Olá, estamos então praticamente encerrando este ano de formação, né, do posto lantado, né, do primeiro ano e já como que abrindo as portas para as próximas eh formações que nós teremos, né, em especial no segundo ano do postilantado, né, no próximo ano, eh, que vocês irão acompanhar. Então, o tema dessa nossa formação é justamente os santos da espiritualidade, do nosso carisma, né? Nós vamos hoje então apresentar para você eh os santos da nossa espiritualidade, que são aqueles que justamente nos ajudam a viver todos os pontos que nós somos chamados a viver, apontados para nós no
regimento interno e também na nossa regra de vida. é de maneira especial na regra de vida, os estatutos, o regimento interno. E esses santos nos ajudam, então, nos auxiliar a viver o nosso carisma. Por isso, é muito importante que nós nos aproximemos da vida deles, conheçamos a sua espiritualidade, porque eles serão, a partir de agora, se já não são de vocês, serão os nossos amigos íntimos, amigos do céu, né? Então nós vamos ver aqui de maneira breve, é apenas uma visão panorâmica, porque nós vamos falar de todos eles, mas a partir do da do Próximo
ano de formação, que é o postulantado no segundo ano, nós teremos formações e retiros específicos para então conhecer melhor e aprofundar em toda a vida, a espiritualidade na doutrina e no ensinamento que esses santos nos trazem. Então, a nossa visão é que será bem panorâmica, né? Vamos passar com alguns slides aqui para conhecermos quem são esses santos, quais são os seus pontos mais importantes, mas de maneira nenhuma nós queremos esgotar o assunto porque é impossível. Já é realmente um desafio nós fazermos isso numa única formação, né? Dá a conhecer a vocês esses cinco santos que
vão nos guiar eh até a eternidade, né? até chegar na visão biatífica com Deus nessa caminhada de crescimento, de preparação para nossa consagração de vida e depois de consagrados também vão sempre, sempre nos iluminar durante toda a nossa existência. Então nós começamos com Santa Teresa de Jesus. Ela também é conhecida como Santa Teresa Dávila. Ela adquiriu esse título de Teresa de Jesus, que aliás é o seu nome de religiosa, desde que São João Paulo I, que era um, podemos dizer assim, um carmelita de coração, né, o nosso papa, eh, o grande Papa aí São João
Paulo I, ele amava profundamente o Carmelo e os Santos Carmelitas. Então ele nos aconselhou no seu pontificado a partir de então que nós a chamássemos não de Santa Teresa Dávila, que é o local, né, onde ela nasceu, onde ela viveu, né, como nós fazemos com tantos santos, mas que nós a chamássemos pelo seu nome de religiosa. Por isso, então, Santa Teresa de Jesus, que é, portanto, a mesma Santa Teresa Dávila, é então uma espanhola que viveu no século X, entre os anos 1515 e 1582. Ela é importantíssima, não só pro nosso carisma, mas para toda
a igreja. E qual é o ponto central de ensinamento dessa grande doutora da igreja? a vida de oração. É impossível um católico, até um cristão de maneira geral, mas especificamente um católico, tratar, falar da vida de oração, querer aprender sobre a vida de oração sem que toque em algum ponto que Teresa nos ensinou para nós. Então, ela é muito mais importante porque ela é na espiritualidade carmelitana que nós nos encontramos para viver o nosso carisma, né? Então, Santa Teresa é a mestra da vida de oração para toda a igreja. Para toda a igreja não é
a única, né? Mas é uma das mais importantes. Para nós na comunidade Pantocrato, ela é a nossa mestra de vida de oração. Claro que nós bebemos também de de espiritualidade de outros santos, até não carmelitas mesmo, né? Mas que eh tem uma certa afinidade ou amizade com a espiritualidade do nosso carisma e também com a Carmelitana. Hoje mesmo, né, nessa formação, eu vou citar brevemente esses outros santos que gravitam também em torno da nossa espiritualidade. Não são assim os cinco santos mais importantes, mas nós bebemos muito de tudo que eles trazem para nós. E ela
é então a mestra da nossa vida de oração, em especial num ponto chamado recolhimento. Ela foi aquela santa que na sua época trouxe de volta à tona para a igreja a importância do recolhimento, né? Não foi a primeira cristã, a primeira católica que falou sobre isso, né? Ela mesma se inspirou num outro santo, né? Num outro santo espanhol, um franciscano que tocou muito a sua vida na sua adolescência. E ela ficou encantada quando descobriu o que que era esse recolher-se, né? Entrar no seu próprio íntimo lá onde Deus habita. algo que a gente fala: "Puxa,
isso não é novidade". Mas quem é que vive isso realmente, né? Então, ela trouxe à tona e vai nos ensinar a resgatar esse valor tão importante do evangelho, né? Porque pela graça do batismo nós sabemos que a Santíssima Trindade passou a habitar dentro de nós. Somos um com ele, né? Com o Deus uno e trino. Somos um com ele. Mas nós vivemos essa realidade, não é muito fácil, né? Mesmo na nossa correria, né? em todas as as realidades que nós temos dentro e fora da comunidade, de nós pararmos e guardarmos aquele momento para estar com
ele. E às vezes eu não tô com ele, não estou diante do santíssimo, estou longe de uma igreja, né? Não tenho condição de ir à missa, então eu estou distante de Deus. Não, ela nos lembra. Ele habita dentro de mim, ele habita na minha alma. Ele é a vida da minha vida. Para encontrá-lo, basta apenas que eu me recolha. Então ela vai nos ensinar tudo sobre o recolhimento. Aí quando nós Tivermos um retiro específico para trabalhar a Santa Teresa, nós vamos nos aprofundar nesse ponto. Mas a gente já ressalta aqui que ela traz para nós
justamente essa questão do recolhimento. Santa Teresa era uma espanhola, uma mulher cheia de vida, era uma sanguínea. Falando agora, né, em temperamento, ela era uma mulher sanguínea muito eh cheia de vida, muito para fora, né? Veja só. E Deus chamou para para viver para dentro, né? para entrar em si mesma, na sua interioridade, ali encontrar Deus. Ela então já foi criada em família católica, né? E um dado momento sentiu é o desejo de ser freira. Então entrou para o Carmelo eh de São José, ali em Ávila, né, onde ela residia e foi fugida, né, que
o pai não queria e acabou ficando lá. Mas ela mesmo vai dizer que viveu depois uma vida muito medíocre, né? e vai viver uma sua profunda conversão lá dentro do Carmelo mesmo, né? Algo pelo qual nós também precisamos passar, né? Então ela vai nos ensinar, como todos os outros santos, com a própria vida. Não é algo que ela um dia estava rezando e teve um insight, sei lá, de repente de, ah, acho que esse é assim que nós temos que fazer e é assim que Deus nos ensina. Não, ela viveu, ela experimentou a fragilidade humana,
