Eu percebo que a gente não sabe nada direito e que a gente tá fadado ou não saber nada direito porque a experiência é grande demais ah e aí você encontra um amigo da da infância que que você nunca mais viu e ele falou mano lembra que a gente fazia isso mas o que você falou não sei lá eu não lembro não a gente fazia isso nossa Ah não isso deve ter algum canto na sua memória mano não tá eu só esqueci tá tudo bem também sabe não é meio triste tipo eu não consigo lembrar de
coisas muito legais que eu vivi eu não consigo lembrar eu esqueci nesse momento agora sou como se fosse um pequeno Raio de Luz iluminando uma linha do tempo [Música] e aí gente vocês estão ouvindo o imposturas filosóficas podcast do site arrasando adequada meu nome é Rafael e eu estou aqui com o meu memorável amigo Rafael cara se você fala como eu esqueci do amigo e essa é uma descrição tão perfeita que eu esqueço coisas nossa eu acho que veremos que é a condição para você essa me deixa feliz são de todos nós bom hoje nosso
aviso é muito simples se você gosta do nosso trabalho a gente pode fazer Lu graças a algumas centenas de assinantes que nos ajudam todos os meses do ano lá uma partezinha do seu lado dinheirinho para nós e a gente consegue pagar conta de luz e escrever texto para falar o quanto a gente é esquecido esquece de pagar boleto às vezes também mas graças a eles então Ajuda nós se vocês podem quem puder gosta do programa gosta do conteúdo metade do conteúdo que a gente faz é gratuito então qualquer valor que você ajudar a gente é
muito bom para continuidade do trabalho mas também tem os benefícios né metade do conteúdo é fechado para assinantes e alunos então se você fazer uma assinatura assistência benefício esse conteúdo fechados como curso de grupo de estudos exatamente eu acho que fazer filosofia no Brasil é um ato de coragem sinceramente e quem pode fazer Filosofia é uma pessoa pode viver do de fazer Filosofia é uma pessoa muito privilegiada então a gente faz um esforço enorme enorme para fazer um conteúdo de qualidade tanto o conteúdo aberto que vocês estão escutando quanto o conteúdo fechado então se vocês
gostam do nosso conteúdo dá uma chance Entra lá digita lá né razão e inadequada.com/sine e ver os planos vê se tem coisas que vocês gostam vê se vocês estão a fim de fazer uma E aí a gente pode continuar fazendo esse programa que a gente tanto gosta perfeito também tem o link aí na descrição do episódio Então quem puder dar uma passadinha lá ver se é possível Demorou então é isso Bora para o programa bora [Música] lembrar de quase nada [Música] não sei onde está você que me ouve neste momento mas se puder fecha os
olhos Cuidado para não perder o ponto vou deixar o copo ensaboado escorregar e se estiver na esteira Talvez seja melhor diminuir um pouco o ritmo muito bem agora de olhos fechados tente recriar o ambiente em que você está Você pode começar pelas paredes pelo chão pelo teto pelas referências estruturais do cômodo ou se preferir pode começar preenchendo gradualmente o espaço com a lembrança dos objetos que foram surgindo à mente uma mesa um banco ou livro Caneca lâmpada seja como for acredito que uma ideia mais ou menos Geral do ambiente se faça presente a sua imaginação
neste momento talvez você nunca tenha pensado o quão incrível é essa capacidade de projetar as coisas dentro de nós somos um pouco arquitetos de mundos interiores Mas vamos seguir com experimento abra os olhos isso fiquem em alguma coisa que lhe chamar atenção prefira algo que possa permanecer constante sobre o seu olhar por alguns minutos para obter efeitos mais interessantes evite celulares e outras telas Agora faça uma investigação minuciosa do objeto escolhido observando calmamente cada detalhe dos traços aos pingos das formas as cores das manchas aos rasgos das Linhas aos pontos tente registrar cada coisinha irregular
cada grão de poeira estacionada na superfície cada risco saindo ligeiramente da reta cada fio solto na costura encare a coisa até que de tanto acrescentar detalhes ela ganha uma existência concreta à sua frente perdendo seu nome genérico e se destacando da sua banalidade cotidiana se esforce para enxergar a substância que existe por baixo do substantivo seria muito difícil encontrar outra coisa exatamente igual a essa no mundo não é pois bem feito esse exercício pergunto será que podemos transportar este objeto para a imaginação sem perder nada filósofo escoceses do século 18 baseou sua teoria sobre a
mente humana respondendo negativamente a esta questão não nós humanos não somos capazes de criar ideias que correspondam completamente a privacidade das coisas quando se apresentam aos nossos sentidos ele dizia que fecharam os olhos é um exercício muito eficaz para mostrar que nós só conseguimos registrar em imagens mentais as coisas mais Gerais isso fica ainda mais Evidente quando comparamos o quadro representado na imaginação a um único pequeno objeto presente é os sentidos como fizemos mesmo a mínima coisa parece complexa demais para ser copiada integralmente pela atividade da mente que dirás imensas Como poderíamos lembrar em detalhe
de tudo o que havia a nossa volta quando estávamos de olhos fechados por mais que tivéssemos passado dias a olhar cada canto do cômodo não seríamos capazes de lembrar de tudo esse simples experimento mental Mostra o quanto a nossa capacidade de registrar as coisas na mente é limitada na passagem da coisa real a imaginária ou nos termos de reúne das impressões as ideias alguma coisa se perde se na experiência direta as coisas possuem uma vivacidade tal que não cessam de nos trazer mais e mais detalhes sobre si mesmas na experiência mental elas empalessem perdendo a
privacidade que possuíam enquanto impressões podemos definir a imaginação como um trabalho sobre essas cópias abstraídas dos Sentidos por meio dela somos capazes de dar nomes e Gerais as coisas ignorando o que ela tem de diferente e organizando sobre uma mesma palavra é extremamente Improvável Para Não Dizer impossível que existam duas maçãs exatamente iguais mas graças a imaginação somos capazes de reter os traços Gerais das várias maçãs que vimos na experiência vaga em uma imagem Universal E assim remetê-las a um nome comum por mais limitada que seja essa capacidade não deixa de ser impressionante a mente
