[Música] [Música] Boa noite pessoal meu nome é Mirella Kayla Está no Ar mais um Alt spod podcast mais ativo com deste Brasil Uma salva de palmas minha gente Sim muita animação Estamos aqui na edição especial da em Brasília gravando na clínica especial e o tema escolhido aqui para este bate-papo foi sobre seu dociência na educação existe isso na educação Especial né gente pseudociência como assim para entender melhor sobre isso recebam aqui o meu convidado com muito carinho Luciano obrigada lucelmo por estar aqui o Luciano acabou de chegar de viagem capturando ele praticamente no aeroporto trouxemos
aqui para gravar agradeço pela convite e que bom que deu certo né foi uma agenda Improvável né mas que acabou dando certo tava tentando de alguma forma que a Gente conversasse pessoalmente até pelo livro dele aqui pessoal e é inclusive o tema do nosso bate-papo né o livro que ele lançou recentemente críticas a pseudociência na Educação Especial Então vamos entender um pouquinho sobre isso né eu leigamente achava que imagina pseudociência na educação Como assim você é amor por que isso eu lembro que a gente na primeira vez que a gente conversou a gente tocou em
vários pontos nesse sentido né A ciência ela é um tipo de conhecimento é um tipo de conhecimento específico que a gente utiliza para melhorar aspectos da vida social a gente utiliza para a gente pensar na tecnologia por isso que nós temos todas as coisas aqui né podemos fazer uma gravação assim com essa qualidade de hoje é Nós pensamos e utilizamos a ciência na medicina e todos os campos mas a educação especialmente eu não tô falando só de educação especial mas a educação especialmente Ela é um campo produzido historicamente de uma maneira muito conservadora muito pela
prática e reprodução daquela prática né E essa ideia de que a gente deveria utilizar aquelas estratégias que foram verificadas cientificamente elas essa foi uma ideia que ainda está acontecendo na educação né E quando você pega a educação de modo geral você digamos assim você tem uma coisa que acontecia lá 200 anos atrás e aí ela ela é Repetida desde então e mais ou menos tem uma certa semelhança com aquilo que acontecia então mais ou menos aquela reprodução funciona tem uma piada que diz assim que uma pessoa Tava dormindo né ela tá hibernou né sei lá
coisa assim 300 anos ele acordou e falou meu deus que mundo diferente ela foi para Igreja e viu as pessoas dançando as pessoas ela falou não esse aqui tá muito diferente eu não quero isso não ele vai para outro vai para a rua e aí tudo diferente aí Vai para vários lugares e aquilo é muito diferente fica muito perto ele vai pra escola e se sente bem porque a escola é mais ou menos a mesma coisa né só que você fazer essa reprodução funciona entre aspas né Muito muitas aspas para quem funcionava E as pessoas
com deficiência não era escolarizadas pelo menos não na escola comum ou não com é fazer que a gente tem hoje né ou não a maioria das pessoas por exemplo pessoas com autismo existia lá Muito mais probabilidade de pessoas cegas ou surdas mas pessoas com autismo deficiência intelectual né que era muito mais o diagnóstico se tinha não eram então essa reprodução pode ela pode não ter explodido ainda para todos mas para aqueles que são por causa da Educação Especial é um absurdo né não tem como você reproduzir porque nós devemos estar individualizando o processos para eles
a reprodução Não serve de nada já que eu teria que olhar para aquele indivíduo e Usar os mesmos os melhores métodos para ela então quando a gente não usa o método científico tudo isso depende de um indivíduo particular um professor um educador que tem uma uma trajetória específica de estudo individual que é muito improvável que deixa grande parte das crianças né enquanto são vulnerabilidade na mão porque não tem acesso aquilo que há de melhor e não é porque ela tem Autismo deficiência intelectual ou principalmente que ela tá na rede pública que ela deveria ter acesso
a coisas de menor qualidade né de estar ultrapassadas cada vez mais a gente tem conversado sobre isso eu tenho muito essa sensação quando é hoje eu com o diagnóstico de TDH eu não tinha então me faz rever a minha trajetória escolar e o quanto foi muito difícil por não estar minimamente assim adaptado mesmo e coisa assim né então já Conversei aqui algumas vezes sobre isso eu não conseguia mesmo permanecer muito tempo sentada na sala e quieta calma e tal então além de ser mudada o tempo inteiro no mapa da sala de aula né muitas reclamações
em reunião dos Pais né não sei como é que eu faço com essa menina não tem mão da menina sentar já sair o tempo inteiro mas era muito difícil para mim e eu ficava escrevendo bilhetinhos para as pessoas cutucando os outros para Também me darem um pouco de atenção que o pessoal tava concentrado mas eu não consegui enfim e o fato de dessas funções executiva né eu não conseguia lembrar de nada e eu fiz prova surpresa minha vida inteira sem ser surpresa mas para mim era sempre uma surpresa nunca lembrava que tinha prova naquele dia
eu nunca Lembrava que o dia de entregar o trabalho eu não levava o livro que precisava né utilizar naquela sala então eu sempre entreguei Muito a menos do que todo mundo mesmo tenha não tendo dificuldade posso fazer uma questão fala dependendo do contexto em que vocês estivesse você poderia entregar menos ou mais do que as outras pessoas mas isso não é o ponto relevante o relevante é o seguinte você entregava muito menos do que você poderia entregar porque eu poderia comparando você com você mesmo comigo mesma porque eu não tinha dificuldade acadêmica pelo contrário acho
até essa minha facilidade Que me sustentava né e mas era muito difícil porque a irresponsável desleixada preguiçosa como assim todo mundo fez todo mundo entregou porque que você não tipo os avisos eram dados de boca ali na frente da sala eu não lembrava eu não lembrava simples assim eu não lembrava E então isso sempre me fez crescer ao longo da vida a gente tem uma trajetória escolar Grande para quem pode né estudar passar por todas as etapas e tal muito a irresponsável só Que eu também utilizava o que eu tenho o meu favor a parte
social vou fazer piadinhas então fazer graça fui mal na prova mas é graça toda fazia piada mas era uma forma de disfarçar porque me sentia e depois até as minhas conquistas então eu passei faculdade pública época que eu me formei né advocacia né em direito passei na OAB prestei concurso eu não tinha essas dificuldades acadêmicas eu tenho de dificuldade de funcionar de organização e aí aquela Sensação de sempre que deu sorte tipo assim a Mirela fez por onde exatamente tu sentiu essa sensação de sorte aí eu dei algumas sortes não por merecimento porque eu sempre
entreguei produzia menos do que eu realmente poderia Então veja e você com essas dificuldades talvez você tenha tido sorte mesmo não não porque tivesse falta de capacidade mas porque havia essas disfunções agora a questão é o seguinte como você ou como outras Pessoas com TDH ou não necessariamente que fecha em quadro mas que tem outras questões disfuncionais quantos tiveram outros percursos diferentes e não tiveram a mesma sorte né E tinha capacidade tinha um potencial e ele não foi explorado quantas dessas pessoas ao frigir dos ovos tinham outras referências fora da escola que não eram as
melhores que não eram tão boas que tinham eventualmente uma necessidade individual de trabalho que não pudesse Dedicar depois à escola que deixaram de desenvolver isso durante o período de aula porque a gente não sabia como fazer isso da maneira adequada então eu sempre digo o seguinte eu esse ano 2023 eu pedi a zoneração da prefeitura como professor que não podia mais ficar mas eu sempre fui professor de sala de aula Professor Fundamental 2 e as coisas que mais me machucavam assim como professor dizia a respeito a expectativa dos Estudantes eu me lembro de uma Professora
professora de português uma senhora já uma pessoa muito experiência ela disse o seguinte uma vez nós somos nós é os professores daquela escola a escola municipal chamada Henrique Botelho nós somos especialistas informar pacoteira do Garça Garça era um supermercado porque ela chegava lá todo mundo tinha sido nosso aluno e naquela época eu achei desagradável a fala dela depois ela conhecia melhor eu entendi que ela tava Falando um pouco desse sentimento de também lutar pelo Às vezes as coisas acontecerem e se tem alunos que de fato eles se tem diferenças em termos de Performance em tempo
de comprometimento e o que mas o que sempre machucou era aqueles alunos que tinham um comprometimento que eles tinham um perfil acadêmico e que eles não conseguiam e depois ser encontrava antes como pacoteiro na farmácia não é o problema nenhum eles serem isso o Problema é que não era o perfil deles não era o que eles queriam Porque eu conhecia eles queriam outras coisas e eles não tiveram acesso Então por conta de vários fatores que existem em casa e na relação num ambiente que o indivíduo está você tem uma série de outros fatores que podem
prejudicar então a escola ela precisa tirar o máximo possível ela desenvolveu o máximo potencial porque aquele é o espaço seguro é o espaço que Está sendo financiado nós enquanto sociedade financiamos para garantir que a gente Tire o máximo né E isso não tem acontecido porque a gente não tem utilizado os melhores estratégias algumas estratégias são mais complexas mais difíceis não estou muito claros outras estão absolutamente Claras vou dar um exemplo para você quando a gente fala de Educação no modo geral alfabetização não há a menor dúvida hoje do que a gente sabe hoje que o
método Fônico é o melhor para alfabetização numa a menor dúvida né existem 500 milhões de pesquisas científicas sobre isso comparando né E a gente tem um método fônico é o agente às vezes eventualmente chama de modelo fônico né Ele é um método sintético existem dois tipos de métodos sintético e método global e o método sintético que trabalha com as partes e depois com as palavras e frase e o método global que fala trabalha Primeiro Passo é palavras depois com as sílabas então primeiro lugar os método sintéticos são melhores que os métodos globais Há muitas pesquisas
sobre isso independentemente do qual referencial e quando você vai trabalhar com esses métodos sintéticos na sala de aula comum o que o melhor evidência é o método fônico e a gente basicamente não usa na no Brasil na grande maioria dos lugares não se usa não se pode nem usar é uma coisa assim não se não se faz formação Nada porque porque existe uma rejeição muito profunda a ideia de que a gente faça pesquisa científica e e a gente consiga determinar quais são melhores métodos para certas circunstâncias mas e sobre qual justificativa desse impedimento que não
precisa mesmo já barra ali nem se aprofundam inclusive na motivação tem muitas muitos motivos pelos quais isso acontece né mas a principal principal questão é uma questão ideológica é a ideia de que seu Uso ciência para eu verificar qual o melhor processo de aprendizado então eu tô desconsiderando a individualidade Então essa ideia é muito forte de um mais é contraditariamente por exemplo quando a gente fala de alfabetização a gente teve esse esses dias a Emília Ferreiro que faleceu foi uma grande Educadora e ela tem um conjunto de estudos com a tbeoski que elas usam lá
um certo processo de alfabetização e isso é utilizado como referência máxima Só que isso o nível de evidência dessas pesquisas não daria para você aprovar um shampoo para Pet Você tem uma ideia né comparando com o método fora eu não tô dizendo que essa era o objetivo delas né que o que elas pretendiam que esse método fosse tomado assim mas o que importa é a maneira que foi interpretado Então existe um certo apego ideológico por conta de qual é o discurso que cada esses autores fazem cada um desses autores faz então ela elas né Elas
fazem Um discurso em temas de o que elas pensavam sobre a educação que eventualmente os professores podem entender que Ele é positivo né então sobre por exemplo uma compreensão enquanto no metro fônico eventualmente os autores são muito mais diversos e no texto científico você é muito mais direto né Você vai lá eu quero saber se eles aprendem mais consciência fonológica reconhecimento dos sons aí você vai lá eu tô vulgarizando aqui né Só para ficar mais didático aí você vai lá faz o teste e você diz então como você não tem esse comprometimento você não tem
essa descrição do valor parece que ele é menos humanizado e a gente como professor não tem muito contato em geral uma literatura científica mas mais experimental como essa que tem esse dado mais direto então existe esse é um motivo existe um outro motivo mais profundo que é uma rejeição ao método científico mesmo né então por exemplo a Gente faz uma afirmação sobre a realidade aí a gente testa essa afirmação essa afirmação precisa ter te estável a gente testa essa afirmação ou ela é corroborada ou ela é falsiada é assim que a gente faz ciência mas
na educação existe um discurso que tem um caráter mais filosófico que ele nega isso então vou te dar um exemplo aqui pensando pensando pegar alguma coisa que vou Pegar isso aqui vou pegar esse papel aqui nesse papel não quer livro eu vou deslocar os meus dois dedos em relação ao livros esse dedo e esse dedo Ok E aí vai acontecer alguma coisa então eu vou fazer uma afirmação eu posso fazer a afirmações que são preditivas em relação a isso como a gente conhece esse fenômeno físico é a gente conhece tanto no senso comum quando a
gente conhece cientificamente eu Provavelmente Vou dizer assim provavelmente esse livro vai acelerar contra a mesa certo alguém pode dizer assim não Provavelmente ele vai voar ele vai ele vai para cima certo eu tenho duas afirmações que são contrárias um ela vai acelerar contra a mesa segunda que ele vai acelerar contra o teto Ok bom soltei e ele acelerou contra a mesa Ok mas eu posso dizer então que essa minha afirmação de que ele vai acelerar contra A mesa ele é ela é uma afirmação que ela é uma verdade absoluta não porque não porque se eu
