[Música] Cristo Jesus [Música] Pai do Filho e do Espírito Santo, amém. Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres; bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.
Então, dando continuação à nossa jornada de estudos, né, de meditação sobre o Tratado da Verdadeira Devoção de São Luís, hoje de manhã ouvi a Santa Missa, né, de abertura e não tiveram acesso ao tema de introdução, né? Mas enfim, ter devoção a Nossa Senhora e fazer essa consagração, em suma, é talvez até me repetir um pouco, mas a repetição por outra pessoa sempre traz alguma variação e é bom para nós fixarmos mais. Ter devoção a Nossa Senhora é importante porque ela faz dar a Deus o nosso melhor; é aquilo que mais pode dar glória a Deus, que nos faz praticar a perfeição e dar a Deus aquilo que mais pode glorificar e do modo como mais pode glorificar.
Então, nós deveríamos perseguir, né, como nós vamos também ver durante o transcorrer desta aula, e como ela tem um potencial enorme de nos levar rápido, né, e facilmente nos fazer subir as Montanhas da perfeição, da semelhança com nosso Senhor Jesus Cristo. A minha palestra vai, se nós tivermos tempo, né, abordar o capítulo sexto e sétimo do tratado, que corresponde à figura bíblica que foi, em São Luís, desenvolvida - é algo original nessa aplicação dessa figura a Nossa Senhora de Rebeca e Jacó. Rebeca foi mãe de Esaú e Jacó, a esposa de Isaac.
Isaac foi filho de Abraão, é o filho da promessa. Depois, no segundo momento, veremos os efeitos da devoção; aqui a gente vê o potencial dessa devoção e, para se dizer que poder ela tem, e pelo segundo, que efeitos ela produz. E, deste modo, a gente deseja mais; pelos efeitos se conhece a causa e se a deseja mais.
É interessante esse princípio; é uma frase que eu gosto de viver, está no prefácio de Natal da missa, é muito bonito: pelas coisas visíveis chegamos às coisas invisíveis. O mundo possui as coisas visíveis que nos levam ao conhecimento de Deus, que é invisível, né? Assim também esse princípio, como Nossa Senhora é muito perfeita e muito alta, se aplica a essas verdades que nós vamos meditar.
Sobre as figuras, estão aí. Nós temos o mistério da Encarnação; acho que a gente sempre acerta se começa a expor um tema e chega ao mistério da Encarnação, porque é o centro da nossa vida espiritual, centro claro, Calvário, né? É o cume; ele é a planta crescida com fruto, mas aqui a gente vê o germe: tudo está contido aqui, todas as verdades, como não podia deixar de ser.
Nossa Senhora é a mãe do Verbo, é a mãe da Verdade e do Verbo de Deus. Então, ela comporta tudo que foi feito; foi feito pelo Verbo, no Verbo, e esse Verbo habitou Nossa Senhora. Então, tudo está aqui; pode-se dizer que uma coisa que nós estamos pensando nos leva, claro, ao Calvário, mas nos leva aqui aos pés de Nossa Senhora.
Fica muito certo, é muito bom. Então, aqui nós temos Nossa Senhora e aqui nós temos Isaac, deitado, Rebeca por trás, porque é a mentora do plano, e ela trouxe a comida que a mãe fez. Nós vamos recapitular um pouco a história, mas é só para entender os quadros e que uma coisa, essa coisa passada, aponta para esse futuro: o que está acontecendo aqui acontece de fato aqui.
Aqui, em figura, aqui é a realidade; a realidade sempre supera a figura. Rebeca era a esposa de Isaque, está no livro do Gênesis, sagrada escritura toda; além disso, o livro do Gênesis é especialmente bonito, né? Dos livros antigos, tem os profetas que são muito bonitos; mas aqui então grandes histórias, né?
José do Egito também é uma dessas histórias. Isaac já tinha 40 anos quando tomou por mulher Rebeca, filha de Beto, o aramel, irmã de Labão. Olha, Isaac orou insistentemente ao Senhor por sua mulher; eu saliento alguns elementos que vão ser úteis na nossa compreensão.
Portanto, Rebeca era estéril; depois dessas orações, ela concebeu. Isso é interessante; vai acontecer o mesmo com Sant'Isabel, vai acontecer com Sara, a esposa de Abraão também. Esses mistérios são figuras de Nossa Senhora, ou seja, porque são figuras de Nossa Senhora, há uma dificuldade para a concepção.
