Eu era a melhor vendedora. As pessoas dizendo, ela sozinha vende mais que uma loja inteira. E como toda a empresa faz, se o melhor vendedora sua premiação, virou líder. Esse é o maior erro que as empresas cometem. A minha primeira liderança foi horrível. Sabe qual era o meu apelido? Diabal. Eu sempre fui muito esforçada, disciplinada. Queria que todo mundo agisse como eu. Mas aí gestão não é mais sobre você, é sobre como você faz O outro fazer. E gestão é uma coisa que se ensina, não é nato. E aí eu fui atrás de cursos de
liderança mesmo. Eu comecei a entender que o gestor é o maior hunter que existe na face da terra. O seu principal ativo estratégico são as pessoas. Quem pensa o produto é as pessoas. Quem contrata as pessoas no RH são as pessoas. Então eu comecei a montar uma equipe de forma estratégica e aí eu comecei a subir. Então eu saio de vendedora de loja, viro diretora Nacional da TIM, entrego a liderança de prépago para TIM, depois eu viro CEO de uma empresa de varejo, eu dobro o faturamento dessa empresa, multiplico o EBIT da dela por seis,
saem todas as revistas, jornais, tudo que imaginar, [música] como uma executiva que sabe fazer liderança, entregando resultado. Érica Linhares, uma salva de palmas, >> ajudou a crescer a Tim como diretora de São Paulo, >> pedagoga, empreendedora, autora do livro A gente feliz não enche o saco. >> Ela é executiva, [música] consultora, pedagoga especializada em comportamento. Ela iniciou a carreira dela como sacoleira e deixou o mundo corporativo como diretora nacional de vendas de uma das maiores empresas do Brasil. Mais de 15.000 pessoas já passaram sobre a gestão dela. >> Qual o papel da Behave e da
Érica? Como que o serviço que você oferece? O melhor jeito de evoluir um país é abrir uma Empresa. Falei: "Não, eu vou virar empreendedora, eu tenho a prática, eu sou estudiosa e eu tenho a técnica, porque eu sou educador, eu sou professora". Eu falei: "Então vamos montar uma escola de educação corporativa." Aí nasce a behave e a gente vai de empresa em empresa, dando curso de liderança, dando mentoria para alta liderança, ensinando os funcionários a produzirem melhor, a se engajarem, a gostar de trabalhar por Eles e não pela empresa. Isso é pra pessoa jurídica e
pra pessoa física. A gente tem o curso online onde a gente ensina os líderes a fazer gestão do comportamento, porque a liderança brasileira só quer saber da técnica. 80% de um tempo do líder é liderando comportamentos. Então, a gente ensina como fazer isso, a gente tenta aumentar a produtividade do Brasil, porque eu entendo que é aí que as empresas ganham, as empresas ganhando, tem mais Contribuição, com mais contribuição. Tomara que eles empreguem bem esse dinheiro e esse Brasil cresça. >> Fala, pessoal. Esse episódio é um oferecimento da Remessa Online, a plataforma especializada em transferências internacionais
com as melhores e mais completas soluções em câmbio para pessoas e empresas. Com a remessa, você pode enviar o receber dinheiro do exterior, transferir paraa sua própria conta internacional, receber Pagamentos e salários de empresas estrangeiras. E no meu caso, é por onde eu recebo a monetização do AdSense do YouTube resultado do crescimento da audiência aqui do podcast. Se você também é criador de conteúdo, pode usar a remessa para receber de várias plataformas, como Twitch, TikTok, Instagram e muito mais. E tem mais, se você vai viajar pro exterior, a conta e o cartão global da remessa
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Obrigado por me dar voz. >> Muito bom. Érica, você é uma referência em temas sobre liderança, carreira com super repertório, mas tão relevante quanto seu repertório é sua trajetória profissional, né, que tem uma carreira super eh com várias passagens em segmentos, né, como executiva, como empreendedora. Mas minha primeira Pergunta, eu queria saber o que que era o seu sonho profissional no seu primeiro trabalho. >> Léo, a gente vai mudando muito, né? E quando o seu porqu muda, você tem que mudar. Talvez esse seja o maior problema das pessoas. Eu nunca parei para pensar nessa pergunta
sua agora que veio. Muitas vezes a gente muda, mas a gente não muda da onde a gente tá. Então isso é isso é muito sério. Por exemplo, muitas pessoas você vai ver um Casamento, as pessoas já não são mais a mesma, mas elas ficam naquela mesma situação. Isso é ruim porque as pessoas se transformam. Então os meus porquês mudaram demais ao longo da minha vida. A minha primeira primeira atuação no mundo do trabalho, meu primeiro ato foi aos 15 anos de idade, vou fazer 50. Eu não comecei a trabalhar porque eu queria, vamos falar a
verdade, aos 15 anos de idade, todo mundo quer farra, ninguém quer trabalhar. Eu comecei a trabalhar Porque meu pai entrou, meu pai faliu, né? Ele caiu na estatística, né? Eu sou conselheira, 80% das empresas brasileiras entram em falência antes da segunda geração. >> Não é fácil empreender no Brasil, não é >> realmente é desafiador. E as pessoas caem e levanta. E ele falou uma frase que até hoje fica guardado para mim para sempre. Eu fracassei, mas não sou fracassada. Vou começar de novo. >> É um contexto, né, >> total. E eu, mas nessa época eu
era amigo da cidade, meu pai tinha muitas posses. Do dia paraa noite eu perco tudo, tudo, tudo. E eu perdi a coisa mais importante para um adolescente, que é pertencer à turma dele. Como eu não tinha mais as mesmas roupas, eu não estava no mesmo colégio e nos mesmos lugares, quem não é visto, não é lembrado, é repelido. E pertencer para um adolescente é muito importante. Então, meu primeiro porquê na vida não Foi ganhar R$ 300, R$ 200 naquela época, foi ter dinheiro para comprar roupa e ingressos para pertencer à comunidade que eu não quer
>> voltar a pertencer. >> Foi o pertencimento, foi meu primeiro porquê. >> Eu eu tenho uma uma passagem, né, na minha época de ensino médio também, lá final dos anos 80, começo dos anos 90, que eu mudei de escola e até então eu não sabia o que que era a Diferença social. até se comparar, né? Então, muita coisa vem da comparação e aí vem o primeiro drive, né, às vezes, né, do trabalho, né, para você conquistar o que você não tem, né? >> É ali. É, é eu eu brinco que o que o olho vê
ele não desvê, paladar não retroage. >> Uhum. >> Então, quando você não tem é muito ruim, quando você perde também é muito ruim, né? Ali o que eu queria mesmo é voltar a Pertencer aos meus amigos. Um adolescente, ele precisa ter uma um uma uma grupo de amigos o qual ele escolheu e que ele deseja. Não adianta pai, não adianta mãe, não adianta. Nesse momento você precisa dos seus amigos. Eu trabalhava, eu era sacoleira no mercado informal. Mercado informal no Brasil não é brincadeira. A rua é perigosa. É sol na cabeça, é chuva na cabeça,
banheira de posto de gasolina. Você tem que ser um exímio vendedor, porque você tem que Vender para uma pessoa aquilo que ela não quer, na cor. E ela não tem o menor interesse de comprar nada. Ela tá na casa dela. E você não pode mentir, porque você precisa de recorrência. >> Uhum. Hum. >> Porque senão você vai ter que andar mais um quarteirão, mais um quarteirão atrás de clientes novos. >> Nos dias de hoje falar assim: "Você tem que aumentar seu LTV". >> Exato. [risadas] Naquela época, a única Coisa que eu sabia que eles precisavam
confiar em mim. >> Uhum. >> Para que eles comprassem cada vez mais. E eu fazia isso tudo, sol, chuva e não voltava para casa de jeito nenhum, enquanto eu não tivesse o dinheiro que me fazia pertencer aos meus amigos. >> A motivação era muito forte, né, Érica? >> É isso que eu falo para todo mundo. Se a sua motivação para sair de casa na segunda-feira, pagar boleto, ela é Fraca. Ela é muito fraca. Dinheiro não pode ser o princípio, ele tem que ser o fim. Ele é necessário. Eu não sou hipócrita, dinheiro é importante. A
gente vive no mundo capital, mas ele não pode ser o princípio da sua vida. >> Como foi essa trajetória? E achei muito legal você abrir falando sobre como você foi se transformando, porque parece que a gente aponta para um objetivo quando a gente tá na vida profissional, empreendendo, seja o que for. E quando a Gente vai chegando nesse objetivo, o alvo já mudou de lugar, né? Então a gente não tem aquela satisfação de cheguei porque ele já mudou faz tempo, né? Como que o seu alvo foi mudando ao longo da sua trajetória para ir levando
para você em outros patamares de carreira? >> Eu acho que é o homem a sua circunstância. As pessoas quando elas dão entrevista, elas sempre falam assim: "Eu sempre sonhei um dia verácio. Eu Sempre, eu não sonhava isso. Eu não pensava isso. A minha vida as coisas foram acontecendo. Eu sempre eu gostei do que tem para hoje. Isso é apresentado para mim. É isso que eu conquistei. Eu vou fazer com muito capricho e muito carinho. E as coisas vão, à medida que eu vou fazendo muito bem e vou entregando muito bem, as portas vão se abrindo,
as coisas vão se apresentando. Então, na vida, sempre foi uma ação minha com muito capricho. Eu sempre fui Muito disciplinada, sempre a minha vida inteira. Se eu me proponho a fazer algo, eu vou fazer direitinho. Eu não preciso sonhar, eu não preciso, nó isso aqui sempre foi meu sonho. Não, é isso que eu conquistei, é isso que eu tô conseguindo. Então, tá bom. É isso. Meu pai sempre me ensinou: "Minha filha, gosta do que tem para hoje. É isso que você tem, então tá ótimo. Faz esse negócio e luta pelo que você quer." Então eu
aprendi isso muito desde Pequenininha. Então foi mudando os meus porquês. Eu era sacoleira porque eu queria pertencer. Depois eu já não era mais adolescente. Pertencer já não fazia tanto sentido assim para mim. Eu já tava formada, eu já tava formada em pedagogia, eu queria tratar crianças, adolescentes. E aí quando eu vi a instabilidade do meu pai, é muito homem a sua circunstância. Eu não queria aquilo para mim. >> Uhum. Coisa louca. Eu tomei raiva do Empreendedorismo e hoje eu sou uma empreendedora. >> Por isso que eu falo que a gente muda. Eu tomei medo. Eu
não queria viver aquela situação. Então eu falei: "Eu quero segurança máxima". Meu porquê muda. Segurança máxima. Opa, sistema público. >> Uhum. >> Quando o seu porquê vai mudando, não adianta você ficar naquele lugar reclamando, resmungando, como se o Problema fosse o lugar. Eu dou mentoria, né? E as pessoas falam muito assim: "Eu vou mudar dessa empresa, eu vou mudar desse lugar, não dá mais para mim". Eu falei: "Não adianta nada, você tá se levando junto, você tem que entender o que você quer. Não é o lugar. Não é o lugar, não é o empreendedorismo, enfim,
né? Buscar segurança num concurso público não é a solução, né? Enfim, >> mas foi isso que eu fiz e cheguei e fiquei estável, fiquei boa. Não, não Tava nem no concurso. Comecei a entrar para entender o sistema público ali. Foi muito legal. A gente fez um projeto que até hoje eu tenho muito no meu coração. A gente diminuiu a evasão escolar, a gente aumentou a renda familiar porque eu fazia um trabalho com adolescentes. Eu pegava adolescentes de baixa renda que essas mães tinham que trabalhar. Eu tinha que voltar com eles pra escola com a promessa
de um emprego na prefeitura. Então de manhã eles trabalhavam na Prefeitura vendendo talão de estacionamento rotativo >> e de e eles tinham que voltar pra escola. Quem trabalhava de manhã tava na escola à tarde, quem trabalhava à tarde tava na escola pela manhã, senão não tinha emprego garantido na prefeitura. Com isso eles tinham dinheiro, eles aumentavam aquela renda familiar, eles estavam na escola e não tinha tempo para as drogas e nem para por não muito menos para ser recrutado pelo tráfego. >> Então é um projeto que eu tenho muito carinho e que eu fiz com
