Kei Kurono é um desgraçado, mas ele tem um dos melhores desenvolvimentos de personagem que eu já vi. No começo de Gantes, Kurono não é um herói. Ele é egoísta, é imaturo e pensa só nele.
Sua apresentação é ele vendo uma revista de mulher pelada no metrô, logo depois de xingar uma idosa. Por isso, ele não tem aquele estilo de antiherói clássico, estiloso. [música] Ele só é o tipo de pessoa que você não gostaria de ter por perto.
E é exatamente por isso que o desenvolvimento dele é absurdo. Tal vez o morador de rua caindo no trilho do trem, ele não só julga o mendigo, como também julga todos em sua volta por não fazer nada. Ali perto ele percebe um amigo de infância, Cat, pessoa que naquele dia em específico ele [música] só queria fingir que não tinha visto.
E o cato descer pr ajudar o morador de rua, pede ajuda ao Curono. Lembrando que na sua infância quem era a criança mais popular de todas por ser [música] a mais corajosa, que isso valia muito na infância. Ele acaba se vendo obrigado a ajudar em meio a tantos olhares de julgamento.
Porém, o pior acontece. Eles então se deparam com todo o novo universo, um [música] lugar onde as pessoas que haviam ido de F tinham uma segunda chance, mas para sobreviver eles tinham que caçar, matar ou capturar [música] imigrantes espaciais. PTS que fugiram do seu planeta Natal buscando condições melhores e apenas uma vida mais tranquila na Terra.
Mais que tem um alvo na cabeça para [música] Gantes, essa bola preta que oferece armas e um trage de proteção resistente. Logo na primeira missão, Corono percebe que 90% da equipe morreu por uma, entre aspas, negligência [música] de uma pessoa que, na verdade, já era um membro antigo do Guns, o Nich. E assim como Kurono compartilhava o pensamento de não ver um lado bom na humanidade, eu vê que o Niche propositalmente provocava dor nos alienígenas de uma forma sádica, Cono fica em choque e ao fim da primeira missão ele percebe, nada mudou, as pessoas são as mesmas.
Depois de concluir a primeira missão, ele tá em choque e um pouco assustado com o poder humano. Diferente do seu amigo Cato, o Kurono tem uma visão muito mais pessimista da realidade. Durante a segunda missão, ele não consegue vestir a roupa de proteção há tempo.
Quando seus companheiros estão fora de combate, ele não tem outra opção além de lutar. Ele então realiza uma espécie de plano suicida, literalmente quebrando todos os ossos de seu corpo, mas como consequência [música] salvando todos que ali estavam, que se impressionam com o heroísmo do menino. E ele no auge da sua adolescência tenta desfrutar um pouco de seu heroísmo, mas quando ele volta para casa, ele percebe: "O mundo é o mesmo, nada mudou".
Nesse momento da história, ele ainda é um pau [música] no cu, porém mesmo sem ter um discurso bonito, ele agiu como herói. Não por ser um, mas por [música] precisar ser. Voltando pra casa, ele percebe que ele é um fracasso.
Ele não tem namorada, nenhuma garota na escola olha para ele. Ele não é bom em nenhum esporte, ele sequer tem contato com seus pais. Corono não tem amigo nenhum.
Ele é misógeno e não se importa com ninguém. Enquanto ao cato, a única pessoa que o admirava, ele é mais alto, mais forte e mais puro. E capítulos depois aqui Shimoto, garota que o Kurano [música] estava gostando por ter os seios grandes, acaba tendo uma queda pelo cato e toda a honra que esse personagem encarregava, despertando objetivamente uma inveja inconformando o Kuron.
[música] Ele até chega a brigar essa menina na sua casa, mas ele literalmente expulsa ela só porque ela estava falando bem do [música] cato. Uma atitude extremamente questionável. E na missão do templo de Buda, o Corono tá no modo [ __ ] Ele só quer lutar pela própria sobrevivência e benefício [música] próprio.
Ele nunca esteve tão confiante justamente porque ele não se importa com ninguém naquela sala, já que muito provavelmente no final dessa missão todos vão morrer e ele vai voltar para casa durante a batalha por ter mais experiência que a maioria ali e acaba conseguindo se livrar da maioria dos inimigos, mas em determinado momento ele fica fora de combate e todo mundo vendo a entre aspas coragem do Kurano de bater de frente com os aliens acaba inspirando essas pessoas. Quando isso acontece, todos os novatos que lá estavam admirados pelo K tentam retribuir a proteção que o K estava oferecendo para eles e falham, todos morrem. Pela primeira vez desde sua infância, ele tinha motivado as pessoas, mas para onde isso as levou?
