Bom, boa noite a todos mais uma vez. Eh, hoje eu vou est testando um outro formato de projeção de tela. Eu compartilhei a tela cheia, certo? Para ver se a gente evita aquele problema da primeira aula, que eu passava os slides e e não passava para vocês. Aí, nesse formato, eu não consigo ver o chat. Então, se vocês quiserem fazer a tirar alguma dúvida durante a minha exposição ou se de fato o slide continuar sem Passar, eu vocês podem ficar à vontades para abrir o microfone e falar, tá bom? Mas aí vamos ver, vamos fazer
o primeiro teste aqui. Passou o slide para vocês? Sim. Tava na pronto. Passou. Pronto. Tomara que funcione bem dessa vez. Bom, gente, então vamos primeiro retomar, né? Na aula anterior, que nós tivemos um intervalinho aí um pouquinho maior, nós começamos a conhecer um pouco da história da educação do campo, só que eu acabei conseguindo concluir tudo que A gente teria para discutir naquele encontro. E aí, o que que eu fiz nesse encontro de hoje? Eu tentei intercalar esse processo histórico com a discussão que é desse dessa aula dois, que é a discussão sobre os movimentos
sociais. Por que que é possível fazer isso? Porque os movimentos sociais no Brasil eles surgiram no decorrer desse processo histórico, né? Eh, na verdade, se nós formos analisar ali desde o início, é possível pensar Que, eh, os próprios indígenas, eles, de certa forma já desenvolviam ações de resistência, né? Não, não, não foi à toa que boa parte da população indígena que aqui vivia foi dizimada com o processo de colonização. Então assim, é possível pensar que nesse contexto eles faziam ações de resistência, ou seja, eles resistiram. Não dá pra gente configurar enquanto um um movimento social,
porque não não houve um processo De organização, então não era um contexto no qual eles eh é possível pensar que eles tinham um ideal ali definido, eh pautas para reivindicar. Então eles eles agiam, né? Eles tinham a o eh o maior objetivo era resistir à colonização, mas não era um movimento social no sentido da organização que ele passa a ter quando a gente pensa ali, por exemplo, os movimentos que começam a se organizar por volta de 1930, certo? E aí o que que nós vamos Fazer nessa aula? Nós vamos aprofundar um pouco essa história, principalmente
a partir da primeira república. Não sei se os que estavam na aula anterior, nós discutimos desde o momento em que os portugueses encontraram o território brasileiro até eh o final do império, né, ali o período da independência. E vamos também refletir sobre os conceitos de movimentos sociais, que na videoaula que eu disponibilizei essa semana, eu já comecei a discutir um Pouco em relação a esses conceitos, né, para quem já assistiu. Então, só uma breve retomada. Então, nós falávamos na aula anterior que no período colonial a educação ela era exclusiva, ou seja, ela era destinada principalmente
aos filhos da da elite, então os fazendeiros, os comerciantes, os funcionários coloniais, principalmente aos donos das capitanias hereditárias, que posteriormente se tornaram províncias. Nesse contexto, eh, a educação que era ofertada, ela era, eh, ofertada em sua grande maioria por jesuítas, né, pela Companhia de Jesus. E isso perdurou até 1759, quando a gente teve a reforma eh pombalina, né, Marquês de Pombal, ele acabou destituindo a organização jesuítica que tinha aqui no nosso país até 1759. E aí essa ação dos jesuítas, ela tinha Foco na catequese dos indígenas e também no ensino de humanidades aos filhos dos
colôos. Não havia um sistema público de educação e as escolas rurais eram praticamente inexistentes, né? Eh, apesar de ser um contexto eh econômico eminentemente rural, nós não tínhamos escolas rurais, né? Nós não tínhamos um processo educacional organizado, né? e nem mantido pelo estado. Então, as pessoas que se educavam ou elas eram eh ensinadas pelos Próprios pais no contexto familiar, ou então elas tinham a atuação de tutores. E aí nós sabemos que essas pessoas que tinham acesso a esse tipo de educação, por mais que fosse informal, eram pessoas que tinham um poder econômico eh mais elevado,
né, dentro daquele contexto. Já os escravizados, os negros, os indígenas e os pobres, eles acabavam sendo excluídos do acesso a essa educação formal. O conteúdo ensinado, então o básico era Ensinado paraa população mais pobre, então leitura, escrita, cálculos rudimentares e a doutrina católica. E paraas elites era ensinado latim, filosofia, teologia e retórica. Enquanto ao contexto econômico e social, nós vimos também que a educação que aqui existiu durante esse período, ela era voltada a atender os interesses do capital, ou seja, atender os interesses eh dos colonizadores. E aí ela partia da ideia de latifúndio, escravidão e
Religião, né, que eram três aspectos, eh, os quais o, a, os colonizadores eles se utilizaram para poder conseguir perpetuar, né, e ter êxito nesse processo. E nós vimos também que em 1850 nós tivemos a promulgação da lei de terras que acabou com o sistema das dos donatários e do processo de herdar as terras, né? A gente falou no na no encontro passado que, por exemplo, quando os donatários eles receberam O a capitania hereditária, que eles iam ficar responsáveis, as terras daquela capitania iam ser ardadas pelos seus filhos. com essa lei de terras, isso é extinto.
Só que eh ao invés disso ampliar o acesso de boa parte da população à terra, na verdade acabou restringindo, porque aqueles que já tinham um determinado poder aquisitivo, eram os que iam conseguir comprar essas terras, né? E os que não compravam eh por meios legais, eles acabaram ao longo Do tempo criando estratégias, como a gente falou também em relação aos grilheiros, né? eles passavam a falsificar a documentação e e o processo, o próprio processo de venda também de muitas dessas terras. Bom, no período imperial tivemos continuidades, né, do período colonial e também algumas mudanças. De
continuidade, a educação rural, ela continua negligenciada, Né, gente? Eu vou pedir só uma licencinha aqui para poder autorizar a entrada aqui de alguns colegas. Pera aí. Pronto. Vamos lá. Voltando. Então essa educação rural, ela continua sendo negligenciada, né? mesmo a nossa economia sendo de base na agricultura, perdão aqui pelo ar, e na agropecuária. E a lei de outubro de 1827, ela passa a prever escolas em áreas mais populosas. Nesse Contexto, a gente tem a criação de algumas escolas, principalmente quando ele fala áreas mais populosas, seriam que posteriormente vieram a se tornar as grandes capitais do
nosso país, né? E aí esse modelo que passava a se instalar, ele era tocado nas elites do contexto e eles passaram a usar o método Lancaster. Eh, vocês conhecem o conceito do método de Lancaster? Já chegaram a estudar em outra disciplina ou Não? Podem falar pelo microfone? Não me lembro. Não lembra? Então vou tentar retomar. O que era o método de Lancaster? Ou ele também é equivalente a ensino mútuo. Recebeu o nome Lancaster porque ele foi criado por Joseph Lancaster, né, no século XIX. E por que era ensino múltuo? Porque basicamente eh era uma forma
do governo da época ele conseguir ter escolas, mas ele não ter um gasto eh financeiro maior para poder manter essas Escolas. Então, ao invés de dele pagar vários professores, eles passaram a usar monitores. Então, eu tinha um professor e os melhores alunos daquele grupo no qual aquele professor lecionava, eles iam ser eh instrutores de pequenos grupos. Então, nesse contexto eh vamos imaginar que um monitor ele podia ficar responsável por entre a 20 alunos. Então, o professor ele não dava aula para esse grupo de alunos, ele dava aula pro monitor e o Monitor é que fazia
a orientação junto aos seus colegas. Então, por isso que era método de ensino mútuo, porque acabava que esse monitor ele tava aprendendo, mas também tava ensinando e e também ele não era remunerado por isso, né? Então, era uma forma de financeiramente o governo acabar ter não tendo tantos gastos nesse sentido. Bom, os conteúdos eles mantiveram-se similares ao do período colonial, com ênfase na Moral cristã e também nas habilidades básicas, aqueles mesmos conteúdos de aprendizagem das primeiras letras, de a fazer cálculos rudimentares, a própria doutrina católica, eles continuaram sendo ensinados. E para os filhos das elites
