[Música] Olá estudantes do curso de pós-graduação em neurociências meu nome é Luciana leier Maluf E hoje nós daremos continuidade ao módulo de histologia do sistema nervoso com as células astrócitos micróglias e células ependimárias Então as células gliais Elas já foram apresentadas a vocês pela professora e agora então nós vamos dar continuidade à compreensão dessas células nos tópicos a serem abordados nós veremos então os astrócitos com a sua morfologia funções e comunicação celular em micróglias nós veremos a sua morfologia e funções e nas células ependimárias nós veremos a morfologia e localização além das suas funções então
o primeiro tipo celular que nós abordaremos na aula de hoje serão os astrócitos Então os astrócitos são células da glia que possuem este nome astrócitos vem de estrela Então ela é uma célula com formato de estrela e que possui vários prolongamentos partindo do seu corpo celular em imagens obtidas ao microscópio de luz coradas com hematoxilina e eusina nós já não conseguimos ver Esse aspecto estrelado ou Conseguimos ver apenas o núcleo dessas células então nessa imagem é corada com he que já foi apresentada a vocês pela professora Gláucia nós temos aqui um neurônio então que é
a maior célula a do tecido nervoso onde ela onde nós observamos o núcleo com a cromatina frouxa o nucleolo Evidente e o corpo celular do neurônio aqui ao lado nós temos mais dois neurônios também aparecendo também visualizando o seu corpo celular já os núcleos destas células que aparecem aqui ao lado eles correspondem aos núcleos de células gliais então nós temos um núcleo de uma micróglia dois núcleos de óleo dendros e um núcleo de astrócito aí como que Nós faremos para diferenciar o núcleo dos astrócitos do dos outros núcleos de células gliais o núcleo de astrócito
ele é o segundo maior núcleo observado no tecido após o núcleo do neurônio então ele tem uma cromatina geralmente uma cromatina frouxa e o Nucleo Evidente constitui então o segundo maior núcleo desse tecido já se nós fizermos uma coloração especial como por exemplo uma impregnação por prata ou por ouro Aí sim a gente consegue ver o aspecto estrelado dessas células então Aqui Nós Temos vários astrócitos então com os seus prolongamentos mostrando então a riqueza de detalhes desse tipo celular nessa imagem nós temos uma cultura de astrócitos onde foi realizada uma imunomarcação para uma proteína do
do citoesqueleto do astrócito denominada gfap ou seja proteína acídia fibrilar glial essa proteína ela faz parte dos filamentos intermediários do citoesqueleto dos astrócitos então aqui nós conseguimos ver o aspecto estrelado os prolongamentos característicos desse tipo celular ainda do ponto de vista morfológico Us astrócitos eles podem ser classificados em astrócitos protoplasmáticos e astrócitos fibrosos os astrócitos protoplasmáticos eles são encontrados na substância cinzenta eles apresentam inúmeros prolongamentos que são ramificados e um número maior de prolongamentos em relação aos astrócitos fibrosos os astrócitos fibrosos Então são encontrados na substância branca e possuem prolongamentos que que não se ramificam
prolongamentos mais longos com relação agora aos aspectos morfofuncionais dos dos astrócitos eles eh apresentam uma mudança tanto de morfologia e de função desde a embriogênese então deste ponto à esquerda nós temos representado o período intraútero e deste pão para direita o período pós-natal então aqui nós vemos que durante a embriogênese inicial nós temos células neuroepiteliais que vão dar origem à chamada glia Radial a glia Radial ela tem como função formar um suporte para a migração de neuroblastos em seguida essas células elas se comprometem com a formação S de precursores gliais estes precursores eles vão dar
origem a astrócitos fibrosos imaturos e também a astrócitos protoplasmáticos imaturos além de também ser a origem dos oligodendrócitos que vocês virão a seguir após o nascimento então estes astrócitos tantos fibrosos como os astrócitos protoplasmáticos vão apresentar um longo período de maturação com relação à função desses astros então eles formam um suporte para a migração de neuroblastos além disso suporte para a formação de dendritos e da Árvore dendrítica dos neurônios e após o nascimento eles também funcionam eles também servem no suporte da mielinização sinaptogênese e também da Sobrevivência neuronal Alé além de auxiliar na homeostase do
