E aí vamos nós para mais um assunto polêmico delicado e que vai dar Muita confusão provavelmente Já faz um bom tempo que o pessoal aqui no canal tá me pedindo para eu fazer um vídeo sobre é possível separar o autor da obra e é óbvio que essa pergunta só é feita porque muitas vezes a gente se depara com situações em que o autor é um canalha o crápula um bandido criminoso um sem vergonha e a sua obra bom a sobra é belíssima a sua obra muitas vezes é algo que faz parte da nossa infância agente
tem por ela uma grande memória afetiva e objetivamente falando por mais que o autor seja um monstro obra continua muito bela ou não como Vocês bem sabem a proposta Desse Canal aqui é de qualificar o debate então eu vou comentar aqui onde é que começou esse debate se devemos ou não separar o autor da obra vou trazer alguns exemplos que são bastante complicados e por fim lançar a grande pergunta né o que fazer o que fazer quando o autor é um monstro de pronto Peço desculpas por uma série de ruídos que devem estar vazio Tô
fazendo uma ventania aqui como se o mundo estivesse acabando Por que o mundo de fato está acabando Mas a gente não fica aqui no papo peço que você curta o vídeo Se tiver curtindo compartilhe que isso é muito importante se inscreva Caso seja novo por aqui seja um apoiador a não falo isso da boca para fora é isso que viabiliza o canal isso é muito importante para poder continuar fazendo vídeos como esse tema Recompensas bem legais eu vou deixar o link da nossa campanha no primeiro comentário fixado e também aqui na descrição do vídeo mas
vamos lá vamos esse papo aí do autor e obra a gente separam separa como é que resolve essa parada assim de pronto é preciso entender quando que o autor passou a ser esta figura intrinsecamente ligado à obra que ele produz Isso parece ser uma coisa assim natural Mas não é isso é uma construção discursiva Isso é uma forma de entender o mundo que surja a partir da era moderna Que bonito né falei assim de um jeito assim deixou a coisa só para dar uma pincelada aqui foi no século 17 por exemplo que muito se pensou
sobre o gênio gênio artístico ela se você pega os textos latinos da época Engraçado que eles pensavam muito a figura do Gelo a partir de Engenho que a mesma palavra a origem é engenheiro Então já não basta até advogados e médicos que ele nunca fizeram do Tá se achando Doutor esse vídeo aqui vai favorecer Engenheiro se achar Gene agora mas eu perdi o foco Deixa eu voltar o que eu estava falando é que gênio e Engenheiro ingênua eiro vende o mesmo radical e que é uma ideia que está atrelada Alguém capaz de produzir há algo
de ser inventivo de conseguir ter uma visão sobre as coisas e tal ele mesmo século 17 pelo classicismo não tem alguns pensadores muito significativos para pensar sobre o gênio artístico um deles é domenique burro que vai cunhar o conceito de Delicatessen é grosso modo ele vai dizer que o gênero artístico é aquele que tem uma visão que tem uma visão delicada sobre o mundo e delicada não entendo assim cheio de dedos ele cada no sentido de ter uma visão diferenciada mesmo de conseguir produzir um ponto de vista e outro cara também muito importante daquela época
era Lord shaftesbury ele inclusive o seguinte já que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança o homem se aproxima de Deus não quando ele se importa com uma criatura mas quando ele se comporta como criar bom então lote só tô pegando assim alguns pequenos exemplos para vocês perceberem como ali do 17 para 18 já começa a todo um papo assim de o artista como um grande gênio E sendo que a dor essa presença quase Divina em Sua obra bem daí fica muito difícil de fato separar a obra do autor é quase como querer
defender uma espécie de religião sem Deus embora existam religiões sem Deuses Só que não é por acaso que eu tô falando aqui de autores que são todos eles europeus e autores são todos eles cristãos então nós tem para ficar bem claro esse papo do gênio do autor que não pode ser separada da obra pois bem tudo isso nasci num contexto de um pensamento profundamente Cristão europeu clássico e vão dar um pulo em alguns séculos tá vamos chegar no mano mano muito específico 1968 nesse ano um teórico da literatura chamado o lambari lança um pequeno artigo
