a democracia rima com psicologia II [Música] E é porque veja se você pensa em ter um sujeito saudável com Agora você entende do sujeito se insere e se desenvolve nas relações sociais da inserção na cultura você tem que parar e pensar um sujeito saudável tem que pensar o sujeito na sociedade portanto você precisa pensar a sociedade a professora Ana Bock do curso de psicologia da PUC de São Paulo tem razão a história mostra isso é o hemisfério norte por ocasião das mudanças sociais né Essa é a professora Raquel Guzzo da PUC de Campinas com isso
ela vai se se constituindo como um campo de conhecimento que responde às demandas aquela a sociedade que estava se organizando aquela é ela tem que conhecer melhor quem é o sujeito tem é o indivíduo que tá ali entender como é que ele funciona quais são os traços de personalidade então assim é são pesquisas que vão compondo um corpo de conhecimento para responder às demandas sociais daquela época econômicas aquela é aí ela começa a se ampliar para outros países no Brasil não seria diferente a trajetória da Psicologia não está desconectada da história portanto do nosso caso
a trajetória da Psicologia no Brasil está intimamente ligada ao processo de democratização no país e [Música] Olá eu sou Tércio saccol e eu sou Georgia Santos e esse é o caminho da Psicologia no Brasil 60 anos de profissão um podcast da comissão de história e memória do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo [Música] Episódio 2 a psicologia no processo de democratização da [Música] a pessoa responde agora centro de quantas pessoas que matou homens e mulheres não lhe respondi usam a palavra é e tantos tantos Quantos foram necessários o tenente coronel Paulo malhães foi um
torturador durante a ditadura militar e assassino confesso em 25 de abril de 2014 um mês após ter prestado esse depoimento sobre o envolvimento em sessões de tortura a comissão nacional da verdade Magalhães foi encontrado morto com marcas de asfixia no rosto e pescoço um Eco do passado de 1964/1985 o Brasil vive sob uma ditadura militar cruel e sanguinária que não teve nada de Branda como revisionismo histórico faz crer isso afeta a psicologia que é regulamentada durante o governo de João Goulart EA forçada a se desenvolver como profissão sob a Batuta de ditadores sem democracia também
por isso a psicologia brasileira no período imediato após a regulamentação é orientada Pelo modelo biomédico e ficar focada na doença que atribui o sofrimento a fatores biológicos é individualizante e considera que o sujeito tem que se ajustar a normalização social hegemônica secretamente que no caso é né que a gente disse que naturaliza a noção de fenômeno psicológico que individualiza as explicações que olha só por indivíduos fora do contexto a professora Maria da Graça Gonçalves da PUC de São Paulo explica que é uma espécie de movimento cíclico ou seja a leitura desse período acaba sendo hegemônica
exatamente pelo contexto de repressão que privilegia um modelo de negócio como vimos no episódio anterior assim que no começo da profissão o que vai crescer bastante né o modelo de trabalho da Psicologia que é não é o único mas ele vai ser G Mônico né que é o modelo do atendimento individual e no modelo de consultório privado né que que a grande o começo que a chamada psicologia Clínica segundo a professora Raquel Guzzo o contexto político da falta de democracia faz com que a clínica comece a ganhar espaço a ditadura ela se fecha exatamente uma
formação predominantemente clínica de um atendimento aos sujeitos e viviam com demandas de atendimento psicológico a senhora se formou em psicologia durante a ditadura militar portanto Pode falar a partir da própria experiência sabe-se que o momento político se refletia na grade curricular Mas como eu sei que a gente via no curso no currículo era muito pouco muitos testes muito processo de avaliação psicológica tipos diferentes atendimento de consultório ou de trabalho em hospitais psiquiátricos então assim o perfil do profissional acabou ficando marcado exatamente pelo processo o político e econômico do país eu fiz a graduação na década
