[música] Bem-vindos ao JKCT, o podcast de economia, finanças e investimentos [música] com José Cobore. >> Sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do JK Cast. Se você ainda não é inscrito no canal, inscreva-se e ative as notificações para ser avisado sempre que eu postar um novo conteúdo.
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Bem, pessoal, tô gravando esse episódio para não deixar vocês sem o episódio de sábado, mas como vocês podem notar, não estou em casa, tô aqui passando alguns dias aqui no no interior, numa pousada no meio da natureza, que por sinal tá muito quente. Tô aqui transpirando, mas vamos lá, sem mais delongas, a primeira pergunta. Salve, Cobor e toda a comunidade.
Me chamo André e trabalho como professor. Sou de Santos, São Paulo. Você poderia explicar melhor o sistema Petrodólar e como ele se tornou uma espécie de salto qualitativo dos acordos de Breton Woods para manutenção do domínio estadunidense sobre a economia mundial?
Pergunto porque você tem uma capacidade ímpar de simplificar as coisas e eu me atrapalho para explicar didaticamente isso nas aulas. Percebo que é um elemento pouco falado nas discussões, apesar de ser fundamental para compreender o porquê de países como a Arábia Saudita não serem colocados no eixo de ditaduras, mesmo sendo uma tirania. Um abraço a toda a classe trabalhadora e um beijo no coração de todos que habitam e turistam na nossa linda Santos.
Bem, vamos lá. André, sistema petrodólar, sempre falo aqui, né, do sistema aerodólar, do petrodólar, mas você basicamente quer entender o a influência da do petrodólar, né, no que é chamado de conhecido como petrodólar, eh para a estabilidade e a hegemonia eh da moeda americana, né, da moeda estadunidense, ou seja, o dólar. Eh, vamos lá.
Até a Segunda Guerra Mundial, fazendo um resumo aqui, né, da da história, até a Segunda Guerra Mundial, a gente sabe que a Primeira e a Segunda Guerra Mundial eh era o império britânico, que era, digamos assim, o centro dinâmico, né, da economia mundial. Só que passado a primeira e a segunda guerra, a Europa toda destruída, o esforço britânico na guerra, inclusive a pedido, né, de de Won Winston Churchill, que os Estados Unidos e entrou na guerra, porque a Inglaterra não tinha mais como financiar o esforço de guerra, né? E a a Inglaterra já tinha abandonado o padrão ouro lá atrás, justamente por isso.
Ele ele continuou imprimindo a a libra esterlina para poder financiar o esforço de guerra e eles estavam com sérios problemas. foi quando o Churchill e insistiu para que os Estados Unidos e o convenceu, né, a entrar na Segunda Guerra Mundial, porque eh sem ajuda do Estados Unidos, eh o lado aliado não venceria essa guerra, principalmente na Europa, né? Depois o Estados Unidos, o ataque de P Harbor acabou eh se envolvendo na guerra contra o império japonês de então.
E aí com a entrada dos Estados Unidos, né, e depois do final da Segunda Guerra, o mundo todo destruído, né, o mundo desenvolvido, todo destruído, basicamente a Europa e o Japão é completamente destruída pela Segunda Guerra. Os Estados Unidos, com o seu território, né, é intacto e a sua indústria intacta, se tornou aí e a nova potência mundial a substituir o império britânico. E foi desde então começou aí o império americano, né, o sistema imperialista americano.
Veio os acordos de Bretton Woods e teve a era de ouro do capitalismo. Só fazendo um resumo rápido, que eu sempre falo isso aqui no canal, né, para não ficar repetitivo. Veio uma co de Bretton Woods ficou conhecida aí como a era de ouro do capitalismo, esses praticamente 30 anos, né, até 1971.
quando Estados Unidos abandonou o padrão ouro, né? Então, os Estados Unidos ainda mantinha o padrão ouro. O que que era o padrão ouro?