chamado a morte do autor esse artigo é muito fluente até hoje professores de literatura passam por seus alunos eu perdi e na rua por causa desse texto e a minha mente eu não vejo batalha aqui mas Minas Gerais A ideia é a seguinte base crítica muito os críticos de sua época porque ele acusa o quanto que é de preguiça nos críticos que ficam o tempo todo atrelando a obra ao autor em outras palavras ele está acusando os críticos de ficarem buscando nos autores chave de leitura para as obras para tornar claro isso que eu tô
falando deixa eu pegar alguns exemplos dos quadrinhos Héctor oesterheld autor de o eternauta muito se sabe sobre a militância política dele militância que inclusive fez com que ele fosse assassinado pela ditadura militar isso fez com que toda obra dele sempre fosse lida pelo um viés de esquerda a grande massa já análise de um Internauta de outras obras do autor e réu sempre procure identificar traços de ideias traços de militância de esquerda e não que isso esteja de todo errado Porque de fato alguma coisa vai aparecer Afinal os terrenos de pensava assim a senhora sua visão
de mundo com tudo o que bar está falando O que é uma leitura preguiçosa Porque sim você real de colocou no seus quadrinhos parte da sua visão de mundo era assim que ele via as coisas mas a história em quadrinhos é uma construção poética ou seja muito mais coisa está lá não só porque ele é um artista muito talentoso importante enriquecer as suas obras com muitas outras camadas ou seja ele não reduzir a elas a simplesmente um panfleto mas também gente porque assim a gente já aprendeu com os canários e outras psicologias Profundas que o
ser humano é complexo e por mais que você pense x eventualmente você produz Y daí que muitas vezes autores possam pensar uma coisa mas acaba produzindo outra contra a vontade do próprio autor sacou obra de arte muitas vezes é repleta de atos falhos de coisas que a gente não queria dizer e acabou falando sentidos que escapam entende do tipo ah eu fiz uma obra sobre isso mas as pessoas estão entendendo aquilo então talvez eu tenha falado aquilo mesmo a poética seja dos quadrinhos seja do cinema seja da literatura ela é muito mais complexa do que
as intenções do autor um gesto preguiçoso dos infernos quando os críticos ficam só simplesmente procurando a biografia do autor para conseguir achar um jeito de interpretar a obra aquele cara era marxista e tá sobra marxista aquele cara o pai dele era psicanalista então eu vou fazer uma leitura psicanalista aquele outro cara lá ele foi criado no ambiente faz isso então gente vai ver aqui sinais do fascismo na obra dele a já isso aqui sofre de uma doença tal então certamente quando escreveu sobre o voo da borboleta ele queria Na verdade era buscar uma cura tão
entendendo como esse procedimento é preguiçoso como ele é safado sem vergonha isso é tão furado que em vários casos não funciona de jeito nenhum mais o exemplo dos quadrinhos para deixar isso bem claro Steve ditko Steve ditko exemplo muito boa eu sempre trago ele aqui esse vídeo é co-criador do homem-aranha do doutor estranho e na época em que ele estava trabalhando para Marvel muita gente pensava que ele era um ripão malucão no LSD afinal se você pega os conceitos que Ele criava cara é muita Piração mesmo aquilo que Ele criava parecia que só sai da
cabeça de alguém que tinha um estilo de vida muito doido é só que eu tive que era um cara canetaço de direita e até onde se sabe teve uma vida que vai muito no contrário de todas as maluquices que ele escreveu ou seja essa psicodelia que tá na obra do Steve ditko até onde se sabe nunca esteve na vida dele e claro né aqueles que costumam ainda para Oscar essas saídas preguiçosos vão dizer ah mas é porque ele usava essa coisa doida para encontrar uma Catarse para sair dessa vida careta dele mas isso assim vai
botar o cara no divã de um jeito muito mal colocado né é uma especulação muito chutada sobre a pessoa dele é pseudociência no final das contas então nós tem essa crítica que aparece ali no final dos anos 60 na teoria literária de que é preciso matar o autor é preciso pensar as obras sem considerar o autor ela tem a sua relevância isso inclusive vai ser até mais radicalizado por outros pensadores ali no final dos anos 60 Michel ficou uma galera se juntar isso é entendido que o autor não é mais sinônimo de autoridade ou seja