muito amor, >> mas com o passado tempo aquilo também perdeu a importância para mim. Não é que o projeto não era ruim, é que lá eu entendi que nesse mundo do sistema público ali, eh, eu comecei a entender que você ou você estuda muito para ficar passando de concurso público, concurso público para crescer, >> ou você vai torcer pra direita ou a esquerda ganhar e quem ganhar ainda te Indicar e se o dia que ele sair do poder, você sai daquilo ali, indiferente se aquilo faz bem ou não pra comunidade. E de certa forma isso
era você tava vendo como conseguir como como continuar progredindo na carreira, não é? Não era sobre o projeto que estava envolvida e sim sobre o horizonte, né? >> Naquele momento eu tava muito envolvida naquele projeto porque eu tinha tava me formando, então eu tava vendo o poder transformador da educação. Uhum. >> Como a minha profissão como educadora realmente tinha utilidade. Então eu tava muito feliz, muito animada. E eu tava entendendo o seguinte: "Ah, quem sabe eu passo um concurso público, fico aqui e aí eu vou ter estabilidade e vou exercer o meu papel". Aí depois
eu vi que mudou o governo, mudou e eles acabaram com o projeto. A depressão, a decepção foi tamanha que eu falei, quer saber? Isso não é para mim. Ninguém tá, ninguém tá importando genuinamente com o povo. As Pessoas, Então, aquela decepção, em vez de eu ficar ali reclamando, resmungando, eu falei: "Cara, não é esse sistema que eu quero para mim". Mas me deu uma ambição, eu mudei, eu quero crescer, eu quero progredir. Mudou o meu porquê, passou de estabilidade para crescimento. >> E aí, mundo corporativo. >> Aí eu fui pro mundo corporativo porque aí eu
queria uma progressão de carreira. >> Aí eu falei: "Não, eu quero crescer através dos meus méritos. Eu sei que não Vai depender totalmente de mim, mas depende muito de mim". >> E você foi paraa Telecom logo de cara? >> Começo em Telecom logo de cara. Eu saio da Prefeitura Municipal de S Lagoas e vou trabalhar na extinta Maxitel, que é >> que é regional, né? >> Era Minas, Bahia e Sergipe. Os acionistas era Globo, Bradesco, Vicunha e Tim. Então era meio que início de telefonia celular. >> Exatamente. Na época da privatização, na Época que telefone
fixo você declarava imposto de renda. >> Sim. Era um bem, né? >> Era um bem. Você declarava imposto de renda. As pessoas não tinham o celular. E aí o governo privatiza para que a gente popularizasse, entrasse com a tecnologia nova, que é a telefonia de celular, popularizasse e baixasse o preço, a livre concorrência entre as empresas. >> E aí você trouxe de volta o seu DNA de Sacoleira para cuidar de vendas. >> Como é que foi? >> E olha como é que isso é interessante, né? Eu começo a vender e eu lembro, eu brinco que
toda panela tem sua tampa. Toda, todo. Por isso que tem que dar feed cultural, por isso que você tem que contratar as pessoas que tm a ver com a sua cultura. Não tem cultura certa e errada, tem cultura necessária. >> Exato. >> Eu começo como vendedora de loja num Shopping. Aí eu lembro direitinho das meninas falando assim: "Nossa, trabalhar em shopping é muito ruim. Escala 6 por1". Você não vê o tempo passar. Dois domingos de folga e eu pensando na minha época de sacolheira. Não tem sol na cabeça, não tem chuva na cabeça, banheiro cheirosinho,
segurança na porta, o cliente vem até mim, eu não vou até ele, pelo amor de Deus, não me tira daqui. E eu vendia mais que todas elas, porque o poder da gratidão é uma coisa Incrível, >> não? E você tinha uma referência, né, de onde você veio e a condição que você tinha naquele momento. >> Aquilo para mim era uma progressão. Por isso que eu falo para todo mundo, você não tem que gostar de nada. Você pode sair do jogo a hora que você quiser. Você só não pode ficar e jogar contra. >> Uhum. Porque
alguém quer esse lugar e estaria nesse lugar felizão. É só você partir e voar. >> Nossa, a gente vai ter tantos exemplos para falar sobre tudo isso quando a gente fala nos tempos atuais sobre liderança, sobre cultura, sobre fit, né, de cultura, sobre modelo de trabalho e tudo mais. Agora, desse ponto de venda, como que foi essa carreira que você chegou a diretora nacional de vendas natin? foi de uma empresa de varejo assim. >> Exato. Como que >> eu começo como vendedora e aí eu era a Melhor vendedora. Então eu subia no palco sempre as
pessoas dizendo: "Ela sozinha vende mais que uma loja inteira". E aí tem uma coisa que a gente faz muito. Vendedora nata. Isso me dava irritação. Nata, eu comi capim vendendo na rua. Eu tinha que gerar na pessoa a necessidade de comprar algo que ela não queria. >> Uhum. É, >> isso é um vendedor de verdade. Vendedor de verdade ele cria a necessidade porque A gente não compra, a maioria das coisas que a gente compra por desejo, não é por necessidade. É alguém que vai lá e estimula em você o desejo de comprar o que ele
tem na mão, sem mentir, com o poder da comunicação e da persuasão. >> E tem um pouco da cultura do brasileiro em relação à posição de vendas, né, que acha que é um pouco isso, né, sobre eh a pessoa ou sabe vender ou não sabe, né, que é um dom natural ou talento. E na verdade tem muita coisa que pode ser da Pessoa, mas muita coisa é técnica também, né? Tem muita coisa técnica na venda. Tem da pessoa, porque eu falo que tem uma diferença entre vendedor e atendente, tá? Atendente é uma pessoa que atende
a necessidade do outro, então ela tá ali passivamente, ela não tá ali agressivamente. Você chega, pensa num atendente de de hospital, né? Você vai chegar, ele vai atender a sua necessidade. Você não pode chegar no hospital, olha, eu tô com uma dor de Cabeça, você não quer um câncerzinho também? Não, não existe. Você vai chegar, a pessoa vai ter que calma, ponderada, pedir seus documentos. Você pode agressiva, ela vai ter que manter. O vendedor é diferente, ele parte para ataque. >> Uhum. >> Ele tem que olhar você, tem que entender as suas necessidades, os seus
gatilhos, tem que ter empatia, tem que escutar muito mais que falar. Até hoje vendedor, A maioria dos vendedores entendem que é falar muito, não é escutar muito, entender, usar de gatilhos mentais, usar do poder da comunicação, da influência e fechar a venda. >> Sim. Agora, de melhor vendedora, né, do shopping, da loja e tal, em algum momento você passou a um cargo de liderança, coordenagente, né, função executiva. Como que foi essa transformação? Porque eu imagino que você deve ter acompanhado também uma Transição do do significado de liderança, né? Porque hoje a gente fala liderança, mas
antigamente a gente tinha liderança ou chefia, né? Você era líder ou chefe? Você empunha ou você inspirava pessoas, né? Como que era, qual a referência que você tinha sobre isso, >> Léo? Eu era a melhor vendedora e como toda a empresa fala, se o melhor técnico e seu melhor vendedora, vai lá, qual é a sua premiação? Virou líder. >> Esse é o maior erro que as empresas Cometem. promover por performance individual, né? >> A minha a minha primeira liderança foi horrível. Sabe qual era o meu apelido? Diaba Loura. >> Eu devia ser maravilhosa >> por
um motivo muito tranquilo. Eu sempre fui muito esforçada, disciplinada, muito. Eu sempre fui muito séria naquilo que eu fazia. Se eu pegava para fazer, eu fazia. Eu nunca trabalhei para pagar boleto. Meu pai sempre falou: "Trabalho Dignifica". Eu sempre tive muito claro na minha vida que trabalha é o impacto que eu causo na vida do outro, que eu preciso prestar um bom serviço, que isso é é sobre a minha reputação. Não tem nada a ver com a empresa. Eu sempre fui empreendedora, eu sempre trabalhei para Érica SA, nunca trabalhei pra empresa nenhum. Eu trabalhei paraa
minha reputação. Se eu vou pegar isso, eu vou fazer, eu vou fazer isso muito direito. Eu sou muito detalhista em tudo que eu Faço. Eu sou muito caprichosa nas coisas que eu faço. Então eu era muito assim, mas aí gestão não é mais sobre você. >> Uhum. >> É sobre o outro. Não é mais sobre o que você faz. É sobre como você faz o outro fazer. E gestão é uma coisa que se ensina. Não é nato mexer com as pessoas, não é simples. E sabe como é que te promovem para fazer gestão? Parabéns, Érica,
você tá promovido. >> Você tem um time de tantas pessoas. >> Você agora vai ganhar mais dinheiro. Você agora tem um plano de carreira. Quem fala não para um negócio desse? >> Exato. >> Ninguém. >> A maioria das pessoas aceitam cargo de gestão por status, cargo e dinheiro >> e não sabem por onde começar. E a empresa não faz o necessário que a provê o treinamento depois, né? Perfeito. E aí que que acontece? Você entende o seguinte, eu pensava assim: "Novinha, Parei de mandar, parei de ser mandada, eu começo a mandar, ganho mais dinheiro e
tenho muito poder." Como negar uma coisa dessa? >> Exato. >> Eu te garanto, tem outras maneiras mais fáceis de ganhar dinheiro do que liderar. >> E você devia colocar a régua que você tinha para você mesma nas outras pessoas, provavelmente não é >> o que que acontecia? Eu queria que todo Mundo agisse como eu. >> Uhum. >> Porque para mim esse é o padrão correto de agir. Uhum. E eu não sabia como agir com as pessoas dentro de uma equipe, ao longo da minha carreira de 25 anos de gestão, estudando muito, eu aprendi isso no
futuro, mas até esse momento eu não sabia. Você vai sempre ter o detratores, aqueles que são detratores, você corta, cresce mais dois, você corta, cresce mais três. Você sempre vai ter o Funcionário padrão, que é normal que a gente não gosta dessa palavra ordinário, mas a maioria de nós é ordinário. É o ordinário, é o que faz o que tem que ser feito. Pronto. E >> ou medíocre, né, que é o médio, né? É normal, é aquilo, contratado para isso, ele faz isso na medida do possível e você fazendo a gestão. >> E tem os
high potations, aqueles que são muito bons. Tem gente que tem essas pessoas na equipe, tem gente que não Tem. A medida que eu fui promovida, eu tinha uma equipe que tinha essas três espécies. Quando eu fui promovida, a menina que era high potation, ela era tão boa quanto eu. Primeira coisa que ela pensou, por que ela e não eu? Não entendo. E as as empresas não explicam, elas não entendem que o não dito diz muito. >> Uhum. >> Cria revolta. Você tem que ser muito claro, transparente Na sua comunicação, assertivo. As falhas de comunicação geram
muita desavença dentro das empresas e depois elas fingem que não estão vendo >> porque elas não querem encarar, >> elas não querem resolver, elas ficam jogando para debaixo do tapete porque o brasileiro ele tem problema com o conflito. >> Sim. com o debate, ele foge disso. >> Sim. E confunde isso com autoritarismo, né? Você ter a transparência radical às Vezes esfere as pessoas, não é? >> Não, a indiferência é a pior coisa. É a maior prova de desamor que você pode ter por alguém é ser indiferente a esse alguém. >> E aí eu tava ali
essa menina tentando me ferir, só que essa menina produzia muito. A partir do momento que eu entendei, eu entendi que ela quis me matar, eu falei: "Antes de você me matar, eu mato você". É imaturidade. >> Eu custei a chegar naquele lugar. Poxa, eu vim lá de sacoleira, trabalho desde os 15. Ah, você não vai tirar meu posto. Então, eu estava ferindo alguém que produzia muito pra empresa e para mim, >> porque a partir daquele momento eu, o meu resultado depende dela, porque ela é meu hypotation. Quando você elimina o seu hypo poto, adulto, a
andragogia é a arte de mover adultos. Adulto aprende com os comuns, com os iguais. Quem mais arrasta uma equipe não é o líder, é o Highotation que tá ali que faz. Os outros olham e falaram: "Ih, ferrou, vou ter que fazer também". Porque ele tá na mesma, na mesma temperatura e na mesma pressão e ele quebrou o paradigma. >> Agora todo mundo vai ter que fazer. O líder, se ele tem muito high potest, ele só tem que olhar e falar: "Pois é, >> sim, >> ele vai arrastar com exemplo, ele vai arrastar aquela equipe inteira".