também havia aquele currículo eh mais pautado na área de humanas, né? por exemplo, aprendizagem de latim, filosofia, retórica. Além disso, nesse contexto, nós passamos a a começar a receber Imigrantes europeus. E aí os imigrantes europeus, eles trouxeram também os modelos educacionais de de seus países de origem, né? E e isso passou a ser adaptado também ao contexto brasileiro. Eh, no contexto da abolição da escravatura, os negros libertos e os pobres, eles continuaram sem acesso à educação. Por quê? Porque os negros eles, tudo bem, aboliu-se a escravatura, mas não foi Dada nenhuma condição para que eles
pudessem ter, por exemplo, possibilidade de ter uma casa, né, ter uma moradia digna e muito menos pensar em um processo educacional para atendermos. as escolas rurais que passaram a existir quando elas eram quando se pensava o currículo dessas escolas, eles eh não faziam a adequação. Então, o mesmo currículo que era trabalhado na zona urbana, eles trabalhavam também no contexto rural. Então, não havia Adequação às necessidades daquele local. Bom, aí nós chegamos ao período da República Velha, que vai de 1889. Pode perguntar se alguém levantou a mão. Eu me equivoquei aqui. Deixa eu ver. Acho que
eu ouvi a notificação aqui, me equivoco. Bom, então na República Velha, que vai de 1889 até 1930, a gente tem como Características um contexto elitista, perdão, pessoal, dei a abrição de boca na hora da explicação, um período elitista e também eh descentralizado. Por que descentralizado? Nesse contexto, a gente teve a criação, na verdade, as capitanias hereditárias se tornaram províncias e posteriormente elas se tornaram estados. E aí os estados eles passaram a ser responsáveis pela educação. Então, havia pouca Intervenção do do governo federal. Então, era cada estado fazia a administração de como as escolas iriam funcionar
e de que recursos eles iriam também destinar para o funcionamento dessas escolas. Eh, desses estados, os que um dos que tiveram um maior êxito, né, e destaque nesse cenário foi o estado de São Paulo. E aí lá em São Paulo estiveram os primeiros grupos escolares. Esses grupos escolares foram as primeiras escolas Públicas organizadas, né? Então elas foram criadas e mantidas pelo o governo do estado de São Paulo. E aí além dos grupos escolares, a gente teve também posteriormente a criação dos liceos e dos ginásios, né, que iriam ofertar ali, o aprofundamento. É possível pensar que
esses os grupos escolares ofertariam o que hoje a gente conhece como eh anos iniciais do ensino fundamental e os liceus e ginásios iriam ofertar os anos finais e posteriormente o que hoje a Gente conhece como ensino médio. E nós tínhamos também as escolas isoladas. Essas escolas isoladas, elas funcionavam nas zonas rurais e aí elas tinham uma característica diferente das escolas eh que ficavam na zona urbana. Então, por exemplo, enquanto os grupos escolares que foram criados e mantidos pelo estado, eles tinham uma estrutura própria, eles tinham várias salas, eles tinham professores que tinham uma formação adequada,
eh, e eles se Localizavam geralmente nas capitais e nas cidades maiores. As escolas isoladas, elas tinham uma sala única, né? Única, no sentido de ser o espaço único, mas também no sentido de receber estudantes de diferentes idades e ritmos de aprendizagem, né? Então é o que a gente conhece hoje como as escolas multisseriadas, né? As salas multeriadas, né? falas que você tem alunos do primeiro, do segundo, do terceiro, quarto Ano. Além disso, os professores eles eram leigos, ou seja, eram pessoas que tinham, eu diria que no máximo até uma quarta série que a gente conhece
hoje, e geralmente elas eram mantidas por municípios ou por iniciativas isoladas e ficavam localizadas na zona rural e também pequenos povoados. Então aqui a gente já percebe essa dualidade em relação ao ensino que é ofertado na zona urbana e o ensino que começou a ser ofertado nas Zonas rurais, né? E essa esse contexto ele vai se perpetuando aí por por longos anos no nosso país. Ainda dentro dessa conjuntura, a gente teve a criação de escolas agrícolas. E aí uma das escolas que teve destaque foi a escola de capatazes, né? Essa escola ela foi criada em
Minas Gerais e ela era uma instituição de ensino técnico e agrícola, né? Ela foi criada ali no início do século XX. Tinha como Objetivo formar profissionais qualificados para supervisionar propriedades rurais, especialmente fazendas de café e gado. Então, por que que foi criada essa escola? porque existia uma elite fazendeira que precisava de pessoas que tivessem uma qualificação mínima para poder fazer eh, vamos pensar assim, o gerenciamento do do das fazendas, né? Então, ela foi criada em 1906, especificamente em São João do Rei, Minas Gerais. Eh, e a motivação é porque essas elites rurais elas precisavam de
administradores das fazendas. Então isso iria consequentemente poder aumentar a produtividade. Esses administradores poderiam fazer o gerenciamento da mão de obra, né? E também implementar técnicas que fossem mais modernas para o cultivo e paraa criação de gado. E aí funcionavam, né? A gente tinha nessas escolas cursos que Duravam 2 anos e eles tinham disciplinas de agronomia, veterinária, administração rural, matemática aplicada. Geralmente os alunos eles eram os filhos de fazendeiros ou então jovens de classe média e a metodologia eram aulas que combinavam a exposição e também os trabalhos em campo. Então assim, eh apesar de ser uma
escola que tinha um público restrito, mas são as é uma das primeiras experiências de ensino eh técnico, né? A gente pode pensar que era um era um currículo mais híbrido, então eles acabavam tendo essa formação mais técnica para conseguir administrar as fazendas. O foco, né, desse contexto era na elite rural, não era uma escola para trabalhadores braçais, mas para formar os supervisores que eram de fato leais aos fazendeiros. E esse tipo de escola, ele teve influência europeia, né? foi baseada nos modelos de escolas agrícolas que a gente tinha na França e na Alemanha. As limitações
teve uma pouca abrangência, ou seja, atingiu apenas uma pequena parcela da população, como a gente observou, e mantinham estrutura hierárquica e desigual no campo, né? Porque esses capatazes, eles tinham de fato a função de supervisionar e manter essa hierarquia. e consequentemente os trabalhadores eh braçais, eles acabavam não tendo acesso à educação, né? Então, havia também essa cisão. As escolas rurais, pelo que nós Observamos, eram quase inexistentes e quando existiam funcionavam nesse formato de escolas isoladas, né, que eu já mencionei que eram precárias, que tinham professores que eram leigos, que não tinham estrutura específica. E a
educação rural, que era focada em ofícios, eh, era essa pautada no modelo da escola de capatazes, né, que a gente já viu que funcionava nessa estrutura ali mais limitante, né, para boa parte da População. Alguns dados em relação a esse contexto. Então, em 1930, apenas 25% da população brasileira era alfabetizada. E nesse cenário, a maior parte que compunha os 75% que eram de analfabetos eram de pobres, né, e negros, porque eles tinham o acesso limitado aí à educação. Dentro da era Vargas, que foi de 1930 a 1945, a gente teve alguns avanços. Um desses avanços
foi a criação do Ministério da Cultura e da Saúde. Era um ministério único, né? Foi criado aí ao mesmo tempo. Foi um avanço porque foi a primeira política nacional de educação, né, a criação desse ministério. E nós tivemos também um avanço em relação à criação e à organização do ensino técnico, né? Com a reforma Francisco Campos, a gente teve a criação, por exemplo, do sistema F. Então, foi criado nesse período aí o SENAI, o Senac, o CESC que nós Conhecemos hoje, eles foram criados nesse contexto. E aí, por que que houve a criação desse sistema?