tem a capacidade de criar representações mais ou menos fiéis dos objetos com que toma contato e consegue até combiná-los de maneiras criativas formando imagens que não existem na experiência banal No entanto quando comparamos essas representações as coisas mesmas percebemos que a nossa imaginação parece ter um ponto cego ela tem pouca capacidade de se referir as coisas em específico é claro que é possível usar adjetivos para falar de uma massa singular mas o que acontece quando os detalhes vão se somando ora torna assim praticava descrever o objeto por mais que tentemos ao máximo massa verde com
pintinhas brancas meio amassada do lado direito Parece um processo de descrição que a cena é o horizonte infinito Se quisermos descrever aquela maçã específica poderíamos inventar um nome próprio para cada coisa que encontramos no mundo o que também parece impossível convenhamos uma fruteira em dia de feira seria mais desafiadora a memória do que ao encontro de família com tios avós e primos de segundo grau ou seja de um jeito ou de outro encontramos rapidamente um limite naquilo que a mente pode fazer em termos de imaginação e memória ela registra apenas um recorte de tudo aquilo
que acontece para então trabalhar com seus traços Gerais chegamos ao ponto incômodo que inspirou Este texto O que é exatamente a memória quando percebemos o quão pouco lembramos ou melhor a partir dos experimentos que acabamos de fazer parece necessário admitir dois fatos primeiro que as coisas presentes em si mesmas possuem uma riqueza de detalhes imensurável segundo que nossa capacidade de imaginá-las apenas faz menção a essa riqueza perdendo dela a maior parte Nossa percepção é uma espécie de feixe de luz que amplifica o infinito o objeto para o qual se volta a imaginação por sua vez
é como uma câmara escura que registra alguns dos clarões refletidos em finas películas Será que a memória trabalha apenas com essas imagens sendo assim um efeito da Imaginação ou será que é mais profunda mais atenta mais Viva como um canal por onde a experiência escoa sorteiramente não sabemos ao certo às vezes Lembramos de coisas que não tínhamos reparado no momento da experiência como por exemplo quando nos vem repentinamente a cabeça a imagem da chave esquecida em cima da mesa como é que lembramos uma coisa que esquecemos por outro lado somos absolutamente incapazes de lembrar tudo
que nos acontece como por exemplo a ordem e a entonação com que as palavras desse texto foram pronunciadas de uma maneira ou de outra a experiência nos obriga a AD mitir que somos seres que se lembram de quase nada ou que se esquecem de quase tudo o quanto nós somos gratos porém pelo quase [Música] [Música] é isso mais um texto muito bem escrito tá sendo muito legal esse movimento dos textos autorais hoje uma coisa que eu lembro da gente já ter conversado mais de uma vez e que era uma ideia que ficava ali nos rascunhos
de textos legais que daria um bom podcast né existe esse rascunho na cabeça dos dois e eu vou começar por um lugar muito básico que é te perguntando quando começou a surgiu essa ideia como ela veio por que que ela se tornou importante como é que foi desenvolvendo isso na na sua cabeça tá no próprio texto O que inspirou né é um desconforto desconforto é começou com um desconforto que é muito simples que eu não sei se vocês já sentiram Mas eu tinha uma época que eu tava sentindo com muita frequência eu tava lendo um
livro muito grande que devia ter umas mil páginas e era um livro muito descritivo e às vezes eram várias páginas escrever um ambiente ou para escrever uma situação e tipo eu fechei os anéis né poderia ser mas não e aí eu ficava às vezes eu terminava o Capítulo e tipo eu não lembrava exatamente o que que eu tinha lido assim eu não conseguia contar e eu achava incrível tá não é que eu não gostava do livro eu achava livro incrível só que eu não conseguia às vezes nem dizer exatamente o que que eu tinha gostado
tanto e aí às vezes a gente faz assim né a gente lê é a gente abre o Instagram olha algumas coisas no instagram a gente fecha no Instagram aí a gente trabalha responde meio faz as coisas que tem que fazer e volta no livro Lê mais um pouco aí prepara uma aula não sei o quê e ainda no fim do Just assistiu uma série E aí tipo cara você ficou o dia inteiro consumindo né absurdo vem no conteúdo muito informação e aí depois você se pega pensando né Tipo eu vou esquecer então o incômodo veio
primeiro desse grande quadra assim mesmo no geral mesmo no geral a gente não consegue registrar a experiência então a gente ler um livro de mil páginas e consegue lembrar algumas frases se a gente tiver muito atento a gente consegue descrever algumas coisas legais do livro se não a gente lembra pouca coisa então esse desconforto foi crescendo e eu fui lembrando dessa discussão né nos autores empiristas têm muito mas enfim essas discussão sobre o que é exatamente a memória e como é que como é qual é essa condição Nossa de seres que esquecem de quase tudo
né Eu tenho um incômodo muito parecido muito parecido ele aparece em dois momentos às vezes alguém vai em casa ou aqui né a gente tá gravando ao vivo e tem a assistente com os livros atrás e alguém fala nossa mas você leu todos esses livros e eu fico perguntando eu não li eu li a maioria deles mas alguns eu acabei não indo não li todos e você lembra de tudo é sempre essa pra sempre sempre tem essa pergunta eu falo olha não sei sim não ao mesmo tempo assim eu não sei todas as frases mas
eu sei o que que os assuntos mais ou menos que cada um fala então eu não vou entregar o no texto que eu acho que a gente tem um monte de coisa para conversar mas já é esse né eu meio que lembro mas eu meio que não lembro sei lá eu tenho esses livros aí e tem uma outra piada que eu faço muito com a Gabi e minha namorada que a gente tá vivendo alguma coisa legal e eu falo vamos não esquecer disso e ela fala vamos é óbvio a gente já esquecemos de né números
