Fala pessoal, vamos dar aqui continuidade à nossa função psíquica memória, falando aqui um pouco mais das alterações qualitativas. Eu sei, a essa função psíquica especificamente é bem grande, mas vocês estão vendo aqui a utilidade dela na prática e é isso aqui que também que a gente vai continuar trazendo para vocês. Lembra que a gente tá fazendo uma série sobre exame psíquico, então dê uma olhada também nas outras funções, tá?
porque elas vão se complementando e uma vai puxando a outra também e obviamente fica mais fácil de você entender. Então bora lá pessoal, as alterações qualitativas da memória, então são praticamente aluminésia, paraminésia, criptominia, a dejavi, o jamevi e a ecminesia. Pessoal, vamos primeiro começar falando a diferença entre alominésia e a paramése.
Vocês viram lá que em senso percepção a gente falou um pouco sobre ilusão e também sobre alucinação, beleza? Então assim, a ilusão tá para como se fosse a alumnésia e a alucinação tá como se fosse a paramnésia. Por que isso?
Porque a alamnésia é basicamente quando você tem ali uma lembrança real sobre aquilo, ou seja, que a lembrança realmente aconteceu, mas ela vai ser distorcida. E é distorcida pelo quê? Depende muito, tá?
Pode ser distorcida por um afeto, pode ser distorcida por um sistema ou então uma crença delirante, pode ser distorcida às vezes até pelo nível de consciência, ou seja, a pessoa pode estar em delíri um e naquele momento ali ela vai ter uma certa distorção de uma lembrança que ela teve. Então isso é semelhante ali ao mecanismo da ilusão, ou seja, você tem uma imagem que é distorcida. Já a paramnésia, ela é semelhante à alucinação, ou seja, não tem aquela memória ou aquela lembrança, tá certo?
E basicamente o transtorno faria como se fosse fabricar uma lembrança ou uma memória. E também isso novamente acontece às vezes ali em transtornos da esquizofrenia ou às vezes até mesmo num quadro orgânico, tá? Então vamos ver aqui um exemplo de alumnésia, ou seja, que tem a lembrança, mas que essa lembrança vai ser distorcido.
Então observa bem aqui esse paciente. Vamos ver aqui para você dar uma olhada. Olha, esse paciente, ele é um paciente que tá de uma certa forma delirando e aí ele tá atendo aí nos delírios persecutórios dele que ele tá sendo perseguido pelos colegas de trabalho e ele vai falar sobre o que é que esses colegas de trabalho estavam fazendo com eles.
Então veja bem, vários desses coxichos, alguma coisa que eles tinam feito mais contra você. Eles também faziam uma coisa com a caneca, que a gente tinha umas canecas ali presa e eles ficavam mexendo na caneca para me prejudicar. Como tinha caneca a gente tem umas canecas ali na agência, né?
cada um de frente do seu computador com o logo da empresa. E e eu percebi que quando eu saí eu voltava, a caneca não tava no lugar, mudava de lugar. E eu fui percebendo isso, fui detectando e isso não parava de acontecer.
Mas assim, Sandro, você acha que às vezes a caneca pode ter mexido, você que mexeu nela você não percebeu? Não, teve uma um dia até que eu vou levar a caneca embora. Comecei a levar a caneca embora para perceber isso.
Mas não era isso. Quando eu chegava, colocava caneca, eu via que os dois colocavam caneca no mesmo lugar que tava na minha só para me prejuditar, entendeu? Então essas pequenas coisas que que eu não ia identificar iso.
Então você vê que nesse caso que esse paciente ele se lembra do que que aconteceu, por exemplo, no ambiente de trabalho dele em relação às canecas, mas vem o sistema delirante e altera isso. Você pode ler isso como uma percepção delirante, você pode também, mas aqui, como ele também tá se lembrando, você vai ver que as memórias dele está sendo afetada, no caso, pela crença delirante. Então isso aqui você pode descrever como uma aluminese.