É S também um um podemos pensar que um interesse maior por parte do governo em relação à formação técnica? Porque no período da era Vargas, o Brasil passava por um processo de industrialização. Então, a gente teve eh uma ampliação dos centros urbanos com a criação de várias indústrias. E essa população, a maior parte da população Que vivia na zona agrícola, né, ali na zona rural, eles acabaram migrando pra cidade. E aí havia uma demanda econômica paraa formação de profissionais que pudessem trabalhar na indústria. Então, por isso a a o interesse do governo por ampliar esse
acesso, por organizar o acesso à formação técnica. Nesse contexto, a gente teve também a criação das missões pedagógicas, que eram grupos de professores itinerantes que levavam a o ensino básico pro Interior. E aí, qual era a função dessas missões pedagógicas? Era tentar desempenhar essa formação eh básica, né, pelo menos ali de alfabetização, para as populações que estavam nas zonas rurais que ficavam distantes dos centros. Nesse contexto, a gente teve também a criação das escolas normais rurais, que tinham a finalidade de formar professores para também atuar nessas Áreas afastadas. Então, a criação dessas escolas rurais acabava
complementando o papel das missões pedagógicas, né? Ou seja, precisava-se de mais professores para poder desempenhar essa função. E a limitação foi que o maior avanço acabou sendo na urbanização, na industrialização e e o campo acabou ficando em segundo plano. Então, qual era o objetivo das missões pedagógicas? Como nós vimos em 1920, a gente tinha cerca de 75% da População analfabeta. Então, o primeiro objetivo era combater o analfabetismo no interior do Brasil. O segundo teria difundir os valores cívicos e nacionalistas. É importante a gente lembrar aqui, se nós formos olhar aqui, ó, Getúlio Vargas ficou no
poder cerca de 15 anos. E uma das estratégias que ele usou para ficar no poder foi também utilizar a educação para poder formar a população de acordo com os interesses Que ele considerava pertinente. Um desses interesses era o interesse nacionalista, né? inclusive a o fato de incentivar a industrialização eh tinha também esse objetivo, ou seja, se o país se desenvolvesse eh a nação poderia se tornar economicamente mais eh também desenvolvida e consequentemente a educação acabava contribuindo para isso. Então eh era também difundido nessas missões pedagógicas o culto à pátria, Né? ou seja, a valorização do
do país, a valorização do trabalho e a formação de pessoas para poder beneficiar essa pátria. Além disso, tinha a intenção de melhorar as condições sanitárias com noções básicas de higiene. Como eu mencionei anteriormente, foi criado o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde. iam nessas missões não só professores, mas iam também médicos, iam assistentes sociais, porque eh eu diria que um dos grandes fatores Que prejudicava o o desenvolvimento também do país era o índice também de mortalidade por conta da, eu diria aqui, a falta de higiene, mas também a falta de conhecimento para
poder ter acesso a essa higiene. Então, essas missões pedagógicas, ela acabavam também atuando nesse sentido e também era uma forma de integrar o campo ao projeto desenvolvimentista do Estado Novo. Então, nessas equipes, eu tinha professores, médicos, assistantes Sociais. Eles usavam o método de cartilhas, de aulas práticas, de atividades culturais e a maior característica era o assistencialismo. Então eles eh tinham esse cunho voltado paraa alfabetização, mas eles tinham também uma característica muito forte de assistencialismo, ou seja, de distribuir de caridade, né? Era uma ação que era financiada pelo governo, mas não era tida como um direito,
não era legalmente Definida como um direito. Então era é uma assistência que tá sendo ofertada. E aí eles distribuíam alimentos, vacinas, davam orientações em relação à higiene. E dentro desse projeto a gente teve também as rádio educativas, né, emissoras como a rádio escola rural. Em 1937 elas transmitiam também conteúdos pedagógicos. Pessoal, só uma pausa aqui. Tá passando, né, os slides para vocês? Não travou nenhuma. Tá tranquilo, né, hoje? Sim. Pronto. Que bom. Pronto. Bom, então a gente chega aqui na educação rural dentro dessa república, né? Algumas análises que que eu vou trazer com base no
Prado Júnior no Palud. Então, para esses autores, né, a partir da proclamação da República, se busca uma instauração de uma nova ordem cultural, econômica e política, como a gente vê, né, nas características, eh, passa-se a tentar construir a ideia de desenvolvimento do País, né, para essa sair um pouco dessa ótica da agricultura e da agropecuária e e trazer a ênfase nas indústrias. Então, há há essa mudança de, podemos pensar assim, de paradigma social. E esse processo, segundo Prado Júnior e Paludo, ele pode ser compreendido como a construção de um projeto de modernidade, né? Então, eh,
nesse cenário a gente vê também a influência das ideias da do iluminismo, do próprio renascimento. Então, assim, a chega no Brasil essa influência e isso acaba eh se somando a esse projeto de desenvolvimento. A Constituição Brasileira de 1891, ela teve como modelo e inspiração a Constituição norte-americana, que consagrou a República Federativa do Brasil como um Estado com características liberais. Então, passa-se a ter também a influência da do liberalismo, né, do liberalismo Econômico. Em sua obra, O Poder do atraso, Martins, ele chama a atenção para o fato de que o Brasil republicano, embora sob a aparência
de liberal, ele era controlado pelo poder oligárquico, estando sobre a hegemonia de um pequeno grupo de políticos em cada estado. Inclusive, eh, o, o, o golpe que o Getúlio Vargas ele acaba dando é em relação a essa disputa de poder, né? Porque assim, por mais que a gente Tivesse a ideia de que o país está em ascensão a um desenvolvimento industrial aí se se organizando, ainda quem era a elite do nosso país eram as oligarquias que vinham daquelas primeiras eh captorias hereditárias que vinham daquele primeiro processo que a gente falou na anterior. Então esse esses
grupos eles eram os mesmos, né? Eles só estavam perpassando o poder aí dentre os herdeiros da dessas famílias. Então, apesar da ideia do liberalismo, ou seja, liberdade de economia, né, de ser influenciada pelos valores do também do Iluminismo, a gente ainda tinha por trás eh esse controle pelo poder oligárquico. Então, o Estado ele era de fato controlado por um pequeno grupo de políticos que era composto por essas famílias que tinham mais forças. E aí o que que os autores eles analisam? que na nossa sociedade o poder E a hierarquia eles sempre tiveram indissociáveis. Na verdade,
até hoje, né, se nós formos observar as famílias que estão por trás, por exemplo, dos dos nossos representantes a nível de executivo, legislativo e também do judiciário, são famílias que vêm que advém desse período, né, que advém dessas elites, né, são herdeiros dessas elites. Então, até hoje a hierarquia e o poder no nosso país, elas ainda são indissociáveis, né, Apesar de todas as mudanças que ocorreram. E o povo ele foi tradicionalmente dividido, né, de forma hierárquica, em grupos sociais que tinham direitos desiguais. Então, se num determinado período o critério usado para classificar o povo foi
o patrimônio, ou seja, a posse das terras, né, do do das grandes fazendas, com o desenvolvimento da cultura ilustrada, esses critérios eles passam a se ampliar. Então agora além do Patrimônio, era também o acesso às letras, era também o acesso à educação. No período de 1889 até 1930, o Brasil ele passa por essa transição, tenta sair, né, de modelo agrário exportador para o modelo urbano industrial. E tem também o desenvolvimento do setor de transportes. Então tem a instalação das primeiras fábricas, tem o crescimento do setor comercial e há uma transferência de boa parte das pessoas
Pros centros urbanos. Essa modificação acaba trazendo os conflitos que antes estavam nas zonas rurais para os centros urbanos. E esses conflitos eles vão se tornando mais complexos, eles vão se complexificando à medida que esses centros vão se desenvolvendo. Eh, uma análise que o o Nogaro ele faz é que as cidades elas receberam os negros libertos, os escravos foragidos e também uma grande leva de Migrantes. Boa parte dessa gente, ela passa a morar em habitações coletivas, eh, com péssimas condições de vida, né, e de higiene. E isso gera um cenário propício a violentos conflitos urbanos, que