Tudo bem, a concepção do filho tem empecilho; Nossa Senhora não é estéril fisicamente, mas tinha desejado e feito voto de virgindade. Então, os filhos aqui seriam dificilmente concebidos. Mas ainda é difícil a concepção de Nossa Senhora porque seria a geração do Filho de Deus.
E, aqui já tratando dos filhos, os filhos lutavam no ventre dela. Então, ela disse: "Por que estou assim? " E foi consultar ao Senhor, porque ela sentiu os dois disputando em suas entranhas.
Responderam o Senhor: "Duas nações há no teu ventre e dois povos se dividirão das suas entranhas; um povo será mais forte do que o outro povo, e o mais velho servirá o mais moço. " Então, ela estava bem atenta à profecia. O que ela vai fazer não é contrário à vontade de Deus; Esaú vai nascer primeiro; ele é o primogênito, né?
Dessa gestação. Eles são gêmeos, mas o que sai primeiro é o primogênito, sem identificava: ele tinha direito à bênção paterna. Em todo caso, a profecia já apontava para o mistério sobre duas nações.
A gente aí, o casamento, a esterilidade, tem aí um paralelo com a virgindade de Nossa Senhora e essas duas nações, a maternidade universal de Nossa. Senhora, né? Nossa Senhora é mãe de todos os homens.
Então, são duas nações, dois povos: um povo que se salva e outro povo que não se salva, daqueles que também terão Nascimento e Nossa Senhora, porque todos os batizados são incorporados a Nossa Senhora, porque o batismo nos torna membros de Cristo, nos torna também feitos por Nossa Senhora. Quem fez todos os membros de Cristo? E o Salmo, que é interessante: "homem e homem", tá dito nas escrituras, né?
Às vezes, vem lá: "todo homem" também alude ao sentido, mas como é? Como que está no latim é mais interessante, porque estão distintos aqui não só dois tipos de homem, mas um homem vem em primeiro. O Salmo também pode ser posto em correlação com a fala de Pilatos: "É te amo!
Eis o homem! " né? O homem perfeito.
Então, um homem perfeito nasceu dela, o homem Divino por excelência, mas também os outros homens que seriam filhos de Deus, nasceu o Filho de Deus por excelência e aqueles que são por adoção. Então aqui é interessante já o entendimento. Os filhos vão crescer, não ter comportamentos distintos.
A gente vai estudar num segundo momento aqui, aqui a gente só tá relembrando os elementos, entendendo a história para depois tirar mais proveito dos símbolos. Isaac, então, envelheceu e ficou cego, e havia então chegado o momento e, antes de ele morrer, descer a benção que era esperada pelos filhos, porque essa benção, de fato, produzia uma grande prosperidade e transmitia, por dizer, o governo, a paternidade ao irmão mais velho, é o filho primogênito que ficava como chefe da família. Então, o pai diz a ele: "Meu filho, é preciso que eu te abençoe.
Sai e me traz uma caça preparada do jeito que eu gosto. " Eu me interessei por pouco, Isaac, para a gente fazer uma leitura paralela do texto e, tendo os elementos simbólicos, Isaac representa que Deus Pai, e Esaú, que é o filho primogênito. Aqui a gente toma um pouco de cuidado, mas enfim, o primogênito de Deus é Jesus Cristo.
A ele é devida a benção, mas nosso Senhor vai à história aqui. Talvez eu faça essa leitura, que vai ser mais difícil para nós, mas enfim. Aqui é Deus Pai dizendo que quer receber um preparo, óbvio que Deus não quer comida, mas Deus quer obras divinas, obras ao sabor Divino.
Então, nem convida já Esaú a fazer isto. E então o pai diz assim: "Para que eu coma e te abençoe. " Então, feliz, e vai caçar.
Ele era caçador, faz um prato do jeito que eu gosto. Então, ele sai, mas Rebeca estava ouvindo esse momento. Ouviu essa conversa e então ela vai tomar na frente, né?
E vai dizer então a Jacó para ir no rebanho cristão em casa e pegar dois cabritos. Mesmo, né? Um animal criado em cativeiro é bem diferente; o animal de caça é bem melhor.
Então, já vi uma dificuldade aqui em fazer do jeito que o pai queria. Além disso, na história, Jacó vai ficar com medo. Ele vai falar: "Mãe, e se o pai me amaldiçoar?
Porque Esaú é peludo e eu sou. . .
é bem barba tinha e agora não tenho esses pelos. " O filho pode fazer o que eu tô dizendo: "E se tiver alguma maldição, que ela recaia sobre mim. " Isso aqui é importante.
