E aí, minha gente, sejam muito bem-vindos ao Psicologia na Prática. Eu sou a Alana Nijar, sou psicóloga, especialista na terapia cognitivo comportamental e eu tô aqui todas as terças-feiras para te ajudar a construir uma vida mais leve, com mais inteligência emocional. Então, pra gente começar daquele jeito, vocês me ajudando, assim como eu ajudo vocês aqui, já aproveita para se inscrever, se você tá no YouTube, para curtir esse vídeo e se você tá me ouvindo lá pelo Spotify ou assistindo também, né, ou por alguma outra plataforma de streaming, lembra de me seguir, de curtir, de avaliar esse podcast, fazer o que for e possível fazer aí.
Se você curte o Psicologia na Prática, se você tá chegando hoje pela primeira vez, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda. Eh, eu tô aqui com vocês, vocês eh já me conhecem, né? Eu sou a Alana Ná, sou psicóloga, sou mãe, podcaster, escritora.
Eh, mas aqui eu trago conteúdo prático para vocês e eu sou especialista na terapia cognitivo comportamental, mestre em ciências do desenvolvimento humano, então tudo que eu falo é amparado e ancorado por essa teoria e também, né, pela psicologia como um todo, mas por estudos e por evidências científicas. Mas é claro, traduzindo tudo isso de uma forma leve, prática e que possa fazer sentido pro teu dia a dia. Foi assim que a psicologia me encantou, me fez eh me apaixonar por ela, porque começou fazendo sentido na minha vida quando eu tava lá na faculdade estudando, às vezes coisas tão complexas.
E aí depois comecei a entender como que aquilo poderia se adequar à minha vida. Isso não foi na na psicologia, no na faculdade, né? Porque na faculdade os professores gostam de falar difícil.
E eu fui vendo que dava pra gente falar de uma maneira que todo mundo possa entender aquilo que um psicólogo faz. E é isso que eu faço aqui. Então, seja muito bem-vindo, pega seu café, sua água e vamos lá, porque o episódio de hoje tá muito bom.
Hoje eu quero conversar sobre um tema que virou quase uma palavra da moda aí na internet, mas que quando a gente entende de verdade muda a forma como a gente ama, como a gente escolhe, como a gente insiste ou não nas relações, como a gente se protege e até como a gente se abandona dentro de uma relação. A gente vai falar sobre como pessoas com apego, com estilo de apego inseguro nos relacionamentos, podem caminhar para um estilo de apego mais seguro. Se você nunca ouviu falar sobre estilos de apego, calma que eu vou te explicar, tá bom?
E deixa eu já te dizer uma coisa importante. Isso aqui não é sobre você se tornar uma outra pessoa, mas é sobre você sair do modo sobrevivência e aprender de um jeito mais saudável, a se vincular. Então, se você já ouviu os meus outros episódios sobre esse assunto, inclusive recomendo que você vá, principalmente ali na na no Busca do Spotify, que é onde eu tenho o meu histórico mais longo de podcast, você consegue ir no na busca e coloca ali apego.
Vai ter todos os episódios que eu já falei sobre esse assunto, tá? é um assunto que eu falo bastante, eh, você talvez já tenha ouvido e é uma chave pra gente entender melhor as nossas relações. Mas se você tá chegando agora, eu vou fazer um resumo aqui, tá?
Do jeito que você possa entender, sem psicologuez, eh, sem linguagem tão difícil. Então, tá, vamos lá. Vou pausar esse episódio rapidinho para te dar um recado imperdível.
Gente, você que já adora o Psicodia na prática e tá sempre ouvindo os episódios aqui, eu tenho um convite para te fazer. Eu gravei uma série exclusiva pra Audible, onde você vai poder ter acesso a uma série minha chamada Um Guia Nada Básico para conexões autênticas. É uma série de oito capítulos só de áudio, onde você vai aprender o passo a passo, aquilo que nunca ninguém te ensinou para construir relações mais saudáveis, não só amorosas, de amizade, relações no geral.