sistema nervoso como veremos adiante com relação as funções dos astrócitos eles estão envolvidos na nutrição dos neurônios onde ele fará a captação da glicose da corrente sanguínea então aqui na imagem ao lado nós temos representado um vaso sanguíneo em vermelho os astrócitos e em azul os neurônios aqui em verde um óleo dendrito os astrócitos então eles são responsáveis pela captação de glicose da corrente sanguínea e a degradação dessa glicose a a lactato oferecendo então aos neurônios tanto glicose como lactato ele também serve como uma reserva de glicose na forma de glicogênio E conforme a necessidade
ele ele vai então distribuir essa glicose para o os neurônios Além disso os astrócitos estão envolvidos na captação e metabolismo de neurotransmissores da fenda sináptica então Aqui nós temos representada uma um local de sinapse e na imagem aqui acima em maior aumento então nós temos aqui uma membrana pré-sináptica membrana pós-sináptica e aqui ao lado dois prolongamentos de astrócitos os astrócitos então eles farão a captação e o metabolismo de dos dos neurotransmissores oferecendo então novamente a membrana pré-sináptica como precursores para a formação de novos transmissores ao nível do terminal axônico Além disso os astros estão envolvidos
no controle de íons do meio extracelular e também consequentemente na regulação dos fluidos do Meio extracelular outra função desempenhada pela pelos astrócitos é a formação da barreira hematoencefálica a barreira hematoencefálica ela constitui a interface entre o sangue e o tecido nervoso e ela tem como sede os capilares que formam os capilares contidos no sistema nervoso central a barreira hematoencefálica ela vai ter como função formar isolar o tecido nervoso formando um meio adequado para as suas funções e eh de forma que eles não não seja influenciado pelas flutuações na corrente sanguínea então Aqui nós temos duas
imagens representativas dos componentes da barreira hematoencefálica então aqui em uma vista à esquerda em um corte transversal e à direita num corte longitudinal então nós temos aqui a luz do capilar sanguíneo em verde uma célula endotelial onde nós observamos que o endotélio cerebral ele é do tipo contínuo ou seja sem fenestração ou poros e que essas células a as bordas de uma única célula ou duas células duas a três células endoteliais que formam esse capilar eles estão Unidos por junções intercelulares do tipo junções de oclusão e junções de aderência de forma contínua essas junções localizadas
nessa região e distribuídas dessa forma elas vão fazer elas vão impedir o trânsito de substâncias pela Via para celular ou seja por entre duas células endoteliais ent torno da célula endotelial nós temos uma membrana basal contínua e que é contínua também a ao a outra célula que nós observamos aqui que são os pericitos os pericitos eles são células indiferenciadas que podem dar origem a outra célula endotelial ou então a uma célula muscul Lisa que vai ter como função a regulação do diâmetro e do fluxo de sangue nessa região nós observamos que externamente a esse capilar
nós temos vários prolongamentos dos astrócitos esses prolongamentos eles são denominados como pés astrocitos e eles recobrem cerca de 95% da Porção perna dos vasos sanguíneos cerebrais especificamente dos capilares isso faz com que os astrócitos eles formem tanto uma barreira física como uma barreira metabólica a entrada de substâncias no tecido nervoso Então os os astros Eles vão liberar fatores que farão com que esse capilar cerebral ele seja restritivo e seletivo Ou seja que não permita a passagem de substâncias de moléculas por entre as células endoteliais e também fazendo com que o transporte ele ocorra somente através
