sejam muito bem-vindos ao voz e imagem o podcast que te levará a uma viagem cultural aqui na cidade de Anchieta prepare-se para conhecer histórias tradições e algumas surpresas pelo caminho vamos nessa Vinícius depois vineta vinheta [Música] vamos lá vamos conhecer agora duas pessoas especiais salve salve pessoal hoje vamos gingar no ritmo do jongo e infelizmente o último episódio do nosso voz e imagem um grupo que mantém Vivo Essa tradição tão importante para Nosa cultura G fique com a gente para descobrir como jongo faz parte da vida e da história dechet e para falar um pouquinho
sobre com que que a gente vai conversar Vinícius aqui com vocês eira e Gilson então estamos aqui né para falar um pouquinho da do que a gente vivencia na nossa Comunidade da história do Povo afro o povo da da comunidade de São Mateus fala um pouquinho da herança cultural que nós temos lá que é o jongo Né perfeito Gilson eu ela como como bem diz né uma cultura muito rica né uma cultura apesar de ter assim de ter a sua resistência né mas é uma cultura riquíssima de um povo sofredor que veio lá da da
África trazendo os seus a sua cultura né os seus seus modos de dançar de vestir eh a gente conhece pouco acho que eu acho que o público de ancho conhece pouco a história do jongo em São Mateus eu pelo menos eu eu conhecia pouco a história né eu conheci algumas pessoas que me apresentaram finada da joelha que eu era muito amiga dela muito amigo dela me apresentou o jongo conversamos muito sobre isso mas assim hoje que que é o jongo que cultura é essa e quanto tempo isso tá aqui em achita como eu tinha te
falar do jongo é é uma cultura de descendência afro né detin afro e São Mateus tem quase 200 anos né da já veio lá dos nossos antepassados e vai passando de geração em geração é é uma cultura ele é difer diferencia do do do Congo né que é mais é um estilo mais no tipo repen repentino você faz um verso num instante eu olho assim para Vinícius e tira um verso com Vinícius então o jongo isso Ah tá minha curiosidade era isso eu queria saber é uma coisa assim que eu faço assim eu faço no
repente assim eu olho para você olho para pro pro gesso e tira um um jongo na hora assim então é é diferente também a os instrumentos né são tambores que a gente tira da da Mata né tambores com mais de 150 anos então essa diferença tem uma diferença assim do jogo para o Congo que todo mundo conhece né o Congo aqui no Espírito Santo eu acho que Vinícius conhece não não eu sou totalmente Lego eu tô aqui aprendendo demais não tem ideia mas infelizmente Vinício eu falo que que nós nós nós o povo ele é
muito assim ele nessa parte cultural Ele ainda tá meio carente assim de conhecimento entendeu porque se você chegar aqui para muitas pessoas para 10 pessoas aqui de ancheta falar de um grupo cultural aqui de ancheta muitos não vão saber te responder aí a gente sempre fala né que tem vários grupos culturais aqui ancheta como grupo Jão pão Mateus grupo de lua do mest woodson tem o grupo lá de de BH também né bandino Tem o grupo de tem vários de capoeira também de capoeiras de capoeira né e tem um grupo lá de Jabaquara que é
da da da de Divino Divino Espírito Santo tem um de alto pongal né de italiano mas muitas pessoas Eles não conhecem não conhec o a a a própria cultura do município entendeu E não é não é diferente você falar que não não conhece mas tem muitas pessoas mesmo que não conhecem infelizmente não conhece porque também né às vezes não é divulgado né E às vezes também a gente gente prefere procurar cultura turismo em outros locais do que no nosso município hein aí a gente fica desconhecido né fica desconhecido uma cultura desconhecida Entendi Eu tenho uma
curiosidade para saber sobre jongo agora que você falou que são Repentes em forma de tambores entendeu e que também foi falado que os tambores são tirados da própria mata eu queria que você me explicasse como que é aquela questão do mastro retirada eu fiquei sabendo que o pessoal vai tudo de caminhão pro um local específico é é possível a gente entender um pouquinho dessa cultura Vai sim vai sim ainda no ano passado ainda teve né um momento desse né que foi de camião que fo foi lado de Chapada do ar né Chapada do ar e