Se por exemplo esse evento não tivesse acontecido e ele tivesse, por exemplo, falado que uma situação às vezes um pouco meio bizarra que aconteceu no passado, isso seria mais de uma paramésia, tá? Ou seja, quando não tem a lembrança e algum tipo de transtorno produz aquilo ali. Onde que isso é muito comum?
tá? Nos transtornos orgânicos, que aí a gente vai chamar de fabulações, ou seja, toda vez que é produzido uma memória, muitas vezes em uma lacuna, a gente vai chamar de fabulações. Pode pode dar um exemplo desse caso?
Claro que sim. Vamos supor aqui, por exemplo, que tem um paciente que ele teve um quadro ali de um algum transtorno por causa de álcool, ou seja, às vezes um quadro ali de vernicov. E aí ele vai fazer um certo tipo de demência alcoólica, mas também ele vai produzir ali lacunas.
E toda vez que você chegar para perguntar alguma coisa para esse paciente, ele vai produzir uma memória. Isso ficou bem claro assim para mim. Por exemplo, teve um paciente que eu tive que ele tinha um quadro de coça cov e todo dia eu ia avaliar ele e eu perguntava a profissão dele e todo dia ele me respondia uma profissão diferente.
Então, por exemplo, e um dia ele falava que era carpinteiro, no outro dia ele falava que era pintor, no outro dia ele falava que trabalhava com fechaduras, ou seja, ele realmente acredita naquilo, ele não tem esse dado biográfico sobre ele, fica uma lacuna e aí é preenchido por uma fabulação, tá? Então isso é uma paramnese e também tem pessoas às vezes que podem produzir a memórias falsas, né, que a gente chama também de pseudologia fantástica. Mas pseudologia fantástica a pessoa produz e muitas vezes ela pode até acreditar naquilo, tá?
Mas tem essa simples diferença. Ou seja, psologia fantástica, teoricamente, tá? Ela sabe que tá produzindo, mas ela de uma certa forma acredita naquilo.
Já fabulações, ela não sabe que ela tá produzindo. É mais uma lacuna ali que se vê preenchida por uma memória. Isso é bem interessante.
Beleza, pessoal? Esses são os dois tipos mais importantes de alterações qualitativas da memória que vocês tm que saber. alomninésia de um lado e paraminese de outro lado.
Só que a gente também tem outras alterações. Por exemplo, tem a criptominese, que seria quando você tem um certo tipo de uma falha de reconhecer que aquele pensamento que você teve já tava no passado. Como é que é isso?
Imagina, por exemplo, quando você tem uma ideia genial e essa ideia genial, na realidade, você já pensou nela e aí você fez uma espécie de pláio involuntário, só que naquela hora você não reconhece que aquele conteúdo da sua cabeça, né, ele tava no passado. Então você vai ter uma ideia, certo tipo de originalidade daquilo ali, mas na realidade você já pensou, então você simplesmente já teve contato com aquele conteúdo e esqueceu e aí volta de novo como sendo no presente. Então isso é basicamente uma criptominese, acontece bastante em pessoas normais, tá bom?
E também tem quadros que a gente chama de jajavi e de jamevi. Dejavi é quando você tem uma situação que basicamente você se apresenta, né? Então você chega num local e você reconhece aquele local como familiar, tá?
Então isso pode acontecer em pessoas normais, mas também pode acontecer às vezes em quadro de epilepsias, tá? E o Jamevi é quando você tem uma situação familiar que você não reconhece ela como familiar. Ou seja, imagina que você vai e vê o rosto da sua mãe e aí você não reconhece que é sua mãe.
Então você pode ter ali teoricamente um rosto familiar que você não consegue reconhecer. Isso pode acontecer em quadros orgânicos, tá? Mas isso também acontece bastante ali em quadros às vezes um pouco dissociativos.
Então o paciente ele pode falar: "Olha, nunca vi essas pessoas, não reconheço". e pode ser os familiares dela. Então assim, suspeita, suspeita principalmente aí de quadros epilépticos e também suspeita de quadros dissociativos.