É um assunto que eu sei que vocês amam aqui no Psicologia na Prática. Eu tenho certeza que você vai amar conferir essa série. Então, tô deixando o QR code aqui na tela e o link também na descrição desse episódio para você ir lá e conferir a minha nova série.
A teoria do apego, ela começou com estudos e lá com Bobby, isso muitas décadas, né, atrás, são estudos bem antigos e que depois eles tiveram ali a sua sequência de estudos trazendo não só da infância para para relacionamentos adultos, mas começou lá com Bob com estudos que observavam algo muito simples. Todo ser humano nasce com uma necessidade básica de proteção, de vínculo, de segurança. E quando a gente é criança, especialmente com bebês, a pesquisa começou até com bebês bem pequenos, a gente não tem um repertório emocional, a gente não tem autonomia emocional, a gente não tem nem lógica para lidar com frustração, com distância, com negligência.
Então, o nosso sistema nervoso, ele aprende o mundo, né, através de perguntas invisíveis, digamos assim, né, como, por exemplo, quando eu preciso de alguém, alguém vem até mim, eu sou importante para alguém, eu sou amável do jeito que eu sou, né? O amor ele vem, ele é constante, estável ou ele some, ele é instável. E a depender das respostas que a nossa vida, a nossa criação, os nossos cuidadores principais, a maioria deles foram as nossas mães, né, mas talvez tenha tido algum outro cuidador, especialmente nos primeiros anos de vida.
A depender das respostas que a vida dá para essas perguntas, a gente vai formando um padrão interno, digamos assim, um mapa emocional que depois vai levar a gente pros nossos vínculos adultos. Então aqui tá um ponto que quase ninguém fala com clareza, mas o apego ele não é só sobre relacionamento amoroso, é sobre como você lida, o teu estilo de apego tem a ver com a forma como você lida, com proximidade, com distância, com rejeição, com conflito, com abandono, com as tuas necessidades, com limites, em qualquer vínculo importante, na verdade, né? E de forma bem resumida, existem estilos diferentes de apego.
Hoje eu vou focar principalmente em um que é o apego ansioso, né? Que é o mais comum de aparecer até nos consultórios e também é o mais comum de aparecer nas dores que vocês me mandam, tá? Mas existe o apego, estilo de apego ansioso, o estilo de apego evitativo, que a gente pode deixar para um outro episódio se vocês gostarem desse.
De repente a gente faz como ir de um estilo de apego evitativo para um seguro. E existe o estilo de apego seguro. E uma coisa importante sobre isso, se vocês quiserem aprofundar nesse tema, eu sempre deixo essa dica de leitura, eh, é um livro chamado Maneiras de Amar da Editora Cestante.
Ele era, a primeira edição dele era, era Apegados o nome, mas agora Maneiras de Amar, um livro maravilhoso escrito por pesquisadores da área. Fica aqui a dica para todo mundo que quiser estudar mais sobre isso. Mas vamos falar sobre o apego, esse estilo de apego ansioso, tá?
que é quando o relacionamento ele deixa de ser um lugar de encontro e vira um lugar quase que de vigilância, não é carência no sentido pejorativo que a internet usa, enfim, mas é um sistema emocional que aprendeu que o vínculo ele tende a ser instável. Então aquela pessoa, ela fica tentando garantir o amor e o vínculo o tempo todo. Por dentro é como se essas pessoas vivessem mais ou menos assim: "E se essa pessoa enjoar de mim?
E se ela perceber que eu sou difícil demais? E se ela não gostar de mim suficiente? Se eu não for o suficiente?
E se isso acabar? E se eu ficar sozinha? " E aí a pessoa tenta fazer uma coisa que parece lógica, mas que é um tiro no pé.
Sempre tenta controlar o vínculo para se sentir mais segura. Só que no relacionamento, né, o relacionamento não é um lugar onde você consegue controlar, você não consegue controlar os sentimentos do outro, nem as ações dele, muito menos, né? A relação é um lugar onde a gente precisa sustentar incertezas.