de 1970 eu já na segunda década mas aí já estava consolidado este modelo que vinha de antes mas que encontram terreno fértil com a política econômica da ditadura militar que era basicamente nós tínhamos três Campos de atuação durante um bom tempo era assim o que você vai fazer Industrial a gente nem falava organização ela fala psicologia Industrial crítica ou escolar a clínica era para poucos e a clínica passou a seus sonho da maioria das moças que faziam psicologia pelo próprio status do consultório daquela proximação com o modelo médico né E a clínica era muito cara
então a clínica era há poucos a psicologia organizacional era uma Psicologia para o capital para os interesses do Capital tanto que existia disciplinas que se chamavam recrutamento seleção e treinamento de pessoal que era bem a ideia de recrutar selecionar aquele que é melhor para produção né E treiná-lo para produtividade que interessava ao capital e esse treino implicava a inclusive obediência e por outro lado nós tínhamos a psicologia escolar que sai da escola pública e vai se tornar uma psicologia Clínica dentro das escolas privadas das elites mas ela não era uma psicologia escolar psicologia Clínica a
professora titular do departamento de fundamentos da educação da PUC de São Paulo Mitsuo Antunes lembra que se tratava de um projeto então este momento a regulamentação da profissão Foi um momento em que coincidindo com a conjuntura política econômica e social que nós vimos foi um período em que a vara ficou com os vaga para um lado que era servir ao capital servir a manutenção e aprofundamento das desigualdades sobretudo por meio de uma função da psicologia e terrível a de justificar e legitimar a todo e qualquer desigualdade durante a ditadura militar a prática a partir de
uma neutralidade desconectada do contexto é de certa forma imposta é fruto de uma sociedade não-democrática tem função normalizadora que busca adaptar os indivíduos a uma sociedade opressora re o homem EA escolar documentos ou da rua e eu escutando no status vivo fechado também sempre foi fundado produção desse ano foi aqui nessa sala se põe o outro esse é o testemunho também a comissão da verdade de uma militante do movimento de luta armada contra a ditadura que foi presa em 1969 estavam fechadas psicólogos e psicólogos também cresceram com categoria nesse viés aí né de um de
um trabalho que se dava a despeito do contexto social professora graça Gonçalves explica que é um período de muitas limitações início da profissão regulamentada digamos o período de repressão de poucas possibilidades de trocas no espaço público né de qualquer entendimento diverso de organização né e meio o espaço público isso marcou muito a gente começa a psicologia e deu espaço para as visões ainda que o logia que absolutismo o indivíduo vamos dizer assim e segundo a psicóloga Bruna Dantas o momento político contribui ainda para que os primeiros anos da Psicologia como profissão regulamentada sejam de uma
psicologia colonizada especialmente do ponto de vista da Psicologia política científica na década de 1970 na América Latina sobretudo a psicologia política um campo dedicado a compreender fenômenos políticos as relações de poder dentro da sociedade portanto compreender os comportamentos políticos a partir da perspectiva psicológica em diálogo com o contexto político e também se dedica a compreender como indivíduo se relaciona com a política e as repercussões da eu já comprei salgado secador acreditares em toda região latino-americana em todo território nacional coleção muito tímida ninguém né concepções teológicas provenientes de outros contextos outros cenários outros territórios ela sumiu
né americano Nossa política é profundamente e nesse período surgiram grupos ou realizados na América Latina funcionando essa mais 55 aí era ele e os bancos e gostaria de básico está presente aqui é o 25 era estudar ele fora do âmbito da política estabelecendo uma relação entre o indivíduo EA política psicologia política nunca foi tão assim fazia mais né uma compreensão número lógico que o campo da política não entendendo essa articulação entre indivíduo e Paulista entre os maiores em conhecidos atores sociais e políticos Então nossa história assim na América começa assim vários pesquisadores e investigadores usaram
