O livro mais perigoso já escrito sobre a realidade foi essa frase que apareceu na minha tela numa noite de pesquisa. Eu não consegui deixá-la passar porque olha, eu dediquei anos da minha vida a estudar a ciência da manifestação, dentre outras coisas, dentre outros assuntos. Então, eu li os clássicos, os modernos, eu li tranquilamente uns 100 livros sobre o tema e ainda assim o livro escondido atrás daquele título eu nunca tinha visto na vida.
Um livrinho de menos de 100 páginas que foi escrito por uma mulher em 1925, antes da lei da atração virar moda, antes de existir a palavra manifestação, antes de a neurociência sequer engatinhar. Mas ainda assim, quase tudo que se pode provar hoje sobre como a mente cria a realidade, essa mulher já tinha escrito há um século. E que mulher, viu?
Florence Scovel Shin era uma ilustradora que depois de um divórcio, numa época em que mulher divorciada era motivo de escândalo, né? Ela recomeçou a vida do zero em Nova York. Quando as editoras recusaram o livro dela, sabe o que que ela fez?
Ela publicou por conta própria, com o próprio dinheiro. Ou seja, ela não escreveu sobre criar a própria realidade apenas. Ela foi a prova viva do que ela ensinou.
E aí eu entendi por chamaram esse livro de perigoso. Não é porque ele faz mal, é porque depois que você entende o que ela descobriu, você só não constrói a vida dos seus sonhos se você não quiser. Você não consegue mais culpar as circunstâncias pela sua vida.
E eu sei que talvez você esteja exatamente nesse ponto, cansado de repetir afirmações que não saem do papel, de visualizar, de fazer tudo certo e de ver a vida continuar no mesmo lugar. A Florence diria que o problema não é você, é apenas o fato de você não ter conhecimento de sete princípios vitais para que você realmente consiga ter resultados e manifestar os seus sonhos. Porque para essa autora, a vida não é uma batalha que se vence com força, é um jogo que se vence.
E para vencer qualquer jogo, a primeira coisa que nós precisamos fazer é o quê? Entender as regras. O livro se chama O jogo da vida e como jogá-lo.
E é claro, assim que eu descobri esse livro através de um vídeo no YouTube, eu baixei o PDF, traduzi ali pro português e comecei a ler. Eu achei, em primeiro lugar o título muito interessante, porque há poucos dias eu gravei um vídeo aqui no YouTube que falava sobre o jogo da vida e a teoria dos sete níveis. Você assistiu?
E a autora enxerga também a vida como um jogo. Nesse vídeo, eu vou te entregar os sete princípios desse livro que mais transformaram a forma como eu enxergo a realidade, traduzidas pro nosso tempo, tá? E se você sente que faz tudo certo e mesmo assim a sua vida não destrava, talvez o problema nunca tenha sido esforço.
Talvez esteja faltando apenas ter clareza das regras do jogo. Antes de falar das regras, nós precisamos entender o que essa autora quis dizer quando fala que a realidade é um jogo. Para ela, a vida não é uma batalha, mas um jogo de causa e efeito.
E a primeira grande ideia desse jogo é simples de se compreender. Ela diz que tudo aquilo que você envia pro mundo tende a voltar para você. Florence explica isso através de uma lógica que a humanidade conhece há milênios, a lógica bíblica da semeadura.
Tudo que o homem semear, isso também seifará. Ou seja, tudo aquilo que eu planto, eu vou colher lá na frente. Só que a maioria de nós ouve essa frase e pensa apenas nas coisas grandes, visíveis.
Florence vai muito além. Para ela, você está semeando o tempo inteiro em cada detalhe. Cada palavra que sai da sua boca é uma semente.
Cada atitude uma semente. Cada pensamento que você carrega ali em silêncio sobre o seu dinheiro, sobre o seu relacionamento, sobre o seu futuro, também é uma semente. O medo que você alimenta antes de dormir ou o ressentimento que você guarda, o amor que você oferece ao outro, todas essas são sementes.
Tudo isso no jogo da vida é uma jogada, um movimento ali no tabuleiro. E o tabuleiro sempre responde. É por isso que às vezes a gente olha pra vida e não entende o que está colhendo.