Ele: "Puxa, eu tava matando o meu high Potation". Porque ninguém me explicou isso, porque ela era desaf, >> virou competição com você, >> comigo, porque ela tava competindo comigo. E a maioria dos reputations fazem isso >> porque eles sabem que eles têm potencial para est ali. >> Desafio. Sim. >> Eles sabem e eles ficam indignado de tá e eles estão certos. É impaciente eu estar nessa cadeira sabendo que eu posso Para uma maior. Eu fico, eu quero aquela cadeira, eu quero aquela cadeira. Todo mundo quer o profissional de alto potencial, mas não é fácil geri-los
porque você tem que aumentar o teto toda hora, né? Todo mundo quer, mas ninguém quer administrar. >> Uhum. >> Todo mundo quer uma pessoa com muito potencial, mas medíocre de pensamentos. Isso não existe >> ou que obedeça tudo. >> Não existe isso. >> Isso. >> Esse esse ser humaninho, ele não existe. É porque a gente quer tudo uma pessoa só. >> Você tem altíssimo potencial e é super serviçal. Desculpa, não existe, >> não existe essa pessoa. Então eu tava tentando matá-la. Os que eram funcionário patrão, é por isso que existe o cargo de liderança. Se
todo mundo fosse autônomo, não precisaria de Líderes. Então o que que eu tinha que fazer? Eu tinha que ensinar, eu tinha que acompanhar, eu tinha que corrigir, eu tinha que cobrar, eu tinha que comemorar. Só que ninguém me ensinou a fazer isso. Ninguém me ensinou. Olha, você tem que ensinar. Não é falar, não é delargar. Delegar é diferente de delargar. Olha, quando ele errar, você tem que corrigir. Eu já tava brigando com uma. Você acha que eu queria brigar com mais três? Não. Aqui eu quero ser boazinha. Aqui eu quero conquistar. >> Hum. >> Você
tentando ser boazinha, você quer ser amiga da galera. Você vai tomar shope, você fala mal da empresa e aí você vira igual, você perde autoridade. >> Quer dizer, você foi de um perfil de liderança, né, meio que autoritária, né, >> competindo, querendo matar. Mas eu precisava de aprovação. Eu precisava de aprovação. Você não pode brigar com todo Mundo. Então eu juntei aquelas ali tentando conquistar. Nessa da insegurança, ninguém gosta de ser liderado por pessoas inseguras, boazinhas. >> Eles começam a te manipular porque entender: "Ei, tá no papo, isso aqui eu vou fazer com ele o
que eu quiser." >> Se você não lidera, porque liderança não é cargo, é postura. >> Uhum. Se você não lidera, tem alguém liderando por você, porque esse cargo Não fica vazio. Alguém ocupa ele rapidamente. Você tá na cadeira, mas você não tem a postura. Alguém vai ocupar essa postura. >> E eu não tava conseguindo. Eu tava tentando conquistar, traz elas pro meu lado. >> E tem o detrator. O detrator é aquele que não quer nada com a dureza. Ele veio nesse mundo ao passeio. Porque quem quer aprender aprende qualquer coisa. Quem quer fazer faz qualquer
coisa. Ele não Quer. Então, quando te falta querer, te sobra uma coisa chamada habilidade social, que é o famoso puxa saco. Ele vai ficar do seu lado, ele vai falar: "Deixa comigo chefe". Ele vai te contar fofoca, ele vai contar toda a vida triste que ele tem. Ele vai entrar na sua casa, você vai entrar na casa dele e neste momento você teve um sequestro emocional, você não faz mais nada com ele. E a minha gestão foi essa bagunça, matando quem é bom, não gerindo quem tem Que ser gerido e ficando amigo e sendo relacional
e não dando equidade pra equipe. Por trás de pessoas muito ocupadas, sempre existe o desocupado. Sempre. você não tá tendo equidade. >> Eu tô vendo características minhas de liderança ao longo das empresas que eu tive e também do time, né? Qual foi o ponto de virada, Érica? Porque aí teve aí foi um caldeirão de de de laboratório de aprendizagem aí, né? >> De quase de promovida, quase demitida. Você quando ali deve ser um sanduíche, você tá ali no meio, em cima os acionistas dizendo: "Entrega, custo do capital nesse país é muito alto. Eu preciso de
margem porque senão eu tiro meu dinheiro daqui." Embaixo os funcionários dizendo: "Eu preciso de ajuda, eu preciso de suporte, eu preciso de condições mínimas, eu preciso de qualidade de vida, eu preciso, eu preciso, eu preciso." Você é um herói, me salva, porque o Brasil precisa disso, Tem uma dependência das pessoas. As pessoas não são autônomas. >> Uhum. Então você tá no meio, embaixo você é opressor ou você é o bobinho manipulado e em cima é o incompetente. Eu tava me sentindo muito mal, Léo. Segunda-feira para mim eu tinha o que a gente chamou hoje de
burnout. Eu me sentia incapaz. >> E aí eu sou criada por um homem chamado Álvaro Costa, que ele não é fofo, sabe, Léo? E essa falta de fofura minha vem Dele. Eu fui falar para ele, falei: "Pai, não dá mais para mim. Esse sistema é muito opressor, vou sair". O Col me respondeu: "Minha filha não tem herança". Falei: "Como assim, pai?" F. Olha, quando você foi do informal, você falou que não dava mais para você porque ele é perigoso. Quando você foi pro público, você falou que não dava mais para você porque ele era moroso.
Agora o sistema privado é opressor. Escolhe seu difícil, Érica. Rapadour é doce, mas não É mole não. Você tem que entender o seu difícil. E aí ele começou a me perguntar, eu comecei a falar: "O problema da empresa, o problema dos meus funcionários que não querem nada com duro, o problema da empresa que não me deu curso. E o tempo todo ele fazia a segunda pergunta: "Onde você terrando? Onde você terrano?" Aí caiu a minha ficha para mudar minha vida, eu vou ter que mudar. E aí eu fui atrás de curso de liderança mesmo. Na
época o maior de Todos era Jack Welt. >> Sim. >> Lia todos os livros dele. Todos os livros dele. >> E eu falo para todo mundo que a gente a gente tem que eu como educadora, entendo assim, a vida é feita de um aprendizado contínuo. Você não pode parar nunca, >> nunca, nunca, jamais. Só que você aprender e não empregar não monetiza. Você é o grande conhecedor, mas isso não vira dinheiro. >> Sim. Eu gosto de um termo sobre isso que é o obeso intelectual. Que só aprende, né, mas não aplica, então só acumula, né?