as nossas dificuldades, né? A dificuldade do nosso temperamento, né? as nossas imperfeições, mas ela entregou tudo isso para Deus, né? E de um jeito magnífico, como a gente vai futuramente conhecer também. Algo muito importante que ela fez, como traz aqui o slide para nós, ela desmistificou a mística. Muito se falava que eh santo, então, e essa Questão de viver a santidade, de ter intimidade com Deus, não é para todo mundo, é só para alguns, não é? Então ficava uma coisa muito distante, muito afastada da realidade humana, mas ela mostrou que não, que a mística é
algo não é extraordinário. A mística é própria da espiritualidade cristã. E o que que é a mística? É você se se fazer experiência com o mistério de Deus. Claro que há experiências místicas extraordinárias. Nós sabíamos de santos que levitavam, como é o caso até de Santa Teresa mesmo, santos que tiveram a visão de Deus, como é o caso dela também. Mas para ela isso não era o mais importante. O mais importante ela era saber que Deus habitava dentro dela, escutava o seu coração, as tuas dores e criou uma relação íntima com ele, ele com ela
e ela com ele sendo um, né? Isso é o mais importante nela. Então, ela faz isso a partir de Jesus Cristo, a partir de nosso Senhor, que é o Verbo encarnado. Então, a segunda pessoa da Santíssima Trindade que encarnou-se, veio para a terra como homem, né? Então, a espiritualidade dela, a gente diz assim, ela é encarnada, porque a espiritualidade cristã é encarnada. Isso nos impede de ficar vivendo fantasias e talvez uma relação romântica com Cristo, que não é isso, né? é uma relação concreta, cheia de amor, claro, porque Deus é amor, mas muito concreta e
muito humana. Então, ela desmistificou a mística porque ela uniu a humanidade e a espiritualidade. Isso acontece no próprio Cristo, que é essa junção, a união de Deus e homem, né, na pessoa de Jesus Cristo, o verbo encarnado, né? Então isso é um ganho muito grande. Depois nós vamos aprofundar no retiro. A importância de Nós compreendermos essa humanidade de Cristo, que é a que me aproxima da Santíssima Trindade, me faz entrar nessa intimidade. É a maneira mais fácil, porque Cristo foi um homem como eu. Hoje está ressuscitado na glória em seu corpo, sangue, alma e divindade.
Está na glória, né, com a nossa humanidade dentro da Santíssima Trindade. Então ele nos aproxima dessa realidade que é transcendente, está além da nossa compreensão, está além dessa existência, além desse mundo, mas não é uma realidade intocável, né? Ela desce até nós, desceu até nós com o próprio Cristo, né? E Santa Teresa usa muito dessa relação. Então ela mostra que viver essa experiência com Deus, né, é viver a mística, né? E nós somos chamados a viver isso. Não é para para alguns, mas para todos. Então é para você também, né? Bem, ela desde criança eh
dizia-se: "Quero ver Deus". Ela tinha esse desejo porque ela foi criada numa família. Então, os pais católicos, não é? E a eles rezavam juntos, viv conheciam vida de santos, né? E isso trouxe para ela muito esse desejo de estar com Deus. Então essa expressão "Quero ver a Deus" é algo que acompanhou Teresa desde a sua infância, que ela tinha arrobos até de entregar a própria vida enquanto criança para eh a realidade que se vivia na época, né? Nós sabemos que nesse período, no século X, foi um período difícil pra igreja, que era o período da
reforma protestante, né? difícil por causa da confusão que se instaurou em função do que Lutero veio trazendo e tantos outros logo depois dele. Era o tempo também em que a Península Ibérica, e ali está a Espanha, estava tomada pelos muçulmanos, né, pela cultura do Islã. E ela queria então ir lá em direção aos Mouros, defender a igreja, defender Jesus Cristo, né? Tinha esse, ela tinha esse ímpeto, né? ainda era desordenado, mas depois com a sua conversão, Deus foi ordenando todas as coisas nela e ela viveu todo esse ímpeto voltado para ele, nesse amor profundo com
ele. Então, ela a conseguiu eh alcançar esse desejo de querer ver a Deus, né? ela conseguiu, né, digamos assim, na sua intimidade e depois na visão beatífica, que é o destino, né, de todo santo. No Carmelo, como eu disse, ela teve a sua grande conversão, né? Ali ela teve um encontro pessoal com Cristo e foi algo depois nós vamos conhecer tão assim eh extraordinário que ela viu uma luz veio do céu, não foi com uma estátua, uma imagem de Cristo flagelado, né, que estava lá no convento e ela tomou posse da graça da salvação e
viu como ela era ingrata por tudo que nosso Senhor tinha feito para salvar a alma dela, para livrar livrá-la do castigo do pecado original, né? E a primeira coisa que vem dentro dela é esse sentimento de gratidão. Então ela quis dar tudo para Deus, dar tudo de volta para ele, tudo que ele deu para ela gratuitamente. Não porque ela merecia, mas por amor, né? Porque ele amou. E o momento mais alto da intimidade dela com Deus foi o chamado matrimônio espiritual, como assim denomina a teologia espiritual. é o fenômeno que aconteceu com ela chamado de
transverberação. Ela viveu esse matrimônio com Cristo, né, espiritualmente falando, através de uma flechada que ela levou no coração, uma flechada de amor. Foi através de uma visualização que ela teve, ela teve uma visão, né, na verdade, de um anjo flechando o seu coração, né? Era o Cristo, o Cristo flechando o coração dela com seu amor, né? E esse fenômeno aconteceu não só numa visão, mas ela se sentiu profundamente no corpo. E nós podemos ver em Alba de Tormes, onde estão algumas relíquias dela, que está lá o coração incorrupto e ele tem uma fenda que não
faz parte da anatomia do coração humano. Essa experiência foi tão forte que marcou o seu corpo, né? E dizem então os os místicos, os grandes estudiosos de teologia espiritual que essa é a experiência mais profunda que um ser humano pode ter com Cristo, né? a essa do matrimônio espiritual da forma como ela teve. Ela foi uma grande reformadora do Carmelo, entrou no Carmelo, eh, que por inúmeras razões que depois a gente vai conhecer, né, oportunamente, estava um pouco distante da vivência eh radical da origem do carisma do Carmelo. E ela sentiu ela cheia de Deus
como estava, que deveria retornar para isso. Algumas monjas também sentiram. Ela pediu autorização para os superiores e eles permitiram que ela fundasse uma outra casa com muito menos gente, né, com um número menor de mongas, em que elas pudessem viver esse recolhimento, né, essa esse sossego interior, essa busca de intimidade profunda com Deus. Por isso que ela é chamada de reformadora do Carmelo, né? E ela fez isso junto com São João da Cruz, né? São João da Cruz é um grande carmelita. Ele é alguns anos mais jovem do que ela. Um dia ela caminhando para
fazer as suas fundações, encontrou com Ele, né? E ele frade carmelita também da do do ramo masculino do Carmelo. Ele vivia uma crise naquele momento, né? Uma crise eh profunda, vocacional, porque ele queria viver uma radicalidade justamente daquela regra original, né? E que ele não encontrava mais no Carmelo, como aconteceu com ela também. ele viveu o mesmo processo e ele estava desiludido e tinha decidido sair do Carmelo e entrar para a cartucha, que é uma ordem religiosa bastante rigorosa com relação à clausura, né? É uma das mais rigorosas da igreja, né? ainda existe até hoje
