eu cheguei a perguntar para ele baixinho se eu podia dar mais um passo para trás ele sorriu confirmando com a cabeça o boneco animado estava volumoso em um espaço pequeno o elastano que cobria meu obstáculo estava um pouco úmido com se uma chuva tivesse passado ali deixei as gotas escorrerem Sem pressa rainha sem segredo a pele da noite ainda estava quente quando me vi parada no ponto de ônibus o último daquela hora com os meus melões de cor Rosa repousando sob o tecido leve do vestido o ar carregado de asfalto e espera grudava na nuca
e eu Rafaela sorria discretamente ao notar os olhares que deslizavam sobre mim como Formigas em açúcar Sabia que meu corpo era um paradoxo incômodo e tesouro altar e pecado as duas mã generosas como frutas maduras penduradas no galho balançavam a cada passo enquanto os quadris largos e sempre decididos a viver o melhor dessa vida aqui no norte de Minas o que eu estô contando pra vocês é comum para mim não se aplica as outras tem amigas minhas que não tem a coragem que Carrego o ônibus chegou abarrotado eu ouvia o Freio tentando pará-lo devagar observando
de longe o motorista profissional que olhava meu decote parando a porta na minha frente para que eu subisse ah mas não era a vez dele quem sabe uma hora entrei comprimindo-se entre corpos suados e mochilas não havia assentos Claro mas eu preferia ficar em pé assim controlava o espetáculo encostei no fundo onde a luz trêmula do teto pintava sombras de clandestinidade Foi então que eu vi um trabalhador com aquele rosto de quem carrega uma Tour pela cor segurando a barra de ferro acima da cabeça como quem se agarra a um salva-vidas seus braços erguidos esticavam
a camisa revelando uma faixa de pele morena onde o suor escorria em riachos que não se podem ver nosso olhar se cruzou rápido demais e um pouquinho lento para ferver o calor o veículo arrancou e o balé começou cada curva nos empurrava um contra o outro seus quadris encontrando meus como pássaros que reconhecem o ninho mesmo no escuro ele usava um jeans desbotado Que contava histórias de trabalho duro e eu um vestido de elastano que respirava junto comigo ao solavancos do asfalto seu corpo tornou-se um pêndulo para a frente pressionando-o contra o vidro frio para
trás deixando um vazio que só o calor dele preenchia na terceira marcha reduzida sentio crescendo um volume firme contra as minhas costas pulsando como um coração clandestino era só eu que tinha dado um passinho para trás desculpe mentiu ele após uma freada brusca que nos colou como celos o ônibus está bem selvagem hoje respondi virando me o suficiente para que meu sopro atingisse seu pescoço seus dedos se apertaram na barra de metal vei saltando como raízes sob a terra perguntei a ele com educação Claro baixinho posso dar um passo para trás você me permite estou
com pouco espaço aqui Claro é todo seu disse ele com um sorriso de um protetor O Ritual continuou seu hálito quente no meu ombro minhas costas arqueando imperceptivelmente o o tecido do vestido era fino daqueles que se quiser é só dar uma arredada para o lado que estava Prontinho para receber quando o motorista engatou uma subida ele aproveitou o ângulo para aprofundar o movimento e eu Sagaz deixei o cabelo cair para o lado expondo a nuca alguém tociu ninguém viu na parada final descemos juntos meu vestido grudado nas coxas pelo calor compartilhado eu pedi para
que ele viesse comigo pois já está bem tarde onde a luz do poste piscava como um cúmplice sem palavras suas mãos encontraram a traseira e eu apenas segurei como uma profissional contra a parede áspera seus movimentos habilidosos osos devorando o sal da pele enquanto seus dedos exploravam a elasticidade do tecido que me cobria Você dirige melhor que o motorista disse sorrindo enquanto o boneco roçava Ele riu baixo e rouco e então agiu arredou de lado para facilitar o boneco dedos navegando como um Capitão em Mar revolto e eu claro como uma costureira no zíper o
muro chapisca minhas costas mas eu nem sentia meu corpo era agora um instrumento afinado por cada toque o profissional conseguiu me Erguer para cima o elastano rendeu-se como um suspiro de lado encaixou num ritmo ancestral suei devido ter ficado no calor do ônibus e gem misturando-se Ao Cheiro de óleo que vinha de suas roupas quando acabou ele escorregou para trás o jeans ainda aberto revelando um fio de luz que desenhava o boneco o celular caiu no chão enquanto tocava olhei para pegá-lo vi que estava pingando no chão ele riu de novo dessa vez com um
brilho nos olhos que prometia repetições melhor volta para casa que eu tive em um ônibus respondeu ajustando o cinto enquanto eu me recompunha o vestido grudado no corpo como uma segunda pele úmida caminhada até casa senti o vestido secar devagar o tecido raspando nasas como um lembrete ao tirá-lo notei a mancha Clara joguei no tanquinho para lavar deixei a peça de molho rindo ao imaginar o que a vizinha pensaria se visse e assim Rafaela seguiu dona do ônibus da noite e do segredo que pingava no asfalto inscreva-se no canal se ainda não é inscrito e
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