[Música] Olá educadores educadoras demais profissionais da educação da rede pública Estadual bem-vindos a mais uma TPC do conviva hoje trataremos de um tema das questões emergentes que desembocam na escola sobre o preconceito e entre eles um dos mais importantes que é a misoginia para tanto eu vou fazer a minha apresentação Eu sou uma mulher branca de estatura baixa cabelos grisalhos uso óculos estou trajando uma blusa preta uma calça listada e tenho o imenso prazer de compartilhar dessa TPC com a professora Juliana Lima autoridade no assunto para falar das questões de inclusão representante da Equipe técnica
do centro de inclusão educacional da CEDUC e a Doutora Cristiane LMA promotora de Justiça convidada que também é autoridade no assunto e que vai tratar pra gente dessas questões a serem abordadas com toda a sensibilidade na escola com a palavra então a Juliana Lima Olá apresados colegas professores sou Juliana Lima Sou professora da rede atualmente integro a equipe né do SN centro de inclusão educacional é com muito prazer que eu venho a convite aqui do convivo a falar desse tema tão importante e para começar vou me autodescrever sou uma mulher preta de estatura média cabelos
cacheados curtos e uso óculos visto uma blusa azul uma saia estampada e e estou muito feliz de estar aqui trazendo uma grande parceira da CEDUC né na luta contra as desigualdades que é a d Cristiane rilau Olá a todas as professoras professores queria cumprimentar também Jurema querida Juliana parceira aí de projetos comuns que o ministério público tem com a secretaria de educação já algum tempo e que tratam especificamente da questão das desigualdades e como promotora de Justiça aí há 26 anos estou mais do que segura de que o enfrentamento tem que se dar de forma
interdisciplinar por isso a importância desse programa Bom eu tenho cabelos castanhos até os ombros tenho olhos castanhos sou branca e estou trajando um vestido preto de alças um prazer estar aqui devou a palavra à minhas colegas então com essa audiodescrição a gente vai dar uma chamadinha para um breve intervalo para fechar esse primeiro bloco com umas questões que vão ser abordadas pela própria instituição aguardem um instante que voltamos já já não saiam [Música] daí Olá professores hoje eu vim falar sobre uma de Doug lemov que realmente transformou a maneira como eu abordo o ensino em
sala de aula planeje para o erro exatamente Aline e essa técnica tem feito Maravilhas para melhorar a forma que lidamos com os erros de nossos alunos e transformamos esses erros em momentos de aprendizagem valiosas planejar para o erro envolve antecipar os erros mais comuns que os estudantes possam cometer durante a aprendizagem de um novo conceito isso nos permite criar estratégias para dar esses erros de maneira mais construtiva e é como preparar Aline uma rede de segurança para nossos estudantes permitindo que eles saibam que eles podem errar e que estamos aqui para guiá-los Aline e você
como que planeja a sua aula conta pra gente PR os professores durante planejamento de uma aula Eu dedico um tempo para pensar sobre os pontos em que geralmente os estudantes enfrentam mais dificuldades é quase como prever os obstáculos que eles podem encontrar durante o aprendizado isso faz toda a diferença Aline porque a gente pode criar atividades exemplos e discussões que abordem diretamente esses erros e os alunos se sentem mais preparados e mais seguros quando eles percebem que nós professores estamos considerando as suas dúvidas e quando esses erros acontecem não os encaramos como falhas mas sim
como oportunidades valiosas quando um aluno comete um erro É uma chance de investigar porque aquele erro aconteceu E assim ajudá-lo a corrigir o entendimento É isso mesmo e é melhor que os alunos não têm medo de errar porque sabem que estamos ali para apoiá-los quando eles necessitarem isso cria um ambiente seguro colaborativo e bom paraa Nossa aprendizagem mas Ana na prática como é que isso funciona bom eu gosto de atividades que expõem os alunos aos erros e que eles possam criar discussões ricas em sala de aula e assim eles compartilham seus pensamentos e junto procuram
