Lula veio à Casa Branca neste 7 de maio de 2026. Depois de um período de muitas tensões entre o governo brasileiro e o governo dos Estados Unidos da América, houve uma reunião com Donald Trump e o governo brasileiro tentou vender isso a todo custo como um sinal de prestígio diplomático. Mas a forma como a visita ocorreu e foi conduzida também pelo governo brasileiro mostra que o ganho político não foi bem o que Lula esperava.
A imagem vendida pelo Planalto, ela foi muito mais positiva do que o ambiente observado em Washington. E meus caros, é justamente isso que quero trazer para vocês. Sou o Paulo Henrique Araújo, seu correspondente internacional.
Falo diretamente de Washington DC e acompanhei de perto tudo que aconteceu no dia de ontem. Então, antes de continuarmos, já quero pedir para você aqui deixar o seu like e também se inscrever. no canal do professor Marcelo Andrade e bem-vindos ao Caravelas News, edição de número 30.
Já são 30 programas que estamos aqui juntos e esse com muita informação pra gente trazer. Vamos lá, pessoal. Separei alguns tópicos aqui pra gente conversar sobre tudo isso e dar informações também do que pude apurar de perto, tá?
Qual foi o objetivo dessa visita? Lula queria aparecer, obviamente, ao lado de Donald Trump como um presidente capaz de dialogar com o seu principal adversário ideológico no momento, pelo menos no campo internacional. A intenção então era mostrar uma normalização das relações com os Estados Unidos, principalmente numa situação de fragilidade interna em aí dentro do Brasil, nas derrotas que ele teve no Congresso na semana passada.
a principal delas, envolvendo aí a indicação do Messias. Bom, também teve um interesse em reduzir os diversos desgastes envolvendo os dois países em campos como tarifas, sanções à vistos, crime organizado e minerais críticos. A viagem servia também pro governo brasileiro como uma tentativa de construir aí uma agenda internacional positiva, mas os problemas começaram logo na chegada, tá?
E aqui eu vou trazer alguns bastidores para vocês. A comitiva brasileira chegou atrasada na Casa Branca e o atraso foi de cerca de 15 minutos. E pessoal, eh, logo pela manhã, por volta das 8:30 da manhã, eu cheguei na embaixada brasileira para dar uma olhada ali, entender o que estava acontecendo.
E o que eu presenciei foi que o serviço secreto americano já estava lá. Isso já era 2 horas antes do horário previsto, que era às 11 da manhã, no horário aqui de Washington DC. Fiz uma gravação no local, observei o perímetro, fui até a embaixada buscar informações sobre a coletiva do Lula para variar, né?
Não tinha ali informações sobre a coletiva, nem saberiam eh nem souberam, perdão, dizer se eh a coletiva realmente iria acontecer naquela altura. Peguei o meu carro, fui até ali o perímetro da Casa Branca, levei exatos 15 minutos para fazer esse trajeto sem trânsito, tá? Não tinha trânsito, somente ali parada em semáforos, coisas do tipo.
E vale lembrar que Lula foi com batedores para a Casa Branca e não tinha trânsito na região de Washington nesse momento. O que leva aí a mais uma dúvida, né? Porque não é o primeiro caso de atrasos da comitiva de Luís Inácio Lula da Silva, como trouxe para vocês aqui em algumas edições atrás do nosso Caravelas News, o fracasso que foi, né, o fiasco da excursão de Lula na Europa, teve também atrasos que gerou embaraços diplomáticos na Alemanha com o chanceler alemão Frederick Mers, por exemplo.
Então vamos lá, dado esse bastidor aqui para vocês, o atraso foi de 15 minutos. E apesar, né, pessoal, de que muitas vezes esses pequenos atrasos acabe fazendo parte num padrão geral da cultura brasileira, não estou dizendo, né, que todo brasileiro gosta de atrasar, mas faz parte ali de um padrão geral. Isso pode parecer um detalhe, mas aqui nos Estados Unidos isso é levado muito a sério, especialmente na Casa Branca, tá?
onde protocolo e horário fazem parte da linguagem de poder. E a informação que começou a circular nos bastidores era de que o Donald Trump ficou muito irritado e contrariado com a demora do presidente brasileiro e sua comitiva. Bom, e a reunião ela não virou o espetáculo esperado.