Existia uma conversibilidade do dólar em ouro, né? Então, se você possuísse eh um dólar americano na época, você poderia ir lá eh e converter isso em ouro caso fosse necessário. Então, isso dava um lastro pra moeda e é e era o que estabelecia a confiança, né?
Porque por que que eu vou confiar nesse pedacinho de papel pintado de verde aqui se ele não tiver um lastro, né? Se não se eu não puder no limite trocá-lo por alguma coisa real. Então, o padrão ouro, na realidade, é isso, é o lastro da moeda em ouro.
Eh, e teve essa era de ouro do capitalismo de Breton Woods, onde na realidade foi estabelecido um acordo em 1944, né, já terminando a Segunda Guerra de como o mundo iria se reconstruir, né? Veio o plano Marshall para reconstruir principalmente a Europa e o acordo de Breton Woods, que era um acordo do sistema financeiro mundial, ele como ele funcionaria para que essas economias fossem reconstruídas, né? a economia de toda a Europa, eh, e do Japão.
Toda a Europa, obviamente, incluindo a Alemanha, que foi derrotada na guerra, e o Japão, que foi derrotado, eh, em 1945, que marcou aí o final oficial da Segunda Guerra Mundial. Eh, e o acordo que foi feito de bronz é o inverso do que a gente faz hoje, né? Tinha taxa, as taxas de juros eram fixas, né?
Elas não poderiam, no limite elas não poderiam ser acima da inflação. Qual que era a lógica disso, né? Porque se a taxa de juros eh for acima de inflação, eh existe uma oportunidade de se especular, né?
Para que que eu vou produzir se eu posso simplesmente investir numa taxa de juros e ganhar inflação, ter ganhos reais sem produzir nada. Então foi estabelecido que as taxas de juros seriam fixas abaixo do nível de inflação. Isso obrigaria, né, todos aqueles que detivessem capital para investir no sistema produtivo.
Eh, no eh existia controle de capitais, não podia ter livre fluxo de capitais, né? Ou seja, você não podia eh o capitalismo financeiro não poder, ele era foi penalizado justamente por isso, né, para obrigar que todo o capital fosse empregado eh na reconstrução do mundo. Então eu não poderia utilizar, né, fazer especulação se não fosse na economia real.
Então esse fluxo de capitais só poderia existir na economia real, né? Comprou um um produto de lá, vai dinheiro, né? Vendeu um produto de lá, vem dinheiro.
Então o fluxo de capitais era só na economia real. E aí o mundo foi reconstruído, foi construiu aí um todo um bem-estar social, né, um estado de bem-estar social. Só que em 1971, que marcou o final de Breton Woods, foi justamente quando eh Richard Nixon, né, em 1971, foi lá e oficializou que o Estados Unidos estaria abandonando o padrão ouro, ou seja, ele tornaria o dólar apenas uma moeda fiduciária, ela não seria mais, não teria mais essa conversibilidade em ouro.
E aí isso marcou o quê? você tem que confiar, já que você não tem um laço, você não pode converter nada, você tem que confiar que aquele dinheiro vale. Então ele passou a ser uma moeda fiduciária apenas na confiança de que o estado americano e garanti o valor daquela moeda.
Como era uma potência mundial, ele teoricamente teria essa capacidade como centro dinâmico, né, da da economia mundial ainda na na Guerra Fria, né, que se estabeleceu depois da no final da Segunda Guerra Mundial, mas é uma grande potência econômica e militar da época. Então ele poderia como com essas características, né, ser o centro dinâmico da economia mundial, como era, né, em 1971. Só que foi uma mudança drástica, principalmente eh, na cultura, né, como assim uma moeda fiduciária sem lastro eh em ouro e eu preciso confiar.
Então, obviamente teve algumas instabilidades, né, eh, no valor da moeda, porque como sendo dinâmico, a sua moeda tem que ser estável também. teve algumas instabilidades, né? eh, até se estabeleceu uma confiança, né, no valor da moeda.