Presta atenção nisso. Os relacionamentos são ambientes em que a gente precisa sustentar incertezas. Eu não sei se eu vou ter a reciprocidade, eu não sei se isso vai dar certo para sempre.
Eu não sei se a pessoa vai agir e me tratar da forma como eu espero ou gostaria, mas eu preciso encarar alguns riscos. Claro que com sabedoria, né? Sabendo ler também as bandeiras vermelhas ali no caminho.
Só que para quem tem um estilo de apego ansioso, essas incertezas são desesperadoras. Então a gente vai trazer isso aqui pro cotidiano, porque é onde dói, onde machuca. Então, uma pessoa com apego ansioso, ela geralmente sente um desconforto gigante com o silêncio do outro, com a distância do outro, mesmo quando não necessariamente esse silêncio, essa distância querem dizer algo ruim.
Interpreta muitas vezes essa ausência como uma ameaça, tem dificuldade de ficar só. Então, pessoas que engatam um relacionamento no outro, tá sempre com alguém porque tem muita dificuldade de ficar sozinho. E aí quando fica sozinho também a mente entra em um looping ali de preocupação com a relação, mesmo que ela esteja numa relação.
Isso vai levar essa pessoa muitas vezes a se adaptar demais para não ser rejeitada. vai levar ela a ter medo de colocar limites, né, que é um assunto que a gente fala muito aqui. E aí a pessoa tende a se perder ali eh naquela relação, né?
tem medo de perder a pessoa e por isso não coloca limites. Precisa de sinais constantes e uma comprovação constante do outro de que tá tudo bem, de que o outro gosta, de que ama, que sabe, precisa dessa validação, porque senão ela já entra em parafuso. Então, muitas vezes esse estilo de apego ansioso faz as pessoas confundirem o amor com intensidade, confundir a ansiedade com conexão.
E aí ela pode entrar em alguns padrões, né, que você talvez já tenha caído ou conheça, já tenha se relacionado com parceiros assim, né? Então vai lá, vai ser aquela pessoa que vai mandar várias e várias mensagens e ficar checando se o outro visualizou, ligar várias e várias vezes se o outro não atende. E é uma ansiedade absurda ficar monitorando as redes sociais do parceiro, né?
ficar procurando prova de traição ou prova de desinteresse, perguntar repetidamente, né? Você me ama, mas você me ama mesmo? Você ainda gosta de mim?
Tá tudo bem? Você tá estranho, tá acontecendo alguma coisa? E o outro não, tá tudo bem e tal.
É claro, né, gente, que a gente tá falando aqui de uma relação saudável, onde o outro ele tá sendo realista, onde o outro tá sendo honesto. Aí se um estilo de apego ancioso cai num relacionamento com uma pessoa realmente que tá avacalhando ali, aí é o pior pior receita possível, né? Aí se ela cai então com um estilo de apego evitativo, que a gente vai ver, você vai ver em outros episódios, mas que é uma pessoa que tem dificuldade com a proximidade no sentido de que tem dificuldade de se envolver, dificuldade de se entregar, dificuldade de ser vulnerável.
Então, uma pessoa que se esconde por trás de uma autossuficiência, de uma independência e geralmente não consegue aprofundar nenhuma relação, tá? Então assim, quando junta uma com a outra, o negócio dá ruim, tá? Mas então aquela pessoa que fica perguntando, né, sempre, por mais que o parceiro esteja ali falando: "Olha, tá tudo bem, sim, eu gosto de você".
Só que aí esse comportamento começa a fazer também o outro parar de gostar tanto assim, né? Porque ninguém gosta de uma pessoa do lado desconfiada de tudo e perguntando o tempo inteiro se o outro ainda gosta, ainda ama, se tá tudo bem. Isso acaba afastando muitas pessoas, mesmo quando no início elas até gostavam de você.
Então tá, eu sei que tá sendo muita coisa para você digerir, tá? Mas vamos falar de outros padrões de comportamento, como dizer sim quando queria dizer não e aí depois se ressente. Tolera relações ruins por medo do vazio.