Nós vamos ver depois que Nossa Senhora faz os seus servos empreenderem grandes coisas. E aqui era uma coisa ousada, né? Que Jacó ia fazer: fazer-se passar por quem ele não era, receber a benção no lugar do irmão.
Mas ele tem confiança na mãe, então ele vai trazer os dois cabritos. E aqui, vocês estão vendo embaixo na imagem, é o braço de Jacó sendo revestido pela pele dos cabritos, que ela falou. Ela tirou a pele, engordou e preparou o guisado que o pai queria, do jeito que ele sabia.
Ela tinha também em casa guardado, como diz o texto aqui, as roupas de Esaú. Ela vai agir com uma prudência enorme, com uma perfeição e velocidade enormes, né? Porque Esaú também não ia demorar muito para voltar e ficar.
. . que a caça não é tão fácil.
Mas, de todo caso, havia essa dificuldade com as pernas. Ela vai cobrir os braços e o pescoço de Jacó, e Jacó vai se vestir com as roupas que ela tinha guardadas de Esaú. Então, ela já tinha planejado da benção, então ele fala, ela faz isto, prepara a comida e fala: "Agora vai.
" E ela fica lá ouvindo e perto, ela não fala nada. E aí ele vai: "Se você passar por Esaú, eis pai, que trouxe aquilo que me pediste, abençoe. " E aí o pai já começa a estranhar e fala: "Como você encontrou a caça de pressa, meu filho?
" Vai começar a conversar, porque, primeiro, aqui não está. . .
aproximou-se de seu pai, que o pai sabia que o filho era peludo, ele já tinha escutado a voz de Jacó, é óbvio. Mas, para não falar: "Não, não é você", ele fala: "É outro. .
. " Contradição. Acaso tinha chegado de pressa?
Então, vai apalpar, ele vai tocar as peles dos cabritos. Ele diz: "A voz de Jacó! " Ele confessa estranheza, mas os braços são de Israel.
Para a gente pensar da parte de Deus: a voz é Nossa, mas a força para São. A força, o valor das obras são de Cristo. É interessante, né?
Parece só uma bobagem, um equívoco de um velhinho cego, e não é Deus pondo o seu contentamento numa história humana de verdade, para que a gente possa compreender e, para quem chegou, para a gente saber que o vigor aos nossos braços, as nossas obras, pede para Nossa Senhora. Bom, Isaac não reconheceu Jacó; ou seja, Rebeca o disfarçou bem em Esaú e, portanto, Nossa Senhora vai fazer de verdade esse papel para com seus devotos. Isaac não reconheceu Jacó.
Porque os braços dele estavam peludos como os de seu irmão. E aí ele comeu, e a comida estava tudo certo com meu gato por lebre, né? Era judeu, e Rebeca era também uma esperta, né?
Espertíssima. E mais: fazia muito bem, sabia muito bem os detalhes. Tudo isso é muito importante para a gente pensar e, depois, ir atribuindo isso a elementos espirituais em Nossa Senhora.
Eu não coloquei o texto, mas era tão bonito. O professor Orlando dizia da bênção, e eu só li aqui para nós. Eis que isso aqui a gente não deve ver como coisa material, né?
O pai sentindo o cheiro da roupa de um filho. E não é que o filho tivesse um perfume para ser performance; era o cheiro do filho, né? O pai que reconhece o filho.
Tem um pai que me falava que um filho, uma vez, disse: "Eu chegava em casa e ele falou: que saudade do meu pai". Eu gostava de. .
. eles trabalhavam na roça, no trabalho duro, e o odor se estava depois de voltar do campo. Mas o filho gostava de chegar em casa e abraçar o pai e sentir o cheiro do pai, porque era o cheiro do pai.
Era só o cheiro do pai. Aqui, óbvio que é uma coisa espiritual e Deus totalmente enganado pelo mistério da obra de Nossa Senhora. Eis que o cheiro do meu filho é como um cheiro de um campo.
Que o Senhor abençoe segundo que Deus te dê do orvalho do céu e dos lugares férteis da terra, da abundância de trigo e de mosto. Sirvante os povos e nações a Ti, Senhor. Dos Teus irmãos, os filhos de Tua mãe, se encurve a Ti.
Sejam malditos os que te amaldiçoarem e benditos os que te abençoarem. Então tá, vai uma maldição para quem quiser tratar ele mal. Bom, deu certo; ele foi abençoado.
Recebeu a bênção do primogênito. Claro, a história antes se desenvolve. Há muitos outros elementos, mas ao episódio aqui, estão os dois: Esaú tá vendendo a primogenitura para o irmão por um prato de lentilha.