soluções e não se trata apenas de corrigir o erro mas também de entender a raiz do erro ao fazê-lo assim Os alunos não apenas corrigem seu pensamento mas também desenvolvem uma compreensão mais profunda do conteúdo É isso aí Eline essa abordagem também ajuda a construir a resiliência dos Estudantes eles aprendem que o erro ele faz parte do processo e que através dos erros eles realmente crescem como aprendizes então colegas professores se vocês querem criar um ambiente de aprendizado que valoriza o erro como uma ferramenta de crescimento Experimente planejar para o erro vocês vão adorar ver
a transformação na confiança e no entendimento dos seus estudantes É isso mesmo Aline Essa é a chance de transformar os erros de nossos estudantes em trampolim para o sucesso deles vamos [Música] juntos amos com o nosso segundo bloco agora para falar dos objetivos desta TPC do assunto propriamente dito para começar e da nossa experiência então com vocês a Juliana por favor eh pessoal os objetivos dessa TPC são elucidar o conceito de misogenia né Às vezes a gente confunde aí um pouquinho acha que a mesma coisa misogenia machismo mas a doutora já vai explicar que não
é Ah nós gostaríamos de fomentar A reflexão sobre como a misoginia acontece no contexto escolar tá E também oferecer alguns subsídios de abordagens para enfrentamento No que diz respeito a violência contra a mulher e para começar vou chamar a Dra Cristiane para falar um pouco sobre os conceitos aí de machismo e de misogenia Obrigada Juliana dando aí um um breve Panorama né a gente poderia dizer que a misoginia ela é uma das expressões do machismo né a gente poderia dizer bom misogenia é o ódio né o ódio contra a mulher mas o machismo é algo
mais amplo o machismo ele está diretamente associado a uma questão cultural a uma narrativa que nós vamos aprendendo ao longo do tempo que tem raízes históricas culturais sociais políticas questões até econômicas que atravessam essa narrativa e que desenvolvem um sistema de normalização da superioridade do homem em relação à mulher Neste contexto cultural e narrativo está a misogenia que são as ações praticadas de violência contra a mulher especificamente podem se dar de forma verbal né a violência psicológica podem se dar de forma física a violência física sobre isso a gente vai conversar um pouquinho vou falar
brevemente né em razão do tempo aqui que a gente tem eh sobre as perspectivas jurídicas do enfrentamento das violências todas da misoginia Então se quiser colocar o outro slide ele traz aqui algum Panorama legislativo esse Panorama não esgota o tema né traz aí três leis que tratam do assunto do enfrentamento da misogenia da importância que esse enfrentamento tem para o sistema de Justiça mas eu gostaria de destacar a Lei Maria da Penha né a Lei Maria da Penha que fez aí eh aniversário recentemente né em agosto atingiu a sua maioridade 18 anos de Lei Maria
da Penha e dizer que a Lei Maria da Penha ela foi uma revolução no sistema de direito a ONU entende que a Lei Maria da Penha é uma das três leis mais importantes de enfrentamento da violência de gênero do mundo a gente sabe que hoje em dia eh mais de 98% da população já pelo menos ouviu falar da Lei Maria da Penha é uma lei então bastante popular e ela é importante porque ela quebra uma tradição Histórica de tolerância com a violência de gênero e a violência que ocorre no âmbito doméstico Mais especificamente a gente
tem aquela falsa ideia de que o estado né não pode se meter nas questões que acontecem dentro de casa nas questões que acontecem no casamento nas relações interpessoais isso não é verdade né a gente tem que eh trabalhar todos juntos para o enfrentamento De toda forma de violência inclusive principalmente aquela que está invisibilizada no ambiente doméstico e o que é bastante revolucionário da Lei Maria da Penha é que ela não só prescreve sanções penais né prescreve penas para a prática das violências todas psicológica patrimonial física como ela também induz políticas públicas e é aí que
eu queria conversar muito diretamente com os educadores uma das coisas essenciais da Lei Maria da Penha é entender que para enfrentar a misogenia a gente tem que enfrentar o machismo também que é a cultura o caldo cultural e não existe melhor forma de fazer isso senão com a política de educação daí a importância do espaço escolar espaço onde a misogenia pode acontecer né não é a violência doméstica Mas é uma violência de gênero e espaço onde estereótipos de gênero podem ser desconstruídos onde o que é ser mulher o que é ser homem pode ser debatido
