No mundo cada vez mais dependente de conexões com a internet e de infraestruturas centralizadas, surgiu BitChat, um app revolucionário para comunicação, inclusive para enviar e receber Bitcoin offline. Nesse vídeo eu vou explicar o que é o BitChat, como ele funciona, como ele tá sendo usado como uma ferramenta de resistência em meio à repressão e autoritarismo. E por fim um tutorial rápido de como usar o app.
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Bom, o Bitchat ele foi desenvolvido pelo Jack Dorsy, cofundador do Twitter e agora chamado X, em um aplicativo de mensagens Peer topeer P2P, que opera exclusivamente via rede Smash de Bluetooth Low Energy ou BL. O app foi lançado em julho de 2025 como um projeto de final de semana do Dorsey e ele permite que dispositivos próximos se interconectem automaticamente, formando uma rede espontânea, sem necessidade de internet, serviço de celular, contas de usuário ou servidores centrais. O Batt foi lançado recentemente e atingiu mais de 1 milhão de downloads globais até agora, janeiro de 2026.
E além de mensagens de texto criptografadas, o app integra pagamentos com ecash através do protocolo caso. Isso faz com que ele permita transferências de Bitcoin totalmente offline, onde os valores são armazenados localmente e sincronizados quando uma conexão de internet é restabelecida. O Bitchat, ele não é só uma alternativa para apps tradicionais como WhatsApp ou Signal.
Ele foi projetado para cenários onde as redes tradicionais falham ou são deliberadamente interrompidas por governos autoritários, por bugs ou até mesmo por hacks. Em regiões com estabilidade política, desastres naturais ou censura governamental, o app proporciona comunicação resiliente. Por exemplo, agora em protestos em que governos botaram blackouts de internet, o BitChat permitiu que os usuários coordenassem ações, se comunicassem, compartilhassem informações e até realizassem transações sem depender de torre de celular ou provedores de internet.
Tanto que ele foi peça chave agora lá no Nepal, em Uganda e até mesmo no Irã. Foi uma das poucas ferramentas que sobrou para se comunicar quando os governos desligaram a internet para tentar calar e intimidar quem estava protestando pelos seus direitos. Com mais de 400.
000 downloads, o aplicativo se tornou mais baixado em Uganda em questão de dias. A ascensão do Bitchat em Uganda tá repetindo um padrão já observado no Irã, onde o aplicativo também foi rapidamente adotado depois do blackout da internet em 8 de janeiro. A comissão de comunicações de Uganda, ela até ameaçou bloquear o serviço do Bitchat, legando a capacidade técnica para desativar o aplicativo.
Só que os desenvolvedores como Cali refutaram totalmente afirmando que redes Bluetooth Mesh são impossíveis de jamar sem interferir em outros dispositivos Bluetooth. E quando você faz jamming, você tenta derrubar torres de internet, derrubar a internet localmente. Só que com Bluetooth não tem como fazer isso.
Não tem como jamar, não tem como derrubar a rede que tá todo mundo utilizando. Em 13 de janeiro, agora de 2026, o governo ugandense, ele ordenou um shutdown nacional de internet e justamente o BitChat continuou funcionando e provando resiliência frente a ataques. no Nepal, durante protestos contra a errupção e o banimento das redes sociais pela galera mais jovem, em setembro de 2025, o aplicativo teve mais de 48.
000 downloads, quase 30% das instalações globais na época, isso só num único dia. Isso prova como o BitChat ele é uma ferramenta que pega escala quando as pessoas mais precisam, ou seja, quando o sistema de comunicação tradicional falhou ou foi desligado autoritariamente. OK?
Mas como funciona o aplicativo, né? No Bitchat, cada celular vira um mini roteador. Ele encontra pessoas por perto e vai repassando as mensagens de um aparelho pro outro, como se fossem saltos até chegar no destino final.
Dá para ir passando por até sete aparelhos. Então, um lugar cheio, tipo uma rua, um show, um protesto, o alcance pode virar centenas de metros ou quilômetros, mesmo sem usar a internet. Ele também funciona via Noster, o que ajuda a manter a ideia de sem cadastro, ou seja, você não precisa criar uma conta, fazer login e nem entregar nenhum tipo de dado pessoal quando você baixa o app e começa a usar.
As mensagens elas são criptografadas de ponta a ponta e o conteúdo fica protegido no seu dispositivo. E tem também o recurso panic mode, que apaga conversas rapidinho, caso você esteja numa situação de risco ou ameaça. E o melhor, dá para usar de forma híbrida, tanto offline, via Bluetooth ou online quando tiver internet, inclusive para canais públicos e privados.