o autor não manda no sentido que o produto sobre a obra que eu leio o clima de tudo o autor é um cara que vem depois da obra vai fazer não como se fossem é que é o seguinte o indivíduo óbvio que o indivíduo existe antes da obra senão não teria sido feita a obra certo só que eu tô é um cara que eu só conheço Porque eu tive contato com a obra e da mesma maneira alguém só se torna autor que produziu uma obra ou seja essa figura que a gente inventa que a gente
biografias aqui é o autor pois bem essa figura ela é toda construída já dentro dissesse os moldes certos discursos a partir da obra daí que busca o autor para explicar a obra acaba sendo portanto sempre uma saída fácil e muitas vezes bastante picareta ou não esse vídeo que tá bom né tá bem assim Caetano Veloso tudo é ou não Ou não porém hoje em dia é o entendimento um pouco diferente por causa dessas questões identitárias que demandam a presença de mulheres negras pessoas deficientes as pessoas LGBT pessoas de outras etnias a todo uma reconsideração de
você prestar atenção no autor não querendo resgatar o autor que É mas não isso mas entender que é importante sim olhar para ele é importante sim pensar Quem é o autor ou seja os dias de hoje o autor foi ressuscitado ainda que se debata muito sobre que tipo de relação vale a pena ter não é mesma relação do passado mais a uma relação aí tá dando esse aperta hora para explicar para vocês o seguinte é por isso que nas redes sociais a galera tá sempre batendo cabeça sobre essa discussão do vincular o autor a obra
ou não porque nem do ponto de vista acadêmico a um consenso e essa discussão obviamente se torna inflamada ganha enormes proporções quando o autor é um criminoso quando o autor é uma figura que cometeu um ato horrível repugnante que a gente fica dizendo Caramba e como a gente vive numa era de pela informação cada vez mais a gente descobre autores que fizeram coisas horríveis é o caso nobuhiro watsuki o sentido original atsuki no bueiro autor de Rurouni Kenshin ou mais popularmente conhecido aqui no Brasil como Samurai X a coisa para o outro é melhor quando
em a polícia japonesa fazer uma operação contra pornografia infantil descobriu que o autor guardava DVDs com vídeos de adolescentes nuas pela fama do autor e da obra isso teve um alcance Mundial repercutiu bastante Isso foi em novembro ele assumiu que ele tinha todo mataram por meninas colegiais mas lá em fevereiro ele pagou uma multa de aproximadamente 10 mil reais e fim acabou tava tudo resolvido não só tudo volta ao normal como a sua acha que eu publicar vá vou continuar publicando pode isso que voltou até emprego e voltou a publicar Samurai X pela mesma Editora
na cola e trabalhava a editora de emitir uma nota dizendo que ele tá passando por um momento de reflexão qualquer bobagem assim e apesar de ter rolado um boicote por parte do acidente um acidente a obra dele não saiu mais o Japão segue saindo e também tem os filmes né Tem filme na Netflix ou seja Marca essa mulher x continua forte como sempre esse caso aí Traz uma série de perguntas eu vou dar conta só de algumas aqui a principal que o objetivo desse vídeo é a seguinte dá pra gente continuar lendo Samurai X após
o crime do WhatsApp cru É sim continua sendo uma obra Bela legal e tal depois que a gente fica sabendo quem o autor é mas para além de boicotes ou discussões sobre penas que são brandas demais ou conivência editoriais a grande pergunta que se impõe é dá para separar o autor da obra da e a resposta tanto nesse caso como em todos os outros é dependem Depende de onde você está olhando e aí você está me assistindo e vai dizer assim Como assim depende você tá falando de um criminoso asqueroso e sim gente é um
