[Música] se eu te perguntar se você gosta de café basicamente você vai me responder sim ou não mas se eu te perguntar o que você sente sobre café ou o que você pensa sobre café você vai ter que formular uma resposta você vai precisar refletir elaborar ou seja adicionar ali uma camada de complexidade na sua resposta Você gosta de café é basicamente um exemplo de uma pergunta fechada as perguntas fechadas geralmente a gente responde com sim ou não às vezes um talvez escolhendo um número dentro de uma escala ou algo do tipo já uma pergunta
do tipo o que você pensa sobre café ela é uma pergunta aberta essas perguntas geralmente começam com o quê quando onde como porque e você que precisa se esforçar para responder é por isso que às vezes perguntas abertas irritam [Música] certamente alguma vez na vida você já se irritou com uma pergunta aberta que te obrigou instantaneamente a elaborar isso não é necessariamente preguiça de pensar tá isso pode ser do momento da surpresa da pergunta ou simplesmente de se ver na obrigação de refletir sobre algo que você ignorou a vida toda refletir sobre algo que você
ignorou a vida toda se você já fez terapia análise ou algo do tipo deve ter identificado aí já que muitas vezes o que você enfrentou ao longo da sua sessões foram perguntas abertas ou senão um silêncio isso descedor por parte ali da pessoa que te acompanha ou acompanhava que funciona mais ou menos como uma pergunta aberta mas Radical para mim é como se fosse um chamado para sair da superfície do que eu sou para entrar na profundeza de quem eu sou eu não suporto a expressão autoconhecimento eu acho que ela foi desgastada ela é mal
empregada de vez em quando mais eu tenho pensado tenho gostado de pensar da ideia de que quando eu tô tentando responder essas perguntas abertas eu tô meio que me investigando não me autoconhecendo ou não me conhecendo mas me investigando É como se eu puxasse um fio de um novelo e ao mesmo tempo que eu bagunço uma coisa que já tava ali aparentemente arrumada me dá uma nova perspectiva de como eu me construir até ali fio diferente dá uma perspectiva diferente e às vezes a gente precisa dar uma bagunçada para conseguir né se olhar de diferentes
formas sei lá sim eu gosto de café eu amo café mas o que eu penso sinto sobre café completamente diferente de outra pessoa que é apaixonada por café a experiência que essa pessoa tem com café é diferente da minha experiência Eu sinto que ao longo do tempo eu me fiz poucas perguntas abertas em momentos que a vida pedia mais que só um sim ou só um não eu tava justamente pensando sobre isso ontem quando eu vi um vídeo da Nataly Nery é um vídeo que ela faz uma reflexão ali sobre influência digital bastante interessante vou
deixar o link aqui na descrição Mas o que eu quero sublinhar aqui não é exatamente essa coisa da cultura digital ou temas relacionados que que a Natalie aborda nesse vídeo mas o momento um trecho específico de uma fala dela que me dá um clique é mais ou menos por ali entre os oito minutos e 10 segundos e 12 minutos e 5 segundos do vídeo ela fala como sobre como uma ideia de estética faz com que a gente olhe mais para fora e tente criar as nossas identidades mais a partir desse externo do que vem de
fora da referência de Fora para qual a gente diz meio que um sim ou não do que de fato é construir de dentro para fora a partir de uma reflexão sobre como as coisas ressoam na gente Enfim vou tentar explicar melhor as possibilidades de ser são tão grandes são tão diversas que a gente primeiro olha para fora olha para aquilo que a gente admira não sei e tenta chegar até isso tenta comprar um pacote que vai me tornar aquilo ela usa a expressão blocos de referências prontos eu acho genial isso é interessante porque basicamente a
gente diz sim eu gosto disso então eu quero isso em mim eu quero isso na minha identidade ou não eu não gosto disso então eu não quero isso na minha identidade e não faz a pergunta aberta Tipo o que que isso mexe em mim como isso me move ou o contrário também porque que isso me incomoda por que que eu rechaço isso no fim é deixar Ressoar seja na terapia seja no dia a dia sempre que possível só que uma coisa que é importante que eu finalmente entendia assim alguém te fazer uma pergunta aberta ou
você se fazer uma pergunta Beta não necessariamente implica uma resposta imediata que você tem que responder na hora eu posso te perguntar o que você pensa sobre café você pode bugar você pode depois ficar com essa pergunta na cabeça e daqui a dois dias uma semana um mês dois anos você um dia vai ter na sua cabeça cara é isso que eu penso no café é isso Que café me faz sentir é isso essa é a minha relação com café ou a minha não relação com café Enfim então talvez para a gente se irritar menos
com as perguntas abertas que nos fazem ou que a gente precisamos fazer a gente precisa ter calma paciência paciência com o tempo que as coisas levam para fazer sentido é só não esquecer que a pergunta Tá lá Tá em aberto [Música] falei tanto que meu café esfriou