Então aquela coisa diante só do que mal acostum mal acompanhado não funciona muito pro estilo de apego ansioso. Muitas vezes ele prefere estar mal acompanhado do que estar só porque tem medo de se sentir sozinho, vazio. E aqui tem um paradoxo que é muito cruel, que é quanto mais essa pessoa, você que tá me ouvindo, se passa, né, se está se identificando, quanto mais você tenta segurar alguém com medo da pessoa ir, mais você cria um clima que sufoca a relação e aí acontece aquilo que você mais teme.
a relação se desgasta e não porque ela não, né, porque essa pessoa não mereça amor, porque você não merece amor, mas porque o vínculo vira um campo de prova e ninguém consegue viver sendo testado o tempo todo. É desgastante demais. E aí o que que tem por trás disso?
A base do apego ansioso costuma ser uma ferida antiga de instabilidade emocional, como eu falei, né? Talvez lá na infância uma presença do cuidador que era imprevisível, talvez sofreu abandono, talvez sofreu rejeição, talvez tinha uma incoerência ali no lar, no afeto, no apego, o afeto que vinha e sumia, né? Acontece muito os adultos indisponíveis emocionalmente ou confusos ou passando por problemas, seja de saúde mental, de doença, problemas pessoais ou até uma infância em que você teve que merecer amor sendo perfeita, obediente, útil.
coisas que a gente fala muito por aqui. E aí eu gosto de dizer de um jeito muito simples o seguinte: a criança ela aprende estratégias para não perder o vínculo, porque ela precisa do vínculo com o adulto. Só que o problema é que a gente cresce e a gente continua usando as mesmas estratégias.
E aí a pessoa adulta, ela tá ali tentando, sem perceber, resolver no presente uma dor que é do passado. Ela escolhe relações que reenam aquele lugar emocional. Então, se eu conseguir que essa pessoa me ame, então eu finalmente vou provar que eu sou digna.
Só que amor, gente, não é diploma. Amor não é, você não, não prova valor, você reconhece o seu valor. E aí falando disso tudo, você deve tá me ouvindo falando: "Meu Deus do céu, Alana, desvendei todos os meus problemas agora.
É isso de tá tá é isso que eu vivo, é isso que eu passo. " E aí é muito importante você entender o seguinte: dá para mudar. É sobre isso esse episódio.
Eu quero que você guarde isso na sua mente. O seu estilo de apego não é fixo, não é uma identidade, não é uma sentença. É um aprendizado que você pode estar tendo sobre você, mas não é quem você é.
É um jeito que você aprendeu a se proteger. Então o caminho não é você virar uma pessoa fria, que não se apega mais ninguém, que não se importa mais com ninguém, matar a tua sensibilidade, mas é ensinar pro teu sistema emocional que existe outra forma de se vincular. E aqui entra um conceito muito chave, que o apego seguro não é que você não sente mais medo de ser rejeitado, que você tá sempre agora 100% confiante e seguro, não é?
a ver com isso, mas é uma pessoa com um estilo de apego seguro, é uma pessoa que sente medo e que ainda assim não age a partir desse medo, não age de forma desesperada. Todo mundo quer amar e ser amado, todo mundo quer reciprocidade. A vulnerabilidade é difícil para todos.
um silêncio, uma falta de resposta, é uma confusão ali de sinais do que o outro tá passando. Isso incomoda qualquer um, até uma pessoa com apego seguro. Mas o apego seguro, ele tem a ver com você.
Olha, eu sinto isso, eu reconheço o que eu tô sentindo, eu vou me regular, porque o outro não tem culpa da forma como eu tô me sentindo e aí eu vou escolher como agir. O que as pessoas com apego seguro fazem de diferente? Vamos, vamos olhar para isso, porque daí você pode começar a praticar.
É esse o ponto aqui. A gente vai falar então sobre o que que as pessoas com apego seguro fazem. E eu quero te convidar a ouvir essa parte não como um ideal inalcançável, mas como algo que pode ser treinado pouco a pouco, porque o apego seguro não é um traço fixo de personalidade, por exemplo, mas é um conjunto de habilidades emocionais que vão sendo desenvolvidas.