Você está trocando uma coisa espiritual por algo ínfimo, material. Então, nós passamos agora a examinar um pouco os dois elementos sobre alguns elementos do texto para a gente entender a explicação de São Luís, que vai comparar os verdadeiros devotos de Nossa Senhora com a atitude de Jacó, com o perfil de Jacó, e os maus devotos e dos réprobos, que não têm devoção à Nossa Senhora. Forte, robusto de corpo e não de alma, destre.
Abre no manejo do arco e da caça; quase não parava em casa. Veja uma pessoa dissipava, confiada na própria força, confiando apenas na sua força e engenho. Isso aqui, texto de São Luís mesmo.
Trabalhava sempre fora, não se esforçava muito para agradar Rebeca, a sua mãe. Não fazia nada por ela. Então, orgulhoso, era tão guloso, apreciava tanta comida que vendeu o direito de primogenitura por um prato direitinho.
Isso aqui realmente figura. Nossa, que trocamos os bens deste mundo, a vida eterna, pelos bens deste mundo, como Caim. Era muito invejoso de seu irmão Jacó, que encarecidamente perseguia essa conduta diária dos réprobos.
Ele vai explicar os símbolos de Esaú, atribuindo a aqueles que estão no mau caminho e se condenaram. Fiam-se na sua força e diligências para os negócios temporais. São muito fortes, muito hábeis, esclarecidos para as coisas da terra, mas muito fracos, ignorantes nas coisas do céu.
Pessoas que sabem tudo de configuração de um Facebook, de WhatsApp. Vamos trazer para o nosso contexto, né? Pessoal que é importante saber tudo em configuração de computador, tudo de rede social e não sabe nada.
Não sabe qual é o sétimo mistério do Rosário, é flagelação. Não sabe nada de espiritual; não sabe os mistérios da fé. Às vezes, estão disputando na internet sobre as mais altas verdades, não sabem rezar o terço.
Então, destes, as coisas temporais, muito interessados, muito entrosados com as coisas do mundo e ignorantes nas coisas de Deus. Por isso, nunca ou quase nunca permanecem em sua casa, ou seja, no seu íntimo. Então, pessoas dissipadas.
A dissipação é o grande inimigo da devoção, né? Um profundo defeito espiritual que acarreta grandes males. É o contrário do recolhimento.
Ao contrário, aqui São Luís alude ao texto do Evangelho de São Mateus, ao contrário do conselho de Nosso Senhor: "Quando você rezar, entra no seu quarto, fecha a porta e reza ao seu pai ocultamente, e o seu pai que vê o escondido, oculto, recompensará". Então, para nós, rezarmos recolhidamente no interior, sobretudo estarmos conosco na posse de si mesmo, pela humildade, né? Que não está uma visão correta do que nós somos, sem exagerar o nosso bem.
Os réprobos pouco se preocupam com a devoção à Santíssima Virgem. Ele tá dando como sinal de perdição, né? Esses elementos.
É verdade que não a odeiam formalmente. Não chego aí, ódio formal, mas aqui vou por um. .
. base na minha. .
. pois na minha parte, uma primeira palavra do santo: devoção necessária. Não julga, mas essa devoção necessária para a salvação, que foi um dos pontos, né, da aula da Laura, e acham que bastam não odiar formalmente a Santíssima Virgem.
Tem um certo respeito por ela e não desprezar abertamente a sua devoção. Mas se a pessoa dela, aquele, um argumento de que a devoção a Nossa Senhora é uma coisa exagerada, que o povo simples precisaria ser melhor instruído. Eu já ouvi conversas assim, conversas de padres.
Não é uma boa conversa essa. Óbvio que nem um exagero é bom, mas já tratar assim a devoção à Nossa Senhora não é bom, porque foi Nossa Senhora que quis se aproximar das pessoas e fazer tão grandes milagres para atrair a confiança delas. Porque Deus quis assim.
Porque se Nossa Senhora intercede por nós, Deus nos concede muito mais facilmente as suas graças. O que se a gente pedir por nós mesmos ou, confiados nos nossos méritos, pedirmos a intercessão de Nosso Senhor diretamente? Estes réprobos vendem o seu direito de primogenitura.
Isto é, os golos do Paraíso por um prato de lentilhas, que são os prazeres da terra. Jacó era contemplativo, né? Até aqui, da imagem dá para ver a escada som de Jacó.
Não está muito escura a escada? Não, mas ele estava quando estava indo; depois da bênção, Isaú ficou uma fera com ele, quem ia matá-lo. E Rebeca sabia, então ela mandou ele embora para casa do tio Labão, e lá ele vai encontrar com a esposa dele, vai se casar com Raquel.