vão ser ligados também às reformas urbanas de inspiração sanitarista destinadas a civilizar os bairros populares, o que seria essas reformas urbanas. Então, algumas iniciativas, tanto eh advindas dos governos municipais quanto Estaduais, o sentido de tentar reorganizar ou às vezes até dizimar essas populações que estavam ali nesses nesses cenários de violência, de condições de higiene que não eram consideradas adequadas. E aí esse contexto acaba fazendo com que se organizem os primeiros movimentos de trabalhadores operários. Então é nesse, ao mesmo tempo que é um cenário que gera outro tipo de trabalho, né, que É o trabalho industrial,
é também um contexto que gera o que a gente conhece hoje como as populações periféricas dos grandes centros urbanos, né? Então, geralmente, eh, compostas por moradias coletivas, por moradias que não têm uma qualidade eh adequada para sobrevivência dessas pessoas e que acaba gerando os conflitos de violência, eh, conflitos econômicos. E esse cenário ele dá também margem para que os primeiros movimentos sociais de Trabalhadores eles comecem a surgir, né? eles comecem a surgir como uma forma de tentar lutar por melhores condições de vida, né? Então, surgem novas demandas, um novo contexto, novos problemas, mas as pessoas
começam a perceber que elas precisam também reivindicar por modificações, né? Nesse contexto, nesse período, segundo o Paludo, uma alternativa de projeto cultural e pedagógico, através da educação, ela começa a ganhar força, que É o que a gente conhece como educação popular. Então, várias concepções de educação, elas começam a ser construídas no cenário brasileiro e elas passam também a se alinhar a esses grupos que começam a reivindicar por melhores condições de vida, de trabalho, né, de existência. Para Paludo, o surgimento da concepção de educação popular, ele está associado a esses fatores, né? A existência de classes
populares, a precariedade nas Condições de vida dessas classes, há decisões e opções políticas e educacionais que são tomadas por um elite e que acabam não levando em conta as demandas desses sujeitos, né? Isso, se nós voltarmos, o fato de ter uma educação para os centros urbanos e uma educação paraa zona rural, o fato dessa educação ter maior qualidade para um grupo X e não ter qualidade para um grupo Y está relacionada a escolhas políticas e econômicas. Então esse a Educação popular ela surge como uma alternativa, né? já que nós não temos acesso à educação formal,
vamos fazer o nosso a nossa forma de educação, né? Então, a educação popular, ela acaba surgindo por essa ópita. E aí tem alguns fatores que são importantes para que essa concepção de educação popular surja, né? Então, o fator econômico que nós vimos, a transição de um modelo para outro, os movimentos sociais que começam a Aparecer com as organizações de trabalhadores, os conflitos eh que sa que chegam aos centros urbanos e que se agravam também. E os movimentos sociais começam a surgir como uma forma de tentar alcançar melhorias, né? Inclusive, não sei se é de conhecimento
de vocês, mas, por exemplo, é no governo de Getúlio Vargas que a gente tem a criação da CLT, que é a consolidação das leis trabalhistas, né? É nesse contexto Que a gente tem, por exemplo, eh, a demanda, a pressão pela criação de creches, que até então não era uma demanda colocada, porque, eh, quando as famílias elas migram paraa cidade, as mulheres elas acabam tendo também podendo trabalhar nas indústrias. E aí para trabalhar nessas indústrias teria que ter um espaço para elas deixarem os filhos, né? Já que nem todas têm familiares que pudessem cuidar desses filhos.
Então, é Nesse cenário também que surge a pressão pela criação das primeiras creches, tanto que tem que algumas das creches que são criadas eh pelas próprias empresas, né? Por exemplo, teve empresas que criaram um espaço ali para receber essas crianças enquanto as mães trabalhavam, elas foram criadas não necessariamente para, ah, vamos fazer isso porque a gente vai atender uma demanda dessas trabalhadoras. Não, mas como uma forma de, ah, vamos Criar esse espaço para poder acalmar os ânimos delas e elas não se eh organizarem para pleitear outras conquistas. Então, muitas vezes o o próprio governo Vargas,
ele foi dando, era como se ele dis, não, eu vou abrir uma constração aqui para eu impedir que eles reivindiquem outra coisa ali. Então, era como se fosse estratégias para poder minar os movimentos eh sociais e operários dentro desse cenário. Bom, aqui nós chegamos no Conteúdo que seria dessa aula dois, né, que é os movimentos sociais, algumas indefinições. Eu vou fazer uma uma pausa aqui na história para discutir um pouco sobre os movimentos sociais e depois a gente retoma, tá bom? Eh, quem começ quem assistiu a videoaula dessa semana deve ter visto que a gente
começa a problematizar o conceito de movimento social. é uma análise que a Maria da Glória Gon, que é uma das referências em análise dos movimentos sociais aqui no Brasil, ela faz, então ela diz que inicialmente ela vai nos dizer que os estudos em relação aos movimentos sociais eles começam tendo duas vertentes. Então essa primeira vertente, ela seria mais culturalista, ou seja, que vai analisar qual é o processo cultural que dá margem paraa organização e existência de um movimento social. E tem uma outra vertente que ela é mais classista que vai entender que existem Estruturas econômicas,
existem classes sociais e as contradições dessas classes sociais levam a à necessidade, deixa eu só autorizar aqui a entrada, a necessidade de existirem movimentos. Então ela vai dizer que alguns autores trabalham com essa perspectiva mais culturalista. vai analisar a cultura e como esse processo cultural leva à existência do movimento. E outros vão analisar partindo dessa perspectiva mais classista, ou seja, Analisando que as sociedades elas se dividem em classes e que essas classes muitas vezes têm interesses antagônicos e por conta disso vai surgir a demanda de ter movimentos sociais. Já a Maria da Glória Gom, ela
vai dizer que defende uma terceira posição, né? Para ela é importante entender que a cultura ela influencia na construção da identidade de um movimento social, mas ao mesmo tempo esses movimentos eles são pontuados por lutas, Por conflitos, por contradições, cuja origem vai estar nos problemas da sociedade dividida em classes, com interesses, com visões, com valores, com ideologias e projetos de vida diferenciados. Então, o que que a Gum tá dizendo? Para ela só é possível entender a origem, a formação e o desenvolvimento de um movimento social, entendendo que ele é marcado tanto pela cultura daquele povo,
quanto pelas contradições sociais e econômicas que se colocam no naquele Contexto. Inclusive, isso é importante pra gente entender que os movimentos sociais eles mudam, né? Eles podem às vezes dentro de um mesmo eh grupo que tem uma pauta ali específica, pode haver uma cisão e eles podem se dividir para lutar por aspectos diferentes. Acho que um um talvez um dos maiores exemplos seja o próprio movimento das mulheres, né? O movimento das mulheres, ele surge para reivindicar, por exemplo, eh que as mulheres elas possam entrar no Mercado de trabalho, que elas possam ter direitos, né, eh,
trabalhistas. Eh, e aí, inicialmente, esse movimento, ele trabalha por essa via, só que posteriormente o que que você vai perceber dentro do movimento das mulheres, por exemplo, eh nós tínhamos mulheres, aliás, nós não tínhamos, né, na na primeira onda, na primeira onda e segunda onda dos movimentos das mulheres, a gente não tinha mulheres negras, porque essas mulheres negras não Eram vistas eh como tendo as mesmas possibilidades das demais mulheres, né, na sociedade. Então, acaba que ocorre uma cisão dentro do próprio movimento. Então, aquele movimento que surge como uma perspectiva, à medida que a sociedade ela
vai se complexificando, ele chega um momento que surge uma outra demanda dentro do mesmo movimento. E eles eh a gente tem o movimento das mulheres e o movimento das Mulheres negras, né? Eh, inclusive esse processo acontece também com os movimentos eh contra o racismo. Então, às vezes, dentro do próprio movimento da eh se eu for pensar ali no contexto dos Estados Unidos, que eles eh reivindicavam pela pelas por condições de igualdade, né, pela por eh acabar com o processo de apartade, que de fato existia no contexto norte-americano. É, muitas vezes as mulheres não eram Vistas,
então assim, eles reivindicavam por melhores igualdades, mas as mulheres dentro daquele grupo eram colocadas em uma situação inferior, né? Eu tô trazendo esses exemplos só para vocês entenderem como é complexo pensar os conceitos de movimentos sociais. Bom, então a Agum ela vai dizer, entendemos que a análise sobre os movimentos sociais, ela não pode ser separada da análise da de classe social, mas também não podemos resumir os Movimentos a algo determinado por classe. Ou seja, existem movimentos que reivindicam pautas que vão além das classes sociais. Pessoal, tá tranquilo até aqui? Vocês estão conseguindo acompanhar o raciocínio?
