[Música] [Música] porque essa inflexão no nome de eles reivindicavam para si porque fez parte dessa autocrítica o reconhecimento de que o governo deva d'água deu errado porque ele não conhecia a verdadeira argentina ele não conhecia a realidade nacional ele não conhecia a dimensão absolutamente absolutamente contrastante com esse mundo de paris da civilização que fazia parte da nação e que precisava de alguma forma ser incorporado esses jovens da geração de 37 são também leitores dos autores românticos dos autores socialistas utópicos que vão entrando em cena desse período o socialismo aqui não é o socialismo de marcas
é muito antes disso é o socialismo di san simón é o socialismo de lá né o socialismo dos socialistas utópicos que fazem parte desse ambiente romântico que vai se manifestar com toda força nas revoluções de 1848 na europa e esses jovens portanto reconhecem que para aqueles conseguissem em realizar um projeto nacional capaz de realmente de de ser bem sucedido com assad e prosperar era preciso conhecer dialogar assimilar essa outra argentina que rivadávia havia desconsiderado e é por isso que o conceito de unitário aqui entra em crise porque os unitários foram essa primeira geração que quis
levar o projeto de buenos aires para todo o país ignorando o restante do país esses liberais agora desejam sim chegar à civilização a modelo unidade ao liberalismo a ilustração mas reconhecem que para isso é necessário reabrir conhecer ler e assimilar algo dessa argentina que o flamento chama de barba nem a civilização ou barbary essa dimensão da barbárie não podia ser simplesmente ignorada ela precisava ser assimilado e à nação na seria esse amálgama de tv ryan então no dogma socialista que é um documento que que lança as bases mesmo para esse esse projeto liberal que já
vinha sendo construído desde 1819 mas que agora assume novas cores e isso acontece a partir de meados do século 20 com essa revisão crítica que essa geração faz esse discurso de que a dimensão da bárbara e precisava ser conhecida precisava ser assimilado de que não se podia reproduzir esse essa postura arrogante elitista europeizante do rivadávia é um discurso que não necessariamente se traduz em posições realmente modificadas recalibrada esse desejo de diálogo de assimilação muitas vezes é um desejo que ficar só no plano do desejo e quando a gente vai aos textos desses autores ou as
atitudes de seus autores o repúdio a nêga céu pelos federalistas por esse mundo da argentina curau 10 argentina não ilustrada argentina católica continua sendo uma marca muito forte ea gente vai ver isso agora em alguns momentos dessa história do século 19 em que isso se estressou com toda a força o próprio tv ria escreveu quem faz o curso nas letras passou por isso agora semestre escreveu o conto chamado é na cadeira que é um clássico da literatura argentina em um culto enfim muito muito discutido muito analisado é que deveria e no conto é matadeiro ele
compara os federalistas a um ambiente de um matadouro de boi o conto se passa em um matadouro em que depois de um período de quaresma em que não se podia comer carne a população estava assim salivando pra comer carne e um boi entra no matadouro e as pessoas praticamente como meu boi vivo né uma macena assim daquelas daquelas enfim muito chocante em que o sangue espiar para todo lado e aquela casa ensina que seria um retrato dos ceramistas e tiverem escreve-se conta e ele nomeia os federalistas a liga está falando dos federalistas e não sobra
nada da imagem do serviço no culto next e não tem nenhuma abertura para o reconhecimento por a dream amava na pra conhecer pracinhas nenhuma descida pra isso então isso é sempre muito relativo e houve nenhum esses homens da geração de 37 um kit conseguiu realmente levar adiante essa preocupação e esse homem foi o auberge o albergue que é um dos expoentes da geração de 37 que fala ainda nos anos 30 que não que era preciso olhar para os federalistas olhares argentina rural que era preciso encontrar um sistema misto que articular-se unitários e federalistas e logo
após proferir essa essas imagens ele também é colocado no exílio e vai para o chile vive em santiago do chile há alguns anos tem uma relação estreita com sarmento e também foi exilado no chile e ldu filho alberdi continua continua apostando nessa perspectiva da conciliação então gualberto tempo todo mesmo tendo sido exilado quer dizer ele queria conciliação rodas o que sabe e colocou para correr e ainda assim ele trabalha uma um projeto para a argentina que é um projecto conciliador de unitários e federalistas e o albergue tanto conseguiu dar corpo a este projecto conciliador se
