[Música] Olá boa noite educação como as interações entre os adultos e as Crianças promovem o desenvolvimento infantil a comunicação com os pequenos é peça fundamental nesse processo e tem peculiaridades as conversas devem ter ambientes e abordagens adaptadas E aí é que surge a comunicação não violenta hoje nós vamos entender como ela pode nos ajudar e como aplicá-la no dia a dia [Música] somos todos seres relacionais impossível viver em sociedade sem dialogarmos uns com os outros não é mesmo e se na vida adulta é desafiador ser assertivo e acolhedor entre nós mesmos com as crianças o
processo também desafia hoje nós recebemos aqui no estúdio a Érica na rádio de Moura Ela é historiadora professora e especialista em gestão de pessoas e comunicação não violenta e a Ingrid raz ela é advogada Doutora em direitos humanos e facilitadora de comunicação não violenta Boa noite Érica Boa noite Ingred tudo bem com vocês Tudo bem bem-vindas a opinião Minas a gente vai falar sobre esse universo infantil da comunicação com as crianças mas esse conceito de comunicação não violenta ele não é só para criança ele é para nossa comunicação e relacionamento com as pessoas vamos explicar
então de onde que vem esse termo essa tal dessa comunicação não violenta Vamos sim bom a comunicação não violenta Ela não é uma técnica Apesar no seu livro escrever técnicas para se relacionar melhorar seus relacionamentos profissionais e pessoais é uma liberalidade ela é uma abordagem uma Filosofia de vida ela foi estruturada sistematizada pelo americano phd em psicologia Clínica marshel Rosenberg na década de 60 do século XX e essa abordagem Ela traz elementos são os dois grandes Pilares que é a escuta empática e a expressão honesta e sobre esses dois grandes Pilares discor na-se uma série
de elementos que vão colaborar para uma conexão humana autêntica real baseado em diálogos né então como a escuta profunda ou a capacidade de dialogar aumentando essa Arena Onde eu posso Onde posso existir as diversidades então você pode ser como você é então a eu autorizo a existência e do outro é consciência é uma escalada de consciência claro que falando assim é filosófico é bonito mas do ponto de vista prático no cotidiano a comunicação não violenta se traduz no repertório Na expressão na palavra no gesto na comunicação verbal e não verbal Então mas óbvio que isso
passa na antala das emoções passa no compreender o seu ser e estar no mundo o seu lugar os lugares as pessoas n as diversidades Então tudo isso é um processo de galgar consciência e nossa especialidade nós temos uma empresa de treinamento e desenvolvimento é trabalhar com adultos né mas quando a gente pensa que as dificuldades estabelecidas pelos adultos exatamente dialogar nós precisamos ir ali ó conversar com as crianças para que essas Skills essas habilidades sejam desenvolvidas logo lá no início né lá lá no início bom éca tá trazendo pra gente no início você disse sobre
uma escuta tia atenta e quando a gente fala de processo de comunicação a gente pensa muito no falar em como a gente se comunica com as pessoas a gente esquece que ouv é parte fundamental desse processo de comunicação a gente tem perdido essa habilidade Ingrid A gente tem falado mais para expressar para falar a gente tem ouvido para poder retrucar para poder falar dar uma resposta pro outro e menos para compreendê-lo de fato sim é é o é o que a gente vivencia hoje no nosso piloto automático é a nossa necessidade de se expressar de
responder de aconselhar e muitas vezes a gente não dá oportunidade que o outro fale e expresse de fato o que ele tá sentindo porque a gente já quer logo retrucar principalmente se é uma opinião contrária à sua você não quer nem ouvir e você já faz uma barreira nesse nessa importância da escuta né porque é nela que há todo uma troca de conexão entre as pessoas né então a gente tá aí nesse momento quando a gente fala de educação para criança a gente precisa eh não só atender a esses pais a esses adultos hoje né
que não estudam para ser pais né a gente não estuda para ser pai mas deveria né porque a gente precisa eh transgredir né aquele todo aprendizado que a gente teve de um ensino autoritário do passado que era o o modelo da época manda quem pode obedece quem tem J quem não escutou não falou isso em algum momento né Exatamente exatamente poder ver que hoje nós temos acesso à informação e que há outras formas de nos relacionarmos com essas crianças dando a elas oportunidade de fala inclusive porque a criança né quando ela começa a falar o