Se não contem, viu? Pronto. Bom, então, interesses comuns de um grupo é um componente de um movimento. Que que ela tá dizendo? Para que exista um movimento, aquele grupo Tem que ter um interesse comum. Só que esse componente não é suficiente para caracterizar um grupo como movimento social. E aí ela complementa: "A ação de um grupo de pessoas tem que ser qualificada por uma série de parâmetros para poder ser caracterizada como movimento social. Esse grupo tem que formar um coletivo social e para tanto, necessita ter uma identidade em comum. Então, ser negro, ser mulher, defender
As baleias ou não ter um teto para morar são adjetivos que qualificam o grupo, dando-lhe objetivos comuns paraa ação. Mas eles têm uma realidade anterior à aglutinação dos seus interesses. Eles têm uma história de experiências culturais, ou seja, esse negro, essa mulher, essa pessoa que defende os direitos dos animais ou essa pessoa que defende o o direito das pessoas terem um teto, né, Terem uma moradia, todos esses sujeitos, eles têm uma história de experiências anteriores até o momento em que eles se encontram para ser um grupo. E aí as inovações culturais, econômicas ou outro tipo
de ação que vierem a gerar, eles vão partir do substrato em comum das carências ou demandas que eles reivindicam. Ou seja, essas experiências individuais elas se encontram a partir de uma demanda que Seja comum para essas pessoas. E a partir dessas bases, eles vão criar e renovar seus repertórios de ações, ideias e valores, né? Então, por exemplo, esse sujeito negro, essa mulher, esse ativista ambiental, enfim, eles podem se reunir eh, por exemplo, para pleitear ações do ponto de vista trabalhista. Então, ter a aprovação da consolidação das leis trabalhistas é um primeiro passo. É, pode ser
a primeira ação de Reivindicação. Depois que se consolida isso e essas pessoas passam a trabalhar dentro daquele novo regime, vão surgir outros outros aspectos que vão passar a ser colocados à tona. Então, ah, eh, dentro desse processo de organização trabalhista, a gente precisa, por exemplo, ter direito à férias, a gente precisa ter direito a 13º. Então, assim, vão surgindo outras demandas a partir desse processo pelo qual as coisas vão Acontecendo. Agum vai dizer que existe também a expressão da ação histórica. Então, ao se designar a ação histórica de grupos sociais, tais como o movimento da
classe trabalhadora, trata-se de uma categoria dialética de movimento em oposição à estática. é a ação da classe em movimento e não o movimento específico da classe. Esse exemplo que eu acabei de cituar eh demonstra isso. Então, aquela classe reivindicou um direito. À medida Que a classe vai desempenhando a sua função, podem surgir outras demandas. Então essa eh essa classe ela está em movimento, não é isso que não é esse movimento específico da classe. E aí essa diferença possibilita demarcar dois sentidos para o termo movimento, um ampliado e um geral, outro restrito e [Música] específico entre
modos de ação coletiva. Então, o movimento social, ele também Possui modos de ação coletiva. Por exemplo, um protesto, ele pode ser pacífico ou não, uma rebelião, uma invasão, uma luta armada são modos de estruturação de ações coletivas. Poderão ser estratégias de ação de um movimento social, mas sozinhos não são movimentos. Então, por exemplo, um protesto não caracteriza um movimento, ele é um modo de ação coletiva. Pode ser a estratégia que um determinado movimento social use para Essa ação coletiva, mas eles podem também optar pela, talvez a luta armada, pode ser a estratégia que aquele movimento
opte. Então, o que que ela tá dizendo? Dentro de um movimento social, existem modos de ação coletiva. Da mesma forma, por a gente vai ver que no Brasil tem movimentos que a estratégia de ação deles é se organizar em partidos políticos e pleitear cargos políticos. é é a estratégia, é o modo de ação daquele Movimento. Já tem outros movimentos sociais que eles não concordam com essa estratégia, então eles partem para outras formas de tentar reivindicar em relação à esfera onde ocorre a ação coletiva. Então o movimento ele também ocupa um espaço, né? Pode ser um
um espaço físico, mas também ou um espaço cultural. Então, trata-se de um espaço não institucionalizado, nem na esfera pública, nem na esfera privada. Então, Geralmente os movimentos sociais eles não são não eles não se institucionalizam, né? Apesar de que a gente vai perceber que tem alguns que encaminham para, por exemplo, criação de de partidos, enfim, organizações. Eh, trata-se de um espaço não institucionalizado, nem na esfera pública, nem na esfera privada, mas devemos tomar cuidado com as generalizações empíricas, denominando de movimento tudo que estiver na esfera não Institucional. Que que ela tá dizendo? Nem todo grupo
de pessoas que se reúnem eh tendo determinadas atitudes na sociedade pode ser considerado um movimento social. Os espaços coletivos não institucionalizados situam-se na esfera pública, não governamental ou não estatal, possibilitando aos movimentos dar visibilidade à suas ações. Então, esses espaços coletivos, eles não são muitas vezes vinculados a uma esfera Governamental, seja ela eh municipal ou estatal, mas eles se colocam pra sociedade como eh espaços onde as suas ações acabam eh trazendo a evidência para o problema que aquele movimento ele tá reivindicando. Então, Bragon, movimentos sociais são ações coletivas de caráter sociopolítico, ou seja, de estrutura
sociocultural, mas também correlacionado com ações e intencionalidades que são de decisões políticas e são construídos por Atores sociais pertencentes a diferentes classes e camadas sociais. Eles politizam suas demandas e criam um campo político de força social na sociedade civil. suas ações, elas vão se estruturar a partir de repertórios criados sobre temas e problemas em situações de conflito. Então, por exemplo, hoje o que a gente entende como movimentos sociais correlacionados a ao conceito de Educação do campo, a gente tem o movimento dos trabalhadores em terra. Dentro desse movimento, eu posso ter pessoas de classes diferentes. Por
exemplo, eu posso ter os trabalhadores, os agricultores que pleiteiam um espaço para poder ter ali o cultivo, seja para sobrevivência, enfim, seja para uma finalidade econômica. Mas eu tenho também às vezes grupos de estudiosos, de profissionais eh de ju de juízes, não, de advogados, enfim, de profissionais Que podem atuar, fazer parte daquele movimento e auxiliar esse grupo de agricultores. Então eles podem vir de não só de classes sociais diferentes, mas de estruturas formativas e educacionais também diferentes e fazerem parte de um mesmo movimento. As ações que eles desenvolvem são processo social e também político cultural
que vão criando uma identidade coletiva ao movimento. Então, à medida que esse movimento ele vai agindo, Intervindo, criando demandas, né, eh conseguindo o alcance determinadas pautas e eh trazendo à tona outras demandas, ele vai também se modificando e ele vai se consolidando ao longo da história como tendo uma identidade específica. exemplo disso, o movimento das mulheres, o movimento negro, né, o movimento dos trabalhadores sem terra, enfim, os demais movimentos que a gente conhece. E essa identidade, ela vai decorrer da Força do princípio de solidariedade. Então, ela é construída a partir da base referencial dos valores
culturais daquele grupo e também dos valores políticos que vão ser partilhados. Então, a partir das definições da Gon, né, na tentativa aí de definir o que são movimentos sociais, a gente vai encontrar na literatura sobre o assunto outra definição elencada por eh Sher Warren, que vai dizer que toda e Qualquer mobilização social de massas humanas, perdão aqui, viu? O termo ficou bem bem errado, esqueci o o M de massas humanas que reivindica alguma coisa do Estado ou determinados segmentos da própria sociedade civil. Então aqui é o outro autor que traz uma outra perspectiva do que