Se você teve um histórico de infância, né, com segurança, com previsibilidade, com amor, com afeto, com validação, com tudo, você já vem com esse pacote mais preparado. Mas pessoas com apego seguro podem e devem buscar começar a se comportar como se tivesse um apego seguro, né? Aquele você finge até que se torne na verdade, você precisa saber como que você deve se comportar.
E mesmo que você não sinta aquela segurança, você vai começar a treinar novos comportamentos nas tuas relações. Eu te garanto que vai mudar o jogo das tuas relações. Então, vou te apresentar aqui alguns pilares bem práticos e talvez enquanto você tá me escutando aqui, você já possa perceber qual deles que é mais difícil para você hoje, qual deles que você pode começar a fazer a partir de hoje.
Então o primeiro, se você tá notando aí, pessoas com apego seguro, elas regulam as suas emoções sem terceirizar pro outro. Então essas pessoas elas sentem tudo que uma pessoa normal sente, gente, né? Medo, insegurança, sente ciúme, sente tristeza, sente ansiedade.
A diferença não tá no que elas sentem, mas no que elas fazem com que elas sentem. Elas não vão colocar no outro a função de consertar o estado emocional delas. Elas podem até buscar apoio, conversa, acolhimento, né?
Isso é super natural, saudável, humano. Mas não é natural você transformar o outro num regulador emocional exclusivo, né? Então eu só consigo regular minha emoção.
Se o outro conversa comigo, me valida, me assegura, aí eu me regulo. Não dá pra gente depender sempre do outro, ainda mais de um parceiro amoroso. E existe nas pessoas seguras uma base interna que sustenta.
A pessoa ansiosa, muitas vezes sem perceber, ela vive como se ela dissesse: "Olha, eu só fico bem se você me responder. Eu só vou me acalmar se você garantir que tá tudo certo. Eu só me sinto segura se você fizer algo agora".
Já a pessoa com apego seguro, ela entende que existe uma diferença importante entre o apoio emocional e a validação compulsiva. O apoio emocional é o vínculo, é você poder dizer: "Olha, hoje eu não tô muito bem. Olha, esse teu comportamento me deixou insegura, eu preciso de um pouco mais de atenção, um pouco mais de carinho.
" Ótimo. Agora, essa validação compulsiva do outro é uma dependência. É quando o outro vira, como eu falei, a única fonte ali de estabilidade e qualquer ausência dele, tudo se perde, tudo se desorganiza.
Então a gente precisa tomar muito cuidado com isso, tá? Pessoas com apego seguro, elas aprendem então ao longo do tempo a se autorregular. A gente vai precisar aprender isso aqui, né?
Essas pessoas, elas sabem acalmar o corpo, organizar os pensamentos, atravessar os desconforto sem entrar em pânico. E não porque elas são frias, mas porque elas desenvolveram esses recursos internos. E aí, gente, isso muda completamente a dinâmica do relacionamento, porque o vínculo ele deixa de ser uma tábua de salvação e passa a ser um lugar de encontro.
Então essa sua primeira meta aqui como uma pessoa com estilo de apego ansioso é: eu preciso conseguir regular minhas próprias emoções sem depender compulsivamente do outro. E aí existem várias ferramentas de regulação emocional para isso. A gente pode falar em outros episódios ou você pode até pesquisar aqui regulação emocional que eu tenho outros episódios sobre isso também, tá?
Segunda, comportamento das pessoas com apego seguro, elas confiam antes da quebra. Ou seja, esse ponto aqui, ele costuma ser um dos mais difíceis para quem tem apego ansioso, tá? Porque a mente vive no e se e se ela perder o interesse?
E se ele tiver escondendo alguma coisa? E se eu tiver sendo enganado? E se isso acabar?
