Prezado acadêmico, neste momento, será apresentado o que é a psicopedagogia institucional com fins educativos. Não acontece apenas em escolas de educação básica, mas, também, na educação infantil e no ensino superior, que também é classificado como educação básica aqui no Brasil. Ressaltando os espaços educacionais, é necessária a atuação do psicopedagogo.
A atuação do psicopedogogo em ambientes educacionais. Na Argentina, onde a formação de psicopedagogo ocorre em nível de graduação há algumas décadas, a produção teórica da área é mais abrangente e vem norteando a produção intelectual e cursos de pós-graduação no Brasil, inclusive em nível stricto sensu. Destacamos contribuições da psicopedagoga argentina Alicia Fernández, particularmente dois aspectos: a constituição do corpo na aprendizagem e como esta vem sendo socialmente fraturada, sobretudo no vínculo com o saber.
É fato que as Universidades privadas no Brasil também oferecem a graduação em psicopedagogia, assim como a nossa instituição. Percebe-se, aqui, que muitas intervenções propostas por especialistas em psicopedagogia partem da formação em psicologia, porque os psicopedagogos que escreveram sobre elas eram formados primeiramente em psicologia. Com isso, a necessidade de compreender as fases do processo de aprendizagem e as particularidades de cada educando, seja na educação infantil ou ensino fundamental até o nível superior.
E, de fato, existem muitas coisas em comum com o fazer do psicólogo e do psicopedagogo nas instituições. Avaliação psicopedagógica (diagnóstica) institucional em ambientes educativos. Destaca-se que a defesa pela investigação e análise das dificuldades de aprendizagem deve estar em consonância com o que propõe o processo de ensino-aprendizagem.
Estamos alertando para que a avaliação psicopedagógica (diagnóstica) em contexto institucional educativo seja abrangente. Assim, vejamos alguns pontos que precisam ser levados pelo psicopedagogo quanto à avaliação psicopedagógica (diagnóstica), de acordo com Pontes. • Considerar as relações entre produção escolar e as oportunidades reais que a sociedade oferece às variadas classes sociais.
• Observar a escola lembrando que ela é vinculada à sociedade. • Recordar-se que o sistema de ensino (público ou privado) reflete a sociedade da qual faz parte. • Lembrar-se de que principalmente estudantes de baixa renda ainda são estigmatizados na questão do aprendizado, e que recebem rótulos frequentes de "deficitários".
• Cuidar para não reforçar esses rótulos de que determinados alunos são deficitários, ou fracos para aprender, ou carentes das condições básicas para aprender. • Questionar-se sobre que mais está acontecendo na instituição em questão: produção ou reprodução do conhecimento? • Estimular a instituição a oferecer espaços e momentos para que ocorra produção do conhecimento, e não apenas a reprodução dele.
• Estar atento a como se processa a gestão escolar. • Verificar se realmente existe democracia naquela instituição. • Observar como fluem as relações entre os diferentes atores sociais que integram o espaço institucional.
• Observar quais são as narrativas que emergem no ambiente institucional. Diante de tantos pontos, é fácil constatar que o trabalho do psicopedagogo não é simples. É um trabalho que requer comprometimento, dedicação, leituras e mais leituras.
Um olhar para as famílias. Ao citar a aprendizagem no âmbito familiar, limita a uma conversa com um dos responsáveis pelo estudante. Muito menos nos daremos por satisfeitos ao perceber que a família do estudante não parece oferecer um ambiente saudável ao desenvolvimento do estudante.
Fazendo isso, estaríamos apenas deslocando a culpa pelo aparente não aprendizado da criança para a sua família. O processo de construção do conhecimento não se restringe à escola, mas, sim, cada ambiente em que o aluno está inserido é pautado de possibilidades de aprendizagem. Com isso, o papel da família no estímulo e acompanhamento é necessário, tendo em vista que o comportamento interfere no processo de aprendizagem.
Então, que tipo de olhar o psicopedagogo deve endereçar às famílias? Conforme Dusi, Neves e Antony, esse olhar abrange: • Elencar situações entre as instituições acadêmicas e a família. • Ampliar a percepção sobre os processos de aprendizagem.
• Compreender e valorizar o contato que o estudante estabelece com o meio. • Analisar como a família lida com o objeto de conhecimento, com os conteúdos escolarizados. • Elencar as diferentes formas de aprender comumente usadas pelo aprendente e por sua família.
• Observar como o estudante integra sua totalidade por meio da aprendizagem. • Entender os diferentes campos nos quais o sujeito aprendente está inserido, sendo os principais (no contexto psicopedagógico) a escola e a família. De acordo com Pontes, o psicopedagogo escolar precisa: • Priorizar a aprendizagem para que haja uma boa comunicação entre escola e família.