>> Exato. Então o que que eu aprendi? Eu vou, eu aprendo, eu aplico, eu monetizo. Não deu outra. Eu comecei a aplicar tudo aquilo que eu tava aprendendo. Aquela pessoa que eu tava combatendo ela, eu comecei a entender porque tudo isso é técnica, é tubarão na é tubarão no aquário. Ela é a pessoa que vai me subir Ou vai me manter. Comecei a ter um plano de carreira para ela, comecei a mostrar ela pra empresa inteira. >> Ela começou a ficar, poxa, ela vai, ela vai fazer eu subir. E eu consegui fazer ela subir. Na
hora que eu consegui fazer ela subir, todos os outros falar: "Opa, vale a pena ser da equipe da Érica". Sim, >> ela não abafa, ela aprende. Eu comecei a entender que você não reage a uma equipe, você age. Eu não posso o tempo Todo reagir. Alguém pedir demissão, corre para contratar. Alguém fez alguma coisa errada, eu demito, porque eu vou ter que contratar rápido. >> Quando você contrata rápido, você contrata errado. >> Sim. Não faz o onboarding certo e só vai piorando ação. >> O perfil errado, porque você quer ocupar a vaga rápido. >> Então
você não, você faz uma entrevista errada, você não tem paciência. Eu Comecei a entender que se monta equipe todo dia, que o gestor é o maior hunter que existe na face da terra. >> Você tá conversando com candidatos mesmo quando não precisa, né? Você tá conversando o tempo todo, você tá no LinkedIn o tempo todo, você tá tomando café, falando, opa, você tá num shopping, opa, você porque quem paga o Danoninho da Duda, que é minha filha, não são meus chefes, são os meus funcionários, são eles que produzem, que Me sustentam, porque se eles não
produzirem e eu sou a soma deles, eu não me sustento. Então eu comecei a montar uma equipe de forma estratégica. Eu sabia que eu tinha os detratores, eu sabia que eu tinha que demitir, então eu esperava uma coisa certa. Quando eu vinha com a coisa certa, eu trocava um pelo outro. Então eu não tava mais reagindo à equipe, eu estava agindo e pensando nela estrategicamente todos os dias. Equipe não é estática, é dinâmica. Mudou a minha história completamente. Eu aprendi a fazer gestão e aí eu comecei a subir. >> E aí o resultado veio. E
aí eu acho que tem muito também do desconhecimento de da dessa ambidestria de que você fazer uma boa gestão de pessoas, de ser uma pessoa, de ser um líder justo, que forma time e tudo mais, ele não ele não anda contrário a gerar o resultado. que muita gente acha que gerar resultado, Né, é sinônimo de ser aquela liderança que só cobra, né, que só exige e tudo mais, né? Eh, nesse ponto, Érica, você fez essa a transição para empreender enquanto você tava nesse processo. O que que fez essa virada acontecer? >> Durante muito tempo eu
continuava naquela gestão, manda quem pode, obedece quem tem juízo, escaleix top down. E é isso aí, porque >> a gente falaria culturav do passado, né? >> Esse era o mercado, tá? Erave, telco, Indústria do cigarro. Hum. Claro e vamos todo mundo. A indústria Coca-Cola que tá matando Antártica que tá. Então >> esse era o meio. A gente pode falar tava certo, errado, esse juízo de valor não vale a pena. >> Sim, >> isso é era assim que dava certo e deu. >> Ponto. Deu. Esse é um fato. Ambve hoje maior cervejaria do mundo. Então pronto,
deu certo. Ponto. >> E era um modelo e eu vivia muito bem nesse modelo. Todo mundo me pergunta: "E aí a séde moral? Sei que só eu falei". Gente, eu vou falar para vocês, com certeza vivi todos esses, nem sabia que tava vivendo. Tá certo, não, tá erradíssimo. Agora pergunta se eu era triste. Não, não é. >> É, não se vitimizou por isso, né? >> É, eu não, eu não percebia >> a informação. É isso. Quando a partir do momento que me contaram, passou a doer. Olha que coisa louca. Passou a doer. >> Na hora
que eu tomei consciência, eu falei: "Opa, não, pera aí, pera aí, pera aí, não. Agora você vai até aí". >> Uhum. A vida é isso. Quando você toma consciência até aquele momento, aquele era o jogo. Todo mundo jogava aquele jogo. Então eu não via problema naquilo e eu praticava aquilo tranquilamente. E eu na minha cabeça, aquilo é o único jeito de desenvolver pessoas. Ainda dentro do mundo corporativo, eu tive que Mudar. Por isso que eu falei, a gente tá sempre aprendendo. Esse modelo de gestão deu certo até ontem. Hoje não dá mais. >> Uhum. >>
Isso é igual motorista de táxi brigar com Uber. Hoje eu chego em São Paulo, eu pego o táxi dentro do aplicativo do Ub. >> Sim, >> entende? Não dá para brigar. É, mudou. Mudou. OK. Não é mais jogo de futebol, agora é basquete. Se você chutar a bola de basquete, você vai quebrar seu dedo. Não pode. Então muda. E gente, mudar é ótimo. É evoluir, >> é você conseguir adaptar os novos tempos. Então eu comecei a mudar, comecei a estudar. Psicologia positiva, tudo é estudo. Mudar, gente, não é na tentativa e erro. andragogia, a arte
de educar adultos, psicologia positiva, tudo isso foi me levando. Olha, pera aí, pera, pera aí. Eu, a premissa que as pessoas precisam entender é que entregar resultado tem que entregar, gente. >> Você não pode ser legal ao ponto de não entregar resultado. Isso não existe. A premissa do mercado é entrega do resultado. >> Uhum. >> Mas tem uma forma de entregar esse resultado sem adoecer pessoas. Por que não usá-lo? Não faz sentido. >> Sim. Não faz sentido nenhum não usar. Eu fui aprender. Como é que eu aprendo isso se eu sou de uma escola diferente
da dessa, mas isso não me define. Não é Porque eu aprendi diferente, deu certo que eu vou continuar repetindo. Se eu posso fazer melhor, por não fazer melhor? E aí eu fui aprender, fui estudar, porque eu sou educador, é o seu poder da educação. Então eu fui estudar. E brasileiro estuda muito pouco. Brasileiro investe em coisas, em carro, em sapato, mas na hora de investir em conhecimento, que é o bem mais precioso que ele tem e que ninguém tira dele, ele não dá valor. E isso que você falou Sobre essa questão de você se adaptar
aos tempos, esse exato momento que a gente discute o futuro do trabalho, acho que mais do que nunca, né, do que o que que é ressignificar, né, o trabalho e o valor humano num tempo onde tecnologia e tá mudando todos os segmentos, né? A gente vai falar isso já já, mas eu acho que é um pouco sobre isso, né? Como é que se você se adapta aos tempos, estuda, né, e acompanha a mudança cultural de certa forma, né? É o que o Que eu falo para as pessoas é o seguinte, quando a pessoa tá falando
que você tem que mudar a liderança, ela não tá falando que você tá errado. >> Uhum. >> Ela tá falando que tudo bem, funcionou até hoje, não vai funcionar mais. É só isso. Só que as pessoas pegam pro pessoal. >> Sim. >> Ah, cambada de mimizento. Não sabe. Não, não, não, não, não, não pega pro Pessoal. Mudou. Agora o que as pessoas estão te pedindo é propósito. Que que elas querem que você explique para elas o porquê das coisas? Qual o problema disso? É só entender qual o problema disso. Não é uma resistência maior do
que você vê o significado do que as pessoas estão pedindo. E elas não entendem o seguinte: geração estragada, quem que estragou então? Porque foi você que educou? Por que que você tem paciência de explicar Tudo pro seu filho? Meu pai não me explicava nada. É, você tem que comer couver. Por quê? Porque eu tô mandando. Que quem provém essa casa sou eu. Érica, você não pode sair no sábado. Por quê? Não, não sei por. Não tô com vontade. >> E não tem debate, né? Não tem debate. Então eu saio dessa casa com uma noção muito
clara do que é hierarquia, quem manda e do meu poder de execução. Mandou, executa. Mandou, executa, não pensa muito. E alguém sabe porque pôs Alguém no comando e você não questiona. As pessoas não criam as pessoas assim mais. Você explica tudo, você explica o porquê das coisas. Então, a pessoa é criada vendo o sentido em tudo que ela faz, do porque que come couve, do porque que tem que paraa escola, do porque que não pode sair, tudo ela enxerga um sentido. Ela entende que o pai dela não é que manda, ele convence. >> Uhum. Sim.
>> Ele convence. >> Tem uma filha de 16, eu tô me colocando nesse lugar. >> Como é que ela vai pro mercado de trabalho e o líder dela quer fazer diferente do que você fez a vida inteira como concepção de vida? Ela não vai aceitar. Ela não vai aceitar isso, ela vai pedir ela explicação, porque o tempo para eles é muito importante. Enquanto pra gente se o Holic era muito legal, a geração X, eu falava isso com tanto prazer, eu sou Uma hololic, eu não tenho tempo para nada. E todo mundo, uau, hoje se você
falar isso, a pessoa fala, me fala onde você trabalha para não mandar nenhum currículo. >> Exato. >> Eu não quero isso pra minha vida. Os tempos mudaram e tá errado. Não, gente, não tá errado. >> Ex. É. E hoje eu acho que quando você passa por tudo que você está falando, eh, existe uma tendência a pegar cada Ponto desse e de certa forma simplificar e polarizar, não é? Sobre a geração Z no trabalho, sobre o modelo de trabalho presencial híbrido ou remoto, né? Sobre cobrança de resultado, tudo vira um um tópico de polarização de certa
forma, né? Em vez de você ao invés de você entender contexto, né? de que não tem certo ou errado, mas existem culturas, modelos e tudo mais que cada um serve para um, né? >> Perfeito. O que as pessoas precisam Entender é o seguinte: dá para entregar resultado sem matar pessoas. É totalmente possível. Não é preciso adoecer as pessoas para entregar um resultado. Dá outra coisa que elas precisam entender, não existe geração estragada. >> Uhum. >> Existe geração. A nossa também pro nosso pai, pros nossos pais também era estragada. Então você vai pegar as baby boomers.
Se você entender, nunca deve Ter etarismo. A gente não pode ter preconceito etarismo. Tem pessoas de 60 anos que t muito mais energia que adolescente. >> Essas pessoas estão ávidas para trabalhar. Por que que você não olha para elas? Elas são leais. Elas se dedicam. Agora, qual o problema deles? Não vão inovar. Tem dificuldade. Então, o líder vai ter que desenvolver a capacidade de adaptação e de inovação. Você não vai achar ninguém perfeito. Você vai pegar a minha geração, que é a geração X, ótima, exime, executor, entrega para você ver se não te entrega. Uhum.
>> Dá um objetivo, uma meta, vai fazer, mas vai matar uns 20. Que que você vai ter que fazer? Você não vai contratar ele? Vai, porque você vai modelar a forma. >> Uhum. >> Você vai modelar a forma. Aí, tá bom. Aí você tem os milênios, você vai chegar pros milênios, geração estragada. Ó que Não. Ele quer propósito, ele quer sentido, ele quer agregar, ele quer pensar, ele vai inovar, ele é seu comprador, ele é seu futuro cliente, ele é um mercado de trabalho. Sim. Ele vai te dizer o modos operando de como você vai
atrair o novo cliente. Ele vai te te dizer que a sua empresa tem que ter significado porque é assim que se compra hoje. Ele vai te questionar por que que você tá fazendo isso? E talvez você vai pensar e vai ocupar menos as pessoas. Porque hoje em dia as pessoas ocupam muito as pessoas. Você tem que isso é útil, para de ocupar. Estar ocupado não é ser produtivo. Isso é útil. Ele vai te perguntar se isso é útil e vai te fazer pensar. É útil. E esse e essa pessoa millennial, grande parte tá em cargo