Então, a o valor do dólar passou eh um do anos aí estável, foi quando eh primeiro os Estados Unidos derrubou, tá, o derrubou o governo da Arábia Saudita em 1973 e foi lá e fez um acordo. A Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo à época, líder da OPEP, ela mandava, né, na organização dos países portadores de petróleo. Os Estados Unidos foi lá e sempre foi uma região instável, né, politicamente e militarmente.
a o Oriente Médio. O estado foi lá, o Estados Unidos foi lá e fez um acordo, falou: "Ó, você se compromete, né? Não só você, Arabia Saudita, como o PEP, todo o petróleo que vocês venderem, vocês só aceita em dólares, dólares, né?
Você faz tudo isso em dólar. Em troca disso, eu te dou proteção militar e também os dólares que você tiver sobrando, eu você compra os títulos, você vai fazer uma reserva de valor em títulos eh do tesouro americano, você vai comprar os títulos tesour. Então, Estados Unidos simplesmente estabeleceu aí eh não só uma forma de que o dólar fosse utilizado pelo mundo todo, até porque o petróleo que era distribuído mundo todo saía, né, dos dos países da organização dos países portadores de petróleo.
Então ele deu uma certa estabilidade pra moeda, uma confiança maior no dólar. É como se ele agora tivesse algum outro tipo de lastro, né? Esse outro tipo de la de confiança é a moeda vai ser utilizada porque todo petróleo do mundo vai ser vendido em dólar.
Então ele conseguiu com isso estabilizar o preço do dólar, né, e dar essa sobrevida até hoje, né, da confiança no dólar e no valor do dólar e na hegemonia do dólar americano. Eh, manteve esse privilégio exorbitante, como disse o Keines lá e no acordo de Breton Hoodes, que isso daria um privilégio exorbitante e ele manteve esse privilégio exorbitante, que é inclusive nessa crise atual, tem tudo a ver com isso. Acho que eu já falei aqui no canal, né, que o você eh proibir que a Venezuela venda o seu petróleo pra China em On é também uma forma de tentar prolongar, né, essa hegemonia do dólar.
Então, basicamente é isso, né? Você obrigar todo o petróleo do mundo lá em 1973 a ser comercializado em dólar, deu essa sobrevida, né? Essa sobrevida de confiança na moeda americana e de utilização, né?
Se todo mundo utiliza, né? A a moeda passa continua a ser a reserva eh mundial, né? Continua sendo o emissor dessa moeda que é utilizada como reserva de valor mundial e também faz com que ele seja aceito no mundo todo.
Então, basicamente é isso, né? o Petrodólar, que é como é conhecido, é muito mais por essa dinâmica, tá? OK, André, espero ter respondido a sua dúvida.
Forte abraço. Vamos aqui à próxima pergunta. Bom dia, professor.
Sou o Tauan Rocha de Maceió, Alagoas. Ultimamente começou a aparecer no meu círculo de rede social sobre a necessidade do Brasil ter uma bomba atômica, sendo essa uma questão de segurança nacional, independente de posição política. Com esse ataque à Venezuela e todos os movimentos recentes dos Estados Unidos, acha que é necessário?
Seria viável? Quais os impactos? Parabéns pelo seu trabalho.
Sua didática e calma para explicar são incríveis. Obrigado, Tauan, de Maceió, Alagoas. Bom, quais os impactos é necessário, se é viável e quais os impactos, né, de ter uma bomba atômica?
Na verdade, até um tempo atrás, isso era como porque assim, de novo, gente, a propaganda, né, da dos Estados Unidos, que é a maior potência militar do planeta, eh, ela é muito eficaz, né? Essa propaganda não é só o que eles falam, né? É que os filmes falam, é que as os think tanks falam, que as ongs falam, né, que todos falam, eles fazem isso de forma muito eficaz.
