A gente segue a nossa pauta aqui do All News agora, pessoal, falando sobre a situação no Oriente Médio, mas começando especificamente por a última onda de falas de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em torno do conflito. Hoje o Trump fez alguma série, fez uma série de posts novamente. Ele chegou a entrar na True Social para atacar diretamente o Reino Unido por não ter ajudado ele na invasão feita ao Irã no fim de fevereiro.
Ele chegou a sugerir que os países que não se envolveram na guerra devem ir atrás do seu próprio petróleo. No post que a gente está vendo aqui agora, ele chega a dizer ali para todos os países que não conseguem combustível de aviação por causa do estreito de Ormus, por causa do fechamento do estreito de Ormus, como o Reino Unido que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, eu tenho uma sugestão. Número um, comprem dos Estados Unidos, a gente tem bastante petróleo.
E número dois, ele incita que criem coragem, vão até o estreito e simplesmente tomem o petróleo. Vocês terão que aprender a lutar por si por si mesmos. Os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar.
O Irã foi essencialmente aqui, segundo as palavras de Trump, dizimado já agora aqui no estádio da guerra. nas palavras de Trump, sempre importante a gente dizer. Ele ressaltando que a parte difícil já passou, mas termina essa publicação.
Eu lembro da classe assinatura dele ali no fim da publicação dizendo: "Vão buscar o seu próprio petróleo. " A gente vem acompanhando, principalmente nos últimos dias, a crise energética que tá acontecendo no mundo no momento em torno das discussões por causa do fechamento do estreito de Ormousa. A gente avança um pouco nessa conversa agora falando com o professor Sandro Teixeira Moita, professor de Ciências Militares da Escola de Comando Estado Maior do Exército, para entender um pouco até o tom já um pouco esperado de Trump para tratar dessa questão, mas que implicações que uma fala dessa traz em um momento tão delicado da economia mundial, né, professor?
Uma boa tarde. Obrigada por estar aqui com a gente. Obrigado pelo convite, Natália.
saúda você, o Josias Leonardo Sacamoto e toda a nossa audiência. Eh, Trump é uma figura mercurial, Natália, para começar lhe responder. Ah, e oscila e tem tido grande, pelo que eu tenho de informações e que pode se levantar, ah, grande irritabilidade, porque a ofensiva contra o Irã não saiu do jeito que ele esperava e saindo do jeito que ele esperava, a as coisas acab ele acaba reagindo da pior maneira possível.
E agora ele tá numa encruzilhada muito complicada, porque ele tá entre tentar resolver uma paz, ah, e ao mesmo tempo ah, uma escalada ainda maior da guerra. A gente tem 17. 000 tropas terrestres americanas chegando ao Oriente Médio.
Algumas já estão lá. Ah, e uma pressão no sentido e uma pressão de países da região a de Israel e dos estados do Golf, dizendo basicamente a frase lembrada pelo Colin Powell, que era o secretário de estado do primeiro do governo Bush Filho, dizendo: "You break it, you want it. " Então, parece que a todo momento o Trump tenta fugir da responsabilidade da crise que ele mesmo criou.
E aí é um cenário que a gente tem visto e acaba gerando a sensação que a gente vê de que nessa guerra Israel e Irã tem uma estratégia e os Estados Unidos não. Professor, bom dia. Sacamoto aqui.
Obrigado aqui pela presença. Foi eh foi ótimo senhor fazer essa lembrança no final, né? Porque vendo a declaração do presidente Donald Trump na Tru Social, eu me lembrei muito de um comportamento mafioso, que é a pessoa que é aquela aquele comportamento que você causa dificuldade, tava tudo funcionando, tipo com seus problemas, é claro, não tava perfeito, mas tava funcionando.
Você causa, você cria uma dificuldade e depois você cobra das pessoas para resolver esse problema. e que ele coloca como se o problema tivesse acontecendo desde sempre, como se o estreito de Ormus tivesse tapado, fechado há 30 anos, né, com pedágio e do Irã e os Estados Unidos tentando resolver ele. Não, não, aquilo fechou por conta da ação norte-americana na região.
E aí esse é o ponto. O senhor acredita que e essas ameaças do Trump neste momento e ameaças ao Reino Unido, ameaças à França, ameaças a outros países, mesmo aliados históricos e bastante alinhados, o governo da primeira ministra ultra conservadora japonesa, etc. , tão tão estão resistindo a pular nesse barco porque sabe o tamanho do BO que depois pode surgir com retaliações e afins, né?
