Oi gente vai começar agora o Primeiro Momento de apresentação e discussão de caso clinico do livro Hoje vamos discutir o caso do João que é o menino de 4 anos foi encaminhado para a sede e foi encaminhado para avaliação psicológica ali no centro de avaliação Oi e ele chegou com uma queixa de comportamento opositor principalmente agitação e alguns cenários de atraso motor e na fala além de ter alguma questão de controle esse interiano também ele foi atendido por dois meses durante oito encontros E aí perseguir aqui tá os autores do capítulo velho referência sou eu
e quero agradecer também as outras autoras que não por elas aqui pra gente hoje participaram bastante do casa a Natália que atendeu então vocês vão ver depois ela aparecendo aqui ela vai fazer presente de alguma forma também é e aqui tá funcionograma contando um pouco da família dele na visualmente e al1 bom então ao longo da avaliação foi feita uma entrevista de anamnese com os pais uma entrevista com a professora e com a psicóloga escolar é da Escola de Educação Infantil principalmente horas de jogo diagnósticas já que não teve uso de testes padronizados a observação
da interação entre o paciente a sua mãe e irmã em entrevista estruturada para diagnóstico com os pais e começar começando então importância da entrevista na entrevista inicial para abrir o caso e começar já a coleta das primeiras informações que vão ajudando avaliador na hora a planejar o que que vai ser feito depois quais técnicas você utilizados e dá algum Norte para o atendimento se a gente vai fazer aqui uma espécie de supervisão para conversar um pouco caso e ver o que que a gente consegue pedir de ideia aqui certo então que eles tinham o João
foi adotado quando ele tinha uns quatro anos pela Olga e pelo Ricardo e são tios de segundo grau dele certo ele passou os primeiros meses dele desde os primeiros meses no abrigo residencial em volta de 34 anos teve uma tentativa de Reintegração dele com a família então biológica a mãe o padrasto a dia e avó e como é que foi e ele ficou mais ou menos um ano com essa família sim nessa tentativa de Reintegração ele sofreu maus tratos e Abuso físico psicológico na a gente sabe que ele era muito repreendido ele ficava isolado ele
era isolado da casa ele ficava confinado sozinho durante muito tempo assim então passou também por abuso físico na durante esse tempo assim batiam nele né e Abuso psicológico nesse sentido de repreender ele durante esse tempo assim alguém recado não sabe muitas outras informações a respeito disso cinemas os abusos foram mais ou menos essa e vai que foi alguém Ricardo que aconteceu depois ele daí Voltou ao abrigo quando se constatou essa situação de abuso EA Olga o Ricardo de entraram em contato com a briga e conseguiram de aguardar ele não queria Ah e não quer ainda
fala muito sobre a família A Olga chega perguntar né segundo ela tem me disse para o João você quer ver os seus pais você gostaria de falar com eles e João respondi que não que não quer que não quer conversar sobre isso uma coisa nesse sentido assim e eu acho que é um pouco esperado né se ele teve esse essa experiência ruim com a família daí a gente ainda tá aí e nem sei se é necessário também assim então com muito do que o Gabriel avaliador tá trazendo aqui só informações que são coletados numa primeira
entrevista já numa entrevista de anamnese não existe um roteiro programado mas é muito comum de agosto em informações que não estão previstas a gente pode aprofundar e tentar entender entender bem como é que são algumas histórias que a gente não não previu como todo esse pessoal tipo de de abrigo de Reintegração a família né então toda essa questão e conta um pouco então do dos primeiros atendimentos como é que foi com ele tá ele tem então essa queixa o comportamento mais agitado de ser um pouco mais agressivo mas daí eu chego ali na sala de
espera e ele tava escondido atrás da aí não queria falar muita coisa Ele tava meio quieto assim então introduzir ele falei quem era o que a gente vai fazer e daí conforme ele foi ficando confortável Ele entrou para sala assim e daí ele partiu correndo para lá abrir a caixa de brinquedos tirou tudo de dentro começou a brincar assim em mas eu não sei que é brincadeira dele atende a bastante a repetição na então ele não tinha uma brincadeira muito simbólico assim tava sempre repetindo as coisas que ele tava fazendo também ele brincava sozinho o