Ah, mas eu não fiz nada de errado e talvez não tenha feito mesmo. Mas repara o que você andou falando, do que você estava morrendo de medo? o que você andou sentindo de maneira silenciosa e constante.
Porque pra autora, o jogo não registra só o que você faz, ele registra o que você emana 24 horas por dia. E é aqui que entra a mudança de perspectiva que separa quem sofre o jogo de quem joga o jogo. A maioria de nós vive fazendo a mesma pergunta.
Por que isso tá acontecendo comigo? É uma pergunta honesta, legítima, eu sei. Mas percebe o que ela faz?
Ela nos coloca na arquibancada da nossa própria vida. Ela assume que a vida é algo que acontece conosco e que apenas reagimos aquilo que acontece. Flores se propõe trocar essa pergunta por outra.
que padrão eu estou alimentando e como eu preciso mudar a minha forma de jogar. Você consegue sentir a diferença? A primeira pergunta: procura um culpado.
A segunda procura uma jogada melhor. A primeira pergunta te paralisa, a segunda devolve a você o controle do jogo, das peças. Essa ideia no primeiro momento, pode até assustar, né?
Porque assumir que as suas sementes participam da sua colheita significa abrir mão de um lugar que, por mais doloroso que seja, é confortável, que é o lugar da vítima das circunstâncias. Ali, pelo menos, a responsabilidade nunca é nossa, né? É da economia, da família, do governo, do azar, do momento, que seja.
Só que esse lugar tem um preço altíssimo. [roncando] Se a culpa é sempre de fora, a solução também está sempre fora, fora do seu alcance. E aí que o sistema lucra em cima de nós.
[roncando] Como a solução está fora, você precisa comprar essa solução. Às vezes ela vem em forma de carro, às vezes de roupa, às vezes de comida, mas é sempre algo externo que vem para preencher um buraco interno. Sabe quem também tem enorme poder sobre você nessas circunstâncias?
Os dogmas religiosos. sempre vai existir um salvador que vai chegar e resolver todos os seus problemas. Então, faz muito sentido sim dizer que esse é o livro mais perigoso já escrito sobre a realidade, porque logo de cara ele já deixa muito claro que nós somos 100% responsáveis por tudo que acontece no jogo da nossa vida.
Quando o Florence diz que a vida é um jogo de causa e efeito, ela não está te acusando pelo que você colheu até aqui. O que ela está fazendo é te entregar algo muito maior do que culpa. Ela está te entregando poder.
Poder. Porque se o que você emite retorna, então mudar o que você emite muda o que retorna para você. A partir de hoje da próxima palavra, da próxima jogada, você deixa de ser alguém que espera a sorte e se torna alguém que planta o resultado.
E é exatamente isso que os sete princípios desse livro nos ensinam, como plantar. Então vamos pro primeiro. O primeiro princípio diz: abundância é o seu estado natural.
E eu sei que para muita gente, principalmente no mundo que nós vivemos hoje, essa frase soa quase como ofensiva. Porque quando você olha pro boleto, pro saldo da conta, pro preço das coisas no mercado, a escassez parece muito mais real do que qualquer abundância, mas essa é só uma percepção condicionada. Segundo o livro, para cada pessoa existe um suprimento inesgotável.
A fartura não é privilégio de alguns sortudos, ela é o estado natural da vida. Basta olhar ao seu redor para perceber, a natureza não é econômica. Uma árvore não dá três frutos, ela dá centenas.
Uma flor, ela não solta duas sementes, ela espalha milhares. A vida na sua essência é generosa, excessiva, até muito abundante. Então, se a abundância é a regra da natureza, do universo, por lhe falta?
Porque a escassez e a abundância não são coisas materiais, não estão nos recursos em si, estão na mente. A falta é apenas uma crença, uma crença tão repetida, tão herdada, tão confirmada pelas nossas palavras diárias e pelos nossos medos que a gente acaba nem percebendo que é só uma crença. Cada um vai enxergar a realidade de acordo com o seu filtro de crenças.
E é justamente esse filtro, o responsável por filtrar oportunidades. Algumas pessoas vão filtrar apenas medo, dúvida, insegurança, enquanto outras vão filtrar enormes oportunidades de sucesso. A torneira da vida está sempre aberta.