romance que a gente fez essa brincadeira A gente esqueceu essa piada ela devia ser uma carta de uso único porque se você usar uma vez só provavelmente ela funciona se você usar em discriminadamente você não vai lembrar você começa a perder e aqui a gente chega no ponto que é axiomático eu diria eu até usei o rio mas poderia ter usado outros autores porque tá tá no lugar de meio que verdade alto Evidente né nesse sentido de que é é o que está fundamentando a nossa discussão aqui hoje que é a mente tem uma capacidade
limitada ela não consegue registrar a experiência de maneira completa aí vocês vão falar não mas tem gente que tem memória fotográfica Não não é isso a experiência é mais do que a imagem a experiência sai muito grande gente o que é experiência né a experiência é o seu como seu corpo é o calor do seu corpo a experiência é a visão a experiência é o né sei lá tava latindo um cachorro agora a pouco Eh sei lá a experiência ela tem muitas muitas camadas e tipo a gente parte de um certo princípio ao ter evidente
eu acho não sei se alguém discordaria digamicamente nossa mente tem uma certa capacidade de registrar as coisas Óbvio Auto Evidente óbvio né Toda a câmera que você vai usar tem uma limitação toda memória de computador que você vai usar tu tem sua alimentação a gente numa eu até diria até usaria uma linguagem meio meio meio cognitivista assim que é tipo a nossa capacidade de processamento de dados ela é limitadíssima é absurda ao mesmo tempo tem aquele experimento Engraçado que todo o primeiro ano de Psicologia a ver ah vocês acham na internet é um vídeo de
pessoas jogando enquete do vôlei não acho que é basquete E aí passa um cara vestido com uma roupa de macaco no meio assim e é uma roupa Mega espalhafatosa uma roupa que chama atenção só que ele passa de um jeito enquanto a bola tá saindo jogada de um lado pro outro ele passa de um jeito que ninguém vê e aí termina o vídeo e as pessoas falam tá quantas cestas foram feitas e aí todo mundo ah cinco né quantos pontos foram feitos é 15 Legal vocês viram o cara passando na fantasia e ninguém viu e
é tipo a gente não os dados estavam chegando na nossa retina mas eles não foram processados então a riqueza do mundo eu acho que você traz isso no começo do do texto né a riqueza do mundo ela é muito grande ela é muito grande e a nossa capacidade de pegar toda a riqueza do mundo com certeza tá numa desproporção né não é a mesma coisa a riqueza do mundo é a nossa capacidade de processamento dessa riqueza sim e é claro se esse texto ele tá num campo de ciência e de epistemologia mas não só e
eu acho que eu acho que eu acho que eu queria trazer mais o lado do ético da coisa na discussão que é o que que a gente faz quando a gente acha que de fato representou bem uma coisa em uma imagem eu acho que essa é um dos problemas que a gente tem aqui né O que que a gente faz quando a gente acredita demais nisso que a gente criou sobre a experiência eu acho que essa é uma das é uma das boas perguntas que a gente tem para fazer hoje né Tudo bem uma fruta
né tem um lado aliás uma discussão quando chega numa ética eu tinha muita vontade muita vontade de dar os pragmatistas né porque eu acho que tá muito no campo deles essas coisas porque tipo beleza isso acontece quando você quer falar pra uma pessoa como é uma maçã é bom que você que ela saiba que você com dizendo uma maçã está dizendo qualquer maçã e que uma maçã que seja mais ou menos reconhecida como maçã Siva né Não importa se ela é verde grande pequena fugir é gala se ela já tá o mais passado ou se
ela tá ainda não tão madura tipo não importa é uma maçã então para fins muito pragmáticos nesse sentido bem legal tem lá a maçã é bom que a gente entenda mas o próprio pragmatismo vai se perguntar sobre como é isso quando você fala de afetos como é isso quando você fala de questões muito mais difíceis quando né que acordo é esse que a gente né porque isso é são imagens em acordo no fim das contas quando a gente se relaciona essas imagens elas entram né pela linguagem pela memória pela neta seja na relação com a
gente mesmo né a gente tem uma certa um certo ajuste que a gente tem que fazer com né Às vezes acontece por exemplo a gente tem que falar Não não foi isso que eu quis dizer ah não não não quando eu falo essa palavra eu tava querendo dizer essa outra coisa porque é isso existe uma experiência que é muito grande e do qual a gente pode tirar imagens um pouco diferentes cada um ou nós mesmos ter nos surpreendemos com a experiência uma vez que o objeto vivo né o objeto ainda mais uma pessoa mas pode
ser um objeto inanimado também porque ele também tem uma certa vida de certa forma né ele vai trazer alguma coisa mais ele presente traz alguma coisa mais que a gente não tinha visto entende traz o a goiaba traz o bicho dentro sabe uma boa imagem de repente a gente não espera mas o bicho tá lá se você pensa não pragmatismo existe um lado bem voltado para a pergunta do pregmatismo né um lado voltado bem para ação que é isso funciona isso faz acontecer isso né gera o efeito esperado e talvez esse caminho reto ele seja
interessantes em muitas situações mas ele é um caminho reto né o que que acontece porque pensei no caminho reto sei lá pensei uma trilha na floresta que que acontece se eu tô no pé da montanha e o cara fala olha para chegar ali em cima a vista Lá é muito bonita para chegar É só você ir para esse caminho aqui faz esse caminho essa trilha aqui Sobe aí quando você começa a subir a trilha Você tem o efeito esperado que você gostaria que é E aí eu usei a imagem da da trilha tentando todas a
sua ideia que é você corta um monte de de coisa não quero chegar no topo eu quero falar para o meu filho e na feira e trazer maçã que que eu falo filho quando você for na feira traz maçã eu espero muito que ele entenda que a feira e a maçã é isso que é importante mas e se meu filho vai na feira e ele começa sei lá ele gosta do feirante ali fica trocando ideia com ele para comer um pastel vai percebe essa essa eu acho que essa abertura e esse fechamento Talvez esteja um