desde aidade das Crianças então uma das dos pontos chave da Lei Maria da Penha É porque ela fala assim olha a lei é importante a gente tem sanções severas para responder aos atos de violência Mas a gente não pode trabalhar sozinho a gente tem que trabalhar com os outros atores sociais a gente tem que trabalhar com a educação a gente tem que trabalhar com a assistência social com a saúde a gente tem que trabalhar no incentivo a todas as políticas públicas devolvo aqui paraas colegas e depois volto mais um pouco para conversar com vocês sobre
o que a gente pode fazer bom então sendo assim diante de todo esse esclarecimento Eh vamos chamar para um breve atenção de vocês para uma pergunta interativa a nossa primeira pergunta interativa então retornamos com o segundo bloco para começar eu passo a palavra paraa Juliana Então pessoal a violência de gênero no contexto escolar pode ocorrer de várias formas aqui eu coloquei né nós colocamos alguns exemplos que a violência física propriamente dita né a violência sexual que tá aí ligada a às questões de assédio né à questões de intimidação das meninas na escola a violência psicológica
que são ações né que vão comprometer a saúde mental das meninas eu vou dar um exemplo muito bobo mas que causa um constrangimento por exemplo entre as meninas na escola que é aquele discurso assim ai fulana Tá de tpm Olha que coisa desagradável aquilo constrange A menina já não tá bem já tá com cólica né Já tá no mal-estar ali desse período né do ciclo e ainda tem que ficar ouvindo esse tipo de grosseria isso não deixa de ser uma violência e eu vou reforçar ainda que a gente ouve isso até dos nossos colegas de
trabalho né Isso é muito desagradável e caracteriza uma violência Assim entre os estudantes é muito comum a questão da violência virtual que caracteriza assim eh exemplificadamente como agora é muito comum entre a juventude né essa coisa de eh de trocar fotos íntimas e às vezes no intuito né de desmoralizar alguma colega alguma estudante esse esse menino né Compartilha essa foto com várias pessoas eh imagine com intuito de moralmente abalá-la só que isso acaba que abala toda a vida escolar né né ess esses todas essas violências vão impactar a saúde mental o sentimento de segurança dentro
daquele espaço escolar o desempenho acadêmico né porque essas meninas muitas vezes quando estão numa situação de Sofrimento costumam faltar na escola ou ainda quando estão aí no período menstrual elas faltam porque sabem que podem sofrer algum tipo de de violência ouvir alguma coisa que não gostam Então a gente tem que prestar muito aten ção nisso e digo e repito isso acontece tanto entre o corpo de sente Quanto ah no corpo docente tanto entre os profissionais vamos dizer assim então são pequenas coisas sabe não é ah quando a gente fala de combater de enfrentar a violência
de gênero a gente não tá falando em nada mirabolante não é só prestar atenção e pequenas atitudes do nosso dia a dia sabe é é o início é o básico sabe é ter esse olhar de preocupação de acolhimento de entender que sim é violência quando você olha para uma mulher e fala coisas baseado na na no gênero dela tudo bem agora sim como eu disse a gente não tá eh não tá dizendo né que a gente tem que ter fazer projetos mirabolantes coisas mirabolantes eu vou dar um exemplo até fazendo uma interseccionalidade aqui falando da
ética Ubuntu a ética buntu é uma filosofia africana tá que preza muito a comunidade enquanto um valor né enquanto um princípio existencial eh o bem-estar de cada um é o bem-estar de todos e ao mesmo tempo o bem-estar de todos é o bem-estar de cada um então todos têm responsabilidade dentro desse contexto e a gente pode começar a a organizar a escola nesse sentido né gerando bem-estar para todos meninos meninas profissionais né gestores ã hoje a gente fala muito né que enfrenta as violências na escola mas muitas vezes e eu falo por mim pelas minhas