fizer isso de maneira infinita em algum momento vai acontecer algum evento físico por exemplo o surgimento de um buraco negro aqui que ele vai se dirigir em relação ao Horizonte de eventos ele vai para lá então a outra frase é que estaria Correta que ele vai acelerar para o teto ele não é essa então ela não é uma certeza absoluta matematicamente falando Ela é uma ela é muito provável mas não é certeza absoluta se ela não é uma verdade absoluta então digo assim então não tem Verdade Absoluta Então não é verdade então se eu disser
que ela vai para cima para baixo é igualmente verdadeiro esse que é o ponto que a pseudociência insiste não eles não são igualmente verdadeiros porque se a verdade absoluta não existe de fato ela não existe isso não quer dizer qualquer eu posso falar qualquer Coisa então isso quer dizer que quando eu fizer afirmações sobre a realidade essas afirmações são probabilísticas elas são de probabilidade elas não são uma verdade absoluta Mas elas são uma verdade aproximativa né E você conceito foi elaborado por um grande filósofo da ciência chamado Call Popper a verdade a verdade que a
gente consegue afirmar a única verdade que a gente consegue afirmar é uma verdade aproximativa e Provisória mas a ideia pseudocientífica de um movimento que a gente chama de pós-modernismo é se eu não posso dizer que uma coisa verdade absoluta então tudo que eu disser é igualmente verdadeiro eu posso falar qualquer coisa sobre qualquer coisa agora então não existe verdade então você a verdade é só aquilo que você falar qualquer coisa que você quiser dizer então essa noção pós-modernista Essa forma de fazer conhecimento é muito muito forte na educação Então ela ela dificulta muito esse esse
o apelo das práticas que tem evidência dentro de um contexto Educacional e eu não tô falando só de escola em escola e na universidade Então esse discurso pós-modernista é muito forte na própria academia e acaba tá na circulação de qualquer ideia de qualquer pesquisa científica dificulta a existência de um diálogo Inclusive eu Não tô conseguindo conviver eu tô conseguindo ser como que vocês não conta assim porque algo meio desesperador um negócio desse como é que você debate com esse tipo de argumento Porque nessa linha de raciocínio em que tentam colocar como uma verdade possível é
tão assim é tão não razoável como é que não tem não tem o que debater eu tô lendo um livro do Mário Bunge que é um grande epistemológico filósofo da ciência ele Tá falando justamente isso ele tá dizendo assim olha essas coisas que eu tô falando aqui elas parecem ser coisas muito complicadas mas se você perguntar para uma criança elas vão concordar que que você testa a realidade ou não é intuitivo né Então na verdade o grande O Grande Debate que você acaba tendo na educação grande parte das vezes diz respeito aos valores que uma
prática representa então por exemplo eu digo assim ó eu vou dar aula eu quero eu tô Pensando em dar aula desse jeito A grande questão que é debatida não é se este jeito que eu vou dar ele é eficaz e eficiente ou seja se ele produz aprendizado né porque a gente fez um experimento fazendo isso E aí funcionou tantos por cento as pessoas se não é esse o debate o debate é eu quero fazer isso isso é justo Isto é bom do ponto de vista moral então se eu disser que eu vou fazer isto e
é esta é uma prática que tá por exemplo que é uma prática que Visa o desenvolvimento da Cidadania que é uma coisa positiva Ah então é bom não importa se de fato eu tenho uma evidência de que aquele produz o comportamento só o que importa é que eu tô imbuído no valor correto é uma crença exatamente Que desespero porque é um negócio que não tem nenhum embasamento mas é algo que você não discute porque óbvio que argumento que você utiliza com pessoas Que vão se valer disso quando alguém disser que não incluir é não fazer
diferenciação nenhuma para mim isso é assim para mim é lógico uma coisa dessa na prática qualquer pessoa Partiu para este lado raciocínio e aí você me ensinou a diferença né de inclusão total e de uma educação inclusiva pontua de novo aqui para gente como que esses polos ainda estão tão distantes quando surgiu a ideia de que a gente Deveria escolarizar as pessoas com deficiência na escola comum você deve surgiu em vários lugares ao mesmo tempo mas principalmente né ganhou força nos Estados Unidos a partir principalmente da Guerra do Vietnã porque lá teve muitos mutilados muitas
pessoas com deficiência que criou um movimento de pessoas com deficiência e também a crise do petróleo tem várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e aí esse movimento que defendia essas colonização Rapidamente esse bicho ficou virou virou dois e esse movimento se repete para o mundo inteiro incluindo no Brasil né que é o seguinte você tem um movimento chamado inclusão total que que Ele defende sendo bem resumido que Ele defende é que as escolas especializadas não devem existi-las devem fechar salas especializadas também todas as pessoas com deficiência independentemente de qual é o nível da sua necessidade
devem estar na sala comum e a sala comum deve Ser transformada de uma maneira em que você ofereça um ensino único que sirva para todo mundo não tenha nenhuma diferenciação entre as pessoas então não pode fazer nenhum tipo de adaptação para nenhuma pessoa que está na sala de aula é um eu tenho que revolucionar o meu ensino de maneira que ele seja acessível a todas as pessoas aí você tem por outro lado a educação inclusiva que é um outro movimento do pai eu faço parte que Ele defende o seguinte que na verdade a Gente deve
fazer uma educação que olha para esses indivíduos então a Rigor se eu fosse ser totalmente preciosista todo mundo na educação deveria ter uma educação individualizada todas as pessoas só que por motivos técnicos logísticos a gente não consegue fazer isso então a gente tem essa entidade que a Rigor é uma aberração né pedagógica que a sala de aula e vou lá e eu Estabeleça o currículo que são os comportamentos Médios dos Estudantes então eu tenho um indivíduo que chega na sala de aula e ele em cinco minutos ele já aprendeu a matéria e eu tenho um
indivíduo que eu vou lá eu suco olha no finalzinho no segundo tempo ele suando ele tira um cinquinho que ele fica com a média metade ali daqueles comportamentos que eles estabelecem que a gente chama de currículo bom só que aí Eu tenho pessoas que aprendem tão rápido que elas estão super aproveitadas e elas também podem desenvolver outras dificuldades por conta disso que são as pessoas superdotação altas habilidades e eu tenho as pessoas que nem suando elas vão tirar um sim quem elas vão conseguir desenvolver a metade daquelas habilidades e para esses dois grupos esses dois
extremos eu crio uma ferramenta chamada educação especial em Que eu digo assim olha eu não vou individualizar para todo mundo não mas para essas pessoas não vão individualizar porque eu preciso porque para elas isso aqui não vai resolver o problema então vou individualizar E aí eu vou financiar mais então as pessoas com deficiência ou altas habilidades para adotação recebem no financiamento 1,2 referência fundeb e depois ela se uma dupla matrícula 2,4 referência para a gente poder Individualizar e qual é essa individualização que eu faço aquele então eu faço uma avaliação ou ele precisa de pouquinho
e aí eu faço pouquinho como por exemplo a sua descrição está dizendo talvez eu precisasse de por exemplo uma maior previsibilidade sobre o que vai acontecer uma coisa que fosse escrita já tivesse no meu caderno todas as datas ó para mim isso aqui seria legal então é isso que você precisava isso não Precisaria ser só para vocês poderem ser para todos os alunos eu como professora fazia isso eu pegava já as datas de todo o ano inteiro e já colocava no caderno dos alunos e pediu para os pais assinarem não só eles tinham previsibilidade quantos
pais os pais é também então já te dou ano inteiro então isso poderia ser feito para todo mundo talvez você precisasse alguma coisa que não fosse feito para todo mundo fosse individual Então você tinha direito se Alguém precisar de mais Por exemplo uma adaptação na maneira de fazer atividade então no currículo ele teria se ele precisar de um acompanhante então ele tem o direito se ele precisar de ele tiver muito mais dificuldade ele precisa de uma sala especializada uma instituição especializada então é direito dele então a gente chama de de apoios o apoio que vai
do mínimo até o máximo né a depender o que aquele indivíduo precisa e essa relação é Mediada pela avaliação Então a gente tem um conjunto de ferramentas de avaliação Para nos indicar qual é a adaptação que esse indivíduo precisaria para não ficar solto né para não ficar assim muito aleatório você tem um mínimo as adaptações serão individualizadas mas você tem uns protocolos avaliativos e formas assim para conseguir implementar esse tipo de adaptação certo aí a gente Segue o indivíduo a necessidade do indivíduo e essa necessidade nos é Informada por essas protocolo de avaliação a gente
poderia em tese criar outros protocolos não existe uma obrigatoriedade cientificamente falando que seja protocolos que já estão estabelecidos mas por exemplo se eu tô avaliando crianças pequenas eu tenho que considerar os Marcos do desenvolvimento se eu tô avaliando crianças maiores do que considerar as habilidades funcionais Então existe uma lógica que as pesquisas nos apontam do que que é necessário Então essa esse movimento de educação inclusiva que é o que eu participo ele eh esse movimento defende então que a gente siga esse contínua de apoio então não tem uma aula padronizada que serve para todos eu
tenho um contínuo de apoios que vai do menor apoio até o maior apoio e aí a gente pode utilizar para estabelecer Qual é esse apoio a gente pode utilizar esse conceito que é o de práticas baseadas em evidências que é o que eu defendo né Essas práticas Elas não são selecionadas por conta da história do professor das crenças dele ou sei lá conta de qualquer outra coisa né Duni Tê mas sim porque ela já foram demonstradas que são efetivas para casos similares aqueles que funcionam porque se você tem práticas e são várias né várias práticas
baseadas em evidências que você pode utilizar dentro da Educação Especial que ficar testando né assim sei lá o sal grosso entendeu se você tem coisas que São demonstradas que funcionam né Eu até consegui entender inicialmente é de onde surgiu isso de inclusão Total assim uma ideia [Música] sei muito é bonita isso olha é legal o problema dela tipo entendo pensar em inicialmente assim como todo mundo é igual a todo mundo não tem diferença nenhuma e tamo junto maravilha mas meu Deus já tem anos que está sendo provado ano após ano dia Após dia que não
funciona tipo esse pessoal continua com esse tipo de discurso eles têm essa percepção que funcionou que melhorou que tá legal Então veja o problema é o seguinte então eu vou te dar um exemplo aqui que é um exemplo que eu cito aqui no livro tem uma uma grande pesquisadora e aí veja eu sei da importância histórica desse movimento né Para a gente garantir o direito à inclusão todo mundo tem o direito de estar na sala comum se ele Vai se é o melhor para ele se ele vai estar Qual os outros serviços que tem uma
outra questão mas a conquista desse direito foi importante que o estado não diga para a gente se ele pode ou não pode estar então uma grande pesquisadora né que a professora Maria Tereza ela ela dá a seguinte descrição do que seria o ideal né chega na sala e aí você pergunta por que que vocês querem aprender aí eles dizem E aí o professor dá uma aula bem aberta sobre aquilo e aí Ele cria uma série de atividades atividades que toda a diversidade humana então desde o indivíduo sei lá não verbal com deficiência intelectual até o
indivíduo mais super dotado da sala então você queria 500 milhões de atividades sobre aquilo e você entrega para os alunos e falar escolham qual vocês quiserem E aí depois a gente depois vocês vão apresentar aqui e aí diz ela aí a escola a sala vira um grande laboratório de pesquisa e Aprendizagem bom é o que ela disse o que eu digo é o seguinte a partir da minha experiência como professor Então eu tenho vou dar um exemplo o meu filho meu filho tem 15 anos é o Benício não verbal ele tem deficiência intelectual ele tá
lá no nono ano vamos imaginar que faça uma atividade que primeiro lugar se alguém explicar não importa qual é a maneira de explicar ele não vai entender nada porque ele não é não verbal não é porque ele não é só porque ele não é Vocal ele não entende mas tudo bem vamos supor que sei lá eu vou eu vou pressupor que ele entendeu Vou presumir E aí eu vou dar várias atividades Qual atividade que ele consegue fazer ele não vai conseguir fazer uma atividade verbal uma atividade ele vai conseguir vai Talvez fazer uma atividade está
relacionada àquele tema que tem que pintar dentro de certos de certas coisas talvez ele vá ele vai conseguir fazer algum desenho se for uma coisa muito Simples uma coisa assim certo bom quando os alunos virem aquilo a minha percepção Eles vão falar assim espera aí eu posso fazer esse aqui que eu tenho que fazer uma pesquisa sobre três pessoas ou esse aqui que eu posso só pintar aqui eu vou fazer isso aqui ah os alunos vão lá fazem dois minutos professor já terminei para jogar fortnite lá atrás não não pode jogar fora Nossa já terminei
já não mas aí você tem que fazer outro não Professor você falou qualquer um sim é Qualquer um mas não pode fazer qualquer um pode é se não ele não pode fazer também ele tá ele vai fazer não Pode você pode escolher Então deixa eu jogar fortnite não não pode jogar baralho Então nem fala nada não não pode jogar professor não pode fazer nada eu acho que terminei já em cinco minutos cinco minutos um vai começar porque todos vão ter terminado gente e o meu filho não meu filho vai ficar até o final da aula
para fazer uma coisa ainda que seja Simples e os outros vão ter terminado em cinco minutos a gente tem porrada em sala de aula bom essa é a minha percepção sobre o que vai acontecer eu posso estar errado eu tô falando a partir da minha experiência que é enviesada eu tive trabalhei num conjunto de escolas numa certa prefeitura e também no estado mas ali perto também né ela tem outra experiência ela tem uma perspectiva diferente bom se eu penso uma coisa e ela pensa outra coisa o que Como é que a gente faz para saber