também a cartucha. E só que ela encontrou com ele, né, num naquele lugar, num dado momento, e ele partilhou com ela essa dificuldade dele, que ele tinha decidido isso. Aí ela falou para ele: "Você não precisa fazer isso, você pode viver tudo isso aqui mesmo, né, com esse carisma que Deus te deu, que é nosso". E falou para ele tudo que ela tava fazendo no Carmelo e disse a ele: "Você vai ser aquele que vai levar para o ramo masculino". E ele respondeu: "Só se for agora, na linguagem de hoje, naturalmente, né? Mas ele foi
com essa assim prontidão, porque então ele acolheu essa ideia dela, a o pedido dela, né? E disse: "Não, se for agora, eu começo já. Vamos começar ontem, para ontem, como nós dizemos hoje, né?" E assim nós entramos então aí né na nessa amizade profunda com dela com São João da Cruz, que vai viver a vida toda deles e ele ela ela vai orientá-lo para que faça essa reforma também no ramo masculino e ele vai levar para o ramo masculino também, né? Bem, as obras maiores de Santa Teresa, ela escreveu muita coisa, né? Se você for
ver as obras completas, elas são realmente um livro muito grosso, né? Mais ou menos Dessa grossura aqui. Mas vamos citar as obras principais. Ela escreveu orações, escreveu poesias magníficas. Algumas nós até conhecemos, você com certeza conhece. mas as suas obras principais vida, caminho de perfeição, castelo interior ou moradas e fundações. Então, na obra, como o nome já indica, ela escreveu a a sua autobiografia, eh também a conselho dos seus superiores que perceberam nela já algo especial, né? Então ele escreveu o livro da vida, né, com o qual até a gente deve começar a conhecer Santa
Teresa. Depois ele escreveu um livro para as mjas, né, que se chama Caminho de Perfeição. Esse livro também é uma, ela traz toda a sua doutrina um pouco mais sistematizada, de uma leitura muito interessante também, né? nós vamos conhecer um pouco dessas dessas obras dela, né, quando nós tratarmos, né, na na no próximo ano de formação sobre Santa Teresa. E o castelo interior, o famoso castelo interior Moradas, também é tido como a sua obra prima, porque ali ela já escreveu na sua maturidade o que ela já tinha trazido um pouco no caminho de perfeição, mas
com uma visão mais aprofundada, né, mais dett minha alma, que é o castelo, né? e tem por rei o próprio Jesus. E por último, as a sua obra chamada Fundações, onde ela vai relatar eh tudo que ela viveu nas experiências para a as casas de fundação, né, que ela foi fazendo do seu Carmelo. Ali nós temos também experiências interessantíssimas. Ela relata milagres que ela testemunhou. Então são essas as suas obras principais, né? E há poesias, né? Quem não conhece nada te perturbe, né? Só Deus basta, né? Quem tem Deus nada falta, né? Isso vem de
uma oração que é também um poema, um poema que é também uma oração que é magnífica também é de Santa Teresa de Jesus. Ela é celebrada na igreja no dia 15 de outubro. Nós temos agora então São João da Cruz, é o nosso próximo santo aqui já emendando com essa experiência, né, que ele viveu com Teresa. Ele também é espanhol, né? Viveu entre os anos 1542 e 1591. é, portanto, um pouco mais novo do que ela, mas ele foi realmente um místico, né, um teólogo, né? Ela não chegou a estudar teologia, mas ele foi ordenado
padre, então ele estudou, né? Então ele tem uma doutrina mais densa. Os escritos dele não são de uma leitura tão fácil assim, né? Não é impossível de entender, né? Mas é um pouco mais complexo do que relata a a Santa Teresa e sua obra em seus livros, né? Nós percebemos isso, né? Mas ele é um filósofo muito importante pra igreja também. Veja, um frade, carmelita, teólogo e também filósofo e místico. Parece que ele uniu tudo numa pessoa só, né? Então ele eh viveu essa experiência profundíssima com Deus, como Teresa viveu também. E na escola dela
ele seguiu o seu caminho, né? Então, como nós dissemos, ele entrou na cartucha buscando uma radicalidade que Teresa Disse: "Não, não precisa sair, ela está aqui." Então ela segurou João da Cruz com ela, né? E é aí então ele passou a compor com ela essa reforma no Carmelo masculino, né? Esse encontro com Teresa foi fundamental, né? São João da Cruz traz para nós um itinerário de purificação, né? Ele traça com esse conhecimento todo que aflora dentro da do coração dele pela experiência com Deus, pela oração e pelo que ele sabe do Carmelo, pelo que ele
conhece também da doutrina da igreja e da teologia, ele vai traçar esse itinerário de purificação da alma. Podemos dizer que São João da Cruz é o santo do desapego, né? Ele nos ensina a desapegar de tudo. O desapego, nós vamos nos aprofundar também, é algo marcante na espiritualidade teresiana. E quando eu falo espiritualidade teresiana, aqui é a espiritualidade trazida por Santa Teresa, né? Santa Teresa de Jesus. Eh, vão ser herdeiros dela São João da Cruz, Santa Teresinha do Menino Jesus, né? Todos os carmelitas que vierem depois e aderiram à reforma, né? Vão ser discípulos, vamos
dizer assim, e filhos de Teresa, né? vão viver dessa espiritualidade teresiana, que é a espiritualidade carmelita, eh, após a reforma do Carmelo. Essa reforma do Carmelo, então, fez e eh o Carmelo reformado se chamar Carmelo descalso, né? Então, quem já ouviu essa expressão? O Carmelo descalço, a ordem do Carmelo descalso é essa ordem que é então eh eh vamos, não foi fundada, né? A gente diz que ela é fundadora porque foi quase uma nova fundação, né? Mas foi uma reforma que ela trouxe, voltando às origens da questão da e da Espiritualidade, do carisma, eh, da
vocação carmelitana, né, do Carmelo propriamente. E ele então traz para nós e dois pontos importantes, a questão do amor, né? Ele foi também um santo que falou muito no amor, entendeu que a caridade é o centro de tudo, né? Que é o que o evangelho já trazia, né? E a questão do desapego. Preciso me desapegar de tudo para me apegar somente a este amor, a este grande amor que é Cristo. Então ele diz o seguinte: "Amar é trabalhar em despojar-se e desnudar-se por Deus de tudo que não é Deus. Então eu devo deixar tudo que
não é ele mesmo." Até as coisas de Deus. Quantas vezes a gente se apega, estando na comunidade mesmo, se apega num apostolado ou fica com apego assim num sonho, puxa, o meu sonho era servir naquele apostolado, nunca, será que não vou me chamar, né? E ficar apegado aquilo, né? Não entrega tudo, né? Nem as mesmas coisas de Deus não são Deus. Eu não posso, né, deificar, tornar as coisas de Deus Deus. Deus é só Deus mesmo, só ele mesmo. Então, por isso que se fala de um itinerário, de purificar, né, de eu entrar no nada.