práticas tá eh a gente tem um comportamento violento também não percebe então o princípio de tudo é isso gente ter esse olhar mudar os paradigmas não é uma demanda nova não é um trabalho novo é simplesmente um novo par digma de existência não só no trabalho mas de comunidade é uma nova visão e uma visão necessária é preciso romper com os estereótipos com os paradigmas com os nossos preconceitos a gente tá numa construção mas a gente precisa estar comprometido né com o enfrentamento às desigualdades isso começa com uma mudança individual é um olhar nosso de
não viver num zismo sabe Ah mas no meu tempo não tinha isso no meu tempo não tinha aquilo Olha eu acho que tinha mas de qualquer forma a gente só não enxergava mas independentemente disso O mundo é dinâmico o mundo é ciclo as as visões mudam os valores se transforma e criam novos paradigmas tá então quando a gente pensa aí que na a a escola é uma instituição que reflete o que acontece Fora D a gente entende que essa instituição tem um papel social para além do acadêmico é esse olhar que a gente tem um
olhar de comprometimento com o mundo melhor quase todas as atpcs que eu participo Eu costumo falar uma frase e eu não vou deixar de falar hoje se a gente quer um mundo melhor a gente precisa de pessoas melhores e essa pessoa melhor tem que começar sendo você né tendo esse olhar para o outro tendo esse olhar para o mundo que a gente vive atualmente tá bom e eu vou passar aqui pra Jurema tá pra gente ir pro próximo bloco e já volto para conversar com vocês então a cada TPC desse conviva maravilhoso programa que tá
na rede pública vamos aproveitar pessoal a cada TPC eu me flagro o quanto que na cultura familiar o quanto que ao longo dos tempos a gente sem perceber sem ter consciência a gente repete padrões de comportamento de atitude e repete também os preconceitos tomando essa conscientização tão importante vamos fechar esse segundo bloco Vamos fazer um breve intervalo não saiam daí hein a gente volta já [Música] já Olá colegas professores hoje estamos aqui para compartilhar algumas dicas valiosas de Como aproveitar ao máximo a técnica planeje para o erro de dougl MOV Exatamente Essa técnica é uma
das minhas favoritas porque realmente nos permite transformar os erros dos Estudantes em oportunidades de aprendizado significativas a primeira dica é conheça bem o seu currículo e os pontos que costumam ser mais desafiadores para os estudantes isso ajuda você a antecipar quais erros eles podem cometer ao aprender um conteúdo e não tenham medo de pedir ajuda aos seus colegas juntos vocês podem identificar erros comuns e estratégia para abordá-los uma dica prática é crie uma lista de erros comuns que você já viu em aulas anteriores isso pode ser uma referência útil ao planejar as suas atividades e
quando você estiver planejando as atividades inclua questões que explorem realmente os erros isso trazer os erros à tona e abre espaço para discussões em sala de aula e professores ao abordar um erro lembre-se de manter uma atitude Positiva em vez de apenas dizer que a resposta está errada pergunte aos alunos porque Eles escolheram aquela resposta e ajude-os a entender onde Poderia ter havido um deslice e não se esqueçam de envolver os estudantes no processo peça a eles para compartilhar suas próprias estratégias para evitar ou corrigir determinados erros isso fomenta uma cultura de aprendizado colaborativo mas
Ana você tem mais alguma dica pra gente Tenho sim durante a aula quando você identificar um erro transforme ele em uma oportunidade use o erro como ponto de partida para discussões mais profundas os estudantes precisam debater e analisar diferentes abordagens desenvolva atividades que explorem especificamente esses erros mais comuns crie questões exercícios situações de aprendizado que permitam que os alunos cometam esses erros e quando os erros ocorrerem em sala de aula aproveite-os como oportunidades para discussão pergunte aos estudantes porque Eles escolheram certas respostas ou abordagem e guios a entender onde o erro pode ter acontecido após
identificar um erro Peça aos alunos que compartilhem estratégias para corrigi-lo incentive-os a debater diferentes abordagens e explorar soluções alternativas traga exemplos do mundo real que ilustrem os erros comuns e suas consequências isso ajuda os estudantes a perceberem a relevância do aprendizado e como evitá-los em situações reais professores incentive os alunos a refletirem sobre os seus próprios erros e a procurarem maneiras de corrigi-los isso os empodera no processo de aprendizagem avalie se a técnica está sendo eficaz Observe se os alunos estão se tornando mais consciente de seus erros e se estão melhorando em evitar ou corrigir