que que o adulto já faz normalmente né já vai reprimindo né olha aqui que que eu tô falando me escuta e não dá oportunidade da criança ser acolhida com os seus sentimentos e a gente não aprendeu a ver os nossos entos enquanto crianças Então acho que é o papel dessa Nossa geração de pais hoje e educadores olhar para essas crianças e ensiná-las a reconhecer seus próprios sentimentos que é algo que foi passado para nós e a gente quantos adultos hoje a gente não sabe identificar o que que a gente tá sentindo e a gente quando
escuta o outro a gente já vem querendo responder né sem olhar pro que se sente com a fala do outro com aquele momento ali e se esse processo como comunicativo já é muito desafiador pra gente que é adulto de ouvir o outro de fato de esperar para poder responder dessa expressividade toda pra criança éca eu queria que você dissesse pra gente é ainda mais difícil para eles se expressarem de fato e até entenderem dos sentimentos dele para verbalizar isso pois é porque ele não tem repertório nem experiência para poder verbalizar de maneira clara e estruturada
o que que ele sente o que que ela sente e necessita né Então são duas palavrinhas mágicas o que que eu sinto porque o que eu sinto o sentimento é mensageiro ele vai me contar Qual é a necessidade que tá por trás desse sentimento e ao ter clareza da minha necessidade eu consigo expressar de maneira honesta o que que eu preciso então mas esse é um treinamento é algo pedagógico ali nós precisamos traduzir isso pras crianças nós vamos recrutar o lúdico né trazer histórias trazer brincadeiras trazer roda de conversa tudo isso para poder fazer com
que a criança tenha liberdade e usar o código que ela já compreende para poder expressar sentimentos e necessidades para que ela também consiga ganhar né galgar essa consciência sobre quando eu estou triste quando eu estou com raiva né como é que eu me Manifesto no mundo até pra gente ter condições de fazer autorregulação com essa criança emocional né nos seus momentos ali né que ela tá confusa com seus sentimentos ela não sabe expressar não então a gente precisa apoiá-las para que elas tem o repertório instrumentos ferramentas para poder trazer ao mundo de maneira clara e
estruturada ou sen não de maneira eh eh Sutil os seus sentimentos e necessidades né Daqui a pouco eu vou propor para vocês pra gente trazer exemplos práticos aqui pro nosso telespectador de diálogos possíveis de um adulto e uma criança e como que ele deveria ser conduzido vamos pensando aí porque você falou agora Érica da questão da ludicidade como que ela pode ser uma ferramenta um instrumento importante para que a gente consiga trazer à tona esses sentimentos das crianças os nossos também as meninas lançaram recentemente Três livros inclusive que tem essa abordagem da comunicação não violenta
por meio da ludicidade esse aqui é uma gracinha A Lupa do coração que eles conta-se a história ali tinha duas brigas ali entre duas crianças e aí chega um professor ali um cientista e pede pra criança pegar uma lupa e colocar perto do coração da outra para ela poder conseguir entender o que que o outro tá sentindo ou ver o o que que você tá vendo ali no outro como que a gente consegue fazer isso no dia a dia gente como que a gente consegue ensinar mais as crianças a fazer isso até entre elas no
dia a dia eu acredito que é a gente precisa mobilizar aí essa geração de adultos que são que estão em contato direto com essas crianças Então são pais e mães cuidadores professores a educação aí infantil né tem aquela frase de Confúcio que diz que a palavra convence mas o exemplo arrasta então a gente pode ensinar a gente mas é praticando e mostrando o exemplo que como que eu busco esse meu sentimento dentro de mim o que eu tô sentindo e tá tudo bem sentir raiva né A raiva é importante é um elemento importantíssimo dentro da
da comunicação não violenta é considerada como mensageiro que diz que algo dentro de você não está bom e isso deve ser investigado Então qual que é a minha necessidade que não foi atendida e por isso eu tô manifestando em raiva então a gente precisa que esse ambiente externo ele seja um ambiente acolhedor desses sentimentos então que sejam profissionais da educação Ou que os pais saibam lidar né estudem para lidar com este momento né então assim é é um é um pedido mesmo né que esses pais olhem né O quão é importante a gente Educar com
uma comunicação afetiva com uma comunicação acolhedora dessa criança né porque ele vai se tornar um adulto muito mais forte no futuro muito mais consciente das suas emoções dos seus sentimentos inclusive do que é uma violência que podem no futuro fazer com ele né do que que é uma palavra agressiva que tá sendo dita a ele identificar quando isso acontecer tá os abusos inclusive mesmo e Como que foi o processo de construção desses livros porque escrever sobre comunicação não violenta justamente para esse público é para trazer essa conscientização como que foi essa construção Érica bom Nós