O governo brasileiro, ele queria ali uma imagem forte de Lula com Trump. As imagens que nós temos até agora são imagens que foram produzidas pelo governo brasileiro, tá, pessoal? Oficialmente a Casa Branca não gerou imagens ao vivo, principalmente da chegada de Lula para ali ser recepcionado por Donald Trump, tá?
Então, não temos isso daí feito em transmissão ao vivo pela Casa Branca, como geralmente acontece. também não houve uma aparição conjunta de ambos no salão oval, principalmente paraa imprensa. A imprensa que estava aguardando os dois chefes de estados também não teve o acesso ali eh esperado.
E pessoal, eu estava lá nas meses de ações da Casa Branca transmitindo ao vivo, pegando informações em tempo real. E o a consternação foi muito grande, principalmente entre os jornalistas americanos. Primeiro porque eles disseram que nunca viram isso acontecer, a forma como o protocolo foi alterado e, principalmente a falta de respeito com os colegas jornalistas brasileiros, tá?
Houve ali um um tomar as dores, né, como nós dizemos no Brasil, teve esse tomar as dores por parte da imprensa americana e até mesmo latino-americana também pela condição que os jornalistas brasileiros foram sujeitados ali e pela falta de transparência do governo brasileiro. Porque nos Estados Unidos isso é muito comum, você ter o accountability para a imprensa. Você pode até ver o Donald Trump bater boca com jornalistas.
Isso acontece. Ele pode até de vez em quando pegar o pessoal da CNN e falar: "Ah, não, não vou falar com vocês hoje". Mas ele não nega acesso da imprensa, ele não nega acesso de nenhum veículo ali ao salão oval da Casa Branca.
E antes de começar reuniões fechadas, sempre o governo americano trabalha protocolarmente com abertura paraa imprensa primeiro, coisa que o governo brasileiro se negou a fazer, o que leva a especulações de que esse atraso possa ter sido planejado, tá? Esse daqui é um outro ponto que chama a atenção. E na mídia americana foi muito discutida essa questão do atraso e da negativa, tá?
De ter uma uma coletiva de imprensa, mesmo que rápida, né? Um express press, como é chamado, eh entre os dois chefes de estado. Isso pegou muito mal para a comitiva brasileira.
E aí a intenção aqui, pessoal, também é mostrar para vocês o outro lado, né, de quem acompanhou de perto, porque eu percebo que na mídia do Brasil a coisa vai muito na versão oficial do Palácio do Planalto e a gente precisa entender como foi de fato isso e quais são os bastidores do que nós tivemos no entorno dessa visita. Bom, a Casa Branca então tentou evitar entregar uma cena visualmente favorável a Luís Inácio Lula da Silva, tá? A ausência das câmeras também virou parte de uma importante mensagem diplomática e a comunicação tanto eh do Donald Trump quanto da Casa Branca foi protocolar, tá?
O Trump logo depois da reunião que durou 3 horas, tá? tava prevista aí para durar mais ou menos 1 hora, 1 hora meia. Eh, foi uma mensagem positiva, tá?
Ele colocou ali, mas a declaração foi curta, seca e controlada, diferente das maioria, da maioria das declarações que o Trump dá depois de interações diplomáticas. Basta pegar ali a timeline dele na truth social que os senhores poderão comprovar esse ponto. Também não houve nenhuma celebração política por parte do presidente americano e não houve nenhum gesto simbólico de grande reconciliação, tá?
A Casa Branca registrou a reunião sem transformar a Lula em protagonista. Ou seja, vocês podem até pegar aí a publicação que a Casa Branca fez na conta do Twitter com eh a fala que o presidente Trump deu na Truth Social. E lá vocês vão ver que só tem a imagem do presidente Donald Trump.
Não há registros assim, a Casa Branca não eh publicou imagens postagens com o presidente Lula e com o presidente Donald Trump, tá? Ao que eu pude apurar aqui, todas as imagens que nós temos foram geradas pela comitiva brasileira. E aí nós temos um contraste, ah, antes disso, de eu ir pro contraste, uma outra informação, tá, que surgiu nos bastidores durante a o período ali da reunião e que chegou ali para os jornalistas, né?