do citoplasma da célula a partir de transportadores específicos ou então a partir do transporte vesicular mediado por receptor fazendo então com que essa membrana seja restritiva e seletiva embora permeável ao oxigênio Aqui nós temos mais uma vez a barreira hematoencefálica então em roxo a célula endotelial aqui no meio a luz do capilar sanguíneo depois em torno da célula endotelial nós temos o pericito que é aquela célula indiferenciada e em amarelo a lâmina bas contínua então do da célula endotelial e que se continua com a lâmina basal desses pericitos em torno dessas desse conjunto de células
nós vamos ter os pés astrocitos em cor de-rosa e também nós temos na barreira hematoencefálica a influência de outros tipos celulares como por exemplo da micróglia e de neurônios que tem axônios chegando a essa região como nós já vimos esses esses pés astrocitos eles são responsáveis pela liberação de fatores que vão fazer com que esse endotélio seja do tipo seletivo e restritivo e o conjunto de componentes tanto morfológico como funcionais vão formar a chamada unidade neurovascular então tanto os tipos celulares que compõem a barreira hematoencefálica como também os componentes metabólicos responsáveis pela função da barreira
nessa imagem nós temos a microscopia de luz os pés astrocitos então chegando a um capilar sanguíneo cerebral e entre as funções dos astros nós temos também que em caso de lesões em caso de doenças esses astrócitos eles vão reagir a esse Insulto num mecanismo chamado de ativação astrocito então aqui ao lado nós temos uma imagem obtida ao microscópio de luz onde nós observamos uma alteração na morfologia desses astrócitos uma vez que eles se tornam ativados vocês lembram que antes nós no no tecido nervoso normal a gente não conseguia ver o corpo o corpo nem o
citoplasma dos astrócitos já quando ele se torna uma célula ativada nós temos aqui ó ele forma uma célula um pouco mais arredondada onde nós visualizamos o o citoplasma da célula e o núcleo se torna excêntrico é essa célula ela vai ter uma atividade fagocítica relativa e ela vai também apresentar certos antígenos na sua membrana com o objetivo de chamar outras células para auxiliar na defesa do sistema nervoso os astrócitos eles vão também produzir em grande quantidade a proteína acídia fibrilar glial a gfap que no no estágio mais avançado ele vai essa proteína vai ser exportada
da célula com o objetivo de formar uma cicatriz no caso uma cicatriz glial essa cicatrização no sistema nervoso central que ocorre em caso de lesão ela é chamada de genericamente de gliose reativa e essa essa cicatriz glial ela promove uma perda de função dos tipos celulares nesse local Aqui nós temos uma imagem obtida ao microscópio de luz onde foi feita uma imunoistoquímica para evidenciar a gfap que é a proteína acídia fibrilar glial componente então do citoesqueleto dos astros então tudo que está em verde são então correspondem a marcação dessas proteínas do cito Esqueleto em azul
nós temos evidência ados os núcleos das células então Aqui nós temos um astrócito fibroso e aqui abaixo um astrócito protoplasmático isso no tecido nervoso normal no caso da de lesão essas células então elas vão produzir a a gfap em grande quantidade então aqui mostrando a grande densidade de marcação para gfap nessa área de lesão mostrada através do da área pontilhada Além disso os astrócitos eles se comunicam entre si então através de uma rede que é independente da rede neural como se dá isso através de sinais químicos que de uma forma geral não são reconhecidos pelos
neurônios ele é formado através de ondas de cálcio então Aqui nós temos uma imagem obtida a microscópio de luz de Cultura de astrócitos onde foi feita uma estimulação da membrana desses astrócitos a qual uma vez estimulada promove a abertura de canais de cálcio e esses canais de cálcio por sua vez promovem o influxo do íon e então a propagação de ondas de cálcio que percorrem toda da célula os astrócitos eles possuem então canais iônicos sensíveis à voltagem mas que não são capazes de gerar um potencial de ação então a forma de comunicação ela vai ser