Iria com linha primeiro porque o tio vai enganar, e depois ele vai ter que trabalhar mais e se casar com Raquel. Mas, nessa viagem, ele passa por um lugar chamado Betel. Aqui tem a escada, os anjos estão subindo; aqui [Música], eles estão subindo em desenho para os dois lados.
Se fosse na Alemanha, e Jacó aqui deitado no chão dormindo. E aí ele tem esse sonho e representar o contemplativo, essa escada que desciam os anjos, subiam, seja trazendo as graças de Deus, levando os pedidos dos homens para o céu. Jacó, o mais novo, era de compreensão fraca, mas, ou seja, dócil, obediente, pacífico; estava habitualmente em casa para merecer a estima de sua mãe, Rebeca.
Esta é também a conduta dos eleitos na vida de cada dia: conservam-se em casa com sua mãe, Nossa Senhora. Quer dizer que gostam do retiro, são interiores e dão-se à oração, como Nossa Senhora. Mesmo estava, disse o texto do Evangelho sobre Nossa Senhora, e entrando o anjo onde ela estava.
Nossa Senhora não estava pelos caminhos nem pelas ruas, mas estava em casa. Trazem e guião, não dois cabritos como Jacó a Rebeca, mas o corpo e alma, com tudo que deles depende e que estavam figurados nos dois cabritos de Jacó. Essa interpretação do São Luís é o que a gente deve fazer ao realizar a consagração a Nossa Senhora para que ela os receba como coisa que lhe pertence.
Isso aqui é importante porque as coisas têm que entrar na posse de Nossa Senhora para se tornarem dela e ter essa mística comunicação do valor, sejam conferidos a essas obras valor de Nossa Senhora, os méritos dela, a perfeição dela, como se ela estivesse feito para que receba alguma coisa que lhe pertence, para que os mate e faça morrer para o pecado. Isso é importante: Nossa Senhora vai tirar a pele, e a pele representa aquilo que é; a pele está presa no nosso corpo, nossos apegos, os nossos falsos amores, amores impuros, amores imperfeitos, amores que podem ofender a Deus, para que os mal te façam morrer para o pecado e para si mesmos. Deixa só morrer para aquilo que desagrada e ofende a Deus, mas morrer também para si mesmo, para a vontade própria.
Veja como tem relação com Deus de Nosso Senhor. Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, despojando-se da sua própria pele, do seu amor próprio. Esse é um grande tesouro, né?
Que Nossa Senhora consegue realizar com seus devotos, né? E desinteressando a pessoa de si mesmo. Assim, uma coisa difícil de desraigar é o amor próprio, grande inimigo da vida espiritual.
É por este meio que agradam a seu Filho Jesus, que só quer para serem seus amigos e discípulos os que estão mortos a si mesmos. Os eleitos são submissos e obedientes à Santíssima Virgem. Veja que ela tem uma cena aqui da infância de Nosso Senhor, que passou 30 anos somente obedecendo a Nossa Senhora e São José.
Tudo que Nosso Senhor fez, Nosso Senhor fez como modelo e exemplo para nós. Ele não precisava; e sempre essa é uma verdade, né? Tudo que Nosso Senhor fez, mas não era necessário para ele mesmo, foi para dar exemplo a nós e porque é necessário para nós.
Assim, ele nasceu de Nossa Senhora; não era preciso para ele. Adão não precisou de mulher alguma para vir ao mundo. Deus fez Adão diretamente e podia ter feito Jesus Cristo também, mas isso já traria, talvez, algumas dificuldades à nossa redenção, se ficaria uma dúvida se a natureza humana de Cristo era a mesma nossa natureza humana.
Então, convinha que ele nascesse de uma pessoa da nossa raça, da nossa mesma cepa, vamos dizer assim. Então, Nosso Senhor não precisava nascer de Nossa Senhora, mas fez. Então, é que nem no batismo: não precisava ser batizado, mas foi porque santificar as águas e dar exemplo para nós.
Não precisava nascer dela, mas quis que santificá-la e dar exemplo para nós, que, para nós, o batismo é necessário. E logo, pelo mesmo princípio, se chega à mesma conclusão: para nós é necessário nascer dela, o ambiente, a Santíssima Virgem, como a sua boa mãe. Isto segue um exemplo de Jesus Cristo, que, dos 33 anos que viveu na terra, entregou 30.
Aí, aqui, olha o que São Luís, aqui, como é que ele faz a leitura do passado de Nosso Senhor: 30 a glorificar Seu Pai por uma perfeita inteira submissão a Sua mãe. Tá aqui o resto do texto, e três na vida pública. E eles, São Luís, não tem excitação nenhuma.