O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, ele ordenou que toda a comunicação da comitiva brasileira fosse em português e não em inglês. E aí essa determinação foi dada inclusive para quem domina o idioma. Pergunta que fica é: o Lula não confia na sua equipe?
O Lula tem dúvidas e ele queria controlar completamente o discurso do que os seus assessores iriam dizer. É uma situação no mínimo estranha, bem estranha para dizer a verdade. E agora sim, pro contraste entre as duas versões que nós tivemos, né?
De um lado, o Lula tentou vender uma reunião como muito boa, sincera e produtiva. E do outro, o ambiente da Casa Branca mostrou frieza, tá, pessoal? controle e pouco entusiasmo, tá?
A versão brasileira foi construída depois em um ambiente mais favorável, controlado, com a a mídia brasileira selecionada, tá? Eh, veículos independentes não tiveram acesso, tá? Mesmo com credencial como correspondente no governo americano, tá?
não conseguia acesso ali à embaixada. Então são alguns pontos que a gente tem pelo caminho. E aqui vale ressaltar uma outra experiência, né, de do meu trabalho como correspondente para vocês.
Na segunda-feira, assim que começou a surgir as informações, eu entrei em contato com o Departamento de Estado Americano, que é responsável pelas relações diplomáticas eh dos Estados Unidos da América. Em 30 minutos eu estava conversando com o funcionário do governo americano por mensagem em tempo real e tive todas as minhas dúvidas eh ali sanadas e eles não tinham informação dessa agenda que depois veio à tona aí já na terça-feira através da mídia Diário do Poder com o colunista Cláudio Humberto demonstrando que o governo Lula tinha uma pré-agenda e eles forçaram isso vazando pra mídia. brasileira e a Casa Branca só foi confirmar essa agenda quase já na madrugada de terça para quarta-feira.
Eu também entrei em contato com a embaixada brasileira e até agora, tá, pessoal, já passou a reunião, eu não tive retorno. Pois é, fui na embaixada e os funcionários da embaixada não sabiam dar informações de quando seria a coletiva, se ela aconteceria e assim por diante. Depois vimos que ela acabou acontecendo e vou até trazer alguns pontos aqui para vocês, tá?
Então, a versão [limpando a garganta] americana, ela ficou mais limitada a uma comunicação institucional. O encontro aconteceu, mas sem a imagem de triunfo diplomático que o governo brasileiro buscava. E apesar do discurso do Lula e como as manchetes dos jornais brasileiros estão tratando, eh, de uma olhada nas expressões do Lula enquanto ele tava principalmente de lado, né?
Acho que isso conta bastante também. O jornalista S Pcher, ele fez um registro de um desses momentos, tá? E eu acho que ele foi, teve ali um tino, né, da notícia, o faro do acontecimento, muito bom.
E ele publicou isso na conta dele do X, tá bom? E qual foi o risco que o Lula evitou, que ele tentou assim de todas as formas que acontecesse e isso repercutiu também aqui na mídia dos Estados Unidos? porque ele chegou em Washington carregando aí várias crises difíceis de explicar na sua mala, tá?
Essa é a verdade. E havia riscos de perguntas diretas sobre o caso Ramagem. Também poderia vir perguntas sobre sanções.
Aos vistos a imprensa internacional também poderia questionar o papel do STF, Jair Bolsonaro, PCC, Comando Vermelho, Crime Organizado, como um todo, a questão envolvendo a JBS, entre outros pontos. Inclusive entre os jornalistas que estavam ali na sala de imprensa da Casa Branca aguardando, os jornalistas americanos comentavam que sim, queriam fazer perguntas nesse caminho, principalmente sobre a separação dos poderes no Brasil, tá? Então, sem uma exposição mais ampla à imprensa americana, o Lula reduziu o risco de constrangimento público, porque vale lembrar que ele andou fazendo diversas declarações problemáticas.
do ponto de vista diplomático contra o presidente dos Estados Unidos, né? E não foram poucas nas últimas semanas. Naquele vídeo da questão e envolvendo, né, a Lula Trip na Europa, eu trouxe alguns exemplos para vocês.