Essa é o sentido Artes ecológicos na compreensão do comportamento político então ainda é conviver com esta tendência igualmente assim não eu vi não seja mais solitária ainda muito presente longe então patologização dos líderes políticos é a compreensão dos aspectos psicológicos individuais de lideranças políticas dos personagens públicos compreensão dos elementos somente vos comportamentais individuais do comportamento litoral uma por isso a meu ver a psicologia Apesar dessa forma a polícia continuava muito nem responde nada muito distante daqui responder a gente tem uma psicologia polícia despolitizada bem o ponto de vista das suas concepções teóricas em consistente mas
mesmo assim segundo Bruna Dantas tendo que lidar com as vozes marginais que denunciam esta separação entre indivíduo Ecologia e política da história neste momento das ditaduras militares denunciando a situação e profunda compreensão das ruim das cozinhas mas só a compreensão dessa interação ou secção lógicos e os pontos precisamente uma compreensão dos sujeitos coletivos ou atores políticos 15 anos bom estar com vida portanto onde há repressão há resistência como bem lembra a professora e pesquisadora Maria do Carmo Guedes pela presença se refere ao primeiro ano de psicologia e começou em 71 que a ditadura onde fez
o ato 5 logo em seguida Você conhece não gosta sim o ato institucional número cinco é o mais duro dos decretos emitidos pela ditadura militar esses atos institucionais são a forma de Generais legislarem já que a Constituição em vigor no período do golpe foi a derrubada quais cinco então assinado pelo Presidente Arthur da Costa e Silva decreta entre outras coisas a perda de Mandato EA suspensão de garantias constitucionais é invariavelmente na institucionalização da Tortura o decreto é de 13 de desembro de mil novecentos e sessenta e oito anos depois da 14 de setembro para dizer
o que estava acontecendo que era a nossa essência ditadura por exemplo o aço 5 é palavra várias né Nós vamos misturar vamos toda semana eu fim do ano 71 vasilhinha vamos que a situação daí esconder um surto de escolher organismo então a gente tipo os alunos vejam no jornais Têm notícias vamos nos reunimos na sala de aula todas as profissões todos os os interessados nas diferentes vacas só tinha um ramo de medicina junto com algumas de Psicologia junto com alunos de tudo quanto é na área e a gente dizia pergunta em casa de alguém conhece
um caso de poliomielite e trazer um resultados maravilhosos dizendo que existia se envolve os jornais não devem nenhuma notícia disso entende o que era realidade brasileira muito alunos e muitos professores transmitidos na boca e o movimento estudantil da Usp eu conto então uma cena minha Essa é Vera Paiva professora de psicologia social do Instituto de psicologia da USP lidando com sexualidade gênero cena é a unidade de análise mais não é o comportamento não é atitude cena o ator cenário contexto histórico falas né então uma cena minha presente ficar isso surpresa pelo pelo nariz pisca e
cônica da repressão Residencial da USP e quando eles foram interrogar a Pergunta assim ó a quem ela quantos abortos você fez com quantos homens você transou o que a lógica era qualquer mulher fugisse do padrão tradicional manda a mulherzinha dessa alguma política certo ela era fazer hambúrguer do mundo né então a vida para mim isso formatação entre o qualquer tipo de saída do papel na um o outro era virgem né submetido ela é só um exemplo seus A Entidade de regulamentação tem um papel importante em discutir as funções sociais da Psicologia naquele momento no final
da década de 70 os conselhos e sindicatos de Psicologia passam a sustentar então um posicionamento explícito pela democratização mas não é um processo natural especialmente no conselho seu Oi Isadora Rafael Alves foi criado no auge da ditadura militar no Brasil na então também tem esses paradoxo Mas entre o final dos anos 70 e início da década de 80 a partir de mudanças nos membros dessas entidades ganha corpo uma visão crítica a respeito do estado e da psicologia e em segundo a professora Ana Bock Isso muda tudo a luta pela restituição da democracia e por uma
psicologia ancorada na realidade brasileira passa a ser uma só não é possível ser saudável sem liberdade e você sabe também hoje que para um sujeito temos um bom desenvolvimento isso já se sabia só que agora nós estamos pensando nele inserido que ele para ter saúde mental ele precisa ter condição de se expressar a ele se expressar isso se percebeu até no tratamento da loucura diz a chover percebeu isso né de que o sujeito que estava se expressar então botou aquela gente para fazer a arte o Nise da Silveira foi uma médica psiquiatra brasileira que revolucionou