quem tá falando na verdade isso a gente faz um experimento aí ela diz assim ela não tô falando dela pessoalmente mas nesse momento não pode fazer experimento em educação sim mas aí como é que a gente resolve aí fica uma coisa de uma disputa de autoridade quer dizer você fala e aí você quem quiser aderir a você porque porque crê em você adere então o discurso tem mais a ver com quais são os valores que estão no Discurso dela o valor de todo mundo é igual independentemente deve ser ele que a gente não pode testar
Então isso é parece lindo e A grande questão portanto que afeta e que baseia o discurso da inclusão total é eu tô dizendo isso e a gente não pode testar E aí cria um impasse porque a gente faz um discurso que no meu entendimento ele é um discurso de natureza religiosa porque na religião que você tem fé em alguém e você adere eu tenho fé em Cristo e eu vou aderir aquela Fé igreja católico evangélica é como a igreja diz assim ó aqui é baseada em Fé então ela não é pseudociência porque ele é baseado
em fé e ela disse que ela é baseado em Fé só que esse discurso que eu tô dizendo eles dizem que é baseado em ciência eles estão na academia então quando eles fazem isso eles não dizem que eles são baseados em Fé isso que constitui o pseudociência porque assim eu tô dizendo que você é científico mas Eu recurso método científico então não aceito fazer o método científico então eu tô fazendo é Ciência e você deve ter fé no que eu tô falando então existe existe essa contradição dentro desse conhecimento e é isso que caracteriza a
teve um autor chamado James coffeeman que ele analisou a inclusão total por meio de alguns Alguns preceitos né algumas inscrições algumas listas daquilo que é considerado como Fraude ou quakery qual seria a tradução dessa palavra ou fraude uma coisa assim absurda e uma outra lista daquilo que é considerado como pseudociência e a inclusão Total preenche todos os requisitos do que é a pessoa de ciências do que é fraude fraude científica nesse sentido né como várias outras coisas então é um conhecimento que é é contrário todas as Noções que a gente tem de ciência mas ele
se mantém por vários motivos né Tem vários motivos que fazem com que ele continua acontecendo na educação Nossa é muito doido isso e essa esse conceito de inclusão Total além do Brasil ele é ainda é aplicado em outros países não por exemplo a gente está falando de escolas especializadas né um dos temas que envolve essa discussão nenhum país do mundo encerrou as escolas Especializadas né o discurso no Brasil muitas vezes parece um pouco esse o mundo inteiro fechou o Brasil que continua aí você fala não então deixa eu olhar aqui que tá acontecendo no mundo
isso não é verdade nenhum país do mundo Fechou tá isso não tem precedente o único país mais próximo disso e o Brasil se superou muito nele foi a Itália a Itália num certo momento fez aquilo que o jamilkuri chama e uma parte da literatura chama na Internacional de inclusão selvagem né teve um fechamento de muitas escolas não de todas mas de muitas e também lá na Itália é o país da Europa inteira e aí eu não sei comparando com os outros países do mundo que eu não vi essa comparação ele é o país da Europa
que tem mais escolas especiais clandestinas porque porque ela não é uma invenção de alguém que ela é um imperativo da realidade Então se o estado não faz ela vai acontecer Porque ela ela precisa acontecer então o lugar que mais se aproximou é a Itália e também é um lugar que mais criou uma situação de maior vulnerabilidade porque se você tá na escola clandestina você não tem os mesmos estatutos de regulação Você não tem o mesmo apoio do estado tem uma brincadeira que a gente faz uma brincadeira não uma frase que acho que ela ela é
meta diz assim a gente mede a civilização de uma sociedade pelo como ela trata os seus membros mais Vulneráveis né Então esse é um exemplo então se eu tô pegando as pessoas com deficiência A grande maioria tem um perfil que se beneficia da sala comum né da escola comum Agora você tem uma pequena parte desse grupo que é mais tem um quadro mais Severo que elas se beneficiam mais de uma instituição especializada e é justamente esse que é citar prejudicando quer dizer os membros mais vulneráveis de todos né então isso é um sinal Contrário um
sinal trocado de vulnerabilidade é por isso que isso não acontece nenhum outro país civilizado né se você pega por exemplo um exemplo aqui é claro que o país do oriente está com tudo tão diferente que não dá nem para a gente comparar mas pensando em ocidente vamos pegar o caso da Finlândia a Finlândia é uma referência mundial em termos de qualidade da educação teve melhora a educação do mundo muitos anos muitas vezes né pelo CD é E é um país com uma educação muito humanizada conhecida por ser muito humanizada né você tem lá em torno
de 9% da população com autismo que está em escolas especializadas você tem cerca de 20 20 e Poucos por cento que está em sala comum e você tem 20 poucos por cento que está em sala especializada dentro da escola comum e você tem o restante que tá numa matrícula híbrida parte na sala comum parte na sala especializada a medida da sua Necessidade Ou seja eu continuo de apoios caríssimo pega a Holanda também um outro país que é bem conhecido pelas políticas humanizadas né tem cinco tipos de escola de transição que vai desde as especializadas até
a sala comum então você tem dados como esse no mundo inteiro né na Austrália que você tem as salas comum você tem a sala satélites todos os lugares do planeta Terra Então essa ideia de eliminar escolas especializadas não existe no mundo Civilizado isso existe muito no Brasil e em grande medida o estado compra esse discurso porque o discurso mais econômico do ponto de vista financeiro A ideia é eu não tô dizendo nem que ninguém faça isso de uma maneira proposital né mas o impulso fundamental é economizar nas costas daqueles que tem mais dificuldade de reclamar
a que eles têm mais dificuldade de fazer a sua própria defesa que são as pessoas com deficiência e principalmente as mais Severas eu dessa vez é que em Brasília né eu conversei com o professor g.tilho fica muito bacana eu queria ter ido lá para visitar o Centro de Ensino especializado só para contextualizar para o pessoal e fiquem ligados porque vai ter o episódio dele também nós conversamos sobre Centro de Ensino especial ele é supervisor aqui de um centro a partir de 15 anos de idade que ele tá responsável né e eu fiquei Encantada de saber
assim ele foi me Descrevendo e eu me senti em outro mundo Luciano porque veja eu sou de São José do Rio Preto ele interior de São Paulo nós não temos centros né de ensino especial e também não temos salas especiais né dentro da escola comum 500 mil habitantes a gente é reconhecido por qualidade de vida né assim é e para mim me pareceu um negócio tão doido eu vim conversar aqui parecia que eu estava Falando de outro país falei sério mesmo é assim ele me explicando toda a estrutura desse centro como que funciona né os
professores que estão lá todos assim capacitados para receber essa galera né e ele fazendo o convite para vocês que defendem né o fechamento dos centros de ensino especial eu convido vocês para visitar eu eu tenho certeza que quem tem essa ideia negativa nunca pois o pé ali dentro porque Vão ver pessoas É de fato sendo Estimuladas não é um depósito de lugar nenhum né Assim são a gente não desistiu daqueles estudantes que estão lá e ele tava me contando lugares que eram depósito a gente tá alegando historicamente que muitos lugares eram isso e não é
isso que a gente tá defendendo que volte ao passado em que você pegava aluno e dizer assim vai te mandar uma passagem especial mandava para ele esquecia não é isso a gente tá falando isso contextos Especializados especializadas as escolas especializadas e que também esse centros especializados não são para todos os alunos são os casos mais extremos e que de fato precisarem e o que eu achei demais nesse conceito de transição porque não é colocado ali ponto não é investido em intervenção e que muitos conseguem essa transição para a sala especializada numa escola regular né eu
fiquei assim em choque porque imediatamente já me vieram várias Famílias que eu convivo diretamente ali tá e de crianças que acima de 9 e 10 anos já não estão mais na escola porque são autistas nível 3 suporte tá E aí já não dá mais a situação dessas mães foi de retirar da escola porque não tinha como a criança com muitos comportamentos disruptivos né agressivos Auto lesivos e não sabem o que fazer com aquela criança não querem aquela criança lá e era uma tortura mandar para escola E aí tirou Assim um discurso é bom eu tenho
que ser só na escola comum porque a escola comum que é bom E aí esse discurso ele muito bem intencionado a intenção por trás é muito é muito ó né excelente só que a medida que eu faço isso e que eu vou dificultando o acesso a contextos mais especializados porque por exemplo na sua cidade não tem salas especializadas praticamente não tem no Brasil inteiro praticamente fecharam todas bom a medida que eu vou limitando isso não faz com Que as coisas se aconteçam que as coisas se modificam porque a realidade existe você você achando isso ou
achando aquilo então você faz com que você produz vários fenômenos Por exemplo quando você fecha essas salas especializadas dentro da escola como uma série de indivíduos vai para escola especializada porque é a única porque na sala comum ele não consegue Então em vez de você ter empurrado ele por um contexto menos Restritivo você empurrou para o mais restritivo e muitos indivíduos saindo da escola ou porque a escola sugere não sei mais o que fazer ou porque aquilo vai ficando tão difícil vai ficando tão aversivo para criança que ela não sai mais de casa mesmo que
os pais quisessem levar aquela mais forte e você não consegue levar então o discurso excluiu esta criança ou adolescente da escolarização Na verdade ele não foi na prática por isso que a gente precisa Medir as coisas se elas funcionam ela pode ter uma uma excelente intenção e ela pode ser o contrário vou te dar outro exemplo na nossa política na maneira de te organizar a sala de recurso o discurso é o seguinte bom se eu tirar o indivíduo uma aula por semana e apoiá-la ou digamos duas aulas semana a gente tem em via de regra
seis aulas por dia tá então você tem cinco dias em regra 30 aulas se eu tirar ela duas aulas ela vai estar perdendo duas aulas Então você excludente né então vou fazer o seguinte eu vou colocar só no contraturno então ele vai na conta turno e aí ele vai na sala de recurso Tá bom agora na vida real Como é que a mãe chega e fala assim ó mãe ou pai ou patrão é o seguinte agora é quinta e terça e quinta não veio mais um período que eu vou levar meu filho na sala de
recurso e indivíduos que muitas vezes têm dificuldades não conseguem sozinho não Vai se não fizer você não vai perder emprego porque essa vida real então no final das contas você privou o indivíduo daquele atendimento você disse assim não agora sou muito inclusivo que eu botei no contaturno não você se você fizer se você faz as contas é que essas contas são tão difíceis porque os municípios lançam não contraturno muitos municípios mas não não apoio noturno Mas eles são burlando isso é contra a lei é um monte de problema mas trabalho na minha vida Escola pública
eu sei que isso acontece isso e eu falo muitos lugares acontecem muitos lugares assim né só que nunca oficialmente então que eu quero dizer assim é muito difícil pegar esses dados porque na verdade você tá excluindo vou dar outro exemplo existe um discurso no Brasil muito forte de que se você tiver fome psicólogo dela a escola é modelo médico não pode porque alguém disse que é modelo médico se eu falar essas pessoas é um modelo Mais é igual aquelas cartas sabe esse truco você falou e acaba discussão não quer dizer nada isso quer dizer Aonde
que tá o a avaliação a pesquisa que você fez que diz que funciona mesmo a pessoa tem menos qualidade de vida não truta é assim não pode ter porque modelo médico tá então tá bom aí você tem crianças que precisam de forma ideal né Aí você diz assim não Então vão encaminhar para rede pública e ele faz bom Supondo que ele vai na Red Bull que consegue marcar que é muito Improvável mais provável que ela não consiga marcar os três conseguiu marcar de um é cada 15 dias né pouquinho Tudo bem mas vamos imaginar que
ela consiga Qual é essa família em geral que consegue dizer assim patrão eu não venho mais uma vez por semana não consegue E aí Digamos que consiga nos três há três dias por semana agora não vem mais um período ele não consegue Então ela a criança não tem acesso quem é as que não tem acesso quanto mais pobre maior a probabilidade dela ser privada portanto esse discurso é um discurso que ele ferra Principalmente as crianças mais pobres e quanto mais dificuldade ela tem de quanto maior do prejuízo de funcionalidade maior a falta que faz esse
apoio portanto quanto mais dificuldade a criança tiver mais ela é prejudicada por esse discurso que é lindo Mas é errado e ele é excludente ele é um discurso que favorece gravemente a desigualdade social Porque quanto mais dificuldade quanto mais pobre mais ele exclui a pessoa enquanto esses profissionais podiam estar na escola e eles podiam apoiar aqueles aqueles indivíduos ali na escola e eles podiam inclusive apoiar os professores na hora da elaboração das atividades que aí é uma coisa que seria 15 minutos vira 10 horas por semana e aí A efetividade é muito maior mas não
pode que é modelo médico Saquei minha carta modelo médico aqui aí sobre qualquer circunstância essa carta me dá vitória aqui nessa discussão que a gente vive é bizarro essa questão por exemplo de escola de centro especial Nossa eu fui o que eu te falei imediatamente ele me falar da existência disso eu já acomodei uma sem famílias ali da minha região que te seria a única luz para aquelas famílias Eu tenho por exemplo ali um caso de uma senhora que cuida da neta também de 9 10 anos ela é extremamente gorda acima do peso grandona a
Senhorinha mirradinha de idade ela tá agressiva ela provavelmente ela tem deficiência intelectual ela tem autismo enfim mas nem laudo ela tem porque ela tá lá no SUS Ela tá no Caps e ela não consegue usar atendimentos os médicos não laudam adequadamente tá passam sei lá qualquer coisa tipo Psicóloga em grupo lá enfim e não dá e aí ela foi convidada a se retiradas a escola né sugerem 9 10 anos ela deve ter Ela é bem grandona assim avó não consegue manejar ela na escola também não ela tá batendo nos outros ela tá se agredindo ela