E a coletiva na embaixada, então, acabou sendo mais confortável pro Lula, né? Depois da reunião, ele acabou falando lá na embaixada brasileira. O ambiente era controlado, a audiência majoritariamente brasileira.
O Lula poôde falar longamente, sem enfrentar o mesmo nível de pressão que ele teria da imprensa americana, que corta que e a imprensa americana quando tá fazendo entrevistas, eles eh inquerem, né? Eles vão ali, vão para cima mesmo, né? Faz um um debate ali no tete a tete diferente da da imprensa brasileira no geral.
E isso ajudou o governo a organizar a sua própria versão do encontro. Mas qual foi a pauta real da reunião que foi possível apurar tanto do lado da comitiva brasileira quanto dos Estados Unidos? E a gente sabe que esses pontos aqui foram tratados, tá pessoal?
Então, tarifas comerciais, comércio bilateral entre os dois países, minerais críticos e terras raras, crime organizado. Apesar de o Lula falar que esse ponto não foi eh aprofundado, ele não falou muito sobre isso, mas eh fiz apuração aqui de que isso foi tratado, questão do PCC e Comando Vermelho, sanções de vistos e é a relação do Brasil com China e Estados Unidos, tá? E esse daqui foi um ponto muito interessante, porque o Lula teve a disfarçatez, né?
Me perdoem aqui usar esse termo dessa forma, mas justamente ele falou que a China ganhou projeção e se tornou o principal eh parceiro comercial do Brasil a partir de 2008, justamente porque os Estados Unidos abandonou ali a sua influência na América Latina, o que é falso, né? Porque quem tem pelo menos 40 anos de idade, 35 a 40 anos de idade, vai se lembrar das discussões já no final do governo de Fernando Henrique Cardoso sobre a criação da ALCA. E os Estados Unidos tentou de todas as formas, né?
Inclusive, tem até um vídeo que viralizou nos últimos dias no X do presidente Bush numa conferência com diversos eh políticos e presidentes da América do Sul falando sobre a importância de fazer a alca, né, de ter essa essa área de livre comércio das Américas. E quem foram os principais proponentes que barraram isso? justamente Luís Inácio Lula da Silva, Hugo Chaves e Nestor Kishner.
E olha que interessante, pessoal, membros de topo do foro de São Paulo. Então, o Foro de São Paulo trabalhou para afastar as parcerias com os Estados Unidos da América e trazer o Partido Comunista Chinês para o continente, não só ele, o Irã, resbolar, Ramás. E agora o Lula solta essa versão maravilhosa, tá, num ambiente controlado para uma mídia que muitas vezes nem se aprofunda nesse tipo de situação.
É realmente assim lamentável para nós enquanto brasileiros ver que isso vai sendo assim reproduzido pelas notícias. Lula disse e aí ele fala: "Não tem um contraponto, não tenho explicação, não tem um contexto histórico, né? Fazer jornalismo assim é muito fácil, é muito cômodo.
Você só vira um replicador. Você não aprofunda, não questiona, não coloca o governo contra a parede. E isso só acontece em momentos que a imprensa quer rachar com o governo, né, como tem sido aí no caso do master, por exemplo, e membros, né, do alto escalão judiciário do Brasil.
Bom, esse daqui, né, é um dos pontos, então, que me chamou muito atenção essa questão da China. Bom, também teve uma outra fala, ele disse que entregou novamente ao Trump uma lista de autoridades brasileiras com restrição de visto. E ele até chegou a ensinuar que entregou de novo, porque olha só, você às vezes entrega, pega o papel, o papel some.
Às vezes eu tô com papel, alguém tira o papel da minha mão, se a pessoa não é bem intencionada, ele território americano, depois de sair de uma reunião com o Donald Trump, ele deu a entender que os assessores do Donald Trump não são confiáveis e estão escondendo relação de pessoas que estão sancionadas, como se o presidente americano não soubesse a relação de pessoas ou não tivesse isso à mão facilmente de quem está sancionado sem visto. E aí ele cita o ministro do Supremo, o ministro do Supremo, não, perdão pessoal, o ministro da saúde, o Alexandre Padilha, e o caso da sua filha de 10 anos, né? E isso foi de uma forma, não, mas que que isso tem a ver?