ou ele me chamava para brincar com ele de uma maneira autoritária incomodava as brincadeiras ele tinha que comandar as brincadeiras também eu tentei fazer uma internação de mudar um pouco assim as regras que estavam acontecendo ali sendo possa são brincadeira e ele acabou esses organizando sim para ele que ele foi demais também eu voltei uma desorganização na fala dele ele tá falando uma coisa de repente ele começa a falar outra ele fala em terceira pessoa também e tu já fala só o conteúdo ou fonemas o modo de falar também nenhum modo de falar também também
isso eu não sei que ele não dá para entender algumas coisas que ele fala assim eu passo para ele repetir ele acaba repetindo é centro mas muito nesse sentido assim eu também os desenhos que ele foi fazendo assim eu não tenho uma falta de integração questões nesse sentido como aperta a primeira rodagem assim ele brincando e as suas experimentações Olá tudo bem positivo ele foi se abrindo mas eu não sei que ele não estava disposto a essa interação descoberta inicial de área de jogo é sempre interessante o avaliador parte primeiro de uma de uma atitude
mais passiva que nem o Gabriel tá me contando aqui então primeiro observar como é que a criança vai entrar na sala se ela vai até os brinquedos ou se ela não vai se ela abre a caixa de brinquedo ou se ela não abre e muito importante ela convida o avaliador Gabriela brincar ou não uma vez que ele já sabe disso você já se ele já sabe que a criança não não é não vai convidar não convidou se ela não histórias brinquedos aí ele é mais interessante eles têm mais ativo e intervir de fato E aí
para por nós também está dizendo intervir mas é brincadeira e tentar participar e tudo isso não vão sendo o coleta de dados Então a gente tem o dado mais espontâneo dele e aí depois mudado com mais uma atitude mais ativa do avaliador e eu quero que tá me dizendo pelo material que tava me mostrando a gente pode pensar que tem alguns sinais de um possível atraso no desenvolvimento no modo como trazendo essa brincadeira dele e até os desenhos que tu tá me mostrando aí a gente espera esse tipo de desenho mais garatuja livre a limpando
três anos iniciando era por ali ele já tem quatro quase cinco e ele fica mais desenho Então vamos dar uma ideia de um de atraso me falou assim que que tu acha se tá assim sem eu tô sem algo nesse sentido também essa questão desenvolvimento motor me fez pensar um pouco nisso sim mas eu não sei de hipóteses diagnósticas assim o que a gente conseguiria tirar isso e me chamou atenção só fala punitiva do mini leite pra gente fazer um vídeo sim para ver como é que funciona isso então vamos dar uma olhada com uma
cena do atendimento aqui mais alguns desenhos não é para mostrar Então esse é um padrão de desenho deles só com Fala galera tudo saindo uma dificuldade fazer um desenho pouquinho mais estruturado na cidade já esperaria já um início de um girino que a São pessoas assim só como círculo e a perna e o braço direto círculo aquele não consegue se organizar muito graficamente aqui também não tem um desenho bem bem só no uma garatuja Oi meu amor [Música] E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí
[Música] o que você tá falando E aí [Música] [Aplausos] E aí [Música] [Música] E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí [Música] E aí E aí E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] G1 [Música] G1 e o que que aconteceu o quê [Música] E aí E aí E aí [Música] E aí E aí E aí E aí [Música] [Aplausos] E aí E aí E aí E aí E aí
[Música] E aí [Música] E aí E aí E aí E aí E aí E aí G1 E aí G1 E aí [Música] E aí [Música] E aí o que tá faltando E aí E aí E aí E aí [Música] E aí E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí E aí [Música] E aí G1 E aí e não E aí E aí Olá Sou Gabriel eu preciso que tá me mostrando eu entendi melhor que tava querendo dizer assim com os cursos mais dizer que Deus organizado né
E isso e até queria chamar atenção que acho que fez uma coisa bem interessante de não quis falar muito com ele e do número dele do meio né acende não confrontar e até usar o nele para tentar se comunicar com ele eu pergunto a gente dia que eu queria ouvir de digitar o Quais foram suas primeiras hipóteses diagnóstico a partir dos primeiros brincadeiras o que que tu chegou a pensar eu tava pensando assim a partir dos desenhos da brincadeira que tava se repetindo assim em algum transtorno do desenvolvimento algo nesse sentido assim Cheguei a pensar