Ele disse: "Nosso Senhor Jesus Cristo deu mais glória a Deus por esses 30 anos anteriores do que por três de vida pública com os milagres. " Porque Deus quer obediência. Foi o que Ele disse ao Rei Saul, quando voltou da vitória da guerra.
E Deus falou: "Não traga nada, Talita. Tudo impuro, mata tudo. " E aí pegou os melhores touros e as melhores mulheres e trouxe, e Deus já mandou o profeta Samuel encontrar com ele no caminho que você já errou.
E Samuel ficou muito triste porque ele começa a decadência de Saul, porque Deus disse a Saul. . .
Não quero antes a obediência do que touros e sacrifícios. Não vale nada, mas é obediência. Portanto, nosso Senhor vai fazer disto o que Deus gosta mais, e Nossa Senhora também sabe que é dito que Deus gosta mais; e ela nos fará dar disto a Deus.
Então, já vimos Jacó, diz ah, um pouco da circunstância de Isaac. Desse mistério, vamos dizer agora um pouco o que significa Rebeca e as suas ações, já estabelecendo um paralelo mais encerrado com a Nossa Senhora. Então, Nossa Senhora então sacrifica esses cabritos, fazendo morrer para a vida do velho Adão, segundo esfolas.
Tira eles pela pele natural, que sozinha inclinações da natureza: o amor, o amor próprio, a vontade própria e todo o apego às criaturas. É tudo que representa a pele, que é pegada a nós, ou superficial, tudo aquilo que é exterior, né? E que mancha a nossa alma e que a envelhece, que a diminui.
Nossa Senhora vai retirando e vai nos ensinando pouco a pouco o amor das coisas maiores, purifica-os das suas manchas, impurezas e pecados. Prepara algo, isso aqui que é muito interessante, né? Prepara o gosto de Deus e para a sua maior glória, como só ela conhece perfeitamente o gosto divino e a maior glória do Altíssimo.
Aqui tem uma coisa tremenda que São Luís fala e que aconteceu na história, e que, portanto, é uma realidade pertinente também à Nossa Senhora. Porque vamos pensar nisso: o que quer dizer isso? Uma comida feita ao gosto de Deus, quem é que podia servir um prato com merecimento infinito?
Nós estamos tratando aqui da redenção. Em nenhum homem, por mais perfeito que fosse, nenhuma pessoa tinha merecimento infinito; nós sabemos que o pecado exigia isso. Então, o que está iludindo?
É comidas como a comida ou gosto do paladar de Deus; na verdade, está dizendo do mérito que essas obras devem ter para agradar a um Deus altíssimo, perfeitíssimo, infinito. Olha o que está sendo dito aqui: que Nossa Senhora sabe o caminho, sabe realizar obras ao gosto de Deus. Claro que ela não faz isso sem Deus, e o que está sendo dito aqui é que ela foi unida a Deus pela graça de modo todo particular.
E que aquilo. . .
Porque quem é que sabia fazer a comida para o pai? Rebeca. Aqui a gente tem também, eu tô dando uns palpites, né, quando for sair a correção, essa história, a criação de Eva e também aqui; porque aqui é riquíssimo e já mostra uma origem bíblica no Antigo Testamento.
Para correção, aqui até o protestante vai ter que gostar, né? Aliás, tem uma coisa aqui bem interessante para protestantes no final, para ajudá-los, né? Para ver se a gente sai daí, né?
Protestante, eu não, né? Os protestantes, então aqui, como só ela conhece perfeitamente o gosto divino, a maior glória de Deus. Nosso Senhor disse em duas ocasiões: no batismo de Cristo e no tambor: "Eis o meu Filho muito amado, no qual é por todas as minhas complacências.
" Ou seja, eu gosto do meu filho, eu gosto do que meu filho faz. Porque não é que Deus não quer mais gostar de ninguém, mas ele tem aqui uma coisa dita: só ele tem perfeição divina, só ele pode realizar atos como elemento infinito. Mas o mistério aqui aponta para algo semelhante em Nossa Senhora.
Tudo bem, isso aqui é importante. Então, Nossa Senhora sabe como cada um de nós, e veja na história, né? O que é mais fácil: pegar dois cabritos no quintal, sair para carroça na floresta, é mais fácil, ou no deserto fazer penitência ou ser devota de Nossa Senhora?