o tratamento mental no Brasil ela era radicalmente contra as formas repressoras de tratamento como o confinamento em hospitais psiquiátricos em vez disso criou ateliês de pintura e outras formas de arte para ela a expressão por meio da criatividade era uma maneira de restabelecer os vínculos com a realidade porque o sujeito precisa para estar confortável consigo ele precisa se expressar ele precisa se ver posto no mundo a então ele isso se torna uma condição da Saúde Mental ele precisa é para usar a sua fala dizer o que ele pensa se pôr no mundo como alguém que
contribui né ele precisa se organizar com outros então você tem que ter a possibilidade é de espaço organizativos desde a escola né desde incentivar Grêmio desde a gente vai o trabalho é tudo isso é necessário ou seja se preocupar com saúde mental é de mandar liberdade a demandar democracia isso provoca um movimento importante de tornar a psicologia - elitizada segundo Bruna Dantas porque assim um dia poucas pessoas aquelas com condição de acessar esse tipo de serviço para graça Gonçalves a psicologia nasce sim elitizada no Brasil segundo Raquel gozo o ciclo todo é elitizado no Brasil
e que o profissional é um profissional de Elite para Elite com a elite eu acho que não a psicologia a psicologia nasci para atender fundamentalmente os desajustados e os desajustados e Os Pretos pobres é os operários pobres e todos aqueles que de alguma forma se afastavam de uma média de uma certa anormalidade social e se eu pesquisador Fernando Figueira que enxerga o momento de outra maneira Bruna Rodrigues sobre os africanos no Brasil não Rodrigo dar um médico que vai logo para o Lobão vai ler Gabriel tarde e que investe dentro de carros estamos africanos por
quê Porque são aqueles povos que após a abolição continuam a provocar o medo da burguesia brasileira ou o mundo da emergente porque esse é brasileiro as clínicas de Ortopedia em Mia que que aparecem no Rio de Janeiro né dirigida pelo autor a partir de 34 34 39 em São Paulo se não me falha a memória em 38 com Durval Marcondes essas clínicas aparecem as plantas tinha um propósito de corrigir o comportamento o quê as crianças que vão estar em atendimento nesses lugares não são as crianças da burguesia são as crianças que vão estar nas escolas
públicas são as crianças é finas dos trabalhadores então a cirurgia recebida neste primeiro momento é para atender a essa população ainda que claro que as próximas Os Ricos Também pudessem usar né de serviços psicológicos Talvez né pensando aí mas fundamentalmente esses lugares vão aparecer para atender os pobres inveja e não é para atender uma forma de descobrir as unhas mulher Bruno da Psicologia nos anos 70 que eu conheço mais de descobrir o autoconhecimento não esses lugares aparecem como forma de ajustar os desajustes desajuste significava também doença mental esquece a recepção uma psicologia claro como eu
disse que como por exemplo a clínica de psicanálise organizada a teologia Porto Carrero na liga Brasileira de higiene mental todas as pessoas ricas de fato procurar assim esses esses médicos para fazer psicanálise na frente como a burguesia Paulista também não se interessava pela psicanálise pode começar coisa de falando assim a novidade de falando mas esses lugares as clínicas que eu tô premia essas primeiros estudos que não sei dizendo com vírus tá ligado ao sujeito que são ativos na sociedade Claro que tem tá exercendo isso tem vai estudar psicanálise nos anos 30 nos anos 40 são
os médicos Mas é claro que é São eles também eu tô pensando aqui uma liga Brasileira de higiene mental eles oferecem cursos aos professores auxiliares assim para identificar os comportamentos de discutir eu fiz essa esteja uma marca uma psicologia ainda convive e e se dá conta disso que é como é convocada pela sociedade a estabelecer parâmetros de normalidade foi assim seu passado não deixa de ser assim ainda agora o final da década de 70 traz os ventos da democracia e com eles mudanças de paradigmas E aí [Música] E aí [Música] o YouTube aqui em 1979
o bêbado EA Equilibrista na voz de Elis Regina é a canção mais tocada no rádio e a letra de Aldir Blanc e João Bosco é o lado do resultado das eleições do ano anterior em que o MDB partido de oposição Obtenha o maior número de votos um prenúncio de que o país está mudando a esperança ainda dança na corda bamba de sombrinha mas a psicologia já não cabe malabarismos a porta mesmo assim como Bruna Dantas a professora Raquel Guzzo entende que a redemocratização Empurra a psicologia para fora dos consultórios com a redemocratização a a também
