é porque na hora que você trabalha com questão de identidade e você a taís cavando a um cemitério e você encontra objetos que você classifica como sendo de uma cultura e você faz análise genética daquele indivíduo e da que ele era proveniente de um outro lugar vai trazer né questões vai provocar a questionamento sobre essas construções de identidade que o quê o olá meu nome é maria cristina corink are sou professora de arqueologia do mediterrâneo antigo no museu de arqueologia e etnologia da universidade de são paulo e eu vim aqui hoje falar com vocês conversar
com vocês um pouquinho sobre os avanços da pesquisa arqueológica radiologia ela tem uma história antiga começando ali no renascimento ela nasce realmente a no período moderno é uma ciência e nasce na europa é fruto todo um contexto histórico europeu vai ocorrer então a gente começa nem a traçar os primeiros passos a das pesquisas arqueológicas a no renascimento a com um renascer também podemos dizer né a do interesse o saco pelas culturas anteriores ao período medieval a principalmente grega e romana a gente pode até olhar olhando um pouquinho para ser história da formação da disciplina da
arqueologia e colocar a região ali centro e norte da itália como um dos primeiros locais que foram investigados a arqueologicamente isso se deu porque porque essa redescoberta reanálise a dos textos antigos que vão ser textos a majoritariamente latinos a e gregos vai a andar em par então pelo interesse maior pelo modo de vida dos gregos e dos latinos como isso vai acontecer justamente ali nessa região central e setentrional da itália onde nós temos a gigi do império romano até hoje nós temos visíveis sobre o solo né monumentos do império romano como coliseu no período de
renascimento a pré-industrial a os vestígios materiais da do império romano estavam há muito mais visíveis mesmo né então a redescoberta das fontes textuais esse interesse pelo modo de vida anterior né do passado a longe vinco pré medieval vai casar com a a existência mesmo de vestígios arquitetônicos escultóricos a muito profusos no território italiano que são os vestígios do império romano e com arqueologia ela vai nascer muito a fortemente a ligada ao t 15 a descrições de monumentos de esculturas de produção artística nas fontes textuais e occida o que se encontrava a até facilmente podemos dizer
em termos de uma materialidade né de artefatos construções etc descritas né que apareciam ali nesse mundo italiano que é o mundo do império romano logo em seguida ao longo dos séculos é claro né gente tá falando de um percurso do renascimento até o século 19 a vai se expandindo né era dos viajantes netos exploradores vão sair pela grécia a impressão oriente isso vai alimentando alimentando cada vez mais o interesse pela materialidade sempre casado com as fontes textuais se a gente for pensar e para facilitar aqui a nossa compreensão numa não desenvolvimento da arqueologia entre os
séculos 15 e quando ela teria nascido e o momento de maior desenvolvimento dela que a partir do início do século 20 a gente está falando de 500 anos a ponta daqui elogia foi se desenvolvendo foi aperfeiçoando as suas técnicas de escavação sem dúvida nenhuma faz ainda muitos entrada então em a descobrir em caminhar junto a com os dados que nos eram apresentados a nas fontes escritas a é claro que a gente tem que ter em mente que eu tô falando então dessa arqueologia a do mediterrâneo antigo arqueologia chamada arqueologia clássica arqueologia médio-oriental né pensando a
mesopotâmia própria arqueologia do egi o victor logia para além dos dados materiais nós temos também fontes escritas documentos escritos sobre essas culturas a chamada arqueologia pré-histórica é todo um outro tem todo um movimento paralelo a e diferenciado sai assim então essa importante a gente marcar mas então retomando a nossa conversa esses 500 anos então desenvolvimento dessa arqueologia clássica arqueologia mediterrânica egiptologia a você tem essa relação muito forte com os terços das culturas a fechadas né se quer trabalhar aqui logia grega arqueologia romana que o getrus cá e etc em 100 anos cento e poucos anos
né se a gente for pensar partir do século 20 até onde estamos hoje a arqueologia deus altos e é isso porque porque um primeiro foi foi se fazendo a crítica cada vez mais de maneira acentuada e aprofundada dessa relação entre a fonte escrita e a fonte material tem primazia alguma delas possuiria primazia assim não a depende o que que você tá perguntando o que você quer saber o entendimento de que são fontes distintas o que eventualmente podem sim ser complementares é um marco a para que o logia e mesmo para a história quero crer né
hoje em dia com certeza em um grande historiador a da antiguidade não quer usar a documentação material porque ela é muito rica e de maneira análoga um arqueólogo a fazendo a sua análise se ele pode para as questões que ele está se colocando a ter um dado a mais vindo de alguma fonte escrita ele não vai se furtar a realizar a essa intersecção mas a crítica das fontes na chamada crítica das fontes entender são fontes distintas a que falam para públicos distintos que tem uma produção muito específica cada um não foi muito importante isso ocorre
a ao longo do século 20 e nessa a discussão da da das qualidades das fontes escritas em materiais arqueologia foi se tornando cada vez mais a autônoma e foi se afastando dessa relação antes tão forte em condado escrito essa crítica das fontes ocorreu em paralelo a o avanço tecnológico um grande diferencial da arqueologia é a quantidade de documentação com qual arqueólogo tem que lidar alguns volumes são a absurdamente imensos então os avanços tecnológicos seja em questão de bancos de dados a computadores de menor porte que você pode levar a campo a softwares como software de
criação de mapas são chamados a fase de informação geográfica que a copa um banco de dados a produção de mapas que te permitem então a cruzaram conjunto muito grande de dados e criaram os mapas mais diferenciados que vão ajudar você a ver e interpretar melhor os dados avanços também questões de análises químicas que nos permitem hoje em dia analisar a terra e perceber se ali houve ou não intervenção humana se houver agricultura ou não mesmo que nós não tenhamos índice índice os maiores a ferramentas agrícolas o mesmo chamados fitólitos né que são as sementinhas solidificados
que analisadas no microscópio nos permitem a falar que a lia por exemplo é uma plantação de trigo com o avanço tecnológico junto com essa libertação vamos dizer assim a do trabalho o disco frente a a fonte escrita à foi permitindo então que a arqueologia abrisse expandisse os seus horizontes a cada vez mais então hoje a nós podemos a pra terminar essa minha fala falar de um novo campo da arqueologia de aqui é um dos mais avançados que são as questões de análises de dna então as análises genéticas elas têm a permitida a análise de esqueletos
né quando você tem o dente que o esqueleto você consegue extrair informação sobre a proveniência a daquele indivíduo e aí você consegue fazer cruzamentos muito mais ricos a muito mais embasadas a sobre a movimentação das pessoas a um dos campos a que tem sim o guido a com mais força nacional gia e que com relação ao mundo clássico ao mundo antigo a pode trazer informações muito interessantes porque na hora que você trabalha com questão de identidade e você a taís cavando a um cemitério e você encontra objetos que você classifica como sendo de uma cultura
e você faz análise genética daquele indivíduo e da que ele era proveniente de um outro lugar não daquela cultura que você associou que ele pertenceria por conta dos vestígios materiais vai trazer né questões a provocar a questionamento sobre essas construções de identidade a esses movimentos de contato de colonização d a a fundação de novas sociedades a partir a de movimentos de migração de as pôr as colonizações e etc então o campo da arqueologia genética é a tá na onde hoje estamos aqui tem trazendo perspectivas em bastante interessantes sobre a os estudos na antiguidade muito obrigado
a o que o medo de mudar