Eh, o senhor acha que essas essas ameaças desta vez elas vão passar batido? O pessoal simplesmente vai ignorar essas ameaças ou em algum momento o G7 ou mesmo a OTAN vão se vão dar alguma sinalização e vão vão agir? Leonardo, é uma ótima pergunta, porque eh eu tive na última semana uma série de participando de uma série de reuniões ah de think tanks europeus, de tanks de ligados a países do golf.
Ah, e a sensação é de que os americanos não vão resolver o problema. Então, a alguma coisa vai ter que ser feita pela comunidade internacional, só que não de acordo com os planos do Trump. Então, se a gente for ver no início da guerra, ele falou da do envolvimento dos europeus.
A gente viu uma mobilização militar a porta-aviões francês, algumas fragatas de diversos países europeus, a Espanha, Itália, Grécia, o próprio Reino Unido e a Alemanha enviaram eh meios navais para o Mediterrâneo Oriental para proteger o Chipre. Aí também garantir ali a defesa da Grécia, porque começou a cair coisa ali na direção ah no mar, direção a Grécia. Então, a gente teve essa mobilização, mas o que parece a cada dia as ameaças do Trump vão sendo meio que descartadas.
Então você lembra bem da Staas, primeira ministra do Japão. E a gente vê uma coisa aqui muito curiosa, Leonardo. Eh, a gente vê uma ideia ah já sendo colocada de você criar um consórcio que regule a o tráfego em Urmus, porque os países do Golfo jamais vão aceitar que o Irã possa cobrar um pedágio.
Então, se ele vai cobrar um pedágio, todo mundo vai cobrar um pedágio. Só que ao mesmo tempo, principalmente países asiáticos, que são os principais compradores desse petróleo, consumidores desse petróleo que vende Orm, eh, e que passa ali pelo estrito, não só o petróleo, como também gás natural liqufeito, ah, e além de tudo materiais como fertilizantes, amônia, ah, ureia, fosfato e por aí vai. Eh, esses países não querem pagar pedágio e não querem pagar pedágio, ainda mais por uma confusão americana.
Então, a ideia fica muito clara aqui é de que alguma solução vai ter que ser feita, talvez uma missão de patrulhamento de orgulhos de maneira neutra, sem uma ligação com os americanos. E é isso que tem tentado desenhar no bastidor. O problema é que Donald Trump jamais vai aceitar isso.
E nesse momento os os iranianos estão muito resolutos, eles também não vão aceitar isso. Então a negociação que ocorre, ela é muito forte nos bastidores. A gente tem uma negociação já ocorrendo em Islamabad, não entre americanos, iranianos, mas entre paquistaneses, sauditas, turcos e egípcios, tentando levar propostas pros dois lados.
E ainda há um fator aí que é completamente a a que é a carta selvagem aí, a carta a sem controle nesse momento que é Israel. Então esse também é um fator que deve ser levado em consideração e que é que acaba dificultando qualquer negociação de paz. Ol, professor, hoje parece muito claro que Israel tem uma estratégia, o Irã também, eh, na sua resistência tem a sua estratégia e o Trump, ao contrário, eh adota um estilo errático, né?
As declarações dele eh levam a uma imprevisibilidade sobre esse conflito, né? Inclusive, em relação à duração, no primeiro dia ele dizia que ia resolveria a coisa em dois ou três dias. Depois, no dia seguinte, falou em quatro ou cinco semanas.
Eh, decorrido de uma semana disse que tava praticamente concluído. Agora vai terminar em breve e nunca define breve, né? O senhor acha que essa confusão retórica do Trump decorre eh de um caos proposital?
Ele faz isso de forma planejada ou falta estratégia? Ele se descobriu no no fundo de um buraco que ele mesmo cavou e não sabe como sair dele. É proposital ou é ou é falta de estratégia?
Veja, Josiasco, quando esse conflito começou, eu poderia dizer a você que talvez fosse uma questão calculada, talvez existisse ali um elemento de alguma genialidade escondida, um plano ah não revelado, mas conforme o conflito foi avançando, ficou claríssimo tanto por parte de Irã quanto por parte de Israel, que os dois tinham estratégias e o Trump tava na questão errática. Ele sonhava em repetir o sucesso da operação contra a Venezuela com o Irã. O problema é que ele a a quando você estuda estratégia e estuda teoria da guerra, uma coisa que a gente sempre fala a no ensino disso é que você deve desenvolver alguma capacidade de empatia com o seu adversário para entender como ele pensa.