tá quebrando as coisas imagina em praticável E a vó ela faz bico de faxina de passar roupa e tal aí assim ela tá com essa criança ela tirou da escola né e não tem onde pôr a criança olha que maravilha é ela também Não pode sair para trabalhar criança tá lá com ela ela não tem eu não tenho que fazer tá E aí a gente tá tentando colocar lá pai lá em Rio Preto a pai de Rio Preto é maravilhosa assim então estrutura super bacana seria um centro ali não a escola não a pai não
é escola rapaz seria só para ter tem bastante estrutura ali tera um pessoal mais capacitado Mas seria um espaço melhor para ela mas não é escola só que Nem na APAE lá ela consegue porque ela não tem um laudo que viabilize né Então olha essa situação é absurdo vamos imaginar o seguinte vamos imaginar esse perfil que você tá me contando né uma pessoa grande que nesse caso ela tem sobrepeso mas ela poderia ser grande também depois daqui a pouco pode ser grande de altura forte né Qualquer pessoa que a gente tem dificuldade de lidar corporalmente
com ela e que tenha agressividade você tem Pesquisas que apontam até 53% das pessoas com autismo que para apresentar esse comportamento tem outras pesquisas que falam 38% por exemplo eu nunca é um número muito baixo Então vamos até trabalhar com 30 38% é um número grande de pessoas se eu for contar todo mundo como é que eu vou fazer com esses casos na escola nós temos um problema muito grande e aí e aí o que acontece muitas vezes isso acaba desaguando situações até de Violência dos professores que eles não sabem como fazer vão lá em
nossos comportados da maneira que eles parecem bem a gente viu tantas denúncias aí por exemplo teve uma denúncia recentemente eram três professores agredindo um aluno né torcendo o braço dele fazendo um monte de coisa O menino era de fato agressivo e elas o Que Elas acharam que deviam fazer era uma coisa absurda né mas não é uma coisa de uma pessoa que é do mal Eles torciam o braço dele batiam nele Era um negócio assim que foi bizarro né a gente viu esse caso nessa semana de uma outra professora que se comportou de uma maneira
muito equivocada com uma menina espiritual né sim muito agressiva né então a gente tem essas situações acontecendo aí nós temos vários problemas O primeiro é o seguinte se a gente não permite não se organiza para que os professores a sala comum tenham formação para lidar com isso você Acaba empurrando muitos indivíduos para fora da escola ou outras escolas especializadas indivíduos que eventualmente não precisariam tá por exemplo o perfil dessa menina eu não vi direito essa menina nem Mostrou ela direito mas a mãe falando sobre o que a menina tinha contado sobre a escola né Parece
que a menina verbalmente bem competente Então ela tem um perfil para estar na sala comum mesmo só que ela não pode estar na sala com a professora vai Fazer aquilo empurrou a cadeira ai pensando em várias coisas que ela deveria ter feito antes para evitar que aquilo acontecesse bom e mais do que isso na escola especializada os casos mais graves de fato muitas vezes vão estar na escola especializada a pergunta a escola tá especializada mesmo para lidar com isso porque aí nós temos um outro problema que é o problema do subfinanciamento porque a medida que
a gente diz que as Escolas especializadas nem deveriam existir que elas são um absurdo que elas são aberração a gente faz o seguinte uma das primeiras sinais que a gente tem é deixa ele dar financiamento Então essas escolas estão todas aqui estranguladas sem grana e é muito é muito difícil o ambiente político para a gente passa a financiar direito Então veja se eu tenho um indivíduo que ele tem uma deficiência intelectual ele tem uma dificuldade de aprendizagem grande enfim ele tá ali ele Tem um gasto se ele for um indivíduo com 1,80 m super agressivo
tem outro gasto muito maior e a gente tinha que por tanto olhar para indivíduos esses indivíduos e a gente financiar conforme essa necessidade Então o que acontece hoje é que muitos desses lugares não pegam os casos mais graves os casos que deveriam estar lá de fato estão em casa ou estão em casa sem fazer nada ou tão em casa amarrados muitas vezes porque essas Escolas não são especializadas não são não tem financiamentos suficiente para recebê-los não tem expertise a quantidade de pessoal tem um discurso também outro discurso que é esse chavão Assim Que A Gente
Bota na mesa né que é privatização na Educação Especial ok existe uma crítica sobre os processos de privatização seja uma coisa que é feita pelo Estado deixa de fazer ser feita pelo Estado passa a ser feito por uma Empresa privada por exemplo a Vale do Rio Doce é um exemplo né que o Fernando Henrique Cardoso privatizou tem Grande Debate aí independentemente da minha posição sobre isso esse debate está em torno de né É você tem uma empresa que não tem uma finalidade de bem pública finalidade é o lucro da empresa né então ela eventualmente pode
sacrificar as coisas para ter mais lucratividade e essas coisas podem ser coisas são coisas caras para nós por exemplo no caso da Vale né eles ignoraram uma série de avisos e nós tivemos aqueles dois casos de Brumadinho e de outras cidades que eu não me lembro o nome que teve aquelas tanta gente morta beleza entendi faz sentido esse debate né e é uma das coisas que a gente se preocupar Então vamos olhar para educação especial quem é quando você fala privatização parece que você tá equivalendo a esse debate Eletrobras da Vale da Telefônica Telebras mas
a Educação especial não tem por exemplo por que que o ângulo nunca se interessou Pela Educação Especial não tem ângulo Educação Especial objetiva Educação Especial grupo Kroton com educação não tem porque não tá lucro então não tem nenhum grande grupo grupo privado que distribui lucros fazendo educação especial não existe então esse mesmo debate sobre o lucro não faz sentido na educação especial porque são associações que não distribuem lucro Cujas pessoas são voluntárias São pessoas que são pais de pessoas com deficiência em geral deficiência múltipla que além de cuidar dos seus filhos as suas famílias decidiram
lutar também fazer outras coisas para outras famílias que fica fim de semana vendendo cachorro quente feijoada para poder cobrir as contas Então esse esse mesmo discurso que se faz geral sobre a privatização você simplesmente transportar Isso é isso é de um de um Absurdo eu não vou falar de burrice porque não é uma questão cognitiva é uma questão de de uma série de problemas né mas principalmente problemas de um apego ideológico aí se debate Então se o seu problema é que a privatização luta porque tem esse cara especiais públicas tanto eu sou a favor acho
que acho que deveria deveria ter mesmo acho que esse seria o ideal mas elas não existem né E a gente não resolve esse problema dizendo eu vou jogar carta da Privatização [Música] nosso problema a gente precisa é prover o serviço público se esse serviço público é melhor ser oferecido para uma associação ou direto pelo serviço público é um debate pertinente mas ele não é o mesmo debate de dizer que não é para ter educação especializada não é um discurso muito vazio de ignorância no sentido de não é possível tem que ser desconhecimento mesmo porque A
aplicabilidade é nula né E tudo que a gente vê é que não tá funcionando dessa forma essas esses espaços são assim a última tábua de salvação de muitas famílias porque tirando isso não tem não tem para onde ir todas essas famílias que ficaram na minha cabeça elas não têm mesmo para onde uma das mães que tirou a criança da escola né meninas que tá com uns 10 11 anos ela falou que eu tirei né da escola eu tirei Mesmo não dava tava sendo uma tortura para gente e tal e eu ainda dela mas é questão
tipo assim ela tá na idade escolar obrigatórias teve que fazer alguma justificativa em algum lugar né assim pela retirada ela nem notaram ninguém nem sabe que eu existo nem sabe da minha filha só tirei enfim é isso né E às vezes sabe e fala assim deixa do jeito que tá deixa quieto porque tipo eu que não vou pedir para voltar né Abafa o Caso então É de fato um Desampara absoluto né só negar então você não colocar na mesa então uma substituição não então me mostra algo melhor se isso tá tão ruim me mostra alguma
coisa melhor do que isso né eu posso escrever que tá melhor mas se eu falar assim Vamos experimentar Vamos experimentar não é porque escrever qualquer coisa que eu quiser dentro do Papel né Qualquer coisa assim mostre algo que realmente seja melhor do Que isso né e isso do centro especiais não é nem só agora que não tem por exemplo em Rio Preto e região eu não me lembro fiquei tentando puxar pela memória se algum momento eu soube desistência de algo nesse sentido por ali hoje em dia no Brasil onde que a gente encontra isso além
assim estamos aqui no distrito federal Eu acho que o Distrito Federal hoje é um lugar que Resistiu a esse resistiu a esse movimento de fechamento muito forte que foi nos anos 2000 principalmente né E tem grande mérito nesse processo é claro que isso não quer dizer que é maravilhoso tem um monte de problema e eles sabem disso esses problemas eles decorrem de muitas coisas né mas veja o que acontece aqui tinha uma legislação que impediu esse fechamento de uma legislação distrital porque o que acontece é o seguinte quando passa pelo Pela discussão na sociedade civil
eles perdem porque porque se você viu sabe que isso é necessário vou te dar um exemplo 2010 houve um plano nacional de educação né uma proposta de plano né que foi para congresso que o plano ele é elaborado depois de uma série de discussões e depois ele vai para o congresso eu congresso a prova na prova é do congresso a Palavra Final então 2010 tinha a cidade de renovação o plano que ia valer a partir dos 2011 né E foi Congresso e ele previa que em 2017 as escolas especiais o Brasil inteiro E aí o
congresso chegou lá congresso e falou não porque houve uma série de reações da sociedade civil né a congresso falou não não Vamos provar desse jeito aqui E esse plano foi atrasado de 2014 Então esse debate atrasou o plano nacional de educação por quatro anos sem plano nacional de educação é por isso que a discussão agora vem para o ano que vem porque Quando vai vencer 10 anos né E aí foi aprovado a meta 4 é sem esse fechamento que toda vez que vai para discussão na lei as pessoas sabem da Necessidade só que muitas vezes
Essas coisas acontecem sem sem lei elas acontecem em outros documentos que não passam pelo controle legal pelo controle democrático por exemplo a política nacional de Educação Especial na Perspectiva educação inclusiva que é de 2008 que é um documento absurdo é um documento que é Um crime de direitos humanos com outras pessoas com deficiência por exemplo documento que fala que não pode individualizar nada para ninguém que fala que tem que fechar salas especializadas escolas especializadas que fala dessa aula padronizada para todos e tal e só que ele é um documento que ele foi publicado pelo MEC
sem passar por nada ele inclusive nem é decreto nem portaria nem nada nada ele não é nada ele é um documento publicado Na internet ele é suger na calada da noite quando existe uma política de verdade que tá no sistema normativo o Conselho Nacional da Educação é quem tem o condão de fazer as diretrizes como essa não era Eles fizeram a política e eles usaram inclusive o papel do CNA do CNE eles fizeram as diretrizes eles chamaram de fascículos da política nacional eles fizeram o número um chama a escola como inclusive E aí depois que
é geral e aí Ele pode utilizar do outro para cada deficiência então por exemplo a 9 é o de tgd que é como chamava na época transtorno Global do desenvolvimento que é o autismo então eles eles fizeram a política e eles fizeram as diretrizes sem passar pelo conselho quer dizer é a coisa mais autoritária que eu posso pensar né É totalmente fora do controle democrático então quando a sociedade está no debate o debate anda diferente mas em geral isso acontece por meio Dessas ferramentas internas de governo que não passa pela sociedade manobras literalmente Essa é
a que tá em vigor ela não tá em vigor porque ela nunca esteve vigor ela não é não é um documento normativa você sabe você vai falar direito a gente usa no Brasil né O que a gente chama de pirâmide de Kelsen né pirâmide normativa Então você tem lá nome hipotética é fundamental nossa nossa casa o que que você deve obedecer porque Deve que é em todos nós devemos obediência à constituição aí você tem a constituição para você você precisa ser um documento de natureza pública Então você tem valores Então você tem decreto resolução eles
têm muito menos valor mas a política nem isso não é ela não é nada e o pessoal que tá no Mac hoje a gente tava achando que talvez eles quisesse fazer outra política mas houve Uma série de reunião e eles ia afirmar que para eles a política que vale a política em 2008 e pronto acabou essa que é boa essa que é legal então vai pessoas que posição de comando lá então hoje o que eles consideram é isso ainda que não esteja do sistema normativo E aí nós temos uma contradição que é o seguinte depois
quem é não é quem é De outras áreas pesquisem aí só uma coisa chamada princípio da legalidade que é que você Dá um comum significa Ninguém é obrigado a fazer nada nem deixar de fazer nada senão ele tudo de lei só que para o estado ele funciona diferente é a princípio da legalidade estrita seja o estado só pode fazer aquilo que a lei determina nesse caso está previsto em lei nesse caso como é que eu posso me comportar para um documento que não é lei não é nada então no meu entendimento isso é inclusive legal
não e legal em Constitucional imoral bizarro mas é o que tem sido utilizado na prática é o que tá funcionando foi imposto é porque é e é isso é eu não sei se é na prática porque assim isso é tão A escola é muito é muito engraçada eu lembro que uma vez eu tava na escola então é uma Piada Interna as pessoas vão entender isso E aí eu tinha escrito um artigo tinha publicado né E alguém perguntou se pra mim do Selma reunião dos professores uma coisa assim você só Escreve coisa científica você nunca pensou