Tanto que a gente vê a resistência aqui, né, pelo menos de 30% da população aqui no Brasil, de entender que os Estados Unidos ele é maléfico, né, eh, para esse equilíbrio mundial. Mesmo Donald Trump sendo extremamente sincero, falando absurdos, ainda tem gente que o defenda, né? Isso na realidade demonstra a eficácia ao longo do tempo dessa propaganda estadunidense que é feita via soft power, né, que é na realidade fazer essa lavagem cerebral, essa colonização mental é nas pessoas para defender aquilo que eles que lhes é interessante, né?
E uma coisa que lhes era sempre foi interessante é para que que eh você vai ter uma bomba nuclear. Ele sempre põe o lado eh mais perverso, né? vai destruir o mundo.
Quer dizer, os únicos até hoje a utilizarem armamento nuclear no mundo foram eles, né, que soltaram duas bombas no Japão no final da Segunda Guerra Mundial e Uchim na Gazak. Então, se alguém já utilizou a bomba nuclear, foram os estadunidenses, né, foros Estados Unidos que que soltou as outras potências que tem bomba nuclear nunca utilizou, né, a Rússia, a Índia, o Paquistão, a China, a França, esses países nunca utilizaram, né, o eh a Coreia do Norte nunca utilizaram. Então, por que ter a bomba atômica se você não não utiliza?
Porque é um poder de dissuação que você tem. A gente costuma dizer que em geopolítica você só é respeitado, né? Tanto respeitado para não ser atacado.
Na verdade, quando eu falo poder de dissuação, você está dissuadindo alguém a tentar usar a força com você. A já vista aí os Estados Unidos, as potências nucleares não atacam um outro país que tem bomba nuclear. Coreia do Norte é muito menor, mais pobre do que a Venezuela, do que o Afeganistão, do que o Iraque, do que o Irã, do que todos os países com Estados Unidos, do que a Coreia, do que o Vietnã, que os Estados Unidos já atacou.
A Coreia, obviamente, antes de separar e virar a Coreia do Norte, né? Por que que os Estados Unidos não ataca, não ameaça, não faz tudo que faz com os outros países, com a Coreia do Norte, que é um país pequeno, economicamente insignificante e na geopolítica mundial não faz isso porque eles têm uma arma nuclear, né? Então, no limite, eh, eles podem utilizar.
Então você, na realidade, o poder de suação é você ter um poder militar de uma de possuir uma arma nuclear para que você não seja ameaçado, para que você seja respeitado, né? Que você vá utilizar, até porque a utilização de uma arma nuclear na situação atual é o fim da humanidade, né? Se todo mundo começar a utilizar armamento nuclear, a gente tem armamento nuclear no no planeta para destruir 10 planeta Terra, né?
nem precisaria ter tanto, mas houve depois da Segunda Guerra Mundial uma corrida para se obter o armamento nuclear, né? E aí os países foram obtendo esse armamento, cada um obtendo o seu, primeiro a Rússia, né? A União Soviética, né?
Depois as as potências europeias, algumas, depois a própria China, né? Conseguiu fazer sua bomba nuclear, a Coreia do Norte. Então, eh, são países que chegaram nesse ponto de conseguir desenvolver o seu armad nuclear e a partir de então passou a ser respeitado, né?
Ninguém os ameaça, ninguém é uma ameaça de vazão, de ataque militar. Então, você ter um armamento nuclear é você ter um poder de dissuação, é um poder de ser respeitado. Porque na geopolítica mundial a gente costuma dizer que se o seu se o seu último estágio for a diplomacia, você nunca vai ser respeitado, né?
se o seu último estágio de negociação, quer seja eh econômico, que a gente tá vendo nos Estados Unidos, militar, for a diplomacia, no limite você não tem poder, né? Porque a diplomacia é o poder do argumento da negociação. Eh, e se esse for seu último estágio, você não tiver o não não tiver o poder da força, você não é um eh um agente respeitado numa mesa de negociação.