na hipótese de transtorno do espectro autista mas eu não sei assim durante as outras como essas e outras brincadeiras com ele eu tive uma outra opinião chegou entrar em contato com a escola sim sim entre em contato com a escola foi bem interessante assim os professores disseram que no início dele ir para escola assim ele tava batendo nos colegas sem motivo aparente assim e ele tava sendo agressivo com os professores também Elas disseram que de um tempo para cá isso vem melhorando desde que enfim hein em qualquer que o Ricardo né Isso parece tá tá
melhorando um pouco mais assim que eu tô atribuindo essa melhora especialmente é isso assim e o menu aparece na escola como ele aparece na escola as outra coisa que Elas disseram assim muitas vezes aparece com um falas da mãe falou se comitivas falando que ele deveria tá fazendo o que ele diria tá fazendo de diferente muitas vezes também quando ele se sente frustrado quando ele se sente desafiado Eu eu achei bem interessante esse momento que o menino e aparece aquele aparece mais você estiver perceber alguma coisa nesse sentido se chama atenção eu acho que nós
estamos tão bem assim aparece quando tá muito animado muito alegre muito feliz mas também quando ele tá muito frustrado ou crônica uma coisa diferente Parece parece para organizar algo nesse sentido assim é se você pessoa outra vez a história dele faça sentido ele lançar mão do Mini para para se comunicar agora e faz sentido para ti eu não tinha pensado nisso ainda mas acho que o tempo que ele passou também trancado assim na superficial velho esse abuso assim de estar confinado num lugar sozinho né acho que ele também não tinha muito contato assim com outras
crianças de uma maneira continuar sabe então acho que faz sentido sim ele tem esse esse recurso assim para também conseguir conversar e expor as ideias dele peça acho que o sentido eu eu acho que tu pensou em portas bem interessantes para a gente trabalhar aqui vendo o vídeo que tu mostrou até o modo como ele desenho como ele vos o desenho dá para pensar que ele tem algum algum sinal de uma capacidade simbólica da do desenho ele é um desenho graficamente parece tá atrasado mas ele é um carro é uma pessoa tem algum parece que
está começando uma cidade simbólica aqui a gente poderia lá os dois anos em 263 ele já tá um pouco aí mas como se estivesse alguns passos atrás né e eu acho que até está fazendo domene como esse recurso simbólico dele é a minha interpretação né como esse realmente organizador para ele poder ajudar quando ele se desorganiza quando eu ficar mais agitado e até aí em três ante o nele ele parece meio agressivo às vezes né então o meio e chega como essa ordem essa lei que te dá um Contorno para ele sim sim tu percebes
uma nossas assim sem perceber o comportamento dele muda assim corpo dele fica diferente a voz é diferente a gente pensar nesse período também lá dos dois anos que a criança está começando a se irritar alisar mais atacando uma autonomia maior é mais birrenta eu não sei começa a fazer sentido até o sintoma dele ser mais opositor parece que ele tá se afirmando até por essa agressividade assim na escola também é verdade então não sei lá uma coisa negativa assim eles comportamento agressivo daí na eu acho que dá para ver de várias formas de uma delas
talvez a forma mais positiva né O que que está dizendo para nós até para pensar mais para frente depois da variação Sim sim e aí que que pensou mais para o final de fechar o nome diagnóstico chegou eu não sei se dá para fechar o diagnóstico agora assim porque na eu acho que essa questão ele falou do recurso simbólico assim até de carteirinha um pouco a hipótese de autismo né esqueçam do desenvolvimento a gente não sabe até que ponto eu fiquei pensando numa questão de transtorno dissociativo assim mas eu também não eu acho que não
se encaixaria agora nesse momento então ele passando sim pois é eu fiquei pensando em fazer uma reavaliação daqui daqui um tempo para a gente ver como é que tá a situação eu acho que é uma boa acho que a gente for olhar os sintomas Parece mesmo transtorno dissociativo de identidade né a ele uma hora ele Almeida hora já ele ele tem um tem momento Tem um diálogo e parece que várias pessoas ali né sim Oi e eu achei um caso para ficar bem atento Porque dependendo do pode ter um percurso não tão legal para o