Somos nós que, sem perceber, fechamos o registro. Como com aquelas sementes que a gente já viu aqui no canal, né? Ah, dinheiro é difícil, isso não é para mim, tá tudo tão caro, eu nunca vou conseguir.
Cada uma dessas frases é uma jogada. E o taboleiro responde. Um detalhe muito importante que, na minha opinião, separa esse livro de qualquer conversinha rasa de Pense Positivo, é que, segundo essa autora, não basta desejar a fartura, é preciso agir a partir dela.
E é isso que a história mais famosa do livro mostra. Uma mulher procura a Florence em estado de desespero. Ela precisava de $3.
000 até um dia específico do mês, senão ela ia perder tudo. E olha, $ 3. 000 em 1925 era o preço de uma casa.
Ela não tinha de onde tirar esse dinheiro. Zero perspectiva, nenhum plano, nenhum prazo confortável. pelo raciocínio lógico era impossível, não é?
E o que a Florence fez? Ela não manda a mulher se desesperar mais um pouco, nem fazer hora extra de preocupação. Ela declara a palavra que o dinheiro necessário chegaria no tempo certo pelo canal certo.
E dá aquela mulher uma instrução que resume esse princípio inteiro. Que instrução é essa? Sustente a fé.
Afirme a fartura e solte a forma com a qual esse dinheiro vai chegar, a forma como não importa. Não tente controlar de onde o dinheiro vai vir. Não fique ensaiando a tragédia.
Aja agora e viva como quem tem a certeza absoluta de que está sendo suprida pelo universo. A mulher então atravessa aqueles dias assim, exercitando essa nova visão de mundo, praticando. E não foi fácil, porque a aparência dizia o contrário o tempo todo, né?
Então, dentro do prazo que ela precisava, um parente distante chega exatamente com a quantia que ela precisava, uma herança que ela não tinha como prever. O suprimento encontrou um canal que a lógica dela jamais teria concebido. E antes que a sua mente diga: "Ah, mas isso foi sorte, tenta reparar no mecanismo por trás disso.
Se essa mulher tivesse passado aqueles dias emitindo pânico, falando em perda, se preparando pro pior, que sementes ela estaria plantando no jogo da vida? " É por isso que o livro diz que o problema nunca foi o dinheiro, mas sim a consciência. Dinheiro é efeito, a consciência é a causa.
E a maioria de nós passa a vida inteira tentando consertar o quê? o efeito enquanto alimenta a causa de falta todos os dias, seja na fala negativa, no medo de perder, sempre na expectativa do pior. Então, o convite prático desse primeiro princípio é esse: nos próximos dias, repare como você está se movimentando no jogo da vida.
Quando surge uma oportunidade, a sua primeira frase interna é: "E se der errado? " ou isso pode ser o meu canal. Quando as contas chegam, você sente medo ou confiança.
Você não precisa fingir que os boletos não existem. Você precisa parar de assinar embaixo da escassez, como se ela fosse verdade final. Então, o primeiro princípio é desenvolver a consciência de que a abundância é um estado natural.
A abundância é um estado de consciência da natureza. Tudo que nós precisamos fazer é acessar esse estado de consciência como cultivando bons pensamentos, confiança na vida e principalmente realizar ações que estão alinhadas com a abundância. Porque não adianta ter uma fé cega e não fazer nada para conquistar aquilo que se deseja.
Concorda? O segundo princípio é: ninguém escapa do que planta, mas ninguém está condenado ao que plantou. Vamos por partes.
A gente já viu que a vida é um jogo de causa e efeito. O que você emite pro mundo retorna para você. Flores se chama isso pelo nome que o Oriente conhece há milênios, karma.
E pelo nome que a Bíblia usa, semeadura e colheita. Até aqui nada de novo, né? O que a autora acrescenta é que existe uma semente que a gente planta e replanta todos os dias sem notar.
Essa semente é o ressentimento. E veja que curioso, você pode afirmar abundância de manhã, visualizar à noite, agradecer no caderninho, mas se aqui no peito você ainda carrega aquela mágoa do pai, da mãe, do ex, do sócio que te traiu, da pessoa que te humilhou, você está emitindo duas mensagens opostas pro jogo ao mesmo tempo. Com a boca você declara fartura, com o coração você declara separação e dor.