a psicologia passa a sair do consultório e para Rua entendeu circular E participar dos movimentos se engajar nas políticas e demandavam maior esforçar época e com isso a magia na área da saúde ela acaba ganhando um espaço também de protagonismo porque ela ajuda né nos movimentos de saúde de discussão da Saúde Mental de antimanicomial etc e aí qual a população de Cruzeiro do Sul no início da década de 80 é cada vez mais difícil para o regime esconder a tortura eo desaparecimento de milhares de pessoas às urnas já mostram a insatisfação com os militares EA
falácia do milagre econômico está escancarada Assim Começa Uma abertura política gradual não por generosidade dos Generais mas por pressão da sociedade e principalmente de movimentos sociais EA mobilização que ainda hoje está na memória do Brasil é o movimento pelas diretas diretas-já melhor para o povo brasileiro porque não agora E aí a filha de eleições Diretas Já o movimento pelas Diretas Já reúne líderes de diversos partidos sindicais e estudantis artistas e uma grande parcela da sociedade civil que nem manda nada mais nada menos que democracia o 83 o texto da emenda Dante de Oliveira propõe a
volta das eleições diretas para a presidência da república do Brasil EA pressão Popular para que a emenda seja aprovada se transforma em um dos maiores ciclos de protesto da história do país são Presidente senhores congressistas às dezoito horas de ontem Brasília sintonizava o Brasil e os brasileiros através de uma sinfonia de buzinas que saíram não dos automóveis mas do coração de todos os brasilienses naquele instante os 130 milhões de brasileiros o leão a censura arbitrária e imposta pelas medidas de emergência a Brasília sitiada ser cada ofendida marcava o seu protesto ao mesmo tempo em que
se solidariza vá com milhões de patrícios nós que ocuparam nos últimos meses as Praças e ruas no maior movimento Cívico já realizado na história desse país no auge das diretas-já cujos comícios percorreram o Brasil inteiro 84 por cento da população era favorável à aprovação da emenda segundo pesquisa realizada pelo Ibope a época Até que em 25 de abril de 1984 o texto é rejeitado mas a luta não acaba pro Cromo eleito presidente da República Federativa do Brasil para um período iniciar sem 15 de março de 1980 a Suécia silência o Dr Tranquedo de Almeida Neves
eleição de Tancredo Neves em 85 mesmo indireta marca o ponto de virada da ditadura para a democracia antes de mais nada porque ele seria o primeiro presidente civil desde 64 depois porque pertence ao MDB ou PMDB na época que era o partido de oposição mesmo com a tragédia que sucedeu a eleição com a morte do político Mineiro a ditadura ali já estava acabada e isso foi Central segundo a professora na Block então a democracia apareceu com um elemento Central para a saúde mental a hoje a gente sabe que se você não estiver num país democrático
se você não estiver um espaço democrático não tiver uma instituição democrática você não terá a saúde começa assim a emergência de Novos Campos de atuação como a psicologia social e a psicologia Comunitária da libertação e psicologia escolar crítica tão historicamente a gente pode dizer que nós fizemos uma evolução logo quando eu vejo a minha a minha vida entendeu a professora Raquel gusto é testemunha do efeito positivo da transição para um país democrático na formação de psicólogos e psicólogos no Brasil Oi tudo bem livros traduzidos Estados Unidos Hoje os meus alunos estudam em livros produzidos aqui
por nós você quer estudar por exemplo a pobreza a criança tem um núcleo na Universidade Federal da Bahia você quer estudar a Negritude na universidade Você vai então assim hoje você tem pesquisadores que produzem a partir da realidade brasileira sul-americana porque a gente não tinha a um tempo atrás entendeu e naturalmente esse processo de democratização faz com que a psicologia passe a olhar para a realidade brasileira a Americana e são crítica que vai surgindo aí ela vai dizer é Preciso olhar para o indivíduo mas esse indivíduo que é está aqui nesta realidade e segundo a