de liderança. >> Sim, sim, sim. E ela vai te fazer pensar, precisa disso tudo. A gente tem condições para fazer isso. E é Importante pensar, é importante quem te questiona, é importante te levar a um pensamento. >> Qual é a parte ruim deles? A parte ruim é uma questão de time, de frustração. Eles têm dificuldade com time. Então, uma vez eu conto essa história muito porque chegou um na minha na minha sala e falou assim: "Chefe, eu fiz tudo direitinho, você pode me dar um aumento?" E você tem que conversar e ensinar. Falei: "Meu amor,
eu nunca Contratei ninguém na minha vida para fazer nada erradinho. Isso nunca aconteceu. É sempre para fazer tudo certinho mesmo. E os tempos e movimentos não são seus. É o tempo necessário para as coisas acontecer. precisa ter um local vago para que você ocupe este lugar. Para isso, a empresa tem que crescer. A empresa crescendo, existe mais posições e sobra um cargo que se você for o melhor vai pegar. Tudo é só você saber explicar. As pessoas vão Entender. Você não pode simplesmente perder a paciência porque ele teve a ousadia de te questionar, porque você
não tá acostumada a ser questionado. >> Sim. E eu não tinha pensado sobre essa ótica muito legal dos millennials, tem vários que trabalham comigo, que eles têm uma outra velocidade de entendimento do quanto a carreira tem que andar rápido, não é? >> Muito tempo, >> trabalham, executam, né? Mas tem uma Certa pressa, né? >> Pressa. Pensa, ele quer comida, tá na mão. >> Eu quero saber quem matou a Deutma. Não é mais no horário da Globo, da Globo, é stream. Eu vou fazer a hora que eu quiser. >> Então o tempo joga a favor dele,
não contra. Humum. >> Na nossa época não era. Eu quero assistir Jornal Nacional, eu quero assistir. É, todo mundo na sala Assistindo naquele momento. Então a gente tem essa essa coisa com o tempo, que ele é o senhor de si. Eles não, porque eles fazem um tempo a favor dele. >> Sim. Cresceram já na era digital, né, instantânea, né? >> Exatamente. Então é por isso que eles fazem isso. Não é mimimi, é porque nasceu nessa jornada. Então você precisa explicar e precisa, precisa explicar inclusive como que ele vai conquistar, porque uma coisa que eles não
têm também É senso de coletivo. >> Uhum. >> Que é muito importante ele entender. Para que você cresça, o coletivo tem que crescer. E gente, a gente precisa entender que eles estão entrando no mercado. Eles não têm essa dinâmica toda. Alguém vai ter que ensinar essa dinâmica toda para eles. E a gente que tem que ensinar. São os líderes que ensinam. É, e já pegam uma ruptura na forma de trabalho, né, do Da desses últimos já 5 se anos, de certa forma, né? >> Sim. >> E isso não tem nada a ver com geração, que
as pessoas estão jogando tudo na conta de uma geração. Acho que as pessoas são muito simplistas na análise. Tudo é culpa de uma geração. Não, não, pera aí. >> As pessoas mudaram a concepção do mundo do trabalho por causa da pandemia. Hum. Nada a ver com a geração. A finitude Veio, as pessoas vem, viam, ixe, eu posso morrer, não tô vendo meu filho crescer, não tô constituindo família, não tô fazendo atividade física. Nossa, que que eu tô fazendo com a minha vida? É melhor reequilibrar. Você vai ver pessoas de 60 anos que equilibraram a vida,
40, 30 e 20. >> Sim. >> Então, a gente não passou pela pandemia ileso. >> Uhum. Antes trabalho era tudo, agora Trabalho é alguma coisa e só tá piorando. Tem gente que tomou raiva de trabalho. E eu falo que se essa onda pega, a nossa vida vai ser insuportável. Porque as pessoas pensam o seguinte: "Eu vou prestar um mau serviço, mas só eu? Todo mundo vai prestar um serviço bom para mim". Não, se essa onda é pega todo mundo, presta serviço ruim para todo mundo. >> O que eu faço de errado volta para mim mesmo
através dos outros do mercado. Porque você vive de prestação de serviço. Então, se você vai no médico, ele trabalha só para ganhar dinheiro. Azar se você morrer na cirurgia, ele ganhou o dinheiro dele. Se você vai no padeiro, ele acordou às 3 da manhã, ele vai estar extremamente estressado e vai fazer um pão todo sovado. Ah, já se você vai comer um pão duro. Se você vai pegar um táxi, ele vai dar voltas com você no quarteirão, porque, afinal de contas, ele quer ganhar dinheiro e não te levar Do ponto A ao ponto B. Se
as pessoas não entenderem que trabalha o impacto que você causa na vida do outro e não verem sentido naquilo que elas estão fazendo, nossa vida vai ser insuportável, porque a gente vive de prestação de serviço, todo mundo vive de necessidades e desejos. vai ser insuportável. Vivi, >> você acha que o contexto de entender sobre liderança, gestão de time, essa complexidade toda pós-pandemia, né, que Ressignificou todo o modelo de trabalho, você acha que você olhando do da do teu ponto de vista, né, como uma líder, com seu negócio atual, aumentou uma demanda por uma série de
líderes executivos eh com dificuldade de adaptação a essa complexidade do mundo que a gente tem hoje? >> Sim. E a gente conseguiu complicar o que já tava complicado. A gente confunde no Brasil simpatia com empatia. A gente confunde no Brasil líder justo Com líder bonzinho. Então a gente foi pro extremo oposto. A gente tava aqui, ó, com o opressor. Aí a gente chegou e foi lá pro extremo oposto. Agora pode tudo. Na anarquia, no caos, gera muito mais insegurança psicológica do que segurança psicológica. Piorou, Burnout. Piorou. Se você olhar o endividamento das empresas do Brasil
é recorde, piorou todos os indicadores que a gente fala em relação à empresa, afastamento record, Piorou. E olha que o índice de empregabilidade é o menor que a gente já teve em todos os tempos. >> A gente tá com recorde, >> 5.6 só. Então é, você olha, parece que tá todo mundo empregado, mas quando você vai no mercado, você vê as empresas reclamam que não tem funcionários competentes para aquilo que elas querem e elas não estão conseguindo contratar. E os funcionários reclamam que não tem empresa com visão que o mercado mudou e Que não entende
que precisa hoje ter um equilíbrio de vida. Então, os dois precisam evoluir. O funcionário precisa entender que ele precisa estudar, que ele precisa se qualificar, que não é a empresa que dá isso para ele, é ele que investe nisso. Ele precisa estar qualificado para correr atrás do sonho dele. >> Existe uma vaga com uma série de expectativas, você precisa se qualificar para aquela expectativa. E as empresas Precisam entender que o mundo mudou, que isso não tem nada a ver com geração, que ela realmente precisa se reposicionar para ela ser mais atraente, porque senão ela só
vai atrair os piores e vai perder os melhores. >> Você acha que quando você vê hoje é um desafio de uma mistura de liderança, cultura, modelo de trabalho? É uma soma de tudo isso? >> É uma soma de tudo isso. Não é tão simplista. Nós estamos falando de cinco Gerações convivendo. Isso nunca aconteceu. >> Que você passou um pouco por elas todas, dos boomers até milênios e a gente fala ainda de zei alfa, né? >> Exato. Que estão entrando, né? Que é os nossos jovenzinhos que eu espero que as pessoas tenham amor no coração e
dê a mão e pare de julgar porque nunca trabalharam. A gente tem que ajudar. >> Sim. >> Então isso é extremamente complexo. Você Tem uma IA que avança e que faz as coisas mudarem a cada segundo. Isso estressa o indivíduo. Eu fiz um processo agora, não vai ter que repetir, vai ser de outro jeito, vai ser de outra forma. O trabalho que você fazia assim não vai fazer mais. Antigamente as mudanças demoravam um pouco e mudar estressa o indivíduo. >> A gente não gosta de mudança. >> E eu acho que a gente tá num momento
de tanta incerteza, né, sobre sobre o Futuro do trabalho, num nível de você não saber se aquela profissão X, principalmente na de conhecimento, né, e serviço e tudo mais, ela vai est de pé ainda daqui 2, 3, 4, 5 anos, não é? Então isso dá uma instabilidade, uma insegurança psicológica absurda, a evolução que isso tá acontecendo. Tem outra que as pessoas mudaram o conceito do que é trabalhar. E se as empresas não se adaptam a isso com a sua cultura, ela não vai dar médico com as pessoas, Porque não tem a ver com a geração,
né? Outras são as novas formas de trabalho. Antigamente ser autônomo, quando eu comecei minha carreira como sacoleira, eu era autônoma. Eu não, eu não caía nem na estatística, não tinha meio não. >> Uhum. Eu era uma pessoa que não deu do tipo, se você não tá no, se você não conseguiu passar no concurso público, se você não conseguiu ter emprego, carteira assinada, você não é nada. Sim, >> você não tá na estatística, >> não. E até pouco tempo atrás, né, o que não era CLT, né, qualquer coisa que não era CLT era modelo alternativo, não
computado, né, >> inclusive mal visto, >> né? Muito tempo atrás policial não te pedia nem carteira, não era carteira de identidade, era só você trabalhava >> até comprovação de renda e tudo mais. eu, né, tô na indústria de serviço, tenho muitos PJs que trabalham para mim que não, que até 5 se anos atrás não Tinha não, né? Era um lugar meio sombrio, né? Então, ou seja, hoje não é mais por falta de opção, hoje é opção. >> As pessoas querem ser frila, querem ter mei, elas querem empreender. Antigamente as pessoas tinham medo de empreender no
Brasil. Ninguém queria ser empreendedor. >> A maioria do empreendedor brasileiro, se você for olhar na raiz, >> a grande maioria porque não conseguiu nada na vida, teve que começar a fazer Alguma coisa. >> Teve que começar a fazer alguma coisa. Hoje é opção. Então, surgiu novas modalidades de trabalho. É por isso que esse indicador é tão baixo. É por isso, porque as pessoas querem fazer outra coisa. Então isso tudo é altamente complexo. Só que todo mundo joga isso pro líder. >> Uhum. >> Aí é você que tá fazendo coisa errada. Eu falo com todo mundo.
Eu sou a maior a Maior defensora da liderança na internet. Porque alguém precisa cuidar de quem cuida, porque senão ele, não, a insegurança psicológica que as pessoas estão vivendo não é só sobre ele, é sobre ele também que tem que evoluir, que tem que estudar, que tem que mudar, mas ele tá inserido num ambiente extremamente hostil de mudança, onde todo mundo tem que vir com ele. >> Você acha, você falando sobre insegurança psicológica, eu já ouvi Algumas vezes, né, eh, falar sobre o termo até dentro da da minha empresa, inclusive, né? Você acha que isso
é uma consequência de liderança e cultura? E aí o colaborador de uma empresa acaba eh sofrendo, né, sobre eh insegurança psicológica, sobre eh várias questões de saúde mental, inclusive por falta de pulso de liderança na construção de uma cultura. >> Com certeza absoluta. Primeiro que as pessoas não entendem >> e não o inverso, né? >> Não é inverso. Primeiro que as pessoas não entendem o que que é cultura. Elas, cultura é aquilo, aquele quadro lindo que colocam lá, missão, valores. Cultura vem do presidente ou do dono da empresa? Não, não, não. Dentro de uma mesma
empresa existem várias microculturas. >> O que que é uma cultura? Tem um líder que lidera aquelas pessoas que são os líderes imediatos. Cultura é várias Ações que repetida várias vezes se transformam em hábito. Esses hábitos é a cultura. Então, cultura é a cultura que o líder permite ter. >> Sim. >> A cultura da sua empresa que você permitiu ter. >> Eu ouvi várias vezes uma frase falando, a cultura é o denominador do que você deixe que aconteça, vai virar a cultura, né? >> Sempre. >> São pequenas ações repetidas várias vezes >> ou a omissão, né?