foi um pouco de de um um ônibus no no no no no cobe todo mundo aí tinha um caminhão aqui chapado lá que foi um pouco de pessoas em cima do caminhão sim e vai tirar o mastro tira o mastro a pessoa vamos supor você dou o mastro eles vão lá retira o mastro aí trabalham aquele Masso fraquejando né né ali depois pintam e depois tem a fincada do Masso que é no dia 26 de dezembro fincada do M Então essa essa essa cultura ela ela leva toda assim eh vai lá retira vem prepara e
a fincada do mastro a data específica é por quar eh a história que a Pixaba ela diferencia né porque diferencia do resto do do do do do Brasil né sempre a eh é se louva São Benedito no mês de abril né mas aqui no Espírito Santo devido um naufrágio de um de um navio negreiro teve uma família teve um navio que ele naufragou aqui na Costa do Espírito Santo você H muito ranos né aí teve uma família que fez uma promessa se eles ficassem né né se São Benedito a São Benedito se ele se salvasse
que ele ia né tirar um um uma madeira ia trabalhar madeira e ia fcar uma um um asro em em louvor a São Benedito isso aconteceu no dia 26 de dezembro por isso que todos os festejos São Benedito aqui no Espírito Santo é dezembro e no resto do Brasil é em abril entendeu abril às vezes março abril entendeu então diferencia já é uma forma de explicar porque eu vou falar a verdade para você eu tinha essa curiosidade e se eu não tirasse essa curiosidade nem esse projeto nem um projeto futuro eu estaria satis e o
mastro é por conta deles terem se salvado do navio e no navio mastro do navio foi onde eles se agarraram e eles acabaram sobrevivendo então por isso que se retira o mastro que é o Né uma árvore e geralmente eucalipto né porque a gente sabe que pela questão ambiental né que a gente não pode retirar qualquer árvore então retira-se o Eucalipto que é o mastro fazendo referência ao mastro do navio no qual essa família se salvou no naufrágio no caso e aí são três eventos do jongo ele é derrubado ele é fincado ele é desenfado
em janeiro Essa é a base Essa é a base da cultura do jongo isso entendeu é a história e religiosa posso dizer assim por trás de uma cultura de dança de festejo e tem a questão também dos escravizados que nos seus momentos de lazer digamos né eles juntavam-se em roda e ali eles batiam tambores que er M que era fácil de de fácil confecção porque ele é feito com a madeira né de árvore e um couro de boi então para eles era mais fácil então eles se juntavam e cantavam esses versos e faziam a roda
então o Jon também surge dali deles cantarem versos improvisados ora para eh extravazar hora para né Eh cantar suas dores né de sofrimento e também horas de alegria então tem esse momento também da da cultura deles estarem juntos fazendo essa roda muito bem e como que o João se enraizou em Anchieta e o que ele significa para a comunidade como ele se enraizou em achieta exatamente eu não vou saber te informar mas assim e como são mateus lá nós temos uma uma formação né Negra então El ele tá dentro da comunidade desde que a comunidade
se formou isso há mais de 200 anos néos 200 anos já e tá lá sendo continuado pelas famílias porque ele passa de geração em geração então assim é muito importante pra comunidade ter essa cultura lá dentro pessoal assim valoriza muito tem um prazer enorme de estar se reunindo nas rodas de estar cantando então assim é muito importante essa cultura paraa comunidade vocês nos Bastidores vocês falaram alguns nomes de alguns Mestres vocês deixar isso né público para o nosso Nossa audiência como quando começou e o que até hoje Vocês conseguem olha eu vou falar PR para
você que eu eu eu acompanho o jongo na desde a casa do meu avô meu avô né que fazia muita roda de tambor nessa época era o mestre Valentim mestre Valentin que era que era o mestre né e a partir do mestre Valentim ele depois ele ficou né Foi envelhecendo envelhecendo ele passou né passou a sua atividade de mestre para o mestre renério que é o atual mestre hoje né mestre renério uma pessoa muito que tem uma garra de uma garra que que tá levando ainda essa Cultura né mest Valentin passou para ele ficou um
bom tempo décadas e mais décadas né e agora passou a responsabilidade pro Messi antes de morrer passou para para o Messi e depois que ele ficou assim meio meio debilitado ele viu que não tinha condições mais de seguir no grupo né de seguir no grupo mesmo assim ele colocava o joguinho dele quantas e quantas vezes ele ainda meio assim uma às vezes uma impossibilitado de de andar n na época de de de festa de Son de ancheta iam buscar ele na casa dele para vir aqui para colocar o jonguinho porque ele ele era fera né