E Trump não tem preocupação nenhuma em entender como os outros pensam, porque ele acha que o mundo é como ele pensa e ele acha que a força pode resolver problemas e enxerga muitas coisas ah na ideia de que tudo é um prego e ele tem um enorme martelo na mão, que é o complexo industrial militar americano. O problema é que nem todos os problemas serão resolvidos com martelos, juzinhos. Então, a o que fica muito claro é que ele não desenvolveu a empatia e para entender que um conflito contra os Estados Unidos é tudo que o regime iraniano desejava e que inclusive faz parte do do aparato ideológico desse regime dos aetolas, uma grande confrontação contra os Estados Unidos.
E ele se preparou dessa maneira. Por isso que ele é tão resiliente ao poderio militar americano, porque ele deixou claro que a ideia é resistir. Não são as pessoas, não são as lideranças.
A ideia é criar uma estrutura no qual o país conseguisse resistir a esse castigo, a essa punição imposta pelo poder aéreo americano. E eles e e fica muito claro também que eles sabem que o público americano não tem a mínima disposição pro apoio a uma ação terrestre. Então Trump não pode mobilizar 100.
000, 200. 000, 300. 000 homens para uma operação terrestre quanto a Irã.
Além da geografia jogar contra a o atacante nesse cenário, a a geografia do Irã facilita muito uma defesa. O fato de que ele propõe uma operação terrestre para tomar uma a ilha de Carg, que é o que ele tem falado muito, ele tem uma obsessão com a ilha de carg nesse momento, nessas últimas semanas, porque ela produz 90, ela embarca 90% do petróleo iraniano. A, ainda fica aquela questão que o Leonardo falou, é um pouco mafioso, né?
eu vou tomar aquilo que faz dinheiro seu para que você venha pra mesa de negociação. Então, e é óbvio que o Irã não vai nesses termos, o Irã vai criar um dano ainda maior pros países do Golf que querem que os Estados Unidos limpem a bagunça que criaram. Eh, não à toa a gente teve a declaração do ministro das relações exteriores do Qatar dizendo: "O Irã não vai embora, ele vai ser sempre nosso vizinho.
" Então, a gente vai ter que desenvolver alguma convivência, mas uma convivência que não pode ser sobre mísseis e drones deles. Então, para que isso aconteça, você tem que ter aos americanos tentando arrumar aquilo ali. Agora, o problema é isso poderia ser resolvido num outro governo americano, mas no governo do Donald Trump me parece nesse momento muito difícil.
cedo, inclusive ontem tava comentando um pouco sobre a questão econômica no programa que a gente tem cedinho aqui no All, a gente falando muito de todo o impacto do fechamento do estreito de Ormouso. O senhor já trazendo aqui também possíveis impactos de uma incursão terrestre e por lá, mas muito importante a gente falar também um pouco do outro lado da Península Arábica na outra ponta, agora com o estreito de Babel Mandeb na discussão também. queria uma ajudinha sua pra gente entender aqui o que que de concreto a gente já tem sobre ameaças, sobre alternativas de fechamento ao estreito de Ormus hoje.
O que que tá em risco disso? Qual que é o nível do impacto que a gente pode ter de escalada nesse conflito nesse ponto de vista econômico também de fechar rotas que nós temos hoje no mundo? Natália, é ótimo lembrar da questão de Babandeb, porque nesse momento a gente tá num horizonte perigoso dessa guerra.
A gente tá mais próximo de um fechamento de Baber Mandeb do que da abertura do estreito de Orbuch. Então é é que fique claro isso paraa audiência, sem alarmismo, sem um tom apocalíptico, mas dada a escalada que a gente tá observando. Eh, os Ruts do Yemen declararam que entraram na guerra no sábado, mas curiosamente aqui os Ruts do Yemen até conseguem ser mais coerentes que o Donald Trump.
Eles têm um acordo de cessafogo assinado com a Arábia Saudita desde 2020 e com os Estados Unidos desde 2024. Então eles deixaram claro nessa declaração que as ações deles serão contra Israel. E eles têm atacado o sul de Israel, principalmente a cidade de Ailat, que é um dos principais portos de Israel, eh, junto com Raifa.