pouco no que a gente está conversando se eu quero chegar no topo rápido eu vou pegar a trilha pra chegar lá mas eu posso subir a montanha em círculos Sei lá eu vou ver um inseto que talvez ninguém tenha visto uma planta eu vou ver né um monte de alguma coisa que alguém deixou cair lá de cima um monte de coisa que ninguém vem então então eu tô pensando nessas nessas aberturas e nesses fechamentos da memória né totalmente E aí a experiência do começo do texto ela tem duas fases né A primeira é para tentar
encontrar Quais são esses traços Gerais é muito legal isso né primeiro né fechar os olhos é entender o que é que a gente já viu do ambiente isso é muito legal né Isso também vá tem dinâmica de grupos existem essas exercícios eles são meio mal usados Mas tudo bem que é tipo ah fecha os olhos o que que você reparou na pessoa que estava à sua direita Ai você não reparou nada né Ah pois é somos seres vivos sabe que que não precisa ser a ideia não é usar assim a ideia é quais são os
traços né o que de fato eu registrei desse lugar que eu tô sabe dependendo do lugar Pode ser um lugar que você tenha muito a dizer dependendo do lugar Pode ser que você não tem mas é tipo você cessa um pouco né porque a gente fechar os olhos não acessar toda a experiência mas você acessa um pouco da sua fonte experiência de contato para ver o que é que foi registrado E aí eu acho que a gente registra isso que você tava falando né que são meio que as estruturas mais Gerais que é tipo na
linguagem é a mesma coisa tipo alguém te diz uma frase e é a pessoa fala mas que que você entendeu do que eu te falei e o filho fala Ah eu entendi que era para buscar uma maçã mas eu demorei duas horas porque entendeu E aí ele entendeu eu traço geral tá lá mas a experiência traz mais coisa então então que parece um fechamento muito grande não cara não tem uma missão e ele pega e vai ele põe aquele aquele cabresto é cabresto o Antônio e ele vai reto né A vida é muito maior do
do que ser reta né E aí tem a segunda parte da experiência a segunda parte da experiência é você abrir os olhos e tomar contato com alguma coisa que seja um contato de aprofundamento E aí você vai perceber que a mesma coisa mais banal não foi ainda percebida a sua singularidade isso essa parte do experimento né é para mostrar que essa experiência que esses dados da experiência são muito ricos muito mais ricos do que a gente consegue registrar em traços Gerais na imaginação e isso um objeto né gente e quando você eu não sei se
vocês fizeram o experimento mas façam né Pega uma fruta e olha todas as pintinhas conta quantas pintinhas tem a bananas sei lá e vocês não sei imagina que vocês não tenham feito isso porque né a banana é a banana a gente pensou dessa forma mas põe na vitamina exato e tá tudo bem Eu não tô falando né Não tô falando que isso é ruim isso isso cumpre essa função muito importante que a gente operacionalizar o mundo agora é importante também a gente se debruçar sobre as coisas de forma a tentar acessar a experiência nessa riqueza
e eu acho que esse exercício que pode ser feito com uma banana pode ser feito uma outra pessoa esse exercício pode ser feito de tantas formas né Eu acho que tentar acessar uma riqueza da experiência é algo que é uma quase como um músculo que a gente pode treinar é como uma capacidade que a gente desenvolve para sair um pouco da nossa própria cabeça né pensei coisas por favor vamos então pensar no pensamento estou pensando estou pensando pensando o seguinte eu pensei eu tenho eu acho que eu já falei isso não podcast às vezes eu
faço o exercício de tentar lembrar o que que eu vi no Instagram eu tenho um limite de meia hora por dia o Instagram da minha vida quando deu meia hora eu sempre fico 31 não mentira às vezes eu fico menos mas às vezes sabe aquela irmãzinha eu vou ficar meio minuto a mais você não manda em mim eu que pedi pra ele fazer isso e eu sempre tento lembrar no no fim quando eu fico um tempo no Instagram Eu sempre tenho que lembrar o que que eu vi e Mano várias vezes eu não lembro nada
eu lembro ah Fulano foi para o lado de skate que caiu no chão sabe tipo só isso que eu lembro o cara se ferrando coitado então a memória ela é muito frágil e eu fico pensando o quanto esse Instagram Tik Tok deve ser mais ainda eu nem tenho no celular ainda bem que é o quanto esse excesso de informação o quanto quanta coisa passa batido o quanto né muita coisa perde E aí você tava falando e eu lembrei de um dos seus assuntos favoritos que é a questão da né que é relacional e acho que
a gente já falou disso a gente já deve ter você já deve ter escrito isso em algum texto porque eu lembro da gente já Ter comentado isso talvez só não tenha gravado que é a gente tem uma ideia um paradigma de excesso e talvez exista muito mais riqueza em ficar com uma mesma pessoa 10 vezes do que ficar com 10 pessoas e é estranho né porque é a mesma pessoa Ué como assim é a mesma pessoa né você não vai somar o número quando você ficar com a mesma pessoa você não vai ter como se
gabar pelos seus amigos no fim da balada Nossa eu fiquei 10 vezes com a mesma pessoa eles vão rir mas talvez tenha algo muito mais rico aí exatamente nesse enriquecimento né que a gente tá falando sim falaram novidades que eu tô sugerindo de sair contando as pintas das pessoas é o quê Porque aí volta nisso que você estava falando que é mas é se a gente consegue se relacionar diretamente com as pessoas e não com as imagens que a gente cria das pessoas e aí a gente volta Nesse tema da anarquia né relacional que é
a gente só tem a ganhar a gente vai se relacionar com pessoas ao invés de nomes adjetivados né ah pulando de tal é muito racional e você fica nisso sabe de repente você tá perdendo o que que a pessoa tá fazendo que não é isso Ah não é porque ele né porque ela foi já ela é assim mesmo e tipo talvez você esteja perdendo a possibilidade da própria experiência trazendo alguma coisa e aí a gente volta no campo Rio miando por excelência que é uma desconfiança da Razão da Razão da mente né uma Desconfiança de