E o jogo não responde ao que você fala, ele responde ao que você vibra. Sentimento é mais forte do que palavra. A autora diz que nos atendimentos dela, quando alguém chegava com a vida travada, podia ser nas finanças, no amor, ela acreditava que até na saúde, uma das primeiras perguntas seria: "Quem você ainda não perdoou?
" Porque na visão dela, a mágoa não é um arquivo morto que foi guardado lá no passado. A mágoa é uma semente viva que você rega toda vez que reconta a história, toda vez que você ensaia mentalmente uma discussão, toda vez que você deseja, mesmo em silêncio, que a pessoa pague pelo que fez. Uma mulher procura Florence reclamando da vida financeira.
Nada destrava, nada fluía. As portas estavam sempre se fechando. Ela queria uma afirmação de prosperidade, uma técnica, uma palavrinha mágica.
Vai. E a Florence, conversando com ela, encontra outra coisa, uma consciência dominada por ressentimento e amargura com pessoas, com a própria história dela, com a vida. E a instrução da florence não foi afirme mais dinheiro, foi solte a mágoa, abençoe quem te feriu, limpa esse terreno.
E o livro conta que foi só quando essa mulher fez a paz dentro dela que a vida começou a se mover do lado de fora. Primeiro a correção interna, depois a mudança externa, nunca o contrário. Isso é uma lei.
Nesse ponto é natural a pessoa que está sendo exposta a essa ideia pensar: "Mas você não sabe o que fizeram comigo". E você tem razão, eu não sei, mas o livro não sugere que você finja que não doeu. Perdoar não é absolver o outro, é se demitir do cargo de cobrador.
Porque repara o que a mágoa faz na prática. A pessoa te feriu uma vez, certo? E você, ao recontar e reviver, se fere de novo todas as outras vezes.
A mágoa é um aluguel caríssimo que você paga por uma casa onde só você mora. Quem te machucou talvez nem se lembre disso, mas você acorda todo dia, rega a semente e depois se pergunta porque a colheita vem amarga. E tem mais um detalhe, esse quase cruel de tão preciso, que é: enquanto você espera o outro pagar, quem fica devendo é a sua vida.
O ressentimento te prende aquela pessoa que você mais queria à distância. É um nó que amarra a sua energia criativa exatamente no ponto do passado que você mais queria superar. O perdão, então, não é um favor que você faz pro outro.
É a tesoura que corta o nó. É a única jogada do tabuleiro capaz de encerrar um ciclo de colheita ruim e liberar o terreno para uma plantação nova. É por isso que eu disse, ninguém escapa do que planta, mas ninguém está condenado ao que plantou.
Mais uma regra do jogo que agora você conhece. Mas aí surge uma pergunta inevitável. Ah, tá.
Eu perdoei o passado, limpei o terreno e a ansiedade do presente, a preocupação com a conta que vence, com a resposta que não chega, ou então com aquele resultado que não não vem, não aparece. O que eu faço com esse peso que eu carrego todos os dias? É exatamente sobre isso.
O terceiro princípio. O terceiro princípio é a joia escondida desse livro. E ele nasce inteiro de um único versículo, um salmo que talvez você já tenha ouvido durante a vida sem nunca receber como uma instrução prática.
O que que ele diz? Entrega o teu fardo ao Senhor e ele te sustentará. Repara no verbo, entrega.
O salmo está dizendo com todas as letras que o fardo tem um destino e o destino não é as suas costas. A preocupação não é um detalhe inofensivo. Carregar fardo é a forma mais comum de cancelar o próprio pedido.
Porque lembra da regra do jogo? O que você emite retorna? E quem carrega peso emite medo, cansaço, dor, dificuldade.
[roncando] A autora diz algo ainda mais forte, que esse peso todo que você carrega nem é seu, que a preocupação é o ser humano tentando fazer sozinho um trabalho que sempre teve dono. O salmo não diz: "Entrega o teu fardo à toa". Diz, porque existe alguém equipado para sustentá-lo.
Deus, o universo, o criador, a fonte, seja lá como você prefira chamar, é algo maior que você. Esse algo maior que você, esse todo, enxerga caminhos que a sua mente não está enxergando agora. Você não cria a sua realidade sozinho.