através dessas ondas de cálcio uma molécula envolvida na comunicação entre os astrócitos é o ATP o ATP ele é AD pelos neurônios na sinapse juntamente com os neurotransmissores e também pode ser liberado através de um escape pelos nódulos de ranvier durante a passagem do potencial de ação esse ATP assim como mostrado anteriormente através de uma estimulação mecânica ele vai promover a onda de cálcio através dos astrócitos que por sua vez vai promover a liberação de mais ATP a partir do terminal astrocytic e também uma vez passando pelo núcleo essa onda de cálcio ela vai ser
responsável pela regulação gênica dessas células fazendo então com que os neurônios ao se comunicarem eles podem interferir na regulação gênica des desse tipo glial e assim influenciar no seu comportamento a comunicação de curta distância entre astrócitos e neurônios elas também podem acontecer e mediada por neurotransmissores uma vez que os astrócitos eles possuem receptores para neurotransmissores desta forma neurônios podem liberar por exemplo glutamato esse glut ter ação sobre os astrócitos uma vez que ele possui receptor para glutamato e estes astrócitos também liberarem glutamato que por sua vez vai promover alterações na intensidade sináptica promovendo portanto um
fortalecimento sináptico o que sugere que astrócitos locais podem ter algum papel na formação por exemplo da memória e do aprendizado o o os astrócitos eles também fazem uma interação com os oligodendrócitos então aqui nessa imagem nós temos em em amarelo laranja os astrócitos aqui em comunicação com o capilar cerebral e aqui ao lado em roxo os eh oligodendrócitos e aí a gente vê que os prolongamentos dos astrócitos eles estão próximos aos oligodendrócitos Unidos através de funções comunicantes então permitindo a passagem de moléculas entre as duas [Música] células o outro tipo celular que nós vamos ver
hoje são as micróglias as micróglias recebem este nome porque elas são as menores células da glia encontradas no sistema nervoso central se nós observarmos aquele mesmo preparado histológico visto anteriormente as micróglias elas são este núcleo aqui ó esse daqui é um núcleo de micróglia como que a gente faz para para distingui-lo dos demais núcleos de células gliais a forma elíptica do núcleo já se nós fizermos uma coloração especial nós vamos ver que são células também que possuem vários prolongamentos as micróglias elas correspondem ao representante do sistema imunológico no sistema nervoso central possuindo então atividade fagocítica
portanto a atividade de Defesa do sistema nervoso central ela possui uma origem diferente das demais células do tecido nervoso tendo sendo originadas então do sistema mononuclear fagocitário então origem dos monócitos da medula óssea E então com atividade fagocítica em caso de ão do sistema nervoso central essas células constituem a primeira linha de defesa contra um agente agressor e também vai apresentar mudanças morfológicas como por exemplo a retração dos seus prolongamentos formando células arredondadas típica com morfologia típica de macrófagos então aqui ao lado nós temos uma imagem obtida ao microscópio de luz em pequeno aumento mostrando
uma área de lesão no sistema n nervoso central e aqui em maior aumento essas células as micróglias então agora de formato arredondado com o núcleo na periferia da célula então núcleo excêntrico atingindo então uma morfologia típica de macrófagos nessa imagem nós temos uma microscopia de luz com onde foi feita uma marcação para proteína que são típicas das micróglias então aqui no tecido nervoso normal as micróglias evidenciadas através da marcação em vermelho já em caso de lesão nós temos a marcação nós temos essas micróglias que antes eram quientes agora micróglias reativas e os marcadores de micróglia
passam a ser os mesmos que os marcadores de macrófagos então bastante evidentes aqui na área da lesão E quais são Então os desafios para a Regeneração do sistema nervoso central nós temos que os astrócitos para que eles consigam promover a Regeneração é necessário que haja uma modulação da formação da cicatriz glial já com relação a micróglias para que haja um estímulo à Regeneração É necessário uma supressão parcial do processo inflamatório promovido por essas células e também a neurogênese a Regeneração axonal e isso fazendo com que os ação e também a mielinização desses axônios fazendo então