E por fim, a gente também tem as ecineses, que são a presentado, ou seja, memórias ou lembranças que a gente já viveu e elas são vividas naquele instante como presentes. Qual o exemplo mais clássico disso aqui? Para pensar um pouco mais aqui os flashbacks, tá?
que acontece, por exemplo, ali nos steps ou então no transtorno de estresse pós-traumático. São memórias que invadem a consciência da pessoa e ela tem uma certa revivência daquilo com a carga muito grande que tá acontecendo no presente. Tem outras outro exemplo dis aqui, claro que tem, tá?
Então, por exemplo, experiências às vezes de quase morte que a pessoa fala que o filme da vida passou diante dos olhos dela. Isso é uma ecnésia, tá? também acontece às vezes no quadro de intoxicações.
Então, vamos supor que a pessoa foi lá, tomou um cogumelo e aí ela começa a se lembrar de coisas do passado, mas que são vividas com a intensidade do presente. Aí um novo exemplo, Jack Mines. Pessoal, essas são as principais alterações qualitativas da memória.
E a gente vai aqui, obviamente, passar um pouco para vocês como é que você examina a memória de um paciente, tá? Primeira coisa é que você pode tanto conversar com ele e aí ele vai te dar uma narrativa que é meio desorganizada, ou seja, você vai ficar às vezes sem compreender muito bem o que que o paciente tá falando ou ele não consegue trazer para você os eventos de uma ordem, numa certa ordem temporal. Quando o paciente ele não traz às vezes um relato muito linear, você tem que suspeitar que tá acontecendo alguma coisa com a memória, justamente porque ele não consegue organizar os eventos, tá?
ele não consegue pôr na hierarquização do tempo o que que veio antes e o que que ocorreu depois. E isso passa pra gente como um relato desorganizado. Uma outra forma também é na observação comportamental do paciente.
Por exemplo, o paciente ele pode perder objetos porque ele não se lembra onde é que ele deixou. Ele pode se perder em relação a locais. Então ele pode não reconhecer às vezes o consultório ou então como que ele veio para ali.
Ou às vezes até em situações, por exemplo, que aquela situação ali ele não sabe reconhecer que é uma consulta, tá? Você vê isso muito em quadros de delírium, que afetam a atenção e consequentemente também a memória. E obviamente o exemplo mais clássico às vezes ali nas demências, o paciente ele vai ficar repetindo o que você acabou de perguntar para ele.
Às vezes ele vai te dar também uma paresposta, então você pergunta uma coisa, ele fala outra coisa. Ou então você pode às vezes dar um certo tipo de instrução e o paciente ele pode não cumprir com aquilo. Por exemplo, imagina que você chega ali para uma criança que tem TDH e aí você fala: "Olha, eu quero que no caso você pega essa mochila, na hora que você entrar, deixa a mochila no seu quarto, depois lave as mãos e vem aqui almoçar com a gente, tá?
" Às vezes a criança, por ter uma desatenção, e isso obviamente prejudica também a memória, prejudica que a gente viu a memória de trabalho, ela pode escutar só um trecho, tá? Ou então ela pode se lembrar só de um trecho da instrução que você falou. Então tem essas duas formas.
a gente pode tanto ver pelo relato narrativo do paciente, quanto também ali pela observação comportamental dele. Só que também é muito importante que a gente realize testes de memória. E aqui, pessoal, eu vou passar pelo menos um tipo de teste para vocês que vocês vão pesquisar aí, tá?
mas que é bom vocês terem uma carta na manga. E a gente tenta dividir um pouco esses testes de memórias, principalmente naquela memória que a gente viu de fixação e também em outras memórias que são as recentes e também as remotas, tá? Então beleza, primeira coisa que eu quero que vocês saibam é que na memória ali de fixação, a gente utiliza um dispositivo ou um teste que a gente chama bateria breve de rastreio cognitivo de nitrine, tá bom?
Então, tarefa de casa, você vai depois daqui botar aí no seu computador, no seu celular e pesquisar esse teste. Esse teste é bem legal, pessoal, porque ele avalia a memória, mas ele também avalia outras funções executivas. Por exemplo, tem uma parte lá que é um pouco de fluência, tem outra parte que é também de fazer a construção de um relógio, ou seja, testa as habilidades executivas e também as viso espaciais.