Você é um cocriador. Você cria em conjunto com a consciência una, com a consciência divina que cria todas as coisas. Lembra da herança do primeiro princípio que chegou de onde a mulher jamais esperava?
A mente dela nunca teria desenhado aquele caminho. Ela não precisava. A função dela nunca foi essa.
A sua parte no jogo é pedir, é semear, é confiar, é trabalhar. Sustentar o fardo e entregar o pedido é a parte do criador. Pensa comigo.
Você é um fragmento da fonte criadora. Você foi criado por ele, por ela. Se tudo que você tem só existe porque ela te criou.
Por que não confiar que mais coisas maravilhosas podem ser criadas? Se você é capaz de sonhar algo, se é capaz de imaginar algo, é porque isso já existe no mundo das ideias, já existe na mente única, una, indivisível, divina. E como se entrega na prática, Mabel, porque relaxa, confia, deixa com Deus.
Isso todo mundo fala, né? No livro, o autor ensina como quando o peso apertar, você para e declara em voz alta com todo sentimento. Eu entrego este fardo e sigo livre.
E repete, não uma vez, mas toda vez que o fardo tentar voltar pro seu colo. De manhã, no trânsito, às 3 da tarde, quando bate a angústia, de madrugada quando o pensamento te acorda. Entregar, veja bem, não é um evento, é um treino diário.
Segundo esse livro, no começo, esse processo pode até parecer algo mecânico. Realmente é assim. A mente volta a se preocupar minutos depois e você pensa: "Ai, não funcionou".
Mas com a repetição as coisas começam a se transformar dentro de você. É que nem muscular, você faz todo dia um pouco de esforço, o músculo cresce. Quando você reconhece que não está só, que existe uma inteligência mãe que criou você e tudo que existe e que essa inteligência está dentro de você, de repente vem aquela leveza que não tem explicação.
Essa leveza é o sinal, é o momento em que o fardo finalmente trocou de mãos. E nos relatos do livro, o padrão sempre é o mesmo. A pessoa entrega, sente o alívio e depois a situação se resolve quase sempre por um caminho que ela jamais teria previsto.
Lembra? Primeiro dentro, depois fora. Só que existe um mal entendido mais perigoso desse princípio, que é entregar o fardo.
Não é cruzar os braços. Entenda, o salmo manda entregar o fardo, não a caminhada. Você continua agindo, trabalhando, fazendo a sua parte.
O que sai das suas costas não é a ação, é a ansiedade, o peso da forma, do prazo, do como. E tem uma imagem muito bacana que resume tudo e não sai mais da cabeça. Você já viu alguém dentro de um ônibus carregando a mala no colo a viagem inteira?
A pessoa apagou a passagem, o ônibus está andando e ela segue segurando o peso. É isso que a gente faz com o criador. Ele já tá te levando pelo caminho.
Você só precisa colocar a mala no chão, soltar. O quarto princípio é sobre a ferramenta mais poderosa que você carrega e que provavelmente você tá usando contra você mesmo agora. Que ferramenta é essa?
A palavra. A sua boca é o pincel da sua realidade. De todos os temas do livro, esse foi o que ela levou mais a sério.
Ela escreveu, não um, mas dois livros inteiros sobre isso. Um deles, inclusive, se chama Sua Palavra é sua varinha de condão. Pensa no tamanho dessa imagem.
A varinha mágica que você passou a vida achando que não tinha está logo abaixo do seu nariz e você usa ela o dia inteiro. A esmagadora maioria de nós passa o dia falando contra si mesmo sem perceber: "Ah, eu sou um desastre com dinheiro. Isso nunca dá certo para mim.
Eu sempre atraio a pessoa errada. Eu tô morta de cansada. Do jeito que a minha sorte vai.
A gente fala isso como quem comenta sobre o clima no elevador com o outro. Só que no jogo da vida não existe comentário neutro. Esquece.
Lembra? Cada palavra é uma semente. E aí a pessoa repete: "Nada dá certo para mim por 20 anos e se surpreende que nada dê certo.
" Não tem nada de místico aí. É só um resultado plantado. Essa pessoa não está descrevendo a vida dela, ela está encomendando a vida dela todo santo dia.
Mais uma regra do jogo que agora você conhece. Mas aí quando você limpa a sua fala acontece uma coisa que quase ninguém te conta. A palavra é uma via de mão dupla.
