[Música] Olá pessoal tudo bem Vamos falar agora sobre a antropologia em Kant e é importante terem presente que Kant vai reunir ou ele vai ter que se confrontar com duas tradições nós vimos que descart é representa a tradição racionalista e hobs representa a tradição empirista essas duas tradições vão se desenvolver ao longo da história e Kant então vai se confrontar com ambas as tradições um datado importante é que se para o pensamento clássico a natureza é aquilo que define o ser humano então todo o esforço do homem a medida em que existe concretamente é realizar
é atualizar a sua natureza agora do ponto de vista cantiano do ponto de vista moderno a natureza se caracteriza pela agressividade pela animalidade então todo o esforço do ser humano que quer se humanizar aplica num distanciamento da própria natureza Então se de um lado a gente tem uma natureza que é agressiva hostil animaliz por outro lado a moralidade é aquilo que torna possível a afirmação do homem como um ser que tem dignidade que tem um valor em si mesmo há um esforço então de romper as nossas tendências naturais para agir de acordo com a razão
e é isso que a gente vai ver aqui do ponto de vista cantiano e é justamente por causa dessa tendência de priorizar esse elemento racional é que o padre vs diz que a ética canana a ética e a antropologia canana permanecem vinculadas a uma perspectiva dualista que reafirma de alguma forma a dimensão da Razão como tendo prioridade sobre a dimensão sensível então vamos lá ler o que que o está dizendo diz assim a verdade o que diz respeito à concepção do homem o pensamento de Kant permanece na linha da tradição dualista própria da antropologia racionalista
isso porque como eu tentei explicar para Kant o homem aquilo que é específico aquilo que é próprio do ser humano é aquilo que o distancia da dimensão da animalidade da agressividade então o homem enquanto ser corpóreo ele é marcado por leis já determinadas ele é marcado pelo instinto mas enquanto ser de razão ele é capaz de se autodeterminar porque ele é capaz de se representar a si mesmo a própria lei então o ser humano ele se define e se afirma na sua humanidade a partir desse exercício da razão então quem é o ser humano de
acordo com con cante ser humano é ao mesmo tempo um ser de razão e um ser de inclinação que define que caracteriza como eu procurei afirmar anteriormente como ser humano que é próprio ser humano que confere ao ser humano dignidade valor absoluto essa sua capacidade de se orientar e de agir de se autodeterminar pela razão na fundamentação da metafísica dos costumes o c Então vai defender só o ser racional tem a capacidade de agir segundo a representação das leis só um ser racional então tem a capacidade de agir orientado por princípios só um ser racional
tem uma vontade ter uma vontade significa ser capaz de se orientar por princípios ser capaz de orientar pela razão então só o ser humano é de alguma forma um ser que tem um valor em si mesmo porque ele tem uma vontade porque ele é livre As Nossas ações de acordo com Kant elas podem ser contrárias ao dever então todas as vezes que os nossos instintos nos levam a agir de forma contrária ao dever nós estamos completamente determinados pela natureza mas e isso não faz de nós um ser que tem valor absoluto que tem valor em
si mesmo as ações também podem ser conformes ao dever então eu posso fazer a coisa certa mas eu posso fazer a coisa certa simplesmente mover por impulso ou movido por uma determinação externa então quando eu faço a coisa certa movida por impulso ou por determinação externa a minha ação também não tem valor moral porque ela é praticada por intenção egoísta então eu tenho ações que são contrárias ao dever tenho ações que são conformes ao dever e entre as ações conformes ao dever tem aquelas que são praticadas por intenção egoísta mas tem aquelas que são praticadas
por puro dever por puro respeito à lei Então são aquelas ações que não tem nenhuma determinação da inclinação Eu não ajo porque eu tô inclinado a elas não há uma mobilização sensível né mas eu ajo de determinado forma porque é um dever moral porque eu devo agir assim então a ação eh PR cant ela só tem valor moral quando ela é praticada por dever Então se qualquer outra inclinação me levar a agir de alguma forma eu não agi por moralmente então mesmo que a ação seja boa um exemplo que cante dá é por exemplo conservar
a própria vida olha conservar a própria vida é uma ação conforme o dever Então ela deveria ser uma ação por dever mas se eu conservo a minha vida porque eu amo a minha vida eu não tô conservando a minha vida porque eu por dever moral mas eu tô conservando a minha vida por uma inclinação sensível então A Conservação da própria vida por inclinação sível para cante não tem valor moral o que que teria valor moral Olha eu não gosto da minha vida eu gostaria muito de não viver mas é um dever viver é um dever
