inscrever no nosso canal. Se você der pra gente essa pequena chance, a gente promete que vai tentar fazer algo grande.
Tchau!