professora graça Gonçalves olhar para essa realidade é também lutar por direitos então acho que é importante a gente vê nesse processo de luta pela democracia se organiza a Luta pelos direitos sociais que vão ser daí reconhecidos pela primeira vez o Brasil na concepção de 88 isso é um Marco importante enquanto o resultado dessa luta democrática enquanto possibilidade de luta daí para frente a psicologia estava lá dentro dessa nova mentalidade EA partir da emergência de Novos Campos os anos 80 marcam a abertura do mercado de trabalho para a Psicologia no serviço público de saúde que coloca
as psicólogas e psicólogos nessa posição de repensar práticas para responder às necessidades da população como explica a professora Raquel uso Art Esse é o profissional de Psicologia não é um profissional da Saúde ele não abre a sala da Saúde ele é um profissional na saúde e ele estando na saúde ele está também na assistência nas políticas de assistência ele está também o judiciário ele está também agora na escola entrando a partir de uma de uma legislação que foi aprovada super recentemente depois de 20 anos de luta que é a lei 13935 de 2019 que amplia
Equipe técnica além número 13935 de onze de dezembro de 2019 dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de Educação Básica que a escola brasileira também passou por mudanças ela era uma escola restrita a algumas pessoas passou uma escola para todos então assim quando as coisas vão se mexendo a psicologia que é uma ciência das humanidades era macio tchau tchau Ela não é uma ciência só da saúde e eu acho que essa Compreensão é uma compreensão que precisa ainda ser muito discutida porque tem muitas pessoas que consideram um
profissional como profissional da saúde e neste sentido quando a gente quer discutir com família nas escolas quando a gente quer trabalhar com professores acompanhando o desenvolvimento integral das Crianças assegurando as Crianças o direito de serem plenamente desenvolvidas nesse cenário educativo quando a gente quer estar nesse lugar a resistência é muito grande porque a não porque vocês são profissionais de pessoas doentes mentais entendeu então existe um movimento ainda que assim é sempre muito difícil né a gente conseguir tudo de uma vez só a gente vai fazendo mudanças em algumas dimensões da vida cotidiana por isso eu
preciso trabalhar para fazer avançar a consciência e na professora e aí nesse sentido eu coloco o Paulo Freire como educador que diz muito muito a respeito do sujeito que se desenvolve porque ele trabalha com a questão de su perfil do seu Quem é esse ser humano que está na escola que está no trabalho está nas comunidades que está nos hospitais etc qual é o perfil desse sujeito que a gente que a gente quer ver na autônomo emancipado batalhador potente nas suas capacidades e se reconhecendo com uma pessoa integrada no seu ambiente mais assim a gente
tem hoje e eu acho que eu digo hoje porque isso é o movimento histórico que foi acontecendo sempre em resposta ao sempre dialeticamente se relacionando com a conjuntura social econômica e política é de diferentes e no planeta e aconteceram por exemplo houve uma ruptura com aquela psicologia positivista experimental da origem e essa ruptura é o que a gente denomina de uma postura crítica de uma ruptura que que leva a Psicologia para o outro caminho caminho de questionamento mesmo de como você vai entender e como você vai lidar com esse ser humano que está inserido num
determinado contexto social político e econômico e esse movimento de democratização da própria psicologia conecta o campo a luta por uma sociedade em que todas as pessoas possam viver com dignidade no caso específico da realidade brasileira conecta o campo A Luta pelo Direito de todos à saúde Mais especificamente o SUS o sistema único de saúde a primeira grande política pública gestada a partir da Constituição cidadã psicologia já estava na saúde mas ela tava numa saúde a era do Sul Então quando você enquanto SUS e que conhece o direito Universal à saúde etc tá mudo lugar muda
o lugar que profissionais da saúde no sentido do reconhecimento por exemplo da importância do trabalho multiprofissional então claro que o médico é importante é toda a área médica importante mais de importante também a psicologia importantes terapia terapia ocupacional serviço social e não se muda lógica de compreensão da saúde e isso abre espaço para o reconhecer a saúde como direito Universal e também para inclusão de outros profissionais porque saúde integral e Universal que sua garante com trabalho multiprofissional então ela coisas vão acontecendo e Psicologia sair lutando por segundo a professora graça Gonçalves Isso muda o lugar
