Oi, pessoal! Tudo bem? Hoje, depois de muito, muito, muito tempo, eu tô aqui de volta pra fazer um vídeo sobre um assunto bem delicado que vocês já devem ter lido no título desse vídeo.
Esse vídeo será sobre depressão, que é o motivo que deu origem a toda a existência do canal. Um vídeo que eu achei que jamais poderia fazer, um assunto que eu achei que jamais fosse acontecer comigo. E, mais do que dar uma explicação para quem acompanha, porque eu acho que eu preciso fazer isso, eu sinto que foi muito feio da minha parte me afastar do canal e não falar mais nada sobre o assunto.
Mas era um momento que eu tinha que ter pra mim, e eu não estava apta, não estava me sentindo bem para falar sobre isso com a maioria das pessoas. Então, eu não queria expor aqui enquanto não estivesse melhor. Estou no processo de melhora, já adiantando, mas não fiz nenhum roteiro.
Eu tenho mais ou menos o que falar, mas espero que este vídeo não fique muito confuso. Vai ficar com um tom meio informal, como se eu estivesse contando pra vocês o que aconteceu mesmo nessa época, nesse período da minha vida, que é muito delicado pra mim. E, por isso, é um assunto que me toca muito.
O relato de pessoas que também sofrem de depressão ajudou muito, muito, muito. Porque, apesar de ter todo o apoio da minha família, dos meus amigos e do meu namorado, que também ajudou muito nessa época, eu me sentia sozinha. Eu sentia como se esperasse ser forte por isso, mesmo tendo todo esse apoio.
Então, como os vídeos do YouTube sempre me ajudaram muito nessa questão, eu resolvi trazer essa conversa também, que é, claro, uma forma de explicar o que aconteceu nesse tempo que me afastou aqui do canal. Então, como eu falei pra vocês, eu não tenho um roteiro nenhum. Espero que ele não fique muito bagunçado, e vamos lá começar.
Bom, gente, fazendo uma análise assim na linha do tempo, o último vídeo que postei aqui no canal foi em janeiro, e eu acredito que comecei a me sentir estranha em dezembro, ali no final do ano letivo, na virada do ano. Na verdade, como a depressão faz, bem irregular. Jogando assim, o primeiro momento em que eu tive depressão foi muito difícil.
Para quem nunca passou por isso, mas em relação ao canal, eu estava muito animada com a ideia de produzir muito conteúdo, de fazer, talvez, um vídeo todos os dias. E esses vídeos que eu tentei gravar em janeiro, vários, eu não consegui publicar. Eu tenho eles salvos.
Não sei, eu acho que eu aparentava não estar muito bem, estava meio confusa em relação à vida, mas eu não conseguia editá-los, não tinha coragem de publicá-los. E antes de conteúdo, o que significa que eu não tinha nada diferente pra insegura quanto a isso. Então, eu tentava gravar coisas normais pra mim, e sempre pensava: "Meu Deus, vou gravar hoje, vou editar.
" Eu tinha isso muito empolgado. Em relação ao canal, eu faço isso porque não gosto, é uma prioridade enorme na minha vida. E eu estranhei muito, parece que a minha cabeça desligou isso.
Passou a ser normal pra mim. Graças a Deus, pensei em um primeiro momento que poderia ser uma mudança da minha parte, talvez o canal não fizesse mais sentido na minha vida. Mas eu comecei a perceber que esse sentimento se estendeu em relação a tudo.
A minha sala, estavam voltando. Eu ia fazer disciplinas que esperávamos ter que fazer, estava animada com essa ideia de fazer algo bem específico do curso. Eu não sei explicar, é muito difícil vocês entenderem quem nunca passou por isso, mas é como se a vida ficasse sem graça.
Têm que sair, não tinha tanta graça ficar em casa. Não tinha graça, eu não sei, se fosse na minha cama dormindo. A maioria das pessoas com depressão têm insônia; eu tive muito disso.