Como o próprio nome já diz, é uma bateria breve de rastreio cognitivo, mas nessa bateria breve tem uma parte que vai testar a memória. E nessa parte vocês estão vendo aqui umas figuras, tá? A gente mostra literalmente essas figuras aqui pro paciente e tem um tempo para você mostrar.
Então, por exemplo, você mostra depois por 30 segundos, depois retira, pede pro paciente repetir, depois mostra um outra vez, depois pede pro paciente repetir de novo o que que ele viu. Depois você aplica testes para distrair ele e depois pede novamente para ele dizer quais as figuras estavam. Então, é uma série de figuras que você vai mostrando e uma série de testes e isso aqui vai justamente avaliando no paciente se ele tá conseguindo ter uma boa memória de trabalho, se ele tá fixando e se ele tá aprendendo com o padrão ali que você vai mostrando e retirando a figura.
Então assim, dá uma olhada nesse teste, porque ele é bem simples de aplicar e ele mesmo tem as instruções de como aplica. Eu sugiro bastante você usar isso aqui no consultório porque consegue ajudar você e também você vai poder ali identificar alguma coisa que esteja acontecendo com o paciente, beleza? Então utiliza essa bateria breve de rastreio cognitivo e de nitrine.
Tarefa de casa é ver isso aqui. Beleza, pessoal? Outra forma também às vezes de você fazer teste de memória é você perguntar sobre dados recentes ali pro paciente.
Por exemplo, o que que ele almoçou ontem, tá? O que que aconteceu na semana dele? Quais são os eventos que estão acontecendo no mundo ali, mais ou menos naquele mês ou na última semana?
Então o paciente ele vai tentar lhe dizer e se você conseguir ver que ele não consegue, tá? Tem alguma coisa ali. Uma outra coisa também são dados mais remotos e aí você vai pra biografia do paciente.
Pergunta, por exemplo, quando ele nasceu, quando às vezes ele se casou. Basicamente ali fatos que você espera que ele saiba contar muito bem isso, tá? E também investiga isso por períodos, tá certo?
Infância, adolescência, começo de idade adulta, tá certo? Então assim, são dados que a gente pode ver e obviamente quando você ficar em dúvida, então quando você precisar de uma avaliação mais rebuscada, você também pode solicitar testes neuropsicológicos. Teste neuropsicológico aí é um aparato bem grande, tá?
E uma das funções que vai vão ser avaliada é a memória, tá? Então pode ser interessante, mas é legal também assim que você dê uma lida e veja como que aquele profissional fez aquele tipo de teste, porque assim, o teste neuropsicológico ele é meio que operador dependente, tá? Então tem essas formas da gente testar a memória.
E pessoal, isso aqui basicamente são as principais alterações da memória. Eu sei que essa aula, por si só ela ficou grande, tá? Então, a gente vai obviamente fazer um resumo aqui, só que a gente vai partir das principais alterações da memória em cada transtorno, tá bom?
Então, por exemplo, na mania, tá, você vai ter principalmente uma hipermésia de evocação, ou seja, o paciente ele pode começar a se lembrar de várias coisas associada a uma hipomnésia de fixação, ou seja, às vezes, por o pensamento dele tá acelerado, ele pode não gravar e não aprender muito bem o que que ele tá ali, de uma certa forma interagindo ou então recolhendo do ambiente. que obviamente quando o paciente tem um quadro maníaco, ele pode sair daquilo e não se lembrar que a gente chama de hipomnésia lacunar, tá certo? Posterior, exatamente ao episódio que ele teve.
E lembrar também que transtorno de humor pode ter ali um afeto que altera aquelas vivências minésticas, tá certo? Que a gente chama de alomnésia, que a gente viu o exemplo ali em vídeo. Na depressão, o que que a gente vai ter?
Você pode ter uma fixação reduzida, ou seja, um aprendizado reduzido justamente pelo desinteresse. O paciente, ele tá com menos evolição, ele pode não ter uma certa valência nos conteúdos e isso pode, obviamente, prejudicar o aprendizado dele. Lembrando também que ele pode ter uma hipomnese de evocação, ou seja, uma dificuldade de relembrar dos fatos.