Nada, tudo para mim é nada, né? nada, nada vale nada, porque Deus é o meu tudo, né? Então eu devo ir me desapegando, purificando o meu coração, as minhas intenções, né? Eh, me desapegando dos bens materiais e também dos bens espirituais, como eu citei agora, né? Esse desapego de tudo que ele diz aqui, né? Mesmo os bens espirituais, para que reste somente Deus, né? Ele é o absoluto. Nós não podemos relativizar Deus e muitas vezes é isso que acontece, né? Não, ele é o absoluto, ele é o Centro, né? Ele é o bem supremo da
nossa vida. E isso São João da Cruz traz e nos ensina a caminhar para viver assim. Por isso que ele traz esse itinerário, né? A gente vai também ter eh um momento, né, para conhecer um pouquinho mais, né, durante as próximas formações, né, dos próximos anos. São João da Cruz. As suas obras maiores também são quatro: subida do Monte Carmelo, Noite Escura, Cântico Espiritual e Chama Viva de Amor. Então, as duas primeiras subidas do Monte Carmelo e Noite Escura são obras as tratam mais da acese, justamente da questão do desapego, né? Que caminho que eu
devo seguir para me esvaziar de tudo, né? Para viver essa experiência. E de onde ele tirou isso? Essa questão de esvaziar-se, de chegar no nada, né? Depois a gente vai conhecer também oportunamente. Ele viveu uma pobreza muito grande na sua história, né? Pobreza material mesmo. Ele é filho de um nobre. Um nobre que tinha condições e posses. Acontece que o pai dele se apaixonou por uma plebeia e os seus pais não queriam esse casamento. É lógico que não, naquela mentalidade, né? E disseram eles: "Se você insistir em se casar com essa jovem, nós vamos deserdar
você. Você não vai herdar nada, nem o nome, nem as postas, nem os bens, nada". E ele então entregou tudo, deixou tudo para viver o amor da sua vida com a mãe, né, de São João da Cruz. Então se casaram e tiveram filhos, entre eles São João da Cruz, né? Então isso quer dizer que a família passou por situação de penúria, na verdade passou fome mesmo, Né? Porque o pai não herdou nada, né? Do que tinha o avô de São João da Cruz, né? que foi deserdado mesmo. Então, a mãe teve que ajudar, ele teve
que começar a trabalhar desde cedo. Então, isso que poderia se transformar numa frustração, numa pessoa assim depressiva, triste, porque não teve nada na vida? Não, ele abstraiu disso o grande valor que está fora dessas coisas, que é o próprio Deus, né? Então, mais uma vez, a gente vê que Deus vai usando aquilo que ele permite ou que ele coloca na vida da pessoa para que ela alcance a sua santidade através dessa situação, né, nesse nesse reordenar a sua vida, ali mesmo está a graça, né? E ele soube fazer isso, né? Por isso que ele é
o santa, o santo do nada para chegar ao tudo, o santo do desapego, né? Então essa parte asética toda de como viver isso, ele traz essas duas primeiras obras. As as outras duas ali no slide, cântico espiritual e chama viva de amor são obras mais espirituais, né? Na verdade, e ele escreve muito através de poemas, depois ele vem explicando toda a teologia que está por trás dos poemas. É uma coisa espetacular mesmo. O mundo pagão do ocidente, em especial na Espanha, entende, veja, a cultura espanhola, que não estou falando em religião, entende que um dos
maiores, não, o maior poeta da história da Espanha é uma pessoa chamada João João de Ieps, que é o nome dele de batismo, né, que é o João da Cruz, o nome religioso, né, pela beleza que tem as suas poesias. Mas não é somente isso, né? Então ele escreve as poesias e vai explicar as poesias. Mesmo na obra cética que é Noite escura. Ele Também escreveu um poema sobre a noite escura e vai nos explicar o que a beleza que que aquelas expressões que aquela cadência de rimas dentro da poesia escondem, né, e querem trazer
por nós, para nós na sua profundidade. São João da Cruz é celebrado no dia 14 de dezembro, né? Então vocês vem que essas datas nós na comunidade procuramos celebrar também na medida do possível, né, liturgicamente, porque às vezes caem num dia de semana que a gente tem formação, nós tentamos adequar o máximo possível, né? São João da Cruz já é num período em que nós estamos já sem as formações, né? Já encerramos o ano formativo, podemos dizer assim, em dezembro, né? Então já conseguimos celebrar um pouco eh a sua memória, né? Santa Teresa de Jesus
e São João da Cruz são doutores da Igreja, né? Chegamos agora no cerne da nossa eh eh espiritualidade, né, da nossa, vamos dizer, da nossa pedagogia espiritual, que vem com a nossa grande professora, grande mestra, mestra do nosso carisma, o nosso baloarte. Ela é padroeira da comunidade, por isso é chamada de nosso baloarte, Santa Terezinha do Menino Jesus, né? Então aqui também nós vamos ter um momento eh mais de um momento até, né? Mas teremos um retiro para tratar exclusivamente de Santa Terezinha. Então nós vamos hoje passar também uma visão um pouco panorâmica aqui, né?