Dá para olhar pro Bitchat como uma freedom tech, uma tecnologia de liberdade. Ele permite que as pessoas preservem seus direitos humanos de comunicação, livre associação e livre expressão, mesmo quando eles estão sendo atacados violentamente. E com integrações de cash e Bitcoin, abre espaço até para trocas e pagamentos locais em lugares remotos ou quando a internet é desligada para também punir a população por protestar.
Ou seja, sem internet, a vida online fica praticamente impossível. Ninguém trabalha, ninguém se comunica ou recebe pagamentos online. Essa é uma grande vulnerabilidade do mundo hoje, né?
Então o Bitchat ele tenta reduzir essa vulnerabilidade do mundo atual, em que a gente é super dependente da internet e quando governos querem calar a população, eles desligam a internet e as pessoas não têm comunicação e não conseguem nem transacionar valores pro seu dia a dia, para comprar comida, transporte, etc. Mas com uma rede alternativa, um aplicativo que usa sistemas alternativos de comunicação, de pagamentos e de conexão entre as pessoas. Se cria redes paralelas de comunicação independentes e não vulneráveis, resistentes, né, resilientes a ataques governamentais.
E como o código é open source no GitHub, qualquer pessoa consegue auditar e contribuir com o protocolo. Já apareceram várias coisas em beta, como voz e vídeo e ferramentas antipam via Proof of Work no Bitchat. Bom, agora bora para as críticas.
Muita gente diz que a segurança ainda não é nível produto maduro, porque o aplicativo começou em modo beta, com uma interação rápida e que pode significar bugs e que não é seguro usar. Isso até pode ser um alerta válido pra maioria dos aplicativos, né? Se a sua situação é de alto risco, tem que entender que versão beta não é sinônimo de blindado, mas também não dá para dizer que ele é inseguro por natureza, como muita gente tá afirmando, ó, não dá para usar o Bitchat, >> não tá validado ainda, não foi testado, é muito inseguro das pessoas usarem >> só porque ele não funciona como aplicativos de mensagem tradicionais.
Afinal, só por não ter um servidor central, ele já foge de vários problemas que aplicativos tradicionais t, principalmente em cenários onde WhatsApp, Telegram já falharam por bloqueio bugs ou por pressão estatal. Aqui no Brasil isso já aconteceu várias vezes e ninguém tratou como uma insegurança do aplicativo, né? WhatsApp já foi derrubado, Telegram já foi derrubado, Twitter já foi derrubado e ninguém disse que era inseguro usar o WhatsApp.
Muito pelo contrário, ele foi derrubado. Agora o BitChat, mesmo em situações de desligamento à internet, ele segue ativo, ele segue sendo usado. E na verdade a segurança tende a aumentar cada vez mais conforme mais pessoas estão trabalhando, revisando e melhorando o aplicativo via auditoria dos próprios usuários.
Outra crítica é o Bluetooth, que ele teria um alcance curto, algo como 100 m por roteamento em condições boas. Isso pode trazer lentidão se as pessoas não tiverem relativamente próximas. E aí ele pode não resolver o problema da falta de comunicação.
Só que aí entra um outro ponto principal. Quanto mais pessoas baixarem e usarem, mais roteadores e menos esse problema importa. Porque o Bitat ele não é o novo WhatsApp.
Ele não quer substituir o WhatsApp. Ele tem pipocado nas notícias justamente por não funcionar com o WhatsApp, o Facebook, que já censuraram conteúdos a pedido de políticos e governos já foram desligados. O Bitchat não tem como ser censurado ou ser desligado de cima para baixo.
E como esse conceito ainda é super novo pra maioria das pessoas, ele tem sido mais usado em situações específicas, como protestos, desastres, blackouts, onde tem uma rede local de vizinhos que se sustenta sozinha, já é uma vantagem enorme em comparação com WhatsApp ou Twitter ou, enfim, Telegram, que é desligado totalmente e você não consegue usar nem localmente. Então, com adoção, quanto mais gente usando, né, esse problema se autoextingue. Afinal, a escala dele é local, é via Redm, não global, mas quanto mais pessoas usando localmente, mais áreas ele vai abranger, podendo até chegar num alcance global.
E é justamente por isso que os desenvolvedores estão expandindo para Wi-Fi peer tope- peer, que aguenta mais dados e pode funcionar melhor aí em alguns cenários, né? Então, imagina se as pessoas pudessem rotear de forma independente a sua própria internet e isso resolveria aí muito essas questões de censura eh das empresas, dos provedores de internet globalmente. E é por isso que essa é uma grande briga entre Starlink e outros provedores regulados eh em eh em outras regiões, em outros países, porque o domínio dos meios de comunicação como a internet é uma das formas de censura e repressão de cima para baixo através de regulação desses players, né?