E muitas vezes isso acontece quando os pacientes eles estão mais inibidos, tá? inibidos tanto da psicomotricidade, mas também do psiquismo. Eles estão tão alentencidos ou lentificados que eles podem ter dificuldade de se lembrar das coisas.
Isso aqui é aquele típico o típico quadro, né, de um de um senhor, uma senhora um pouco mais idoso, que ele começa a deprimir, né, mais ali, mais no numa idade um pouco mais ali na ponta, né? E aí aquela depressão se confunde com quadro demenercial, só que quando você trata o episódio de humor, a pessoa volta ao normal. E isso realmente pode confundir, tá?
Uma depressão com o quadro demencial ali de início, tá? Então, prestem bastante atenção nisso. Você também pode ter na depressão o que a gente chamou de hipermésia seletiva, ou seja, se lembrar bastante só dos fatos ruins ou então só dos fatos ali que estão mais relacionados com aquele humor deprimido.
E novamente auminese, ou seja, o afeto alterando os eventos ou os fatos como eles foram, dando aquela tinta mais melancólica pro que aconteceu. Na esquizofrenia a gente também pode ter hipomnese de fixação. lembrar que custa com certo tipo de apatia e diminuição da evolição.
Isso também pode prejudicar a fixação. Pode também ter uma hipermésia seletiva sempre ali e girando, né, em torno dos conteúdos delirantes e também as alamnésies e as paramnésies. Deliri um é um clássico, tá?
pelo próprio nível de rebaixamento do nível de consciência, você pode ter uma hipomnese de fixação. O quadro de delírio um, vocês lembram, tanto às vezes a consciência pode estar rebaixada, quanto também você pode ter uma deficiência na atenção. Ela pode estar hipotenaz, o paciente ele não presta atenção em nada, então ele tem muita dificuldade de segurar atenção ali naquela coisa e isso consequentemente tá, atrapalha o aprendizado e a fixação dele, que a gente vai chamar aí de hipomnese de fixação.
E também enquanto o paciente está rebaixado, ele pode não lembrar daquilo que aconteceu, que é aquela hipomnésia lacunar. Na demência, pessoal, aqui é interessante, tá? Porque o que a gente pelo menos conhece mais são justamente alterações na memória.
E o que que a gente vê? Um certo tipo de hipomnese de fixação, que é o predominante. Então os pacientes que eles estão ali em quadros demenciais e demências aí de praticamente todos os tipos, Alzheimer, Levi, tá?
Demisses vasculares, eles podem justamente ter uma dificuldade de aprendizado ou então uma dificuldade de fixar novas informações. Lembrar também que a evocação deles pode estar prejudicada e lembra lá, pelo amor de Deus, da lei de Ribô, tá? Então o paciente ele vai esquecer coisas que são mais simples e ele vai tender a não esquecer coisas que são mais complexas.
Eventos recentes, ele tende a esquecer mais. Eventos mais tardios, ele tende a esquecer menos, tá bom? E quando tem uma lacuna ali naquela memória daquele período, ele pode preencher com uma paramnésia, que aqui a gente dá o nome de fabulação.
Lembrar também que a memória explícita, ela é mais prejudicada do que a implícita. Ou seja, é mais fácil às vezes ele esquecer um fato ou então lembrar de um, por exemplo, de um evento que aconteceu na vida dele do que ele desaprender, por exemplo, a dirigir ou então a tocar violão, a tocar piano. Você vê ali às vezes pacientes que t quadro de Alzheimer, que às vezes eles não vão se lembrar de muitas coisas autobiográficas, mas você bota um piano lá e eles tocam, tá?
E também lembrar que a memória episódica, ou seja, relacionada a fatos biográficos, é mais afetada do que a memória semântica. Ou seja, às vezes eles podem esquecer datas, eventos que são relacionadas a eles do que propriamente conhecimentos gerais, tá bom? Então lembra um pouco disso.
Beleza? No transtorno amnésico, tá? Lembrar aqui transtorno amnésico é basicamente ali uma falha de memória causada por um transtorno orgânico.