seja movimento social. Então, para ele, eh, toda e qualquer mobilização social que atinja, que envolva eh pessoas de segmentos da sociedade civil e reivindica alguma Coisa, seja do estado ou seja de outras pessoas dessa mesma sociedade, é para ele considerado como movimento social. Já para Souza, os movimentos sociais eles compreendem e exploram pedagogicamente as tensões e contradições da sociedade. Isso porque onde há tensões, as pessoas são obrigadas a repensarem, a reaprenderem e a mudarem valores, concepções e práticas. Que que Souza tá dizendo? Para ela, o movimento social é também um Processo educativo. A medida que
o movimento social ele tensiona e ele faz as pessoas reivindicarem, pensarem as contradições que existem, essas pessoas elas estão aptas a aprender algo com aquilo, né? a ter uma modificação, às vezes até na sua própria identidade. É tanto que as o as pessoas que participam desse tipo de atividade, elas acabam até desenvolvendo uma postura diferente, né? Às vezes a gente que olha de longe, a gente diz, Aquela pessoa ali, ela ela tá envolvida em algum movimento, ela milita sobre algo, porque eles já tavam trazendo isso também na postura, na às vezes até na própria personalidade.
Bom, já para Santos, é possível verificar na literatura que trata sobre o tema, uma profusão de interpretações sobre o conceito, né? Isso acho que vocês perceberam, eh, nomeando inclusive os movimentos como lutas, protestos, Revoltas, revoluções, mobilizações, sendo classificados os movimentos como grupos de interesses, grupos de pressão ou apenas como ações coletivas. Os grupos de pressão, eles vão ser organizados por indivíduos que possuem interesses econômicos ou sociais, tais como boicotes, greves, manifestações e que possuem coesão entre seus integrantes. Então, às vezes, esses grupos de pressão, eh, eles podem ser Considerados, posso até trazer um exemplo que
aconteceu ano passado. ano passado a gente teve a greve dos dos professores da da rede federal, né, da educação federal, dos institutos e das universidade. Acho que vocês devem lembrar disso. Esse movimento ali, a gente pode pensar que ele foi um grupo de pressão. Por quê? Dentro da dessa da greve, a gente tem professores que de fato são sindicalizados, eles fazem parte de um Sindicato e eles se organizam, eles eles têm encontros periódicos, eles estão o tempo todo pensando e problematizando a categoria. E tem os professores que aderiram ao movimento por um interesse econômico ou
social ali específico. Então eles eles não fazem parte do movimento da categoria. Eles se organizaram como um grupo de pressão para atingir um objetivo naquele momento e aí faz a greve para poder atingir aquele objetivo. Nem sempre todas as Pessoas que fazem parte dessa greve fazem de fato parte do movimento da categoria. Vocês estão conseguindo entender essa distinção? Então, acaba sendo um grupo de pressão para uma situação específica. Conseguiram, pessoal, entender essa distinção aqui? Sim. Pronto. Inclusive acontece até hoje em dia ainda em algumas situações de parada de Sim. Em greve mesmo. Sim, sim. Isso
aconteceu ano passado, né? A gente mesmo aderiu a a greve. Estamos colhendo ainda o resultado dessa greve hoje, mas tem outras situações, né? Às vezes, por exemplo, tem trabalhadores de uma empresa privada, aí eles se organizam para fazer pressão, para a atingir um objetivo ali específico dentro da logística de funcionamento da empresa. Então acaba sendo um grupo de pressão. Já tem os grupos de interesse. Esses grupos de interesses, eles defendem interesses específicos, eles pressionam o poder público utilizando como estratégia várias formas de pressão direta com instâncias de poder decisório. Eh, a gente tem, eu diria
que, por exemplo, eh, não tem as pessoas que financiam campanhas de seja de vereadores, de deputados, elas elas têm um interesse por trás de financiar aquela campanha, Né? Geralmente o interesse é que aquela pessoa que for eleita, ela vá tomar decisões ou ela vai implicar em decisões que possam beneficiar aquela que financiou, seja ela ou a família dela, né? O colega disse: "Isso acontece muito?" Acontece muito, né? Principalmente em municípios, né? As eleições municipais acabam também tendo muito ST, principalmente em municípios pequenos. Vocês devem saber disso. Então ali a gente tem grupos de interesses. Eles
se organizam com interesses específicos e eles pressionam o poder público por instâncias de poder decisórios, que são pessoas que representam ou que interferem em decisões eh específicas das instituições daquela estrutura social. E tem também as ações coletivas que podem ser designadas como lutas pela distribuição de renda ou outros serviços sociais. Então, por exemplo, agora acho que vocês Devem estar vendo a discussão sobre a pauta da escala 6 por1. Essa pauta, ela pode ser vista como uma ação coletiva, porque ela movimenta pessoas de diferentes locais do país que passam por aquela situação ou que tem familiares
que passam. Então, acaba sendo uma ação que tem um peso coletivo maior, mas não vai dizer respeito a um movimento social específico, entende? às vezes ela une diferentes movimentos e pessoas que nem estão no movimento também, Né? Bom, segundo o Santos, na atualidade, os paradigmas dos movimentos sociais, eles têm se baseado no modelo norte-americano e europeu e eles vão se classificar como movimentos clássicos e contemporâneos. Dentre os movimentos clássicos, a gente vai ter principalmente os movimentos relacionados a questões de classe, a questões a direitos trabalhistas, a direito das mulheres, né, no dentro da esfera do
do trabalho. Já os os movimentos contemporâneos, eles vão dizer respeito a reivindicações por aspectos que surgiram posteriormente à Idade Moderna. Por exemplo, hoje a gente lida com as consequências da ação humana no planeta. Então, a gente tem grupos de movimentos sociais que reivindicam pela questão da sustentabilidade, pela defesa dos direitos animais, eh, que são pautas que não existiam até então, que não existiam na conjuntura clássica, ou seja, que já São essas pautas surgem da consequência da ação humana agora já depois do da idade moderna. Então, são considerados novos movimentos sociais ou movimentos dentro do paradigma
contemporâneo. Bom, no Brasil, agora voltando aqui pro Brasil, na década de 30 a gente teve seis correntes principais de movimentos. Todas essas seis correntes principais de movimento, elas podem ser colocadas, classificadas dentro do paradigma clássico, certo? Então, a gente teve aí até a primeira república movimentos de base socialista, movimentos dos libertários, movimentos comunistas, movimentos de católicos, movimentos trabalhistas e também dos amarelos. Aí vamos entender cada um desses, né? Dentro dos movimentos socialistas, a gente vai ter grupos de pessoas que se organizam com base na ideia de justiça social, de igualdade, de distribuição de renda. No
âmbito da Educação, esse grupo ele vai lutar por ensino técnico, profissionalizante e laico, que seja gratuito, ou seja, ele vai reivindicar contra a existência da escola de capatase, porque aquela escola só forma pessoas paraa elite, porque aquela escola tem um ensino técnico profissionalizante, mas que é restrito, ou seja, que não é aberto à boa parte da população, então ele acaba não sendo laico. Então eles vão reivindicar contra essa existência de da disparidade de Oferta. Eles também vão reivindicar pela extensão do ensino básico. Então que até então o ensino básico era os anos iniciais do ensino
fundamental, né? Era considerado o básico ali na década de 30. E vão também lutar por uma escola pública universal, laica e gratuita. Em alguns momentos a gente pode pensar que os ideais desse grupo eles acabam se alinhando ao movimento dos pioneiros da educação nova, né, que tem essa mesma Reivindicação. Então dentro desse grupo, eles vão ter uma ideologia pautada no marxismo, mas com foco em reformas graduais, ou seja, não em revolução. O que que significa? Esse grupo aqui de socialistas, eles não queriam mudar o sistema econômico do país naquele momento. Eles queriam eh reivindicar por
melhorias de condições de trabalho e de educação dentro daquele sistema. E aí dentre os principais grupos, a gente teve o Partido Socialista Brasileiro, que é o PSB, que foi fundado em 1902. As características desse grupo defendiam participação política institucional, ou seja, defendiam que a população deveria participar das eleições, deveria se candidatar inclusive nessas eleições e também foram um dos grupos que reivindicaram a a promulgação da CLT, né, a consolidação das leis trabalhistas. acreditavam que era possível ofertar Melhorias por meio do Estado, mas não na revolução violenta. Ou seja, eles não eram um grupo que defendia,