João aqui né Daqui a pouco pode passar a desenvolver outros sintomas talvez mais grave né talvez algo mais na linha da Psicose também civil e o que que pensou em termos de prognóstico o que que poderia de Cá Sem para sua família agora nessa conversa contigo contigo pensei em algumas questões assim a gente falou do meio também como vindo depois desse espaço onde ele foi agredido não é psicológica e fisicamente então eu acabei pensando assim que ele tá em outro ambiente agora com a Olga com o Ricardo ele tem três irmãos nessa casa junto dele
né um 17 outro 6 e 5 anos então acho que ele tá tendo mais contato com outras crianças assim com o ambiente que parece tá mais ok assim parece estar mais estruturante a nossa funciona também falar uma melhora né de um tempo para cá então eu penso assim que com o tempo é possível que o menino é necessário para o j1 Oi e aí como é que passou a evolução do caso evolução está a mãe tem tem que se mostrado bastante assim ativa no processo de psicodiagnóstico tá sempre perguntando né se algo que você já
tem o resultado se defende diagnóstico e são esses sentidos Então não precisa da devolução eu pensei em imprimir dois lados né para mim para ela e ficar lendo junto com ela assim todo passo a passo assim daqui do que foi avaliação do João a devolução um procedimento super importante da avaliação que dá Justamente esse fechamento mas mais do que fechar ela serve para abrir possibilidades para aquela família para aquele paciente seguimos ficando novos atendimentos e estratégias que Possivelmente tendem a ser mais efetivas por atendimento Esse é o grande objetivo de uma variação na Acho que
mais para frente vai ser trabalhado mais aqui a questão da devolução né é um sobre isso né de abrir caminhos também eu pensei nas indicações de atendimento individual o João de fonoterapia né até para resolver alguns problemas que ele ainda não não consegue falar tão claramente e também a mãe né tá explicado agora no processo de práticas parentais Voltou ao serviço então isso é bastante legal assim alguma coisa para lidar com o comportamento um pouco agressivo que o João ainda tem em casa aí eu pensei na reavaliação né daqui a um tempo assim a fundamental
para ver como é que vai seguir esses sintomas ou não exato mas acho uma ótima ideia é e esse esse processo diagnóstico também foi feito sem testes padronizados lá isso é algo bem interessante porque geralmente têm essa noção de que a avaliação psicológica precisa ser feito exclusivamente com teste a gente tentou fazer você até com João mas infelizmente ele se recusou a fazer atividade essa Isso é uma informação também muito relevante para gente que a gente pode analisar qualitativamente e também incluindo alto atividades mais estruturadas talvez não sejam em não consigo ainda fazer nesse momento
certo então é muito legal que a gente consegue também ter feito esse diagnóstico né esse processo diagnóstico muitos utilizando de várias fontes de coleta de dados geralmente é assim que a gente precisa fazer um seguro diagnóstico falando com a professora Falando com a mãe falando com os familiares mais próximos né também observando o comportamento verbal comportamento não-verbal se utilizando de testes e tarefas quando possíveis etc é bastante coisa e é bastante coisa mesmo e o modo mais fácil de organizar isso é categorizar todas as ações que pelo menos três alguns autores vão chamar de um
tripé avaliação E aí pensar em observação que a gente observar o comportamento clinicamente entrevista com aquele de coleta da história daquele paciente EA testagem que ser um terceiro pé ainda dessa parte da avaliação as previsão também é um momento bem bacana desse tem assim um processo psicodiagnóstico a gente pode conversar com um colega mais experiente sobre as nossas observações do caso e essa pessoa que tá de fora também consegue nos dar uma outra luz sobre aqui provavelmente está acontecendo sobre as opiniões do caso e a gente consegue aí ter uma abordagem um olhar mais holístico
sobre o processo e obrigado pela atenção fazer isso aí E aí