e as identidades que configuram o processo educativo crianças adolescentes jovens adultos e idosos o adulto alunos das classes de alfabetização é geralmente e personagem do êxodo rural filho de trabalhadores rurais muitos deles totalmente analfabetos outros semianalfabetos trabalhando em ocupações diversas outros integrantes desse grupo são de origem indígena e grupos da terceira idade que recebem estímulos motivando-se para novas conquistas sentindo a necessidade de dominar a leitura EA escrita eles voltam-se para as classes de alfabetização e firmam-se nelas associando o benefício de aprendizagem com o fato de que nesse meio ampliam-se e suas relações de amizade oportunidade
de crescimento pessoal o jornal e na perspectiva de Soares 2002 Os Indígenas representam clientela de alfabetização de adultos bem como os trabalhadores do campo que migram para as cidades Operários e idosos em busca de conhecimentos e acesso a bens culturais de Oliveira 2001 é outra autora que faz referência a clientela de alfabetização de adultos como sendo imigrantes que chegam as grandes metrópoles provenientes de áreas rurais em progressivas filhos de trabalhadores rurais não qualificados às vezes com uma passagem curta não sistemática pela Escola trabalhando em ocupações urbanas não qualificadas e o arroio 2001 também reforça esse
argumento afirmando os lugares sociais a eles reservados marginais oprimidos e excluídos empregáveis Miseráveis tem condicionado o lugar reservado a sua educação no conjunto das políticas oficiais e o adulto que está inserido no mundo do trabalho e das relações interpessoais traz consigo uma história mais longa de experiências e conhecimentos acumulados essas diferentes habilidades proporcionam maior capacidade de reflexão sobre o conhecimento e sobre seus próprios processos de aprendizagem partindo do princípio de que todo ser humano é capaz de aprender e também te ensinar a relação professor-alunos torna-se um processo de constante ensino-aprendizagem de Mão Dupla os caminhos
do ensino descortinam horizontes para a aprendizagem e esta revela instrumentos e mecanismos para o aperfeiçoamento do primeiro Romão e José 2002 página 74 São Paulo Freire entendendo que a criação dois círculos de Cultura desenvolvidos a partir das experiências dos sujeitos adultos em processo de alfabetização concebe os Espaços educativos sustentados numa estratégia da educação libertadora então a educação deste enfoque tem caráter emancipatório Libertador e permite aos educandos jovens e adultos refletirem se conscientizarem e transformarem a sua condição na sociedade a partir da leitura de mundo com sentido e significado e como ressalta Paulo Freire o processo
educativo é interativo partindo da realidade do aluno numa relação de trocas entre o professor o aluno eo objeto do conhecimento respeitando-se a experiência EA identidade cultural dos alunos e os saberes construídos pelos seus fazeres e na proposta Freire Ana o processo educativo não se caracteriza pelo recebimento Por parte dos alunos de conhecimentos prontos e acabados Mas pela interação com os conhecimentos que circulam respondendo aos desafios do mundo em que vivem transformando a realidade e fazendo cultura Pois para o homem EA mulher o mundo é uma realidade objetiva independente dele possível de ser conhecida entre não
apenas está mas com o qual se defronta e daí o ser de relações que ele é e não só de contatos porque está com a realidade na qual se acha é que se relaciona com ela Freire 1996 baseada nessa relação é que se dá o processo de conscientização como também defendia Paulo Freire onde homens e mulheres seres inconclusos inacabados constroem novos conhecimentos a partir das experiências humanas com o mundo e é fundamentada nessa concepção dialética do conhecimento Que ocorrerá o processo de alfabetização dos Jovens e Adultos onde o alfabetizador nessa construção assumir o papel de
investigador de esclarecedor de organizador de experiências significativas de aprendizagem o seu compromisso é o de agir e se da mente criando e recriando alternativas pedagógicas adequadas a partir da melhor observação e conhecimento de cada um dos alunos sem perder a observação do conjunto E promovendo sempre ações interativas Jussara Hoffmann 2004 página 18 vigotski por defender que o psiquismo é construído ao longo de sua própria história de uma complexa interação entre quatro planos genéticos a filogênese a sociogênese a ontogênese e a microgênese call 1999 página 9 e para Marta Call 1999 página dois cada indivíduo humano
ao nascer traz características de sua espécie e ao longo de sua vida segue o percurso da ontogênese informando e alimentando pelo sar em Concretos e simbólicos pelas formas de significação pelas visões de mundo fornecidas pelo grupo cultural em que se encontra inserido e a imensa multiplicidade de conquista e psicológicas que ocorrem ao longo da vida de cada indivíduo geram uma complexa configuração de processos de desenvolvimento que será absolutamente singular para cada sujeito conceber o processo de aprendizagem na perspectiva de propriedade do sujeito implica a valorizar o papel determinante da interação com o meio social e