Ela então já estamos no Carmelo, né? Ela vai ser também Carmelita, já estamos na França, na realidade da França século XIX, né? Demos um salto aí de alguns séculos. Ela é muito importante para nós. Por que que ela é o balo, nosso baloarte? Porque ela vai nos ensinar a viver a fidelidade comum, a fidelidade incondicional pela santidade comum através da pequena via, né? Ela é Doutora da igreja também, né? Os esses os três santos carmelitas que são os nossos inspiradores aqui são doutores da igreja por causa dessa doutrina que ela enxergou no próprio evangelho. Não
é nada de novo, nem de original, né? Mas como doutora da igreja, né, que ela é, por ter recebido esse título, ela tem uma uma visão original do que está no evangelho, né? Então Jesus já falava que que Deus revelava, o pai revelava as suas belezas à criancinhas, as pessoas simples. E ela pegou todos esses trechos e compreendeu qual é o caminho para aquela pessoa que conhece as suas imperfeições, conhece a sua fragilidade, né? sabe das suas fraquezas, mas deseja o céu, mas não consegue sozinho. Então, ela tem a inspiração, né, de lendo o Evangelho,
né, ter essa compreensão, a percepção, né, que São João da Cruz já falava desse de viver esse desapego, de viver o seu nada, que era o itinerário. Ela tem a conscientização, ela se conscientiza do que é isso. Veja, é a infância espiritual, é tornar-se pequenino nos colos, no colo do Bom Jesus, nos braços, né, do Bom Jesus, né? Tornar-se pequenino nos braços dele, né? e deixar que ele faça tudo, viver essa dependência, né? Então, é a chamada pequena via ou infância espiritual, né? Ela é chamada também de doutora do amor. Esse essa foi, vamos dizer
assim, a diplomação que ela teve no quando recebeu o título de doutora da igreja por São João Paulo II, né, em 1997, no centenário da sua do seu falecimento, né? É a doutora do amor, porque ela compreendeu que tudo se resume no amor. A questão toda está em amar. Isso já é algo que está dentro da espiritualidade do Carmelo, mas nela ficou muito marcante, né? Então ela vai nos ensinar muito sobre a infância espiritual, que para nós é uma chave de vivência do nosso carisma. Então nós temos que conhecer profundamente Santa Teresinha, né? mesmo na
caminhada do segundo ano do postulantado, eh, nós vamos ter momentos específicos para tratar disso, mas você vai precisar buscar também na bibliografia que nós vamos eh oportunamente também sugerir para vocês, nós temos que procurar ter esses livros, procurar ler, procurar nos aprofundar, rezar com ela, rezar muito com ela, né? Porque ela é que nos ensina a viver o nosso carisma, que é abraçar a pequenez, né? e a infância espiritual abassar a pequenez, assumir o nosso nada e deixar Deus ser tudo em nós, né? E ela nos vai ensinar como fazer isso. E ela diz, então,
ser pequeno, viver o escondimento, o combate do nosso orgulho agrada o coração de Deus, né? Isso que agrada o coração de Deus, né? Não são as minhas obras magníficas, extraordinárias, né? Mas eu me deixar vencer por ele, né? Essa é a grande vitória. A vitória, né, do santo não é sair aí combatendo e vencendo com situações extraordinárias. No nosso carisma não é assim. Há outras realidades que são, mas o nosso carisma é deixar-se vencer por Cristo, né? Isso é combater o bom combate e vencer esse combate, né? É isso que agrada o coração de Deus,
né? Combater o nosso orgulho, a nossa autossuficiência, né? a nossa soberba, a nossa inveja, o nosso ciúme, a nossa maldade, combater as nossas malícias, né, a Impureza do nosso coração, né? Esse é o caminho que Santa Teresia nos ensina, que nós vamos também e aprender a viver, vamos aprendendo até o fim da nossa vida e precisamos começar a aprender o quanto antes. E ela sempre dizia assim: "Deus, o que que eu sou, né? Quem sou eu? Eu sou o que Deus pensa de mim, né?" E é isso que eu tenho que buscar realizar na minha
vida, aquilo que ele pensa de mim, porque eu vivo, existo, para aquilo que ele me constituiu, só assim eu serei feliz e não de outra forma, né? Ela diz ainda assim: "A santidade não está nesta ou naquela prática. Ela consiste numa disposição do coração que nos torna humildes e pequenos nas mãos de Deus, conscientes de nossa fraqueza e confiantes até a audácia na sua bondade de pai." Veja que coisa maravilhosa, né? Esse isso é esse é o cerne do que é a infância espiritual, porque a criança, a criancinha, quando nós falamos em infância espiritual, a
gente tá falando da primeira infância, porque é quando a criança é mais dependente dos pais. A criança confia até a sua audácia no seu pai e na sua mãe, não é verdade? A gente vive essa experiência em casa, você que tem filhos, você que já foi filho, você que teve irmãos, né? A gente vê que é assim que acontece, né? E se o pai diz que vai fazer, você acredita e se lança nos braços dele. Se a mãe fala que vai ser assim, então você confia ali, né? tem uma confiança absoluta e audaciosa, né? Eh,
lançando toda a sua fé em Deus, né? A oração surge da incapacidade. Olha o que ela diz. A gente reza porque a gente é incapaz. De outra forma não haveria necessidade dela. É por isso que o soberbo, o orgulhoso não reza, né? Aquele que não reza é porque não precisa, né? Pensa na verdade que não precisa, né? Então, a minha intimidade com Deus, a busca dessa vida de oração, de querer crescer na intimidade com ele, nada mais é do que e essa constatação da minha incapacidade de dar conta de mim sozinho, né? O que é
uma realidade, né? A pessoa tomou o contato com a verdade, né? Podemos dizer assim. E ela diz ainda assim: "Nada é pequeno se feito com amor", né? Por isso tem uma expressão que a gente já ouve desde que entra aqui na comunidade, já houve o nosso fundador pregando, né, os nossos outros irmãos pregando. Se você catar uma agulhinha, uma agulha de costura que não vale nada, ninguém nem vê, se você cata essa agulha do chão com amor e põe nisso um sentivo, pode salvar uma alma. Por quê? Porque é feito com amor, né? Então tudo
pode nos santificar se feito com amor. Que nos ensina Terezinha, né? Santa Terezinha teve também escreveu eh muitas cartas, né, escreveu poemas, mas a sua obra maior está nos seus manuscritos autobiográficos, que nós conhecemos como História de uma Alma, né? Esse livro que História de uma alma já foi eh eh computado todo num livro só, né? São duas eh vamos dizer assim, dois manuscritos de autobiografia e um outro escrito dela menor, né? Tudo isso Compõe a história de uma alma, né? Se você eh já puder, adquira já o seu livro, né? Para a gente caminhar