Então, as pessoas acham que é só para evitar hackers, evitar golpes, evitar entidades mal intencionadas, mas o próprio governo pode ser uma entidade mal intencionada, tentando coibir que as pessoas se comuniquem entre si. Então, por isso que Wi-Fi, eh, peer toper ou redes alternativas P2P são um caminho para contornar esse sistema Orwelliano que se desenhou, né, com a digitalização das comunicações, da economia, da linguagem, das comunicações, do dinheiro e de como a gente se relaciona no mundo digital hoje em dia. E a tecnologia e a criatividade estão a favor do Bitchat.
Então, por isso que a tendência é que ele cresça cada vez mais e melhore cada vez mais ou outras aplicações apoiadas nele surjam e resolvam muitos dos problemas que realmente é um desafio criar um aplicativo desses, né, que é completamente diferente de tudo que existe hoje. Mas enfim, a gente já entendeu como funciona, o que é, como ele surgiu BitChat e agora bora entender como usar na prática, né, do jeito mais simples possível você conseguir baixar e já começar a utilizar. Bom, no iPhone você abre a App Store, procura por Bitchat Mash e baixa.
Já no Android, como nem sempre tá na Play Store, o caminho costuma ser baixar o APK oficial, o aplicativo oficial, de preferência pelo site do projeto ou pelo GitHub. E a regra aqui é clássica, é para você fazer sempre. Só baixe de fontes oficiais, nada de link aleatório, link em grupo, encurtador ou alguém te mandando no privado.
Você pode baixar um aplicativo falso ou um vírus, né, que pode roubar dados aí do seu celular. Então, baixa sempre do site oficial. Depois de fazer isso, o Android ele pode bloquear a instalação por padrão.
Por causa dele ser um aplicativo beta que ainda não foi testado, validado. Dá esse aviso. Então você precisa liberar a permissão de instalar apps de fontes desconhecidas.
Normalmente isso fica em configurações, segurança ou aplicações e permissões, dependendo do modelo. E você ativa a permissão pro app que vai abrir o arquivo. Feito isso, você toca no APK e instala.
Quando o app abrir, tem duas permissões que fazem ele funcionar, Bluetooth e localização. Você precisa liberar que o aplicativo use Bluetooth e a localização. Pode até parecer estranho pedir localização, mas sem isso seu aplicativo fica cego na malha.
Ou seja, com Bluetooth, localização ligados, o BitChat já começa a procurar pessoas por perto de você e a montar a rede. Isso pode parecer um problema, mas na verdade só é um problema se a sua identidade tá vinculada à sua conexão. Aí vem o pulo do lugar subit, porque você não precisa criar uma conta e nem fazer login.
O aplicativo gera automaticamente uma identidade aleatória apoiada em Noster. Então você entra sem nem precisar inserir nenhum tipo de dado pessoal. E se você quiser trocar essa identidade, existe um atalho eh em algumas versões, você dá um toque triplo, tá tá tá, 1 2 3, no logo e regenera, cria uma nova identidade para você.
E depois de fazer isso, a primeira configuração que vale fazer é escolher um apelido, um nickname, porque é através dele que as pessoas vão usar para te achar e te mandar a mensagem. E pronto, tá feito aí a sua mudança de nome aí dentro do Bitchat. Bom, mas aí você pode estar pensando, mas então eles podem correlacionar com o meu IP se eles não pedem identidade, se é tudo via Noster, se é tudo via Bluetooth?
Quando eu conectar com a internet, pode me localizar via conexão na internet. Tem a opção de rodar via Thor quando você retorna pra conexão de internet. Ou seja, nada vaza da sua identidade ou conexão, mesmo tendo a sua localização no aplicativo, né?
Genial. Depois de configurado o seu usuário, você clica em minhas redes para buscar as pessoas que estão próximas de você. Aqui aparece The Warros.
Eu vou mandar uma mensagem, olá, e aí eu já começo a trocar mensagens com as pessoas que estão perto de mim aqui no BitChat. >> Outro ajuste importante quando você configura é se você tiver num ambiente com muita gente, é importante ativar o filtro antiispam com Proof of Work. A lógica é parecida com colocar uma catraca no seu aplicativo.
Quem quiser te mandar mensagem, precisa fazer um pequeno esforço computacional. Isso derruba spam em massa. Então você encontra essa opção tocando no logo e rolando até a área de proof of work.