escrever ficção eu falei rapaz mas eu tenho 10 anos de diário escolar você tá Você tá falando o quê você tá subestimando é você quer mais do que é isso né porque a verdade é que é muito diferente o que a gente na área de estudos do currículo depende do autor né mas a gente chama de currículo real e o currículo formal currículo escrito às vezes autores chamam né então o currículo real que Acontece de fato é muito diferente do que das coisas que estão se falando né então o que acontece no documento e na
política é isso na vida real ele acaba sendo porque tem falta da política pior porque o discurso é não pode adaptar nada para ninguém não pode tá lá na política não pode adaptar nada para ninguém bom então eu não sou não tá lá no meu plano né mas chega na sala ele não consegue fazer por exemplo é uma filha não verbal como é que ele vai Fazer tá no nono ano como é que ele vai fazer atividade de oração coordenada subordinada sindética e assindética não é possível então o que que o professor faz aí entra
gambiarra então não tô falando que o professor do meu filho faz isso faz é porque lá ele tem uma acompanhante tem um plano é outra coisa mas em geral o que acontece no Brasil então um desenho para ele é põe para desenhar Olha é uma benção então quer dizer não Acontece com uma política de 2008 porque é impossível acontecer porque aquilo é um absurdo aquilo é um é um negócio que tá fora da realidade mas também não acontece a maneira adequada porque não tem a política precisa porque dá muito trabalho fazendo a forma adequada a
política não não dirige a gente para fazer uma política baseada em evidência etc e tal então o que acontece é uma coisa diferente é uma outra Range que existe na realidade é a gambiarra da Gambiarra da gambiarra já tinha brasileira aquele famoso em detrimento das pessoas mais vulneráveis são as pessoas com deficiência sobretudo daquelas que não podem escolher a escola particular que tem a melhor ou seja é aqueles que uma escola pública as escolas particulares é em geral não são melhores o que eu quero dizer você quando você tá onde você vai escolher você vai
pagar você pode escolher qual você quiser então você tá Escolhendo então vou ter isso ou aquilo outro as pessoas da rede pública elas não têm essa opção de escolha então é o mais vulnerável entre os mais vulneráveis quer dizer ela é a política mais que mais impulsiona a desigualdade você falando até da questão especiais escola especial o que que nesses lugares que existem de que foi comprovado né do que a ciência comprova Que dados que a gente tem se funciona o quanto funciona qual que é a realidade então assim escola como escola como com sala
especial ou centro especializado é muito difícil fazer esse tipo de pesquisa por quê Porque quando a gente vai fazer uma pesquisa sobre remédio por exemplo como é que a gente faz a gente pega uma coisa um remédio pega uma outra coisa mesmo cor mesmo cheiro mesmo gosto a gente fala assim ó Você topa fazer uma pesquisa por seis meses por exemplo Ou um mês depende do medicamento Você topa ou não já são adulto né E aí você toma o remédio ou Placebo e a gente fica nisso durante um certo tempo aí eu vejo qual que
funciona melhor ou não o problema de você analisar comparar a escola como escola especializada sala especializada aqui eu não posso dizer assim Olha é o seguinte você pode deixar seu filho participar aqui eu vou atribuir a escola que eu quiser a ele para a gente medir não meu Filho eu vou eu não posso fazer isso então existe um problema ético em primeiro lugar porque a gente não pode fazer estudos experimentais prospectivos ou seja para frente né a gente não pode atribuir pela família essa designação nesse primeiro problema o segundo problema é bom então a família
que escolhe certo a família que escolhe em que lugar vai matricular de acordo com o estado que ela está Quais são as possibilidades que ela tem E aí quando Ela ela atribui ela ela disse aonde ela quer matricular o filho porque no Brasil tem esse negócio de você não tem escola especializada mas no mundo de modo geral tem né Aí você tem um outro problema porque existe um motivo para as escolas escolherem isso ou aquilo e esse motivo já atrapalha a nossa observação científica então por exemplo vamos imaginar que você tá numa cidade lá da
Austrália que você tem a sala comum e a sala especializada Em sala comum e certos países escolhem salas especializadas para filhos com deficiência Mas você acha que mais provável que vai escolher sala especializada uma diferença Total qualidade os pais que as crianças os indivíduos são muito comprometidos exatamente agora como é que eu vou comparar o desempenho desses dois grupos se um grupo é mais comprometido que o outro entende então se eu dissesse Quanto eles vão aprender de uma certa matéria então eu tenho dois grupos muito diferentes para comparar Então esse é o segundo desafio de
pesquisa muito grande metodológico então a gente tem uma série de outras estratégias para tentar reduzir isso então a gente pega pega todas as crianças que matricular aqui e faz análise de funcionalidade ver quais são mais próxima esse em termos de funcionalidade eu aplico cálculos de covariante tem alguns algumas Estratégias que a gente usa então primeiro lugar é muito difícil fazer essas pesquisas né mas as pesquisas que existem por exemplo eu cito no livro uma série de Pesquisas eu pego ali um certo momento e faça uma uma amostra de quais as pesquisas aparecem ali mais comumente
elas aparecem em via de regra uma grande parte delas aparece vantagem para essas escolas especializadas que as pessoas para aprender mais português ou Matemática porque tem menos ansiedade porque tem menos bullying porque tem melhores avaliações dos Pais e dos próprios indivíduos mas esses dados também não querem dizer que a escola especializada é melhor ela quer dizer que depende do perfil individual E aí a gente tem análise preditiva disso sobre nível de funcionalidade então assim e aí a gente tem uma regra vou falar assim em geral tá bom uma coisa bem genérica Quando o indivíduo com
apoio todos os apoios que a gente tem disponíveis quando ele consegue aprender o mesmo tema que os outros alunos e ele desenvolve relações sociais novas habilidades sociais no Convívio com os outros alunos o melhor para ele tá na sala comum isso tudo Eu posso medir se ele tá aprendendo a matéria e eu posso medir se ele tá desenvolvendo novas habilidades sociais e tendo relações Sociais com aquelas pessoas ali quando o indivíduo tem benefício em termos de habilidades sociais eu coloco ele lá ele tem ele tem desenvolvimento de habilidades de relações sociais mas ele não aprende
aquela matéria o ideal é que essa matrícula seja híbrida que ele seja uma escola especializada na sala especializada dentro da escola comum quando ele é não tiver uma matéria que ele não vai aprender então por exemplo dar um exemplo aqui de uma pessoa que tá No nono ano oração coordenada subordinada sindética e sindética mas o cara ele é ou ela é analfabeto não tem como ele aprender essa distinção então na aula de português se ele tiver em sala aquilo vai ser frustrante e super embaraçoso para ele totalmente humilhante brilhante humilhante então nesse momento ele tá
numa outra sala aprendendo alfabetização aprendendo sílaba simples aprendendo sílabas é complexas se for o caso Depende qual o Nível de alfabetização que ele tá e ela é humilhante E é embaraçoso né é embaraçoso é e não é produtivo porque ele não tem como aprender aquilo né E vamos imaginar que eu faço alfabetização na mesma sala é mais humilhante ainda se tiver no cantinho e ele tá ouvindo alguma coisa e alguém fala terrível dificilmente ele vai aprender então agora talvez E aí eu tenho que avaliar Talvez ele consiga se beneficiar da sala da aula de artes
da Aula de educação física do intervalo então ele tá junto matrícula híbrida entre a sala especializada e a sala comum então a maioria tem esse perfil aqui na verdade né E você tem aqueles que não se beneficiam académicamente e não se beneficiam socialmente porque não tem nenhuma relação social em geral por causa de muita agressividade ou casos que não são verbais esses tem mais benefícios especializadas então Via de regra assim quando você tem esse perfil os dados os melhores dados são classificados especializados quando você tem um perfil que tem relações sociais mas que tem prejuízos
acadêmicos muito significativos as melhores dados são na sala especializada e quando você tem esse outro perfil que com o apoio eles conseguem na sala comum Esse é o melhor resultado que a gente tem E aí qual que é o problema um dos grandes problemas aqui Um sistema brasileiro é que como o estado esse movimento dentro do estado foi muito forte nos anos 2000 eles fizeram uma série de processos para exterminar a sala especializada Então esse movimento ficou manco ficou Total sob controle do estado e é por isso que no caso da Educação Especial é importante
que tenha sido a sociedade civil que controlasse grande parte da educação especializada porque ela não Fechou mesmo diante dessa grande hegemonia da pseudociência nos governos né de modo geral no país Então as salas especializadas como estava o controle do Estado eles fecharam todas então a sociedade civil resistiu aqui foi muito importante do ponto de vista desse ecossistema né mas é esse ecossistema está ele está manco né a gente tem tinha antigamente dois sistemas comum E o sistema ou regular e o sistema especial essa ideia existe no mundo inteiro essa ideia Acabou então nós temos um
sistema é um sistema inclusive esse sistema Inclusive tem escolas especializadas E aí a gente vai fazer o máximo possível para esses indivíduos migrarem na escola comum e aí eles estão na escola na sala especializada eventualmente e a gente vai fazer tudo para instalar na sala comum né Então existe um uma pressão que ela se pode Ser apresentada na forma de um princípio do direito americano né que é listrite tem muita decisão judicial lá é como um ló né é uma lei que é diferente do Brasil não é uma lei normativa cheia de regra ela é
baseada muito nas decisões a jurisprudência né então esse isso tá na lei no ai dia ética né que a lei das pessoas com deficiência lá e ele tá também muito forte nas decisões de jurisprudenciais então A ideia é a Seguinte quando ela olha para um indivíduo eu vou olhar qual é o ambiente menos que ele se beneficia né então tem que fazer uma pressão para ele ir para o ambiente menos restrutivo possível isso é obrigatório do ponto de vista legal né Tem um valor congente nesse sentido Então esse essa é a grande questão você não
pode ter escola especializadas como um outro sistema ela tem que estar dentro de um ecossistema e esse para esse ecossistema seria muito importante Também as salas especializadas porque senão de novo a gente pode verificar depósitos que um dia aconteceu né então tem que ter essa esse plano de transição e tem que estar tudo integrado é porque aí você se você tem escola especializada e ele tem que ir direto passar lá comum você tem muito menor probabilidade disso acontecer então o indivíduo que tá nas escola especializada para ser bem sincero a maioria hoje está na escola
especializada não deveria estar na sala Especializada o perfil era para estar no ambiente menos restritivo mas esse discurso pseudo científico da inclusão Total A invés de fazer todo mundo pela sala como ia aprender empurra as pessoas para o ambiente mais restritivo as pessoas que deviam trazer as instituições especializadas deveriam em sua maioria ser aqueles que estão em casa hoje que não consegue receber atendimento em lugar nenhum porque essas instituições Estão sobre financiadas Então é por exemplo Esse é uma das coisas que fala no livro que eu já citei aqui da inclusão Total eles falam porque
quem tá na escola especializada nunca passa para escola comum sem citar dado nenhum fala assim aí você quer acreditar tem que ter fé porque alguém é importante Falou vou te dar um exemplo a primeira vez que teve um programa de educação especializada nos Estados Unidos de autismo foi em 1974 um Robert kogeon Depois ele juntou com a língua e fez lá o PRT mas ele começou lá em Santa Bárbara lá na Califórnia com programa de educação especializada para pessoas com autismo porque houve lá um grande escândalo E aí eles tiveram que que fazer isso no
primeiro ano depois o primeiro ano 40% já foi pra escola comum Olha só eu fui um negócio assim brutal dado histórico muito importante isso aconteceu porque porque diferente do Brasil aqui a gente tem aula de manhã ou A lotado né então você vê uma criança na rua você não sabe se ele devia estar na escola ou não porque ele pode ter estudado Mas isso é uma invenção brasileira isso não existe no mundo né então todos os lugares tem o mesmo período de aula então nos Estados Unidos sei lá um período de todo mundo tem que
estar na aula e aí um menino que deveria estar na aula e foi recusado porque vocês não sabiam como lidar com ele um menino com autismo ele tava se Masturbando em frente a outras meninas o pai foi lá deu um tiro na cabeça dele do filho ficou muito perturbada aquela situação o pai chama Doug pai do menino matou o menino e chamou a polícia esperou a polícia para ser preso e aí ele foi preso e aí na no tribunal aquela discussão né uma grande uma grande parte do debate era quem matou esse menino foi o
estado Porque esse menino nesse horário eu tinha que estar na escola era o horário de aula por isso que eu tô falando que era importante essa coisa do horário era o horário de aula em vez de ele estar na aula ele tava lá se masturbando porque a escola recusou ele então por conta desse fato um fato assim muito muito forte lá né foi um grande comoção Nacional grande tragédia grande comoção nacional que foi imputada ao estado eles tiveram que fazer um programa de escolarização de Pessoas com deficiência nesse momento tiveram que obrigar o estado a
aceitar ser matrícula E aí E aí 74 nesse caso na experiência do robô foi essa primeira grande experiência e depois se elastrou por todo o país né É claro que é quando a gente fala dos Estados Unidos eventualmente a gente sempre fala ah mas Estados Unidos é outro mundo muito dinheiro outra coisa mas não é disso que se trata aqui porque os Estados Unidos ele pode ser bom em Muitas coisas mas ele não é referência em tempo de política social de jeito nenhum né pelo contrário Então essas coisas que nós estamos falando sobre usar práticas