nas formações do próximo ano, no postulantado, no segundo ano, você precisa ter o seu livro. Então eu aconselho, não pegue emprestado, porque esse livro vai ser um livro de cabeceira para você, né? Eu tenho mais de 20 e tantos anos de vida na comunidade já de consagrada e ainda recorro, né? E preciso recorrer à história de uma alma. Nós fazemos lexo divina, leitura orante com os textos da Sagrada Escritura, fazemos também com a nossa regra de vida. Devemos fazer com a história do mal, né? Então eu já recomendo que você podendo já vá, já procure
adquirir esse livro porque você vai precisar dele a partir de agora, daqui em diante, né, para a sua vida. Santa Teresinha é celebrada no dia 1eiro de outubro, né? A abrindo então o mês que a igreja, né, sobre o ponto de vista pastoral, né, eh, recomenda que nós rezemos e meditemos sobre as missões, né, ela abre esse mês e ela também foi declarada padroeira das missões, morando no claustro, né? A gente depois vai compreender mais profundamente porquê. Veja, junto com São Francisco Xavier, que coisa incrível, não? ele que foi missionário, que foi para o oriente,
o oriente eh o oriente mais distante, né? Veja agora o próximo santo, São Francisco de Sales. Então, estamos também na França, um pouco antes de Teresa, né? Teresa foi colocada no meio, nós temos cinco santos aqui, né? Ela foi colocada no meio Porque é o centro, né? Não foi uma ordem cronológica. Exatamente. A disposição que nós fizemos aqui para apresentar esses santos. Santa eh São Francisco de Sales é francês, viveu no século X, 16. Ele nasceu em 1567 e faleceu em 1622, entre os anos 16, séculos X e 17, né? Ele foi bispo de Genebra,
então foi um sacerdote, né? Que foi então eleito bispo e é chamado o santo cavalheiro, porque é o santo da doçura. Ele era um homem muito doce, né? Porque se percebia nele, no nos seus jeitos de ser, nos conselhos que ele dava para todos os seus dirigidos espirituais, se percebia a moderação, a docilidade, a caridade, a gentileza e a humildade, mas o temperamento dele não era assim, né? Então, nós vamos vendo como que eh as pessoas vão se convertendo, né, no contato com Cristo e vão se tornando aquilo que Deus pensa, como Santa Teresinha, Deus
pensa deles. Assim foi com São Francisco de Sales. Ele também tinha um temperamento eh de ser iracível. Ninguém diria, né? Quem diria que ele era um homem iracível, né? Mas ele era um homem que tinha assim facilidade de ficar irado, só que ele foi eh tomando posse da graça de Deus na vida dele, do amor de Deus na vida dele. É um santo também eh que fala muito do amor de Deus, né? Porque tomou o conhecimento, fez experiência desse Amor, né? E foi se tornando uma pessoa doce, né? Mas é algo que custava caro para
ele, não era fácil. Porque veja, o seu temperamento, né? temperamento que Deus deu a você, mas que ele quer a santificação. Então, o que se diz que depois que ele faleceu, foram no seu gabinete lá do do arbispado, né, onde eles onde ela era ele trabalhava como bispo. E no seu gabinete, na sua mesa, encontraram ranhuras debaixo da mesa, assim, né, no debaixo do tampo da mesa, ranhuras, né? E aí, eram ranhuras que que foram colocadas ali por ele. Ele arranhava com as suas muitas vezes no desejo de de no desejo de irível, de explodir
ou de agredir, porque às vezes a pessoa iracível ela tem essa esses ímpetos, né? Mas ele se controlava ali arranhando a mesa e tinha sucos profundos disso. E depois quando fizeram também eh a necrópsa, né, fizeram a esumação, né, do do seu cadáver, depois viram que o seu fígado ele estava solidificado, que é o que acontece, me parece, com quem eh tem esse controle das suas emoções, né, ficava tudo ali guardado no fígado, né? Mas para quem ia ter com ele eram os padres, né, que deviam obediência, eram as freiras que lhe aconselhavam, eram os
leigos que também recebiam muito conselho dele, eram dirigidos dele. Ele era um homem muito doce, né? Muito doce mesmo, né? Então ele viveu essa conversão e nos seus escritos nós podemos perceber isso, né? Ele é a expressão da santidade comum para nós. E é uma coisa interessante que eu vou falar agora, né? Você pode perceber isso quando nós tivemos as Nossas missas de promessas e nós lemos aquela fórmula de consagração, tanto na vida comum quanto na aliança. Ali se expressa quem são os padroeiros de cada forma de vida. Nós temos isso aqui. O padroeiro da
forma de vida comum é Santa Teresa de Jesus. O padroeiro da forma de aliança é São Francisco de Sales, né? E justamente porque ele nos ensina a viver a santidade comum. Eh, e ele nos ensina isso através dos escritos dele. Ele diz assim: "Onde quer que estejamos, devemos aspirar à perfeição". Ele vai ensinar, vai nos ajudar como viver isso. Tudo em nossa vida deve estar ordenado pelo amor e para o amor. A vida do cristão é uma vida ordinária vivida no espírito de Cristo, né? Então, para dizer que a santidade eu encontro no cotidiano da
minha vida. Por isso que ele é um santo também da santidade comum para nós, né? E especificamente dentro da aliança da daqueles que vivem no século, né? Que vivem a eh todos, vamos dizer, todas as instâncias da santidade comum, do ordinário da vida do cristão, né? Então, é para viver esse ordinário, mas de maneira extraordinária. Essa é a santidade que Deus nos pede no nosso carisma. E é disso mesmo que fala muito, que falava bastante São Francisco de Sales para os seus dirigidos. É preciso trabalhar no campo onde estamos, isto é, amar a nossa vocação,
viver plenamente onde o Senhor nos Plantou. Às vezes nós vivemos insatisfeitos, né, e queremos encontrar 100% de satisfação, né, toda a nossa a o nosso agrado naquilo que fazemos, né, no lugar onde estamos. E ele fala: "Mas espera aí, Deus quer eh que você esteja onde ele te colocou. Ele te quer santo ali." O que ele diz aqui, né? Você deve viver plenamente o teu chamado ali onde ele te colocou. É ali que está a graça, porque ali está escondida a tua felicidade, porque ali a graça de Deus é que se derrama sobre você, né?