pensamos nos professores nos pais e obviamente que trouxemos o repertório da infância né então através das histórias nós trazemos cenas que vão é necessário recrutar o diálogo é necessário recrutar ali a capacidade de empatizar então de escutar o colega e deixar ele existir junto né o cocriar criar juntos então nós pegamos essas grandes temáticas e traduzimos isso em histórias e criamos os livros de Apoio aos professores né Eh que é o material de apoio para cada livrinho que ap habilidade concreta dele na sala de aula né ou no caso os pais né saber as atividades
que podem ali no dia a dia permear no encontro da família né nas relações cotidianas para que possam fazer uma roda de conversa brincar com um baralho de sentimentos e necessidades para que passo a passo a criança comece a identificar sente isso por causa daquilo né E aí começam a criar essa realidade interna né de que ela tem um repertório ela tem a onde recorrer para expressar porque a incapacidade de expressão a falta de repertório gera também essa manifestação com irritabilidade né Ah vai lá e quebra alguma coisa então nós precisamos instrumentalizar nossas crianças com
repertório né e estratégias de comunicação as crianças e os educadores também os educadores né e a gente tá falando das dos livros da ludicidade como uma ferramenta um instrumento importante aí na educação nós vamos faz um intervalo porque daqui a pouco pouquinho a gente vai falar na prática dessa aplicação desses eh dessas questões todas dessa abordagem nas escolas em salas de aulas com dezenas de alunos vamos conhecer um projeto que inclusive reduziu as agressões a gente volta [Música] já manda quem pode obedece quem tem juízo você já ouviu essa frase já falou hoje nós estamos
aqui discutindo sobre o protagonismo que as crianças devem ter na aprendizagem desenvolvimento delas mesmas Qual o papel de nós adultos nessa comunicação com os pequenos hoje nós recebemos aqui no estúdio no estúdio a Érica nras de Moura Ela é historiadora professora e especialista em gestão de pessoas e em comunicação não violenta e também a Ingrid rass ela é advogada Doutora em direitos humanos e facilitadora de não violenta e nas escolas será possível aplicar esses conceitos com dezenas de alunos nós vamos receber agora virtualmente a Cristina Pinho Machado Ela é professora da rede Municipal de Educação
de Belo Horizonte ela vai contar um pouquinho da experiência dela em atuação na atuação com esses alunos com os alunos boa noite para você Cristina muito bem-vindo opinião Minas tudo bem tudo bem Boa noite a todas a gente tá falando aqui hoje sobre comunicação violenta sobre essa abordagem com as crianças essa comunicação e interação que a gente faz entre os adultos e as Crianças e a possibilidade de aplicar essa abordagem dentro da sala de aula com os alunos no universo que a gente tem dezenas de alunos numa mesma sala eu queria que você Contasse pra
gente da sua experiência na escola na qual você atua você teve tem experiências recentes para compartilhar com a gente os meninos parece que não queriam mais brincar no Recreio juntos e aí Cristina deu um jeito lá conversou com os meninos e agora plantou um círculo de conversas para poder entender a necessidade de cada um como que foi esse começo aí Cristina para vocês B eu conheci a justiça restaurativa em 2018 e participei da formação até 2020 Eu atuava numa equipe de acompanhamento das escolas eh municipais e foi quando eu conheci a primeira coisa é você
acreditar que é possível né você tem que acreditar que funciona que é possível e a justiça restaurativa mexeu comigo muito nesse sentido né O que que é comunicação não violenta o que que é Violento o que que não é Violento o que que é conflito eh qual que é a necessidade e veio a pandemia em 2020 quando retornamos presencialmente eu estava em sala de aula já aos dois horários e os conflitos nós na escola eles acontecem assim instantaneamente né tudo é motivo para conflito mas para você eh eh fazer um trabalho como esse tem que
partir também do interesse do grupo né você não não põe aquilo e um dia em sala de aula a uma aluna eh comentou que ela ficava sozinha no Recreio que ela não tava se sentindo bem comentou com a turma toda e aí Alguns colegas confirmaram é mesmo professora né fica sozinho Eu também fico sozinho eu peguei e sugeri se a gente poderia conversar sobre isso eh com um tempo maior Eles aceitaram e no dia seguinte então foi da noite pro dia eu eu preparei Eh toda a dinâmica do Círculo né o bastão de fala eh