baseadas em ciência não se trata de gastar um caminhão de dinheiro se trata de gastar dinheiro o dinheiro que a gente já gasta essa direito esse dinheiro nos Estados Unidos teve uma lei 2001 chamada no child last uma criança deixada para trás estabelecer o que na educação especial Só podia usar prática com evidência Então a partir do momento que eles estabelecer essa lei eles passaram a produzir pesquisa para dizer o que tem evidência ou não e publicar então elas estão disponíveis todo mundo pode acessar todos os brasileiros podem acessar né inclusive uma parte delas em
português também né então a gente não tem o debate não tem que fazer um debate baseado em Ah mas lá diferente que elas Têm muito dinheiro não com o dinheiro que nós gastamos nós podiamos estar fazendo uma educação muito mais próxima da educação baseada na melhor pesquisa científica existente é questão de gestão do que já tem de priorizar Né simples assim é porque pensam que negócio de ciência não funciona na escola é um dia é uma coisa que depende de um equipamento tecnológico x não tem nada a ver com isso tem a ver com o
pessoal e nós temos no Brasil uma legislação que Diz respeito à educação a distribuição de recursos é que é muito forte né porque é uma verba que é uma verba endereçada Ela não é uma verba que você gasta tanto que você quiser a constituição determina Quais são os níveis mínimos que a gente deve gastar na educação né então o município por exemplo tem gastar 25% ela tem município que é como São Paulo tem a legislação própria 30% E além disso nem sei se tem essa legislação em São Paulo mas tinha Mas Além disso nós temos
aí um fundo da Educação Básica e a legislação ela endereça esse dinheiro para uma série de coisas tem para pagamento pessoal e tem para formação então tem informação dos Municípios todos os municípios todo ano muita formação O problema não é ter ou não ter o problema é quando eu vou selecionar uma formação Qual é a formação é uma formação para treinar os professores para uma prática baseada em Evidência ou para fazer um discurso de auto-ajuda é toda vida é a mesma coisa aí no final pega as mãos canta uma música e as professora chora e
tal isso não leva a gente a lugar nenhum você nesse contexto tendo que ser parte que você é parte do sistema educacional né e assistindo isso assim todo ano não é uma coisa toda sempre brinca né eu discurso é mais ou menos assim sempre assim olha lá na Grécia Esparta jogava as crianças com deficiência na Pirambeira depois vê a idade média e tratar as crianças com caridade depois vem falar depois vem a segregação depois vê se ela manca e tá tudo bem graças a Deus soltou os iguais tem que respeitar a diferença todo ano esse
mesmo papo todo ano esse mesmo Professor sabe e não é só professor de sala comum Professor gente né professor de sala de recursos que deveria ser um indivíduo muito mais especializado também é a mesma coisa que dão para ele que é a mesma discurso é o Mesmo papinha entendeu porque a base desse discurso é inclusão total porque a ideia é o seguinte o problema é uma prova do coração se você é a máscara criança então elas Aprendem se você respeitar a diversidade tá elas aprendem porque essa é isso que determina então eles querem te convencer
eles querem mexer no seu emocional porque é um entendimento é que o problema é esse o problema é todo atitude não não é um problema técnico não é um problema Metodológico ele é um problema só de de falta de amor aí se o amor pegar e pronto aí todo mundo aprende a chorar de desespero de nervoso assim de vivenciar isso né eu ontem esse bate-papo com o professor Jean ele tava até contando de um aluno assim dessa semana que tinha sido alfabetizada agora os 33 anos de idade lá né tava a família toda muito contente
e tal esse cara fechando a escola especial não tem onde ele ia para casa deles que ele Vai ponto só esse fato da questão da evasão escolar porque não é possível que esses dados sejam os mesmos não são muito maiores entre pessoas com deficiência tem dois dados tem o da evasão e do abandono Então você tem assim a pessoa que está durante o ano e ela não vai ela tá matriculada E ela não vai isso tem a pessoa que não se matricula no ano seguinte né então esses dois dados Eles já são muito graves no
Brasil Eles são muito altos entre as pessoas com deficiência é muito pior Então mas aí é o problema é falta de amor no coração a situação é falta o amor do coração porque quando duas coisas acontecem ao mesmo tempo você tem que usar uma série de estratégias para entender o que tá causando o quê ou se é uma terceira coisa que está causando os dois então por exemplo uma pessoa ela por exemplo ela tem uma pressão alta e ela sei lá Ela tem uma diabetes a pergunta é diabetes tá causando pressão alta pressão alta causando
diabetes ou alguma coisa tá causando os dois essa relação de causalidade entre as coisas então assim quando você pega os professores e ouve os professores tem muito mestrado muito doutorado perguntando para os professores que que eles acham todos eles quase todos reclamam muito da inclusão da maneira que as coisas acontecem eles falam muito mal disso aí Eles dizem tá vendo aí falei que era problema do coração eles estão reclamando então eles são Contra Eles não estão dando atitude não bom E aí por isso que a inclusão tá ruim Mas eu posso dizer o contrário a
inclusão tá muito ruim e por isso eles estão falando mal então como é que eu sei qual é que tá causando o quê mas o discurso é o discurso que eles fazem é sempre reiterando essa relação de casualidade Sem entender o seguinte bom relação de causalidade eu investigo por meio de estudos experimental ou outros estudos observacionais que me permitem dizer isso mas não então o que importa é o valor que tá por trás independentemente se é verdade ou não então vou te dar um exemplo de um estudo observacional que no meu entendimento por exemplo refuta
essa ideia o estudo da Adriana Ellen foi um mestrado eu tive na banca dela que ela fez o seguinte ela usou uma Metralhadora nem ela sabia que ela tava genial ela chega na escola e falava assim quem é o melhor professor de inclusão aqui ela só entrevistava o melhor de inclusão Então ela pegou só os professores que eram obviamente muito comprometidos aqueles que produziam melhores taxas de aprendizado que realmente E aí se você ouve o discurso deles é muito pesado Contra esse processo de inclusão tem uma uma por exemplo que você tá aqui entre Aspas
ela diz assim ela diz um monte de coisa ela diz abre aspas é por isso que todo mundo se revolta com a inclusão fecha aspas eu acho que essa fala ela representa bem as outras falas que tem no estudo dela ou seja essa ideia de que esses estudos eles estão apontados que os professores é que não tem o coração bom e por isso a inclusão tá ruim eles são falsos porque quando eu olho só para os professores que são bons que na prática são bons Eles têm a mesma crítica é porque essa crítica acontece porque
a inclusão é péssima péssima ela não é ruim ela é péssima Claro que pode haver exceções né mas agora ela é péssima E aí eu faço esse discurso sempre muito forte né E aí eventualmente já aconteceu eu tava no lugar alguém levantar em geral gestor aí a pessoa fala assim ah você tá falando aí que é ruim mas tá melhorando não tá E aí eu falo assim bom pode ser que esteja Melhorando pode ser que não esteja melhorando Vamos trabalhar com essas duas hipóteses A gente chama às vezes de hipóteses hipótese nula né bom se
tá ou não tá melhorando Qual é o dado que eu vou utilizar minha apresenta um dado tá melhorando tá melhorando porque não adianta você me apresentar o dado de que eles são mais matriculados porque isso não quer dizer nada o valor o objetivo que a gente interessa não é que ele seja matrícula daqui ou não olá Quer dizer não não é a assinatura que a gente tá buscando aprendizado Então tem que olhar para os dados de aprendizagem onde que está a cidade de aprendizagem ele não existe mas isso não existe por exemplo nós estamos no
Estado de São Paulo né Vocês São José do Rio Preto São José dos Campos lá no Estado de São Paulo a gente tem avaliação que é nacional que é a prova Brasil e tem avaliação Estadual alcançar a prova Brasil acontece em todos os lugares e aí Cada estado tem avaliação estadual ou às vezes não tem bom o que acontece com os dados da Prova Brasil das pessoas com deficiência você sabe não descartados Como assim paga não se usa esses dados então a gente não tem dado nenhum que tá melhorando eu não estou dizendo que tá
melhorando que não tá eu estou dizendo que esses dados são descartados e eles são descartados por um motivo para não conseguir provar Que tá horrível né se a minha suposição mas não existem dados e todos os lugares eles descartam os dados de pessoas com deficiência porque toda vez se tiver aí sabe parece que tá melhorando e justamente o único jeito de saber se parece ou não parece estar ou não está É de fato comprovar e testar e se isso não é possível enfim a gente volta de novo no discurso de fé eu creio em eu
creio na inclusão total no fim do continente do fechamento das Escolas Não credo todinho Gente do céu até uma brincadeira boa vamos fazer um credo na inclusão Total olha não é muito chocante isso e por exemplo quando a gente vê esse centro especializados e as escolas híbridas que tem aí que tem a sala especial o índice de invasão Sem dúvida é muito menor em termos de crianças com deficiência Poxa também não seria um dado de referência é um dado de referência mas é um dado mais complexo Porque a maneira de se lidar com as com
a invasão dos países é muito diferente vou te dar dois exemplos uma professora lá de São Sebastião professor de matemática ela foi mudou para os Estados Unidos para o Canadá na verdade e aí ela ela cresce iam para escola né E aí um belo dia ele tava acordou tava com febre não levou então 9 horas da manhã polícia na casa dela Nossa Senhora não foi pra escola Ah porque a criança tá com febre mas fala não avisou pra escola que Aconteceu polícia Então imagina a diferença do Brasil porque eu vou dar outro exemplo que tem
a ver com essa coisa do horário uma conhecida minha tava ela foi criada na Inglaterra né E aí ela tava num certo dia ela não podia ir para escola ela fez uma cirurgia da boca né E aí quando terminou já tava quase no horário de aula e ela foi para o supermercado com a mãe e ela falou mas não tá doendo pode ir lá eu vou ficar aqui na frente eu vou ficar na frente e A polícia chegou e falou que você está fazendo aqui porque quando você vê a pessoa a invasão tem muito a
ver com isso você vê que a pessoa ela devia estar naquele horário que você vê que é uma criança e aí ela falou assim Ah é que eu fui no dentista e tal ela falou assim cadê sua mãe Ah tá no mercado então eu vou aguardar aqui agora dou a mãe chegou falou documento aí a mãe mostrou documento aí ela falou assim a polícia falou se a senhora não tivesse Com esse documento a gente ia pra delegacia vai ser detida então é muito sério essa coisa né então os dados eles são quase nulos de evasão
né então esses dados são eles não são bem explicados por esse fenômeno eles são explicados por muitas outras coisas mais complexas que que nós temos nesse país mas se você pega por exemplo é Talvez sim é Aí talvez a gente tinha andado um pouco melhor também de outros Países pobres também então eu dei o exemplo da Fin Deus eu dei o exemplo dos Estados Unidos mas posta outro exemplo Cuba também Cuba é um país que você pode ter a crítica que você quiser mas que é um país que tem uma educação excelente é sem discutível
né e é um país muito pobre com a menor dúvida também é um país que tem escola especializar salas especializadas como eu me lembro que tinha naquele programa Mais Médicos Tinha alguns médicos Cubanos lá em São Sebastião e eu levei até a escola para poder conversar falar sobre Cuba lá com os alunos né E aí eles eles eram meus amigos né E aí quando a gente perguntou sobre a educação inclusive sobre a inclusão escola especial eles não entenderam o que que era que tava no Brasil que não tinha escola superior eles como assim mas como
que não tem não tem mas como assim na sala Como assim que você tá querendo dizer foi uma dificuldade eu tive que Explicar depois para eles porque não fazia mas não é sentido essas coisas que a maneira que estava sendo feita no Brasil né então não é mais uma vez né não é uma questão de ser país rico né Qualquer país civil atenção educação então não pode fazer esse tipo de atitude como no Brasil tem sido feito você acha que ainda assim que é ainda viável a gente conquistar esse tipo de volta das salas especiais
e centros especializados ao invés de falar volta Eu prefiro dizer a criação de salas especializadas Inclusive eu tenho adotado apesar da literatura falar mais sala especial escola especial eu tenho adotado a expressão especializada justamente para enfatizar o caráter especializado que elas devem ter de capacitação isso exatamente de ter um plano Educacional individualizado assim a coisa mais avançada que a gente tiver eu acho que é possível acho que o debate tem acontecido Dependendo do contexto no Brasil mas eu não acho que isso vai acontecer em nível nacional para descer eu acho que isso vai acontecer nos
municípios em que os municípios tiverem organizados e que eles tiverem olhando para um dado científico então eu não vejo as coisas acontecendo de uma maneira assim nacional e depois sendo repertidos por mil motivos eu tenho vários motivos eu acho que é a Luta política das pessoas reais é que consegue é que eventualmente pode fazer essa diferença porque o que acontece o seguinte pela constituição a educação no Brasil ela é Ela é de competência concorrente que eles distribuem lá as competências dos órgãos federativos né E aí a educação é competência concorrente como é que funciona a
educação infantil do município ensino fundamental é do município e do estado e ensino médio do Estado Preferencialmente né E aí o superior preferencialmente Federal estado também bom cada vez mais a gente tem tido mais diagnósticos porque a gente tem tido métodos conscientização mas na educação infantil ou seja O Grande Debate tem que começar tem começado educação o ensino fundamental desde a criação do fundo da Educação do Ensino Fundamental fundaf antes já houve um processo massivo de Municipalização das escolas então fundamental que vai do primeiro ao quinto ano muitas empresas muita coisa no Brasil inteiro Fundamental