que ela é tão capaz assim sabe de registrar a experiência assim aí a gente é tão capaz de organizar as coisas e entender completamente elas é um ceticismo no sentido de colocar sobre cheque e falar nossa as coisas parecem tão maiores as coisas parecem tão difíceis de entender né Será que a gente não ganha em suspender um pouco juízo sobre as coisas Será que a gente não ganha em desconfiar um pouco de que as nossas imagens estão ajustadas a experiência isso tá no campo da ciência está no campo do amor também sou é atravessa é
uma ideia que eu acho que é tão interessante e é boa de se exercitar para a gente recuperar um acesso a experiência porque o estar no mundo é algo muito enriquecedor o habitar o habitar uma situação né sentir o próprio corpo ouviu que a pessoa tá te falando né eu sou capaz de olhar nos olhos de alguém e ver o que que tá passando ali isso é isso não é fácil isso se exercita e isso é uma é buscar um acesso a experiência e não ficar tão voltado para dentro então voltado para o que a
gente registrou em traços muitos Gerais né num certo apagamento da experiência né eu tô me segurando muito para não citar o berço Até porque eu tô lendo outras coisas dele não não muito referência memória mas ele fala muito dessa dessa percepção enriquecida tem aquele exemplo de ficar parado na frente do quadro né esse exemplo ele é muito bom que é semana passada desse né Eu acho ele é um ótimo né ele ressurgir aqui Ah é até brinquedo de correr pela Galeria né correr pelo museu não é uma ideia mas enfim é bom foi bom vai
bem magético é ficar parado na frente do quadro o Bergson fala por que que é diferente você ficar 10 segundos e 10 minutos porque você tem memória porque você tem memória se você quase 10 segundos e os 10 segundos do Futuro fossem iguais aos anteriores é porque nada permaneceu então a gente dura o fato da gente durar significa que a gente tem memória mas está a percepção ele não tava falando de uma de uma percepção é interna do ele não tá falando de uma história de um indivíduo ele tá falando que o olhar para um
quadro Vai conforme você vai prestando atenção nele você vai alimentando alguma coisa mais que aí não é você puxando alguma coisa do seu passado é você puxando alguma coisa do encontro vai se qualificando tudo bem que o Bergson vai falar que tudo é duração Ok mas não tem nem porque entrar nisso é pra falar esse encontro com o outro conforme ele dura Conforme você presta atenção conforme conforme você conta as pintas da da pessoa ou da banana ou da banana da pessoa sei lá concorda comigo [Risadas] você Duda enquanto você faz isso acontecer e enquanto
isso acontece isso Se enriquece e você no mundo em você e no mundo o mundo também se enriquece quando você presta atenção né e é muito bonito pensar isso o mundo é muito maior do que a gente imagina E aí é engraçado porque o berço podemos pensar isso no rio eu vou trazer outros dois bem rápido o Bergson fala que a liberdade a liberdade é a memória ele fala como é que você vai criar algo novo sem acumular o material e a força do salto para algo novo da hora legal legal legal aí vem o
nit na verdade veio antes e fala liberdade é esquecimento é outra liberdade é esquecer porque como você vai sair daquilo que você foi programado do caminho que você foi que você o caminho que foi imposto a você se você não esquecer um pouco todo esse peso em cima né é bonito pensar essa questão ética mesmo que você tá trazendo a lembrança a memória a percepção tudo isso parece epistemológico mas tudo isso é muito uma questão prática e ética né se você for olhar sim e aí eu acho que também a gente tá tratando de de
é de novo é o problema das palavras né e a linguagem tá sempre girando em falso nesse ponto né que é as palavras elas não descrevem tão bem assim as coisas né isso também é outra a gente a gente tá hoje pensando muito a memória mas a linguagem estaria ela vem da mesma faculdade da mente de registrar traços da experiência e aqui a gente tá quando o berço não fala de memória e quando riu me fala de memória na minha apê são duas coisas completamente diferente é porque o Beto não tá falando de uma memória
que não é individual é uma memória duma ele tá falando de experiência ele tá falando das coisas serem Exatamente Essa memória que é alargadas assim de uma coisa que é que tá muito associada com algo que se tem acesso quando se vive que não é um registro dá uma lembrança no sentido da como se fosse nesse sentido que o remitado chamando de memória né que é muito mais um como se fosse uma foto em relação ao objeto real né Eu acho que então são são conceitos diferentes assim a gente pode compará-los E aí a gente
vai eu acho que na verdade quando a gente comparar a memória e aí a palavra mais eu acho mais legal é duração em Belo Horizonte vai tá ligado ah essa experiência né ao ser a esse feixe de percepção que tá no ryme né se sujeito que percebe o mundo e que esse mundo é muito grande é muito maior eu acho que nesse ponto talvez a razão a inteligência ou seja se você esteja associada a esse lado que realmente tá chamando de de algo mais presente na memória uma coisa limitada uma coisa que não é capaz
de dar Contorno para essa experiência para esse campo muito largo muito grande e no caso do limite então é ainda mais acho que mais longe ainda porque a gente está pensando consciência quando ele fala do esquecimento né Então tá muito ligado a própria criação da instituição de valores de bem mal sobre alguém então também não tá associado exatamente a um processo de memória mas de consciência né o esquecimento como como um renovar da consciência digamos assim um renovada-se e que eu acho super bonito também mas são percepção são outras formas de olhar para para esse