>> Elas estão sendo, elas estão acontecendo. Essas ações estão acontecendo, ou deixando de fazer ou fazer, mas elas estão acontecendo. Quando você deixa de fazer algo, você tá agindo também. É o que eu falo, não dito diz mais do que 1000 palavras. >> Uhum. >> 1000 palavras. Então, essas pequenas ações repetidas viram hábitos. Esses hábitos são a cultura. A cultura que a sua empresa tem que você permitiu ter. É essa cultura. Então isso é muito importante. Primeiro você tem que entender que cultura você quer ter, que cultura é necessária para aquele business. A cultura necessária
para um business de varejo que tem margem muito baixa e tem que ter alto giro e tem que vender muito rápido é uma a cultura Necessária para uma ONG é outra. A cultura necessária para um sistema público de servidor público é outra. É, não tem cultura certa, não tem cultura errada, tem a cultura necessária para aquele ambiente. >> Quando você tem os seus clientes, mentorados, enfim, você vê muito o caso de pessoa certa no lugar errado por conta de est na cultura errada. >> Muito. É o que você mais vê, é o que você mais
vê. >> Pessoas extremamente capazes, né? É o que você e você não sabe que elas são capazes porque ela tem que se alejar para tá ali. >> Ela não é, ela é cansativa para todo mundo. A empresa perde porque tem um profissional que vai agir mais ou menos, porque ele não vai conseguir. É extremamente desgastante pro líder, porque tem que ficar cobrando, corrigindo, falando e pra pessoa que tem que mudar suas concepções de vida, o Jeito de ser. É, é ruim para todo mundo essa equação. Então, por isso que eu falo muito de fit cultural,
por isso que eu falo muito, a equipe tem que ser pensada estrategicamente. >> O seu, o maior patrimônio de uma empresa não é o cliente. Eu repito isso 500 vezes. Você, a empresa nasce para atender a necessidade e os desejos de um cliente. Você nasce para isso. Então você capta aquele Cliente que vai jogar capital dentro da empresa que ela paga impostos que fica com lucro e aquilo se mantém. Então eu nasci. Eu tenho que matar o desejo ou necessidade de alguém, senão a empresa não vai ficar. >> Exato. Com o resultado. Ela não vai
ficar. Se você não atende o cliente, não mata necessidade, não desejo de ninguém, ela não vai ficar porque não tem comprador, ela não fica. Então você pensa estrategicamente nisso, mas até Você chegar até ele, tem quem executa isso, que são as pessoas. A ponte entre você e o cliente são as suas pessoas. Então, a pessoa mais importante, o seu principal ativo estratégico são as pessoas. Quem pensa o produto é as pessoas. Quem contrata as pessoas, quem contrata as pessoas no RH são as pessoas. Quem vai lá e quem quem olha a sua DRE, a sua
parte são as pessoas que trabalham no seu financeiro. Quem vende são as pessoas. Então, se você tem Pessoas ali que não tem competência para fazer aquilo, que não estão aderente ao seu negócio, você não vai chegar lá. Apesar de você ter uma ideia linda, por isso que eu falo de boa intenção, o inferno tá cheio mesmo. Todo mundo tem uma boa ideia, uma boa intenção. O que que faz com você não chega lá? Você não construiu a ponte? A ponte são pessoas. O que tem de empreendedor, Léo, que fala assim para mim? Vários. Não gosto
de pessoas, Érica. >> Nossa, eu tinha eu tive um convidado que falou isso aqui num episódio recente. >> Milhões. Não gosto de pessoas. Eu tenho as ideias. Não tem como. Clientes são pessoas. >> Sim. >> Funcionários são pessoas. Fornecedores são pessoas. E aí é o que eu falo para sempre, todo o mentorado, a maioria dos meus mentorados chega falando isso. Eu falo assim: "Se encara no espelho, você é uma pessoa, você não gosta de você. E Você, qual é a sua prepotência para achar que só essas pessoas têm seu lado ruim? Você também tem o
seu. Tolere o delas porque tem alguém tolerando o seu. >> Quando você, eu queria só fazer uma um parênteses para para esse ponto anterior que a gente tava falando de pessoa certa no lugar errado. Você acha, Érica, que existe uma um desafio de mercado e eu tô falando em cargo executivo e senior manager, né? eh, de até das empresas de recrutamento Em às vezes não conseguir fazer o match do perfil com a cultura da empresa. >> Eu falo isso porque tenho um caso muito próximo a mim que aconteceu recentemente de uma pessoa de alto potencial
no lugar errado e daí virou tudo isso que você falou da pessoa ficar alejada do seu potencial por est no lugar errado num cargo de senior managements, né? Isso acontece muito, porque muitas pessoas vão subindo por aquilo que eu te falei, status, cargo e dinheiro, >> não porque elas são adequadas para isso, >> não porque elas querem isso. O que eu falo muito paraas pessoas que hoje tem vários tipos de carreira, só que as pessoas ainda enxergam só a gestão. Eu vou para esse momento da gestão porque ali eu ganho mais dinheiro. >> Uhum. >>
Não porque eu gosto, porque eu quero desenvolver pessoas. É muito, o óbvio, precisa ser dito e repetido. Falo para todo mundo assim, por que que você Aceita um cargo de gestão? Por dois motivos básicos. O dinheiro é a recompensa, não é esse o motivo. >> É consequência, né? >> Não tem nada a ver. Qual que é o motivo? Primeiro, defender os interesses da empresa. O que tem de líder, mas líder alto? >> Sim, >> eu conheço o CEO, >> se Level. Uhum. que fala mal da empresa ao qual ele trabalha, que não compactua Com os
valores, que não compactua com os acionistas, que não suporta aquilo ali. Uma vez você aceitou um posto de confiança, porque posto de liderança e confiança, você aceitou defender os interesses daquela empresa. Não ético você fazer isso. Você pode pensar, mas você não pode falar. Você pode falar para quem resolve. É um ato muito covarde você falar para baixo, porque as pessoas que você tá falando para baixo, elas não podem resolver aquilo. O que Você vai fazer é revoltar elas. >> Sim. Você tá descendo uma cultura errada, só isso. >> Você revolta essas pessoas que no
outro dia vai ter que acordar para trabalhar naquela empresa. Isso é covardia. Isso é muita covardia. >> Então você tem que ter coragem >> de para cima, colocar toda a sua insatisfação e fazer aquilo mudar. Agora não compactua, viu que não vai mudar, sai. Por que que você tá ali? Você não Pode estar ali. Esse é o primeiro princípio. Eu sentei numa cadeira de confiança que eu tenho que defender os interesses dessa cadeira. Defender os interesses não é apoiar tudo, é lutar para mudar o que tá errado, mas lutar com a pessoa que muda. >>
Uhum. >> E não desabafar com a pessoa que não tem o que fazer. >> Essa é a primeira coisa. A segunda coisa, como é que eu defendo os Interesses da empresa? Através de quem? Das pessoas. Eu entrego resultado pra empresa através das pessoas. Uh, >> eu tenho que saber negociar bem com fornecedor, eu tenho que saber muito bem lidar com os meus pares. A maioria das pessoas, das empresas, Léo, elas não perdem pela concorrência, elas perdem pela competição interna. >> Uhum. >> Quando vai naquele jantar maravilhoso Do Se levam ali, todo mundo brinda, todo mundo
fala: "Estamos juntos, somos ótimos, excelentes vinhos, um papo polite, lindo, mas no dia a dia tá cada um na sua área pensando em si, ninguém pensando nos outros". >> Sim, sim. volta para aquele problema que você falou, um pouco atrás do individualismo. >> Total. Eles estão se defendendo, não tem maturidade para est no posto que tá. >> Quando você assume um posto de Liderança, você pensa no coletivo, não é no indivíduo. Você tem que pensar no coletivo. Você não pode pensar só no indivíduo. E aí você não faz isso e você tá ali defendendo os
seus interesses. Você quer se manter o maior tempo possível naquele cargo. >> Você não tá defendendo os interesses da empresa. Isso é notório e visível. >> Gente, a gente não esconde nada de ninguém. Tá todo mundo vendo aí, tá todo mundo lá embaixo vendo que o alto clero Faz isso. Lá embaixo é selva, >> tá todo mundo fazendo igual. >> Exato. >> Cada um defendendo o seu. Aí depois as pessoas falam: "Como é que engaja time? Como é que faz eles se comprometerem? Como é que faz eles terem senso de dono?" Eu falo, a primeira
pergunta, você tem? Como é que você vai fazer alguém ter se você não tem? Você tá exigindo de alguém algo que você não dá? Liderança não é Cargo, é postura. E aí, voltando paraa liderança na cargo e postura, para mim tá muito claro e de todas as conversas, né, com você e com outros líderes, eh, é sobre o exemplo que vem da liderança e vai cascateando e formando a cultura. Onde que é o ponto para você de equilíbrio entre comunicação transparente do líder, a cobrança e tudo mais e a vulnerabilidade? Porque muito líder também confunde
e acha que não pode, né, Quebrar uma certa casca, né, de de dureza ou de eh de hierarquia e tudo mais. >> A gente tem três espécies ali. A gente tem a mais famosa hoje que todo mundo bate palma, que é o líder bonzinho. Ele veio para lacrar, ele quer mostrar que ele é muito legalzão, que ele é um amigão e ele prejudica muito, mais que o opressor, tá? mais que esse que quer segurar a casca, porque ele tá comprometido com a imagem dele. Ele não Tá envolvido emocionalmente, ele não tá nem aí se ele
vai entregar ou não resultado pra empresa ou se ele vai desenvolver ou não pessoas. Então, ele não tá envolvido com aquele processo. Ele não tá envolvido com as pessoas. Eu não quero me desgastar com você, eu não vou desenvolver você. Isso não é pensado assim do jeito que eu tô falando. É o jeito dele. Eu vou viver minha vida, eu vou viver meu jeito, mas isso não pode ser líder, >> porque eu tenho que me desgastar com você. Eu tenho que desenvolver você. para desenvolver você, eu vou te tirar da posição de conforto, não tem
outro jeito. E ele não tá envolvido com a empresa. E quando eu tô envolvido pela empresa, eu luto. Eu vou ter debate com os meus pares. Eu vou pôr o meu posicionamento para cima para tentar conseguir a maior quantidade de recursos possíveis para fazer minha equipe crescer. Eu vou ter que desenvolver a Minha equipe. >> Eu vou ter que ter boas negociações com os meus com os meus fornecedores. Eu vou ter que conquistar os meus clientes. Eu tenho que ter isso como princípio de vida. Então esse bonzinho, ele não vai fazer isso porque isso gera
muito desgaste. >> Uhum. >> Ele veio nesse mundo, ele não quer desgastar a imagem dele, ele quer durar ali muito tempo. Então ele não vai se Dispor com nenhuma área. E ele dura porque no Brasil essa parte relacional é muito importante. >> Uhum. Tem muito cultural do país, né? >> Muito é nosso e a gente é assim, nossa, tão esforçado e a gente não entende que esforço e resultado não adianta para nada. >> Uhum. >> Nada. E aí a gente tem um bonzinho, o o opressor, que é aquele que não quer perder a casca, que
ele entende que é o Autoritarismo que faz ele ter ali e não a autoridade, porque ele é um pouco inseguro também, entendeu? Ele tem muitas vezes ele mesmo tá se boicotando, ele nem acha que ele é capaz de estar naquele lugar e não quer que ninguém perceba. Ele é um impostor de certa forma, né? >> Ele não quer que ninguém perceba. Então eu vou gritar no, eu vou fazer no grito. Eu já tive assim, quando você tá acuado, quando você acaba não vendo saída, se Oprime. Eu dou pro outro aquilo que tem dentro de mim.