os erros incentive os alunos a refletirem sobre os seus erros e a considerarem como poderiam abordar e por último não deixem de Celebrar os erros como momentos valiosos de aprendizado mostre aos alunos que Errar faz parte do processo e que eles estão crescendo e desenvolvendo suas habilidades então colegas professores se vocês querem criar uma sala de aula onde os erros são vistos como degraus para o sucesso experimente a técnica planejar para o erro vocês vão adorar o impacto Positivo na confiança de seus estudantes É Isso Aí Ana Essa é a chance de transformar os erros
em oportunidades de crescimento e criar uma geração de alunos resilientes e confiantes vamos [Música] juntos então estamos de volta para o terceiro e último bloco da nossa atpc onde será sistematizado tudo que foi dito com dicas sobre que atitudes podemos tomar quais atividades podemos desenvolver para incentivar e melhorar a conscientização sobre esse tema tão importante que é a misogenia então com a palavra professora Juliana Pois é pessoal então os professores olham né os interlocutores aí olham pra gente mas o que que a gente faz como eu sempre digo não é nada muito rebuscado combater a
misoginia na escola Ah o princípio de tudo é o quê Como eu disse lá anteriormente é o comprometimento de todos é o comprometimento da comunidade em combater essas violências em combater o machismo não é uma tarefa só dos professores não é uma tarefa só dos gestores e também não é só para as meninas tá todos TM que estar envolvidos comprometidos com esse mundo melhor que eu costumo dizer um mundo sem desigualdades um mundo sem violência doméstica um mundo sem violência de gênero um mundo sem racismo e E por aí vai então todo mundo tem que
estar envolvido nesse processo Ah claro que é importante né que nas aulas existam uma abordagem é importante né que existam projetos mas antes disso né tem que a escola já tem que ter essa perspectiva esse olhar né de uma comunidade onde a felicidade de um o bem-estar de um depende do todo eh então promover né um ambiente Seguro é essencial para que esses alunos tenham um bom desempenho acadêmico para que eles se desenvolvam enquanto pessoas para que eles não faltem na escola tá bom é de profunda importância não é Jurema É sim Juliana você tem
toda a razão e aí com essas questões que tudo que diante de tudo que foi exposto eu vou chamar paraa segunda pergunta interativa então Voltamos com a continuidade desse terceiro e último bloco com a palavra Juliana Juliana me ajuda o que que eu faço coisa simples gente como eu já disse nada de muito complexo falar sobre sororidade né que é esse olhar de menina para menina de professor paraa professora de professora PR as meninas e é a sororidade tá muito ligada a questão da muito relacionada à empatia né se colocar num lugar no outro de
de pensar na Perspectiva do outro de alguma forma né muitas vezes a gente quanto profissional e eu confesso né já tive aí umas posturas que eu não me orgulho eh quando alguém um professora diz assim ai menina não faz isso ou a sua roupa a gente tem que prestar atenção né E tá tão introjetado na nossa cultura mas a gente tem que desconstruir isso dentro da gente e fazer com que as meninas se desconstrua também eh nas ações pedagógicas sempre tá pensando né pensando uma abordagem que envolva aí o romper estereótipos de gênero que incentive
a reflexão sobre o machismo sobre as consequências dele entre elas a misoginia nessa violência ã incentivar as meninas a se reconhecerem como pessoas sujeitos de direito como pessoas importantes que elas se valorizem valorizem suas qualidades valorizem as outras meninas né muita gente fala ai mas as meninas não sei o que nem entre elas Coitada Elas são acostumadas assim como a doutora disse elas são educadas para serem machistas também então não é porque são mulheres e meninas que elas vão deixar de ser Tá além disso gente olha só a gente enquanto gestor enquanto Professor a gente