mesmo processo né seria eu tô um pouco esquecido do Bergson É verdade porque faz eu ligo muitas coisas dele que já fazem um tempo e e coisas que eu li recentemente eram eram de outros assuntos uma matéria e memória que é um livro mega importante dele fala sobre esse feixe enorme de percepções que se pede e fala de nós da duração em nós ser memória mas essa memória ela não é nesse desse jeito representativo imagético Com certeza não é E aí o você vê um berço muito próximo da da metafísica né um Berson tentando entender
o que que é que eu vou tentar se afastando mas tudo bem o o berserão tentando trazer esse lado metafísico que vai ligar a memória duração que vai ligar a duração a vida e ao próprio selo seda duração para aberto então eu eu concordo que o que o berço puxa a a esteira para um outro lado a divisão Entre Rios me perguntado no texto também que tá no finzinho ali Afinal essa experiência ela vai para onde é a pergunta que coloca os dois em conexão aqui é essa pergunta a experiência ela escapa mesmo freudianos diriam
não nem ferrando nunca berço também não a duração tá em nossa história de toda a vida está em uma célula sabe é tipo daria pra dizer dessa forma americana o filme ia perguntar será hum Tenho minhas dúvidas ele ele estaria muito mais preocupado eu acho que com o próprio acontecer da experiência uma espécie de de né de estar ali olhando as coisas mas sim mas é eu pensar essas conexões mas que louco né porque sem querer me metendo uma [ __ ] discussão entre três filósofos O Filme fica no meio do campo entre berço poderia
ele fala que muito se perde porque se perde porque não tem como pegar tudo né é simples Eu não sei de onde veio de onde vieram todas as moléculas de oxigênio que eu respirei agora tipo não sei nem vou saber e se perdeu aí epistemologia reuniana leva ele até um certo uma certa tristezinha assim a gente tem que lembrar da natureza humana depois que ele para tapar apresenta toda a teoria deles sobre a mente ele fala quando eu penso demais sobre isso eu fico meio triste porque o contato os limites reais do nosso conhecimento Eu
percebo que a gente não sabe nada direito e que a gente tá fadada não saber nada direito porque a experiência é grande demais então se ele sente né ele insistiria no fato de que somos seres que lembram de quase nada quase nada a gente esquece tipo e aqui vale reavivar os exemplos que estão no texto para a gente lembrar Justamente que é tipo a gente não consegue registrar Cadência com que se fala a palavra eu não vou conseguir lembrar a roupa que eu tô usando aqui agora vocês não vão lembrar de ter ouvido esse episódio
talvez lembrem de uma frase talvez lembrem de alguma ideia legal né mas mas não é meio triste tipo eu não consigo lembrar de coisas muito legais que eu vivi eu não consigo lembrar eu esqueci nesse momento agora sou como se fosse um pequeno Raio de Luz iluminando uma linha do tempo coisa que o coberto isso não teria pesadelo em pensar para ele é terrível porque ele gosta de pensar essa memória né então é a vida se apresentando mas assim a nossa experiência é corrente é de ser uma pequena luzinha assim que vai ai a gente
dirige a memória e a gente se esforça Nossa aquele dia foi maneiro né nossa aquele dia foi legal mas é difícil é um esforço e aí vem me constata como a gente é frágilzinho né como a gente é pequenininho como a gente é ele ele é muito humilde nesse tempo assim ele não consegue dar esse salto para metafísica que eu gosto muito aliás no berço né Traz essa essa potência do tempo né mas o rímel fica mais contido eu penso no Rio e nesse nesse lugar meio não é um Carpe Diem porque eu quero pedir
ele é um recorte muito muito mais efêmedo da coisa mas ele é é quase indo em direção a isso mas não completamente eu tô eu tô lembrando de uma frase do do Marco Aurélio que ele fala cara faz o bem para a pessoa que tá aqui agora não porque todo mundo vai lembrar daqui 100 anos a gente aplaudir fazer uma estátua não porque tem uma pessoa aqui agora essa pessoa aqui agora Ela te pediu uma esmola ela pediu para você contar um prato de comida compra um prato de comida aqui agora porque ela ah mas
ela vai morrer e ninguém vai se lembrar dela é mas agora ela tá aqui e ela precisa desse prato de comida agora então tem algo de de trazer as coisas para essa atenção do por mais por mais tem medo que que seja tem uma tem uma certa uma certa atenção ao presente né não dá valor né o próprio Rim no final do do eu acho muito bonita essa parte depois que ele né Depois que ele põe os elementos todos da teoria da mente ele vale e fala bom quando eu fico muito triste o que eu
faço eu vou jogar com a mão com os meus amigos me fala isso né Tipo eu vou me distrair um pouco eu vou parar de pensar um pouco nessas coisas né e é mas percebam tem mais aí eu acho que pra gente pensar e não ficar tão extremos né que é um berço muito colocando o tempo como sendo né Redentor o tempo é só ele salva a gente de uma certa vida pequena em berço né o tempo é a memória duração fazem da vida algo muito maior Com certeza então a gente tá entre dois né
e aqui eu acho pra gente não ficar perdido Então nesse né não ficar né nem 8 nem 80 talvez a gente possa se perguntar de novo né a gente falou disso quando fez o podcast também entropia né que tipo é a medida né como é que a gente exercita nossa capacidade de atenção para coisas que realmente interessam né como é que a gente faz para estar presente a gente já falou isso hoje também né mas para presente nas coisas que de fato fazem sentido se estar não é isso tirar uma foto quando quando eu eu
hoje hoje a gente tira um trilhão de fotos mas eu fico pensando quando você tinha uma câmera analógica e só tinha 30 fotos e você depois ia ter que levar para alguma pessoa estranha ver todas as suas fotos não tinha muitos nudes naquela época Porque pô os cara vai ficar vendo ali né sua bunda quando você tirava uma foto era aquela né eu fico pensando algo de família da minha avó do do casamento e aí o filho e aí o filho tá todo arrumado e aí aqui quando a gente comprou a casa na praia e