Ah, ah, são os dois principais portos que Israel tem, né? Um pro Mar Vermelho e o outro pro Mediterrâneo. Ah, então os Ruts deixaram claro que não atacaram a Arábia Saudita, nem os nem os Estados Unidos, as instalações americanas no Oriente Médio, se não forem agredidos.
Então, ah, deixaram uma condição muito clara. O problema é que com os constantes ataques iranianos, a instalações, as instalações de país do Golf, a Arábia Saudita, nesse momento, ela tem conseguido, ah, driblar, não utilizando uma expressão mais popular, a bloqueio de Orbus, utilizando um grande gasoduto que ela construiu há 45 anos atrás e ela vem expandindo ao passar anos, que é o gasoduto a leste oeste, tá? Então esse gasodo, ele tem a a uma capacidade de expansão.
Ah, e esse gasoduto consegue passar aí a petróleo e gás para a a o Mar Vermelho, paraa cidade de Ambo e a Arábia Saudita conseguiu embarcar nos últimos dias algo em torno de 7 milhões de barris de petróleo. Prço desses barris tá indo paraa Ásia. Ah, mas o fato é de que se a gente vê uma escalada ainda maior, uma entrada da Arábia Saudita em ações contra o Irã, a gente pode ver sim ataques contra essa cidade, contra esse gasoduto e óleodo.
E aí complicar ainda mais. Pelo estreito de Badmand, antes da guerra começar, passavam 12% do petróleo que ia pra Ásia. Ah, e aí alguma coisa que ia pra Europa, 6%.
Se isso for bloqueado, você vai ter mais de 20, você vai ter 1/4 do suprimento de peritório global global. eh, bloqueado. Então isso conseg jogaria o preço do petróleo em um valor que a gente nem consegue imaginar.
A estimativa aí coloca mais de 170, talvez até $2 o barril. Sem dúvida seria jogaria muitos países em uma espiral inflacionária absurda. Professor Josia, você acabou.
Tem um aspecto, professor, uma pergunta só. Eh, rapidamente, Natália, se me permite, no acompanhamento dessas guerras, os mísseis, drones, caças acabam ganhando mais realce do que braços, pernas e troncos das vítimas que são dilaceradas nos bombardeios, né? Há um mês, quando deflagraram esses ataques, o Trump e o Netaniarro diziam que o enfraquecimento do regime iraniano seria uma oportunidade para os próprios iranianos que tinham se revoltado e muitos morreram.
Eh, por conta dessa revolta que os próprios iranianos teriam oportunidade para mudar o regime, né? Hoje, professor, o senhor diria que o regime está mais forte do que quando começaram esses conflitos? Josias é uma uma ótima pergunta porque ela tem duas respostas completamente diversas no plano ideológico.
Sim, o regime até o momento ele tem força. Ele tá enfrentando a principal potência militar da região, Israel, e ele tá enfrentando a principal potência militar global, os Estados Unidos. e não foi dobrado até o momento.
Cabe lembrar aqui que quando a gente estuda guerra, a gente sempre lembra da máxima clause vitiniana de que ela é um ato de força destinado a impor ao adversário a nossa vontade. Então o Iran não foi dobrado até o momento pela vontade americana a vontade ele não foi dobrado. Ele conseguiu resistir e ele mantém a resistência.
Isso inclusive tem mudado próprio discurso do regime para fora e para dentro. Então, no ponto de vista ideológico, o regime conseguiu até um fortalecimento nesse momento. Então, à toa a gente viu até ontem editoriais da grande a imprensa europeia dizendo isso.
o Irã que pode sair da guerra, ele pode ser muito mais perigoso, porque primeiro, as fituras que foram eliminadas, principalmente no primeiro dia de guerra, a por mais que o discurso americano e jailense diga que elas eram radicais, elas eram, em alguns casos, os próprios freios ah a um radicalismo ainda maior. Então, as figuras que têm emergido e assumido cargos de chefia ah e liderança do país nesse momento são figuras muito radicais. comandante da Guarda Revolucionária que assumiu, que é o Armed Varid.
Ah, é uma figura ligada aos atentados feitos pelo Risbala na Argentina na tanto de 92, né, quanto de 94 contra a Associação atual israelense Argentina e contra a embaixada de Israel na Argentina. Então, eh, várias dessas figuras são mais radicais. O próprio novo Ayatolá Kamenei é uma é uma figura muito mais radical do que o próprio pai.