com que haja com que seja permitida uma recuperação funcional o terceiro tipo de célula da glia que nós vamos ver hoje são as células ependimárias as células ependimárias elas formam o revestimento interno dos ventrículos cerebrais então dos ventrículos laterais terceiro ventrículo quarto ventrículo e também do canal medular elas são células que TM um arranjo epitelioide ou seja uma celulinha do lado da outra Unidas por junções intercelulares e são células que apresentam cílios na sua superfície apical voltada pra cavidade do dos ventrículos cerebrais as células ependimárias elas fazem também participam da Constituição do plexo coroide então
aqui em maior aumento nós temos uma imagem do plexo coroide o plexo coroide ele está localizado então nos ventrículos cerebrais e eles correspondem a uma dobra de piamater que é uma meninge mais um revestimento externo das células ependimárias então aqui no plexo corod a gente tem externamente as células ependimárias e internamente a dobra de piamater então formada por tecido conjuntivo frouxo altamente vascularizado aqui os vasos sanguíneos o plexo coroide ele está envolvido na síntese do líquor então o líquor como é que ele é produzido as células ependimárias elas são células transportadoras de íons então o
que que ela vai fazer ela vai transportar de forma ativa ions dos capilares sanguíneos ou do interstício em direção à luz dos ventrículos cerebrais além do transporte ativo de glicose de aminoácidos e de algumas vitaminas e uma vez que ela faz esse bombeamento de solutos a água vem junto e aí então o fluido formado no interior dos ventrículos cerebrais vai ser chamado então de líquor a constituição básica do líc Então ela é de principalmente água e íons e a função do líc será de proteção do sistema nervoso central uma vez que nós temos a caixa
craniana a a coluna vertebral que é ósea então duro enquanto que o tecido nervoso é um tecido mole uma vez que esse tecido ele está em pelo líquor isso vai dar uma certa flutuabilidade para o sistema nervoso dentro da caixa craniana e da coluna vertebral promovendo então uma proteção Contra choques mecânicos Além disso Este é um local de excreção de metabólitos de do tecido nervoso então no no ventrículo cerebral juntamente com o líquor e qual será então o destino do líquor produzido ao nível dos ventrículos cerebrais o líquor ele é produzido nos ventrículos laterais e
no terceiro no terceiro ventrículo então depois ele vai ele é continuamente produzido e ele vai passar então dos ventrículos em seguida dos ventrículos laterais para o terceiro ventrículo depois pro quarto ventrículo em seguida ele vai ter acesso ao espaço subino e depois ele vai ser drenado para a circulação sanguínea através das granulações aracnoideas fazendo então com que esse Lor ele seja ele passe a entrar então no sistema circulatório isso é bastante importante porque o licor ele é constantemente produzido Portanto ele teria ele tem que ser constantemente drenado Resumindo Então os aspectos da aula de hoje
nós temos que os astrócitos são células gliais estreladas encontradas na substância branca e cinzenta do sistema nervoso central e que possui função de nutrição dos neurônios captação e metabolismo de neurotransmissores da fenda sináptica controle de íons e regulação do fluido extracelular além de formar a barreira hematoencefálica as micróglias são as menores células gliais representantes do sistema imunológico no sistema nervoso central constituem a primeira linha de Defesa do sistema nervoso contra agente agressores traumas e doenças que acometem o tecido nervoso e tem função de fagocitose de restos celulares apresentação de antígenos e modulação do processo de
inflamação no sistema nervoso central as células ependimárias são células gliais que revestem internamente os ventrículos cerebrais e fazem parte da Constituição do plexo coroide responsável então pela produção do Lor esta foi a bibliografia utilizada na confecção desta aula [Música] obrigada [Música] h