Isso não pode acontecer. E ele tentou encaixar a narrativa que esses casos aconteceram por conta do Bolsonaro, mas sem citar diretamente, e não por todas as questões de abusos e investigações que estão acontecendo. Ora, ele até tentou jogar a questão da dosimetria que foi derrubado o veto dele como uma conquista do governo para poder derrubar as sanções que estão aplicadas a esses indivíduos.
E o caso do Alexandre Padilha, pessoal, ele é um dos gêneres, porque eu trato dele, por exemplo, no meu livro O Foro de São Paulo e a Pátria Grande, que é um bestseller já no Brasil. E ali o vale destacar que o Padilha ele foi o ministro da saúde de Dilma Roussef e o principal proponente a mão que assinava todos os contratos com o regime cubano de Fidel Castro e Raul Castro para a implantação do programa Mais Médicos. E aqui eu não vou nem me adentrar muito, mas o programa Mais Médicos, eu vou só vou pegar a versão que os Estados Unidos usou para sancionar o Alexandre Padilha.
Programa Mais Médicos é uma forma de escravidão moderna, segundo o entendimento da justiça americana, onde as pessoas têm reféns que são a sua família, tem boa parte do seu salário sequestrado. E Alexandre Padilha, ele foi o principal proponente, o homem que assinava tudo isso do lado do Brasil. Esse é o motivo, Luís Inácio Lula da Silva.
Esse é o motivo, grande mídia brasileira que não detalha isso paraa população, só coloca a demagogia de Lula. Não há uma investigação jornalística. Me perdoem, meus amigos, mas eu, enquanto jornalista, né, e a profissão que exerço com muito carinho, isso me revolta profundamente, tá?
me revolta profundamente. Acho que o papel do jornalismo é confrontar as versões falaciosas de qualquer político que seja. Isso é importante sempre de ser dito, né?
Bom, também ficou ali um uma versão, né, do Lula dizendo que os presidentes estrangeiros não deveriam interferir em eleições de outros países, falando que o Trump, ele acredita que o Trump não vai interferir nas eleições do Brasil. e que isso nem deve acontecer. Olha que coisa interessante, né?
O problema é que essas falas chocam diretamente com a própria trajetória do PT, do foro de São Paulo e das articulações que o Lula fez com toda a esquerda latino-americana. Volto aqui novamente a citar o meu livro, O Foro de São Paulo e a Pátria Grande, onde tem diversos esquemas ali muito bem detalhados que vão desde a utilização do dinheiro do pagador de impostos brasileiro, até mesmo a uma estrutura terceirizada de corrupção, utilizando diversas construtoras, entre elas Odebret, OAS, para poder fazer o quê, pessoal? fazer tráfico de influência caixa dois de campanha para vários candidatos na América Latina, como Michele Bachelet, Cristina Kirchner e também Hugo Chaves e Nicolás Maduro, tá?
Sem citar outros casos que você encontra no meu livro. Então, pessoal, qual que é o balanço geral que nós tivemos dessa visita, tá? Ela não foi um fracasso absoluto, tá?
Também não podemos dizer isso. O Lula ele conseguiu se reunir com Donald Trump e produzir ali uma narrativa pro público brasileiro, tá? Com o apoio da mídia.
Então não dá para dizer que foi um fracasso absoluto, mas ele não conseguiu transformar isso eh [roncando] em uma demonstração inequívoca de prestígio longe disso, principalmente na mídia americana e na mídia internacional. Não houve uma coletiva conjunta, um anúncio relevante, uma suspensão ampla de sanções ou um recu americano nas pautas sensíveis, tá? E isso não houve.
O Lula tentou controlar a imagem da visita, mas não conseguiu controlar o contexto. Pois é, meus caros, se esse conteúdo for relevante para você, deixe aqui o seu like e também inscreva-se no canal do professor Marcelo Andrade, caso ainda não seja inscrito, tá certo? Eu sou Paulo Henrique Araújo, correspondente internacional, falo diretamente de Washington DC, capital americana.
E fiquem todos com Deus. Um forte abraço e até o próximo Caravelas News, meus caros. Tchau, tchau, pessoal.