uma introdução todo aquele aparato E começamos a a o círculo e eles falando dos sentimentos como que eles estavam se sentindo Eh toda essa conversa e no final do Círculo nós propusemos então o recreio fosse feito em grupos e grupos diferentes então com quem você nunca conversou no primeiro dia eles acharam assim péssimo Nossa professora eu fiquei sem conversar eu não consigo conversar assim mas a partir do segundo dia eles já não queriam mais deixar esse formato aí eles já se reorganizava em outros grupos e todo mundo eh passou a conversar com todo mundo a
não deixar ninguém sozinho eles mesmos eh tiraram essa concepção ninguém fica sozinho Sim e nomearam essa ação como círculo do sentimento porque partir de um sentimento A partir dessa experiência eles pediram que continuássemos a dinâmica do Círculo então nós conversamos de 15 em 15 dias a gente faz o círculo prepara tudo direitinho e uma outra coisa importante eh dessa prática porque não é uma receita né ISO não é uma receita pronto você tem que acreditar e ter confiança é que o que fala no círculo fica no círculo então eles falam de tudo eles melhoraram as
relações interpessoais eles eh melhoraram o autoconhecimento uma confiança absurda um no outro e no professor no caso eu que faço a meação ficamos dois anos que eu assumo a turma no quarto ano fico quarto e quinto ano ficamos dois anos participando do circo quando foi no final do ano passado uma das alunas falou fo a melhor coisa que aconteceu na minha vida porque para tudo eles fazem círculo até em casa círculo com três círculo com duas pessoas e às vezes eu pergunto quer que eu participo se tem problema com outro professor quer que eu participe
não Professor acho que a gente dá conta sozinho círculo comigo Professor precisamos de um círculo com você então você protagonismo que eles devem ter tambm nesse gerenciamento das emoções nesse entendimento não é mesmo ô Cristina eu quero te pode falar é exatamente isso porque você consegue e perceber isso né Qual que é o conflito e ter outras formas de você resolver de lidar com eles e eu não tive mais briga né confusão eles conseguiam chegar falar professora eu tô com um problema mas eu acho que eu vou conseguir resolver Que bom uma boa experiência aí
pra gente compartilhar com os telespectadores é possível aplicar nas escolas mesmo que a gente tá vendo aqui né com entendendo o conceito a abordagem e levando para esses alunos Ô Cristina muito obrigada pela participação aqui com a gente hoje um ótimo trabalho para você parabéns pelo trabalho Obrigada Eu que agradeço viu tchau tchau tchau Cristina trouxe pra gente Esse depoimento dizendo sobre a diminuição por exemplo das agressões dentro da sala dentro das escolas sobre essa interação com os alunos e dentro da casa da gente eu queria que a gente trouxesse exemplos também desses conflitos que
acontecem nas casas e como os pais os responsáveis lidam com eles você Podem trazer pra gente exemplos práticos até do que a gente fala e que deveria repensar começar com você Érica S do ponto de vista prático cotidiano Às vezes você tá no dia a dia a criança tá brincando com seus brinquedos fora do Baú fora do armário espalha pela sala deixa um brinquedo ali outro colar E aí a mãe ou o pai tá tomado pelo no dia a dia não percebe e fala assim Nossa eu fico muito triste eu fico com muita raiva porque
você deixa tudo espalhado então quer dizer motivo da minha raiva o motivo da minha tristeza é você é você que faz isso então muitas crianças podem entender se não quer que a mamãe fica triste que o papai fique triste para para est mais perto da mãe para est mais perto do Pai deixa de fazer coisas mas não conversam sobre essas coisas então Você projeta sua tristeza sobre a criança não mas o que de fato fato te deixa triste é que os seus gatilhos ou os seus vieses interpretando o mundo eu não gosto de brinquedo espalhado
Isso me deixa irritada e não a criança a criança É o Mero portador da atitude né Então assim Então o que te irrita no outro é o que são as atitudes que você se torna engatilhada porque são suas crenças no mundo então assim olha quando eu vejo os brinquedos espalhados pela sala eu fico irritada filho então vou te pedir pra gente guardar esses brinquedos Ah não quero guardar depois eu guardo Depois eu tomo banho depois eu como depois eu guardo né então assim a pessoa não é uma operadora que você dá um comando ela resolve