Só que as pessoas com apego seguro, elas também sabem que as relações podem acabar. Óbvio, pode haver uma falta de reciprocidade, as pessoas podem me decepcionar, claro, a diferença que elas não vivem a partir de um lugar de antecipação da dor. Porque existe uma compreensão muito clara de que desconfiar o tempo todo não nos protege.
É aquela coisa de se preocupar com a antecipação sobre algo que ainda não aconteceu, não evita que aquilo aconteça. Então, pelo contrário, só gera desgaste, tensão, sofrimento antecipado. Então, uma pessoa com estilo de apego seguro, ela pensa mais ou menos assim: "Eh, eu escolhi est nessa relação, então eu vou viver essa relação por inteiro.
Se um dia houver uma quebra de confiança, se um dia acontecer alguma coisa, então eu vou lidar com isso quando acontecer". Não existe essa vigilância constante, essa investigação silenciosa, essa busca incessante por provas de que algo vai dar errado. Confiar, gente, nesse contexto não é ser ingênua.
Eh, você precisa escolher não transformar o relacionamento em um campo de guerra antes que exista uma ameaça de verdade. Você precisa entender que viver esperando pelo pior não vai impedir a dor de acontecer, mas impede você de desfrutar do presente. E muitas vezes essa desconfiança constante acaba criando exatamente aquilo que você queria evitar, que é o término, que é a traição.
Então, em segundo lugar, você vai treinar sua mente para confiar antes que eh, né, até que você tenha o motivo contrário para desconfiar. É claro que isso tudo, como eu falei, a gente vai, né, ler os sinais, vai buscar. Eu já tive outros episódios até tem um, se você quiser procurar dedo podre, a cura do dedo podre, que eu falo, né, como escolher melhor um parceiro, como ler os sinais.
Então, levando em conta que você fez tudo isso e que você daí tá dentro dessa relação, tá bom? Terceiro aqui, pessoas com estilo de apego seguro, elas comunicam seus desejos ao invés de acusações. Então, pessoas com apego seguro, elas se comunicam em um de um lugar muito diferente.
A gente precisa treinar isso. Em vez de partir da cobrança, da crítica, da acusação, elas partem da clareza sobre o que elas desejam, o que que é importante para elas. Então, ao invés de você dizer, né, por que que você nunca faz isso?
Por que que você nunca me dá atenção? Você pode dizer uma uma pessoa com estudo de apego seguro, ela diria: "Olha, isso é importante para mim. Eu me sinto cuidada quando você faz isso.
Eu gostaria que isso acontecesse mais o nosso relacionamento. Essa forma de comunicar não é mais fraca, ela é muito mais madura, porque ela fala da necessidade sem atacar o outro. Ela convida o outro paraa relação em vez de colocar o outro na defensiva.
E aí tem um ponto fundamental aqui que é pessoas com apego seguro não ficam implorando por reciprocidade. Elas expressam, elas observam e aí elas avaliam. Se ao longo do tempo aquilo que é importante para elas não é considerado, elas não vão ficar entrando em joguinhos, elas não vão tentar se moldar infinitamente, elas não vão tentar convencer alguém a ser diferente.
Elas vão entender que o desejo não foi atendido, né, e que aquilo aconteceu de forma recorrente. E aí, claro, vai virar uma frustração crônica se aquilo acontecer. E a frustração crônica, ela corrói qualquer vínculo.
Então, comunicar desejos vem junto com algo muito essencial, que é eu aceitar a resposta do outro e aí eu decido o que que eu faço com essa resposta do outro. Se eu comuniquei meus desejos, eu fui clara, eu pedi, eu falei e o outro não responde, não entrega, não parece se importar, aí cabe a mim decidir o que o que que eu faço com essa resposta que o outro tá me dando, porque o silêncio também é uma resposta, né? Então, presta atenção nisso.
Quarto comportamento de pessoas com estilo de apego seguro. Esse aqui é muito bom, tá? Essas pessoas elas tendem a ter uma vida própria.
Talvez esse seja o pilar mais assim transformador do apego seguro, tá? Pessoas com apego seguro tem uma base de identidade fora do relacionamento. Isso é muito importante.