Então ele ensina isso bastante para nós. Devemos aproveitar as pequenas situações no outro slide aqui ordinárias para alcançar a santidade. Então aproveitar tudo. Veja é a mesma linguagem de Santa Terezinha, né? Acabamos de falar do exemplo aqui da agulha que cai no chão, Santa Terezinha, depois a gente vai ver no momento oportuno também, que de certa forma ela indiretamente bebeu algum conhecimento sobre São Francisco de Sales, né, através de de de sua família, né, de alguma forma, porque ele está dizendo aqui a mesma coisa, né, de um outro modo, né? Então, aproveitar tudo, as pequenas
situações, o ordinário da vida para alcançar a santidade. Ali está a graça para mim. As grandes obras, dizer, não estão sempre em nosso caminho, mas nós podemos toda hora fazer pequenas obras de forma excelente, ou seja, com grande amor. O que que é fazer de forma extraordinária o ordinário? Colocando amor ali, entendeu? Em em fazer a comida, coisa que se repete todo dia para dona de casa, se encaminhar pro seu trabalho todo dia que você faz a Mesma coisa. Mas não é a mesma coisa se você coloca o amor, né? Essa é a vivência do
extraordinário, né? do excelente. O cristão foi chamado a fazer todas as coisas com excelência. Excelência pro cristão não é uma meta, né? É algo que deve fazer parte da sua vida, né? Porque Deus nos deu tudo de graça, sem mérito algum da nossa parte. E nós devemos retribuir-le com o nosso máximo, sempre dando o máximo de nós, simplesmente para agradar a Deus, né? Porque é isso que ele deseja de nós. As obras maiores de São Francisco de Sales são duas. a introdução à vida devota, que também é conhecida como Filoteia, que significa amigo de Deus,
né? Essa obra Filoteia ou Introdução a Vida Devota, eh, está impressa na nas várias editoras com um livretinho assim, mais ou menos dessa grossura assim e é um livretinho, você pode carregar no bolso e ele é de uma leitura muito recomendada para todos nós. Mas eu digo especialmente você que é da aliança, você precisa ter do lado da história de uma alma na cabeceira da sua cama introdução a vida devota ou filoteia, porque ali ele traz para nós divididos em vários títulos, né, de uma leitura também muito fácil. Ele traz conselhos pra vida diária, pra
vida que você experimenta. Não é nada diferente de quem viveu no século X, 17, não. Tudo que ele falou, ele serve para nós hoje. Ele escreveu também outras obras para as as religiosas da época, mas a Filoté ele escreveu para os fiéis que iam lá no seu confessionário, iam bater a sua porta, Receber orientação espiritual e até mesmo para os seus dirigidos, para quem fazia direção espiritual ordinariamente com ele, né? Então são conselhos muito úteis para a nossa vida diária. E outro livro maravilhoso dele também, ele também a gente pode dizer que é um doutor
da doçura, né? É o tratado do amor de Deus, né? Uma outra obra que também seria muito bom a gente ter, né? A gente assim vocês vem, a gente vai precisar montar a nossa biblioteca. É importante a gente entrando na comunidade, vocês já percebem, né? Já depois desse primeiro ano de caminhada vocacional que nós temos uma via formativa que é bastante marcante e que exige leitura. leitura, leitura, né? Hoje nós não estamos muito dados a isso com a mídia nos oferecendo tanta coisa, né? Que você fica muito tempo ali no Instagram e outras mídias sociais,
mas é preciso ler as obras de espiritualidade, né? Você é que vai ser o ser o responsável pela sua caminhada de consagração. Você tem dois formadores, o comunitário e o pessoal, para lhe ajudar nisso. Mas quem é o protagonista da sua formação? É você. Então depende de você. Você tem que correr atrás, não ficar só com aquilo que a comunidade vai dando e pedindo. Então a gente oferece aqui sugestões de leitura, né? Porque é importante você já ir montando a sua biblioteca, né? e se enriquecendo, porque são livros, veja bem, que não não daquele tipo
que você fala: "Nossa, eu já li, vou dar para alguém". Não, não é esse tipo de livro. Esse livro vai ficar para sempre na sua biblioteca. Você vai recorrer a ele, vai terminar de ler a Filote, daqui a pouco vai ler de novo. Porque aquele conselho que você leu ali dois anos atrás, hoje ele tem um novo sentido, o mesmo conselho que ele deu ali, que está escrito no livro, né? Então, esses livros são livros que vão fazer parte da nossa caminhada da vocação. Então, é importante realmente nós irmos montando, né, a nossa biblioteca. A
data de festejo, né, de de da memória de São Francisco de Sales é 24 de janeiro. E por fim, temos a quinta santa, né, que ilumina a nossa vivência do carisma, que é também outra Carmelita, né? Essa não é doutora da igreja, pelo menos por enquanto não é, mas é a Santa Elizabete da Trindade, né? e não menos graciosa, não menos importante naquilo que ela trouxe para nós, né? Santa Elizabete da Trindade também tem esse olhar de profundidade, de amor, que é a marca do Carmelo, mas ao modo dela, né, da da pessoa dela. Cada
um é único na sua maneira de expressar, né, a sua espiritualidade e ela traz uma riqueza muito grande para nós. Agora nós continuamos na França, né, estivemos então com esses cinco santos, né, dois da Espanha e três da França. Então, São Francisco de Sal, Santa Terezinha e Santa Elizabeth da Trindade também é francesa. Ela viveu entre os anos 1880 e 1906. Então, ela foi praticamente, vamos dizer, contemporânea de Santa Teresinha. Elas não se conheceram, né, pessoalmente. Ela é 7 anos mais nova, né, mas elas eh conviveram entre si, né, né, assim, aliás, não conviveram, mas
eh eu digo conviveram porque aconteceu algo curioso, né? Santa Elizabeth da Trindade teve nas suas mãos história de uma alma. Veja, ela morreu em 1906. Quando ela morreu, Santa Santa Elizabete da Trindade, Santa Terezinha não tinha sido proclamada nem beata ainda, mas a sua obra, né, que foi publicada, né, lá pelas pelas monjas do Carmelo lá de Lisier, de Santa de Santa Teresinha, História de uma alma, eh, ela alcançou uma venda assim estupenda. Foi um livro muito lido, né, a história de uma alma. E chega, claro que no Carmelo também, né, quem era carmelita tinha
mais interesse, né, em conhecer. Mas não foi só isso com Santa Elizabeth, né, ela devorou a história de uma alma, né, e ela ela se apaixonou pelo por aquele texto, né? Então, mesmo sem saber ainda que Santa Teresinha era não era nem beata, quanto mais canonizada, né? Não era santa ainda, mas ela bebeu da espiritualidade de Santa Terezinha, né? Então por isso que eu digo assim, de certa forma ela conviveu com ela, né, espiritualmente, né? Ela também vai ser carmelita, como eu disse, vai ingressar no Carmelo só, que não Elisia, mas em Dijon e viveu
uma uma vida de Carmelita muito escondida e muito silenciosa. Ela na sua infância aprendeu a tocar piano, né, conselho da sua mãe e ela era uma excelente pianista, mas excelente mesmo. Então a gente já percebe que eh o piano é um instrumento muito delicado, né? Então, a pessoa que se torna um pianista, ela tem uma sensibilidade que, aliás, todo músico tem, né? É característico do músico ser sensível, né? E e o o piano traz muito isso, né? Pela maneira como se executa esse instrumento, né? Ela era uma mulher muito sensível e levou essa sensibilidade para