ela tem vontade própria Então você tem que permitir que o outro exista assim olha Eh Vamos guardar juntos Que horas então que nós vamos guardar Vamos fazer um Combinado então abre-se uma negociação conversa com criança conversa com adulto sempre não é a imposição quando você impõe o outro vai entender que aquilo não é a medida que ele quer ele vai reativar então A ideia é que você você propõe ver ali Qual que é a perspectiva do outro ah depois eu guardo Mas vamos combinar então qual que horas vai ser esse depois eu assim depois que
eu falar com o fulaninho lá eu vou brincar ali fora depois que eu voltar eu guardo Então tá vamos fazer esse combinado quando você vai na casa de fulano na hora que você terminar de brincar lá chegando em casa nosso compromisso é que você vai guardar os brinquedos no armário certo então temos um acordo temos uma acord deixa o menino brincar e fazer o que tem que fazer na hora que ele volta e ele não guarda você não guarda tá você não cumpriu não é isso né Vocês têm um acordo vamos a negociação não se
encerra na primeira rodada Sabe por que que comunicação não violenta Não espalha de maneira eh eh expressiva no mundo afora porque ela ela requer P cência requer um tempo de terror interno Então as pessoas estão eh muito né ativadas com esse mundo Vulca né volátil inserta umbigo complexo o dia a dia urgente então para você chegar olhar uma cena e negociar sobre essa cena você tem que est muito né internalizar Essa p e é muito desafiador tá tá tudo certo sobre isso agora a gente não pode fechar as portas de escalar consciência sobre isso de
perceber o que que a gente tá fazendo com as nossas crianças né então eu não aguento mais não tudo issoé você faz isso você acaba comigo eu tô eu tô a dentor de cabeça Começou agora por causa dessa birracha que você fez então Você projeta todos os seus sentimentos no outro o outro é mero gatilho daquilo que já está instalado em você de como você vê o mundo eu acho interessante trazer exemplos né a Ingrid com dois filhos ela tem um cotidiano onde ela tem que negociar muito não é isso Ingrid é agora a gente
tá aqui né nessa época de calor intenso em Belo Horizonte e aí teve um dia né pouco tempo atrás que a gente queria ir pro clube no final de semana e aí a gente arrumando já então vamos pro clube e meu filho começou a falar eu não vou a gente já falou assim mas como assim eu não vou E aí começou a a colocar para fora as necessidades dele os sentimento de raiva porque ele não queria ir pro clube então assim a gente eu cheguei perto dele e falei mas me conta aqui o que que
é que tá te levando a não querer ir pro clube o dia tá lindo vamos nadar Vamos fazer alguma coisa diferente né então num primeiro momento foi ali ó de muuito embate de ele não não não tá tudo ruim ele não sabia expressar o que que é que ele tava sentindo el só sabia que ele não queria ir pro clube né então eu fui buscando ali identificar nele o que que é o que que aconteceu que tá te fazendo não querer ir pro clube então falei olha o que você tá sentindo é raiva de ir
pro clube né E por que que essa raiva tá aparecendo aí né O que que é que tá aí dentro né você tá o que que foi o clube não tá legal ele falou tô muito cansado Mãe eu tô muito cansado ele tem 8 anos de idade então assim eu tô muito cansado e foi E aí eu eu me fez relembrar a semana que a gente teve que foi uma semana que ele teve dois aniversários durante a semana à noite estava ele estava morto né então assim eh e ele falou eu quero ficar em casa
eu quero deitar ver televisão o dia inteiro Uhum E aí faz sentido né Faz Sentido era uma necessidade que ele tinha realmente ele estava cansado e o não do outro é um sim que ele dá para ele mesmo então a gente precisa reconhecer esse não que ele me deu de não querer ir pro clube ele tava atendendo a uma necessidade dele sim e que o outro precisa você né os pais Quem tá perto precisa respeitar a gente tá chegando aqui no final do edição como que faz pra gente adquirir ler ter a leitura dos livros
eles já estão disponíveis até como fundamenta pra sala de aula também meninas os livros estão à venda na livraria Leitura eh e a coleção completa com os manuais pode entrar em contato com a editora a editora autêntica tem um braço infantil que é Yellow fant ellun e conversar diretamente com eles para saber os canais de distribuição Principalmente quando se trata de escolas que queiram comprar uma quantidade maior Ok meninas Obrigada parabéns pelo trabalho prazer recebê-las boa noite para vocês Obrigada a você também pela companhia uma ótima [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] noite [Música] a