É a mesma coisa que está sendo dito: a gente pega aqui dois cabritos aqui, mais ou menos entrega para Nossa Senhora, e ela faz uma coisa excelente. A gente faz algo ruim e ela toma aquilo bom e perfeito. Bem mais fácil, né?
São as mesmas coisas, né? O mesmo elemento. Aqui não é uma historinha, né?
Não é realidade espiritual, e o poder que Nossa Senhora tem de despojar isso é interessante para nós. É bom saber que não vai acontecer alguma mágica: eu vou continuar pecando e no final Nossa Senhora dá um jeitinho e eu me salvo. Não!
Nossa Senhora vai fazer com que a gente se santifique realmente. Pode ser até no leito de morte em que se passa muitas humilhações. Vocês tiveram talvez algum parente doente; ou por visitar, como o padre, visitei um recentemente, naquele calor de Manaus, lá, um senhor que estava em pena, né?
Um sofrimento enorme. Nossa Senhora gosta dele; você não teve coragem de pedir o sofrimento, aceitar aqueles que Deus mandou, estava recebendo aqueles? Então, não é que Nossa Senhora vai acobertar a nossa podridão.
Nossa Senhora vai nos limpar da nossa podridão, então despojar, de tirar essa parte que é podre, e de revestir, isso é uma coisa tremenda. Porque as festas de Esaú, guardadas, São Luís diz que são os méritos de Cristo que Nossa Senhora tem poder de lançar, de revestir aquela que ela quiser, não é para aquela pergunta para Deus, para quem ela quiser. E essa é uma coisa tremenda, e essa é uma coisa que ela põe nas pessoas.
E essas pessoas se apresentam diante de Deus e ele diz: a voz é de Ângelo, mas a roupa, o perfume, é de Cristo. O meu agrado é igual, como se meu filho tivesse feito, como se Cristo tivesse feito. É uma coisa tremenda!
É uma verdade enorme essa da gente ficar assim. Bem, nós devemos estar bem atentos nessa devoção, aos efeitos e esse imenso poder de Nossa Senhora. Então, aqui, né, o nosso subtítulo é previsível.
Isso aqui é algo além, né? Um comentário. E nos livros da editora a gente vê lá os corolários, ou seja, verdades decorrentes das verdades ensinadas, né?
Que a gente poderia chegar pelo visível. O invisível é o poder de revestir a última vez de novo, depois dos efeitos. Se der tempo hoje, senão, em outro momento.
Aqui não é texto de São Luís. Tá bom, é só uma explicação. O mistério da Encarnação demonstrou, demonstrou.
Ele viu para demonstrar esse mistério. Aconteceu que ela se assemelha tanto a Deus, que Deus venha a ser, ao encarnar-se, parecido com ela. Com quem Jesus Cristo se parecia?
Com São José. A resposta é não, mas parece com ela. Eu já me vi, nós já vimos esse argumento em outros momentos.
Eu repito, e para quem está em casa ou escutando pela primeira vez, para pensar: o que foi o Natal? O que foi Nossa Senhora sair daquela Gruta, daquele Curral, daquela estrebaria? E, tendo visto ela primeiro, o menino espera que o filho vai ser parecido contigo mesmo.
Mas calcular a gente adoçar. . .
não é Natal, né? Mas para a gente pensar: hoje meditamos na missa. O meu sangue não paga, mas a gente pensava nesse sangue precioso, né, que compra todo mundo e que paga por todos os pecados.
Uma sua gota, né, pagaria por todos os pecados de todos os homens de toda a história do mundo inteiro, né? Então, o sangue de fato é valioso e precioso. Então, uma gota de sangue de Cristo não paga o sacrifício que a gente não quer fazer.
Não paga o padre, não paga o padre não casar-se, não paga o esposo, a esposa sendo infiéis mutuamente. Assim entende? Não paga tudo, e sobra.
Deveria sobrar, mas nós fazemos. . .
o sangue de Cristo valeu muito pouco. Agora, aqui também, Nossa Senhora. .
. olha lá, paga tudo. Essa estrebaria, todos os males do mundo.
. . não um favor ou uma graça que Deus deu a ela.
Ela, contemplar-se em Deus, é uma coisa tremenda, né? Ela vê uma tal recepção de si mesma em Deus, que Deus é parecido com ela, pela semelhança física. Os mais novos entendem o que eu tô querendo dizer: Terezinha, sim, ele é parecido comigo, né?
E isso aqui, que é visível, a gente vai chegar a uma conclusão interessante: Deus era parecido com ela. Claro, mas agradável, né? Que males existem no mundo?
Depois dessa contemplação, isso nem é o céu. E o que será o céu? Pensem, é difícil, né?