crime horrível Tá então vamos aqui amenizar as coisas como muita gente às vezes tenta amenizado tipo ah mas eram só adolescentes por quem não curte uma novinha coisas idiotas escrotas nojentas que a gente vê proliferar na cultura otaku Só que ainda assim se vincula autor e obra vai depender muito vai variar muito porque tudo é uma questão de para onde você está olhando para tornar isso claro por exemplo eu não consumo mais nada ligado a marca Samurai X pelos motivos que eu já falei aqui que vão desde as ações dele até toda essa passação de
e foi feita para poder preservar a marca aliás cabe dizer que não só se fecha paz o plano para Watches uk como também tira o hora de óleo piercing mas acha Kishimoto de Naruto Takeshi obata de Death Note hiroyuki takei Shaman King mitsutoshi shimabukuro de Toriko entre tantos outros que prestaram homenagens ao açúcar e depois desses eventos Então por coerência eu deveria boicotar todos os mangakás inclusive tudo aquilo que a Suíça produzir aí no final das contas virou coisa para caramba né mas não tem mais esses boicotes sejam atos de protesto e que tem um
efeito por mais ínfimo que seja mais que seja uma maneira da gente se manifestar eles só se justificam porque nós estamos olhando para Samurai X tendo em vista as ações do seu autor e não estamos fazendo a mesma coisa olhando para onde pense para Death node para tantas obras aí e se fizéssemos sinceramente eu não sei se a gente teria mais alguma coisa para ler para olhar Porque pô a Disney e Warner essas grandes corporações são todas elas cheias cheias de sujeira Então vamos agora consumir arte de é porque ele todo mundo É legal todo
mundo é santinho vai nessa a grande verdade é que se for fazer inventário moral eu acho que não se salvarem Mas isso não é argumento para sair relativizando ações ok que fica muito bem claro e isso serve apenas para reforçar que querendo ou não a gente acaba sendo seletivo nesse olhar rigoroso para obras que são feitas por autores problemáticos e reafirmo aqui que esse vínculo autor e obra continua e muito dependendo de uma série de circunstâncias eu mesmo orientei recentemente um projeto de iniciação científica que a gente acabou tendo que ler Samurai X sim eu
aqui que estou boicotando a obra voltei para obra porque porque a gente estava trabalhando justamente representações do início da era mesmo nos mangás e como pesquisadora você não pode ignorar a realidade o impacto Cultural de Samurai X é muito grande então lá estávamos nós debruçadas na obra e neste caso não interessava o autor isso É duro dizer porque de novo estamos falando de um cara que fez uma coisa horrível Mas de fato na análise eu tô fazendo não interessava o autor repito isso que estão entendendo Então qual é a síntese do papo aqui cada caso
é um caso depende para onde você está olhando Depende do que você está falando e Depende se você a partir desse olhar que produziu quer tomar alguma ação a respeito como é o caso de um boicote Por exemplo agora isso não vai deixar de ser um assunto espinhoso né inclusive lembro de um vídeo que eu coloquei aqui no canal analisando a erótica no primeiro arco de Dragon Ball e teve gente que ficou muito brava comigo outro e até me acusando de naturalizar os abusos sexuais com Akira Toriyama coloca ali nas primeiras fases do Dragon Ball
sendo que o vídeo que eu fiz não era um vídeo que eu estava tentando de alguma maneira denunciar o autor ou tentar de alguma maneira produzir uma crítica do ponto de vista ético eu estava simplesmente vai fazendo uma análise narratológica ou seja tentando mostrar como que é erótica era estrutural a narrativa quando eu vou deixar o vídeo aqui de recomendação dos cálices seja como for um vídeo onde você faz uma análise como essa de fato o altura e relevante mas nós tem um vídeo como é grande como essa muitas vezes nos dá subsídios para a
partir dele pensar daí o autor e pensar Até mesmo o que fazer eticamente a partir da obra mas galera esse papo aqui como eu disse tá longe de encerrar Até porque eu penso em fazer um segundo vídeo que é o que fazer diante das obras feitas por Monstros essa com vocês viram só mais para explicar Justamente a natureza desse vínculo obra autor mas comentem aí já me deem o gancho até para poder fazer segundo vídeo o que fazer diante de obras feitas por Monstros No mais como sempre peço que você siga a gente nas nossas
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