E esse conhecimento todinho e sobrinho dele o mestre renério foi aprendendo com tio foi aprendendo né E hoje assim eu para falar a verdade ali eu é uma responsabilidade muito grande você assumir uma uma uma uma uma figura de um mestre né um título de mestre porque o cara ele olha cima para você ele tira um um verso assim de repente assim sem você imaginar o cara tá tirando um verso entendeu é uma coisa assim que você fala nossa mas como pode mas como pode No meu caso eu trabalho mais por trás dos bastidores né
eu fico mais pra parte mais de divulgação ela hoje ela ainda ela ela eu passei até o bastão para ela porque eu passei algumas coisas do do do do Jango para ela e eu fico mais na parte da religiosidade né eu fico mais na parte da religiosidade até o mestre n falou é Jilson você ajuda nós muito por né assim às vezes parte burocrática né que é é fazer projeto né esses projeto ir atrás de projeto projeto e a parte também de comunicação de de manter o grupo né através da da das mídias mas ela
hoje em dia hoje eu falo assim ela que que tá tá o meu espaço ela tá pegando e tá seguindo eu tô seguindo assim mais a tarefa com a parte religiosa né mas cada um tem o seu tempo né Cada um tem o seu tempo a gente vai passando o bastão não você vai seguir aqui eu vou agora vou continuar aqui também vou ajudar também mas vou continuar mais porque eu tô me atarefado é assim que a vida vai vai se seguindo né mas assim como que é a dificuldade de achar outros mestes porque eu
acredito que assim como a capoeira o tico trouxe aqui pra gente e falando que não é não é um negócio simples eu eu vejo que a culturaa ela é muito importante pr pra comunidade então assim o mestre René primeiramente mestre Valentim que é o nosso né O Grande Mestre assim que é uma referência para nós enquanto referência Estadual É isso aí que eu i falar é uma referência importantíssimo até a nível Brasil né porque ele foi homenageado né Depois a gente vai falar mais um pouquinho então assim ele é uma referência mestre Valentin Então a
gente tem uma um um zelo muito grande por tudo que ele deixou pelo legado que ele deixou e o hoje pra gente é uma figura muito importante também porque ele mantém com todas as suas dificuldades a cultura ali viva faça chuva ou faça sol ele com seus mais de 60 quase 70 anos ele tá lá na luta pode ter cinco pessoas na roda ele tá cantando e ele enta versos que realmente a gente fica admirado de ver assim momento e assim pensar em alguém depois dele claro que a gente tem que pensar né ele a
gente nunca conversou sobre isso lá não mas eu penso que ele assim no seu interior né vai amadurecendo as ideias a buscar vai buscar depois dentro do grupo né alguém que possa realmente assumir quando ele não puder mais e eu penso que seja alguém na mesma linhagem de geração em geração um sobrinho um não sei um filho aí é uma questão que vai depender muito dele depois né Uma herança né É porque é uma herança de de de geração em geração né familiar então e no bastidor você também citou que você teve um um um
projeto e querendo não querendo também é um projeto que se faz manter vivo essa Tradição essa cultura então a gente percebe que o futuro são as crianças Então se a gente trabalhar bem essa questão cultural com eles lá na frente nós vamos ter ótimos resultados talvez essa geração que hoje nós temos no no município de ancho no Brasil não tenho tanta essa vivência cultural porque não foi trabalhado lá desde pequenininho Então eu acho que a escola é o espaço ideal para isso pensando nisso há 13 anos praticamente atrás iniciou-se na escola de São Mateus esse
projeto que é o Projeto tambores na aprendizagem é levar a cultura do jogo para dentro da escola trabalhando com temas eh que estão inseridos na escola temas transversais para que para que as crianças conheçam o jongo e também aprendam então eles têm essa essa visão de do que que é o jongo n e a gente trabalha as personalidades da comunidade né leva eles conhecer a história da comunidade Quem foi eh o mestre Valentim quem é o mestre René quem é aquela pessoa que tá lá de conhecimento que são os mais velhos que a gente tem