Você fala com o invisível e o invisível responde. O livro fala sobre a voz dentro de você que já sabe o caminho, que já conhece o atalho, que já viu a porta que a sua lógica não viu. A pergunta do quinto princípio é: você sabe escutar?
O quinto princípio responde uma pergunta que ficou no ar. Se a palavra é você falando com o invisível, o invisível fala com você de volta? E a resposta é sim.
Existe uma voz dentro de você que já sabe o caminho. O nome dela é intuição. E o mais legal é que esse livro não trata a intuição como um dom místico de poucos, mas como sistema de orientação que veio de fábrica em todo mundo.
A dor que a intuição resolve é a dor da encruzilhada. Aceito ou recuso esse emprego? Insisto ou desisto desse relacionamento?
Vou nessa viagem ou fico? Você faz lista de prós e contras, pergunta para todo mundo, pesquisa, adia e quanto mais analisa, mais confuso aquilo fica, não é? A gente vive num mundo que idolatra o raciocínio e mesmo assim, quantas das nossas piores decisões foram friamente calculadas?
E quantas das melhores coisas da sua vida chegaram por um impulso que você nem sabe explicar de onde veio? Pois é, a autora tem uma frase para isso e ela é quase que escandalosa. Um palpite certo vale mais do que horas de raciocínio.
Essa é mais pura verdade. E antes que a resistência apareça, esse não é o elogio à impulsividade. O que o livro chama de palpite, a intuição é algo muito específico.
É a orientação da mente do criador, da fonte. florescendo de dentro para fora em você. Enquanto o raciocínio trabalha com aquilo que é conhecido.
Ele está apenas desenhando caminhos que já conhece do passado. Já a intuição vem de quem enxerga o mapa inteiro, inclusive as ruas que nunca visitou. Você lembra da herança que chegou por onde ninguém esperava?
A lógica nunca acharia aquele caminho. A orientação divina, ela opera exatamente nesses atalhos. No livro, ela dá literalmente a fórmula.
Diante de qualquer decisão, ela orava algo assim. Espírito infinito, abre o caminho e me dá uma orientação definida. que eu saiba com clareza se é algo que eu deva fazer.
E as histórias do livro sobre isso são deliciosas, porque as respostas quase nunca chegam barulhentas como uma anunciação com trombetas. Não, elas chegam disfarçadas de banalidade. Uma mulher pede orientação e sente um impulso, aparentemente sem sentido, de ir a determinado lugar.
Ela obedece e ali naquele desvio bobo que ela encontra exatamente a pessoa, a informação, a porta que destrava o pedido que ela vinha fazendo. No livro, isso se repete o tempo todo. Vamos ao sexto princípio, que é o amor é a força mais poderosa do tabuleiro, porque ele dissolve o único inimigo real que você tem.
E qual é esse inimigo? Depois de tudo o que a gente viu, a escassez, a mágoa, o fardo, a palavra negativa, a autora resume o jogo numa única sentença. No fundo, você só tem um adversário nessa vida.
Não é a economia, não é o seu passado, não é uma pessoa e sim o medo. Ela diz que o medo é o único inimigo do homem, do ser humano. Medo da falta, medo do fracasso, da rejeição, da perda e assim por diante.
Todos os princípios anteriores eram, no fundo, formas de vencer o medo. A escassez é o medo de faltar. O ressentimento é medo disfarçado de armadura.
O fardo é medo de que Deus não sustente. A palavra negativa é medo vazando pela boca. O jogo inteiro se resume a isso.
Cada jogada sua ou nasce do medo ou nasce do amor. Não existe uma terceira origem. E é por isso que o amor é a lei mestra.
A Florence se apoiava naquele versículo que talvez seja o mais bonito das escrituras, que é: "No amor não existe medo. Antes o perfeito amor lança fora o medo. " E antes que isso soe abstrato demais, deixa eu te contar a história que sustenta esse capítulo.
Para mim, a mais humana que eu vi no livro inteiro. Uma mulher procura Florence sofrendo por amor. Ela amava um homem e ele tinha se afastado dela e o amor dela tinha virado aquilo que a gente conhece bem.