Então, eh não que você vá utilizar, mas no limite você não vai ser ameaçado. Esse é esse é o essa é a lógica de você ter um armamento nuclear. Agora, eh, o Brasil é necessário essa explicação.
No meu ponto de vista, é, o Brasil deveria ter um armamento nuclear, mas Fernando Henrique, né, quando existiu de novo esse soft power, né, de de um acorde de não ploriferação de armas nucleares, o Brasil foi lá e assinou que ele não ia desenvolver uma arma nuclear, por isso a gente não tem uma arma nuclear. Temos tecnologia, temos cérebro suficiente, cientista suficiente, recursos suficientes e para ter um armamento nuclear, não temos, tá? Eh, exatamente por isso a gente aderiu, né, esse acordo de não ploriferação de armas nucleares.
Eh, foi um erro estratégico, geopolítico, estratégico que o Brasil teve. Eh, mas no estádio atual se fala, é viável economicamente, eu acho até poderia ser, né, mas eh você não consegue hoje desenvolver uma arma sem que os outros fiquem sabendo, né? Então você não vai chegar, como é o caso do Irã, né?
Você não vai chegar, você vai ser atacado antes de conseguir obter esse armamento nuclear. Então não sei se na no estágio atual é viável. Se existisse uma maneira, eu sou favorável a ter, né?
Eu acho que o Brasil deveria desenvolver. É porque aí se você conseguir desenvolver sem ninguém ficar sabendo, que eu acho muito difícil, praticamente impossível, mas se você chegar a obter, eh, você mudou de patamar, né? ninguém mais vai te ameaçar, te invadir, te atacar, eh, e utilizar a força no limite contra você, né?
Então, se você tiver uma nuclear, aí a sua diplomacia passa a ser mais eficaz, né? N que no limite vão ter que sentar com você e negociar, não vão te atacar, tá? Então, se é viável ou não, é essa a questão, tá?
OK, Tauan, espero ter respondido a sua dúvida aí e colocado aqui o meu posicionamento. Vamos lá. Aqui então a nossa última pergunta.
Olá professor José Cubori. Meu nome é Cristine Naum. Sou professor e agradeço pelos conteúdos compartilhados.
Pergunta: Por que parece que nada consegue parar o Donald Trump? Não há leis, acordos institucionais, forças políticas contrárias dentro e fora dos Estados Unidos que consigam freá-lo? Às vezes, me parece que todos os países poderosos têm interesses convergentes com Trump e que, na verdade, irão se beneficiar dos seus planos de domínio e mudanças geopolíticas.
Obrigada. Bem, vamos lá. Cristine, é, é o que a gente tá vendo, né?
Ninguém consegue pará-lo. Eu eu sou já emiti opinião várias vezes, né? Eu acho que quem consegue pará-lo é o próprio povo americano, né?
A própria as próprias instituições americanas. Só que desde o primeiro mandado do Donald Trump, eh, e eu já recomendei esse livro aqui, tem como as democracias morrem. Eh, inclusive são dois americanos de Harvard que escreveram, né?
Eh, e eles explicam, eles citam lá no primeiro mandato de Trump, eles citam Trump, citam inclusive o Bolsonaro aqui, citam outros governos de extrema direita, é de como eles se utilizam da própria democracia para destruí-la, né, por dentro. Então, desde o primeiro mandado Donald Trump, ele vem atacando as instituições. É uma estratégia no que a gente viu aqui, mas que não é só daqui, tá?
Todos os países são dominados pela extrema de NCV, que eles próprios, eles se elegem utilizando as instituições, utilizando a democracia e depois começam a corroí-la por dentro como atacando as instituições. Então é comum você ver, eles atacam as instituições, atacam os jornalistas, né? A imprensa ataca a arte, ataca os artistas, ataca a cultura, que é que é quem consegue freiá-lo, né?
só não só sobre o ponto de vista das instituições legalmente e institucionalmente freá-lo, mas sobre o ponto de vista da consciência coletiva, né, de uma nação formar opinião, formar consciência, né, como é o caso da imprensa, dos artistas, né, e por isso que eles sempre atacam a arte, cultura, tudo isso, que é quem é capaz de de formar essa consciência. Então, é um padrão eh muito parecido, senão idêntico que tá nesse livro, tá? Eu recomendo, leiam como as democracias morrem.