Com todos os nossos pecados e as nossas misérias. Mas o que será um sorriso de Cristo para nós? Ou dele mostrar que ele é parecido conosco?
Porque é assim que é. Se nós somos parecidos com ele, ele é parecido conosco. Que honra não será e que recompensa não será?
Se precisaria outra coisa. . .
até então, a perfeição. A gente podia pensar nisso, né? Havia um pensamento pela perfeição, ele continua sendo verdadeiro.
Mas ele sofreu aqui um acréscimo. Até então, a perfeição consistia em tornar-se semelhante a Deus. Quanto mais a gente já sabe, tudo mais é uma coisa parecida com Deus.
Quanto mais ela é perfeita, né? Mas a perfeição aqui. .
. a perfeição maiúsculo, porque Deus, a perfeição, era ser parecido com Deus. Mas aqui, a perfeição quis dar uma lição a todos e aos irmãos separados, aos protestantes, se entenderam.
O argumento seria o momento de sair dessa prisão de cegueira. Mas a perfeição. .
. que ser parecida com Maria Santíssima. Ela é tão boa, tão bela, tão perfeita, que atraiu Deus.
E Deus quis ser semelhante a ela. Esse é o cúmulo, né? O paradoxo aqui.
. . cara, esse toda a língua protestante e as errôneas escamas de suas mentes.
Agora, o que quer dizer esse princípio que eu tô invocando aqui? A semelhança física visível entre Nossa Senhora e Cristo era para demonstrar a semelhança espiritual invisível que havia entre a alma dela e Deus. Porque a alma dela é parecida com Deus.
Deus quis parecer com ela fisicamente. Tudo foi feito à imagem de Deus, mas Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, que proibiu as imagens, quis fazer parecido com ela, ser imagem dela. Pela imagem viva dela, vê o revelarmos o Pai, o Espírito Santo e as grandezas de Nossa Senhora com o próprio ser dele.
Hein! Que para a gente pensar bem, bem, bem no mistério da Encarnação e nessa semelhança. Porque será só porque era uma lei natural obrigatória?
É claro que não. Nosso Senhor quis valer-se também disso para nos dar uma ideia desse Paraíso Terrestre, como de São Luís, e desse oceano de perfeição que é Nossa Senhora. Esse argumento é compreensível da semelhança física, sim, tudo bem.
As crianças aí atrás, a Mega, isso é compreensível, sim. Só que é importante da gente pensar, porque a gente vai ver, se Deus quiser, ver nosso Senhor no céu. Ver que ele se parece com ela, e só podia ser assim.
Mas havia uma intenção aqui profunda de Deus. Bom, prefácio da missa do Natal: "Veredinho Sublime". Alguém me chamou, não é uma coisa sublime, né?
Olha só que bonito. É verdadeiramente digno e justo, necessário, saltar que sempre toda parte vos demos graças. É sempre igual essa parte: Senhor, Pai Santo, Deus onipotente eterno, porque pelo mistério do Verbo encarnado, aos olhos da nossa mente, brilhou uma luz nova.
Claro que é a Encarnação, mas essa luz nova é uma luz nova do vosso esplendor, porque o mundo levava a conhecer a Deus. Nossa Senhora leva muito mais. Nós não sabíamos, mas nosso Senhor se encarna nela para mostrar que ela era assim, né?
Uma luz nova, uma luz que não estava vista e não é vista como deve, do vosso esplendor, a fim de que, conhecendo Deus de forma visível por Ele, sejamos arrebatados ao amor das coisas invisíveis. O visível serve para apontar, para atrair para o invisível. O visível é demonstração do invisível.
A semelhança física é para demonstrar uma semelhança infinita que nós não podemos ver e constatar entre ela e Deus. Uma coisa é para provar a outra. Os milagres visíveis de Cristo apontavam para a sua divindade.
Invisível, ora, nosso Senhor, a imagem visível de Deus e da Virgem Maria. Ele veio nos mostrar Deus invisível, logo veio levar ao amor de Deus e dela; ou seja, levantar as perfeições, né, apontar para as perfeições visíveis e invisíveis em Nossa Senhora. Se nada serve para demonstrar, está aqui o mistério da Encarnação, que fala por si mesmo.
Mistério em que Nossa Senhora revestiu o Cristo, mistério que ela recebeu, o poder de revestir, de tornar os homens filhos de Deus. Alguém tem alguma pergunta? Se ninguém tem nenhuma pergunta, eu posso encerrar.
Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém. Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres; bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Auxílio dos cristãos, São Bento e São Paulo. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.