Deus. Mas tem uma coisa, ela era um pouquinho parecido com São Francisco de Sales. Ela era irracível também. Eu tô falando tanto de doçura, né? Mas ela era muito eh eh birrenta, era marrenta, como se diz hoje, né? Tanto é que na primeira comunhão dela, o padre que fez a preparação falou pra mãe dela: "Olha, essa daqui, Elizabe, ou ela vai ser um anjo ou vai ser um demônio, não sei o que vai dar, porque ela era muito difícil de temperamento e perder o pai com 7 anos, tinha uma irmã mais nova, né? Então o
pai era militar, a vida foi um pouco difícil assim para a família, né? para ela. Mas ela depois da primeira comunhão, ela teve uma grande experiência com Deus, uma experiência fortíssima, né, na primeira comunhão. E ela até saiu desse momento e falou: "Nossa, parece que eu não sinto mais fome de nada". Naquele tempo, a missa era de manhã cedo, então era em jejum sem o café. Então você saía da missa para comer, porque todo mundo estava com fome, fome biológica, né? Mas essa fome biológica, física, ela não sentiu. Ela falou: "Eu tô plena". E ela
foi aquela que descobriu essa inabitação da Santíssima Trindade dentro dela, né? Ela sentiu que é uma experiência que ela fez que a gente fala, mas que que tem isso demais, né? A gente você falou o batismo traz isso? Não, tudo bem, a teologia fala isso, mas você viver com essa realidade, sentir abrasar o seu coração, porque você sente Deus habitando em você, a isso não é a toda hora nem com qualquer pessoa, né? Tanto é que ela estranhou e foi confessar para um padre, já era jovem, falou: "Eu tenho sinto, eu sinto". É estranho. Ela
falou para ele: "Eu sinto Deus habitando, eu me sinto habitada. Olha que coisa linda. Eu me sinto habitada pela Santíssima Trindade, né? E ele falou para ela: "Não, mas sossegue o seu coração porque ela, ela até chamou a atenção do padre". Ele falou: "Mas é porque é isso que nós somos mesmo, habitados. Você está vivendo uma experiência, não só um conhecimento teórico, né, e teológico, dogmático de que isso é verdade, ela estava sentindo essa realidade, né? Então, ela é a mulher da inabitação da Santíssima Trindade. Ela chamava até as três pessoas da Santíssima Trindade de
meu três, ó meu três, o único Deus em três pessoas, né, de tanta intimidade que ela tinha. Então, o que ela deixou de mais expressível para nós nos seus escritos, né, tem também muitas cartas, mas são o as anotações dela, podemos dizer lexo divina que ela fez, ela era excelente em fazer leitura orante, né, de textos e de retiros pessoais que ela fez. Os dois retios marcaram profundamente, né? Porque ela viveu experiências com Deus nesse retiro pessoal. E o que ela deixou anotado não serve só para ela, serve para nós também, né? Então depois a
gente vai ter um momento também mais paraa frente para conhecer um pouco mais Santa Elizabete da Trindade. Mas ela dizia o seguinte, fruto dessas experiências, desses retiros, eu encontrei o meu céu na terra, porque o céu é Deus e Deus está na minha alma. No dia em que o compreendi, tudo se iluminou dentro de mim. Então foi uma descoberta, um clique que ascendeu nela, né, e que pode acender em você, pode ascender em mim, porque é uma realidade que não aconteceu só com ela, né? Todo batizado tem isso. E se pela vivência sacramental, pela minha
vivência de igreja, pela minha vida de oração, eu vou alimentando essa presença, ela tem uma hora que ela Explode dentro de mim, né? Por isso que é importante a vida de oração. Sem vida de oração, nós não alcançamos nada disso que esses santos estão trazendo para nós, né? Quero fazer de minha vida um louvor de glória a Deus, né? Essa é a expressão eh máxima que ela tira, né? A consequência de ter essa habitação desse amor, desse Deus tão grande que é amor dentro de mim. Eu quero fazer da minha vida um louvor, um louvor
de glória. O meu louvor que glorifique a esse Deus, esse Deus imenso que não deixou o céu lá em cima, longe de mim, mas trouxe o céu para dentro de mim. né? Isso é o cristianismo. Veja a beleza, veja a riqueza, né? Então, os seus escritos mais importantes são essas meditações que ela faz no seu retiro pessoal, né? Nós ainda temos eh eu disse alguns outros santos, né? Esses são os santos mais importantes da nossa espiritualidade, mas há outros que eh podemos dizer eh eles eh gravitam em torno desses outros, né? para nos ajudar também
na espiritualidade. E eu falo aqui do casal Martã, que são os santos Zélia e Lu Martã, que são os pais de Santa Teresinha, né, também canonizados. Então, nós temos também uma devoção com esses santos, né, os pais de Santa Teresinha, São José Maria Escrivá, que é outro santo espanhol, que também é muito teresiano, ele é fundador do Opus Day, mas os escritos dele são muito teresianos. Ele vai muito nessa linha Que se aproxima muito da santidade comum. Por isso é uma leitura muito interessante para nós, né? é um santo também que nos ajuda muito com
suas reflexões, suas meditações, né, São José Maria Escrivá e o Beato, o Frade Carmelita, né, que fundou eh um instituto lá em Avinhon, onde nós mantemos a nossa missão de estudos lá dos nossos seminaristas, né, eh, ele fundou aquele instituto que é então o Beato Maria Eugênio do Menino Jesus. Os seus escritos também nos iluminam profundamente na nossa vida de oração, na nossa relação com Santa Terezinha. Ele foi um frade carmelita descalço que fundou o instituto secular, né? Um instituto para então celibatários, celibatárias, né? E tem toda uma espiritualidade muito rica, né? Então esse também
é mais um santo que está gravitando em torno desses cinco e nos ajudam, né, a compreender melhor a nossa vivência do nosso carisma. Eu quero terminar com uma expressão da nossa regra de vida em que o André diz o seguinte: "Os filhos da vocação El Shadai Pantocrato, vivam o amor pequeno na fidelidade vivida dia a dia e em todos os lugares onde estiverem presentes, gerando aí a cultura do céu e os valores do reino de Deus. Assim, a vivência da fidelidade do amor no mundo nos impele a fazer da terra ao céu, de tal forma
a implantar hoje em mistério o reino de Deus. Então, que nós possamos, contando com a intercessão de todos esses santos, eh, que são santos, que nós dizemos, do nosso carisma, contando com a intercessão deles, que nós possamos crescer no conhecimento de Deus, crescer em todos os pontos da espiritualidade do nosso carisma, crescer também, que vai ser o nosso próximo passo junto com o conhecimento da nossa espiritualidade, com esses santos, que é o autoconhecimento, né? O próximo passo que nós vamos dar no postulantado, que é fundamental, né? Eu saber quem eu sou, me compreender quem é
Deus para mim, né? Quem sou eu diante dele, para que eu possa crescer, que todos esses santos possam interceder por essa nossa caminhada vocacional. Amém. A nossa proteção está no nome do Senhor que fez o céu e a terra. Amen.