Ali ele tava sozinho de novo. Ele não ganhou nada sendo um herói. Justamente o contrário, já que no início da missão ele havia pegado uma menina que aparentemente tinha um interesse no CONO, mas que ele só não dava mínima, se importando apenas com o corpo dela, como se tudo não passasse de um pornô interativo onde ele era o protagonista.
E a resposta que ela deu pro Curono foi se sacrificar tentando proteger a vida daquele rapaz que ela havia acabado de conhecer. O mundo continuou sendo o mesmo. Nada mudou.
Enquanto ele estava sem perna e sem um braço, ele era obrigado a assistir seus companheiros morrerem um a um. Não há nada que ele pudesse fazer além de assistir, mas no fim ele sobrevive, [música] algo que talvez ele não quisesse naquele momento. Além o babaca, mas sua prioridade principal não é reclamar.
Na verdade, o único desejo dele era nunca mais voltar para aquela sala e nunca mais precisar lutar contra ninguém. Até que um dia na sala de aula, um dos seus amigos tem uma ideia escrota de fazer uma brincadeira babaca, onde eles tinham que sair com a menina que o outro amigo indicasse. E a menina indicada pro K foi uma garota chamada Taikojima.
Diferente das outras personagens, ela propositalmente [música] tem um design comum demais que visualmente não chamaria atenção no início da história. O Corona então chama ela para sair sem nem prestar muita [música] atenção e ela aceita dizendo que sempre teve uma quedinha por ele. Mas não só isso, visualmente você vê que isso faz o dia dela.
Mangar faz questão de mostrar [música] ela bem animadinha com tudo que tá acontecendo. Na missão seguinte, ele ainda tá deprimido, por isso [música] ele acaba de novo falhando. dos aliens que ele tinha que matar, acaba sobrevivendo, jurando ele de morte, o que destrói com a vida do K, que agora não consegue mais dormir pensando que a qualquer momento o alienígena vai aparecer dito e feito no pior momento possível durante uma aula na escola, o Vingador volta.
Quando Alien entrou na sala, todo mundo achou estranho, já que ele estava usando o corpo de um aluno. Corona aproveitou essa distração pr sair de fininho, mas enquanto ele passava pela porta, ele olhou pra Kojima e ainda estava sorrindo pras paredes boba porque seu Crush tinha chamado ela para sair. Enquanto ele descia as escadas, tentava arrumar desculpas pro [música] seu fracasso, tentando justificar sua covardia, dizendo que todas as pessoas da sua sala, a sua vida era mais [música] importante e é natural pensare.
Porém, ao lembrar do sorriso tímido da menina, o se convence não dá para passar o resto da [música] sua vida fugindo. Então ele finalmente entendeu porque todos se sacrificaram por ele. O ato de voltar pra sala não é necessariamente [música] para defender a Taikogina.
Ele recém estava saindo com ela. Todo mundo precisa de um herói. Pessoas que se sacrificam [música] pelo próximo.
Não por conseguir salvar, mas por dar o exemplo, por ser a pessoa que ensina a continuar [música] acreditando no bem. Realmente aqui o K percebe que o mundo não mudou. O mal ainda existe, porém [música] o bem também.
E mesmo que o contrário seja inevitável, o que a gente pode fazer se não lutar por aquilo [música] que vale a pena? Curono agora dá o seu máximo, não porque ele quer, mas porque ele precisa. E com o passar das missões, ele aceita o trauma e percebe que ele nunca vai estar livre do Gantes.
E se ele não fizer nas, pessoas que para lá vão continuarão a morrer, naturalmente assumindo [música] uma posição de liderança, assumindo essa posição para proteger e guiar o grupo em vez de pensar [música] apenas em si mesmo. Corono, de fato nunca ligou para ela, mas ao passar dos dias ele percebeu que o efeito da Thai na sua vida fazia com que a cada dia ele se [música] tornasse uma pessoa melhor. Talvez ele se apaixonou pela Thao que estava tudo bem se abrir para novas amizades e entendendo por as pessoas se importavam com ele, fazendo com que ele se importasse com elas, prendendo o peso de um sacrifício e de suas ações.
E quando ele finalmente poderia virar o estereótipo do B1 invencível, escolhe não ser. Suas prioridades e visão de mundo mudaram dano de uma pessoa odiável pra última esperança da Terra que enxuga as lágrimas protege quem para ele mostrou que a vida vale a pena.