dos profissionais médicos por isso essa lógica de uma equipe multiprofissional trabalhar junto então a luta por direitos Olá tudo é que vai se articulando na luta por democracia que junta com luta por direitos sociais que é o mesmo tempo vai recoloca no reposicionado as profissões Inclusive a psicologia e nesse contexto outra luta importante foi em defesa das crianças e adolescentes certo professora graça na década de 80 a gente tem o reconhecimento de um grave problema que são as crianças de rua até muitas pesquisas sobre isso na verdade reflexo do processo econômico de desigualdade foi produzido
nos anos anteriores e que leva grandes parcelas da população as idades e condições precárias na cidade então a questão das crianças de rua era uma grande questão e também começa a ser trabalhada numa lógica de compreensão dos direitos das crianças dos direitos das famílias na e não de culpabilização das famílias em não é uma criança abandonada né que começa a se mudar de ideia né Criança Abandonada não é cri não foi nada disso é falta de direitos para as crianças e para sua família que estão a luta por direitos e para compreensão das crianças e
adolescentes como sujeitos de direitos que vai concretizar lá no eca negócio em Provença cueca é o Estatuto da Criança e do Adolescente tô dizendo assim de processos que vão paralelamente à luta pela democracia a luta pela democracia vão faltando os direitos entre saúde direito à proteção integral para crianças e adolescentes e eu digo que assim né que é psicologia tinha o lugar junto ao as políticas existentes naquela época mas era um lugar secundário porque ela ficava meio subsidiando né outras atuações seja do médico seja do pedagogo na escola seja outro administrador na área do trabalho
da Psicologia basicamente por nesse um certo saber esse que a gente criticou aí como elitizado e tem um quero saber para conhecer as pessoas para os outros atuar em 2000 15 a gente tem a criação do Sul o suas é o sistema único de assistência social finalmente que dá corpo né água uma nova perspectiva de assistência social a gente tem o reconhecimento é desse trabalho na escola que deve ser um trabalho integral a gente tem a reforma psiquiátrica andando nela tá eu finalmente aprovada em 2001 e aí ela começa a andar melhor a partir 2003
com a criação de alternativas de atendimento a professora graça se refere à reforma psiquiátrica A lei 10216/2001 foi um divisor de águas porque se baseia na ideia do fechamento gradual de hospitais psiquiátricos então Em substituição a esses locais em 2002 o Ministério da Saúde determinou a criação dos centros de atenção psicossocial os caps e são justamente esses passos para o acolhimento de pacientes em tratamento não hospitalar A ideia é prestar assistência em a psicológica e esse Marco segundo a professora Raquel Guzzo amplia as possibilidades Parapsicologia se tornar protagonista e com isso a psicologia na área
da saúde ela acaba ganhando um espaço e também de protagonismo e ela ajuda né nos movimentos de saúde e discussão da Saúde Mental de antimanicomial etc e aí com a população inclusive do SUS [Música] Liberdade o exercício da liberdade de exercício da participação é ante o caráter terapêutico Então acho que é importante a gente vê nesse processo de luta pela democracia se organiza a Luta pelos direitos sociais [Música] caminhos da Psicologia no Brasil 60 anos de profissão é um podcast da comissão de história e memória do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo este Episódio
usado a música o Bêbado EA Equilibrista de João Bosco e Aldir Blanc na voz de Elis Regina Além disso usamos saúde os acervos sonoros da câmara dos deputados e do arquivo nacional o crp São Paulo agradece As instituições do Fórum de entidades nacionais da Psicologia brasileira por suas contribuições com este podcast um agradecimento especial as entrevistadas entrevistados que participaram desse episódio em ordem alfabética Ana Bock Bruna Dantas Fernando Figueira graça Gonçalves Maria do Carmo Guedes mitsuku Antunes Rafael Alves Raquel Búzios Rogério Giannini e Vera Paiva em