2 Depende do lugar Depende do estado do Estado de São Paulo muita coisa então o grosso do debate tem sido no município e o município é onde os agentes políticos que têm interesse na transformação que são os pais eles estão mais próximo do doente né porque no Município eles conhecem Vereador tem acesso ao Conselho Municipal de Educação etc e tal então eu acho que isso vai acontecer nos municípios e depois a universidade e os estados e a Federação vão responder aquilo que já está acontecendo Então eu acredito é na força política dos Pais organizados eu
acho que essa é a força que vai fazer as coisas se transformar não sei quanto tempo isso vai demorar né mas eu tenho me empenhado para colaborar nesse Processo um pouco desse debate né não não tanto organizativo mas mais de pensar e de colaborar com esse com essa discussão acho que a força dos pais que ainda estamos desorganizados né e acho que é aí que dá uma dificuldade maior e que precisa promover mesmo essa organização de documentos né práticos do que pleiteado que pedia a forma que pedi né porque muita gente sabe do que quer
e não sabe como pedir né quero que a Escola inclua tá Mas que jeito E aí eu não sei formalizar né esse pedido e até porque nisso das escolas no ensino fundamental por exemplo então considerando ali intervenção precoce nesse caso também teriam os centros especiais também teriam as salas especializadas seria essa mesma distribuição pode ter depende do caso mas pode ter sim mas quando você tá falando de Educação infantil de intervenção precoce não é ensino fundamental a educação infantil da Educação Básica mas eu falei eu tava pensando infantil você tem você tem por exemplo em
berçário creche a proporção entre entre as pessoas os profissionais e as Crianças ela é muito menor você tem bastante Desenvolvimento Infantil via de regra né antigamente Desenvolvimento Infantil está muito mais Próximo então você tem muitos casos em que você pode estar ali mas você também tem casos mais severos é muito mais extraordinário que você precisa de um contexto mais especializado mas existem casos em que precisa sim que você deveria ter esse degradê também nesse contexto mais mais precoce também geralmente de atender a população Esse modelo também seria importante que não tem tem países em que
você consegue organizar dentro do mesmo Prédio Aí você consegue ter espaços de uma intervenção para um Porque mesmo indivíduos com mais problemas comportamentais quando eles são pequenos Eles não têm tanta necessidade de estruturar de estruturada Então você consegue fazer no mesmo ambiente no mesmo prédio né então você tem mais probabilidade de ter ambientes equivalentes a salas especializadas do que escolas especializadas porque corporalmente você tem menos menos Probabilidade de necessidade estrutural e no geral Como você mesmo disse essa salas híbridas né a escola comum com sala especializadas atende a maioria numérica assim de casos né que
é onde impactaria bastante as escolas especializadas em geral Elas seriam mais necessárias ali no ensino fundamental principalmente com desenvolvimento de casos com maior nível de agressividade em que você precisa de Mais estrutura do ambiente para garantir a segurança e a dignidade do indivíduo é que foi bem como você disse sem esse meio termo né Onde se encontra a grande maioria comando mesmo porque você tem essa questão totalmente fora ali então centro especializado ou então a sala que você vai jogar ali de qualquer jeito na sala comum você vai ter um GAP IME nso vai ter
n tipo de casos e falhando de frustração E aí você você pode errar para esse público Você erra De dois lados serra quando coloca ele só na sala como E aí ele não tem oportunidade de aprendizado de várias coisas ou quando você coloca nas formas especializada e ele deveria ter ali a oportunidade de socialização né então vou te dar um exemplo aqui que as pessoas a maioria quem não é da área você não entende muito né alfabetização eu brinco quer jogar para cima Quem pegar pegou Então você tem no ensino fundamental dois ciclos um ciclo
Que a primeira e segunda e terceiro ano né que é portanto de 6 a 9 anos e o segundo ciclo que é quarto e quinto ano né então primeiro segundo terceiro ano é alfabetização se o indivíduo não se alfabetizou ali perdeu parceiro acabou ninguém vai voltar para alfabetizá-lo ele vai lá depois ele vai ficar vendo crase e fim dígrafo outras coisas ninguém vai voltar por ele então isso cria um problema porque muitas pessoas com deficiência vão precisar de mais Tempo mais dedicação mas mais individualizado o processo e elas não são fabricam E aí quando ela
chegou ali com quatro anos ela nunca mais vai ver aquele tema então ela vai ter aula de dígrafo de hiato crescente ou decrescente e ela não tá alfabetizada então nessa aula será que não podia dar aula de alfabetização para ele poder caprichar aqui não podia entende então eu já tive um Fundamental 2 inúmeros alunos sem deficiência não alfabetizados Sem deficiência inteligência preservada e não porque sei lá o que aconteceu no primeiro ou terceiro ano dele ele pegou uma professora ruim ele não pode ir ficou doente ele faltou a casa dele tava com problema não sei
eu sei que ele perdeu do primeiro terceiro perdeu perdeu e aí ele vai segue Ele termina o ensino médio de sentar Alfabetizado agora é claro que este caso que eu tô te dizendo mas que não foram poucos ele é muito mais Improvável uma pessoa sem Deficiência em primeiro lugar segundo lugar se a pessoa com deficiência sem deficiência não teve Depois do quarto ano acesso a um serviço de alfabetização ele pode ter um primo ele pode ter uma tia é muito mais fácil de você ter um outro recurso que suplementa isso a pessoa com deficiência é
muito mais improvável que isso acontece então assim primeira terceira não pegou não pegou um abraço tchau para você então isso é muito grave e alfabetização ela é uma Habilidade que ela é uma habilidade que a gente chama de um complemento cuspede ele abre muitas portas oportunidades eu aprender outras coisas sozinho deu de eu ter acesso a muitas outras situações Então se a gente não tem isso a gente fechou muitas portas porque eu não vou entender mais nenhuma aula não é só Aula de Português vou entender mais nenhum porque todas as baseadas em textos então acabou
né então ali a partir dali eu tô ali para cumprir tabela Regular por si só ela me deixa muito aflita então Arthur tem 6 aninhos e ano que vem ele vai primeiro ano né E aí eu sei que a escola trocou o material sistema lá e aí foi o pessoal da editora lá fez uma reunião com os pais para explicar beleza do Ensino Infantil ali já quase que ninguém tinha medo de gato tem gato e nem tinha obviamente eu tava lá extremamente aflita e querendo entender como que é ser como funcionava né E os Que
estavam Os questionamentos eram completamente diferentes dos meus né A minha assim praticamente já estavam querendo preparar a galerinha de 7 anos para o Enem eu ia falar vestibular e eu tava querendo saber assim ai o primeiro ano mas não tem tarefa todo dia né porque eu acho sei lá me absurdo Ainda vão no parque quantas vezes na semana que tem parquinho para eles e quantas vezes tem tipo educação física Como que é trabalhar da questão da inclusão onde que isso é abordado deixa eu dar uma olhada nesse material aqui a forma que tá apostila sim
eu parecia um ET ali né Toda hora que eu me dirigi aí fazia pergunta e eu tava muito aflita lá naquele auditório assim todo mundo me olhava né do tipo e bem sendo desconsiderado então um desconto assim e mesmo que meu filho não tivesse Nada eu acho surreal essa antecipação de responsabilidade para crianças que não tem maturidade para isso e nem deveriam no caso né então eu não sei assim eu fico muito aflita eu sempre digo o seguinte que nós temos dois problemas um problema a gente já falou que é organização dos Pais de pessoas
com deficiências primeiro precisam saber o que eles querem por exemplo esse tema de haver ou não havia escolas especializadas é um Tema que dividia a comunidade uma parte Principalmente aqueles que são pais de crianças com quadros mais leves defende que deve fechar que não deve existir ou que a gente não pode falar nesse para para que ninguém invente de botar todas as escolas especializadas eu entendo essa preocupação acho que ela ela tem um sentido histórico né porque no passado houve esses movimentos realmente de exclusão mas aqueles principalmente partes mais Severos só tem outra preocupação então
a gente teria que sentar e a gente saber o que a gente quer a gente tem uma pauta unificada para que essa pauta pudesse contemplar todos os campos do espectro no caso do autismo principalmente né então desde o caso mais Severo até o caso mais leve né então no meu entendimento esse essa luta deveria ser pela criação de possibilidades e com a decisão da família então eu crio essa outra possibilidade também nas escolas Especializadas as salas especializadas na sala comum sem que haja uma exclusão porque esse indivíduo decidisse com a família decide que tá ali
que ela vai estar né na sala comum então a primeira coisa é essa mas a segunda coisa eu acho que essa ela é o primeiro passo para a segunda coisa acontecer a segunda coisa é que a inclusão seja uma pauta da sociedade então por exemplo as pessoas votaram no presidente Lula no bolsonaro por esse por esse por aquele motivo mas Não por inclusão isso não entra no debate não é pauta de ninguém é isso deficiente não quero saber quero saber de outras coisas quero saber de emprego quero saber de sei lá de sistema social de
qualquer coisa entre no debate Qual é a orientação sexual das pessoas que não tem nada a ver com ninguém que cada um sabe o que quer é isso entra no debate e como nós tratamos as pessoas com deficiência que isso sim é um assunto de Natureza pública não entra no debate ninguém vota no Governador porque ele é mais ou menos inclusive que também conheço muitas coisas o prefeito é a mesma coisa então precisa ser uma pauta da sociedade a sociedade precisa dizer mas espera aí qual é o seu plano as pessoas com deficiência deixa eu
ver aqui o que que você quer fazer na escola como é que é a inclusão que você tá fazendo aqui que que você está pensando você é mais inclusive então é um ponto Para você uma chance eu votar no cena na reeleição no candidato ou você não é Inclusive tem um ponto a menos para você já é uma possibilidade a menos Então não é um debate da sociedade então se a gente tiver o primeiro passo alcançado a gente tem maior probabilidade de alcançar o segundo é da gente ter um discurso Unificado um discurso claro uma
comunicação claro eu me lembro antes de ser pai de criança com deficiência e eu pensar assim Bom eu sou a favor desse Negócio da inclusão sou a favor eu quero elas querem mas o que que eles querem que eu não sei o que que é a rampa já estão colocando lá que que mais que eles querem eu não sei o que que eles querem e de fato se nós mesmos não sabemos imagina a sociedade que vai saber né imagina então precisa ter clareza do que que é que a gente quer e aí precisa dizer para
a sociedade claramente e fazer esse trabalho de divulgação de clareza de esclarecimento de cobrança Dos políticos para que a sociedade também gosta de alguma forma contribuir com com essa pressão política eu acho que uma das grandes preocupações que eu tenho é de fato conseguir chegar nas famílias típicas mesmo né porque a gente fica falando só para nós mesmo porque eu me lembro não muito tempo atrás antes de ter o diagnóstico do Arthur isso nunca me preocupou e eu me sinto muito míope eu fico pensando assim caramba onde que eu vivia assim que eu Não sabia
dessas coisas e também nunca me preocupei eu nunca me questionei né preciso acontecer comigo para que de fato me conscientizasse então eu tento sempre convidar aqueles que não vivenciam isso de uma forma mais Gentil sem impor né algo assim esse meu jeito isso né esse o meu jeito assim de um convite né vem pensar comigo ela já pensou por esse lado e tudo mais eu lembro que esses meses atrás aí eu fui convidada para dar uma palestra E geralmente a gente vai conversar ok em eventos de autismo eventos deficiência e tal mas lá não era
eram para família tipo um evento beneficente e tal mas na verdade a galera é Raissa society tal ia fazer doações e queriam curtir tipo à noite sabe era um jantar Ninguém queria ouvir nada de nada né e me colocaram lá eu pensei que que eu vou falar para quem não quer me ouvir né tipo assim isso a galera quer ouvir Eles querem comer e dançar tipo né e eu fiquei muito em dúvida assim da forma de como abordar e tal enfim no fim das contas deu bom porque eu pensei assim meu Deus vai dar ruim
demais esse negócio mas é bom porque de novo eu fiquei tentando me enxergar lá atrás assim né de pontos que de forma mais simplista e que eu poderia tocar né de alguma forma e tal e antes de eu já nem eu não tava querendo ir pensei ai sabe tipo nossa Gente vou lá não pessoal ali Ninguém tá nem próximo da realidade que eu vivo de nada frequento minha condição financeira social do que das minhas dificuldades e tal mas depois eu vi a importância que bom que eu fui porque eu também preciso de alguma forma conseguir
chegar nessas pessoas né Vocês conseguirem sair um pouco dessa bolha de sol Mais do Mesmo as mesmas mães ali que estão sempre estudando assistindo tudo participando de tudo quanto é Congresso mas é só a Gente né e acho que é um grande desafio a gente transpor de fato essa bolha é Um Desafio muito grande temos assim de interesse né porque precisa fazer sentido para aquela pessoa é o que eu vejo muito na comunidade é o discurso assim é uma casa 36 pode ser seu neto vai ver tipo tô jogando praga né eu não gosto muito
de fazer esse discurso não eu acho que uma coisa que tem colaborado com isso é o aumento do diagnóstico da quantidade de Diagnóstico Então dificilmente a pessoa não vai ter hoje um sobrinho Neto o vizinho né então isso já tem criado essa pressão essa ponte agora a gente precisa criar outras Pontes né E essas outras Pontes tem a ver com as pessoas saberem O que é eu acho que tem a ver com a informação Claro que eu gosto eu por exemplo eu acompanho muito superfície da Internet né Eu tenho um certo perfil uma certa um