quando rosas caiu em 52 a gente entrou numa fase da sua história que é conhecida como a da consideração um caudilho chamado bartolomeu orquiza button e utiliza propôs a criação de uma confederação na argentina que colocasse buenos aires e argentina buenos aires e as províncias desculpem para negociar essas velhas questões a navegação dos rios o livre comércio ou a divisão da renda do ana de buenos aires e outros problemas mais e ele então portista chama o alberdi para ajudá lo a conceder esse projeto político que já tomou o poder militarmente derrubou rosa se colocou como
um novo mandante dada ordem política argentina chama alberdi para organizar do ponto de vista da fundamentação política e jurídica esse projeto alberdi bem e se torna o autor praticamente da constituição argentina tinham urtiza promulga no ano de 1853 nessa constituição é fruto desse esforço de se contemporizar os interesses de buenos aires e os interesses das províncias entretanto buenos aires não reconhece legitimidade nem urquiza nem o berd nem na constituição e durante estes anos da confederação buenos aires se mantém separada do restante da argentina os anos da confederação anos em que a argentina tem duas capitais
em dois territórios um território que tem a sede na província em 3.100 paraná que era província de origem do do pisa e em outro território com sua capital buenos aires na província de buenos aires argentina fica dividida porque os portenhos se recusam a participar da confederação essa situação se estende até o ano de 1861 dois países cindidos com governos com territórios trotters mas buenos aires naturalmente inconformada em abrir mão dessa argentina que é considerada sua então buenos aires luta claro pela unificação pela reunificação nos seus próprios termos e esse confronto definitivo acontece no ano de
1861 na chamada batalha de favores ea batalha de episódio é uma batalha comandada da parte das forças de buenos aires pelo general bartolomeu mitre e general bartolomeu mitre vem urquiza na batalha de da zona e reunificar a argentina sob a égide buenos aires em 1861 portanto essa divisão é só uma divisão a divisão que se estende entre 1952 quando rosas caio cinza forma confederação e 1871 quando a configuração do czi foi derrotada pensamento estava lá no chile com alberdi que não era um homem da geração de 1837 mais que se identificava com a geração de
1837 o sarmento voltou para a argentina a convite não utiliza mais do bartolomeu mitre vejam que interessante né daquele homem me que não aceitou a confederação que reafirmou projeto da centralidade de buenos aires sobre a argentina que vê a si mesmas prerrogativas de buenos aires sobre os interesses das províncias é a ele que sarmento se vincula portanto também aqui mostrando as nuances matizes desistiram no âmbito desse grupo que se identificou com o projeto do dogma socialista de tv cinema e os alimentos vêm participa com o secretário de educação do governo mitre porque o mp se
torna depois presidente da república não é o primeiro presidente liberal da argentina dessa argentina agora centralizada hoscult os caudilhos que resistiram à buenos aires caíram nesses anos que se seguiram os índios caíram nos anos que se seguiram através das campanhas do deserto porque daí já não havia mais divisão entre liberais e federalistas e os liberais vitoriosos se fortaleceram os índios não podiam mais barganhar com os dois lados se enfraqueceram e foram sendo portanto encurralados nessas campanhas do deserto que combinam nos anos 1880 não é uma coisa imediata e isso leva alguns anos mas os índios
vão vão se enfraquecendo e vão sendo empurrados e o projeto de buenos aires prevalece quando o projeto de buenos aires prevalece ele vem com toda essa carga de pensar uma educação laica o projeto do rio a da serra aparece aqui de defender a imigração européia argentina que a argentina fosse povoada com imigrantes que fosse imigrantes europeus e portanto civilizados e aí ajudariam a argentina se civilizar ali estado assumiria as rédeas da educação a educação laica e alavancar também a modernização da argentina e ao mesmo tempo o estado colaboraria para a modernização econômica do país então
o estado deveria servir a estrutura necessária para sua modernização criando por exemplo ferrovias e rodovias nesses anos vão se espalhar pelo território argentino criando por exemplo num modernizando porto modernizando o porto de buenos aires um porto que fosse capaz realmente de intermediar o escoamento dos gêneros agrícolas produzidos na argentina ea importação daquilo que vinha de fora então esse porto vai ser modernizado o estado alavanca a modernização econômica da argentina com grande sucesso porque a gente não se transformou em um país rico com uma exportação volumosa na passagem do século 19 para o 20 exportação de