>> Então a empresa precisa da segurança psicológica pra liderança dela também, porque ele é muito oprimido. Agora, quantos cursos você deu? Quanto de apoio que você deu? Porque tem que cuidar de quem cuida. Isso é importante. E a empresa não faz isso. A partir do momento que você cresceu, ativeira e agora você já é gente grande. Não é bem assim. Então ele acaba oprimindo, só que Ele quer entregar, ele tá envolvido. Você tem que modelar a forma. Uhum. >> Isso tecnicamente você ajuda. >> Você acha que é mais fácil? >> Muito mais fácil >> modelar
esse do que o bonzinho. Do >> que o bonzinho. O bonzinho não tem interesse. Ele não quer >> mudar querer. É muito difícil. >> Chega para você. Esse é >> narcisista tem muito no Brasil. O que mais tem? Eli demonzinho. Ele tá ali Tranquilamente. Eu falo exatamente qual o seu interesse genuíno? Você tá pensando em você. Você é narcisista. Você realmente acha que você é melhor do que o outro, você é pior do que ele? Ele tá ali se lascando, brigando, gritando, fazendo de tudo para uma coisa dar certo, fazendo errado. Eu concordo, mas tá
tentando. Você nem tentar, tenta. Você tá tentando se manter. Você se aproveita do Brasil confundir Simpatia com empatia. >> Uhum. >> Brasileira adora gente simpática, polite, agradável, gentil, boazinha. E a gente fala: "Nossa, que pessoa legal". E no fundo, no fundo, aquela pessoa tá tá fazendo, tá estragando tudo porque não desenvolve ninguém, nem entrega resultados, não vai dar certo. >> E acho que tem muito grande líder no mercado e que se mantém por essa imagem, não é? >> Total, muito >> em grandes empresas, inclusive, né? muito porque a gente precisa, o brasileiro gosta disso, brasileiro,
>> figuras políticas que comunicam, né, mas que não consegue gerar o resultado com executar para ter apoio e não para ter a sua verdade. Eu preciso que você me apoie. Eu não te pergunto para ter a sua verdade e se você me falar a sua verdade, eu não sou maduro o suficiente Falar: "Tá bom, discordo e não vou ficar com raiva de você". Eu te perguntei, você falou: "O que você pensa? Eu não vou ficar com raiva de você, não. Eu fico magoado. Uhum. >> Então, culturalmente, para que eu não te magoe, para que você
continue meu amigo, eu falo o que você quer ouvir, não o que você precisa ouvir. Isso é cultural do brasileiro. É totalmente cultural. Então, a maioria dos nossos líderes agem dessa maneira, principalmente nos novos Tempos, que requer que você se seja amado, que tem uma política de clima que tá diretamente ligada ao seu MBO. Aí, opa, essas pessoas precisam me amar. Do outro lado tem um opressor que é só você modelar a forma, explicar para ele, meu amigo, seja mais prático. Você tem que falar da situação que tá ocorrendo de forma muito prática. Qual é
a situação? Qual é o impacto que ela causa? E um plano de ação. Seja mais prático. Você não pode, qual é a diferença entre você A chamar atenção para virar opressão? É quando você adjetiva a pessoa, quando você persegue a pessoa, quando você humilha a pessoa. Então é ensinar, isso é técnico, dá para ensinar perfeitamente e é a pessoa aprende, aplica e transforma. A quantidade de mentorado que eu tenho falar: "Meu Deus, como mudou? Por que que isso não era claro para mim?" Gente, a ignorância não é uma bção. A ignorância faz você repetir várias
vezes o mesmo erro >> e volta sempre para que você vai repetir até aprender, né? Ô Érica, o que que hoje me fala um pouco do seu ecossistema de negócios, né? O que que a Behave faz? Porque a gente deu um salto triplo carpado e caiu um pouco nos temas, né, que você tem falado muito hoje no mercado, né? >> Eh, mas o que que a Behave faz? Qual o papel da Behave e da Érica? Como que é ser o serviço que você oferece? >> Bom, eu já tinha sido do mercado Informal e é lá
o meu porquê era pertencer. Fui do público porque eu queria a segurança. Eu fui do privado porque eu queria um plano de carreira. Então eu saio de vendedora de loja, viro diretora nacional da TIM, entrego a liderança de pré-pago para TIM, depois eu viro CEO de uma empresa de varejo, eu dobro eh o faturamento dessa empresa, multiplico o EBIT da dela por seis. Então eu já tinha tido resultados. Eu já tava com a minha liberdade financeira e Com a minha reputação garantida no mercado. Sa todas as revistas, jornais, tudo o que imaginar. como uma executiva
que sabe fazer liderança, entregando resultado, sem adoecer pessoas. Até aí tudo bem. Eu poderia ter mudado para Miami, Portugal, que eu pensei fazer isso, mas eu pensei não, eu amo porque eu sou realmente apaixonada pelo Brasil. Eu peguei esse amor lá atrás no sistema público, servidora pública, servi a sua nação. Eu falei, eu sei que esse Barquinho tá meado >> import, teve uma importância começar na no serviço público, né, pro que veio depois, né, porque depois ele volta de certa forma, né, pro propósito e tudo mais. muito para mim. Eu eu me apaixonei pelo Brasil
como educadora, né? >> Total. E eu me apaixonei pelo Brasil, tá? >> Eu olhei e falei: "Hum, eu posso lutar, eu posso fazer a minha parte". Mas eu tava travada com esse negócio do Empreendedorismo. >> Mas eu falei, o melhor jeito de evoluir um país é abrir numa empresa. Por quê? Você gera posição de trabalho, você paga imposto. Esse imposto que você paga, porque você capta dinheiro no mercado atendendo a necessidade do cliente, você volta ele de novo pro mercado, porque você capta esse dinheiro, joga pro governo que deveria >> sim >> voltar em educação,
segurança, é, é educação, segurança, saúde. Então é um, isso é que cresce um país, porque dinheiro não dá em árvore, né, gente? É preciso ter um empreendedor que arrecada esse dinheiro, que sustenta um sistema público, que volta para ajudar e ter políticas públicas e tudo que tem. Então esse é o melhor jeito de evoluir o país. Falei: "Não, eu vou virar empreendedora e eu sou educadora." Eu falei: "E eu vou voltar paraa minha raiz". Então aí eu Convenço meu marido, que também sempre foi diretor, Souza Cruz, Coca-Cola fal, olha, eu sou conselheira consultiva, sou advice.
Eu sei que 80% das empresas brasileiras falem antes da segunda geração. Super arriscado, mas vamos de propósito, vamos fazer esse negócio acontecer. O brasileiro tá com uma relação com o trabalho muito ruim. >> Uhum. só para pagar boleto. Ele não entende o impacto que ele causa. Vamos transformar isso daqui. Tem que ter voz Para transformar isso daqui de quem saiu lá de trás como sacoleira para eles entenderem que há crescimento, há virtude em trabalhar. >> É isso. O exemplo da sua jornada, >> da minha jornada, do meu estudo, porque eu sou estudiosa no assunto, da
minha profissão, porque eu tenho a técnica de transferir o conhecimento. Então tem muitas coisas. Então eu tenho a prática >> com track record, né, com, né, histórico de entregar resultado, né, >> eu tenho a prática, eu sou estudiosa e eu tenho a técnica, porque eu sou educador, eu sou professora. Eu falei: "Então vamos montar uma escola de educação corporativa, aí nasce a behave. E a gente vai de empresa em empresa, dando curso de liderança, dando mentoria para para alta liderança. >> Uhum. ensinando os funcionários a produzirem melhor, a se engajarem, a gostar de trabalhar por
eles e não pela empresa. >> Uhum. >> A gente, isso é pra pessoa jurídica e pra pessoa física, a gente tem o curso online, que inclusive meu jabá tá fazendo até, estamos agora na Black Friday, onde a gente ensina os líderes a fazer gestão do comportamento, porque a liderança brasileira só quer saber da técnica. 80% de um tempo do líder é liderando comportamento, >> habilidades comportamentais. Uhum. >> Então, a gente ensina como fazer isso. É Isso que ela faz hoje. A gente tenta aumentar a produtividade do Brasil, porque eu entendo que é aí que as
empresas ganham. As empresas ganhando tem mais contribuição, com mais contribuição, com reza brava. Tomara que eles empreguem bem esse dinheiro e esse Brasil cresça. >> Muito legal, porque eu vejo que ele junta tudo, né? O histórico profissional, o propósito, a transformação do país e tudo mais. E o Seu tempo, Érica, nesse nessa flywheel toda dos seus dos seus negócios e serviços, você divide entre behave, entre palestra, entre você ter os mentorados que querem a tua mentoria individual. É por aí? >> É, a gente tem os cursos, né? Então, eh, que pode ser dado por mim
ou pela minha equipe, que são cursos de 8 horas, 3 dias, aí depende. Tem empresa que quer por mim, mas tem empresa que aceita a metodologia através da minha equipe. >> Porque esse é um desafio quando eu vejo e eu já conversei com outras pessoas que têm negócios ligados à educação corporativa, é como que você transcende o fundador, né, para pro teu método virar o produto, não é? >> Isso. Isso quem me ensinou muito foi a Falcone. >> Sim, >> quando eu contratava. Como é que a gente pega aquele método e transcede para as pessoas
entender? Isso é um método que Pode ser dado pelas pessoas ou que são treinadas para isso. >> Exato. Porque em termos bonitos de mercado, eh, você pode ser meio founder ledads, né? Então, quer dizer, a fundadora é a cara da empresa, mas em algum momento tem que transcender isso, né? >> Perfeito. Mas isso você vê muita gente fazendo isso. Magazine Luía, tem a Luía Trajando. Hoje >> sim, que não é um problema, né? Mas tem Que saber como lidar com tudo isso. >> Perfeito. E hoje em dia a persona comunica melhor. >> Sim. Tanto que
as empresas estão estão fazendo essa transição para isso. >> E é uma outra mudança de contexto que tem que tá entendendo que os os tempos atuais favorecem o empreendedor eh cara da empresa, né, criando conteúdo, né, exatamente. Você vê que as empresas estão se movendo para isso, né? Então você capacita as pessoas que elas Conseguem difundir a sua metodologia e é isso que a Brav faz. palestra. Geralmente as pessoas querem a minha história, que é a minha energia, que é a minha presença. E aí a gente já deu mais de três voltas ao mundo na
quantidade de lugares e empresas, cidades que a gente já foi. A gente já foi em todos todas as capitais brasileiras. >> Em quanto tempo a empresa? >> A empresa Behave fez 7 anos. >> Então, pouquinho antes da pandemia. >> Pois é. Eu saio do mundo corporativo, que que acontece? A pandemia. E é muito interessante. Eu falo que a maioria das coisas que acontecem na nossa vida não é responsabilidade nossa, não, desculpa, não é culpa nossa, mas é responsabilidade de você sair de lá. Eu tinha um Instagram fechado que lá tava publicado eu, minha vida, meus
dois filhos e o cachorro. De repente eu falava super mal de influencer. De repente eu vi o papel do influencer. Ele Chega em tudo quanto é lugar. E a voz é importante porque você dissemina conhecimento. >> Uhum. >> Eu falava super mal. Do dia pra noite eu virei uma influência. >> Sim. tinha 100 pessoas no meu Instagram, hoje eu tô com 700.000. Isso foi a pandemia. >> E eu vejo hoje, e de novo, não tem certo ou errado, mas eu vejo hoje também como existe essa, eu talvez nos seus Mentorados você veja também essa confusão
do executivo que quer se colocar com conteúdo, seja no LinkedIn, no Instagram e tudo mais, mas tá, não sabe ainda como fazer, não é? >> O Instagram fechado, mas e não é que tá bem com isso, quer mudar e não consegue, né? Eu acho que tem muita gente que tá fazendo porque os novos tempos tá forçando e não é da pessoa. >> Exato. >> E é impressionante como a câmera capta a Alma. >> Hum. >> É o seu olhar, é o seu sentimento. Então é a sua energia. É não é simples, tá? E aí você