Ciúme, cobrança, posse, medo de perder, vontade de controlar cada passo. Ela queria que a Florence ajudasse a trazê-lo de volta. E a Florence dá uma resposta que vira a chave do capítulo.
Ela fala algo assim: "O que você sente não é amor ainda, é medo vestido de amor. Amor que agarra, sufoca, vigia e cobra é medo da perda, usando o nome do amor. " E aí vem a instrução que parece impossível, que é torne-se o amor de verdade.
Ame sem agarrar. Deseje a felicidade dele, mesmo que ela não te inclua. Imagina receber essa orientação.
[roncando] A mulher luta com isso, é claro, né? mas começa a fazer seu trabalho interno. [roncando] Ela solta a vigilância, diminui a cobrança e aos poucos vai substituindo o pânico da perda por um desejo genuíno.
E o livro conta que quando ela finalmente chega nesse lugar, quando o amor dela fica limpo do medo, a relação se transforma e ele retorna. Mas presta atenção no detalhe. Ela não fez isso para que ele voltasse.
Se fizesse, seria só o medo vestido de uma técnica nova. Ele voltou quando voltar deixou de ser a condição da paz dela. O jogo respondeu ao que ela se tornou.
E o livro amplia essa lei para muito além do romance. Ele tem uma máxima que desarma qualquer um, que é nenhuma pessoa é sua inimiga. Quem te fere está, na verdade te mostrando onde o seu medo ainda mora e que a jogada mestra diante de qualquer ataque é a mais contrainttuitiva de todas, que é abençoar, enviar boa vontade, desejar o bem de quem te feriu, não porque a pessoa mereça, a gente já viu isso no perdão, mas porque o amor é a única maneira de plantar uma semente positiva no seu tabuleiro.
é o mais inteligente a se fazer. Porque no fim, é isso que a lei revela. Você não vence o jogo da vida derrotando adversários.
Você vence quando não sobra mais ninguém para derrotar, porque o medo saiu de campo e com ele saíram todos os inimigos que ele inventava. Mais uma regra do jogo que agora você conhece, a mais forte de todas. [roncando] Muito bem.
E agora só falta uma. Porque depois de aprender a plantar, perdoar, entregar, falar, escutar, amar, sobra a pergunta que dá sentido a esse jogo inteiro. Se a vida é um jogo, qual é o seu lugar nele?
Não um lugar qualquer, é o lugar, aquele que estava reservado para você antes de você nascer e que ninguém e nenhum tabuleiro do mundo pode ocupar o seu lugar, né? O sétimo princípio é o motivo de eu ter te dito lá no começo que ele dá sentido a todos os outros, porque até aqui, se você reparar, a gente aprendeu a jogar melhor, não é? Mas a autora aguarda pro final a pergunta que muda o jogo.
Jogar melhor para quê? A maioria das pessoas entra nesse universo da manifestação querendo coisas, dinheiro, casa, carro, relacionamento, coisas materiais, posses. E não tem nada de errado em querer isso.
O próprio livro que nós estamos tratando aqui, né, ele te ensina a receber. A questão é que a vida plena, a vida que vale a pena ser vivida, não é uma pilha de conquistas. Segundo a autora, a vida plena tem uma forma que ela chama de o quadrado da vida.
Quatro lados que precisam existir juntos. Saúde, riqueza, amor, autoexpressão perfeita. E aí ela faz a observação que explica tanta gente bem-sucedida e vazia.
Você pode ter três lados do quadrado e continuar sentindo que falta o essencial. Porque os três primeiros sustentam a sua vida, mas é o quarto que dá sentido a ela. Dinheiro sem propósito é conta cheia e peito vazio.
Você conhece alguém assim? Talvez até você mesmo esteja se sentindo dessa forma. E o que é essa autoexpressão perfeita?
Aqui entra o conceito mais bonito do livro. Florence diz que existe para cada pessoa um desenho divino, um plano perfeito desenhado para você antes de nascer. Nas palavras dela existe um lugar que você deve preencher e que ninguém mais pode preencher.
Existe algo que você deve fazer, que ninguém mais pode fazer. Jogo da vida com bilhões de jogadores no tabuleiro. Existe uma casa que só a sua peça encaixa.
