Pedro Duran, para além das posturas, né, com com e as diferenças de acordo com status social e cor, o que ocorreu dessa galera pelas ruas com moto manifestando-se a favor? Nossa, mas é muita gente. É bastante, é o rolezinho, né, que a gente fala no que aconteceu.
Manifestação a falta do manifestação de de apoio, né, ao cantor, pedindo a liberdade dele, um pouco do as pessoas que estavam ali defendendo que ele não deveria ter sido preso e que é uma perseguição, a favela, funk, etc. e tal. Um discurso que aliás rodou bastante as redes sociais.
Elisa, bom dia para você, bom dia para todo mundo que acompanha a gente aqui na CNN. Mas queria destacar que teve um detalhe que chamou atenção no momento da do registro do posto do rodo no sistema penitenciário Fluminense, que foi o fato de ele ter dito que tem ligação com o comando vermelho. Quando ele foi questionado, quando você entra no sistema prisional, você é preso, eu nunca fui preso, mas já cobri muitas prisões, sei como é, você tem um cadastro onde você é fotografado, onde você tem os seus dados colocados ali no sistema.
E um desses dados, uma dessas informações que a Secretaria de Administração Penitenciária questiona é: você é faccionado? Se sim, a qual facção você pertence? Por quê?
para que eles não juntem no mesmo presídio, na mesma unidade, até na mesma cela, pessoas de facções rivais e isso possa provocar um problema dentro da cadeia. Posto do rodo declarou ter ligação com o comando vermelho e, portanto, foi transferido para Bangu 3, como a Rafaela tava explicando, numa ala onde há predominantemente presos do Comando Vermelho para justamente não ter contato com outras facções. A gente mostrou ontem aqui as letras dele, fazendo até referências contra outras facções, como o TCP, que é o Terceiro Comando Puro, ou o ADA, que é o Amigos dos Amigos.
Uhum. E isso é mais um capítulo dessa história que ainda vai investigar qual é a relação do posto do rodo com o Comando Vermelho, se de fato há não há eh uma explicação para isso. Tem até fala de um advogado que eu vou trazer aqui sobre liberdade de expressão, mas queria antes trazer, Elisa, o destaque do que diz a polícia, porque a polícia se manifestou e tem se manifestado nas redes sociais.
Essa prisão, ela marca uma mudança de estratégia de comunicação por parte da Polícia Civil do Rio de Janeiro, tentando explicar um pouco do que tá fazendo no dia a dia. Preparamos uma arte que mostra então as falas da polícia contra os comentários que são feitos na internet. Eles passaram a responder esses comentários.
Ah, começaram a responder, é, com vídeos e tudo mais, né? Então, só prendem preto e favelado, comenta aqui uma pessoa na internet e a polícia responde: "Crime não depende de cor ou de origem. É preso porque é criminoso, porque é suspeito e não porque é preto ou porque é favelado.
" Dizem: "O funk tá sendo criminalizado e a polícia rebate. O preso usava a música como ferramenta de guerra. Cantar ou participar de um gênero musical não é crime.
Usar a música como um elemento de guerra na visão da polícia é apologia ao crime. A prisão foi exagerada, aquela ação que a gente viu ali dentro da casa dele e tudo mais. E aí a resposta, a operação foi planejada para não ter risco pras pessoas, pra comunidade.
Foi planejada com antecedência, diz a polícia. Se fosse branco e rico, não seria algemado, que é o que você tava falando. Comentários das pessoas nas redes sociais.
E responde a polícia do Rio de Janeiro. A algema depende da conduta e do risco de fuga, não da cor ou do status social. Versão da polícia.
O que diz a polícia para rebater esses comentários. E por último aqui, querem silenciar a periferia? e responde a polícia.
Quem verdadeiramente representa a comunidade é o trabalhador, é a mãe, é o pai que sai de casa todos os dias para poder buscar uma um sustento pra sua família. É muito legal você trazer esse o que comenta e o que é respondido, né? Porque você traz o o o algo comportamental, né, que a gente viu muito nas últimas horas e a polícia justificando ali risco de fuga ou qualquer coisa, ou seja, como se tivesse apresentado risco de fuga ou que tivesse como se tivesse apresentado também alguma resistência.
Estão fazendo as justificativas deles, das imagens, né? É porque eu acho bom, é bom para trazer os dois lados aqui, né? A crítica das pessoas e a explicação da polícia.
Só para terminar, falei com Alexandre Fidalgo, que é da Comissão de Liberdade de Expressão da Ordem dos Advogados do Brasil, advogado, sobre a questão da discussão da do motivo do crime. E o motivo do crime do poso de rodo é porque a música dele faria apologia ao crime, ao tráfico e por isso seria também um crime. Me diz então o advogado, a gente pode até botar as imagens do posto de rodo sendo preso.
Obrigado, Natan. Se a justificativa da polícia é que as letras exaltam o crime, me parece que existe uma distância de apologia, ficando mais no campo da liberdade artística e de expressão. É uma linha perigosa o entendimento de que constitui crime de apologia, letras de música que exaltam o crime.
Evidentemente, precisamos analisar cada letra para avaliar se de fato representa uma apologia. Mas uma letra que fale do crime não pode ser compreendida como crime. Mau gosto não é ilícito.
A liberdade de expressão deve ser sempre prestigiada em hipóteses de dúvida ou de difícil enquadramento de ilícito, porque tem um valor estruturante para a nossa democracia. Portanto, a manifestação do especialista nesse assunto, Alexandre Fidalgo, sobre a criminalização das letras do cantor Pose do Rodo, fanqueiro, conhecido não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil. Elisa, Pedro Durã, trazendo aqui um dos assuntos mais clicados, comentados e que a gente também fala sobre isso, porque relembrando, é porque se eventualmente alguém não consome a música, não conhece, porque visto de fora, algumas pessoas têm essa percepção, ah, se eu não conheço, então essa pessoa não importa, né?
A gente no dia a dia às vezes fala: "Isso é verdade". Tem 15 milhões de seguidores, 6 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Eventualmente você pode não consumir esse estímulo, esse som, mas milhões de pessoas consomem, né?
Então não é porque a gente não consome, que o assunto não importa. Muita gente consome, principalmente jovens. E por isso o Auê todo em cima desse desse artista.