Aí tem uma visão cosmocônica muito mais ligada a uma grande batalha apocalíptica. Então, a isso acaba criando uma questão de que o regime se radicaliza, mas no plano material, Josias, por outro lado, o regime enfrentará alguns problemas quando essa guerra terminar, porque a infraestrutura, principalmente ligada a Bassis, a a força paramilitar, que é ligada à guarda revolucionária, que é encarregada de realizar repressão contra a população, essa infraestrutura toda de quartéis, de militares, essa infraestrutura tem sido duramente atacada e destruída. Então, a gente tá num plano onde você tem um regime ideologicamente forte, mas ao mesmo tempo materialmente mais enfraquecido e desgastado, porque o custo desse conflito é muito alto no Irã.
A, inclusive em infraestrutura, a província deã, a que tem a capital, ela tem sido atacada na sua infraestrutura básica, água, esgoto, energia pelos americanos e pelos israelenses há alguns dias. E os iranianos estão convivendo com apagões. Isso pode se expandir pelo resto do país na próxima eh durante esses dias que a gente tá vendo aí.
Aí pode inclusive forçar a uma nova escalada desse conflito. Os iranianos já disseram: "Se atacar minhas infraestruturas básicas, eu vou atacar as infraestruturas básicas dos países do povo. " Então, eh, usinas de energia, plantas de salização de água e por aí vai.
Humanitárias importantes no meio disso tudo, né, professor? a gente quer aproveitar a presença dele aqui com a gente também para repercutir alguns desses últimos ataques, mas vai ser no intervalo. Você que tá acompanhando a gente na TV, continuem ligados que a gente segue pelo YouTube.
Professor, quero aprofundar um pouquinho essa questão pós intervalo. Acho que Camoto quer te fazer uma pergunta também. O que eu queria aproveitar, desculpa, Nati, é que a você falou uma coisa importante no final da sua fala da questão humanitária e os Estados Unidos vem ameaçando atacar usinas de dessalinização de água, da qual o Irã extrai boa parte da água dele, não só ele, mas outros países do Golf Pérsico.
Eh, e isso é uma coisa que quando se discute, eh, eu ia até perguntar para senhor se isso não bate de frente com alguma convenção de Genebra. Eh, não que o pessoal esteja muito preocupado com isso ultimamente, né, com com a questão das balizas da guerra, mas atacar a unidade de desalenização de água significa interromper fluxo de água potável pra população civil, né, Sacamuto, sem dúvida. eh um ataque eh eh atacar instalações de dessalinização, atacar usinas de energia que suprem a população, a são elementos que existem a em teorias de utilização de poderio aéreo, mas elas são muito claramente ditas no seguinte sentido.
Você tem que fazer isso para tentar criar uma onda de impopularidade do governo que tá sendo atacado e esse governo ser derrubado pela população. O problema é que essa tese nunca funcionou. Então, a gente não viu isso com a Alemanha na Segunda Guerra Mundial.
A gente não viu isso com a Coreia ah do Norte na guerra da Coreia. A gente não viu isso com o Vietnã do Norte durante a guerra do Vietnã. Ah, e nem viu isso com o Iraque de Saddão Hussein na Primeira Guerra do Golf 90 91.
Mas o a questão é que persiste essa ideia. Ah, e os americanos, ah, principalmente com Trump, ah, não tem muitos freios na aplicação do poder militar. Isso pode gerar uma questão humanitária gravíssima?
Pode, porque os iranianos vão responder atacando as plantas de salização dos países do golf. Em alguns casos, ah, Sacamoto, a questão é ainda pior. Por exemplo, países como Bahre, 95% da água potável do Barrein é por via deas de salização.
O caso do Qatar 80%, no caso dos Emirados Árabes Unidos, mais de 70%. Então são países que precisam da decalização da água para ter um suprimento de água potável regular. E se você continua você bombardear isso, você vai gerar uma catástrofe humanitária, não só pro Irã, mas para toda a região.
Agora é aquela questão, Trump não se preocupa muito, ele chamou com os aliados. É só ver o discurso que ele colocou pros europeus, que foi lembrado aqui ah no início da entrada, a a questão de que no final de semana ele atacou um dos principais aliados dos principais aliados dele na região, que é o príncipe herdeiro da coroa saudita, Mohamed P Salma. Então, o problema é que talvez outros governos estivessem um pouco mais preocupados com isso, mas Donald Trump, Donald Trump não tá muito preocupado.