Elas têm interesses, valores, rotinas, afetos e um mundo interno que não gira exclusivamente em torno do outro. A mente de uma pessoa com estilo de apego ansioso tende a viver colada. O outro vira o centro, a referência, a principal fonte de sentido, de estabilidade.
E a mente segura, ela já é uma mente que vive conectada, né? Não conectada com o outro, mas não grudada. Existe proximidade, mas também existe espaço.
Espaço para o espaço. Isso não significa menos amor, não significa nada disso, mas significa menos dependência. O relacionamento ele deixa de ser o lugar onde tudo acontece e passa a ser um espaço que se soma a uma vida que já existe.
Aquela coisa da pessoa tem que vir na minha vida para somar e tal. É isso. E aí isso aqui paradoxalmente torna a relação muito mais leve, mais desejável de estar ali e mais sustentável no longo prazo.
Quando existe essa identidade, o medo de perder não desaparece completamente, porque quando a gente ama é óbvio que a gente tem medo de perder, mas ele deixa de comandar a relação, porque a pessoa sabe que com ou sem aquela relação, ela continua sendo alguém. E essa convicção, gente, muda tudo. Muda o jeito de amar, de escolher, de se posicionar e até muda o, né, a decisão de ir embora quando é necessário, porque eu sei que existe outras relações, outras coisas na minha vida, né?
Dito tudo isso, gente, espero que vocês tenham anotado esses comportamentos de uma pessoa com estilo de apego seguro. E assim, para mudar um padrão de apego, não basta só você se identificar com ele, né? Você pode est tá se identificando nesse episódio.
Isso traz um alívio, mas isso não traz a transformação. O caminho ele começa quando a gente decide compreender esse funcionamento em profundidade, entender o apego ansioso, né? Não como um rótulo, mas como um sistema que você aprendeu, um sistema que fez sentido lá atrás, mas que hoje não faz mais sentido.
E aí depois que você se identificou, entendeu, estudou isso, o próximo passo agora é você começar a observar com mais curiosidade e não com culpa esse teu padrão. Não é para você se comparar, se cobrar, eh, mas é para que realmente você tenha um uma nova postura diante dos seus relacionamentos, um novo mapa. a gente vai começar a construir e aos poucos vai experimentando novas ações, novos comportamentos, vai agindo como alguém mais seguro, mesmo quando por dentro ainda tem insegurança, né?
Você vai começar a falar diferente, pausar diferente, reagir diferente, escolher diferente. Isso não é fingimento, isso é treino, né? Isso é neuroplasticidade, o teu cérebro mudando ali em ação, tá bom?
Então esse é o convite para esse episódio. E é claro, gente, essa essas mudanças elas não são fáceis. Mudar comportamento não é fácil, ainda mais comportamentos tão enraizados.
Por isso a terapia ela ajuda demais. Essas mudanças não são do dia pro outro. Pode ser que você precise de uma ajuda profissional para isso.
No link, aliás, na descrição desse episódio, eu sempre deixo um link para você agendar uma sessão de terapia com uma das psicólogas da minha equipe. Estão super preparadas, capacitadas para te ajudar a lidar com esses padrões de apego, a mudar a forma como você se relaciona. Mas hoje eu te deixei aqui alguns exercícios, alguns passos que você pode dar, tá bom?
Não vai ser fácil, mas eu tenho certeza que vai valer muito a pena você começar a mudar. Você pode começar a mudar hoje mesmo no teu relacionamento. Espero ter te ajudado.
Me conta aqui nos comentários se você percebeu o comportamento seu, se existe algo que você já quer começar a colocar em prática. Me conta aqui que eu vou adorar saber. Lembra de compartilhar esse episódio tanto com seu namorado, namorada, cônjuge, com amigas.
Todo mundo pode se beneficiar desse episódio, eu tenho certeza, porque esses esses comportamentos do estilo de apego seguro são para todos nós. É isso, gente. Espero que vocês tenham gostado, tenham me acompanhado até aqui.
Um beijo e até terça que vem.