aí aqui quando a gente foi fazer aquela viagem aqui ó aqui foi quando seu pai quebra do braço olha só que engraçado coisas no tempo é é outro Check Point é onde você marca determinados momentos para falar tá eu tava lá isso existiu eu vivi isso isso foi importante para mim isso me marcou eu não vou deixar o tempo me levar isso sabe eu vou fazer um álbum de fotos porque a gente esquece então a gente esquece né Talvez esse isso seja o que a gente consegue constatar a partir de uma ideia de memória de
imaginação que tá associada ao Dafra organizar assim é o copo cheio o copo vazio que é hoje a memória é melhor porque a gente pode ser ou seres que lembram de quase nada ou que se esquecem de quase tudo são dois jeitos de dizer a mesma coisa lembrar de quase nada isso é muito esquecido esquecer de quase tudo é lembrar alguma coisa de muito fundamental tem um outro lado aí né É também esquecido no fim das contas estão falando de esquecimento mesmo mas eu acho que são dois jeitos de colocar E aí do outro lado
então desse lado de que é tipo que é tipo não na verdade a memória tá lá né os os é tanto freudianos quanto o berksonianos diriam não não começa a exercitar aí você não precisa da foto exercita aí que você vai lembrar está aí E é verdade né eu lembro em terapia muito de coisa que tá acontecendo como é que você lembra uma coisa que você esqueceu se a memória ela se perde como é que você lembra uma coisa que você esqueceu então ela não se perde certo e é verdade outra a gente não é
difícil rejeitar esse fato então a questão é E aí Anitta pra quê que a gente exercita essa memória então a gente exercita para lembrar dos dias mais tristes que a gente viveu a gente ficaria nesse campo né a gente fica exercitando para lembrar é os ressentimentos né a gente fica ressentindo a gente fica girando em torno e a memória tem dessas né Não sei se você tem essa sensação mas é eu tenho e muitas pessoas têm sabe quando você se arrepende de alguma coisa e aí aquela memória vem involuntariamente você fala [ __ ] merda
é horrível é horrível a gente tá preocupado com isso No Limite muito antes da Consciência do sujeito né que é tipo mano só esquece esquece é uma bobeira pessoas falaram bobeiras e tá tudo bem você foi idiota nesse tudo bom Tá bom mas esquece né Tipo você pode se você tem um esquecimento ativo Então esse lugar né tem o lugar da lembrança ativa e tem lugar do esquecimento ativo né É E se você Lembro de uma coisa Então significa que você não necessariamente esqueceu mas quanta coisa a gente necessariamente esqueceu porque também começa a ficar
uma uma obsessividade eu acho que no Bergson isso é muito bonito no fluxo começa até ficar meio estranho não você lembra de tudo quando você saiu da sua mãe você já tava gravando tipo mano talvez não talvez eu só tivesse sendo parido mesmo e não sei eu chorei porque eu respirei o ar é a primeira vez que eu fiz isso então uma certa calma também nesse nesse esquecimento que é que é muito interessante que é tá bom sei lá ah e encontra um amigo da da infância que que você nunca mais viu e ele falou
mano lembra que a gente fazia isso não sei o que ela ia ser falando não não sei lá eu não lembro não a gente fazia isso nossa Ah não isso deve ter algum canto você me manda mano não não eu só esqueci tá tudo bem também sabe tá tudo bem também e aí às vezes é possível se exercitar as ele fala não mas você tinha sei lá esse tênis essa marca de tênis Você fala Nossa é verdade aí vai reconstituindo uma certa cena que é essa posta não mas a pergunta ética por Excelência é para
que esse exercício sabe eu acho que o fato é a gente deixa alguma coisa passar e a gente tem potência para recuperar porque o tempo realmente não passa né o tempo tem tem ali um tempo que se acumula na gente nas coisas a questão é a gente se exercita como que a gente usa essa capacidade né então a gente falou de uma capacidade de estar mais inteiro na experiência que é aceitar o fato de que a gente vai esquecer a maior parte das coisas então é legal né Eu acho que essa é a primeira a
primeira conclusão positiva do texto que é se a gente vai esquecer de tudo e de quase tudo [ __ ] esse quase é da hora né Vamos né então vamos estar nesse nesse lugar nesse lugar do do aonde aonde a coisa tá acontecendo Eu acho que quanto mais a gente consegue fazer isso para mim melhor eu eu me sinto bem quando eu consigo parar e pensar Caramba tô aqui mesmo nossa mostra do quanto é valioso Então esse é a primeira conclusão positiva e a segunda é Tá bom mas a memória conta mas o que fazer
com ela é a grande pergunta né Tem coisa que a gente não precisa lembrar tem coisas que a gente quer deixar para trás tem coisa que é legal a gente lembrar exato e ainda teve mais uma terceira coisa Quais são as espécies de síntese de várias coisas que a gente falou né que é não acreditar demais nas memórias ai mano eu ia trazer um exemplo bem ruim que a gente acabou mandando de assunto mas agora você trouxe assim eu acho necessário mas é um dos motivos de testemunha ocular tem sido tão questionado Porque no momento
de tensão você não lembra direito o que aconteceu e acontece mais ainda de Testemunhas oculares condenarem uma pessoa que não cometeu nenhum crime que não deveria ser condenado eu acho que tem até E aí não sei se eu digo alguma besteira ou não tudo uma questão de um racismo estrutural que é um branco reconhecendo um negro e falando olha não tô nem aí tanto faz foi aquele ali sabe um negócio meio Ah foi aquele não não nenhum momento se preocupar aqui mano é a vida de uma pessoa que tá ali que está sobre o seu
olhar que ela vai mudar completamente com o que você disse então essa essa memória cara as pessoas querem muito confiar na memória mas olha esse é um exemplo de como a gente não Deveria confiar na nossa memória sabe e deveria usar outros aparatos muito mais justos para tomar decisões assim né sim o quanto a memória Pode ser enganadora né perfeitamente acho que foram ótimos exemplos Porque de fato a experiência não chega purinha essa é a outra aí a gente iria falar de outras a continuidade né do rio me discutindo que é a consciência passa por