cereais exportação de carne exportação de couro num dado momento foram criados os frigoríficos então a carne que antes xix e salgada podia ter portada congelada e também alavancou a economia argentina ou seja esse projeto liberal que vinha sido desagradável é que é um re redimensionado pelo dogma socialista que vai sendo também definido construído por esses homens que estão no exílio o fardamento créditos a cuba no vídeo ele descreve o facundo um vídeo então isso tudo vai ganhando corpo quando esses homens chegam ao poder dos anos 1960 esse projeto de fato é implementado com muita contundência
mas a ressalva que eu queria fazer em relação a isso que é muito interessante a despeito da vitória de buenos aires em 1861 depois da vitória de buenos aires em 1661 a argentina ganha também a guerra do paraguai ao lado do brasil a vitória sobre o paraguai também é algo que fortalece esse estado que fortalece o exército argentino então uns anos 1860 semanas de consolidação dessa argentina agora com o estado que tem um grupo claro no poder nenhum outro por que valida com ele ou seja em buenos aires é vitoriosa e no entanto buenos aires
só consegue de fato manter essa vitória manter essa condição preponderante negociando com as províncias e especialmente a partir dos anos 1880 depois vamos discutir isso numa outra aula mas é interessante que esse governo argentino liberal acaba reconhecendo a constituição de 1853 então aquilo que era antes é uma divisão profunda encontra-se em caminhos também de integração a todas as vitórias de buenos aires sobre as províncias a constituição da argentina continua sendo fundamentalmente essa constituição do alberdi ajudou a escrever lá no ano de 1953 que aquilo que era uma demanda dos federalistas das províncias também se realiza
ou seja buenos aires se torna a capital federal da argentina no início dos anos 1880 uma capital federal que não era mais a capital da província e isso desvinculava do ponto de vista político simbólico buenos aires os interesses específicos da província de buenos aires como capital e da província de buenos aires é criada e planejada a cidade de la plata capital da província até hoje em buenos aires se torna a capital federal esta essa essa mudança de buenos aires para a capital federal faz parte dessa grande solução política que se deu já em fins do
século 19 destino a esse longo conflito envolvendo os interesses das províncias representados pelos federalistas e os interesses centralizadores de buenos aires representados pelos militares e depois pelos liberais eu quero falar um pouquinho de historiografia pra nós nos conectarmos com as questões todas ainda sábato da aula passada e para nós pensarmos como é que se esse panorama tem sido agora explorado com novas preocupações pela pela historiografia contemporânea então a primeira coisa que eu vou retomar aqui de uma forma muito muito geral é essa ideia que vários autores na argentina entre é entre eles o autor que
também teve na bibliografia da aula passado com zé luis romero que fez a introdução aqueles volumes pensamento político da mcm ocupação foram sempre autores que com muita com muita informação com bons textos com trabalhos de qualidade mas ajudaram a reforçar uma visão sobre os caudilhos sobre os federalistas sobre a argentina do século 19 que de alguma forma se alimentava da visão que os unitários construíram em relação a eles ou seja de que os caudilhos eram esses homens violentos arbitrários personalistas que que atravancavam a formação do estado nacional a gente então cita que o josé luis
romero como um exemplo de um historiador de tese extraordinário uma vasta produção bibliográfica e que carrega ainda esse olhar que é um olhar próprio da historiografia tradicional da argentina que coloca os federalistas com os caudilhos nesse lugar que é um lugar de denise uma negação do projeto republicano e é claro que isso carrega ecos de uma perspectiva que foi consolidada no século 19 pelos unitários que viviam esse confronto e que falavam do roças e que falavam dos federalistas nesses termos então eu quero aqui recuperar com vocês alguns um dos momentos em que esse olhar sobre
os federalistas foi consolidado pelas narrativas históricas que sobre eles se produziram e quem apresenta uma reflexão muito organizada e muito interessante sobre esse tema é um autor que participa dessa obra danone goldman e do ricardo salvatore chamado caudilhismo sim platenses novas virada sobre um velho problema novas viradas novos olhares sobre um velho problema o próprio título já anos nos crie expectativas de uma revisão de interpretação sobre velhos problemas do caudilhismo foi discutido à exaustão por todo mundo né a tal ponto que hoje em história quase com tabus ao conceito de caudilho não se deve usar