por exemplo, a luta armada para destituir o poder do Estado, fazer uma revolução e modificar a estrutura social. Eles acreditavam que dentro dessa estrutura social eles poderiam ter ganhos, né? Eles poderiam conseguir algumas conquistas. Eles foram menos influentes que os anarquistas e que os comunistas nesse período. Bom, ainda dentro desse período A gente teve o grupo dos libertários, que eram os anarquistas e os anarcosindicalistas. Para eles, eh, era preciso ofertar uma educação que fosse contra o Estado, contra o capital e contra a igreja. Então esse grupo, diferente dos socialistas, ele queria de fato destituir o
poder do Estado, ter de fato uma um revolução na sociedade. E aí eles desenvolveram, eles eram de tal forma que eles não queriam nem usar a educação ofertada pelo Estado. Eles Queriam desenvolver uma prática própria de educação. Eh, em relação às características, né? uma ideologia de rejeição ao estado, de rejeição ao capitalismo e a hierarquia e a defesa da ação direta. Os principais grupos foram a Federação Operária Brasileira e a Confederação Operária Brasileira. Características: Eles acreditavam em fazer ações diretas. Então, para esse grupo, eles não queriam fazer um partido Político para pleitear eleições e através
das eleições eles conseguirem ganhos para o seu grupo, porque eles não acreditavam e eu diria que não acreditam, né, até hoje os que ainda existem não acreditam na que o Estado dentro do contexto capitalista possa atender seus interesses. Então, por isso eles defendem a ação direta, as greves, os boicotes, a sabotagem. Eh, não, para eles a organização em sindicatos deveriam ser sindicatos Autônomos, sem ligação com partidos ou ligação com o governo. Tiveram uma grande influência nas greves da década de 1930, a exemplo da greve geral de 1917 e rejeitavam a política eleitoral. Então, o lema
deles era nem patrões, nem governo. O outro grupo seriam os comunistas. Estes eram pautados na ideologia do marxismo leninismo, acreditavam na revolução proletária e na ditadura do Proletariado. Um um marco para eles foi a criação do PCB em 1922, né? E tiveram uma influência mais consolidada depois da revolução russa. e as características defendiam a luta revolucionária e a formação de um partido de vanguarda. Eh, semelhante ao a aos anarquistas, né? Eles acreditavam, eles acreditam na modificação revolucionária mesmo, né? Na reconstrução aí do do sistema social. Só que mesmo assim eles Fundaram o partido, né? Partido
Comunista do Brasil, que perde força, depois ganha força de novo, ao longo da história do do nosso país. E mas ainda continuam com essa mesma ótica. Eh, inicialmente eles eram pequenos, mas eles ganharam força a partir após a repressão aos anarquistas e tiveram conflito com os anarquistas, principalmente pela disputa com da liderança do movimento operário. Então, dentro do movimento Operário, lembram que eu disse que às vezes dentro de um mesmo movimento pode haver essas decisões? Então, dentro do movimento operário, a gente tinha o conflito entre os anarquistas e os comunistas, né? Eles tinham interesses diferentes.
Bom, dentro desse contexto, a gente teve também os católicos ou os operários católicos. Esses partiam da doutrina social da igreja, que defendia o combate ao socialismo e a defesa da harmonia entre As classes. Então, esse grupo ele já era contrário ao grupo dos comunistas, dos anarquistas, né, e dos socialistas. E teve como principais grupos os círculos operários católicos. As características, oposição ao socialismo e ao comunismo, que eram vistos como inimigos da família e da religião, promoviam a assistência social, ou seja, eles desenvolveram escolas cooperativas justamente também para afastar a influência dos operários Radicais, né, que
eram influenciados ali pelos anarquistas, pelos comunistas e tinham o apoio da elite e da igreja católica, porque eles se alinhavam a ideais mais conservadores, né? Ideais que conservadores no sentido de conservar a forma como as coisas vinham acontecendo, né? O quinto grupo era dos trabalhistas. Então, esse grupo ele não tinha uma vinculação a uma corrente hegemônica, né, homogênea ali. Então, Fazia parte desse grupo tanto anarquistas quanto comunistas, quanto socialistas, quanto também católicos, né? católicos que eram operários, eles também reivindicavam a as lutas trabalhistas. E dentre os principais grupos, né, tivem f tivemos as lideranças que
se alinharam depois a Getúlio Vargas, né, em 1930, 1945. Esse grupo ele fez a negociação com o estado a invés de entrar em confronto e foi através dele que a gente Teve eh a consolidação das leis do trabalho, né, em 1943. ganharam força com o declínio dos anarquistas e com a ascensão do governo Vargas, uma vez que eles tinham um diálogo, né, uma proximidade com o governo. Então, a acabou que por concessão eles tiveram aí a aprovação da CLT. E o sexto movimento é o movimento amarelo. Eles colocam amarelo, entre aspas, porque eram os Sindicalistas
que era como se eles estivessem infiltrados, né? né? Seriam os infiltrados, seriam os sindicatos que não eram eh controlados pelos trabalhadores e sim pelos patrões ou pelo governo. Então, eram sindicatos manipulados para evitar greves e evitar o radicalismo. Eram geralmente ligados a empresários e ao estado, que é o exemplo dos sindicatos fantasmas, e eram repudiados pelas correntes Revolucionárias porque eles eram vistos como traidores, né? Ou seja, era aquele grupo que se adentrava no movimento trabalhista para poder minar na base o que tava sendo planejado, né, o que tava sendo proposto. Gente, tranquila para aqui que
é muita coisa, né, que eu tô falando. Tá tranquilo, né? Bom, então para para Paludo, nas práticas educativas socialista dos libertários e dos comunistas, pode-se Observar uma leitura crítica da realidade. Ou seja, esses grupos, eles entendiam que a sociedade, a a educação, perdão, ela é inserida num contexto sociopolítico e ela pode ter uma outra finalidade além de perpetuar os interesses dessa sociedade. E esses noamentos eles pautam as discussões sobre as concepções de educação do campo até hoje. Por quê? Eh, imaginem, imaginem, não, lembremos que pelo processo que nós vimos até Então, as pessoas que estavam
no campo, as pessoas pobres, a os negros, né, depois da avaliação da escravatura, os próprios indígenas, os que permaneceram, os imigrantes europeus pobres, pela estrutura que estava dada, boa parte deles ia continuar sem ter acesso à educação, ou mesmo que tivesse acesso educação teria o acesso a ao mínimo, né, ao mínimo do mínimo que o estado poderia ofortar. Então, quando a gente olha esse Contexto, nós percebemos que há uma contradição entre os interesses, né? enquanto o governo e a elite queriam manter essas coisas como está, essa população mais carente, ela ansiava ter acesso a essa
formação, porque seria também uma possibilidade deles pensarem uma outra estrutura de organização para paraa sua própria vida, né? Eu não diria nem tão radical quanto os anarquistas, mas para ter uma condição de vida melhor, para ter uma Moradia, enfim, para ter uma estrutura de vida que fosse mais digna. Então, havia conflitos nesse sentido. Alguém levantou a mão? Não, de vez em quando eu ouço o barulho, se você tivesse levantado a mão. Bom, paludo, ele vai ressaltar que na primeira república a gente tinha uma concepção pedagógica tradicional que acabou eh que sufocou, na verdade, a consolidação
de uma concepção pedagógica socialista e libertária. E aí isso foi Eh ocorreu com o advento da concepção pedagógica da escola nova. Então a concepção pedagógica tradicional ela já não fazia tanto sentido, né, para o contexto da época. Só que a concepção socialista e libertária, pelo talvez pelo radicalismo que esses grupos traziam, acabou não tendo, eh, não tendo tanto êxito, né, em sua difusão. E isso deu margem paraa pedagogia da Escola Nova. É tanto que nesse contexto, quem é que vai se Sobressair nas discussões em relação à educação? O movimento dos pioneiros da educação nova, né?