Se você configurar para algo como 16 ou mais, o aplicativo fica mais resistente. Só que tem um detalhe, se você deixar o filtro alto demais, as mensagens com o proof of work baixo podem simplesmente não chegar e você não vê elas. Então tem que ter um equilíbrio aí entre limpar e não bloquear as pessoas querem se comunicar com você de forma saudável.
O chat em si, ele é bem parecido com o IRK, aqueles chats antigos por comando. E é aí que a gente revela a nossa idade, né? Porque IRK é da minha época lá dos anos 90.
E para cenários mais tensos, tem também o panic mode, que serve para apagar rapidamente os chats e o histórico no seu aparelho. É uma camada de proteção prática, caso você precise limpar tudo na hora. E se você quiser usar o Bitchat, além de enviar mensagens, você pode também enviar e receber Bitcoin offline através de cash.
E a ideia normalmente é passar por um ecash, né, que é um token com mais privacidade. Você carrega esses tokens e cash a partir de um mind. Você deposita um valor pequeno geralmente via Lightning.
Esse Mind gera tokens cash e o Mind devolve esses tokens apoiados em Bitcoin numa carteira que se interconecta com BitChat. E aí você consegue enviar esses tokens pelo próprio chat ali do aplicativo, inclusive offline, usando um comando tipo pay@nickname, né, o apelido da pessoa e o valor. Por exemplo, pay pague@ do seu amigo 1000 sets e o token viaja junto com a mensagem na malha aí de Bluetooth e quem recebe pode aceitar e guardar na própria carteira Cash.
Depois, quando a pessoa tiver online, ela pode resgatar esses tokens no M através de Lightning e trazer isso de volta pro mundo da camada dois do Bitcoin, transacionar normalmente com outras pessoas. Ou seja, é muito doido porque quando o Bitcoin se junta com Noster e outras ferramentas, vira uma pilha de protocolos e você precisa mais ou menos entender como cada um deles funciona para você conseguir usar, né? Só que tem o porém e cash da privacidade funciona muito bem em cenários offline, só que ele envolve algum tipo de confiança no mind.
É um protocolo para valores pequenos, não para hodmente se você já estudou Bitcoin sabe que a camada mais segura é sempre um chain para fazer hod, né? Umas pré-transações mais rápidas e privadas, você acaba usando camadas adjacentes como Lightning ou Cash, que são menos seguras, até porque o Bitcoin COD wallet já tá desconectado da internet de qualquer forma, né? Então você leva para onde você quiser, num pedaço de metal ou papel ou decorando a sua sid na cabeça.
Já para pagamentos cotidianos, que Bitcoin é onin dificulta e é mais lento e você precisa de velocidade, taxas baixas e privacidade nas transações, aí você usa Lightning, Casw e outras camadas que estão se desenvolvendo no Bitcoin. Mas pensa nessa situação de desligamento da internet e as formas seguras de transacionar online, elas já caíram na região. para transacionar valores baixos para comprar comida, transporte, gastos emergenciais, cash via Bitchat é uma das poucas ferramentas que existem para usuário comum, a não ser que você pague diretamente, né, outra pessoa, comerciante via Openme, que é um pen drive que você entrega na mão da outra pessoa, ela funciona como uma moeda é digital, você coloca Bitcoin ali dentro e ela é ao portador, só que de forma física, né?
Você pode também ter o seu próprio satélite da blockstam para enviar e receber Bitcoin, mas poucas pessoas têm acesso a isso ou podem enviar via transmissão de rádio, que também não é muito comum pra maioria das pessoas. Então, por isso que nesse caso, pra maioria das pessoas, o Bitchat com casual é muito mais acessível pra pessoa ter acesso e aprender a usar rápido quando ela mais precisa, porque nessas situações de censura e crise grave de verdade, né, crise humanitária, não vai entrar um avião com Open Di com satélite da Blockstream pra pessoa fazer a transação. Não vai dar tempo, nesse caso, baixar um software e aprender a usar.
Em poucos minutos, as pessoas podem aprender se proteger e não perder a sua liberdade financeira de transacionar, a sua liberdade de expressão de se comunicar e a sua liberdade de livre associação para poder falar com quem ela quiser mesmo sobre repressão estatal. Bom, esse foi o nosso guia do Bitchat. é uma ferramenta poderosíssima para comunicação, descentralização e foi inspirada no Bitcoin Nost e é apoiada por várias tecnologias de liberdade como o próprio Nost e Thor.
É mais um passo também rumo a redes mais resistentes e imparáveis. Então deixa aqui nos comentários se você já usou botiatro, já baixou, o que que você achou e o que que você achou também desse assunto. Complementa aqui se você tem mais informações interessantes sobre isso.
Espero que você tenha gostado.