com a escola como estabelece Vygotsky que valoriza esta forte ligação entre o processo de desenvolvimento e aprendizagem e a relação com o ambiente sociocultural que não se desenvolve sem a interferência do outro validando a importância de considerar o que denomina a zona de desenvolvimento proximal situada entre aquilo que o indivíduo já sabia consegue realizar sozinho e o que pode ser o ouvido com a ajuda e intervenção de outros em diante das contribuições desses teóricos da educação alfabetização de Jovens e Adultos assumir Tais concepções como fundamento para a proposição dos processos de formação Inicial e continuada
dos alfabetizadores bem como o processo de alfabetização dos Jovens e Adultos e a educação de jovens e adultos é uma modalidade de Ensino Fundamental e do ensino médio dando oportunidade a jovens e adultos para iniciar ou dar continuidade aos seus estudos a Constituição de 1988 em seu artigo 208 inciso 1 garante o acesso ao ensino fundamental gratuito inclusive aqueles que a ele não tiveram acesso na idade própria esse dispositivo constitucional determina Portanto o dever do Estado de promover a educação de jovens e adultos em 1996 a lei de diretrizes e bases definiu que a educação
de jovens e adultos deve atender aos interesses e as necessidades de indivíduos que já tinham uma determinada experiência de vida participam do mundo do trabalho e dispõe portanto com uma formação bastante diferenciada das crianças e adolescentes aos quais se destina o ensino regular e é por isso que a educação de jovens e adultos é também compreendida como educação continuada e permanente e de acordo com a resolução nº 1 de 5 de julho de dois mil o Conselho Nacional de Educação que estabelece as diretrizes curriculares nacionais para a educação de jovens e adultos a oferta desta
modalidade de ensino deve considerar as situações os perfis dos Estudantes as faixas etárias e se pautar pelos princípios de Equidade diferença e proporcionalidade na apropriação e contextualização das diretrizes curriculares nacionais e na proposição de um modelo pedagógico próprio de modo a assegurar primeiro quanto a Equidade a distribuição específica dos componentes curriculares a fim de propiciar um patamar igualitário de informação e restabelecer a igualdade de direitos e de oportunidades Face ao direito à educação o segundo quanto a diferença a identificação eu reconhecimento da alteridade própria em separado dos jovens e dos adultos em seu processo formativo
da valorização do mérito de cada qual e do desenvolvimento de seus conhecimentos e valores o terceiro quanto a proporcionalidade e a disposição e alocação adequadas dos componentes curriculares Face às necessidades próprias da educação de jovens e adultos com espaços e tempos Nos quais as práticas pedagógicas assegurem aos seus estudantes identidade informativa comum aos demais participantes da escolarização básica e a educação de jovens e adultos é oferecida em cursos presenciais semipresenciais e não presenciais a distância além da oferta de exames supletivos é a estrutura do ensino presencial semipresencial e não presencial pode variar de acordo com
as opções de cada sistema de ensino tanto a estrutura EA duração dos cursos de Educação de Jovens e Adultos como 2 exames supletivos devem ser definidas pelos próprios sistemas de ensino respeitadas as normas da legislação educacional e o ensino presencial pode ser oferecido anualmente correspondendo a duração do ensino regular embora com enfoque e metodologias diferenciadas pode também ser oferecido semestralmente ou seja cada semestre na educação de jovens e adultos corresponderia a um ano do ensino regular em Qualquer que seja a forma dos cursos presenciais de Educação de Jovens e Adultos os alunos são avaliados no
processo e os cursos não-presenciais podem ser oferecidos sob as mais variadas formas inclusive mediante estudos modulares e avaliados em exames supletivos e os cursos semipresenciais são de frequência não obrigatória e também são avaliadas em exames supletivos com a resolução nº 1 de 2 mil do Conselho Nacional de Educação define que no caso de cursos semipresenciais e a distância os alunos só poderão ser avaliados para fins de certificados de conclusão em exames supletivos presenciais oferecidos por instituições especificamente autorizadas e credenciadas e avaliadas pelo poder público dentro das competências dos respectivos sistemas conforme a norma própria sobre
o assunto e sobre o princípio do regime de colaboração artigo 10 e no Brasil não existem ainda dados sistematizados sobre o ensino não presencial Por isso os dados e limitam-se ao ensino presencial fonte apostila Editora Podium