Dentro desse movimento, a gente teve o Anío Teixeira, o Lourenço Filho, o Fernando Azevedo, que foram intelectuais que entraram em cena eh em relação às discussões sobre os rumos da educação do país e que acabaram trazendo também a pauta da educação pública laica, gratuita, né? Isso começa na década de 30. Pode falar se alguém levantou a mão. É Que eu não tô vendo aqui, professora, a gente vai ter outra aula, certo? Mas começa 8:30, né? A próxima aula é isso, né? Acho que sim. Tô quase, eu acho que era doido, desculpa. Pronto, eu já tô
terminando. É porque eu eu queria finalizar para poder orientar vocês em relação à atividade. Certo? Bom, então essa educação ela seria oferecida às populações do campo, embora tivesse a influência aí da ideologia Assistencialista, né, a educação oferecida pelo governo Vargas. E o próprio manifesto ele ele ele traz essa ideia. E é preciso para reagir contra esses males, que seria a questão da ignorância do analfabetismo, já estão lucidamente apontados por via de uma solução o problema educacional das massas rurais. Então o manifesto dos pioneiros da educação nova, ele traz também a defesa dessas escolas rurais. Só
que uma crítica que se faz é porque Ele não eles acabam não trazendo a especificidade dessas escolas rurais, né? não trazendo a de fato as características do contexto rural para poder ser pensado. Então é um movimento que pensa a escola de uma forma mais ampla. E aí esse período de 1930 a 1936 fica marcado pela transição cultural e também econômica. E essa mudança vai refletir na mudança também da estrutura educacional. Bom, gente, aqui eu não vou me deter Tanto pela questão do tempo, mas assim em síntese, a gente percebe que a história da educação do
campo, ela é marcada pelo abandono e também pelos tropeços do poder público. Em oposição a essa situação, surgiram as iniciativas dos movimentos sociais e sindicais para poder tentar pensar e reivindicar mudanças nesse sentido. Na nossa próxima aula, a gente vai eh dar continuidade, começando a pensar de fato a educação do campo, Né? Eh, já a partir das reestruturações também legais. E eu queria só finalizar eh orientando em relação à à avaliação desse dessa aula, né, desse desse desse dessa semana, que seria a tarefa um. Eh, ela vai trazer três perguntas aqui. O que que vocês
vão fazer? Tem um arquivo. Não, não vai ter frequência, Gcélia. Eu vou fazer a frequência pela entrada de vocês no quando vocês entram na sala do Meet, ele gera uma planilhazinha no Excel para mim, tá bom? Então, nessa Tarefa vocês vão clicar aqui, aí vão baixar o arquivo em Word e aí nesse arquivo vocês respondem as perguntas e depois anexa de novo, tá bom? Então são três perguntas. Quando surgiram os primeiros movimentos sociais? Então vocês vão vão lá ali para o contexto de fato da industrialização, que é quando a gente tem a organização dos primeiros
movimentos operários e a influência desses movimentos sociais que advém também dos outros países. Pode Perguntar, deixa eu ver aqui o nome, professora. Eh, aí quer dizer que só tem essa atividade, atividade um. Não, porque eu tava de viagem não tô muito atualizado, não. No caso, eu não tô de viagem. É, a gente teve teve uma atividade na aula um, que foi só um fórum que tá aberto ainda. As duas atividades ainda estão abertas. O prazo para vocês enviarem. A primeira foi só um fórum, né? Era uma pergunta para vocês responderem através do fórum. E Nessa
nessa semana a gente tem essa outra tarefa que é para responder essas três perguntas. Então, até o momento, a gente só teve essas duas atividades, certo? Eh, elas vão ficar abertas até que dia? Essa daqui acho que vão ficar até o dia 5, se eu não tiver enganada. Até o dia 5, no caso, próxima segunda. Certo. Obrigada. Era só isso. Por nada. Teve outra pessoa que levantou a mão, que é Jéssica. Não, Jeane. É Jeane. Professora, para mim não tá aparecendo a aula dessa semana, só tá é o qu tem. Qual é? Quantas aulas tá
liberada, na verdade? Até o momento só duas. Ah, tá. Então, professora, vai disponibilizar a chamada que nós temos outra aula. Como eu disse anteriormente, eu não vou fazer frequência. A frequência vai ser feita por Esse gente. Eu vou só, aliás, deixa eu tirar só mais uma dúvida. A, essa semana termina hoje por conta do feriado. O que que eu fiz? Eu iniciei a iniciou a aula dois dia 22 e ela vai até hoje. Aí amanhã é que vai começar ser disponibilizado para vocês a materiais da aula três, tá certo? Aí ela começa amanhã e vai
até próxima segunda. Tranquilo? Atividade a gente pode responder até quando? Essa atividade um vocês podem responder até o dia 5 de maio. Ah, tá bom. Obrigado, professora. Eh, sobre a avaliação da senhora, como é que vai ser a avaliação? Vai ser prova mesmo? Papel? Todas essas atividades são avaliação, só que a gente vai ter uma avaliação presencial que vocês vão fazer no polo no dia 17 de maio. Aí é é uma prova, são questões objetivas. Em relação a essa prova, eu posso eh a senhora pode mandar por PDF, aí eu Imprimo, faço e mandar a
foto da senhora. É porque eu tô em viagem, eu tô bem longe da minha cidade de Natal, onde tem o Polo. Então eu acho que eu não sei se eu posso fazer isso, porque essa atividade obrigatoriamente vocês têm que fazer presencial. O que você pode ver é é talvez conversar com o tutor do polo do seu polo para fazer em outro dia, depois do dia 17. É, daqui para lá a gente fez isso. Então, problema pro futuro, deixar pro futuro, certo? Bom, gente, eu vou encerrar aqui a gravação.