um grande respeito por todos eles e lá dentro da escola a gente trabalha assim então a gente leva o conhecimento deles o que eles TM que aprender dentro da escola eh juntando o tambor então eles aprendem a bater o tambor eles aprendem a formar versos eles aprendem como é que se dança o jongo e a gente vai passando o conhecimento para eles porque eles tendo conhecimento eles vão levar esse conhecimento para outros então quando eles forem eles vão ter o conhecimento necessário para continuar a herança que nós temos até hoje né que o Mestre Valentim
deixou mestre ren tá dando continuidade e as crianças vão se Deus quiser permanecer com ela por muitos e muitos anos um pouquinho para nós o que que emociona nesse projeto o que que te traz satisfação eu não vou citar alguns nomes senão estrago Então qual é a satisfação Qual é emoção Nossa para mim ele é o projeto é o Projeto quando a gente vê uma criança que chega na escola e fala pr pra gente assim tia eu fiz tal verso ou a gente dá uma missão ó nós vamos trabalhar tal tema nós vamos falar sobre
a água e ele na mesma hora ele cria aquele verso gente não tem quando a gente começou a criança ela tinha dificuldade ela não conhecia o chongo ela não sabia o que que era tava lá em São Mateus ela tava vivenciando aquilo lá mas ela não tinha conhecimento que do que que era então a partir do momento que a gente foi trabalhando com eles no começo a gente criava os versos nós adultos e eu pedia muito a Gilson assim me ajuda aí a criar um verso porque eu também não tinha essa expertise que tem um
mestre então eu ficava ali no meu cantinho aí pegava aqui então no começo a gente criava criava os versos e nós começamos com quatro versos na roda porque a gente não tinha expertize de criar na hora hoje quando você vai para uma roda de jongo as crianças elas criam na mente dela ou elas já vem com Jango preparado de casa e assim é uma satisfação enorme ver que eles têm prazer de estar ali então eles sentem assim amor por aquilo tão grande que faz a gente seguir em frente a gente tem tantos obstáculos nós temos
tantas dificuldades de levar a cultura mas só de ver que eles gostam aí é faz a gente lutar pelo que a gente acredita e e manter o projeto adiante vou dizer para você que é fácil não é não nós passamos por muitas dificuldades teve ano que o projeto não aconteceu do jeito que tinha que acontecer esse ano não está acontecendo talvez do jeito que deveria acontecer mas a gente não desiste vocês estão falando de verso verso verso Mas como que fica o ritmo é um ritmo único é um ritmo que a a a a pessoa
que tá na no instrumento no tambor faz ali você se vira naquele ritmo ali como que funciona o o o ritmo do verso não tem um não tem um ritmo específico isso não tem só que o Mestre o mestre é para isso nessa hora ele vai lá a pessoa queer porque a roda do jongo é livre né o mestre tá lá para conduzir para organizar né para manter tudo organizadinho mas se alguém que está ali na roda quiser colocar um verso ele tem essa oportunidade pede ao mestre né ele vai deixar E aí ele canta
aquele verso ou ele declama aquele verso e o mestre vai na Melodia que ele já tem dentro dele então nós temos algumas melodias já meio que próprias E aí se a pessoa quer cantar mas não sabe a melodia ela entou aquele verso ali do jeito que ela sabe e o mestre como diz o nome já diz é mestre ele conduz Então aproveita Se vocês souberem falar isso daí não tava proposital na capoeira é o birimbau e os nomes dos instrumentos no jongo no jongo tem o tambor que é um tambor mesmo de chão né feito
da Madeira tambor Por que que é tambor a madeira se chama tambor é é uma madeira oca eu acho que G conhece né V vem também da da da do interior da agricultura e então dele se chama tambor já vem oca né hoje a gente não não derruba mais ela devido né a meio ambiente a questão ambiental né então você tem esse tambor temos também um temos também o pandeiro tem o tucal né que fala tem o triângulo usa muito pouco que eu acho que o triângulo ele dentou muito né bate aquele aquele negócio ali
ele dentou muito mais grave então é um som mais grave o som que prevalece é o tambor percussão Então mas então existe uma diferença que eu faço a mesma confusão que eu faço a casaca não faz parte do a casaca não não não a gente até tem casaca lá mas a gente não divita casaca lá casaca não eu lembro porque uma vez já vi vocês tocando lá com a casaca aí eu V assim será que faz não faz a casaca aquela casaca existe porque nessa nessa nessas apresentações que faz em Vitória faz naas terra faz