Me afetando de uma forma quase incontrolável, parece que realmente você quer fugir da situação, porque é como se você estivesse trancado no quarto, dormindo basicamente. Eu não queria mais falar com ninguém, eu me afastei bastante. Ainda nessa briga dentro de casa, foi muito gradual; não é um dia que você acorda e não se sente bem, e tudo passa a ser meio sem graça.
É um processo muito gradual, muito orgânico, mas, ao mesmo tempo, cada vez mais se alastra e consome mais o que você gosta do que você faz. Depois dessa minha primeira fase com depressão, que ainda não sabia que eu estava com depressão, eu comecei a ter crises de choro muito intensas. Eu não tenho como comparar pra vocês.
Eu já tive na minha vida só crises compulsivas aqui, mas eram desencadeadas por motivos muito pequenos. E sim, tinha um motivo que desencadeava, mas, no meio do choro, já percebia que eu não estava mais fazendo por conta disso. Era algo que só precisava sair, não tinha motivo.
Eu tentava encontrar motivos que possivelmente poderiam estar me deixando assim, mas percebi que não tinha motivo. E todos os sintomas da doença vão se acumulando, que é o tema: eu não tinha prazer em fazer nada da minha vida e tinha essas crises de choro. É duro, mas, em menos de 12 meses, já tinha menos de uma por semana, e eu comecei a ter, um tempo depois, um pouco forte.
Falar isso é importante, porque é um sintoma bem característico da depressão. Eu comecei a ter pensamentos suicidas. Graças a Deus, não é algo que parta de mim, não era eu quem estava bem.
A única solução era tirar minha vida. Eram pensamentos que vinham na minha cabeça. É muito engraçado, gente, é muito bizarro.
É muito difícil explicar pra quem nunca sofreu disso. Eram pensamentos encontrados na minha cabeça desse jeito. Em que estava muito fragilizada, chorando e que nada podia me consolar no momento.
Eu sabia que tinha meus amigos, minha família, meu namorado, que não era meu namorado na época, ainda, mas ele já me ajudava muito nessas questões. E, ao mesmo tempo, para dizer que nada é suficiente, a única coisa que me ajudava era entrar no YouTube e ver relatos de pessoas que também faziam com isso e tinham sintomas bem parecidos com os meus. Eu me sentia um pouco abafada e as promessas que fiz para mim acumulavam crises de choro, essa apatia por tudo ao meu redor e também uma falta de disposição enorme.
Eu imaginei, nessa época, que estava com uma doença física, porque a dor que eu sentia era algo bizarro, era muito surreal. Nessa época, a minha sala já tinha votado, e eu sempre falo para vocês que não gostava do tempo que eu tinha que estudar muito. Você imagina que eu não conseguia me focar nas aulas?
Não conseguia entrar, por mais que eu tentasse. Eu resolvia ficar na cama do mundo, 24 horas por dia. Algo que me prejudicava muito também era acordar muito cansada todos os dias.
Era a impressão que eu tinha de que tinha dormido tipo duas horas por noite, sempre mais do que dormia. Acordar era uma posição muito difícil, também. Então, quando esses sintomas se instalaram em mim, eu comecei a pesquisar sobre depressão.
Eu imaginava que poderia ser, e me identificava com todos os sintomas. Outra coisa também gritante nesse meu período era a culpa. Meu Deus, eu ficava pensando: "Se eu tiver depressão, por que eu tenho depressão?
Eu nunca passei por algo tão traumático, eu nunca passei necessidade, eu tenho uma vida ok. Por que isso está acontecendo comigo? Não tenho motivos.
" Então, isso ocupava muito minha mente e me fazia sentir pior. Para todo mundo, isso é muito característico. Também foi o que mais me impediu de ir procurar ajuda.