um sujeito quase antecipando cante e antepando né Beleza vai adorar também a ideia de imperismo transcendental né para até discutir isso com Kant que é a experiência se faz um pouco no sujeito também então tem alguma coisa que acontece no próprio sujeito o Rio mesmo né não chega a antecipar tanto cães assim a ponto de falar que tudo acontece segundo categorias do sujeito e não das Diferenças então o rim não tá nesse o filme Aposta na existência da experiência da coisa da relação de um sujeito com uma experiência como bom empirista só que ele já
postula e já coloca as nossas distorções em relação a experiência por sua crença a crença de que a de que as causas e os efeitos estão intrinsecamente relacionados quanto na verdade tudo que a gente tem a nossa experiência da sua repetição é uma das ideias mais famosas do Rio né E é isso que você tava dizendo que é a gente quando a gente forma uma imagem na mente Às vezes a gente pode tomar uma coisa como pura quando ela é muito turva então a perspectiva de várias críticas a psicanálise seguem esse caminho Então apesar da
memória força é que o cara acaba criando memória o cara acaba trazendo coisa que já não tá mais no campo dele dessa memória tão pura que a gente imagina que tá lá no inconsciente o acesso a essa pureza é que é meio obsessivo e ruim assim se esse né psicanalista que vai para esse lado talvez não seja um lado muito legal porque tipo um acesso a cena primária que andava falando é sobre sessão por uma uma raiz da coisa que é tipo é meio plástica né a palavra que está faltando aqui é essa então a
gente falou disso não podcast passado inclusive exato Então porque não comporam um novo quadro A partir desses traços Gerais é possível também né lidar com essa plasticidade da memória que é o convite nitidiano também além do além do esquecimento e então a questão é Estar atento não confiar tanto assim não confiar tanto assim na memória parece ser algo bom também e a memória é eu acho que só para estender a crítica Você trouxe a crítica do anti-racista que eu acho ótima e é tipo a memória ela é muito operacionalizável então ela pode ser muito capturada
também sabe o quanto por exemplo as marcas não excitam a nossa memória para lembrar de determinadas coisas em relação aos seus produtos Nossa entende aula onde marketing é tentar não falar do produto que você tá vendendo quer trazer alguma memória da sua exata Então esse procedimento de ligar imagens ele é muito rico só que primeiro a gente não tem já tá Liberdade em relação a ele e segundo ele é meio ele perde o que as coisas têm de singulares e complexas em si mesmas então a gente precisa lidar com isso de uma maneira mais cuidadosa
né e é muito é muito isso na nossa experiência relacional é muito evidente que é tipo às vezes duas pessoas lembram de uma mesma situação de direitos completamente diferentes isso tem a ver com o fato da perspectiva pela quais elas olharam para a mesma coisa ser diferente mas pelo fato da memória ter se diferenciado também pelo fato de com o tempo sabe a gente lembra de alguma história da Infância e aí você conta de um jeito completamente diferente daquilo Nada Foi incrível Ah aquele Luau na praia tava frio né uma balada mó tempo adorando o
tempo todo ah eu tava rindo é tipo de repente coisa porque é isso né porque passa por um processo que é da nossa própria alimentação e aí é lidar com essa alimentação o desconfiar da memória eu acho que ela vai nesses dois que você tá falando mesmo tanto um desconfiar que é um esquecer que é o então deixa quieto [ __ ] e um desconfiar que é não então pera aí deixa eu olhar com mais calma deixa eu acessar isso com mais calma deixa eu pensar isso melhor os dois né saber que uma coisa frágil
significa que Ou você não vai usar ela ou você vai usar ela com mais cuidado prestando atenção esses exercícios da memória eu diria que hoje ele se torna o mais importante porque a nossa memória hoje ela é externa a gente grava tudo em bits e bytes eu diria que esse movimento de olhar para memória ele é a possibilidade de encontrar alguma outra coisa que não é o que o mundo tem empurrado para a gente nesse momento ao invés de escutar 10 podcasts escuta o mesmo mais de uma vez e que seja o nosso por favor
ao invés de ler 15 livros ler nenhum mais de uma vez pode ser relacional uma hora ele vai estar aí um podcast de memorável é isso que eu quero Não escute vários podcasts pelo amor de Deus gravem coisas prestem atenção nas coisas não deixem as coisas sim passar que nem líquido né Mundo líquido na nossa na nossa mão Total vou puxar do chat um comentário do nosso amigo tiné que tem grandes chances de se tornar o nome desse Episódio Hã Porque eles sintetizam muito bem ele disse assim sempre digo de alguns momentos eu era feliz
e sabia [ __ ] isso é maravilhoso isso é lindo porque é justamente esse perceber se existindo e formar disso alguma coisa né alguma coisa que que te acompanha enquanto experiência né Parece que essa imagem ela não é tão somente uma fina película da coisa mas ela tá largada pelo fato de você estar nela né pelo fato de você estar presente nela Então que nem você estava falando agora há pouco é um ser ativo nessa memória que é tão possível quanto a sua própria presença no instante em que né Isso tudo acontece então fica esse
convite eu acho eu acho que o convite a presença sempre sempre bom mas a esse saber né esse esse essa capacidade de estar nas coisas e saber né de dobrar-se né sobre essas coisas de uma maneira também positiva né quase uma segunda presença lá né você lá e você lá falando legal é exatamente alegria ao quadrado assim sabe e é isso transbordamento mesmo que é tipo você você está contente e saber disso né Maravilha cara vê se gravou porque perder tudo isso seria muito inteligente tem que ter gravado isso Tá gravado Tá gravado é isso
então é isso valeu gente valeu muito obrigado prazer sempre tá aqui fechou gente beijos abraços até a próxima obrigado [Música] edição de Podcast