o conceito de caudilho no exame de qualificação uma defesa de teses é com certeza em foco de problemas porque o conceito de cláudio foi tão usado então distintamente que ele se tornou também o vazio é que se aplica a qualquer coisa e é por isso que hoje ele está um pouco na berlinda mas vamos então a esse autor que participou da coletânea que eu mencionei aqui na lousã esse autor se chama pablo por biller o historiador argentino também com muita coisa interessante publicada que o pago por bedê se propõe a fazer uma história de como
então as narrativas históricas definiram o lugar dos federalistas e ele começa naturalmente se reportando a geração de 1837 a geração de 37 teria sido a primeira a organizar um certo discurso sobre os caldinhos nessa leitura da geração de 1.137 prevalece a idéia de que os caudilhos estão relacionados à associados a esse processo de organização do poder estão associados à violência estão associados a esse vazio institucional então a geração de 37 teria criado essa ideia de que os caudilhos ocuparam o espaço que estava vazio porque os unitários foram depostos do poder e nem é esse vazio
o que entrou em cena foi uma dinâmica marcada pela violência uma dinâmica marcada por esse poder rural fragmentado de centralizado e isso é o que caracterizaria a esse conceito de caudilhismo ao mesmo tempo se a gente for pensar no sofrimento que nós vamos expulsar melhor daqui a pouquinho o sc nome - seria uma conseqüência de um determinismo da paisagem determinismo da geografia isso nós vamos discutir com certo cuidado porque somente escreve esse texto antes das chamadas teorias raciais darwinista de estar em voga na descreve isso em meados do século 19 antes dessa coisa do darwinismo
social realmente está em circulação mas ele já aponta para essa correlação entre uma paisagem desértica uma paisagem inóspita e esse homem cuddy este homem instintivo que seria fruto dessa paisagem também tão agressiva para a condição humana o isolamento uma vida sem sociabilidade uma vida em si os laços de civilidade que os homens cultivam em comunidades não podia não poderia ter lugar porque esses homens viviam espalhados e muito à mercê da convivência com este mundo natural tão rude tão violento não é à toa que o fardamento tempo todo com para o facundo conte gri então por
aí vai o retrato desse homem que entende muito mais por uma chave do mundo rural e animal do que por uma chave da da civilidade da sociedade então o caudilhismo seria para essa geração de 1837 a expressão de um governo sem lei a expressão de um governo arbitrário personalista e um governo exercido por esse tipo de homem então sujeito a essa a essa realidade do mundo natural tão pouco favorável ao desenvolvimento da civilidade uma visão portanto muito depreciativo é que a geração de 37 que é uma geração que vai presídio escreve sobre os federalistas ladino
montevidéu lá diz santiago do chile portanto afastada de uma argentina que lhe foi tomada quem ganhou foram rosas rosas limpou o terreno os tirou de lá e eles olham de longe enxergam a argentina como um território que estava governado por esse tipo de lógica perniciosa e eles de fora diagnosticam condenam e ao mesmo tempo procuram aponta caminhos para que isso tudo chegasse ao fim ea verdadeira argentina pudesse pudesse ressurgir na ii e recobrar aquelas sementes que foram deitadas pelo rivadávia nos anos 1800 e 20 então isso é um primeiro momento um ditado pelo padre por
vender nesse nesse histórico de como tema foi sendo elaborado revisto discutido um segundo momento o momento já na segunda metade do século 19 e fizermos 1860 e 1870 e 1880 quando os liberais já haviam conquistado o poder e já haviam portanto afirmado a sua a sua vitória sobre os caldinhos mas já haviam realmente esse imposto sobre esses caudilhos e nesse momento temos dois autores que são que são sintomáticos questão revela reveladores do estado da discussão nesse nesses meados do século 19 já após a chegada dos liberais ao poder um deles é o próprio bartolomeu mitre
porque mitre foi autor de livros de história foi autor de livros escolares de história quer uma coisa também muito comum século 19 é que esses homens da política muitas vezes da guerra também escrever sem livros ea narrativa histórica era um gênero que muito cativava esses jovens porque organizar o discurso sobre a história pátria era também organizar um certo projeto para essa história partir daí é que fosse nós vimos na aula passado em relação ao simboliza e certa dessas reconstruções que vão sendo feito [Música]