tem que se atentar para comportamentos e comunicação exógenos tanto de nós mesmos quanto entre os estudantes muitas vezes a gente deixa passar coisas não prestam atenção e aonde as situações de violência ocorre tá muito importante conhecer as legislações né entender para que elas servem né Toda a legislação ela tem o objetivo de resolver uma questão de solucionar um problema né não é assim a legislação não existe somente para punir mas para eh promover uma conscientização que transforme a sociedade resolvendo um problema tá outra coisa bastante importante criação de mecanismos de denúncia tanto para profissionais Tá
quanto para as estudantes elas precisam saber conhecer que nas ah os as ferramentas que a escola definir para Que ela possa denunciar Caso esteja sofrendo algum tipo de violência outra coisa que aí é um é muito importante que é onde o conviva tá realmente bastante envolvido a questão de monitorar de prestar atenção de avaliar o clima escolar porque senão a gente sempre vai est agindo na urgência sempre depois que acontece se a gente começa a prestar atenção no clima escolar nas Como eu disse nessas falas naquilo que acontece na dinâmica da escola fica mais fácil
a questão da prevenção né Não só da questão da reação somente quando as coisas acontecem Tudo bem então ah é uma tarefa de todos né é uma uma tarefa de profissionais e quando eu falo profissionais eu esqueci de falar não é só gestor não é só professor não também o pessoal da equipe de apoio né seja o o goys seja os inspetores todo mundo tem que estar envolvido com isso então é preciso conversar com essas pessoas sobre isso como eu disse já anteriormente muita a gente Às vezes tem já naturalmente por conta né do contexto
que eu sei que não é fácil um uma comunicação muito violenta e violência gera violência a gente sabe disso não é J É sim então o quanto que isso tudo nos dá a legitimação pra gente se apropriar dos nossos Direitos Humanos desenvolver a nossa cidadania os nossos direitos e os nossos deveres isso vai sendo cada vez mais aprimorado né se a doutora quiser ainda aprofundar mais alguma coisinha eu agradeço com a palavra D Obrigada xema Eu que agradeço a oportunidade eh de fato eh foi falado aqui né algumas palavras assim que eu acho que é
importante a gente ressaltar né A escola é um espaço de liberdade um espaço de circulação da palavra um espaço de acolhida um espaço de escuta a escola pode salvar vidas na verdade né nós trabalhamos aí com violência doméstic há muitos anos e a gente sabe que a violência doméstica que muitas vezes é dirigida contra a mulher Ela atinge de maneira brutal as crianças os adolescentes que vivem nessas casas e muitas vezes é no espaço da escola que esses adolescentes vão entender o processo de violência o ciclo de violência que está acontecendo nos seus ambientes domésticos
e vão poder eh se proteger e proteger até a sua família a partir desse escuta dessa acolhida dessa atenção né desse olhar que tá sendo dado pelo educador no espaço escolar Então como disse a Juliana não é nada mirabolante prestar atenção no outro fazer a escuta acolhida mas muitas vezes o papel da escola tanto na educação na desconstrução da cultura machista como na salvaguarda da integridade das suas crianças e adolescentes pode de fato salvar vidas e modificar essa realidade que a gente vive obrigada então Eh você quer falar mais alguma coisa Ju pra gente finalizar
não vou me despedir aproveitar para dizer que no último slide tem uma sugestão de material muito relevante um material bem completinho tem material aí produzido pelo Ministério Público tem um material produzido aí por instituições maravilhosas que vão subsidiar o trabalho de vocês muito obrigada Até mais então eu agradeço em nome da coordenação do conviva a colaboração a disponibilização do seu tempo dout Cris da Juliana todo esse apoio que ela presta de parceria com conviva a técnica daqui da efap toda a equipe técnica que nos orienta e que tem uma paciência enorme conosco e eu espero
que vocês aproveitem o máximo de todas essas atpcs todas esses temas que nos respaldam e subsidiam as ações preventivas na escola não vamos esperar a coisa acontecer vamos agir antes que ela aconteça com olhar atento com a escuta atenta ativa também eu me despeço agradeço a participação dos educadores das educadoras de todos os profissionais da educação para uma próxima e espero que seja breve até lá h [Música]