Onde é que isso aparece? Corsacov, quadros de epilepsia, TCE, uso de benzo e até também quadros ali pós ECT, eletroconvulsoterapia, tá? Que que você tem?
Uma hipomnese de fixação. Você também pode ter uma desorientação temploespacial, porque justamente você não consegue fixar e se localizar as coisas. E também fabulações aqui, novamente, lacunas de memória que são preenchidas por uma paraminésia.
Beleza? O que que acontece em quadro de défic intelectual e também de autismo? Lembra lá, pode atrapalhar a memória de fixação, mas também tem aquele quadro de hipermésia de fixação, que são aquele aquilo que a gente disse do paciente, por exemplo, ver uma foto, se lembrar absolutamente de tudo daquela fotografia e desenhar aquela fotografia ali de memória, tá certo?
Então isso pode acontecer. São as chamadas ilhas de habilidade, tá certo? E quadro de epilepsia, a gente deixou aqui um pouco separado por causa da prevalência também.
por causa que afeta bastante essa função. Você pode ter hipominésia de fixação e também ecinésias dejavi nos estados crepusculares e amnésias lacunares. Ou seja, quando a pessoa ela tá ali tendo uma tônico clônico generalizado, uma crise de ausência ou às vezes crises focais desperceptivas, ela pode não se lembrar daquele evento que é bem comum, tá certo?
Então você pergunta pra pessoa o que que aconteceu e por ter justamente ter um certo tipo de descontinuidade na consciência, ela não vai lembrar, tá? Lembrar também aqui, enfim, desculpa o trocadilho, tá? Que isso pode acontecer em quadros pós e quitais, ou seja, a pessoa teve uma crise de API, ela fica meio confusa e depois ela não se lembra muito bem daquilo que aconteceu.
Também estamos chegando no fim, se acalma, transtornos dissociativos, tá? O que que pode acontecer aqui de quadros minésticos nesses transtornos? Lembrar que eles são reversíveis, ou seja, a pessoa pode perder a memória, mas a memória volta, tá?
Isso é muito importante. Irreversível, às vezes vai ser com o tratamento, com a comunicação diagnóstica ou às vezes mesmo com a vida, tá certo? Tem um evento lá, perdeu a memória, depois de outro evento volta a memória.
Isso pode acontecer. Lembrar que elas podem ser tanto seletivas, lacunares ou generalizadas. pode acontecer os três tipos.
Lembrar também que é mais frequente retrógrada do que retroenterógra, ou seja, a retrógrada que é mais rara acontece aqui principalmente nos transtornos dissociativos. E também uma importante característica, geralmente inícios e fins súbitos. E quando você vê isso, vá atrás de um desencadeante.
Geralmente tem alguma coisa aí, por exemplo, uma situação muito difícil, um afeto muito intenso ou então uma situação de vida que era de difícil saída e a pessoa dissocia e perde a memória. Por exemplo, imagina que a pessoa tá, ela tem um quadro ali já dissociativo, somatoforme, conversivo e aí ela tem uma situação muito difícil que vai resultar no perda de emprego dela e aí ela dissocia e perde completamente memória. Isso pode acontecer.
Geralmente o fim e o início são bem súbitos, tá certo? E também, pessoal, uma coisa que é importante, às vezes essas pessoas elas perdem a memória e elas ficam meio indiferentes com isso, ou seja, não é um grande problema para elas. É o que a gente chama de label indiferance, tá?
ou então uma bela indiferença que é nada mais que uma dissociação idioafetiva entre o que aconteceu e o afeto que a pessoa tá tendo, porque a maioria das pessoas numa situação como essa de perda de memória, elas estariam bem angustiadas ou então bem apreensivas sobre isso, tá bom? E por fim, a gente tem também o Tept, tá? que a gente tem uma hiperminésia ali, desculpa, uma hipomnésia lacunar, ou seja, a pessoa ela pode às vezes esquecer do evento ou ela pode também lembrar demais daquele evento.
E também as mineses, que são os famosos flashbacks, tá? Que a gente viu, que é uma alteração aí qualitativa. E pessoal, a gente chegou aqui no final dessa função.
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Um abraço e até a próxima.