E não precisa ser a casa mais famosa, nem a mais aplaudida. Simplesmente precisa ser a sua, o seu lugar. E enquanto você não a ocupa, ela fica vazia e o universo opera com uma peça solta.
Isso muda completamente a pergunta da sua vida. A pergunta deixa de ser o que eu consigo tirar do jogo e vira o que eu vim colocar nele, manifestar. No fim das contas, nunca foi sobre pedir coisas pro universo.
É sobre entregar ao mundo aquilo que só você tem e descobrir que quando você ocupa o seu lugar, os outros três lados do quadrado começam a se arrumar em volta dele. A riqueza vem como consequência da entrega. O trabalho vira um canal da sua manifestação, não mais um fardo.
E aí é natural que agora surja em você a perguntinha. Ah, tá. Mas eu não sei qual é o meu desenho.
Eu não faço ideia do meu lugar. E a resposta do livro mostra o por ele é tão poderoso. Você não precisa saber.
Você precisa apenas pedir o direcionamento e não oferecer a resistência que ele naturalmente virá. Ela dizia que exigir clareza total antes de se mover é o intelecto tentando de novo fazer um trabalho que não é dele. O desenho não se descobre de uma única vez como quem abre um manual de instruções.
Nada disso. Ele se revela um passo por vez para quem pede orientação e obedece ao próximo impulso de forma tranquila. E ela deixou a oração exata para isso.
Talvez a oração mais importante do livro. Ela ensinava a declarar assim: Espírito infinito, abre o caminho para que o desenho divino da minha vida se manifeste, que os dons que estão em mim sejam liberados e que eu veja com clareza o plano perfeito. Bem, antes de finalizar, eu quero trazer uma reflexão final que eu considero muito importante.
A única coisa que pode te afastar da verdadeira manifestação é a sua resistência interna. Não é a economia, não é a sua idade, não é o lugar de onde você veio, o seu passado, não. É a resistência, essa força silenciosa que opera dentro de você, formada por quatro camadas que trabalham juntas.
Quais são essas camadas? as suas crenças que filtram o que você consegue enxergar como possível. >> [suspirando] >> as suas emoções que definem o que você emana pro jogo 24 horas por dia.
A sua comunicação, essas palavras que plantam sementes a cada frase que você diz e por fim as suas ações que ou confirmam a sua fé ou confirmam o seu medo. Percebe? Acia estado natural.
O suprimento já está aberto. O desenho divino já existe desenhado para você. Você não precisa conquistar nada disso.
Você precisa apenas parar de resistir a isso. É como a autora mostrou em cada história daquele livro, o milagre nunca veio de fora. Ele veio quando a pessoa desfez por dentro o que estava bloqueando por fora.
Só que aí entra o desafio honesto. Crença, emoção, palavras, ações não se reprogramam só assistindo um vídeo como esse. Você pode sair daqui mega inspirado, eu espero que saia, mas inspiração sem prática vira só uma memória boa.
Sementes se plantam todos os dias e foi exatamente por isso que eu criei o CAF. CAF, que que é? É o clube da alta frequência.
Todo dia você ouve um áudio que trabalha exatamente essas quatro camadas, enquanto o seu subconsciente é reprogramado. Toda semana você recebe atividade de ativação prática e todo dia acessa o nosso grupo de membros no WhatsApp com pessoas que plantam as mesmas sementes que você, olhando pra mesma direção. A cada mês nós reprogramamos uma área importante da vida: dinheiro, relacionamentos, medo, emoções, autoestima, crenças limitantes, mudança de hábitos e assim por diante.
Todos temas essenciais para que você reprograme a sua vibração pessoal, aquilo que você tá emitindo, emanando pro mundo. E finalmente pare de viver problemas que se repetem, entrando num fluxo finalmente de criação consciente, leve, divertida. Como eu disse, o CAF é um clube.
Então, no grupo do WhatsApp, você vai diariamente construir novas conexões com pessoas que têm os mesmos objetivos que você. Eu vou deixar o link aqui na descrição. E antes de encerrar o vídeo, eu gostaria de pedir para que você deixe seu like, seu comentário e se inscreva no nosso canal para receber todas as nossas notificações de vídeos novos.
Deixo aqui para você meu abraço fraterno de sempre, esperando ver você no próximo vídeo. Até lá. Yeah.