• Verificar o clima de confiança, estabelecendo um elo construtivo. • Prestar atenção em situações conflitantes, tensas, entre essas esferas. • Mostrar respeito pelas diferenças entre as crianças (sejam elas irmãs ou não).
• Analisar e respeitar as diferenças de ritmos de aprendizagens expressos pelo aprendente e pela família. • Concluir para a família e para a instituição educativa que o papel do psicopedagogo não é solucionar todos os problemas existentes (dificuldade de aprendizagem, evasão, indisciplina, desestímulo docente, entre outros). • Elencar para a família e para a instituição educativa que o psicopedagogo não vem com as respostas prontas.
Um olhar para as crianças. De fato, na maioria das vezes em que uma criança que apresenta dificuldades para aprender chega diante do psicopedagogo, ela já está cansada de ouvir de inúmeras pessoas que ela é burra, fraca de cabeça, preguiçosa, lenta pra aprender etc. É de suma importância os profissionais da psicopedagogia não reforçarem essas ideias, pelo contrário, devem desconstruí-las.
É fato que os psicopedagogos precisam dar mais atenção quando a criança é adotiva, pois tendem a ser ainda mais estigmatizadas quando apresentam baixo desempenho escolar. Não é raro que as pessoas relacionem as dificuldades de aprendizagens delas com o período que permaneceram em orfanatos, até que fossem adotadas. Esse alerta também vale para os psicopedagogos que atendem pessoas rotuladas como "aquelas que não têm aptidão para aprender".
Essas pessoas já ouviram isso de tanta gente! Não precisam de mais um profissional que venha a fortificar essa ideia para elas. A visão da psicopedagogia não é citar a dificuldade no processo, e, sim, aprimorar as técnicas para boas práticas pedagógicas, abrangendo as diversas habilidades a serem exploradas ou trabalhadas com o aluno.
Um olhar para os adolescentes. Prezado acadêmico, vamos lembrar que muitos adolescentes se queixam de ser alvo de bullying, e de se sentirem isolados da turma. O adolescente sente-se estimulado a se reconhecer e a narrar a sua própria história.
Fornece ao adolescente uma chance de poder falar de si mesmo, e a partir daí se implicar, adotando uma posição ativa. Ressaltando que a interação entre aluno/professor/psicopedagogo tende a aprimorar as práticas para o desenvolvimento e a aprendizagem centrada para a sua formação. Um olhar sobre/para adultos.
Caro acadêmico, você sabia que o psicopedagogo, além de trabalhar com crianças e adolescentes, pode atuar no ramo da docência universitária? Pois é possível essa atuação, tendo em vista que, além do trabalho voltado às dificuldades de aprendizagem com conteúdos ou disciplinas específicos, o psicopedagogo também pode auxiliar em atividades respeitantes à inclusão. A título de informação, iremos apresentar uma pesquisa que trata do desenvolvimento psicológico de adultos, da especialização em psicopedagogia, da educação matemática e do desenvolvimento de competências conceituais em matemática, e ainda fez menção ao intervenção que envolveu os seguintes sentidos: • Geração de mudanças no modo do acadêmico conceber a matemática, seu ensino e aprendizagem.
• Capacitação de especialistas em psicopedagogia em formação, para que viessem a realizar intervenções como psicopedagogos na mediação do conhecimento matemático, na lida com dificuldades de aprendizagem em matemática e no trabalho com professores. Além da pesquisa, podemos citar como os adultos também precisam de amparo psicopedagógico, iremos citar como pode ser a intervenção desse profissional. Citamos algumas questões que precisam de intervenção: • Construir instrumentos e metodologias específicas que auxiliem os acadêmicos a identificarem os pontos em que necessitam melhorar.
• Construir instrumentos e metodologias específicas que auxiliem os acadêmicos a melhorarem seu desempenho escolar, profissional e pessoal. • Oferecer atendimento psicopedagógico qualificado. • Contribuir para melhor desempenho nas atividades acadêmicas dos estudantes.
• Auxiliar nas produções de leitura e de escrita. • Apresentar diversificados métodos de organização e estudos que favoreçam a cada indivíduo e ao grupo, de acordo com sua modalidade de aprendizagem. • Auxiliar os estudantes a desenvolverem habilidades necessárias para a atuação acadêmica.
Apesar do nosso enfoque à educação superior, é primordial lembrarmos que não é só nas instituições de ensino superior que encontramos adultos em situações de aprendizagem na modalidade de educação formal. Podemos citar, também, os cursos técnicos e as instituições que oferecem educação de jovens e adultos – sejam elas correspondentes ao ensino fundamental ou médio. Para melhor análise do que foi tratado até aqui, você é convidado a fazer a leitura do livro "Cartograma da autoria do pensamento: intervenção psicopedagógica com professores", escrito por Taís Lima.
Por aqui encerramos. Bons estudos e até a próxima!