É um livro muito bom que mostra exatamente e é um estudo dois professores de Harvard que fizeram e mostra como isso é feito. Só que eles escreveram isso lá no primeiro mandado do Trump já identificando, né, esse padrão de comportamento. Eh, e o Don Trump não conseguiu se reeleger, né, assim como o Bolsonaro não conseguiu se reeleger aqui.
Eh, só que depois ele voltou e voltou mais forte, mais vingativo, né, eh, e mais determinado a terminar o que ele começou no primeiro mandato. Então por isso ele voltou mais, atacando muito mais instituições, atacando o próprio judiciário, né? Atacando o Congresso, o legislativo, atacando a imprensa.
Você vê que ele, como ele trata a imprensa, né? Nos lembra, parece que é um padrão conhecido, né? Então, atacando o jornalismo, atacando a imprensa e também esse lado, esse esse narcisismo, né?
Esse nego, esse ego, você vê o pessoal comentando, né? Não sei se é só boato, que eh primeiro ele ficou revoltado, né, de não ter ganhado o Nobel da Paz. Por isso ele deu essa desprezada, né, na Maria Corina, né, que tava ali achando que ela ia, né, assumiu o poder na Venezuela e ajudado pelos Estados Unidos.
Já tinha entregado a Venezuela em entrevistas, né, inclusive pro próprio filho do Donald Trump, né, em programas de televisão americana, dizendo que se ela fosse alçada ao poder na Venezuela, ela ia fazer entregar a Venezuela para os Estados Unidos, né? abriu o petróleo para as empresas americanas, fazer tudo que o Estados Unidos quiser, ou seja, ia entregar tudo, né? E achou que ia voltar, mas pelo narcisismo, né?
Pelo ego do Donald Trump, ele simplesmente a desprezou na primeira coletiva de imprensa quando perguntaram eh se ela era o plano dele, né? Eh, de assumir o poder na Venezuela. Haja vista que foi uma operação de mudança de regime, né?
O o sequestro do Maduro foi uma operação eh de mudança de regime, né? Para quem tem dúvida, já gravei vários vídeos aqui, eh, mostrando que isso não tem nada a ver com democracia, terrorismo, narcoterrorismo, direitos humanos. Tem nada a ver com isso, né?
O Estados Unidos não se incomoda com isso, não. Ele se incomoda e tanto que todos vários aliados deles fazem isso e eles na em vez de de invadir o país sequestrar, eles dão medalha, né, para esses, desde que sejam seus aliados, tá? Então, para quem não assistiu, assiste esse vídeo.
É só para deixar claro que o discurso não tem nada a ver com isso, né? É só propaganda. o interesse dos Estados Unidos, tanto que na coletiva ele claramente falou que o interesse deles é no petróleo, né?
Que eu também já tci nesses vídeos aí é o porquê disso, tá? Então, quem consegue parar os Estados Unidos, as outras potências se tentarem, é o risco de defragar a terceira guerra mundial. Quem pode pará-lo realmente e é o que restou, né, de democracia nos Estados Unidos.
Para quem acompanha a política americana, você vê que tá restando cada vez eh tá restando muito pouco de democracia lá, né? Você vê as imagens lá do ICE na rua, né? É um regime fascista, né?
Eh, sem dúvida nenhuma que é um regime fascista. Então você vê que existe essa corrosão da democracia americana tá muito avançada, mas ainda existe esperança, né, que o próprio povo americano consiga parar esses intentos, né, autoritários, ditatoriais e fascistas de Donald Trump. Essa é a esperança.