até fora ali da da na região norte você ganha muito é tipo assim presente tipo assim ah vou te dar uma casaca ah você tem um tamborzinho lá de chão a gente que gostou né aí se a gente tem lá um já bem abusado a gente doa para eles pede para eles aí em contra partida eles doam a casaco aí fica lá no nosso acerro lá de cultural lá né entendi mas a gente às vezes usam num momento assim mas ela não faz parte ali do não faz parte a casaca não a casaca ela surgiu
mesmo al que na Barra do juku né Foi um instrumento idealizado ali na barra do também é um celeiro de grande artista parra do Jucu né você sabe disso que é um ali saiu manimal saiu né saiu e o filho do Renato Casanova né que é o casaca Banda Casaca então a Barra do Jucu é um celeiro também de grandes artistas do do tambor que não é não é tambor ali é o Congo né então a casaca faz parte al do Congo ela prevalece muito no Congo né do Norte do Estado umum aprendi a diferenciar
hoje é ela é muito presente eu já sei que é diferente instrumento você olhar no instrumento o o Congo você pô na barra do joku na serra existe aquela aquela tipo aquelas aquela aqueles aquela tipo uma bateria né Bumba que eles usam muito aqui assim né tocando sai no meio da rua tocando né e com a casaca com a casaca eu cando da casaca nós em São Mateus não temos a casaca Quando é quando acontece de ter a casaca porque tá misturado com outros grupos E aí os outros vão tocam a casaca mas nós mesmos
lá não usamos usamos o tambor um pandeiro e o chocalho que é para dar um ritmozinho né Para dar por exemplo eh quando há essa roda como vocês falaram todo mundo vai lá é o momento mais Eh mais íntimo pode se dizer assim do próprio jongo da tradição mas existe também o momento da festa de São Benedito ahonde vocês comemoram em de uma forma aberta entendeu isso e está ou poderia estar inserido já num calendário Municipal ou já está e eu não sei conta um pouquinho para nós que agora você vai falar também da cultura
essa exposta paraa sociedade de forma mais aberta ela já esteve no calendário né hoje ela não está mais eu acho Gerson lembra H uns 12 15 16 anos atrás ela sempre esteve né no calendário cultural né de de turismo mesmo da né do município quando surgia o calendário de verão estava lá os grupos lá grupo tal vai vai se apresentar em grupo tal vai na aqui em ancheta Então já teve inserido assim hoje já ela perdeu um pouquinho de espaço né perdeu um pouco de espaço isso aí Varia muito também né Varia muito né porque
pela anidade não sei se é pela dificuldade né momento econômico do município mas seria interessante um um resgate um resgate a gente a gente luta a gente cobra sempre tá sempre cobrando né tá sempre cobrando que por um povo sem cultura é um povo sem história Sim nós temos uma uma variedade de cultura no nosso município de anch riquíssimo quem sempre lembra são as comunidades religiosas né a gente tem as a Cristo Rei aqui Alvorada que às vezes chama faz a ficada do mastro e agora esse ano foi feito aqui hum no santuário né foi
vocês ou foi o sol foi sol o sol e Lu que fez ali e ficou um bom tempo ali o ali agora uma pergunta você Enfica e fica quanto tempo ali ou tem prazo para tirar não tem prazo para tirar 25 dias né É nós temos um um calendário comunitário né eu ia perguntar como que vocês se preparam para essa apresentação como tudo pronto já fiz a pergunta entendeu então nós temos um calendário comunitário então assim que a gente divulga nas redes sociais iis convida quem deseja participar E aí os festejos do jongo começa em
novembro na nossa comunidade então no final de novembro a gente faz a derrubada do mastro que é o momento que as pessoas vão até uma uma família que doou o mastro e a gente vai lá para tirar a árvore combina com aquela caminhada sim sim aí depois que isso isso aí nós temos no calendário Municipal que é os passos dos Quilombolas que foi criado há um tempo atrás né uma lei municipal E aí ela tá próxima também a derrubada do M mas a gente já tinha essa esse festejo já bem antes aí veio depois os