Minha mãe já desconfiava, todo mundo meio que já tinha percebido, pois quem convivia muito comigo percebeu que, no geral, eu não conseguia disfarçar bem. Eu não chorava em público, muito dificilmente falava com alguém sobre como estava me sentindo mal, por mais que quisesse. Eu me isolava do mundo porque não queria que ninguém soubesse; não queria que ninguém percebesse.
Então, finalmente, com muito esforço, fui ao médico. Ele foi o primeiro que captei. Foi direto ao ponto: não aceitei, porque achei que precisava de medicamentos.
Depois, fui diagnosticada com depressão. Cheguei a procurar um segundo psiquiatra e também fui diagnosticada. Nesse meio tempo, eu fui resistente em tomar medicamento, porque eu tinha um certo medo.
Eu, ainda assim, não entendi muito bem como isso funcionava. Até que sim, eu resolvi tomar. E gente, foi a melhor escolha que eu poderia ter feito.
Eu deveria ter tomado isso muito antes, porque estabilizou quase que 100%. Faz mais ou menos uns dois meses que iniciei o tratamento e já com umas três semanas consegui ver diferença, principalmente na minha disposição em relação a fazer as coisas mais essenciais na minha vida. Bom, gente, então essa foi minha experiência com a depressão.
Essa experiência está resumida em minutos, mas se eu perdi quase metade do ano, e digo "perdi" porque eu verdadeiramente sinto, eu sei que ganhei muita coisa com ela. Eu aprendi a colocar muito mais em primeiro lugar. Eu consigo lidar muito melhor com várias situações que antes me deixavam um pouco frustrada e que eu tinha muito medo de decepcionar as pessoas.
Hoje, eu consigo me colocar realmente em primeiro lugar, porque foi um período que, se eu não fizesse essa escolha de priorizar a mim mesma, depois os outros, tenho certeza de que teria durado muito mais tempo e teria se alastrado muito mais na minha vida. Como eu falei para vocês, é um assunto que não é fácil para mim, não é algo tranquilo, por mais que já esteja quase sempre. Sei que estão sendo sempre, já é muito difícil vir aqui na internet, sabendo que qualquer um pode assistir e me julgar por isso.
Eu só queria enfatizar que a depressão é uma doença que ninguém escolhe, que não é falta de vontade, que não é uma tentativa de chamar a atenção das pessoas. É algo muito, muito difícil de explicar para quem nunca passou por isso. Mas se você conhece alguém, se você tem um amigo, um princípio familiar que sofre de depressão, eu acho que não adianta só dizer que vai passar, não adianta tentar dar um estímulo para a pessoa que está muito mal.
O que você pode tentar é levar essa pessoa a um psiquiatra ou psicólogo para começar realmente um tratamento e estar ali por ela, mostrando que você se importa. Se você está presente, acho que esse é o ponto que mais conta nessas horas. Não poderia finalizar este vídeo sem agradecer a todos que se formaram, que me procuraram nesse meio tempo, que comentaram aqui no YouTube, no Instagram, que me procuraram para ver se estava tudo bem, quando eu ia voltar.
Gente, muito obrigada mesmo em uma fase bem difícil da minha vida. Ver que vocês, mesmo não me conhecendo, se reuniam para me apoiar me dava um sentimento muito bom. Então, diretamente, vocês me ajudaram muito, muito, muito.
Eu espero que eu consiga voltar aqui no canal, vou compartilhar o que aconteceu. Não vou prometer para vocês que vai ser um vídeo por semana; vamos ver se consigo encaixar na rotina de novo, porque, para mim, fazer isso é muito difícil. A verdade é que quase sempre me sinto bem, mas é uma doença que paralisa em vários sentidos.
Espero que vocês compreendam que estão aqui e vejam. Se você tiver alguma sugestão para próximos vídeos sobre o assunto, eu queria muito gravar mais vídeos sobre isso. Se você tiver uma sugestão, comenta que eu vou adorar saber!
Muito, muito, muito obrigada por ter assistido. Um super beijo e com certeza até o próximo vídeo!