vê as pessoas fazerem por fazer. E com a IA hoje você vê que nem é ela que tá fazendo. >> Uhum. >> Né? É uma coisa muito mecânica. >> Parte da sua mentoria tem gente que chega pedindo aconselhamentos por isso. >> Muitos muitos. >> Sobre comunicação pessoal. mesmo por vergonha eles falam: "Nossa, Érica, ter que aparecer". Porque antigamente, se você pensar, isso era meio ridículo. Sim. >> Isso era mal visto. >> Sim. Sim. >> Deu uma virada muito grande nisso aí. é menos de uma década >> quando você vê a alta liderança toda vindo, se
posicionando, fazendo. E quem não é espontâneo, quem não tem isso como Habilidade, sofre muito, porque a pessoa tem conteúdo. >> Exato. Eu vejo muitas vezes no mundo corporativo, porque assim, né, você é uma empreendedora com uma trajetória como executiva, mas muitas vezes quando eu entrevisto executivos de multinacionais existe todo um cuidado de compliance do que que o próprio executivo pode falar. muito. E isso foi uma coisa que aconteceu comigo. Quando eu tava na tinha, eu era muito Requisitada para fazer palestras. >> Hum. >> Porque as pessoas vinham meu desempenho, vinham entregando. Uma das primeiras palestras
que eu fiz foi pro Uber mesmo. Nossa, por nossa, vem aqui. Mas eu trabalhava na TIM. E começou a ver essas limitações. Você tá demais na internet, para de publicar na internet. Isso tem. E ela tem razão. >> Sim. >> E ela tem razão. Foi aí que começou a Despertar o meu interesse em dizer, gente, não vai dar para controlar essas duas bolinhas. Eu vou ter que escolher. A vida é feita de escolhas e eu não escolhi, tá? Eu não escolhi porque eu tava h uma empresa e eu fazia tudo por essa empresa e essa
empresa fazia tudo por mim. É uma menina que começou muito jovem como vendedora e ela me deu a diretoria nacional. Eu já cheguei a representar quase 80% da receita da empresa comigo >> at desse tamanho. >> E eles acreditaram em mim na época a única mulher no poder. Então como é que eu saio de uma empresa dessa? Eu não tinha coragem, Léo. Eu não tinha mais nenhuma vontade. A empresa não tinha feito nada comigo. A empresa não mudou nada. É aquilo que eu te falei, quem mudou? Eu. Eu não queria mais aquilo, mas eu não
consegui encarar. Graças a Deus. >> Tinha o meu líder que é o Pietro Labirola. E o Pietro hoje é líder natim no mundo, na Itália. Aqui ele falou: "Eu tenho eu tenho até hoje a única tatuagem que eu tenho na minha vida é de uma borboleta". Que ele falou: Érica, chegou sua hora. Não tem jeito. Você não consegue mais ser a Érica que você era do passado e você nem quer. E você tem uma cadeira muito importante nessa empresa. Então, tá na hora de você desocupar essa cadeira, porque a empresa precisa de alguém da Érica
do passado e Você precisa voar. E ele olhou para mim e falou: "Voa, borboleta, porque eu tenho certeza que você vai voar". >> Olha só que curioso, né? Isso não, isso foi quase uma ment mais uma mentoria, né? E e um e um destravamento, né? De caminho do que qualquer outra coisa, né? >> Libertou. >> Sim. Se ele não tivesse feito isso, eu tava lá até hoje. Então eu falo, a demissão do Pietro foi a maior liberdade que ele, tanto que a contracapa do meu Livro, ele que escreve, falando tudo que eu sou, tudo que
eu fui pra empresa, a gratidão que a empresa tem, mas a maior gratidão eu que tenho, eu tenho muito grande. Eu sou o que eu sou por tudo que ela me deu. E eu só sou hoje. Hoje eu tô na parte mais feliz da minha vida. Eu fui gravar um vídeo agora pro empreendedorismo, que até a Fê me pediu. Eu digo: "Olha, gente, eu vou fazer 50 anos. Eu decidi empreender aos 45. Eu tô na melhor fase da minha vida. >> Não. E hoje também, de novo, tudo muda, né? O significado até de longevidade, produtividade
e tudo mais >> é completamente diferente. Eu sou geração X também, então a gente se beneficia disso, né? De certa forma. Fala sobre seu livro. É de de quando? Porque eu sei que ele tem um nome curioso, né? Que é o Gente feliz não enche o saco. É esse? >> É esse. Lé, eu escrevi na pandemia. Eu sou uma pessoa muito elétrica, né? Fazer Coisas. [risadas] E eu sou educadora, né? Então eu decidi escrever um livro. A pergunta que as pessoas mais me fizeram ao longo da minha vida inteira é: Érica, como eu faço para
as pessoas não me encherem o saco? Como é que eu faço pro meu funcionário me encher o saco pro meu par, pro meu fornecedor, pro meu líder, pra minha esposa, pro meu marido? E eu sempre respondi a seguinte frase: você não enchendo o saco de ninguém. Assim Que cada pessoa começar a cuidar da própria vida e ninguém encher o saco de ninguém, vai dar tudo certo. >> Nossa, isso é muito para brasileiro, né? Muito. >> É muito cultural. Isso. >> A gente cuida da vida do outro. Se a gente usar toda a força que a
gente tem para julgar o outro e jogar pra gente e conseguir se encarar e conseguir melhorar todo dia, vai dar tudo certo. É que a gente não faz o nosso direito e Reclama do direito que o outro não fez. >> Sim. >> A gente é cheio de direitos, mas ninguém quer cumprir os seus deveres. Então é essa bagunça, essa desordem. A nossa bandeira diz ordem e progresso, mas a gente não entendeu até hoje que ordem vem antes de progresso. Então o livro diz sobre isso. Ele fala: "Olha, você primeiro precisa melhorar como pessoa e ao
outro a gente não julga, a gente ajuda, porque você não sabe a condição Que levou ele a fazer ao que ele fez." Uma vez ele tá fazendo coisa errada, não é julgar que vai ajudar ele. Você tem que sim tomar medidas cabíveis. roubou vai ter que ser preso. A gente tem que evitar que ele chegue nesse ponto. Uhum. >> A gente tem que evitar que ele se transforme em isso. Mas não pode ter o caos, não pode ter a desordem. >> Uhum. >> A gente como sociedade tem que fazer de tudo para que as pessoas
não cheguem a Esse ponto. Mas uma vez elas chegaram, precisa ter ordem, senão vira a barbárie. >> Sim. Então, o que as pessoas precisam entender é você como pessoa tem que melhorar todos os dias de forma ética, porque lugar onde tem muita moral, muitas regras, é porque falta ética. >> Exato. Quando tem que falar muito sobre, né? Principalmente, >> é porque tá faltando muita, você tem que colocar muita regra no jogo, é porque as Pessoas estão com total falta de ética. Aí você tem que controlá-las. No Brasil a gente chegou no passo pior. >> Nem
as regras funcionam mais. A gente não tinha ética, teve que ter muita regra, muita burocracia. Nem isso funciona mais, porque nem respeitar as regras a gente respeita mais. Isso você vai paraa barbárie, isso você vai pro caus absoluto. Então o que eu peço é com atitudes e eu mostro o método através da minha storytelling e cada capítulo tem Lições aprendidas. Eu digo: "Primeiro melhore você". O outro em vez de julgar ajuda ele a melhorar. Agora, quando acontecer algo e que for grave, a punição precisa haver. >> Eu queria fazer uma pergunta para essa reta final.
Porque já me avisaram que vocês podem perder o voo, mas não vai perder. Você tem algum hábito ou rotina que te ajuda a manter eh com energia e clareza e organização para liderar? >> Sim, eu sou >> porque você parece uma pessoa metódica. >> Sim, eu sou a louca da agenda. Se você pegar na minha agenda tem 700 despertadores. Eu sei exatamente tudo que eu tenho que fazer hora a hora. Eu calculo trans. Eu calculo tudo. Tudo que eu tenho que fazer todo dia de manhã. A coisa que eu faço primeiro é um bom café
da manhã para eu organizar a minha mente de tudo que eu tenho que fazer durante o dia e Eu vou ticando. Eu nunca deixo o problema para amanhã. É isso, é isso, é isso. E eu vou priorizando tudo aquilo que é extremamente importante. Eu não vou deixar de fazer. E aquilo que pode ser que eu faça, eu posso postergar. Então eu tenho muito claro na minha cabeça o que eu não posso deixar de fazer e aquilo que se der tempo eu faço. Eu sou pessoa de poucas distrações. Não é divertimento, é distrações. Foco, né? >>
Foquíssima. Eu sou extremamente focada. Uma outra coisa que eu faço é atividade física muito, porque eu tenho muita energia e se eu não fizer eu mato um. [risadas] Eu realmente preciso fazer para para tirar, para focar. E ela oxigena meu cérebro, ela me dá mais profundidade naquilo que eu tenho que fazer sempre de manhã. >> Uhum. >> Eu sou uma pessoa que gosto de estudar assuntos que são interessantes naquilo que eu faço. Eu não gosto de ser rasa, Eu gosto de ter conteúdo para entender aquilo. Eu não gosto de tentativa e erro, tentativa. Não, vamos
entender isso daqui. Vamos ver o que que é isso daqui para eu errar menos, porque eu tenho dificuldade, não com o erro do outro. Com o erro do outro eu sou até complacente, mas com os meus. Eu tenho muita dificuldade com os meus. E eu sou uma pessoa que gosto de equilíbrio, eu gosto de me divertir. Eu adoro me divertir. Eu tenho muitos amigos. Eu amo A minha família. Eu tava aqui agora preocupada com o meu irmão que é casado, que tem filhos se ele foi ao médico. Eu gosto dessa ligação, eu gosto muito desse
elo. Mas o principal de tudo, Léo, eu amo trabalhar, de verdade. Trabalhar para mim não é um problema. nunca foi. Eu faço isso com muito, muito prazer. >> E parece que esse horizonte, né, como a gente falou, a primeira coisa que você falou foi sobre eh a transformação e a ressignificação do propósito, dos Objetivos e das metas, né? Parece que a estrada ainda tem muito tempo pela frente, né? Ah, olha, aconteceu uma coisa muito, uma ruptura muito grande na minha vida. Há duas semanas atrás, eu sempre falava o seguinte, ó, eu quero morrer com 100
anos e eu tô fazendo tudo para isso. Eu me alimento bem, eu faço atividade física, eu vou ao médico, eu faço tudo que eles pedem. Eu sou muito disciplinada. Então, eu vou chegar lá, eu ocupo a minha cabeça porque eu acho Que cabeça vazia eu produzo, né? Se você não produz, isso pode te dar um Alzheimer, uma demência. todo checklist de longevidade você tá preenchendo, tá ligado? Só que a gente controla pouca coisa, né? Eu vi isso recentemente, me tiraram uma das pessoas que eu mais amo na minha vida de uma forma muito brusca e
eu jamais imaginei aquilo. Então eu meio que mudei meu lema há duas semanas. Olha como é que as pessoas mudam. Eu quero viver >> por algo que não era planejável, certo? >> Nunca. É. Eu e eu sou muito planejada. Aí eu entendi. Calma, calma, que você não controla tudo. Pera aí. >> Eu quero viver 100 anos. Eu não vou, não sei se vou, >> mas o que tá sobre seu seu controle vai fazer. >> Então, tudo que eu tiver sobre o meu controle para chegar lá eu vou fazer. Mas o principal, como eu não sei
se vou chegar, eu vou relaxar na jornada de Hoje também. >> Uhum. Muito bom. Bela mensagem, Érica. Eh, eu acho que em algum momento a gente faz uma segunda rodada que tem muita coisa que dá para explorar. Queria te agradecer muito. Acho que tem uma riqueza de temas que que daria para ramificar para vários lugares, mas a gente deixa na próxima, né, >> Léo? Eu quero. Foi um bate-papo ótimo. Eu me perderia o avião aqui. [risadas] >> Não, time parece que não quer perder Voo, não. >> Muito, foi muito gostoso, de verdade. E chamando eu
tô aqui. >> Muito obrigado, Érica. Agradecer a audiência que chegou até aqui. A gente volta na próxima semana. Ciao. Ciao. [música] [música]