certo público uma certa forma de me comunicar que é uma coisa mais Relacionada à divulgação de estudo científicos que que tá acontecendo né na pesquisas novas que sai mas tem outras pessoas que fazem coisas mais engraçadas coisas mais lúdicas que eu acho muito legal que tem outros que fazem uma coisa mais de protesto uma coisa mais política mais forte também é muito legal que existem gente que mais mostra o dia a dia com filha outra coisa legal eu acho que tem muitos perfis Diferentes né de pessoas Fazendo divulgação Eu acho que isso é muito rico
acho que esse é um dos caminhos né Mas o importante é que nesse discurso nessa comunicação a gente tenha condições E aí existem certos desafios Isso é uma condição de mostrar todo o espectro E aí qual que em parte Qual é esse desafio é o seguinte no espectro Aqui nós temos nível 1 2 e 3 o leve moderada Severo Às vezes as pessoas quando eu falo nível 1 Você sabe que eu tô falando mas para pessoa que tá em Casa Pode parecer que nível 1 é o mais Severo é o que tem mais dificuldade então
é o contrário é isso é muito comum quando eu tô num público que eu falo nível 1 é o mais forte né ele fala não é porque nível um quer dizer que o primeiro o que mais tem Impacto Por isso que eu gosto de falar leve moderada Severa E aí as pessoas falam não mas isso não existe porque desce desce controla o que me controla é o que as pessoas estão entendendo Então é assim sempre essa esse Cuidado então uma parte desse problema é o seguinte você tem o nível 1 as pessoas com nível 1
na parte delas fala por si mesma então ela vai lá ela tem um perfil ela fala ela explica show de bola maravilhoso só que uma parte dessas pessoas diz que a gente não pode mostrar o nível 3 Porque como o nível 3 não tem as condições verbais de dar o consentimento então que seria abusivo E aí fica parecendo que o autismo é isso Isto cria um problema social gravíssimo porque se eu olha as pessoas só quando enviar um eu digo assim não tudo bem eu sei que vocês estão de apoio mas é a própria definição
pouco apoio né a definição de apoio mas pouco muito mais de reconhecimento de respeito de uma percepção de inclusão né agora quando eu olho para o espectro inteiro e eu vejo também o nível 2 e o nível 3 eu falo ah entendi entendi precisa de apoio mesmo tem que ter mais Política pública tem que ter mais velho mas tem que ter mais tudo então a gente tem que tomar muito cuidado para comunicar todo o espectro porque por exemplo eu tenho um artigo publicado sobre séries de TV e autismo artigo científico né então naquele momento em
que eu fiz avaliação e hoje não é diferente todos 100% dos protagonistas eram gêmeos todos 100% e hoje depois teve outras e todos são gêmeos também Qual que é o problema Disso não é que não possa ser gênero se eu pego uma série eu pego que ele precisa esse pessoal pode assistir então ali não é mentira mas quando eu pego duas três quatro cinco todas dizem isso eu crio uma percepção falsa na realidade a percepção é mentirosa ainda que ninguém tenha mentido isoladamente né então quando eu não mostro todo toda essa faixa aqui eu criei
um equívoco Eu queria um problema em termos de percepção e de políticas públicas né Então a gente precisa comunicar tudo isso para a sociedade é isso a gente precisa mostrar a existência E aí se a gente mostrar a existência as pessoas vão se importar com esse tema porque se elas porque por que que quando elas têm contato elas passam se importar sim porque não são desumanos não são vilões são pessoas ruins simplesmente ignorância é ignorância que é exatamente onde o homem encontrava dias atrás e é chocante né assim meu Deus onde que eu Estava né
mas essa a severidade esses casos com mais prejuízos mas comprometidos causam desconforto muito maior né E aí muita gente pensa assim ah porque vai expor porque não sei o que cara tudo bem ninguém precisa se esforço é uma decisão da família mas aquele que decidir eu valido demais eu agradeço demais porque aqueles que tiveram a coragem de se expor me mostrar me colocaram um pouco em contato que se não fosse dessa forma eu não veria né então Tudo bem se não é para você não quero expor meu filho não quero não sei que nada não
lógico cada um vai fazer da forma como quiser mas Não não vamos apedrejar assim quem faz né então ainda tem tem ainda assim um discurso velado disso eu acho sabe de ai não é porque vai expor E isso não resolve nada de novo continua no submundo ali né não é não é visto todas as coisas quem não tem conflito de interesses é essa família com essa Criança com essa pessoa pode ser adolescente adulto é essa essa família Então ela tem que avaliar aquela situação concreta e eu acho que muito importante quando tem famílias que mostram
Essa realidade é muito bom eu fico assim tenho tem uma menina no Tik Tok que eu sigo Ela tem síndrome de tourette e ela tem eu falo tourete mas enfim então eu sei que a pronúncia não é exatamente essa mas eu amo aquele perfil dela assim ela tem Bastante comprometimento é a família que ajuda a gravação dos vídeos porque ela tem muitos tiques né ali assim se bater e tal e muitas vezes Vans idiota lá para falar ah porque que você tá se expondo aparecendo desse jeito sua família tá te Sei lá tá aproveitando de
você e tá usando Ana meu eu tô me expondo desse jeito porque esse jeito é o jeito que eu sou se eu sair na rua eu sou assim se eu for no mercado eu sou assim tipo não tá gostando Mas tipo Essa sou eu né uma Coisa doida e eu também nunca tinha visto e acompanhado a vida o dia a dia de alguém com aquele tamanho de comprometimento é uma vida muito punitiva muito difícil e é legal que a gente aprenda sobre isso você não quer ver não vê você tá desconfortável pula não segue o
perfil enfim bloqueia faz o que você quiser né mas é um discurso muito velado esse por trás do tipo não Expor a privacidade Não não é isso é só porque você não quer ver É porque é Desconfortável e você quer colocar para debaixo do tapete mas é um discurso também na comunidade também existe um certo discurso de poder tudo é são relações de poder de visibilidade entende quem é que vai ter mais visibilidade quem é que vai ter mais importância nas discussões porque existem muitas coisas que obrigam que haja as próprias pessoas e famílias que
estejam presentes então uma parte desse discurso tem a ver com essa ocupação de Poder também não existem relações que são desprovidas de relações de poder todas elas estão premiadas né então quando a gente tem no caso do transtorno autista por exemplo se eu pego o último dado que uma cara 36 crianças é um artigo né o artigo tem muitas outras informações então tem uma informação por exemplo sobre inteligência Então você cerca de um terço tem inteligência uma inteligência que que com outros Fatores com figura deficiência intelectual então um terço cerca de um terço das pessoas
têm deficiência intelectual cerca de um terço um pouco mais tem porque assim a deficiência intelectual você precisa ter 70 para menos de quem né a média 100 você precisa ter dois desvio padrão para baixo 70 para menos você tem cerca de um terço que tem redução mas não chega essa deficiência intelectual Então você tem uma redução Cognitiva que é tipo 80 70 e poucos 80 e poucos por ali não tá dentro da oscilação da Média né tá fora mas não chega essa deficiência intelectual você tem um terço que é mais ou menos um autismo moderado
não é exatamente isso a definição do nível 2 Mas ou menos porque a inteligência é um fator preditivo importante é um dos mais importantes e um texto tem inteligência preservada então quando a gente tá falando de mv1 desses que que se expõe que faz um Trabalho excelente muitos deles você tá falando de um terço Então você tem um terço que não tem essas mesmos habilidades tem poucas habilidades verbais e um texto que não tem nenhuma quase nenhuma habilidade verbal e portanto para esses dois terços aqui quem não tem conflito de interesses com eles são os
pais então os pais têm que estar no debate ocupar essa parte no debate né diferente dessa ideia de exclusão porque porque essa exclusão Significa que a gente não vai estar discutindo com o espectro autismo o antigo síndrome de aspega então você mudou o debate você não tá quando a gente diz assim né É nada sobre nós sem nós você não tá discutindo com esse nós aqui que é dois terços dessa condição sim mesmo porque não pode falar por si não então ninguém vai falar assim os pais não podem falar que eles nunca vivem e identificam
todas as questões as dificuldades e ele não vai conseguir Fazer isso por si só então não é possível você fazer isso né Então você faz isso você dá a voz através da introdução da família é isso mesmo Luciano pessoal quiser adquirir aqui seu livro onde que o pessoal pode encontrar críticas a pseu de ciências educação especial para se aprofundar nesse assunto tem duas opções ou na loja da Luna a quem editor foi aluna edições né todo trabalho que eu faço através da aluna aba o canal lunar e temos a Editora agora e é Luna edições
se você procurar lá no Google lá no Netshoes e também pelo mercado livre Então é outra possibilidade de Jesus coloca o título lá o meu nome no MercadoLivre e aparece lá o livro e aí o que é for mais confortável para as pessoas eles podem adquirir E aí esse livro ele ele é sistematização desse debate porque eu tô falando mas o livro tá tudo explicado tá as referências sim eu falei desse um conjunto de estudo Científicos por exemplo os artigos apresentados Quais são os resultados como é que é no mundo tem os dados da Europa
tem os dados da Finlândia tem os dados dos Estados Unidos então é uma sistematização de todas esses debates que eu tenho feito perfeito Muito obrigado pela sua participação espero que hajam muitas outras por aí que a gente se encontrar [Música] Contigo acho que foi muito muito boa essa conversa aqui obrigada viu pessoal fiquem ligados então nos próximos episódios e quem não está inscrito no canal por favor se inscreva no nosso esporte eu preciso desse engajamento a participação de vocês para entrega desse conteúdo é a gente tá comprometido é um comprometimento é uma missão mesmo né
Nós estamos aqui sábado à noite né gravando Luciano chegou agora em Brasília entendeu porque a gente Acredita que é só no coletivo que alguma mudança vai acontecer né não se trata de ser algo bom para o meu filho isso não significa nada então faça também a sua parte de divulgação para que isso chegue para mais e mais e mais pessoas para que acrescentem no debate né Para que reflitam sobre todas essas questões que são muito sérias né são imediatas e ainda que seja ainda de uma minoria é uma minoria gigantesca não pode ser ignorada Tá
bom então conto com Vocês se inscreva no canal curtem compartilhem a clínica especial pelo convite aqui nós estamos aqui no lugar eu conheci Hoje eu tive na participei da Concepção da clínica do projeto arquitetônico da ideia as primeiras concepções evangélico A equipe eu vim aqui e agora primeira vez que eu tô ouvindo no lugar mesmo feito é uma experiência muito legal muito bom um espaço gigante Espetacular porque ele não tinha nada aqui quando a gente veio né então foi uma voltagem agora depois foi muito legal assim eu acho que é o maior deve ser a
maior clínica da América Latina eu acho autismo né similar aí viu é muito legal ver a ideia de de desconstrução do que seria terapia né eu fiquei aqui da janela enquanto nos intervalos de gravação aqui quinta e sexta-feira que nós gravamos estava Funcionando a quem então isso aqui tava vivo cheio de pessoas e tal e aí você olha assim Embaixo de uma mangueira a fono trabalhando ali com a criança nunca que você ia falar que era uma fonoterapia que tava sendo realizada né e não que você precise de um espaço como esse a gente sabe
que isso é muito difícil mas a ideia do que é intervenção a ideia de como isso realmente pode ser feito né É muito legal e tem assim muitas coisas Que foi discutidas que a gente vê as coisas de fato aconteceram então acontecendo né todas as salas com cuidado de segurança para os pais poderem assistir o lugar para os pais ficarem aqui porque isso é bem importante assim essa questão arquitetônica ela é muito importante tá a gente vai abrir em São José dos Campos a clínica para comportamento Severo específica para isso né e a gente tá
agora nesse momento a gente tava hoje no Prédio teve lá discutido todas aspectos cada decisão ali não é uma decisão só de design é uma decisão técnica que tem a ver com com análise do comportamento aplicada as melhores estratégias tem que pensar acústica você tem que pensar em conforto térmico você tem que pensar um monte de coisa é são todas as decisões muito complexas realmente você pensa no lugar tem um impacto Um impacto sobre metodologia que você vai utilizar o ambiente físico então é um debate ativo mesmo né do aproveitamento ali que você pode ter
que legal tem previsão para esse ano já é uma parceria com Joshua Jessie O que é um dos maiores pesquisadores do mundo hoje ele é Nova York ele vai vir aqui em novembro vai inauguração ele vai ser o chefe né e ele tá dando esse apoio para nós para também para pensar nisso A gente já vai Começar a obra em novembro a gente aí vai ser específico para comportamento Severo é a única Clínica no Brasil com esse vai ter aí são três andares lá né então um vai ser isso e o outro vai ser de
intervenção para as pessoas da cidade mesmo tem a ver se eu compreensiva com a gente diz Global mas o nosso foco É principalmente na parte do comportamento do problema vai ser o único hoje dedicado totalmente é isso que legal Esses casos realmente complexos não é pelo grau de necessidade ali a maioria vai ser adolescentes adultos né porque quando a criança é pequena você ainda consegue você não precisa ir para outra cidade normalmente você consegue o manejo é mais fácil mas às vezes o caso tão grave que a solução das pessoas tem sido amarrar ou sedar
né acontecem química que pode ter um papel mas não é um papel de Você resolver um comportamento problema ali então acaba que as pessoas têm mais probabilidade de ir para esse tipo de serviço quando são casos mas mais gra ves e mais adolescentes e adultos que você tem mais dificuldade de manejo corporal Parabéns Muito bacana muito bacana Imagina é isso então pessoal fiquem ligados aí que tem muitos episódios bacana sendo gravado para vocês viu um beijo tchau tchau [Música] [Música] [Música] [Música]