passos dos Quilombolas E aí de Novembro até dezembro a gente faz essa parte da derrubada do mastro E aí prepara o mastro é pintado é até o ano passado as nossas crianças fizeram a pintura do mro tá lá né eles colocaram as mãozinhas deles então eles participaram daquele momento o mestre renel tá dando esse espaço para que as crianças também possam participar para que Futura eles continuem com a tradição E aí depois em dezembro é feita a fincada do Masso que aí é o momento da da parte religiosa que a gente faz uma missa para
São Benedito isso aí a gente faz a ah antes disso em São Mateus tem uma particularidade que no dia 25 Natal nós fazemos a procura da Bandeira é uma particularidade de São Mateus eles têm a bandeira de São Benedito aí uma família da comunidade Pede essa bandeira e essa bandeira é escondida ninguém sabe só o mestre onde vai ser colocada E aí no dia 25 a tardinha todo mundo sai de casa em casa procurando essa bandeira entoando versos e aí quando acha vai pra casa da pessoa que tá aí continua o festejo tudo lá roda
de jango achou a bandeira então comemora-se e aí no dia 26 aí faz a missa de São Benedito e faz a fincada do máximo no caso né faz todo um momento lá religioso e o Masso fica ali exposto na comunidade até janeiro próximo próximo ao centro ali tem uma Capelinha bem pequenininha de São Benedito e que é localizada na do mestre o mestre Valentim tem uma casa e é uma subidinha pequenininha do lado do bar isso é ali que a gente faz e ali tem uma uma cabana né que a gente faz as rodas de
jongle al tudo é realizado ali quando vai fazer afincada tudo é naquele naquele espaço ali aí ela aí em janeiro vocês retiram el isso geralmente com mina lá perto no de 20 de São Sebastião mas como nós temos uma comunidade próxima Que o padroeiro é São Sebastião e a gente tá junto com eles em festa então a gente sempre tira depois do dia 20 para não chegar muito próximo da festa da comunidade vizinha né mostrando para você o tanto que eu conheço da cultura depois da retirada do mastro eles guardam o mastro lá na casa
do mestre aí depois vocês podem ficar eles em outros lugares não aí fica aqu ali guardado fica guardado fica guardado às vezes às vezes tem tem tem tem acontece também de você ir derrubar um mastro né derrubar um mastro aqu aquela árvore que você derrubou ela acaba você deixa um pouco no sol né para poder cois ela acaba se rachando não sendo propícia para você você vai passar o vai trabalhar ela né com motoc ali com todas as ferramentas e ela fica se abre muito racha né e não dá para você aproveitar ela aí você
deixa ela do lado e você às vezes é obrigado a utilizar do ano anterior né pintar todo aquele Masso transformar ele todinho para poder ter um Masso para fincar nessa tá dando essa nova data entendeu Entendi Acontece muito dia você ir cortar uma árvore né e chegar depois você coloca para você depois trabalhar ár você tem que deixar um dia uns dias no sol né e às vezes não dá tempo não dá não dá tempo e também a árvore aquela aquela madeira ela acaba às vezes né você vai meter o vai começar a trabalhar ela
você vê que ela tem um tem uns desnível é ouca tem isso tem aquilo aí você é obrigado a deixar mas eu que não não conheço eu penso que fosse alguma coisa Mas é uma estrutura é grande mesmo então grande é estrutura bem e você tem que você tipo você tem que passar o motoserra de um lado do outro passado n eles trabalham muito bem a madeira fica muito perfeito muito legal E aí vão fazendo pinturas geométricas depois nesse m e encerro minhas perguntas dizendo que foi maravilhoso e fiquem à vontade então a gente agradece
a oportunidade né porque pequenininha quando a gente não mas é uma oportunidade porque quando a gente tem espaço para falar daquilo que a gente vivencia a gente tá levando conhecimento para mais pessoas Então eu acho que o conhecimento é o que muda o mundo se você conhece você não não tem preconceito daquilo você não não tem nada que te impeça de levar adiante então eu eu assim agradeço a oportunidade e como nós temos como grande líder o mestre Valentim eh Foi um momento muito importante na época que quando o mestre Valentim foi homenageado foi recebeu