manter a vida então aí eu teria me distanciado da inclinação sensível estaria agindo por dever e portanto a minha ação teria um valor moral Olha eu vou ajudar a pessoa não porque eu tenho inclinação a isso porque eu gosto de ajudar não porque eu vou ser reconhecido mas eu vou ajudar porque é um dever ajudar um dever moral ajudar aí ação ela tem um valor moral na medida em que ela é praticada por dever né que é o que a determina não é nenhuma inclinação não é nenhum mble ex todas as ações são praticadas por
dever elas são orientadas por uma espécie de mandamento moral que se exprime a partir de um imperativo esse imperativo que não tá determinado por nenhuma coisa externa a ele hum eh Kant o define como imperativo categórico ele é uma lei prática não é então ele é uma lei porque ele é completamente determinado a priori ele não é definido a partir determinadas expectativas de determinadas danios por exemplo eu quero agir bem porque eu quero ser reconhecido por um outro ó Isso aí é um imperativo hipotético por quê Porque eu quero agir de determinada forma buscando um
fim que é extrínseco a esse tipo de ação o imperativo categórico ao contrário diz respeito a um mandamento que ordena a agir de acordo com aquilo que é justo né mas sem nenhum fim né sem a determinação de Nenhum fim extrínseco ao próprio dever então eu ajo moralmente não porque eu quero alguma coisa mas porque é um dever moral agir assim e essa obrigação de agir conforme ao dever se exprime no imperativo categórico que é uma lei prática mas esse esse imperativo categórico que é a lei prática ele tem uma base né Ele tá fundamentado
em alguma coisa cuja existência em si tem um valor absoluto e que como fim em si mesmo possa ser a base das leis determinadas então o que que é valor absoluto né O que que é fundamento do dever por que que eu tenho que agir moralmente né é não é muito mais fácil eu agir movido pelas minhas inclinações né que me levam a determinadas finalidades por que que eu tenho que agir contrá as minhas inclinações por que que eu preciso agir conforme eu dever para mim fundamentar isso eu tem que ter algo que seja um
valor absoluto que tá na base que sustenta esse imperativo categórico essa necessidade de agir conforme eu dever vai dizer que o que é valor absoluto né é só aquilo que é fim em si mesmo então só tem valor absoluto O que é fim em si mesmo e o que que é fim em si mesmo o ser humano e todo o ser racional então o ser humano ele é ele tem valor absoluto na medida em que ele é fim em si mesmo na medida em que as suas ações não servem a outra coisa e portanto o
ser humano ele só na medida em que é valor absoluto na medida em que aja orientado pela moralidade ele pode ser afirmado como um ser de dignidade um ser que tem um valor de si mesmo nesse sentido o Kant vai dizer que a moralidade Então ela é condição que pode fazer de um ser racional um fim em si mesmo a moralidade e a humanidade enquanto capazes de moralidade são as únicas coisas que T dignidade então nós somos seres seres humanos somos seres de inclinação e seres de razão as nossas inclinações nos levam a agir contrá
variamente a Dever ou em conformidade com o dever Mas mesmo quando a gente age em conformidade com o dever movido Pelas nossas inclinações o que nos moveu é uma intenção egoísta mesmo que seja para ajudar os outros a gente agiu porque a gente gosta de ajudar porque a gente quer ser reconhecido por isso quando é que a nossa ação tem valor moral quando ela é praticada por puro dever e portanto ela não é movida por nenhum outro mbel externo essa ação moral ela tá fundamentada Por que que eu ajo assim né porque ela tá fundamentada
em algo que tem valor absoluto eu ao assim porque eu sou um ser que tem fim em si mesmo sou um ser de dignidade e o pressuposto disso por que eu sou um ser de dignidade porque eu sou um ser Liv então a liberade aqui um conceit fund nãoé por porque ele me opõe faz com que eu de alguma forma meir para além da determinação puramente natural que é a determinação do ser humano do ponto de vista da sua animalidade da sua agressividade é porque eu sou livre é que eu tenho dignidade é porque eu
sou livre que eu tenho valor absoluto o ser humano pante é ao mesmo tempo um ser pertencente ao mundo sensível e um ser pertencente ao mundo inteligível enquanto pertencente ao mundo sensível nós somos seres determinados Pelas nossas inclinações né Nós somos seres determinados pela natureza enquanto pertencentes ao mundo inteligível nós somos seres que damos a nós mesmos a nossa própria lei então a causalidade da nossa própria vontade é a ideia de liberdade liberdade aqui entendida como autonomia como capacidade de se dar a si mesmo a própria lei Então existe aqui uma autodeterminação da Vontade que
torna o sujeito que nos torna capazes de nos afirmarmos como seres que TM fim em nós mesmos não somos para outra coisa que não temos preço mas temos um valor absoluto temos dignidade então PR cante o ser humano se define como Liberdade espero que vocês tenham conseguido acompanhar o raciocínio até aqui e desejo a todos bons estudos muito [Música] obrigada h