No limite, eu acho ainda que tá, que quem vai conseguir pará-lo serão o próprio povo americano e as instituições americanas, porque a gente tem que ter essa esperança, né, que no limite, se for pará-lo com forças externas aos Estados Unidos, é o risco de defragar a terceira guerra mundial, né? Eh, mas existe forças, assim como a Rússia e a China, que conseguem ainda de alguma forma num jogo geopolítico, conseguir intimidá-lo, né? Ele tá vai fazer tudo que ele tá falando, tá?
Ele vai invadir a Groenlândia, vai agora ameaçou invadir o México. É um louco. Então a gente tem que arrumar meios e e ter esperança que existem meios de pará-lo.
Tá ok? Cristina, é, e Cristina, essa é minha é a minha visão. ainda tem a esperança pela pelo que a gente vê acontecendo nos Estados Unidos, parece que eh tá aumentando cada vez mais, né, essa esse movimento, né, para eh da do próprio povo americano para tentar pará-lo, né, até esse evento que teve infeliz ali do de terem assassinado ali uma uma cidadã americana, né, que tentou ali sair da rua ali e e o Donald Trump, Jade Vence, já um monte de gente foi na televisão falar que a mulher era terrorista, né, tentou atropelar o cara e as imagens são claras, né, tentou atropelar nada.
Mulher só tentou sair e foi assassinada ali, né, a sangue frio, uma cidadã americana, né? Eh, isso parece que tá gerando muita revolta, né, no povo americano. Eh, então a gente tem que ter essa esperança que o próprio povo americano vai se rebelar e tentar resgatar a democracia naquele país e tirar esse louco do poder, né, esse louco e os seus asséclas, né, que nesse segundo mandato ele se garantiu de se cercar de de um bando de puxa-sco louco e puxa-sco, né, que faz tudo que ele quer eh todas as loucuras que ele deseja.
secretário de defesa que quer ser chamado de secretário de guerra, que era um apresentador da Fox News, eh, que tem um livro que chama American Crusade, que diz que os Estados Unidos tem que ter uma guerra santa, né, contra o China, vestido de caubóia, quer dizer, as figuras, né, que que hoje mandam, né, no na maior potência militar do mundo, né, eh, um outro que era de um red fã de Jorge Souros, que ajudou a quebrar o ataque especulativo libre estelina e quebrar e o banco na Inglaterra, né, que trabalhou com o Jorge Souros, o Scott Bess, que é secretário do tesouro, o secretário do comércio é o cara que era das corporações eh de petróleo, né, de de combustível fóssil. Tanto que quando ele assumiu, ele declarou ali que não tem nada de energia renovável de negócio dele é até a expressão que ele utilizou, né, drill baby drill, né, ou seja, nós vamos perfurar petróleo, negócio de energia limpa, isso aí é balela. Nós vamos eh continuar explorando combustíveis fósseis.
a prova aí, né, a própria, o ataque à Venezuela. Então, assim, se cercou de um bando de louco reacionário, eh, que significa um atraso para toda a humanidade e a gente tem que lutar contra isso, cada um, eh, com o que pode, com as suas forças, tá? OK, Cristine, espero ter respondido sua dúvida.
Eu sei que existem muitas dúvidas sobre isso, eh, infelizmente, mas vamos esperar que a gente se passe por esse período, né, de trevas, né, que o mundo inteiro passa. Ok? Espero que vocês tenham apreciado esse esse episódio.
Perguntas em áudio de texto para WhatsApp 11955005. Perguntas entre 40 segundos e 1 minuto se identificando de onde você fala e gravando de locais silenciosos. Se você ainda não é inscrito no canal, inscreva-se e ative as notificações para ser avisado sempre que eu postar um novo conteúdo.
E se você gostou, clique no like e não deixe de fazer os seus comentários aqui abaixo. Um forte abraço e até o próximo episódio. Você ouviu mais um episódio de JKCT, o podcast de economia, finanças e investimentos [música] com José Cobori.