dois prêmios a nível eh estado e a nível Federal também ele foi mestre da cultura popular do Brasil Isso foi em 2009 e ele também foi o mestre da cultura popular do Espírito Santo em 2010 então ele recebeu dois prêmios seguidos Então como homenagem a ele na época né o falecido final do Edival que era o prefeito ele fez uma estátua do mestre Valentim lá na comunidade então aquilo ali para nós é uma referência da grande importância que deu um mestre para nós e naquela ocasião o mestre estava vivo então ele recebeu a sua homenagem
em vida então foi muito bonito hoje nós encontramos na nós encontramos uma foto dele na frente da própria estátua e naquele dia foi aparecendo aqui é é é foi um grande Marco foi um grande marco pra gente né receber uma estátua e tantas pessoas são homenageadas depois de falecidas e ele teve a oportunidade de receber homenagem em vida e naquele momento ele cantou bem assim ó quem Chama por Deus não cansa quem tá caído levanto porque ele é nosso pai então assim foi um Marco para toda a comunidade e a gente agradece a história de
vida dele todo o legado que ele deixou agradece ao mestre renel toda a força e garra que ele tem e de nos ensinar e nos mostrar o valor que tem a cultura do Jong e a importância de viver em comunidade per eu não sei se você percebeu aqui levando mais pro lado da teologia né pelo lado da teologia que quando ele falou quem Chama por Deus não cansa e quando você chama por Deus Às vezes você pode ah às vezes a gente quer as coisas no nosso tempo né mas demorou esse tempo todinho coitado que
ele falou temp todo para ele ser reconhecido como mestre da cultura popular do Brasil Quem olha olha olha o verso que ele colocou quem Chama por Deus não cansa né E como que ele cantou quem Chama por Deus não cansa quem tá caído levanta porque ele é nosso pai então para você se você pegar a música Eu falo sempre que a música a música Ela é uma forma de evangelizar né evangelizar e a música Ela tem um ela tem um efeito de fazer você viajar né seja ele viajar no tempo eh mais parte da teologia
viajar ao encontro de Jesus Cristo entendeu então a música te leva para para esse lado Se você prestar atenção na letra Às vezes você tá cantando cantando cantando mas você não presta atenção na letra A gente tem que observar prestar atenção na letra Qual é a letra como ele falou aqui quem Chama por Deus não cansa ele levou quase 80 anos para ser reconhecido como mestre da cultura popular do Brasil e o tanto ele abriu foi caminhos paraa comunidade de São Mateus hoje o sobrinho dele mestre Eno tá né tá nessa nesse mesmo caminho mas
se Mateus começou a Decolar a partir da da do reconhecimento de mestre Valentim depois foi veio o asfalto né a comunidade foi reconhecida sempre temos visita do pessoal da UFS sempre somos temos Somos convidados né para participar de Fora Internacional na uf Universidade do Espírito Santo então isso aí for foram as portas que se foram abrindo através da cultura através da cultura do Jão através da cultura afro-brasileira então é às vezes às vezes a gente é isso que nos motiva a tá lutando sempre tá eu falo que a gente a nossa luta é constante porque
você você da cultura afrodescendente Você tem que sempre nós que estamos afrodescendente tem que provar sempre para a mais b que você pode apesar de toda a resistência nós podemos chegar aonde nós almejamos obrig a gente agradece aí pela oportunidade né Esperamos que um dia que na caminhada vocês estejam lá com a gente para você vivenciar um pouquinho tá no dia da não spoiler por Mas nós vamos então na caminhada vocês são convidados a prestigiar porque disso tudo não surgiu também o desfile afro então nós temos na comunidade hoje já já vamos pro terceiro ano
a eleição da rainha afro então é um evento presente a minha esposa ela é negra então aí então esse ano nós vamos abrir já daqui um tempinho já as inscrições pra rainha Afra então é um momento lindo também vale muito a pena Muito obrigado obgado prer nosso impressionante essa batida e é essa história o jongo excia e vida eu quero agradecer a vocês que nesse momento representaram o jongo de Anchieta e também agradecer a você que nos acompanhou nessa série né nessa web série voz imagem voz da cultura de Anchieta e que esse ritmo continue
ecoando por muito tempo foi muito prazer conhecer a história do jongo aqui em de ancheta e para vocês que ficou aqui até uma próxima [Música] a cultura do jongo é cultura de valor tambor tambor a cultura do jogo é cultura de valor tambor tambor a cultura do jogo é cultura de valor